O dia estava muito quente, e eu estava sem companhia para tomar um vinho.
Todos procuravam uma bebida para gelar, para refrescar, e eu concordei.
Mas, depois de alguns minutos, minhas papilas gustativas pediram um vinho, e lá fui eu a mais um desafio: agradar a quem não é tão fã de vinho e, para completar, ao meio-dia, em um.
Os pratos eram linguiça suína com ervas, bife de angos e carneiro assados.
Escolhi o país dos vinhos mais gastronômicos, a Itália.
Decidi por álcool mais baixo, apenas 12%, que permite gelar um pouco mais o vinho sem amargar.
Escolhi um vinho tinto para acompanhar as carnes e, depois, o preço, que, aliás, era o vinho mais barato da carta.
Um vinho jovem chamado Colepetrito Rosso, apenas rosso, tinto e italiano.
O vinho agradou em cheio, porque é um estilo muito simples e fácil de beber, com notas aromáticas de chá preto, frutas vermelhas e orégano.
E era exatamente o aroma de orégano, que é uma especiaria que dá muita vontade de comer.
E, como a linguiça tinha ervas, entre elas o orégano, ficou perfeita a harmonização.
O colepetrito rosso é feito com a uva monteputiano.
Essa é a segunda uva, a segunda variedade mais plantada na Itália, atrás somente da uva sangiovese.
A sangiovese, ao lado da cirá, são as duas uvas que formam belos assemblages com a monteputiano.
Desafio concluído.
Só ouvia as descrições: acidez boa, o sabor combina com a comida, vinho equilibrado de médio corpo, macio, melhor ainda com a comida, e por aí vai.
Desafio concluído, consegui agradar a turma.
Lembre-se sempre que, se beber, não dirija.
20/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:51