Música e Vinho | Centro América FM Cuiabá - Easy | Cadena

Episódios

PIZZATO CONCENTUS

Tem uma vinícola brasileira que está ousando e provocando o mercado. A Pisato, do Vale dos Vinhedos, que já comentei sobre o Fausto Merlot e o espumante Brute Natur, que segue a tendência de zero açúcar. Bom para nós, porque açúcar só tira a nossa energia. A Pisato está plantando e elaborando vinhos com uvas bem diferentes, como Alicante Boucher desde 2004 e a uva Egiodola, uma das poucas versões dessa uva no Brasil, mas ainda não degustei. Está apostando também na Merlot, que há muito tempo o Brasil está tentando colocar como uva-bandeira, e outras versões ainda em assemblage. Ganhei, degustei o Pisato Consentos. Consentos, em latim, é harmonia, consenso, e o vinho é o perfeito consenso entre Merlot, Cabernet Sauvignon e Taná, um assemblage. O Consentos traz notas mais fechadas, como Bosque Molhado, Café com Leite, Ameixas, especiarias doces como cravo e chocolate. São 11 dias macerando, extraindo aromas e sabores das três uvas. 70% do vinho é Merlot, apesar de estar realmente se empenhando na uva Merlot. 70% do vinho é Merlot e, apesar de realmente estar se empenhando para que a Merlot seja a nossa uva bandeira, o restante é 15% de Taná e 15% de Cabernet Sauvignon. É bem encorpadinho para a maioria dos vinhos brasileiros. Tem uma persistência média longa e a sugestão de harmonização são as caças, churrascos e molhos com vinho tinto. Harmonizei com empadas de calabresa, o molho funghi. Deu certo. E você? Também inventa harmonizações com vinhos em casa? Aproveite e compartilhe comigo usando a hashtag música e vinho. 🍷

26/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:47

CHÂTEAU PUYCARPIN BORDEAUX

Eu tenho um amigo que gosta muito de vinhos, mas nunca conseguiu se entender com os bordôs tintos. Você também acha difícil? O fantasma dos bordôs é o preço, sempre apresentados como os vinhos mais caros do mundo, daí espanta mesmo. Degustei uma opção muito boa de custo justo, na faixa dos 120 reais, o Chateau Puicarpan de Bordeaux. Bordeaux é uma região francesa de vinhos dividida em margem direita e margem esquerda. Na margem direita está a subregião de Saint-Emilion, de grandes vinhos da uva Merlot. E em Saint-Emilion há uma apelação, uma outra partezinha de terra dentro de Saint-Emilion, chamada de Cotes du Castillon. Ali produzem-se vinhos que usam a maior parcela da uva Merlot, em vinhos tintos que vão de médio corpo a encorpados. A Cote du Castillon produz vinhos com certa rusticidade, que vai se afinando com o tempo. Degustei o xatopo e carpam, 80% da uva merlot e 20% de cabernet sauvignon, com passagem de 8 meses em madeira e 14% de álcool, então você pode guardar por uns 4 anos. Na boca, um perfeito equilíbrio entre madeira e fruta. Acidez na medida certa, taninos presentes, aromas que lembram a meixa seca, caça e o famoso soboá, aquele aroma de terra molhada bem típico nos tintos bordaleses.

24/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:30

MACCIARELI DE MONTEPULCIANO

Na década de 70, o produtor italiano Gianni Maciarelli resolveu mudar o sistema de condução dos vinhedos em Abruzo e foi criticado. Com rendimento bem inferior, ele produziu vinhos mais concentrados que os produzidos na região de Abruzo, que fica ao centro da Itália. Após algumas décadas, hoje ele é copiado e chamado de anjo da guarda do Abruzo, pois revolucionou a produção e colocou a região em evidência aos críticos e também aos consumidores de todo o mundo. Degusteio o Maciarelli de Monteputiano da safra de 2016. Uma das características da uva símbolo da região, a uva Monteputiano, é a coloração profunda, baixa acidez e taninos doces, deliciosos quando jovens, mas podendo evoluir até uns 10 anos. De Abruzo melhorou o estilo de Abruzo, mas sem perder a tipicidade italiana ​ Ao beber, você sabe que é um vinho italiano, pede comida, saliva na boca. Eu harmonizei com queijos, pastas, frutas, castanhas e carnes. Uma mesa bem farta, bem italiana mesmo. Agora é um momento de reflexão e pergunta, eu quero saber de você. Você procura vinhos que sejam muito diferentes um do outro? Quer encontrar vinhos que tenham a cara, ou melhor, o gosto de cada região ou país? Ou você procura vinhos que goste e pronto?

23/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:34

VINHO CLAUDE VAL

O Domane Paul Mas do Languedoc produz um vinho branco chamado Claudeval. É o mesmo produtor do Arrogant Frog. A linha Claudeval é sempre feito de assemblages de uvas tradicionais e regionais do sul da França, como as uvas brancas Grenache Blanc, Vermentino, Chassant, Mausac, Sauvignon Blanc e Chenin Blanc. Essa é a composição das uvas do famoso Claudeval branco. O vinho permanece três meses sobre as borras, as chamadas lias. Ou você pode encontrar no rótulo ou na ficha técnica escrito como surli. Nesse período, o vinho ganha estrutura, acidez e notas de flores e frutas brancas, como pera e maçã. Eu adoro esse estilo de vinhos brancos secos e minerais para acompanhar com um arroz com frutos do mar e ervas frescas. Que tal a sua sugestão de harmonização? E eu quero saber qual é a sua sugestão de harmonização, o que você está degustando? Compartilhe conosco usando a hashtag Musica e Vinho através das redes sociais.

22/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:04

BENEFÍCIOS DO VINHO

A sabedoria popular sempre reconheceu as qualidades e contribuições físicas e espirituais do vinho. A ciência conseguiu provar após dois mil anos e não há dúvidas: vinho faz bem à saúde e para a alma. Tornou-se uma bebida fundamental. Já dizia o poeta romano Bábrios: o grau de civilização de um povo é sempre proporcional à qualidade e à quantidade de vinhos que consome. O vinho é, sim, um instrumento cultural repleto de simbolismos. Através do vinho, experimentamos novas culturas e adquirimos conhecimentos sobre cada povo, gastronomia e região à qual o vinho pertence. De Pasteur, no século XIX, a Serge Renaud, em 1991, o vinho faz bem à saúde. Pasteur introduziu a pasteurização, que elimina as bactérias do vinho por aquecimento da bebida. Renaud confirmou a boa relação entre o consumo de vinhos e a saúde, e a menor incidência de doenças coronarianas. Mais recentemente, os cientistas se concentram na ação rejuvenecedora dos antioxidantes do vinho. Os estudos continuam a examinar várias partes do corpo humano onde o vinho pode agir beneficamente, mas, dos efeitos da mente, ninguém tem dúvidas. E há muitas contribuições quanto aos avanços da política, ciência e literatura, desde a antiguidade à atualidade, desenvolvidas a partir do vinho. Do comércio marítimo do Mediterrâneo aos simpósios políticos e filosóficos em que partilhavam uma taça de vinho, o vinho sempre teve seu prestígio e hoje é capaz de unir as pessoas com fortes laços histórico-culturais, das taças de cristal aos copos de acrílico. Um bom vinho para você, uma ótima manhã, e lembre-se de compartilhar o que você está degustando usando a hashtag musica&vinho através das redes sociais.

21/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:56

COLLE PETRITO ROSSO

O dia estava muito quente, e eu estava sem companhia para tomar um vinho. Todos procuravam uma bebida para gelar, para refrescar, e eu concordei. Mas, depois de alguns minutos, minhas papilas gustativas pediram um vinho, e lá fui eu a mais um desafio: agradar a quem não é tão fã de vinho e, para completar, ao meio-dia, em um. Os pratos eram linguiça suína com ervas, bife de angos e carneiro assados. Escolhi o país dos vinhos mais gastronômicos, a Itália. Decidi por álcool mais baixo, apenas 12%, que permite gelar um pouco mais o vinho sem amargar. Escolhi um vinho tinto para acompanhar as carnes e, depois, o preço, que, aliás, era o vinho mais barato da carta. Um vinho jovem chamado Colepetrito Rosso, apenas rosso, tinto e italiano. O vinho agradou em cheio, porque é um estilo muito simples e fácil de beber, com notas aromáticas de chá preto, frutas vermelhas e orégano. E era exatamente o aroma de orégano, que é uma especiaria que dá muita vontade de comer. E, como a linguiça tinha ervas, entre elas o orégano, ficou perfeita a harmonização. O colepetrito rosso é feito com a uva monteputiano. Essa é a segunda uva, a segunda variedade mais plantada na Itália, atrás somente da uva sangiovese. A sangiovese, ao lado da cirá, são as duas uvas que formam belos assemblages com a monteputiano. Desafio concluído. Só ouvia as descrições: acidez boa, o sabor combina com a comida, vinho equilibrado de médio corpo, macio, melhor ainda com a comida, e por aí vai. Desafio concluído, consegui agradar a turma. Lembre-se sempre que, se beber, não dirija.

20/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:51

VINHOS ESLOVENOS

A Priscila Carvalho sugeriu o tema Eslovênia, e esse é o nosso assunto de hoje. A Eslovênia fica ao norte da Itália, no leste europeu, e, embora os vinhos eslovenos sejam pouco conhecidos, a história é bem antiga. Os Celtas levaram o vinho a 2500 anos, antes mesmo dos romanos terem levado a cultura para França e Espanha. Descobri nessa pesquisa que o povo esloveno consome 43 litros de vinho per capita ano, mas o consumo é regular e moderado. São cerca de 28 mil vinícolas produzindo na Eslovênia. Tem tanta história antiga que a videira considerada mais antiga do mundo, com cerca de 500 anos, está na Eslovênia, na cidade de Maribor. A vinha tem 30 metros de extensão, em um tronco de cerca de 80 centímetros de diâmetro, as famosas vinhas velhas. É uma variedade tinta local chamada de Modra Cavicina. Pinturas de quadros do século XVI confirmam o retrato do casarão onde a vinha está sustentada, já com a videira ornamentando a fachada. A casa histórica e a vinha são patrimônios da humanidade pela Unesco. Existe uma colheita simbólica dessa videira, e os vinhos são usados apenas para presentear autoridades. Mais de tempos em tempos, mudas são plantadas pelo mundo. Em 2018, no dia 26 de setembro, essa muda chegou ao Brasil, em Bento Gonçalves, e foi plantada durante a primeira edição da Wines of South America. Já tem uma muda da videira mais antiga do mundo no Brasil. Vamos produzir um vinho esloveno brasileiro.

19/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:45

DESCOBERTAS DO VINHO

Quem acha que sabe tudo de vinho está muito enganado! Eis o motivo de tanto fascínio pelo assunto: novas descobertas a cada dia! Você conhece a uva Gioia del Colle, Merelone, Zim? Uva de Corato, Della Pérgula ou Primitivo de Goya, Primitivo Nero? Todos são outros nomes da mesma uva Zinfandel. Pesquisas indicam que 90% da produção da uva Zinfandel é feita nos Estados Unidos. E o estilo mais produzido por lá é o White Zinfandel, o rosé que se chama branco, numa coloração rosé e levemente adocicada. O estilo White Zinfandel ganhou destaque nos anos 70, quando os Estados Unidos descobriram a uva Zinfandel após o período de proibição das bebidas alcoólicas nos Estados Unidos. O estilo ganhou o paladar dos Estados Unidos. Americanos, são vinhos de curtíssima maceração. Mais um acaso do processo de fermentação interrompida sem motivo aparente, e o vinho não extraiu coloração e tinha alto nível de açúcar. Só pra lembrar: durante a fermentação, o açúcar é transformado em álcool, de forma que, se a fermentação é interrompida, sobra açúcar e o álcool é baixo. E, já que o vinho não tinha mais como extrair coloração, o produtor resolveu retomar a fermentação seguindo o processo de vinhos brancos e obteve um vinho rosé fresco, levemente adocicado, que tem um mercado imenso nos Estados Unidos e no mundo. O White's Infandel é um estilo de vinho que ganhou o nome também de Blush. Procure um bom produtor americano e experimente seu Blush em dias quentes, afinal, o verão está aí. Lembrando sempre de manter a moderação.

17/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:52

VINHO LUIS CAÑAS CRIANZA

a mais tradicional região Vite Vinícula da Espanha, a Rioja, vem o vinho Luís Canhas. A terra das tempranilhos, mas que usa também no corte as uvas garnacha e graciano, mas não admite ainda a entrada de cabernet Sauvignon, merlot e outras uvas francesas. É uma forma de preservar o estilo da Rioja. Aliás, uma coisa mudou. Antes o doc Rioja, que é bem grande, só mencionava no rótulo Rioja, e agora já destaca as subregiões Rioja Alta, Rioja Baixa e Rioja Alaveça, que tem diferenças de terroir e altitude, e já começam também a ser aceitos destaques no rótulo, mencionando as comunidades, os vilarejos ou os vilagens onde os vinhos são produzidos, para valorizar cada região. Degusteio Luís Canhas Criança. Tem 95% de tempranilo e 5% da uva garnacha, de vinhedos com idade média de 30 anos. Já mostra uma força de raiz que busca nutrientes a fundo e que expressa no vinho intensidade e força, desde a coloração até ao paladar. Passa 18 meses em carvalho, exatamente como determina a classificação de envelhecimento na espanha para ser um rioja criança. Na boca tem notas de morango, um pouquinho de baunilha, muita madeira, é claro, e um aceto balsâmico, de taninos redondos e bom retrogosto. É um vinho super gastronômico. O luís canhas criança pode ser harmonizado. Que tal um churrasco com batatas assadas? Pode ser mandioca frita também, ou um cozido de carnes com legumes, lembrando sempre, é claro, de manter a moderação.

16/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:49

ESPUMANTE NATURE

É uma excelente manhã para você, apaixonado por música e também por vinho. Outro dia falei sobre o espumante Natur da vinícola Apisato, no Vale dos Vinhedos, ao sul do Brasil. Uma tendência em diminuir açúcar, e os espumantes com dosagem zero, os Natur, estão ganhando espaço. Mas Apisato tem ainda a linha chamada Fausto, de vinhos mais descontraídos, vindos do vinhedo de nome Fausto, bem pertinho do Vale dos Vinhedos, com vinhos que já são exportados desde 2013. Degustei o Fausto Merlot, uma uva que identifica e representa o Brasil e a destaque da vinícola desde 1999. O Fausto Merlot já é exportado para seis países e recebe destaques como o Vinho da Classe Executiva de uma Supercompania Aérea, em 2014. Destaque no Guia Internacional Mil Vinhos para provar, entre outros destaques em painéis de vinhos no Brasil e no exterior. Frutado. Não perde seu frescor porque passa apenas seis meses em carvalho de segundo uso, que já é bem mais leve. Lembra meixas, tem um certo terroso e couro. Um vinho de bom retrogosto fresco, já que é um vinho jovem e para consumir ainda jovem. E é de tampa de rosca, fácil de abrir. É super gastronômico. Pede um risoto de cogumelos, uma carne suína, pode ser uma pancheta ao molho de manteiga, massas de molhos como bolonhesa, berinjelas ao pomodoro, queijos em embutidos ou ainda uma linguiça com pão e molho de alho, pode ser? Já me deu vontade de beber um Fausto Merlot. Lembrando sempre, claro, de manter a moderação.

15/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:44

VINHO LA LINDA

Tem vinhos que conseguem se reinventar, como o caso do vinho La Linda da Bodega Luí de Bosca da Argentina. Um clássico que modernizou seu rótulo e também evoluiu muito em boca. A Bodega Luí de Bosca foi fundada em 1901 por produtores italianos vindos da região do Piemonte, na Itália. Já estão na sua quarta geração e com vinhedos bem antigos, como os do finca La Linda, que chegam a 50 anos. Já dizia o famoso produtor La Fitte que os primeiros 100 anos são difíceis, mas depois vai. Vinhos de vinhedos de média de 30 anos, com certeza, irão elaborar vinhos cada vez melhores. Degustei o clássico La Linda Cabernet Sauvignon da Safra de 2017, que se destacou na prova que fiz com outros 3 Cabernet Sauvignon, todos da América do Sul. Um vinho com aromas bem incrível, tensos e expressivos de fruta madura e frutas do bosque, além de especiarias. Taninos bem estruturados, mais equilibrados e harmoniosos. Era um vinho para acompanhar queijos maduros, carnes assadas, cozidas, massas e risotos. É daqueles vinhos que acompanham desde os embutidos até uma Bela Marisa Bel. Recebeu 91 pontos na safra de 2015 pelo crítico americano de vinhos James Suckling. E esta nota foi dada em 2017, com o vinho no auge dos seus dois anos de safra. O Fin Cala Linda é um clássico para sua lista dos vinhos bons e baratos. Lembre-se sempre de manter a moderação, mantenha o consumo moderado e consciente do vinho para aproveitar novos vinhos a cada dia.

14/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:45

VINÍCULA SALTON

lembrando sempre de manter a moderação e se beber, não dirija. Há muito tempo não degustava os vinhos da vinícula Saltón, constituída em 1910 no Brasil. Ela foi fundada pelos imigrantes italianos da família do senhor Antonio Domênico Saltón, vindos do Véneto. Os espumantes são super conhecidos e têm excelente custo-benefício. O vinho Saltón Talento já foi considerado um dos melhores tintos do Brasil. Ele é um corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e Taná. São quase 20 dias de maceração, 12 meses de carvalho francês, mais 12 meses na garrafa. É um super vinho brasileiro. Degustei agora o vinho da linha exclusividade, de garrafas e produção bem limitada. O vinho se chama Septimum, com sete uvas. As uvas são Taná, Ancelota, Merlot, Cabernet Franc, Terodego, Cabernet Sauvignon e Marcelin. Tudo junto em um único vinho. A maceração de 5 dias, mais 15 dias no carvalho francês e um ano de garrafa, para se ter um vinho profundo, de coloração vibrante, bem equilibrado às sete uvas. Aromas de frutas secas, vermelhas e negras, com notas balsâmicas, especiarias e baunilha. Este é um vinho bastante complexo e aveludado, de taninos redondos e acentuado final de boca. Que tal um vinho brasileiro com massa de berinjela, ravioles e torteles ao molho de carnes ou caças? Já temos ótimas opções de vinhos nacionais, e o Septimum é um deles, lembrando sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

13/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:36

RECEITAS COM VINHO

E uma excelente manhã para você que curte a Centro América FM, também o música e vinho. O vinho tem lugar reservado à mesa, e não pense que é só na taça, mas no prato também. Você já deve ter comido alguma receita que leva vinho, tanto espumante quanto vinhos brancos, tintos e até os portos. Se acabou o gás do espumante e você não bebeu tudo, vai para a panela, para dar cremosidade aos molhos para peixes e frutos do mar ou frangos, para o molho da salada, para incorporar os grãos do seu risoto, para preparar uma marinada para o seu peixe. Os vinhos brancos podem incrementar o refogado dos cogumelos do seu estrogonofe, serve também para fazer um risoto de aspargo e abobrinha, ou usar para o molho de peixes e frangos. Já os vinhos tintos servem para uma grande variedade de receitas, para marinar carnes vermelhas, faz carnes de panela ao molho de vinho tinto, filés ao molho de vinho, risotos mais escuros, como linguiça, presuntos, carnes e cogumelos. Além do arroz de polvo, fica super gostoso. Várias massas com molho de vinho e carnes, e as sobremesas com mussagu, peras ao vinho, panacota e muito mais. E os vinhos do Porto, embora sejam doces, entra na receita de pratos salgados. Já comi um filé com espumas de vinho do Porto, mas você pode testar em casa uma redução de vinho do Porto com caldo de carne, com muitos temperos, ervas, sal, pimenta, alho, e servir sobre uma carne vermelha. Pode servir também como molho para pera grelhada e ainda umedecer a massa do seu bolo confeitado com vinho do Porto. Não desperdice nada. Todo vinho pode virar vinagre, mas, antes disso, vai para a panela.

12/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:47

UVA NERO DI TROIA

Uma excelente manhã para você. Obrigada pela sua companhia de sempre e para você que quer saber mais sobre música e vinho. A uva de Tróia também é conhecida como Nero de Tróia, ou Sumarelo, ou Somarelo, e é típica do sul da Itália. A uva não é originária da Turquia, onde aconteceu a famosa Guerra de Tróia, mas a lenda diz que ela foi levada para a Itália por um herói da Guerra de Tróia que foi exilado após a guerra, chamada Diomedes. A uva é da cidade de Tróia, na Itália, na Puglia, a mesma região da uva primitivo. É uma variedade de maturação tardia e muito resistente às pragas. Mesmo assim, vem sendo substituída pela uva primitivo e pela negro-amaro. A uva Nero de Tróia produz vinhos com aromas de violeta, cereja madura, couro, tabaco, muito cacau e cassis. São geralmente vinhos profundos, complexos, de cor viva e ricos em taninos. A distringência típica, às vezes, é suave com os cortes, a mistura ou assemblage de outras uvas, como a Monteputiano. É uma uva típica da Toscana, sim, porém é comum encontrar vinhedos na proporção 3 por 1 de Nero de Troia e Monteputiano. São três fileiras de Nero de Troia e uma fileira de Monteputiano plantadas na região da Puglia. Uma tendência é a vinificação de varietais 100% Nero de Troia, e os xenólogos diminuem a gerengência normal desta uva com macerações mais curtas e controlando a temperatura na fermentação. Os vinhos da uva Nero de Troia harmonizam muito bem com carnes, especialmente raguz de coelho, cordeiro, ossobuco e massas com sabores fortes. Lembre-se sempre de manter a moderação. Já pensou degustar um vinho da uva Nero de Troia? É mais uma novidade que você só encontra aqui no Musica e Vinho.

10/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:52

UVA SYRAH

Que bom ter a sua companhia nesta manhã para descobrir mais novidades sobre o mundo do vinho. Essa eu não sabia. Chirá é a décima uva mais plantada em Portugal, fica atrás apenas das uvas nativas, as autóctones. Ela se adapta muito bem ao terroir do alentejo, suporta o calor intenso, solo pobre, e mostra nos vinhos muita fruta, pimenta e especiarias. A Chirá vem se destacando também no Douro, a terra de produção das uvas para o vinho do Porto. Os Chirás portugueses têm grande potencial aromático. São vinhos complexos, com notas animais e fruta muito madura, além de taninos ricos, bom para a produção de vinhos de guarda. A Chirá surgiu há pouco mais de 20 anos em Portugal, mas já ocupa 4 mil hectares de área plantada. Degustei o quinta do crasto Superior Chirá, com vinhas de 11 anos. Um vinho de 2014, engarrafado em 2016. 97% do vinho é de 2014. O vinho é feito com a uva sirrai, 3% da uva branca vionier, só para dar um equilíbrio. As uvas são do Douro Superior, que é a melhor localização para a qualidade das uvas. Passou cinco dias macerando em temperaturas baixas, para manter a elegância do vinho, além dos 16 meses de carvalho francês. O vinho é bem escuro, com frutas silvestres, notas de chocolate, um vinho fresco, persistente, de taninos firmes, sensação de boca mentolada, encorpado e suave ao mesmo tempo. O quinta do crastro superior se harmoniza muito bem com a gastronomia local do Douro: carneiro assado, javali, perdiz e cozidos à portuguesa. Lembre-se sempre de manter a moderação para aproveitar o seu próximo vinho com os novos sirrars portugueses.

09/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:47

VINHOS TERROIR

E uma excelente manhã para você, obrigada pela sua companhia, e mais uma edição do Musica e Vinho. Fala-se muito em terroir, em a expressão de um terroir. São vinhos elaborados com a mesma variedade de uva, às vezes pelo mesmo produtor, mas com características bem distintas, preservando apenas o seu terroir. Terroir é um termo francês, mas que se origina do latim território. É uma extensão de terra que tem as mesmas características física e natural, de geografia, solo, topografia, clima, etc. À medida que o terreno muda sua característica, temos um novo terroir, e cada um recebe melhor um tipo de uva, ou a mesma uva pode se desenvolver muito bem em terroirs diferentes, porém com texturas, cores, aromas e sabores diferentes. Está na moda, sim, identificar e destacar a expressão de cada terroir, deixar que a terra mostre suas nuances e diferencie os milhares de rótulos disponíveis no mundo. O mercado do vinho vem revelando novas uvas que, na verdade, estavam apenas esquecidas, como novos doques, maipuandis no Chile é um exemplo, e outras denominações que estão ganhando destaque, como IGT Terra Siciliane da Ilha da Sicília, que expressa muito bem o seu terroir vulcânico nos vinhos. É exatamente isso que está acontecendo. Em várias regiões do mundo, o produtor prefere manter o seu terroir, mostrar o diferencial da sua terra. Quanto mais identidade ao vinho, mais curiosidade desperta o consumidor. E tem mais um aspecto que pode mascarar o terroir: é o uso de madeira nos vinhos. Principalmente madeiras novas podem mascarar as características primárias do vinho, aqueles aromas e sabores que vem da uva. Por isso, se você busca vinhos com expressão de terroir, que mostram sua essência, o melhor armazenamento é em tanques de aço e nox ou o uso de barricas usadas de carvalho francês, que são os mais sutis. Assim, você terá vinhos com real expressão de terroir. Lembrando sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

08/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:06

CANTINA LUCARELLI

E uma ótima manhã para você. Vem comigo conhecer mais uma uva diferente do sul da Itália. O sul da Itália sempre foi renegado a segundo plano, tanto economicamente quanto em relação à qualidade e importância vitivinícula, que é o nosso tema por aqui. Os vinhos do sul eram considerados boas opções só para se fazer corte com os vinhos do norte, aí sim considerados grandes vinhos. Esse preconceito vem perdendo força pelo mundo depois que surgiram produtores como Valentino e Sciotti. Ele resolveu investir na Cantina Luccarelli e hoje é reconhecido como super produtor, especialmente fora da Itália. 95% da sua produção é exportada. Por aqui, no Brasil, faz sucesso toda a linha dos Luccarellis, como o Rosso Puglia de Sangiovese, Malvasia Nera e Aglianico, o Primitivo da Puglia, o Primitivo de Mandúria e o Negro Amaro. Todos elaborados com uvas bem típicas do sul da Itália, para provar a capacidade de elaborar bons vinhos do sul, no sul, apenas com uvas do sul da Itália. Uma informação que talvez te desperte: nem todo o vinho do produtor Lucarelli é primitivo. Tem outros, como o da uva negro-amaro, que faz parte daquela lista de uvas que citei, com coloração escura, os vinhos all black. Essa uva é bem cultuada no sul, na região de Lete, na cidade de Guagnano. Acontece anualmente o com muitas atividades culturais, música e premiações e destaques de vinhos elaborados com a uva negro-amaro. Acontece normalmente entre 10 e 20 de agosto de cada ano, para valorizar a uva de pele resistente, de grão crocante, firme, sabor açucarado, vigoroso e excelente rendimento. Na Puglia, a terra natal da uva negro-amaro, ela também é chamada de Apuglia, e a denominação o roque salite salentino é usado para os vinhos produzidos com no mínimo 80% da. Negro-amaro. Para quem gosta de vinhos frutados, com aromas e sabores que lembram a meixa, cerejas e amoras, com notas de canela, couro, cacau e taninos bem macios, lucarela e da uva negro-amaro. Lembrando sempre de manter a moderação, só assim você poderá aproveitar e descobrir novos vinhos.

07/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:19

VINHO JÈMA CORVINA VERONESE

E uma excelente manhã para você sintonizado na Centro América FM. O Música e Vinho de hoje desembarca na terra de Romeu e Julieta, a terra também dos vinhos Valpolicellas e Amarones, dos vinhos italianos do Véneto, que são um assemblage entre três uvas: a Corvina, Molinara e a Rondinella. Já falamos várias vezes sobre essa composição aqui no Música e Vinho e, na busca por vinhos diferentes, encontrei o Gema Corvina Veronese, um vinho da agrícola Cesare, que é feito 100% só com a uva Corvina. Difícil, eu ainda não tinha provado esta uva sozinha. A uva é mais uma de coloração intensa, quase negra, que eu já falei aqui no Música e Vinho. E o nome vem das penas dos pássaros negros, os corvos. Uma uva de coloração bem escura e intensa, com aromas de cereja e um toque amendoado. É uma uva autóctone do Véneto, mais especificamente dos arredores de Verona, por isso é também conhecida como Corvina, Corvina Veronese. Produz vinhos tânicos, bem estruturados e elegantes, e com aromas marcados de couro, chocolate, amêndoas, cereja e café torrado. Como o vinho de Hema Corvina Veronese que degustei, da vinícola que foi estabelecida em 1936. Um supervinho, com 18 meses de carvalho francês e parte em carvalho esloveno, mais um ano de garrafa. Daqueles vinhos grandes, corpo cheio na boca, complexos aromas, suave no paladar e boa persistência. Corvina é a uva principal dos Valpolicellas. Quase sempre é utilizado mais ou menos 70% só da uva corvina. Então, um vinho 100% dessa uva não poderia ser ruim. Para acompanhar massas, polentas, queijos maduros, caça, embutidos fortes. Mais um novo vinho para sua lista: Hema Corvina Veronese, do produtor Cesare. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

06/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:58

UVA PRUGNOLO

É uma excelente manhã pra você que me faz companhia aqui na Centro América FM. Como são muitas as uvas viníferas, eu posso voltar a este assunto e falar de outras uvas a cada edição. É que outro dia eu vi um rótulo escrito Prugnolo, e lembrei que Prugnolo gentile é mais um dos nomes dados a Sandiovese, assim como Brunello, e é assim, a mesma uva recebe vários nomes em diferentes regiões e em diferentes países. Sandiovese, Brunello ou Prugnolo gentile são a mesma uva, assim como a Primitivo e a Zinfandel são a mesma uva. Proseco é glera, Cirá é a Hermitage, Malbec também se chama Cot, mas nenhuma tem mais nomes que a uva Tempranilo, que também é conhecida como Tinto Fino, Udelebre, Tinta Roris, Tinta de Torô, Sensibel, Escoreba, Tinchilana, Tinta de Madri, Tinta de Santiago, Tinta Aragonesa, Vio de Aranda e Val de Penhas. Lembre-se sempre de mandar, ter a moderação, e se beber, não dirija.

05/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:02

CURIOSIDADES DO VINHO

E uma excelente manhã para você sintonizado na Centro América FM. O tema de hoje, vamos brincar de verdade ou mentira: vinho, quanto mais velho, melhor. E sabe quem me mandou essa sugestão de verdade ou mentira? Foi o Ulisses. Um abraço, Ulisses. Obrigada pela sua sugestão para o Music Vinho. Parece bobagem, mas ainda há muita dúvida sobre verdades e mentiras do mundo do vinho. Sobre a durabilidade de 2 a 3 anos escrito na garrafa, os vinhos brancos mais simples normalmente têm vida, ou seja, a durabilidade de 4 a 5 anos, e os vinhos tintos entre 6 e 7 anos. Porém, há exceções, como os vinhos de guarda, os vinhos do porto e champanhe safrados. Portanto, o vinho quanto mais velho melhor é mentira. Vinho tinto deve ser servido à temperatura ambiente. É verdade se a temperatura média do local é entre 18 e 20 graus, mais ou menos. Coisa rara em nossas bandas. O ideal é ponderar e resfriar um pouco o vinho se o clima estiver muito quente, mas, mesmo assim, cuidado, porque vinhos tintos gelados demais destacam o tanino e a sensação de amargura aumenta. Portanto, vinho tinto servido a temperatura ambiente é uma meia verdade. Champanhas e espumantes sobem mais, isso é 100% verdade. O ideal é você se hidratar bastante e comer antes de beber vinhos espumantes, já que o gás carbônico potencializa a absorção de álcool. E, já que não tem festa sem espumante, aliás, eu vejo espumantes em todas as festas sociais e corporativas na cidade, aproveite os canapés das festas para não deixar subir os efeitos do álcool. O objetivo dos espumantes nas festas é soltar o riso, mas tudo com moderação.

03/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:51

CAFÉ E VINHOS

E pra você que está curtindo a Centro América FM, era uma vez um lindo dia. Recebi essa frase da querida Virgínia Medeiros e resolvi escrever o final da história. Escrevi sem parar vários temas de vinhos no sábado à tarde. Aliás, essas minhas histórias de vinhos parecem não ter fim. Cada dia tem um novo capítulo da minha vida de sommelier. Enquanto escrevia, degustei um café e me veio uma vontade imensa de tomar vinho. Por que será que isso acontece? Talvez os taninos do café tenham ativado as minhas papilas gustativas. A culpa toda foi do café. Café também tem taninos e a principal característica é a distringência na boca, igualzinho a que sentimos na degustação dos vinhos. E as semelhanças não param por aí. A produção dos cafés gourmet segue um processo parecido com o vinho no campo e depois na cantina, super criterioso. As espécies de café são muitas, assim como os vinhos, e a cada espécie mudam os aromas e os sabores, exatamente como os vinhos. Os aromas de café estão presentes nos meus vinhos preferidos, os mais fechados, os aromas de café nos vinhos encorpados, nos vinhos do Porto e os mais amadeirados. ​Quase todo apaixonado por vinho curte um bom café, porque as duas bebidas têm grande complexidade química para formar e resultar em ricos aromas e sabores. Eu já vi uma frase que dizia: comece com café e termine com vinho, mas normalmente eu encerro com café, só para permanecer com a sensação de a distringência na boca. Era uma vez um lindo dia, começou com café e seguiu preenchendo as páginas em branco com muitas histórias e terminou com vinho. Aliás, não termina nunca, o músico e vinho tem sempre mais uma história para te contar.

02/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:47

VINHO POLIPHONIA

Obrigada pela sua companhia de sempre em mais uma edição do Música e Vinho. Hoje eu vou falar sobre dois vinhos portugueses que têm tudo a ver com música. O primeiro se chama Polifonia e vem da região do Alentejo, e o segundo se chama Chorinho, da região do Douro. Polifonia é a multiplicidade de sons, um conjunto harmonioso de sons, e esse é o nome dado ao vinho do Monte dos Perdigões. A quinta Monte dos Perdigões foi a casa do ilustre maestro português Luís de Freitas Branco, que compôs ali suas mais marcantes obras. O vinho Polifonia é uma composição em que o enólogo escolhe os lotes de vinhos que têm maior aptidão organoléptica e de envelhecimento. Aptidão organoléptica é onde vão mais aparecer todos os aromas e sabores do vinho. A formação é feita das uvas Cihali, Cante-Boucher e Petit Verdot. De coloração profunda, granada forte, com aromas de frutas maduras em compota, é um vinho bastante cheio, carnudo, de taninos suaves e cremosos. O Polifonia é feito de vinhas velhas, e a harmonização fica para caças e assados. Passa 18 meses no carvalho francês de tosta média e mais um ano em garrafa. Tem um final bem longo e encorpado. Este é o Polifonia da região do Alentejo. O outro vinho, em homenagem ao ritmo musical brasileiro, se chama Chorinho e é da região do Douro. A vinícola é a Lavradores de Feitoria. O vinho Chorinho nasceu da ideia da cantora Roberta Sá, que é apaixonada por vinhos portugueses. Ela pediu um vinho com a lágrima de um choro boêmio e melodicamente brasileiro. Por isso, o Chorinho é um vinho com a delicadeza e a sutileza do estilo choro. No rótulo, você vai encontrar os azulejos portugueses, destacando a silhueta de um violão, um dos principais instrumentos do nosso Chorinho. O nome é mesmo uma homenagem ao ritmo brasileiro, e no rótulo você vai encontrar os mapas do Brasil e de Portugal para reforçar os laços luso-brasileiros, unindo a cultura e a música. O Chorinho é um vinho tinto, com aromas de cereja e amora, de uma acidez refrescante para lembrar o nosso Brasil. As uvas são Toriga Franca, Tinta Roris, Tinta Barroca e Toriga Nacional. Duas sugestões de vinhos com nomes bastante convidativos, portugueses: Polifonia e Chorinho, para você ouvir e beber com moderação.

01/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:22

ESTILO KOYLE

E para você que está curtindo a Centro America FM, uma ótima manhã para você. Comecei a ler um livro que me fez descobrir cada nome diferente, especialmente de pequenas regiões produtoras francesas, como Coyer, uma sub-região do Languedoc, ao sul da França. Coyer é uma região vitivinícola tão antiga que antecede Cristo e, pelos registros, provavelmente foi dominada pelos gregos seis séculos antes de Cristo. Até 1991, a legislação só permitia vinhos tintos, quando incluíram, então, os vinhos rosés. E, em 2003, as regras mudaram para incluir vinhos brancos. Para a gente entender melhor, os vinhos brancos são ricos e encorpados, elaborados com as uvas grenache blanque, marsan e russan. Os rosés são normalmente de coloração salmão, extraídos a partir da uva grenache gris. E os tintos, os mais antigos, são bem encorpados, bem estruturados e complexos. São vinhos, inclusive, com longevidade entre 10 e 15 anos. As principais uvas são o famoso corte GSM: Grenache, Syrah e Mouvèdre, associado, em muitos vinhos, às uvas Carinam e Cinzo, também típicas do sul da França. Coyer é mais um estilo de vinho do sul da França, para você explorar, descobrir e se inspirar, lembrando sempre de manter a moderação.

31/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:25

SAINT JOSEPH

Centro-América FM. Música e Vinho, uma ótima manhã para você. Saint-Joseph — ou, traduzindo, São José, o esposo de Maria, teve sua referência como santo no sul da França e acabou dando nome a uma das mais famosas apelações do Vale do Rhône: os vinhos Saint-Joseph. Originalmente, essa apelação produzia apenas vinhos tintos elaborados com a uva Syrah, o que é uma verdadeira maravilha para os amantes dessa variedade. Em 1979, passou a ser permitida a introdução de até 10% de uvas brancas, como Marsanne e Roussanne. Mesmo assim, os vinhos continuam intensos, com coloração profunda. São vinhos muito aromáticos, com notas de frutas maduras, especiarias e toques de baunilha. Não se deve esperar de um Saint-Joseph nada menos que taninos suaves e sedosos, além de longa persistência em boca. Normalmente, são vinhos com excelente vocação gastronômica, ideais para acompanhar carnes de caça e queijos mais intensos. Um dos produtores mais conhecidos dessa apelação é o famoso Guigal, cujos rótulos destacam muito bem cada denominação. Além das apelações Côtes du Rhône e Côte-Rôtie, que você talvez já tenha provado, que tal experimentar algo diferente? Fica a sugestão: Saint-Joseph. Mais uma dica de vinho para você continuar explorando, aprendendo e se inspirando. E eu quero saber: o que você está degustando hoje? Compartilhe com a gente usando a hashtag #MúsicaEVinho nas redes sociais.

30/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:28

PETIT RIMAURESQUE

Tá na hora de música e vinho na Centro America FM. Rios que inspiram vinhos. Já fiz uma série só de vinícolas que margeiam os rios como Reno, Douro, Pó, Rio Loar, Tejo, Mosel, Rio São Francisco e muitos pelo mundo. A maior importância dos rios é manter o equilíbrio de temperatura. Os rios são fonte de refrigeração e também de calor para os vinhedos. Esse equilíbrio é que traz estabilidade e qualidade aos vinhedos. Na Provence, sul da França, está o Domane-Rimuresque, em uma região conhecida como Riviera. Riviera é a região de rios. A região é bastante conhecida por produzir um dos melhores rosés do mundo. E eles conseguiram. Produciram com intensidade, sem perder a delicadeza dos rosés. Degustei o Petit Rimuresque elaborado com Cinzo, Grenache Noir e Sihá. Imonizei com a intensidade do som da guitarra de Bibi King, o rei do blues. Bibi King tem o mesmo equilíbrio entre intensidade e delicadeza. E o som da guitarra em uma nota só. Como disse Bibi King, posso fazer uma nota a valer por mil. Essa versatilidade é a marca principal dos rosés, que tem os aromas de tintos e o frescor dos vinhos brancos. Poderia perfeitamente harmonizar com o bobó de camarões bem apimentado. Tem o frescor do mar, a leveza do camarão e a intensidade dos temperos marcados de bobó. Aguenta até uma pimentinha. Mais um rosé para a sua lista do Mani Rimrusk. E você, está degustando o que? É só compartilhar conosco usando a hashtag musicvinho através das redes sociais.

29/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:42