Música e Vinho | Centro América FM Cuiabá - Easy | Cadena

Episódios

BRAMARE MALBEC DE LUHANDECUYO

A Argentina Vinha Cobos é do renomado enólogo produtor Paul Hobbs, foi fundada em 1988 em Mendonça. Eu degustei o Brahmari Malbec de Luhandecuyo. A diferença de rótulos por terroir é um diferencial dessa vinícola. Eles prezam muito os diferentes aspectos dos vinhos que trazem as notas do terroir. Este é um supervinho de cor forte, intensa, aquele vermelho rubi quase negro, de terroir pedregoso, e traz um certo mineral, produz vinhos fortes. O envelhecimento e evolução do vinho acontece em barricas mescladas entre carvalho americano e francês, de novos e segundo uso, durante 18 meses. Além da coloração intensa, apresenta também fruta vermelha e negra. É um vinho amplo, de taninos macios, intensos e longa persistência. Mais um vinhão, como diria o Paul Hobbs. Bom dia, doutor Joaquim Spadone, um grande abraço, Joaquim Spadone. Me deu vontade de harmonizar e corri para fazer um risoto de filé com funghi. Malbec pede carne, não tem jeito. Funghi tem gosto de carne, e o risoto fica ainda mais escuro, untuoso, mais pesado, rico, complexo de sabores e harmônico. O vinho Cobus Brahmari Malbec combina com risoto de filé e funghi, e lembrando sempre de manter a moderação. Reúna os amigos, deguste o seu vinho, mas mantenha a moderação para aproveitar vinhos novos e diferentes.

12/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:30

TELLUS CERRADO LISO

Vinho e seus deuses. Degustei o Telo e Cirrado Lázio. A propriedade fica a uns 50 km de Roma e o nome vem da deusa romana da terra, do solo fértil, Telo. O rótulo me chamou a atenção e descobri que foi escolhido em um concurso de arte que aconteceu no belíssimo Castelo de Sant'Angelo, em Roma. O Castelo de Sant'Angelo é um cenário belíssimo e foi lá que aconteceu a grande ópera Tosca, de Giacomo Puccini. Totalmente cheio de arte. Um monumento rico, que tem a estátua de um anjo coroando o edifício. Telo e Cirrado é um vinho cheio de arte. A garrafa tem o formato das antigas garrafas romanas e o vinho é do produtor Falesco. Um super Cirrado de coloração vermelho bem intenso, frutas frescas e as famosas especiarias da Cirá, com um toque de baunilha pelos seus 5 meses de carvalho. O Telo e Cirá é um vinho cedo, com taninos macios, rico e persistente. Acompanha super bem pizzas de calabresa, queijos maturados e massas com molhos fortes, como o nhoque de quatro queijos da minha amiga Gabriela Grandu. Que perfeição! Cremoso, aromas lácteos, sabores extremamente harmoniosos, incrível! Nhoque aos quatro queijos com vinho tinto é uma boa sugestão de harmonização, lembrando sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija!

11/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:27

PÃO E VINHO

Em outros contextos já falamos sobre a dupla que eu amo: pão e vinho. No Música e Vinho de hoje, vamos harmonizar alguns tipos de pães, já que a cada dia surgem variedades de receitas e as antigas estão sendo resgatadas. Pão não é só pão e acabou. Muda a textura, o tipo de ingredientes, a fermentação, o recheio ou a cobertura, o formato, com ou sem casca, com ou sem leite e por aí vai. Começamos pelo espumante: combina com brioches. Espumante, inclusive, tem aroma de pão, lembrando os brioches. Você já deve ter visto, nas descrições de alguns champanhas, notas aromáticas de brioche. Experimente para ver como fica bom, porque o brioche é bem macio e tem um sabor meio adocicado, macio como a textura cremosa da espumatização dos vinhos espumantes. Pode ser uma entradinha: brioche com queijos e espumantes. Os pães doces, com frutas secas, chocolates e castanhas, se harmonizam com os vinhos do Porto. Pode ser a sua sobremesa: pão doce com sorvete e vinho do Porto. Os pães de azeitona combinam com os vinhos da uva Nerodávola, a uva italiana defumada da Sicília. O sabor defumado combina com o amargor das azeitonas. Se você combinar com uma berinjela ou uma caponata de berinjela, pode colocar no pão e já vira um prato bem gostoso. E as famosas focaccias? Combinam com vinhos rosés mais secos. É um super pão que eu adoro: bem leve e fresco, com sabor acentuado do sal e do alecrim. O frescor do pão com o frescor do rosé. Agora vamos para os pães recheados: recheados com linguiça, com queijos e outros sabores mais fortes. Combinam com vinhos tintos, como o malbec e o sirrá. Neste caso, você pode ficar só no pão ou servi-lo com massas com bastante molho de carnes ou queijo. Pão e vinho: nem só de pão e vinho vive o homem. Se tiver música, também fica muito bom.

10/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:03

HARMONIZAÇÃO DE VINHO E PEIXE

Nada é mais delicado que as lascas de um filé de robalo. Um peixe encontrado principalmente na costa do Nordeste brasileiro, onde atinge tamanho e peso ideais. É um peixe bom de briga com os pescadores, mas não perde a delicadeza, a textura e a umidade no prato. A versatilidade de receitas é grande. Eu provei um da estação, em caldo de sementes e especiarias, bem escuro e forte. Uma das maravilhas do Tangará, do Jean-Georges. O robalo merecia a delicadeza do Muscadet de Sèvre-et-Maine, do Bernard Chérot, de fermentação em sur lie, quando o vinho fermenta sobre as borras e ganha estrutura, complexidade aromática e profundidade. A fermentação em sur lie também auxilia retardando o processo de oxidação do vinho. O Muscadet é elaborado com a uva Melon de Bourgogne, também conhecida como Muscadet, uma uva de belíssima acidez, frescura e coloração com reflexos esverdeados. É uma das uvas principais do Vale do Loire, na França. A principal sugestão de harmonização para os Muscadets são frutos do mar e peixes. A sequência da degustação seguiu com outro francês: o Figaro Rosé, da Mas de Daumas Gassac, do sul da França, no Languedoc-Roussillon. Um rosé de Carignan que pedia um vinho com mais corpo que o branco. Poderia ser até um vinho tinto leve, mas eu escolhi rosé para fazer parte do Rosé Revolution, que tomou o mundo, e para não fugir do que acredito e defendo há muito tempo: a versatilidade e o lugar de destaque que os rosés merecem. A Mas de Daumas Gassac é uma vinícola orgânica que cultiva as uvas originais das sementes, sem clonagem, e assim preserva as qualidades aromáticas e os sabores das uvas. Robalo, vinhos rosé, ambos franceses, e a adstringência de um café para fechar a noite. Valeu a experiência do estrelado Michelin. Lembre-se de manter a moderação sempre. Se beber, não dirija.

09/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:12

VINHOS DE JERUSALÉM

Uma excelente manhã para você. Curiosidades do mundo do vinho você tem aqui, no Musique Vinho. O vinho está tão presente na Bíblia que só não é citado em um dos livros, o Livro de Jonas. Ao fim do dilúvio, a primeira coisa que Noé fez foi plantar a videira, e o vinho foi a bebida escolhida para a última ceia de Jesus. Naquele tempo, a cirrá era a uva mais plantada na região de Jerusalém. Conta a história que São Patrício teria plantado a cirrá no Rhone ao retornar de uma peregrinação à Terra Santa, e hoje o Rhone é o berço da uva cirrá. Mas tudo começou há muitos anos, junto com a história da humanidade. Hoje, em Jerusalém, pesquisadores estão estudando sementes queimadas e secas, descobertas em escavações arqueológicas, para comparar a uvas vivas e talvez recriar as uvas daquele tempo, como se dizia nas celebrações. Daquele tempo ao nosso tempo, hoje temos o Domânio do Castel, de videiras plantadas nas colinas da Judeia, perto de Jerusalém. Israel tem hoje 6 mil hectares de vinhedos de Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Merlot, Sauvignon Blanc e bem pouco da uva Sihá. As colinas da Galileia formam a região mais importante em qualidade, com excelente altitude, até 1.200 metros, e clima frio propício ao cultivo das videiras. Se quiser experimentar os vinhos da Judeia no estilo Bordeaux, como se chama em Bordeaux, segundo os vinhos equilibrados e cheios de sabor, o Domane do Castel é feito de Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot. Lembre-se sempre de manter a moderação para aproveitar vinhos diferentes, como os vinhos de Jerusalém

07/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:42

VINHO LA BANDA DE LOS

Uma excelente manhã para você. Degustei, outro dia, um vinho do produtor Família Vicentina, Argentina, e me surpreendi positivamente com um vinho que tem um nome bem original. A linha se chama Banda de los Três Súcios e, a princípio, herdinaram três vinhos de uvas que foram consideradas totalmente inviáveis. Os vinhos se chamam El Contrabandista, de Petit Verdot; El Tramposo, de Cabernet Franc; e El Renegado, de Cabernet Sauvignon. A linha surgiu na safra de 2014, que não foi grande coisa. O cuidado com os vinhos foi redobrado e cada variedade foi deixada nos barris para ver como se comportavam e evoluíram: a Cabernet Sauvignon, a Cabernet Franc e a Petit Verdot. Pareciam que não dariam nada. Eram vinhos rebeldes, terrosos, sem expressão e impuros. O Tramposo, de Cabernet Franc, era tímido, mas se abriu ao ser engarrafado e mostrou sua elegância e intensidade. O Renegado, Cabernet Sauvignon, que era todo desalinhado, se converteu em um lorde. E o Contrabandista, de Petit Verdot, que eu degustei, mostra bastante fruta e profundidade. O Contrabandista de Petit Verdot é um vinho elaborado de vinhedos de 15 anos, com 25 dias de maceração — e eu traduzo: maceração é o líquido em contato com a casca para extrair força, cor e sabor. Armazenado por 12 meses em carvalho francês de tosta alta, tem um perfume de flores, expressão aromática de tabac, com certo mineral, taninos elegantes, fruta doce e baunilha. Um vinho daqueles encorpados, gordos, mas muito diferente. Tem personalidade. Aliás, é um 100% Petit Verdot, uma uva com poucos varietais pelo mundo. Vale experimentar o Contrabandista Petit Verdot da família Vicentin, na Argentina. Lembrando sempre de manter a moderação.

06/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:56

CHATEAU SAINT MICHEL RIESLING

Antes mesmo de gravar, eu já postei e comentei muito sobre uma vinícola que eu gosto demais nos Estados Unidos, da região noroeste, no estado de Washington: Chateau San Michel. Tem vinhos de excelente custo e qualidade indiscutível, e o mais legal é que eles unem música e vinho. Durante o verão americano, até o dia 15 de setembro, eles seguem com vários concertos na vinícola. Já sabemos que música combina com vinho. As apresentações vão de Ben Harper a Pink Floyd. Conheci a vinícola em 2016 com Cabernet Sauvignon e depois degustei várias outras uvas, mas só agora tive a oportunidade de degustar o Riesling, o mais vendido do mundo. O Chateau San Michel Riesling, do Vale de Colúmbia, é super refrescante e crocante. Tem aromas de maçã verde e um mineral bem gostoso. Agrada a todos porque não é muito seco nem muito mineral, então, se tiver mais, dê uma olhada. Torna fácil de beber, mas tem todas as características de qualidade da uva Riesling. Harmonizei com vieiras ao yuzu: vieiras frescas e cruas, com muito frescor, salgadinho e o azedo intenso do molho de yuzu, que é uma compota, uma conserva de limão. Você pode harmonizar também com frutos do mar, frango, queijos frescos, comida japonesa, enfim, todos os pratos frescos e leves. A vinícola tem mais três rótulos de vinhos brancos feitos com a mesma uva Riesling, como o Heroica, o Cold Creek e o Colheita Tardia. A vinícola Chateau Saint Michel foi eleita, em 2012, como o produtor do ano dos Estados Unidos; em 2011, com a marca mais admirada; em 2013, como a vinícola do ano do Pacífico; e está sempre entre os Top 100 da Wine Spectator, comemorando mais de 50 anos usando as tradições do Velho Mundo e as tecnologias do Novo Mundo. Até pouco tempo diziam que grandes vinhos americanos eram só os californianos. Quero arriscar um vinho de Washington? Que tal começar com o Chateau Saint Michel? Lembre-se sempre de manter a moderação para aproveitar o seu próximo vinho e descobrir vinhos maravilhosos como o Chateau Saint Michel Riesling.

05/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:14

VINHOS DA NOVA ZELÂNDIA

O música vinho de hoje fala sobre a Oceania, a ilha da Nova Zelândia, no Pacífico. Na minha cabeça, quando penso em Nova Zelândia, vejo Sauvignon Blanc, vinhos brancos, leves, frescos, minerais e com aromas tropicais. A uva Sauvignon Blanc corresponde a 42% da área plantada no país e é a protagonista. Dizem que não existe vinho branco mais frutado no mundo que os Sauvignon Blancs da Nova Zelândia. A mais famosa região é Marlborough, fica a nordeste da ilha sul e é onde se concentra 73% da produção de todo o país. Degustei o pontuado Ribbonwood Sauvignon Blanc, de Marlborough. O nome vem da árvore Ribbonwood, nativa da região, para mostrar a responsabilidade com a manutenção da região, a sustentabilidade das árvores que foram replontadas pelo produtor. A primavera já está chegando e os vinhos vão mudando. Começam a voltar os vinhos brancos, frescos e até os tintos mais leves. O Ribbonwood tem aromas de ervas, aspargos e maracujá, além de notas minerais e uma elevada acidez. Se você gosta da boca salivando, vai curtir harmonizar este delicioso vinho branco da Nova Zelândia, a terra dos melhores Sauvignon Blancs, com queijos brancos de cabra, saladas, lasanhas de legumes. Pode ser também camarões empanados, risoto de frutos do mar. Essa harmonização fica perfeita com pratos que tenham certa crocância e até um pouco picante, porque a acidez vai refrescar o seu paladar. Um excelente Sauvignon Blanc para você, lembrando sempre de manter a moderação.

04/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:41

VINHOS DA SERRA CATARINENSE

Da Serra Catarinense vem a produção dos excelentes vinhos da Vila Franchione, uma vinícola fundada em 2004 com a seguinte missão: enriquecer a celebração da vida ao sabor de um elegante vinho elaborado com amor e arte. Para eles, o vinho é considerado uma obra de arte que vai expressar suas características e sensibilidade ao integrar com quem o degusta: você. E não só a arte do vinho, mas as artes plásticas estão presentes na Vila Franchione, na galeria que já expôs nomes internacionais e obras dos artistas brasileiros como Juarez Machado e Luciano Martins. Os dois artistas são brasileiros que retratam várias obras com cenas de vinhos e seus momentos de degustação. Degustei o vinho Francesco, um belo assemblage entre as uvas Merlot, Cabernet Sauvignon, Raca, Berner Frank e Malbec. Sinceramente, estava procurando um vinho brasileiro gostoso, mas confesso a surpresa. Pode ser preconceito, mas parecia um Bordeaux. Que belo vinho brasileiro e catarinense! É que é tão novo isso pra nós? A vinícola começou só em 2004, como eu disse, e eu degustei o Francesco 2009. Outra grande surpresa: a Saffra, um vinho de nove anos ainda tão perfeito. O Francesco é muito elegante, tem super potência aromática, com evolução de aromas terciários, sem perder a fruta. Mistura chocolate com couro, framboesas, café, volta pras compotas de frutas vermelhas e se mistura ainda ao tabaco. É isso que mais me encanta nos vinhos: as evoluções, as mudanças de aromas e sabores que marcam a presença com um bom corpo, bom tanino. É um vinho bem vivo, com uma boa acidez, tem maciez na boca. A sugestão de guarda é de 10 anos. Mais. Acabei de degustar o vinho e acho que ele ainda aguenta pelo menos mais dois a três anos. O Francesco passou 14 meses no carvalho francês. Eu harmonizei com pizza e depois com queijos, mas poderia ser também pratos à base de carnes vermelhas, massas ou risottos. Um belo vinho tinto brasileiro da Serra Catarinense. Mais uma sugestão para você continuar as suas degustações.

03/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:26

VINHO VILLA CARDETO

Da região central da Itália, chamada Umbria, vem o delicioso vinho Villa Cardetto, elaborado com a uva Pinogridio. Só para situar, a uva Pinogridio é rosada e tem a origem na França, mas é famosa também na Itália e recebe outros inúmeros nomes em várias partes do mundo, como o Rulander, na região da Áustria. Sivipinô é o nome que ela recebe na Eslovênia, Alcerroá gris na própria Alsácia e Pinogris. Essa uva tem características de um vinho com boa acidez, pouco corpo, aromas cítricos de carambola, maçã verde, amêndoas; é um vinho seco, mas com aromas adocicados. Degustei o Villa Cardetto Pinogridio, da Umbria, uma combinação perfeita para peixes como linguado, massas com frutos do mar, frango ao molho agridoces, saladas e quiches de legumes. A região da Umbria é de muitas colinas e algumas montanhas e, bem ao centro, está localizada a cidade medieval de Orvieto, outro grande destaque da Umbria, que dá nome a um vinho elaborado com as uvas trebiano, malvazia, greteto e pode ter um corte de chardonnay. O vinho se chama Orvieto; é o estilo de vinho e não o nome do produtor. Passei pela Umbria de carro e subi até a cidade de Orvieto, uma pérola no alto das pedras, rodeada de vinhedos e oliveiras, uma belíssima paisagem. Lembrando sempre que, se beber, como eu fiz, não dirija.

02/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:41

OVO E LEITE NO VINHO?

Você sabia que vinho pode ter traços de ovo e leite? Essa informação já é obrigatória no contrarótulo dos vinhos na Europa. A prática é comum: os produtores utilizam ovos nos vinhos tintos e leite em vinhos brancos para retirar as impurezas, aromas indesejados e capturar todas as partículas em suspensão no vinho. É o processo de clarificação. Além do ovo e do leite, que podem causar alergia a algumas pessoas, já falei aqui no Music Vinho sobre a intolerância ao SO2 em excesso, que pode provocar dores no estômago, além do excesso de álcool, que causa dores de cabeça. E agora, mais uma descoberta, feita pelo cientista italiano Giuseppe Palmisano, na Universidade de Turim. Ele descobriu as glicoproteínas que se formam naturalmente durante o processo de fermentação e que podem causar alergia, igual ao látex, por exemplo. Alguns dos sintomas são espirros, coceira e vermelhidão pelo corpo, além de dor de cabeça e dores abdominais. Uma outra pesquisa observou que as pessoas que apresentaram alergia ao vinho tinham também outras alergias alimentares. Então, observe se suas reações são realmente do vinho ou de algum alimento da comida que acompanha o seu vinho. Quem é alérgico apresentará os sintomas mesmo que consuma o vinho com moderação e, a melhor indicação, é claro, nesses casos, é consultar sempre o seu médico.

28/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:36

VINHO FAZZOLLETO

inhos no estilo passito são comuns na Itália. É o processo utilizado na elaboração dos famosos vins santo e dos amarones. Mas nunca tinha ouvido falar na região do Piemonde elaborados com a uva barbera no estilo passito e fiquei super curiosa para pesquisar. O fazoleto barbera passito foi o rótulo que me chamou a atenção. Ele é elaborado pela Cooperativa Vinícula Aráutica, fundada em 1954 no Piemonte, e o vinho é elaborado com 100% da uva barbera. 20% da uva somente é deixada na vinha, no pé, por mais três semanas para pacificação. A técnica de apacimento das uvas é para concentrar mais aromas e sabores, já que o vinho perde água e volume e concentra açúcar. O processo pode acontecer antes da colheita, deixando a uva secar no pé ou em esteiras após a colheita, após colhidas ou também penduradas em galpões após a colheita. O fazolo é descrito como um vinho de médio corpo e moderadamente tânico, para acompanhar massas com carnes e lasanhas. Ainda não degustei. Se você já experimentou um passito do pie monte, compartilha comigo usando a hashtag música e vinho. A uva barbera é a uva típica da região do pie monte, ao norte da Itália. É a região dos parreirais encobertos por névoas no outono. Normalmente, os vinhos desta uva barbera são leves, como o Barbera Lacuerça, que já citei várias vezes, mas este processo de desidratar a uva traz potência e concentração, mudando totalmente o estilo do vinho. Um vinho diferente para você experimentar e descobrir, a cada dia, novos aromas e sabores do vinho. E ainda ir além, pesquisando sobre cada região de vinho que você degustar, você entende melhor a história e a cultura do local. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija

27/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:00

VINHO ISADE SELECTION TINTO

Se você ainda tinha dúvidas, eu adoro ganhar vinho de presente. Pode ser no Ano Novo, Páscoa, Natal, aniversário, Dia da Mulher, Dia dos Namorados, Dia do Sommelier, Dia do Radialista, Dia das Mães, eu aceito vinhos de presente. Ganhei o Isade Selection Tinto, da Rioja, na Espanha. O vinho tem 80% da uva Tempranillo e 20% da uva Graciano. A Tempranillo vem de “temprano”, a que amadurece cedo, você já conhece. Mas a Graciano, eu sei que só 20% parece pouco, mas não, faz uma diferença grande ao vinho. A Graciano recebe os nomes também de Tinta Miúda e Morastel. Ela é uma uva de grande complexidade em sabor e aromática, porque, ao contrário da Tempranillo, demora para amadurecer e ganha complexidade aromática. A Graciano é bastante tânica e isso traz a qualidade ao vinho. 80% de Tempranillo e 20% de Graciano, e ganhamos o Isade Selection. Tem uma coloração rubi bem intensa e é super complexo nos aromas. Vai da fruta ao fumo. As vinhas são antigas, de mais ou menos 60 anos. O fumo vem dos barris de carvalho, durante os 16 meses de madeira. Eu harmonizei o meu Isade com costelinha de porco assada. Esses são os pratos típicos da Rioja: carneiro, porco. Várias safras do Isade estão pontuadas por Robert Parker com 94 pontos, por exemplo, na safra de 2010. Degustei o 2014 e mostra que o vinho é de boa guarda. Mais uns 8 anos, pelo menos, e agora ele estava no auge.

26/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:46

VINHO TINTO SALBIDE

Está no ar mais uma edição do Música e Vinho. Do coração da Rioja lavesa vem o vinho tinto salbide, um 100% tempranilo. O salbide é um vinho espanhol bem típico, mas com menos madeira que os riojas de uns 10 anos atrás. Os 14% de álcool não pesam, a madeira é bem sutil e elegante. Foram apenas 12 meses em carvalho, bem menos que o comum na Espanha, entre 16 e 48 meses de madeira. A tempranilo é a uva rainha da Espanha, pode produzir vinhos muito leves e jovens a vinhos muito longevos e encorpados. O salbide me encantou, mantém perfeito equilíbrio entre fruta e madeira. Mantém a tipicidade da Espanha usando a madeira, vinhas de mais ou menos 45 anos no coração da Rioja, mas muito fácil de beber. O salbide tem uma coloração cereja, intensos aromas de frutas negras e baunilha, muito frescura. E essa é a principal característica de modernidade nesse vinho. É esse frescor e vivacidade que o fazem ganhar admiradores do novo mundo. É o que a gente busca, frescor no vinho. Potência em nariz, equilíbrio em boca e um vinho vivo, com bastante acidez. Bom para acompanhar aperitivos ou um belo jantar. Um vinho para toda hora, sem muitos mistérios. Se bem que ele se abre aos poucos e aí vêm os aromas animais, que eu também amo. Quem sabe você encontre outros aromas? Aproveite e compartilhe comigo usando a #MusicaeVinho.

25/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:33

GUIA SOBRE VINHOS

m meio à enorme oferta de vinhos disponíveis no mercado, algumas pontuações e selos podem te ajudar a destacar os melhores vinhos, ou, pelo menos, os que tenham passado por alguns critérios técnicos, seja por um crítico, por alguma revista especializada ou por um guia de vinhos. Para você entender alguns exemplos, o supercrítico americano Robert Parker é o papa do vinho nesse assunto e pontua vinhos na escala de números de 50 a 100 pontos, sendo que 50 são os vinhos considerados inaceitáveis e 100 pontos, os superconcorridos. A crítica inglesa Ansys Robinson usa a escala de 12 a 20 pontos. O guia italiano Gambero Rosso utiliza o sistema de taças, ou bicchiere em italiano, de 0 a 3 biqueres, e os produtores que alcançam 3 biqueres por 10 vezes consecutivas são premiados com uma estrela. O guia chileno utiliza o sistema de pontos de 80 a 100. O crítico americano James Suckling, já considerado um dos homens mais poderosos do vinho pela revista Forbes, pontua entre 90 e 100. A revista americana Wine Enthusiast avalia entre 50 e 100 pontos. A Wine Spectator, uma outra revista americana, pontua entre 50 e 100. E a revista inglesa The Canter segue o sistema de 50 a 100 pontos também. Dessa forma, é preciso ter cautela ao entender que vinhos com 20 pontos por Jansis Robinson é o máximo e, ao mesmo tempo, abaixo dos 50, inaceitáveis, de Robert Parker. Além dessas pontuações, hoje encontramos níveis de reconhecimento do público em geral, que deixa seus comentários e análises nos aplicativos e pode te ajudar a avaliar e definir uma compra. A minha sugestão é que você comece a fazer as suas próprias anotações e crie seu sistema de classificação. O meu varia entre 1 a 3 estrelas. De manter a moderação para aproveitar o seu próximo vinho.

24/02/2026 08:13 | DURAÇÃO 2:03

AZUL PORTUGAL

Hoje eu quero apresentar a vocês um conceito super inovador que vem de um dos países mais conservadores do mundo do vinho. O conceito é inovador: unir um grupo de viticultores a uma única marca chamada Azul Portugal, que apresenta vinhos de cada região portuguesa, mas o objetivo é estritamente manter as particularidades de estilo de cada região portuguesa, sem perder sua tipicidade. Cada cor no rótulo representa uma região e demonstra suas diferenças e particularidades. A linha Colheita contempla 9 rótulos entre vinhos verdes-brancos, rosés e tintos de cetúbal da região do Dão, Douro, Alentejo, além da Bairrada. A linha Reserva apresenta vinhas velhas do Alentejo e do Douro, ambos elaborados pelo produtor Lua Cheia. E você vai encontrar, ainda, os espumantes, vinhos do Porto e água ardente. No site do grupo chamado Wine & Winemakers, me surpreendi com as altas notas de críticas interessantes a respeito de vários vinhos da linha Azul Portugal.

23/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:11

VINHO ASSEMBLAGE

E que delícia ter a sua companhia nesta manhã. Não sei você, mas eu já me declarei amante dos assemblages, que são os vinhos com mistura de uvas, e tem uma dupla que é sempre sucesso: Malbec e Sihá. Sozinhas elaboram vinhos encantadores e, juntas, formam uma bela parceria. As duas uvas são de origem francesa, mas se destacam na Argentina, Malbec, e na Austrália, a uva Sihá. Essa dupla também elabora vinhos de preços bem competitivos e tem tudo o que a gente quer: coloração vermelho-roxo intensa, aromas frutados de ameixa e amora e várias outras frutas vermelhas, chegando a pimenta, especiarias, cassis e couro. São vinhos que preenchem a boca e são bastante suculentos, com boa concentração e taninos de médios a altos, dependendo do vinho. Já citei vários vinhos com essa combinação de Malbec e Sihá aqui no Música e Vinho. A Argentina usa muito esse assemblage, e essa mistura é daquelas duplas sem erro. Degustei o Trucha Malbec-Cirá, 60% da uva malbec e 40% de cirá. Apenas 30% do vinho passou seis meses na madeira para domar os taninos, e os outros 70% do líquido foram preservados para manter o frutado do vinho. O vinho Trucha Malbec-Cirá é produzido na região do rio Diamante, que é um rio repleto de peixes da espécie truta, trucha em espanhol, e daí vem o seu nome. Mas a harmonização não é feita com os peixes truta. Seguindo as sugestões de peso, textura e intensidade de sabores, é com as carnes vermelhas que esse vinho fica ainda melhor, além de massas com ragu de carnes, queijos maduros, carnes de panela com muitos temperos para acompanhar a cirá. E aí é só aproveitar, usando sempre a hashtag musica&vinho para compartilhar comigo as suas experiências.

21/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:58

VINHO DOURO

Nosso tema de hoje é um super duelo entre Douro e Douero. Um só rio, duas super regiões vinícolas ao longo dos seus 850 km do rio Douro. No lado espanhol nasce o Douero e chega à sua fosa em Vila Nova de Gaia, já em Portugal, com o nome de rio Douro. As duas regiões elaboram vinhos bem distintos, mas ambos de grande prestígio. Então, se você fizer uma harmonização entre Douro e Douero, não vai ser fácil: é um super duelo. Os vinhos do Douro têm características florais intensas e o uso de carvalho francês como predominância. Já a ribeira do Douero, na Espanha, é mais frutado e usa carvalho americano. Na ribeira do Douero, na Espanha, a Tempranilo reina e desenvolve vinhos muito elegantes, complexos, concentrados, potentes e harmônicos. Hoje, já usa uvas estrangeiras nos cortes. Triplicou o número de produtores e tem uma grande variedade de vinhos, que vai dos jovens, com dois meses de envelhecimento, aos vinhos mais velhos, reservas à moda antiga. No Douro, em 2003, surgiram os Douro Boys, uma geração de produtores que passou a usar as uvas do porto para fazer os tintos secos, que chamaram de novos durienses. Agora, já estamos com a geração Douro Kids, os novos durienses que estão em direção ao primeiro grupo e contribuir com as suas ideias, seja no marketing ou na enologia. Uma das novidades é que eles estão plantando e produzindo um vinho feito 100% com a uva baga, a uva símbolo de outra região chamada Bairrada, só que estão produzindo no Douro. O vinho não foi ainda engarrafado, mas vem novidade por aí. Além de vinhos varietais, outra novidade no Douro: 100% com toriga nacional, sendo que o comum no Douro sempre foram os famosos. Assemblagens, as misturas de uvas.

20/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:02

VINHO DE FERMENTAÇÃO EM CONCRETO

A sugestão de tema de hoje é do Marcelo Padua, a respeito dos vinhos de fermentação em concreto. A fermentação em concreto não é nenhuma novidade, assim como a fermentação em ânforas, que acontece desde a Antiguidade. Os tanques em concreto estão sendo cada vez mais usados na elaboração dos vinhos. Eles deixaram de ser usados e perderam espaço para o inox e também para a madeira. Porém, têm várias vantagens. São tanques com paredes resistentes e espessas, com revestimento neutro, que mantém a temperatura constante naturalmente. Têm a microporosidade, que permite a micro-oxigenação, assim como a madeira, porém sem transferências de aromas, o que acontece com a fermentação no carvalho. Os vinhos ficam mais cremosos e preservam as características da uva, mantendo o seu terroir. Para os enólogos que buscam aromas mais complexos e macios — entende? — venino. Sem interferências da madeira, o tanque em concreto é perfeito, mas nada impede que, posteriormente, o vinho seja amadurecido em carvalho. Esse formato oval, que está sendo muito utilizado nos tanques de concreto, é vantajoso, pois permite a movimentação do vinho por todo o espaço do tanque, sem a necessidade de remontagem, e tem uma grande durabilidade. Só precisa ser lavado com água morna a cada ciclo. Aqui no Brasil, a vinícola Vinícola Guaspari, de Espírito Santo do Pinhal, no interior de São Paulo, já utiliza o tanque em formato de ovo, feito em concreto, para o seu Sauvignon Blanc.

19/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:37

DRINKS COM VINHO

É incrível como os drinques de vinho não saem de moda. E eu adoro criar, inventar e colorir a festa. É assim desde criança, nos tempos de drinques sem álcool. E eu quero te inspirar para fazer aí na sua casa. Nas minhas redes sociais você acompanha fotos. Escolha um bom espumante brut de preferência, um vinho branco seco e um vinho tinto seco. Coloque um mix de frutas vermelhas congeladas e complete com espumante. Vai formar uma bela espumatização rosê, e as frutas já dão uma doçura ao seu drinque. Taça gelinhos de suco de pêssego. Para quebrar o doce do suco, esprema um limão para cada caixa de suco. Na taça, vai uma ou duas pedras do gelo de pêssego, e você vai usar o mesmo espumante brut. Opção número 3. Agora com vinho branco e vodka. É a caipirinha de vinho. Macere os limões com açúcar. Acrescente uma dose de vinho branco, uma dose de vodka e gelo a gosto. A última opção de drink é o clássico chamado Espanhola. Bata tudo no liquidificador: uma garrafa de vinho tinto seco, um abacaxi e meia lata de leite condensado. É só coar e servir com gelo. Atendendo a pedidos, quatro receitas bem simples pra você reunir os amigos e se inspirar com o Musica & Vinho

18/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:25

GARRAFAS DE VINHOS

Tenho uma pergunta que sempre escuto: o tamanho da garrafa muda o vinho? Essa questão é unânime entre os enólogos: as garrafas magnum de 1,5 litro envelhecem melhor do que as garrafas tradicionais de 750 ml. E a questão é a quantidade de oxigênio dentro da garrafa. É o oxigênio que faz o vinho evoluir na garrafa, então o O2 é proporcionalmente menor em uma garrafa maior. A quantidade menor de O2 nas garrafas maiores faz o vinho evoluir mais lentamente, e é isso que dá ao vinho mais tempo para uma boa guarda. Então, quanto maior a garrafa, mais tempo o vinho aguenta. Mas, afinal, por que tantos tamanhos diferentes de garrafa? Os formatos identificam não só a quantidade de líquido, mas também estilos de vinhos e regiões. Vou citar alguns estilos e formatos. Os espumantes pelo mundo, por exemplo, têm o vidro mais grosso para resistir à pressão do gás. As garrafas no estilo borgonheza, aquela mais fina em cima e gordinha embaixo, servem para armazenar vinhos de uva típica da região da Borgonha, a Pinot Noir, e todos os vinhos de Pinot Noir pelo mundo. São vinhos menos tânicos e que não acumulam resíduos, ao contrário dos vinhos no estilo Bordeaux. E aí vêm as garrafas no estilo Bordeaux, as mais comuns, com ombros mais retos, que servem justamente para acumular os resíduos sólidos dos vinhos mais encorpados, seja um Bordeaux ou outro vinho tinto mais encorpado pelo mundo. São 13 formatos de garrafa ao todo, mas esses três são os mais comuns. E, se você já encontrou também outros tamanhos diferentes de garrafa, compartilhe conosco usando a hashtag #musica&vinho.

17/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:53

VINHO MONTE DO PINTOR

Os vinhos da linha Monte do Pintor têm os rótulos desenhados pelo escultor português João Pires Cotileiro. João é um artista alentejano, da região dos vinhos do Monte do Pintor. Um dos vinhos recebe o nome em homenagem a ele e se chama Escultor. O vinho é feito de trincadeira, aragonês e a uva petiverdô. Outros vinhos são o Monte do Pintor Branco e Tinto, o Monte do Pintor Tinto Reserva, além do Pequeno Pintor. Degustei o Pequeno Pintor e me lembrei daquela ideia de que quero degustar vinhos portugueses com características de Portugal. França com gosto de França, Itália com gosto de Itália e Brasil com gosto de Brasil. O Pequeno Pintor é exatamente isso. Traz o calor do Alentejo: aveludado, intenso, quente, saboroso, escuro e com uma concentração de frutas vermelhas e negras, e o uso das três principais uvas do Alentejo, que são a trincadeira, aragonês e a alicante boucher. A alicante boucher é de origem francesa, mas se destaca no Alentejo. Aragonês é tempranilo na Espanha e se chama tinta roriz no Douro, uma outra região portuguesa, e a trincadeira, que recebe também o nome de tinta amarela na região do Douro. As três uvas dificilmente são encontradas sozinhas, mas juntas formam o corte alentejano tão fácil de gostar que você também vai se encantar. Experimente harmonizar os aromas profundos e complexos dos 15 dias de maceração e os três meses de carvalho desse vinho com um carneiro ou um ensopado de carne. Uma ótima manhã pra você!

16/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:47

VINHO BAYANEGRA

E que delícia ter a sua companhia para falar de música e vinho. Que tal uma boa opção de vinho espanhol, bom e barato? Aliás, toda a linha da bodega Selaya é de preços muito acessíveis. A bodega é de 1927, na região de Castilha, e todos os seus vinhos entregam mais do que custam. São considerados as melhores pechinchas do velho mundo e vêm ganhando seu espaço. Melhor aproveitar, porque a lei da oferta e da procura pode fazer os preços catapultarem. Degusteio baia negra tempranilo, super leve, só 12% de álcool. Uma super opção para introdução aos vinhos, porque a graduação oncólica é bem baixa. Na boca também é quase suave, com pouco tanino. Bem frutadinho, sem muita persistência, mas com boa presença. Para acompanhar, só uma brusqueta de presuntos, tapas ou pratos mais simples de carnes vermelhas. E você, está degustando o que? Compartilhe usando a hashtag. E segue Musique Vinho através das redes sociais.

14/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:02

HISTÓRIAS DO MUNDO DO VINHO

E um bom dia para você que quer saber mais sobre as histórias do mundo do vinho. Os arqueólogos estão acostumados a encontrar ânforas com vestígios de vinho em suas escavações. Na Armênia, eles descobriram, em 2011, o que seria a mais antiga vinícula do mundo, com mais de 6 mil anos. Encontraram todo o aparato para produção, desde prensas e jarros de fermentação e de armazenamento do vinho. Já a vinícula mais antiga do mundo, ainda em atividade, está localizada na França, na cidade de Nantes, no Vale do Loire. É o Château Marquês de Goulain, com mais de mil anos de atividade. O Castelo é considerado, ainda, o terceiro empreendimento comercial mais antigo do mundo e a mais antiga empresa familiar e europeia em atividade. O Château está no Vale do Loire, região reconhecida pelos seus vinhos brancos e rosés. O Marquês de Goulain produz vinhos de San Sérpio e Fumé, que são os vinhos brancos da uva Sauvignon Blanc. Vouvrez, um estilo de vinhos brancos feitos com a uva Chenin Blanc, além de Chardonnay's, e é um dos poucos produtores a produzir vinhos com a uva Folie Blanc. A Folie Blanc é pouco utilizada porque é muito suscetível a pragas. Você vai encontrar também o Marquês de Goulane com o Muscadet de Severet Mine em Surly. O Vale do Loire é rico em vinhos brancos, com aromas intensos e paladar mineral, pelo seu solo de tufo, tufo é o calcário, além do clima frio. O Vale é também considerado patrimônio mundial pela Unesco, repleto de castelos. Inclusive, você pode se hospedar no castelo do Marquês de Goulane. Já pensou se hospedar na vinícola mais antiga do mundo, em pleno vapor, lotada de vinhos? Lembre-se sempre de compartilhar as suas experiências usando a #MÚSICA&VINHO

13/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:52

BODEGA SELAYA

Que tal uma boa opção de vinho espanhol, bom e barato? Aliás, toda a linha da Bodega Selaya é de preços muito acessíveis. A bodega é de 1927, na região de Castilha, e todos os seus vinhos entregam mais do que custam. São considerados as melhores pechinchas do velho mundo e vêm ganhando seu espaço. Melhor aproveitar, porque a lei da oferta e da procura pode fazer os preços catapultarem. Degustei o Baía Negra Tempranillo, super leve, só 12% de álcool. Uma super opção para introdução aos vinhos, porque a graduação alcoólica é bem baixa. Na boca também é quase suave, com pouco tanino. Bem frutadinho, sem muita persistência, mas com boa presença. Para acompanhar, só uma brusqueta de presuntos, tapas ou pratos mais simples de carnes vermelhas. E você, está degustando o quê? Compartilhe usando a hashtag. E segue Musique Vinho através das redes sociais.

12/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:03