Música e Vinho | Centro América FM Cuiabá - Easy | Cadena

Episódios

VINHOS SUIÇOS

Uma ótima manhã para você que é apaixonado por vinhos. Vinhos suíços, eu nunca degustei. E você? Mas, só pelas paisagens dos vinhos da região de Lac Léman, já me deu vontade de encontrar um vinho suíço para conhecer. O Lac Léman é o maior lago da Europa Ocidental e tem um clima particular. Está protegido do rigor do inverno, pois o lago e os muros de pedra armazenam calor e, no verão, o próprio lago ajuda a refrescar. A exposição solar é de nascente, o que é propício à viticultura. São duas as regiões mais importantes dos vinhos na Suíça: La Côte e Lavaux. La Côte quer dizer encosta, pela sua localização na suave colina. Produz vinhos brancos, como os da uva Chasselas, uma uva de coloração dourada, lembrando a Chardonnay, e aromas de frutos como pêssego e maçã, além de nozes e mel. Perfeito para um fondue de queijos ou massas com molhos brancos. Além da Chasselas, a região produz ainda vinhos com as uvas Chardonnay, Müller-Thurgau, Sylvaner, Pinot Gris e os tintos mais leves, como Pinot Noir e Gamay. A outra região vinícola da Suíça é a Lavaux, considerada Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO desde 2007. O motivo de tal título são as paisagens incríveis dos vinhedos. Dizem sobre a região de Lavaux que ela tem a sorte de amadurecer sob um sol triplo: um sol que vem de cima, generoso e acolhedor; um sol que vem de baixo, reflexo do lago espelhado; e um sol retido nos velhos muros de pedra, que é liberado à noite.

15/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:48

VINHO NERO D´AVOLA

Centro América FM, música e vinho, e uma excelente manhã para você. A vinícola italiana Botter Carlo tem a sua sede em Fossalta di Piave, no Vêneto, ao norte da Itália, mas produz em terras espalhadas por toda a Itália, até chegar à Sicília. A vinícola preserva as uvas nativas de cada região e explora ao máximo suas características, que são extremamente distintas em cada pedacinho da Itália. Degustei mais um Nerodávola, aquela uva da Sicília para a qual eu torcia o nariz e agora amo. A Sicília é a terra do solo vulcânico e também considerada a terra do sol, de verões quentes e invernos bem amenos, em clima mediterrâneo. Degustei o Caleu Nerodávola, com coloração intensa, bem fechada, e notas de pimentas e frutas negras, super presentes, além de taninos bem rústicos. Um vinho com tons rústicos, mas, ao mesmo tempo, bem modurado, digamos, domado, integrando fruta e tanino. Mas nem por isso delicado: é um vinho mais bruto. E os aromas de fumaça da terra vulcânica lembram um defumado e aí já vem churrasco à cabeça. Sim, o Nerodávola fica super bom com carnes tostadas, não queimadas, é claro. Com uma tosta leve de carvão e com risoto de queijos bem fortes, extremamente maduros. Essa é a harmonização perfeita para um Nerodávola. E você, tem alguma uva ou estilo de vinho que não gostava e agora ama? Então compartilhe comigo a sua experiência usando a hashtag Música e Vinho.

13/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:37

SUGESTÃO DE HARMONIZAÇÃO

Que delícia ter a sua companhia nesta manhã no Música e Vinho, que hoje tem um gostinho de dar água na boca. Me deu água na boca só de lembrar do queijo Brie com geleia na hora de escrever este Música e Vinho. Afinal, Brie é o queijo mais antigo da França e, hoje em dia, faz um sucesso nas festas, servido com massa folhada e geleias de vários sabores, frutas e mel. É uma super combinação com vinho. Brie com geleia pede um vinho. A região de Brie está próxima a Champagne, na França, e, por isso, a harmonização é um clássico: Brie com Champagne. O queijo Brie é considerado o queijo dos reis ou o rei dos queijos, porque os reis o elegeram, no Congresso de Viena, em 1814, como o mais macio e saboroso da França. Foi eleito pelo imperador Carlos Magno I. O Brie tem a textura macia e sabor forte, sabor lácteo forte, e combina com a textura cremosa e os aromas lácteos dos espumantes, dos famosos champanhes. Combina também com saladas, carnes, fundis, castanhas como amêndoas, geleias e mel. Pode ser consumido frio, empanado e frito ou, ainda, assado na massa folhada. Não tem aperitivo melhor que o Brie com massa folhada e geleia de frutas vermelhas ou frutas amarelas, como o damasco. Nesta receita, o frutado da geleia conta muito para harmonização, e os tintos mais leves surgem com perfeição para este casamento. Aromas de frutas vermelhas ou amarelas, aromas doces intensos, combinam super bem. Enquanto o seu Brie assa, você já pode escolher entre um Pinot Noir do Chile, um Pinot Noir da Nova Zelândia, da região da Califórnia ou, ainda, da Borgonha. A uva Pinot Noir é a chamada Leide das uvas, uma uva autóctone da região da Borgonha. A frutinha fresca, frutas vermelhas e delicadas, notas de morango, cereja e cogumelos que lembram o mofo da casca do Brie. Essa é a excelente harmonização: Brie com champanhe ou um tinto de Pinot Noir. Sugestões de harmonização para você seguir degustando, lembrando sempre, claro, de manter a moderação.

12/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:15

MARIUS ROSÉ

Vinho, pela sua complexidade histórica e por todo o trabalho necessário para se finalizar uma garrafa, não é algo que podemos considerar simples. Mas, dentre os inúmeros estilos de vinhos, há alguns mais complexos e outros mais simples. Há os vinhos que precisamos decantar e separar os elementos; aqueles que evoluem na taça, que mostram camadas de aromas, que precisam de comida para se mostrar, que precisam de anos para chegar ao seu auge. Na outra ponta, há os vinhos muito bem elaborados, mais simples e extremamente prazerosos. Já degustei várias vezes, quando quero apenas reunir os amigos, o Marius Rosé, de M. Chapoutier, do Languedoc: um Grenache com uma coloração mais forte que os rosés da Provence. Também menos salino e com mais fruta. Parece uma bala de frutas vermelhas. O Languedoc é a região que produz o maior volume de vinhos da França. E os vinhos são considerados mais rústicos, mas ideais para o dia a dia. A qualidade só vem crescendo, mas a maior parte das nossas degustações pede vinhos mais simples. Isso acontece quando o vinho mostra um aroma frutado, por exemplo, e esse aroma não vai mudar até o final da garrafa. Ele é simplesmente saboroso e gostoso, como o Marius Rosé de Chapoutier. Bom Marius para você!

11/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:37

LES CHARMES DE KIRWAN

Uma ótima manhã! Os grandes e prestigiados chatôs de Bordeaux costumam produzir os seus Dixiam Van, traduzindo-os: são os segundos vinhos, aqueles que saem em anos em que a safra não foi boa o suficiente para elaborar o seu primeiro vinho, que sai em safras excepcionais. Durante a década de 1980, os vinhos de Bordeaux entraram na era do ouro, em que os primeiros vinhos ganharam reconhecimento dos críticos, como Robert Parker, e os preços foram às alturas. Surgiu, então, um segmento de vinhos intermediários: os segundos vinhos, com preços mais acessíveis que os icônicos primeiros vinhos e acima dos vinhos mais simples, como o Le Charme de Quirvan, o Dixiam Van do Chateau Quirvan, um Grand Cru Classé de Margaux, que está sob comando da família Schröder Schiller. O vinho é daqueles que está acima da média, bem acima. Vinho rico, estruturado, macio, aveludado, complexo. O Charme de Crivã foi lançado em 1993 e é um assemblage de Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot. As notas são femininas e delicadas, mas muito expressivas, de ameixa, amora e cereja madura. Tem um ataque de boca cheio de vida no primeiro gole, aliás, em todos os goles. É um vinho longo, cheio de especiarias, taninos densos e muita finesse. Degustei o Le Charme de Crivã nas safras de 2015 e 2017. Notadamente, o 2015 está no auge e o 2017, quase lá. Esse estilo de vinho, o segundo vinho, pode ser bebido mais jovem que o primeiro, o Charme de Crivã, que agora está disponível na história. Safras 2009, 2010 e 2011. Vom Kirvam pra você!

10/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:04

GOULEYANT BLANC

E uma super manhã para você que curte música e vinho! Cahors não é só Malbec. A Sauvignon Blanc, a uva de Bordeaux, também está presente no sudoeste da França neste delicioso Goulean Blanc, com frescor e sem madeira. A Maison Georges Vigouroux é uma casa francesa que já foi muito aclamada antes da filoxera e ressurgiu no final do século XIX, trazendo um Malbec mais bem elaborado, mais elegante, diferente do Malbec rústico que a França fazia. A casa existe desde 1887 e está na terceira geração. O Goulean Malbec eu já te sugeri até para criar a experiência de degustar, no mesmo dia, um Malbec francês e um Malbec argentino. E agora é a vez do frescor, da delicadeza e do delicioso aroma floral do Goulean Blanc, elaborado predominantemente com Sauvignon Blanc e um pouquinho da uva branca Colombard. Goulean, em francês, significa fácil de beber, e é esse o estilo desse vinho: sedutor, perfeito para piscina, para pescaria, perfeito com ceviche, com peixinho frito, moqueca, queijos frescos e saladas. O Goulean Blanc é um vinho simples para te acompanhar no gelo, no rio, na praia, na piscina ou até mesmo em um drink. E eu gostei dessa ideia do Goulean Blanc na pescaria. Bom Goulean para você!

09/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:27

UVA SOUVIGNON BLANC

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06/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:42

HARMONIZAÇÃO COM SAUVIGNON BLANC

Bom dia! Hoje eu quero inspirar você a experimentar novas harmonizações. Muita gente acredita que vinho branco combina apenas com peixes e frutos do mar. Mas e as massas? E os queijos? Recentemente, fiz uma sequência harmonizada com um Sauvignon Blanc chileno. Comecei com uma salada de folhas verdes, tomate fresco e creme de burrata com aceto balsâmico. Como prato principal, servi um espaguete ao pesto. Mas como pensar para que uma harmonização dessas dê certo? O segredo está em observar os elementos do vinho e os elementos da comida. Se você não conhece um vinho específico, vá pela uva, como eu fiz nesse dia. Eu sabia que queria um Sauvignon Blanc e escolhi um exemplar chileno. Em geral, os Sauvignon Blancs do Chile são vinhos leves, frescos, com boa acidez, notas cítricas e características herbáceas. A partir dessas informações, escolhi os pratos. A salada é fresca, leve e possui acidez. A burrata traz cremosidade e frescor, enquanto as folhas reforçam essa sensação de leveza. Já a massa, por si só, é neutra. Por isso, optei pelo molho pesto, que traz ervas frescas e nozes. Está aí o elemento herbáceo do prato, criando uma ponte com o vinho. É preciso pensar um pouco, mas a experiência vale a pena. Quando esses elementos se encontram na boca, costumam criar um terceiro sabor, resultado da interação entre comida e vinho. E, quando a harmonização funciona, acontece algo mágico: o vinho parece ficar melhor, e a comida também ganha uma nova dimensão. Bom Sauvignon Blanc para você!

05/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:28

MAÇA COM PORTO

Uma excelente noite para você, sintonizado na Centro América FM! Por que será que maçã combina com canela? E por que será que vinho do Porto combina com torta de maçã? Não faço a menor ideia. Normalmente, o Porto não combina muito com sobremesas excessivamente frutadas, mas com a maçã vermelha a história é diferente, especialmente quando ela aparece em forma de doces assados. A torta de maçã é um símbolo dos Estados Unidos. Nunca falta na mesa do Dia de Ação de Graças. Mas sua origem está na Inglaterra, e ela combina perfeitamente com um vinho que vem de Portugal. Ou seja, nada parece fazer muito sentido nessa harmonização entre torta de maçã e vinho do Porto. A não ser à mesa. E no paladar. Ali, tudo faz sentido. Que casamento perfeito! Você pode testar algumas variações em casa. Experimente o seu vinho do Porto com uma maçã assada ao próprio vinho do Porto. Ou uma massa folhada recheada com maçã e coberta com uma calda de vinho do Porto. Outra excelente opção é uma maçã inteiramente envolvida em uma redução do vinho. Também vale apostar em um bolo de maçã com a massa umedecida por vinho do Porto. E, claro, na clássica torta de maçã com canela, acompanhada de uma bela taça de vinho do Porto tinto.

04/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:15

LAPOSTOLLE

Centro América FM é a rádio do Musica & Vinho, e uma ótima manhã para você! A Lapostolle é a mais francesa das vinícolas chilenas. A empresa possui uma história familiar ligada ao mundo dos vinhos e destilados desde 1827, com a produção dos famosos conhaques Grand Marnier, pertencentes à família. Em 1994, Alexandre Marnier-Lapostolle fundou a Lapostolle no Chile, quando encontrou um vinhedo no Vale de Apalta que o encantou. A Lapostolle nasceu com prestígio. Nasceu para produzir vinhos premium e altamente reputados, como o Clos Apalta 2005, eleito o melhor vinho do mundo pela Wine Spectator em 2008. Desde o início, a vinícola aplica práticas sustentáveis no vinhedo e na cantina. Chega a compostar 365 toneladas de cascas e talos por ano. O cultivo é orgânico e biodinâmico, embora sem certificação oficial o que, aliás, apenas encarece o vinho. A Lapostolle produz rótulos como o Grand Selection Sauvignon Blanc, que eu adoro. É um vinho que raramente recebe menos de 90 pontos de James Suckling e apresenta notas cítricas e herbáceas, perfeito para acompanhar peixes de rio ou do mar. Eu o harmonizei com um ceviche de atum com manga. A Lapostolle produz ainda os famosos Cuvée Alexandre e o icônico Clos Apalta, que merece um Musique Vinho dedicado exclusivamente a ele. Bom Lapostolle para você!

03/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:33

ROSÉ REVOLUTION

Centro América FM, música e vinho: uma ótima manhã pra você!Tem dias que a gente acerta tanto na harmonização que vale a pena compartilhar. Num dia de extremo calor, escolhi um rosé da Domínio de Punctum, uma vinícola espanhola orgânica e biodinâmica da região de Castilha. O rosé se chama 99 Rosas e é elaborado com 70% da uva Tempranillo e 30% de Cabernet Sauvignon. Um vinho super leve, com maceração curta de apenas cinco dias e fermentação a temperatura bem baixa para preservar o frescor. Teor alcoólico: apenas 7%. Harmonizei com um típico prato mediterrâneo: uma paella com todas as suas nuances perfeitas — sabor, apresentação, cheiro, textura, umidade, uma certa pimentinha, tempero no ponto. A harmonização foi perfeita!Escolha você também um bom rosé e se empolgue na cozinha, hein? Dá-lhe rosés! Essa é a nova moda: Rosé Revolution.

02/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:05

LAPOSTOLLE APALTA

Uma ótima noite para você! Obrigada pela companhia de sempre aqui na Centro América FM. Tem vinho que é sucesso, sem dúvida. O Lapostolle Apalta é um queridinho do mais francês produtor chileno, a Lapostolle. O vinho é encorpado, intenso, elegante, redondo, macio e suculento. O produtor está localizado no Chile, no Vale de Apalta, e o vinho Lapostolle Apalta, lançado em 2015, tem a Cabernet Sauvignon como base, com um corte de Merlot, Carménère, Cabernet Franc e Syrah. O Apalta tem 14,5% de teor alcoólico, mas não pesa, porque possui excelente estrutura para sustentar toda essa potência. São 28 dias de maceração. Maceração você já sabe, né? É o tempo em que as cascas ficam em contato com o suco, permitindo a máxima extração de cor, taninos, aromas e outras substâncias presentes na uva. Cerca de 70% do Lapostolle Apalta passa 12 meses em barricas de carvalho francês de segundo e terceiro uso, enquanto os outros 30% permanecem em tanques de aço inoxidável para preservar o caráter frutado do vinho. Agora você já pode começar a preparar a brasa e separar os seus melhores cortes para um grande churrasco. De verdade, se eu fosse você, já iria procurar um Lapostolle Apalta. Bom Lapostolle Apalta para você!

01/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:26

CHARTRON LÁ FLEUR BLANC

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29/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:45

VINHOS TINTOS DO ALENTEJO

Uma ótima manhã para você. A cidade de Estremoz fica no distrito de Évora, no Alentejo, e, pela sua localização próxima à Espanha, foi usada como apoio do exército português contra a Espanha, especialmente na chamada Guerra da Restauração. O monumento mais importante é a Torre de Estremoz, usada como defesa alentejana nesses períodos de batalhas. Em homenagem à Torre de Estremoz, o produtor Thiago Cabasso elaborou o Vinho Torre de Estremoz, um tinto alentejano delicioso, elaborado com as castas regionais Trincadeira, Alicante Boucher e Aragonês. Uma fruta madura, aveludada, chocolate nos aromas, frescor, taninos doces, bom volume de boca e muito macio. Não sei você, mas, quando penso nos vinhos alentejanos, imagino vinhos quentes, maduros, de cores fortes e saborosas. É difícil achar um vinho alentejano que não agrade. São vinhos de planície, quentes e com poucas chuvas. São mais de 22 mil hectares de vinhedos plantados no Alentejo e a produção de 88 milhões de litros de vinho por ano. Grande parte dessa produção está disponível para nós aqui no mercado brasileiro, com várias opções de bons vinhos tintos alentejanos para você degustar. Lembrando sempre, é claro, de manter a moderação.

28/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:28

WINE BARS

Quem vem primeiro: o vinho ou o prato? E você? Escolhe primeiro o prato ou o vinho? Tudo bem se o momento for da comida, se a estrela é o objetivo de um prato especial. Tranquilo, você pode escolher o vinho depois. Mas isso vem mudando. Há vários wine bars que têm o vinho como foco e cardápios que possam ligar aos vinhos da carta. Desta forma, os chefes de cozinha dos wine bars buscam criar cardápios neutros, que tenham mil possibilidades de harmonização com as opções de vinhos. Eu acho super bacana escolher um vinho e depois várias entradinhas para brincar com a harmonização e testar opções que agradem ao seu paladar. Afinal, o bacana do vinho é se aventurar. E você? Tá degustando o quê? Compartilhe comigo usando a #Música&Vinho através das redes sociais.

27/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 0:58

VINSOBRES PERRIN

Que delícia ter a sua companhia nesta manhã aqui na Centro América FM para mais uma edição do Música e Vinho. Cada região da França é cheia de pequenas aldeias, e todas têm a sua particularidade, como Vansobre, que fica a 40 km ao norte da famosa região vinícola de Chateauneuf-du-Pape. Vansobre é especial para a produção de vinhos elaborados a partir da uva cirrá. Degustei o Vansobre do vinhedo Le Cornu, da Família Perran, a proprietária do ícone Chateau de Bo Castel. O Vansobre da Família Perran tem 50% de cirrá e 50% da uva tinta Grenache, plantado em socalcos de mais ou menos 300 metros, em terroir bem pedregoso. Cada uva é vinificada separadamente: a Grenache em inox e a cirrá em tanques de madeira. Depois, só a cirrá envelhece em carvalho por um ano. Ganhamos um vinho fino, intenso, com notas de violeta, carne defumada, amoras e café, com muita fruta madura e toques de especiarias, super gastronômico. Harmonizei o meu Vansobre da Família Perran com filé au poivre, que ficou perfeito. Ótimo Vansobre pra

26/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:19

MACON DROUHIN

Da região mais ao sul da Borgonha vem o vinho Macon-Village de Giuseppe Drouin. A região de Maconés é grande produtora de vinhos brancos de uva Chardonnay, a rainha da Borgonha. A região do Maconés tem mais sol e menos chuva, e os preços das terras são mais baratos que ao norte da Borgonha. Isso fez com que alguns produtores começassem a olhar para o sul. A região tem potencial para produzir brancos de altíssima qualidade, com preços mais acessíveis. O Macon-Village de Drouin é super frutado, e o suco da última prensa é descartado. O vinho não tem passagem por madeira e, como todos os vinhos do produtor, mantém a pura expressão do terroir, argilo calcário da Borgonha. Você vai sentir notas de pera, maçã e deliciosa mineralidade. Isso tudo é perfeito para um bom bacalhau, salmão, pacu, maconé, massas de queijos maduros, como parmesão, gorgonzola, golda ou ainda um canastra. Bom macon para você!

25/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:07

FINCA LUZÓN

É a sua companhia que me inspira a descobrir novos vinhos. Pouco se ouve falar dos vinhos da Jumilla, a sudoeste da Espanha. Degustei o Finca Luzón. O nome foi dado em homenagem à ilha de Luzon, nas Filipinas, onde o fundador, Dom José de Molina, fez sua carreira militar. A uva em destaque no Finca Luzón. O vinho tem 90 pontos pelo guia espanhol Peñín; por Antonio Galloni, mais uma boa referência para você acompanhar; e 91 pontos por James Suckling. O vinho tem a Monastrell como base e uma pontinha de Syrah. Super linda a cor, muita fruta quente. O vinho é intenso e não passa em madeira. É puro terroir espanhol de Jumilla. São de 10 a 15 dias de maceração para extrair o melhor das uvas e do terroir calcário e quente da região de Jumilla. Harmonizei com um risoto de filé bem simples, bem saboroso, mas bem simples. Bom Luzón para você!

22/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:14

COTE DE BEAUNE DROUHIN

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21/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:08

COTE DE BEAUNE DROUHIN

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21/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:08

PESQUERA CRIANZA

Paixão pela uva e pela terra. Tem mais, muito mais para você descobrir e degustar. A família Fernández Rivera, da Espanha, é a produtora do famoso Pesqueira, o vinho que impulsionou a criação da denominação de origem Ribera del Duero. Pesqueira está comemorando 50 anos. A vinícola foi fundada em 1972, e a primeira propriedade foi a Pesqueira. Alejandro Fernández foi quem começou o projeto e logo ganhou o reconhecimento de Robert Parker, que classificou a vinícola como cinco estrelas. O vinho Pesqueira Crianza é considerado soberbo pelo crítico americano. É um 100% Tempranillo, com 18 meses em carvalho americano e seis meses em garrafa. São camadas e camadas de frutas: sedoso, encorpado e com um retrogosto intenso de frutas negras. A maturação acontece em carvalho, e ela trouxe ainda um toque balsâmico e um suave sabor licoroso ao vinho. Fica muito tempo em boca. Vale abrir umas horas antes, mas sugiro só abrir, sem decantar, para você curtir a evolução e a complexidade do Pesqueira na sua taça. Perfeito para um bom churrasco, carneiro e embutidos espanhóis. Bom Pesqueira para você!

20/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:27

VINHOS PORTUGUESES

Que alegria ter a sua companhia nesta manhã aqui na Centro América FM, e que a sua manhã seja super saborosa. Essa é uma das características principais dos vinhos portugueses. Os nomes das uvas são bem estranhos, né? E quase todos são típicos de Portugal. São uvas plantadas apenas em território português; nós chamamos de uvas autóctones. Isso faz com que os vinhos portugueses sejam bem diferentes do resto do mundo. Atualmente, os alentejanos e os tintos durienses, da região do Douro, estão ganhando muitos adeptos pelo mundo. Os tintos do Douro são feitos das mesmas uvas do vinho do Porto. Têm aromas doces que lembram os Portos, porém são vinhos tintos secos, perfeitos para acompanhar comida. Já os vinhos alentejanos são considerados os mais saborosos do país. São vinhos de muita cor, bom corpo, sedosos e com sabor gostoso. Gostoso mesmo, difícil não agradar. Tanto os durienses quanto os alentejanos são vinhos gastronômicos, ou seja, precisam de comida para valorizar. Experimente com pratos rústicos, como carne de porco assada, rabada, carnes assadas, polenta com cogumelos, e aproveite os seus vinhos portugueses.

19/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:21

VINHO CAYMUS

Entre o mar do Pacífico e o sol de Napa Valley fica a propriedade Mersoleil, do famoso grupo de vinhos americano Caymus. Os primeiros vinhedos foram plantados em 1988. A ideia é que o sol amadureça as uvas e os ventos do Pacífico estendam essa maturação, ganhando força e complexidade ao vinho. Degustei o Mersoleil Silver Chardonnay. “Silver” é o prata, sem madeira. Inusitado, já que os chardonnays da Califórnia são sempre bem barricados, tostados e amanteigados. O Mersoleil Silver Chardonnay é mais fresco, embora seja cremoso, com notas de limão, de flores de limão da plantação que está muito próxima ao vinho. Tudo isso aparece nos chardonnays de Mersoleil. Só a uva chardonnay, sozinha, com plena maturação, já traz uma boa estrutura ao vinho. Então, o Mersoleil Chardonnay Silver, mesmo sem madeira, é bem presente, bem cheio em boca e pede um prato de bom corpo. Eu harmonizei com bolinhos de bacalhau de entrada e, depois, postas de bacalhau com azeite e muito alho. Bom Mersoleil pra você!

18/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:24

GIGONDAS LA GILLE PERRIN

Gigondas é o nome de uma apelação de origem controlada francesa, no Vale do Rhône, que se destaca na elaboração de vinhos tintos e poucos rosés, não elaborando vinhos brancos. As principais uvas são Grenache, Cinsault, Mourvèdre e Syrah. Gigondas é uma microrregião dentro da Côte-du-Rhône, que produz vinhos gordos, encorpados, intensos e complexos. Degustei o Gigondas L’Argile, da Famille Perrin, a maior referência do Rhône. Sedoso, macio, grande, com um super retrogosto de cereja, marca registrada do vinho L’Argile. O Gigondas L’Argile compara-se a alguns Châteauneuf-du-Pape e é elaborado com 50% de Grenache e 50% da uva tinta Syrah. O vinho é pequeno e a produção bastante limitada. A safra de 2018 tem 94 pontos pela Wine Spectator, 93 por Robert Parker e 93 por Antonio Galloni, um dos maiores críticos americanos de vinhos da atualidade, da revista Vinous. O Gigondas L’Argile, da Famille Perrin, é um supervinho que você pode abrir para curtir momentos especiais, porque pede comida e merece estar aberto pelo menos 30 minutos antes, sem decantar. Vamos para a cozinha para te inspirar: queijos bem maduros e artesanais, como um Pardinho, o queijo brasileiro, um bom bife ancho, carré de cordeiro ou ainda uma massa com ragu de linguiça. E bom Gigondas para você!

16/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:41

VINOTERAPIA

Vocês sabem que uma das minhas grandes referências é a Revista Adega, que traz as melhores publicações do mundo do vinho. E eles trouxeram uma matéria sobre vinoterapia, o tratamento estético à base de vinhos e seus elementos. O termo “vinoterapia” é patenteado e só pode ser usado em seis espaços de vinhos pelo mundo. O termo é super antigo: os gregos já registravam os tratamentos estéticos à base de uvas desde a Antiguidade. O tratamento é baseado na utilização de nutrientes da uva, casca, mosto, óleo de semente e bagaço para realizar esfoliações, massagens e banhos. O vinho mesmo é usado só para beber enquanto relaxa na banheira com cremes e sais, porque o álcool não é indicado para ter contato com a pele, pois pode causar irritação e produção de oleosidade. Os benefícios vão desde o relaxamento até a redução de rugas e o anti-envelhecimento. Como todo tratamento, a vinoterapia precisa ter a orientação do seu médico, mas alguns dos benefícios são: hidratar a pele, eliminar toxinas, acelerar a cicatrização de feridas, auxiliar na produção de colágeno e, por isso, manter a pele mais firme, além de ativar a circulação sanguínea. A história é bem clara: Cleópatra, a rainha do Egito e a mais bela da sua época, já tomava banhos de vinho.

15/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:30