VINHOS CHILENOS
10/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:07
Notas do Episódio
Vinhos chilenos. Do Vale do Elqui, ao norte de Santiago, vem um produtor que está totalmente conectado à cultura astrofísica da região. A Vinha Alcahuás está no Vale do Elqui e é um superpolo de astroturismo. É considerado o céu mais limpo e claro do hemisfério sul e, por isso, tem vários observatórios astronômicos. A Vinha Alcahuás preserva o pisapé das uvas, e isso é incrível. É difícil uma vinícola, atualmente, ainda fazer o pisapé. Uma outra particularidade da vinícola é que eles plantaram inicialmente Cabernet Sauvignon e Carmenet, as uvas de maior destaque no Chile. Porém, não se desenvolveram bem na região. Mudaram, então, para duas variedades do Mediterrâneo, a Cirá e a Garnacha, e o resultado foi excepcional. O objetivo, inclusive, é que a Cirá dos vinhedos de Alcahuás se torne um dos melhores cirás do mundo. A uva entra na elaboração dos vinhos Drú e Rú e no varietal de Sihá. O Rú é o nome do portal de conexão entre a divindade e a humanidade, uma homenagem ao misticismo do Vale do Elqui: um supervinho de Sihá-Garnacha e Petit-Sihá. Já o Gruz é uma mescla tinta igual ao Rúz, com a parcela de Malbec; é o segundo vinho da casa e homenageia a constelação Gruz. Degustei ainda o Cuesta Tica, 100% garnacha, da safra de 2017. Quis experimentar porque era a primeira safra. Um vinho de coloração rubí profunda e, ao nariz, uma fruta vermelha com ervas, especiarias rosas e notas lácteas, fresco, de médio corpo e taninos bem firmes. Ao final, não degustei o varietal 100% Sihá, mas já vou atrás porque sou uma enlouquecida por Sihás e, se essa é a nova promessa, já quero saber o que tem o Sihás do Vale do Elqui. E você, está degustando o quê? Compartilhe conosco usando a hashtag Música e Vinho através das redes sociais.