Música e Vinho | Centro América FM Cuiabá - Easy | Cadena

Episódios

MEIOMI CHARDONNAY

E que bom ter a sua companhia nesta manhã para falar de música e vinho. Após o sucesso do filme Sideways, lá em 2006, o filho do produtor da Caymus Vineyards , Joe Wagner, começou a produzir na costa da Califórnia. Ele definiu por vinhos que pudessem conquistar o paladar americano, que ama hambúrguer com ketchup, churrasco com molho barbecue, massas com muito molho de tomate e que fossem muito fáceis de beber. O slogan da vinícola Meiomi Wines é: “fácil de beber, difícil de esquecer”. E assim surgiu a vinícola Meiomi, que, na língua indígena antiga da Califórnia, significa “costa”, já que os vinhedos estão localizados nas regiões costeiras de Sonoma County, Monterey County e Santa Barbara County. O Meiomi Chardonnay tem seis meses de carvalho. É super dourado, com notas amendoadas, baunilha, manteiga e muita fruta branca, como pêssego e abacaxi. Já testei várias harmonizações, e vale compartilhar as melhores: o Meiomi Chardonnay com carpaccio de salmão, com salmão ao molho de maracujá, com brusqueta de salmão com avocado e aceto balsâmico ou uma leitora pururuca ao molho de mostarda Dijon em grãos e purê de beterrabas. Super Meiomi para você!

14/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:18

MEIOMI CHARDONNAY

E que bom ter a sua companhia nesta manhã para falar de música e vinho. Após o sucesso do filme Sideways, lá em 2006, o filho do produtor da Caymus Vineyards , Joe Wagner, começou a produzir na costa da Califórnia. Ele definiu por vinhos que pudessem conquistar o paladar americano, que ama hambúrguer com ketchup, churrasco com molho barbecue, massas com muito molho de tomate e que fossem muito fáceis de beber. O slogan da vinícola Meiomi Wines é: “fácil de beber, difícil de esquecer”. E assim surgiu a vinícola Meiomi, que, na língua indígena antiga da Califórnia, significa “costa”, já que os vinhedos estão localizados nas regiões costeiras de Sonoma County, Monterey County e Santa Barbara County. O Meiomi Chardonnay tem seis meses de carvalho. É super dourado, com notas amendoadas, baunilha, manteiga e muita fruta branca, como pêssego e abacaxi. Já testei várias harmonizações, e vale compartilhar as melhores: o Meiomi Chardonnay com carpaccio de salmão, com salmão ao molho de maracujá, com brusqueta de salmão com avocado e aceto balsâmico ou uma leitora pururuca ao molho de mostarda Dijon em grãos e purê de beterrabas. Super Meiomi para você!

14/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:18

GUASPARI VISTA DA SERRA

Das terras altas de Espírito Santo do Pinhal vêm os vinhos da Vinícola Guaspari, um sonho que começou em 2001. As primeiras videiras foram plantadas em 2006, e o primeiro vinho foi produzido em 2008. Degustei, mais uma vez, o Vista da Serra Syrah, em um cenário único na Serra da Mantiqueira, em meio às oliveiras. De coloração profunda, apresenta aromas de especiarias, frutas vermelhas e um leve tostado. Não decantei, porque prefiro deixar o vinho apenas respirando sem a rolha e, depois, deixá-lo abrir em uma boa taça. Faz mais sentido para mim, se quero apreciar a evolução do vinho e se não há borras para separar. Abri um espumante enquanto deixava o Guaspari Vista da Serra se abrir lentamente. Escolhi um bife na brasa, com um lindo colorido, acompanhado de mini legumes que também vieram da brasa. O frescor dos legumes, o tostado da brasa, a doçura do milho e do tomate, a textura crocante do rabanete e o corpo da carne vermelha ficaram impecáveis com o Vista da Serra Syrah. Mais Syrah na minha lista. No topo da lista. O Guaspari Vista da Serra é encorpado, mas não pesado. É aveludado, com taninos redondos e longos. Um vinho muito complexo, que não para de revelar camadas e camadas de frutas. Ele está acima, muito acima da média.

13/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:41

PORTO & CHOCOLATE

E hoje eu quero te inspirar com harmonizações entre porto e chocolate. A mistura de coco com chocolate é um dos clássicos da confeitaria, mas, segundo os inventores, foi desenvolvida pensando no paladar dos brasileiros — e deu muito certo. É a harmonização perfeita para os vinhos do Porto Tinto. Uma taça de um Graham’s, seja Ruby, Tawny ou um 10 anos, com um bombom de chocolate com coco ou uma torta mousse de chocolate com coco, é uma combinação de fechar os olhos. O coco tem as notas amendoadas que a gente encontra no Graham’s, e o chocolate, se for amargo, melhor ainda, segura a intensidade de um bom Porto. Experimentei uma outra harmonização: o Porto Graham’s 10 anos com uma torta mousse de chocolate, calda de geleia de frutas vermelhas e um toque de hortelã. A foto vocês podem ver no meu Instagram, arroba a Casey e a June. Pena que não dá para compartilhar o cheiro. O perfume dessa torta mousse combina perfeitamente com os complexos aromas do Graham’s 10 anos. Graham’s é a melhor e mais reputada casa de Porto do mundo. O 10 anos é uma super seleção de vinhos reserva, envelhecidos em média por 10 anos, com um buquê impressionante e contagiante. Ficaria horas sentindo o aroma dessa sobremesa e do vinho. Não horas, mas curtindo longamente os aromas do chocolate, da calda e da hortelã, depois do vinho, depois do chocolate e depois do vinho. Bom Porto para você!

12/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:36

COLINAS DE PROSECCO

E uma ótima manhã para você que quer saber mais sobre o mundo do vinho. Mais uma região vinícola recebeu o título de patrimônio da Unesco. Desta vez, foram as colinas de Prosecco. Prosecco são os vinhos italianos mais consumidos no mundo. O título foi dado em 7 de julho de 2019. A indicação italiana foi aprovada por unanimidade, garantindo os 21 votos dos estados-membros. As colinas de Conegliano e Valdobbiadene são de uma beleza única. Mas, afinal, Prosecco é uva, é estilo ou é denominação de origem? Os primeiros limites demarcados são de 1930, ao nordeste da Itália, abrangendo cidades como Treviso, Veneza, Vicenza, Pádua, Belluno, Gorizia, Trieste, Pordenone e Udine, para a denominação de origem Prosecco. Porém, Prosecco também era o nome da uva. Só que, em 2009, a uva branca Prosecco passou a se chamar Glera, e o vinho deve ter 85% da uva Glera. Os demais 15% podem ser compostos pelas uvas Chardonnay, Pinot Bianco, Pinot Noir e outras uvas regionais. Prosecco também é o estilo de vinho. São os espumantes elaborados pelo método Charmat, quando a segunda fermentação acontece em tanques, e não individualmente na garrafa, como acontece na região de Champagne. Prosecco é, então, denominação de origem, já foi o nome da uva, continua sendo o estilo de vinho e, agora, é também patrimônio da Unesco.

11/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:44

LEYDA RESERVA SYRAH

Um bom dia para você! Vamos degustar juntos? Então anota aí mais um vinho que não pode faltar na sua adega: Leyda Reserva Syrah. É um chileno de tampa de rosca, elaborado pela enóloga Viviana Navarrete, na vinha Leyda, a vinícola mais costeira do Chile. Recebe todas as influências do Oceano Pacífico e produz vinhos extremamente elegantes. A vinícola segue a linha dos vinhos mais elegantes e femininos. Mas se engana quem pensa que vinhos femininos sejam vinhos levinhos. Está na hora de valorizar a força da mulher, e os vinhos da uva tinta Syrah são perfeitos para ilustrar isso. Tem muita cor, nada de cores clarinhas; bom corpo, nada de vinhos levinhos; notas de frutas vermelhas e negras, porque mulher nunca é um elemento só. Evolução para frutas em compota, com toque de geleia de pimenta, porque mulher sabe ser delicada, docinha e apimentar quando precisa. Persistência em boca longa, com presença de taninos que você percebe, mas que estão super integrados, como a mulher que, com sua delicadeza, tem força para seguir; com sua suavidade, tem força para vencer.

09/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:15

MESMA UVA E DIFERENTES NOMES

Hoje vamos falar sobre mesma uva e diferentes nomes. É muito comum encontrar isso e às vezes entender que tempranilo ou aragones é exatamente a mesma uva facilita na hora da sua compra. Malbec ou primitivo ou zinfandel, são dois nomes para a mesma uva, monastrel ou muvedre, garnacha ou grenache, pinonoar ou pinonero. Pinonoar na França e pinonero é a forma como a pinonoar é conhecida na Itália. Carinã e mazuelo, nebiolo e quiavenasca, trebiano ou uniblã, sandiovese e prugnolo gentile, castelões e periquita em Portugal, glera e prosecco, macabeu e viura, tá vendo como tem. Diferentes nomes para a mesma uva, entendendo disso, facilita na hora da sua compra, lembrando sempre de manter a moderação na hora de degustar o seu vinho.

08/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:10

ACESSÓRIOS INDISPENSÁVEIS PARA SUA ADEGA

Que você tenha uma manhã incrível! Você, sintonizado aqui na Centro América FM, agora tem Música e Vinho. Quando a gente pensa em serviço do vinho, acha que tem milhões de regras e muitos acessórios para ter em casa. Mas apenas dois acessórios são indispensáveis para você ter sempre na sua adega: um saca-rolha de dois estágios e um kit de taças em cristal transparente de frequência. Os demais itens você pode ir adquirindo aos poucos, como decanter, secador de decanter e balde para manter a temperatura de espumantes, brancos e rosés. De qualquer forma, é importante lembrar que a temperatura dos vinhos é essencial para garantir a qualidade do serviço dos vinhos. Espumantes, brancos e rosés você pode gelar bastante. Após abrir e servir, a temperatura começa a subir, especialmente em dias mais quentes. Neste caso, sirva pouco vinho na taça, mais ou menos o suficiente para três goles, e depois reponha sempre que necessário. Tintos mais leves de álcool, de até 12% de graduação, você pode resfriar, sem gelar demais. Tintos médios de álcool, entre 13 e 14%, você pode refrescar. Lembrando que, quanto mais você gelar, mais vai sentir o amargor e, quanto mais quente, mais vai sentir o álcool. Já os tintos superencorpados, acima de 14 graus alcoólicos, você deve manter apenas refrescados, levemente refrescados. Se gelar demais, o vinho fica duro e fecha todas as sensações aromáticas. Os aromas demoram a se desprender e você perde uma das etapas incríveis da degustação, que é o olfativo. Lembrando sempre de manter a moderação para aproveitar o seu próximo vinho.

07/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:53

SOUVIGNON BLANC

E não é segredo pra ninguém que eu amo a uva Sauvignon Blanc. E a Casa Perini lançou um vinho 100% dessa uva tão delicada. A Sauvignon Blanc é uma das uvas clássicas e faz sucesso, se elaborados, tanto no Velho Mundo quanto no Novo Mundo. Se mostra mais elegante, sim, em climas frios, e mais frutada e alegre em climas tropicais. A origem é em Bordeaux, na França, onde aparece quase sempre em cortes, os assemblages, com as uvas brancas Semilion e Chenin Blanc. Segundo relatos históricos, Sauvignon Blanc com Cabernet Franc resultou em Cabernet Sauvignon. No Vale do Loire, elabora os famosos vinhos Sancerre e Pulifumée. No Velho Mundo, a Sauvignon Blanc mostra sua mineralidade, notas defumadas e até florais. Já no Novo Mundo, é super frutada, cítrica e tem um leve herbáceo. Casaperini lançou o Casaperini Sauvignon Blanc, com a coloração amarelo palha e tons esverdeados, aromas de flor de maracujá e erva cidreira, bom corpo, acidez e um final bem refrescante. E, se você acha que queijo só combina com vinhos tintos, experimente um risoto de queijos frescos e outros, como brie, para acompanhar o seu Perini Sauvignon Blanc. A sua experiência vai ser incrível. E depois é só dividir: compartilhe comigo. Eu quero saber o que você está degustando. É só usar a hashtag musica e vinho através das redes sociais. A sua degustação, a sua experiência, pode virar tema para o musica e vinho.

06/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:42

VIDEIRAS COM BOAS UVAS

Que bom ter a sua companhia nesta manhã aqui na Centro América FM, para falar de música e vinho. Você já deve ter ouvido falar que as videiras precisam sofrer para ter boas uvas. É que, quanto mais ela luta para buscar água no solo, mais ela absorve nutrientes da terra e mais força ganha em cada cacho. Chuva boa para videira é no período de outono, inverno e início de primavera, quando ela está invernando e dá início ao período de brotação. O ideal é mais ou menos 680 milímetros de chuva ao ano. No verão, só o sol já basta, já que sol e chuva podem aumentar o risco de fungos e diminuir o processo de maturação. Na Europa, países como Portugal, Espanha e Itália já conseguiram autorização para irrigar seus vinhedos, assim como acontece no Novo Mundo, por gotejamento. As entidades que regulamentam a viticultura na Europa entendem, ainda, que cada vez mais a qualidade é mais importante que a quantidade, já que videiras irrigadas produzem maior quantidade, mas, se equilibrado, como no Novo Mundo, conseguem bons resultados. E quais nutrientes são esses que a videira precisa? O que muda no meu vinho? Um dos nutrientes é o fósforo, que ajuda no crescimento e desenvolvimento da planta; o potássio, que ajuda na maturação das uvas e crescimento dos cachos; e o cálcio, que também atua no crescimento dos ramos e raízes e contribui para o desenvolvimento da planta, além de outros nutrientes como zinco, manganês, ferro, cobre, enxofre e nitrogênio. É aí, na busca do equilíbrio e análise do campo, que entra um trabalho imenso do enólogo e de todos os viticultores. É uma interação entre homem e natureza e o equilíbrio do uso de conhecimento para se obter o melhor da planta e da terra. Videiras sem nutrientes ou com excesso de água resultam em uvas diluídas em cálcio, baixas, duras e extremamente ácidas. Por isso, vale lembrar que vinho é o resultado da transformação do açúcar em álcool a partir de uvas sadias. A sanidade das uvas resulta em bons vinhos. Lembre-se sempre de manter a moderação, claro, e, se beber, não dirija.

05/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:18

BERÇO DE TRÊS PAIXÕES BRASILEIRAS

E que delícia ter a sua companhia nesta tarde aqui na Centro América FM. Hoje eu vou, literalmente, invadir a hora do café. Hoje eu vou para o sul da Itália, na região de Nápoles, a cidade berço de três paixões brasileiras: a pizza, o café e uma paixão que cresce a cada dia, o vinho. Para começar bem o dia, café expresso, que em Nápoles é servido bem forte e dá, no máximo, um gole e meio, de sabor bem marcado e com longa persistência. É tradição, em Nápoles, beber um café e deixar o outro pago como gentileza ao próximo cliente. Então, sem quebrar a corrente, tem sempre um café para você em uma cafeteria da cidade. A pizza é a outra grande paixão, especialmente a marguerita, feita em homenagem à rainha Margherita de Savoia, que gostou muito do sabor — molho de tomate, muçarela, azeite e manjericão — e deu nome à famosa pizza margherita. A grande paixão que cresce a cada dia no gosto dos brasileiros é o vinho. Nápoles foi devastada pelo vulcão Vesúvio e se recuperou ainda mais forte, com o solo vulcânico, ideal para uvas regionais como Fiano, Greco, Falanghina e Aglianico. A história dos vinhos napolitanos remonta a 120 anos antes de Cristo, quando há registros do vinho romano Opimiano. É muito legal descobrir novos vinhos, como o Pipoli Aglianico, um vinho forte, com aromas de cereja preta, cereja amarga, especiarias e baunilha; um vinho bem estruturado e de taninos maduros, perfeito para harmonizar com pizza margherita, claro, e encerrar com um bom café. Lembrando sempre de manter a moderação. Só assim você poderá descobrir novos vinhos, como os da região napolitana e italiana — vinhos de solo vulcânico, intensos, para você aproveitar.

04/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:55

UVA PRIMITIVO

Será que o meu paladar é igual ao seu? Eu já sei que muita gente ama a uva Primitivo, mas eu não. Lancei, então, o desafio de vocês me indicarem um vinho da uva Primitivo que você amou e me dizer o porquê. Eu já tentei vários, juro. Vários produtores e até regiões e países — tanto faz se Itália ou Estados Unidos. O açúcar residual e a falta de acidez e vivacidade não são compatíveis com o meu paladar. Não estou falando mal do estilo, só confessando que cada um tem um paladar. O que me agrada, não te agrada. E olha que tem uvas que eu torcia o nariz e, mesmo assim, não desisti. Ora ou outra, eu tentava de novo, e foi aí que passei a gostar da uva Nero d’Avola, por exemplo, que eu achava totalmente dura. Já encontrei alguns bons exemplares com notas defumadas, taninos presentes sem serem tão duros e um final mais macio, embora ainda tenha essa força na boca. Se você também tem alguma uva ou estilo de vinho que já tentou várias vezes, mas mesmo assim não gosta, e outro que te surpreendeu após algumas degustações, conte pra mim. Quero compartilhar com vocês aqui no Musique Vinho, através das nossas redes sociais: @musiquivinhocafm ou através das minhas redes sociais, @kesiadjune. Eu amei o Luigi Leonardo de Nero d’Avola com Merlot. Se você também quiser experimentar, tem o Luigi Leonardo de Nero d’Avola com a uva Syrah. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

02/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:42

HARMONIZAÇÃO COM TEMPRANILLO

Harmonizações com Tempranillo A uva da Península Ibérica, Tempranillo, tem outras dezenas de nomes pelo mundo e tantos outros rótulos fáceis de encontrar e super dinâmicos para harmonizar com comida. Pode ser um Tempranillo espanhol, um argentino ou brasileiro, da região da Campanha Gaúcha, mais ao sul da Serra Gaúcha. Normalmente, os vinhos desta uva têm coloração não muito intensa e aromas de frutas vermelhas, especiarias, um defumado, baunilha e caramelo, podendo evoluir para frutas secas e toques herbáceos quando têm passagem em madeira. Têm acidez média, pouco açúcar e taninos expressivos. São vinhos de médio corpo a encorpados e super gastronômicos. Que tal começar com uma seleção de presuntos? Outras sugestões de harmonizações vão desde um atum com crosta de gergelim e ervas, para um Tempranillo sem madeira, mais jovem, com taninos leves, até um hambúrguer de carne com sabor mais acentuado, como um angus. Também combinam muito bem com cordeiro assado, marinado no próprio vinho tinto. E que tal um arroz de pato com chorizo, um cozido português ou uma rabada com polenta? Já deu água na boca? Já está salivando por um Tempranillo? Então é só aproveitar, escolher o seu rótulo e degustar com muita moderação. Lembre-se sempre: se beber, não dirija.

01/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:28

UVA TANNAT

E uma excelente manhã pra você Que tal curtir agora a música e vinho? Temos um vizinho que nos brinda com paisagens maravilhosas para o turismo e, ainda, vinhos com a famosa uva-bandeira Taná. Degustando uma linguiça caseira bem apimentada e com aquele gostinho de brasa, pensei em um Taná. Encontrei o Elerrido, de Taná com Merlot. Aliás, a Merlot é uma fofa, porque tem aparecido nos últimos vinhos que degustei com maestria, trazendo elegância, frescor e equilíbrio. Foi o que ela fez com o Luí, de Leonardo, de Nerodávola com Merlot, que eu já falei um monte desse vinho aqui, e agora com o Elerrido Taná com corte de Merlot. Normalmente, Taná é bem tânico, mas esse vinho é uma boa opção de Taná mais leve para se degustar durante o dia, e eu harmonizei com a linguiçinha e o liger na brasa também. Só 12% de álcool, muito leve; dá para refrescar vinhos com graduação alcoólica mais baixa. Logo que você abre o vinho, já baixa para uns 10% de álcool, e fica muito leve. A vinícola que produz o Elerido é a Monte Toscanini, de 1908, com tradições italianas. A vinícola faz parte também do roteiro Los Caminos del Vino e tem várias atividades para os visitantes. Outro vinho uruguaio que gostei muito foi o Sepas Nobles, da Bodegas Carral. Este, 100% Taná. Aí já é mais marcadinho na boca e eu traduzo: o tanino, aquela adstringência que seca a boca, é mais forte. E, se você ainda acha isso estranho ao paladar, mas já entrou ou quer entrar para o mundo do vinho, pode ir se acostumando, porque isso é bom, acredite, você vai gostar. A Bodegas Carral é uma das mais antigas do Uruguai, tem 265 anos de história e vários rótulos. Boas sugestões de Taná para o seu dia a dia: Elerido Taná com Merlot e o Sepas Nobles, da Bodegas Carral. Lembre-se sempre de manter a moderação e um bom Taná para você.

30/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:59

VINHOS COLORIDOS

Outro dia, li uma matéria da revista Adegas sobre vinhos laranjas que dizia que essa busca pelo que é simples é uma reafirmação de valores da humanidade. E os vinhos naturais buscam trazer essa inocência perdida e mostram os anseios de pequenos grupos sociais. Pequenos, mas nem tanto: eles vêm crescendo junto com a consciência alimentar. Comida e bebida cada vez mais naturais. Quem curte e acompanha o Musica e Vinho deve se lembrar do programa sobre vinhos coloridos. Falei sobre as colorações de vinhos brancos, tintos, azuis, verdes, rosés e também dos laranjas. E você pode ouvir mais no nosso site da Centro América FM. Pois bem, os vinhos laranjas são vinhos brancos tratados como tintos. A técnica vem da Geórgia e da Armênia, onde o suco da uva fica em contato com as cascas para adquirir a cor. A cor laranja, ou seja, a casca de uva branca também tem cor. O enólogo Josco Gravner, o rei dos vinhos laranjas, é um esloveno radicado em Friuli, na Itália. Foi ele quem trouxe à tona a metodologia dos vinhos laranja. E, ainda, a vinificação acontece com cachos, engaços e sementes, o que pode trazer certo amargor ao vinho laranja, além do tanino da casca, que, neste caso, fica em contato com o mosto. Neste estilo de vinhos, há duas controvérsias conhecidas no mundo do vinho: casca de uva branca não tem cor, tem sim, a coloração laranja, e vinho branco não tem taninos, a não ser que fique em contato com a casca, como é o caso dos vinhos laranjas. O estilo laranja é um vinho com frescor de branco que ganhou coloração, ganhou corpo, ganhou tanino. E eu harmonizaria vinhos laranjas com uma bela galinhada ou um frango no estilo indiano com molho ao curry. E você? Compartilhe comigo e com todos os amantes do Música e Vinho, usando a hashtag Música e Vinho. Lembre-se sempre de manter a moderação para aproveitar e conhecer novos vinhos, como os estilos de vinhos laranjas.

29/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:14

CABERNET SAUVIGNON

O tema é a Cabernet Sauvignon, a famosa rainha das uvas tintas. Engraçado como eu fujo de tudo que é muito comum, óbvio, especialmente o que está na moda. Se todo mundo gosta, já desconfio. E havia muito tempo que eu não parava para degustar um Cabernet Sauvignon 100%, a não serem degustações técnicas, mas eu mesma escolher um Cabernet Sauvignon para beber é coisa rara. Resolvi me render à moda de um Cabernet Sauvignon e escolhi um vinho para o dia a dia, para o almoço com carne de porco ao molho barbecue. Lembrei daquele aroma de barbecue que encontrei no vinho tinto espanhol, Marquês de Grinhão, da Rioja, mas, já que não era possível encontrá-la, vamos a um Cabernet Sauvignon. Degustei o Petirrojo chileno, 100% da uva Cabernet Sauvignon. Um vinho super correto e um Cabernet Sauvignon fácil de beber. Pode-se dizer que é um Cabernet Sauvignon dos leves, de média cor e corpo, já que não existe Cabernet Sauvignon totalmente leve. Apenas 30% do vinho passa em carvalho, então mantém bem o frutado. Na madeira, ganha um toque de tostado que harmoniza muito bem com a carne de porco bem assada e com aromas defumados. Talvez você se lembre que eu falei no Música & Vinho outro dia sobre vinho e pássaros. Pássaros têm a simbologia de mensageiros da paz, e muitos rótulos de vinhos têm pássaros estampados, como este vinho, o Petirrojo, que é um pássaro vermelho e preto da região do Colchagua, no Chile. A Cabernet Sauvignon é a rainha das uvas tintas, a que melhor se adapta em todo o mundo e é uma unanimidade: todo mundo gosta. Eu prefiro os Cabernet Sauvignon como base e soberana, sim, mas com o assemblage de outras uvas, como os vinhos australianos, que misturam Cabernet Sauvignon com Syrah, ou os franceses, com Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot, e até os Cabernet Sauvignon com Sangiovese, na região da Toscana. A mistura, como sempre digo, traz mais complexidade, mais camadas, mais aromas e há mais a se descobrir. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija!

28/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:14

CUVELIER DE LOS ANDES

O estilo é francês em terras argentinas. Este é o estilo dos vinhos da linha Cuvellier de Los Andes, elaborado em Mendoza. A bodega Cuvellier de Los Andes é de 1998, ano em que as atividades na Argentina iniciaram; porém, a família Cuvellier vem de longa história vitivinícola na França desde 1804. O fundador Henri Cuvellier desenvolveu super bem o negócio de vinhos, vendendo aos seus amigos burgueses na França, e, a partir daí, adquiriu novos châteaux, como o famoso Chateau Le Croc, em Saint-Stéphe, e o L'Eauville Pois Ferré, em Saint-Julien. Atualmente, possui, além da bodega argentina Cuvellier de Los Andes, o Clos de Los Yeti e a agrícola Cuvellier, no Chile. Por falar em Clos de Los Yeti, esse é um projeto que eu curto muito, idealizado por Michel Rolland, o super enólogo francês, que reúne quatro super vinícolas para elaborar um assemblage argentino, com cinco uvas: a Malbec, que é a base da Argentina, além de Merlot, Cabernet Sauvignon, Sihá e Petit Verdot. Assim, são também os cortes da linha Cuvelier de Los Andes, como o Grand Van, o Collection e o Top El, que usam os assemblages das principais uvas plantadas por esse produtor: Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec, Sihá e Petit Verdot. A Cuvelier de Los Andes se dedica às variedades tintas, em um estilo de plantio orgânico e biodinômico, aproveitando ao máximo o potencial do Vale do Uco. O vale é perfeito para as uvas tintas mais intensas, com terrenos de pedra, clima quente e seco, noites frias e altitude de mil metros. Mais um super produtor com vinhos de alta qualidade e super assemblages, porque a Argentina não é só Malbec.

22/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:51

ESPUMANTE AURORA MOSCATEL

-

21/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:25

VILAREJO SCALA DEI

Eu adoro as lendas do mundo do vinho. Conta-se que, no século XII, os monges da ordem de cartucha, os mesmos do vinho português Cartuxa famoso, procuravam um lugar para construir um novo mosteiro. Encontraram um pastor que lhes informou sobre um lugar onde os anjos subiam aos céus por uma escada. Construíram exatamente nesse local o mosteiro chamado Scala dei e plantaram vinhas, elaborando vinhos. Ao redor do mosteiro nasceu o vilarejo de Scala dei. Mais tarde, a região ficou conhecida como Priorat, ou Priorato, que significa comunidade religiosa. Para entender melhor a região, a Denominação de Origem Controlada Priorat, que faz parte da Catalunha, cultiva uvas como garnacha tinta e carinhenha. Elabora vinhos clássicos, com aromas de cereja em calda. Os vinhos do Priorato costumam estagiar pelo menos 12 meses em carvalho. O Priorato recebeu a denominação de origem de qualidade, o título máximo de denominação espanhola. A região tem produzido vinhos espetaculares, potentes, concentrados e longevos. Vale lembrar que a Catalunha tem baixa produtividade, devido à condição climática de baixo índice pluviométrico. São vinhos de coloração intensa, boa textura e taninos afinados. Um dos principais produtores chama-se Álvaro Palácios. Se você também busca novidades, experimente um espanhol do Priorato, porque Espanha não é só tempranillo.

20/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:41

VINÍCOLAS NA CATALUNHA

Hoje vamos para a região da Catalunha, ao norte da Espanha. A região da Catalunha é a área vinícula com maior número de denominações de origem controlada. Entre as mais conhecidas estão Costa del Segre, Monsan, Penedes, Priorat e Cava, bastante conhecido. Ao todo, são 12 subregiões, mas hoje vamos entender melhor a denominação de origem cava. Primeiro, que cava, em espanhol, é masculino, então não é a cava, e sim o cava. O clima da Catalunha é de poucas chuvas, e isso faz com que as videiras apresentem uma baixa produtividade, obrigando as uvas a se concentrarem mais em aromas e sabores. Daí, o resultado são vinhos de coloração profunda, excelente textura, e a denominação de vinhos no estilo cava foi exclusividade da Catalunha durante muito tempo e ainda é responsável por 85% da produção. Porém, hoje os espumantes espanhóis em todo o território podem ser chamados de cava. São elaborados no mesmo método tradicional dos famosos champanhas, mas o sabor é bem diferente, já que as uvas são distintas. Enquanto em champanhas se usa Pinot Noir, Pinot Munir e Chardonnay, na Espanha você utiliza Chareolot, Macabeu e Pareliada para fazer os cavas, além das uvas Pinot Noir, Garnacha e Monastrel para os cavas rosados e tintos. Desde 1960, o cava ganha o mercado, pois a qualidade cresceu com as novas regras de elaboração e o uso de novas tecnologias, e chegou a ser chamado de champanhe espanhol. O bom disso tudo é que o cava é mais suave, mais frutado que os champanhes franceses e é bem mais barato também. São três estilos de cavas que você vai encontrar nos rótulos em supermercados. Os cavas de selo branco são os mais jovens, com 9 meses de maturação; os de selo verde são as reservas, com 15 meses de maturação; e os de selo negro, os gran reserva, com 30 meses de maturação. É super fácil harmonizar cava, porque vai com quase tudo, desde os embutidos da Catalunha aos mariscos, como arroz e açafrão, lembrando sempre de manter a moderação.

17/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:23

HARMONIZAÇÃO DO NOVO MUNDO

E um bom dia para você que está curtindo a Centro América FM. Só aqui você tem música e vinho. Seguindo a tradição de harmonizações de pratos típicos da Europa, Itália, França, Espanha e Portugal, pensei nas harmonizações com pratos típicos dos países do Novo Mundo, que são compostos por Chile, Argentina, Brasil, Uruguai, Estados Unidos, Austrália, África do Sul e Nova Zelândia. Escolhi alguns deles para falar hoje no Música e Vinho. Qual estilo de vinho melhor combina com feijoada brasileira e as empanadas argentinas? Do Chile, escolhi o prato Congrio Rosa, um peixe chamado Congrio, servido como se fosse um bacalhau, com batatas, legumes e muito azeite. A harmonização clássica fica com um vinho branco de Sauvignon Blanc, que o Chile é especialista. Sauvignon Blanc do Chile tem até um gostinho de sal na boca, que vem dos ventos do Pacífico. Para quem ama as empanadas argentinas, aqueles pratos típicos do Música e Vinho, pastéis assados e com recheios diversos, tem um vinho bom pra você. Vamos considerar o recheio mais tradicional, de carnes e calabresa, e vamos direto para uma assemblage entre as uvas Malbec e Sihá. Da Austrália, a costelinha de porco ao molho barbecue é uma tradição, e a harmonização fica com os vinhos de Sihá com Cabernet, o corte típico da Austrália. E, pra fechar as harmonizações do Novo Mundo, o nosso país, Brasil, com uma infinidade de pratos típicos. Mas eu escolhi a feijoada, descendente de tantas riquezas que os negros nos deixaram, como música, danças, costumes e a comida. Um prato de coloração negra e que mostra a melhor harmonização de contrastes. Casou super bem com o estilo de vinho que o Brasil é campeão: os transparentes, translúcidos, que borbulham na taça e dançam, subindo pra nos cumprimentar e mostrar os seus aromas. Feijoada combina super bem com espumante brasileiro, Brute. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija. E, se você quiser compartilhar as suas experiências, pode usar a hashtag música e vinho através das redes sociais.

16/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:12

UVA SYRAH

Quer saber mais sobre o mundo do vinho? Na província de Carmelo, no Uruguai, está localizado a bodega boutique El Legado. Produz entre 8 e 10 mil garrafas por ano, e a produção com as atuais uvas Sirra, Taná e Vionier começou somente em 2007. Degustei o blend Taná-Sirra, com 14% de graduação ocólica. Tive que decantar, é claro: muito álcool. O vinho era negro, 80% de Taná e 20% de Sirra. Então, ele ganha muita coloração das duas uvas. Aromas de frutas negras, tostado, especiarias. Um vinho super complexo, encorpado, mas de taninos extremamente aveludados. Daqueles vinhos musculosos, de tão encorpados. Um vinhaço, um achado do meu amigo Marcelo Pádua. Harmonizei com ossobuco e polenta, porque precisava de maciez e suculência. Eu quero saber o que você também está degustando, o que você encontrou de novos vinhos. É só compartilhar conosco, usando a hashtag musicvinho, através das redes sociais.

15/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:13

UVA CARMÉNÈRE

Chile é o país símbolo da uva carmener, e todo mundo já conhece a história de que a carmener era plantada como merlot por engano, até ser descoberta a real origem da uva carmener, já na década de 90. As mais antigas uvas carmeneres estão plantadas no vale de Aumauê, que pertence a Cachapoal. As videiras de carmener estão plantadas desde 1945. São vinhas de mais de 70 anos; por isso, o vale do Aumauê é considerado berço original da carmener no Chile. A vinha Clos de Luz é uma casa que busca resgatar a cultura vitivinícola do Chile e está localizada exatamente nessa região. O vinho Massal 1945, da uva carmener, traz toda essa cultura e expressão. É um vinho tinto, elegante e potente, com altas notas herbáceas, típico da uva carmener. Tem ainda um, uma cremosidade com toques de chocolate e tabaco. A vinha Close de Luz tem ainda o Vinho Azul da Garnacha, totalmente diferente da uva Carmener. A uva Garnacha é bem mais leve, com notas florais; um vinho mais vibrante e fresco, para acompanhar pratos com molhos e temperos herbáceos e frescos. O Vinho Azul da Garnacha recebeu 93 pontos no guia Descorchados da Safra de 2015. Tem muita novidade no Chile para você degustar.

14/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:28

VINHOS E VIAGENS

Se você ama vinhos e ama viajar, vamos unir o útil ao agradável. Programe todo o seu roteiro em função de vinícolas, museus e wine bars pelo mundo. De Roma a Sicília dá para fazer em 10 dias. Começando por Roma, na região dos famosos Frascati: vinhos brancos feitos de Malvasia, Trebbiano e a uva Greco. Com passeios aos famosos pontos turísticos de Roma, passando por vários roteiros gastronômicos e enogastronômicos, misturando vinho e comida, e visita à vinícola Pallavicini. De Roma para Catânia, na ilha da Sicília, onde você pode visitar a vinícola Benanti e curtir o wine bar Wine & Charm à noite. De Catânia para a cidade de Siracusa, visita-se a azienda agrícola Pupillo. De Siracusa para a cidade de Agrigento, visita-se a vinícola Feudo Principi di Butera. De Butera, em seguida Palermo, para conhecer a vinícola Cusumano e a Alessandro di Camporeale. Um roteiro para se degustar os vinhos do Lazio, em Roma, são os famosos Frascati: dos leves aos encorpados, dos secos aos vinhos de sobremesa. E os vinhos da região da Sicília, com uvas como Nero d’Avola, Nerello Mascalese e até os fortificados vinhos Marsala. Mais uma sugestão de enoturismo para você viajar e curtir. Lembrando sempre de manter a moderação.

13/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:31

VINHO COLONIAL

Quem nunca bebeu vinho colonial? O vinho com aquele gostinho de uva que lembra um pouquinho de morango. São os vinhos feitos quase 100% das uvas Isabel. Essa é a principal uva cultivada no Brasil. E olha a diferença: 218,38 milhões de litros dos vinhos consumidos no Brasil são da uva Isabel, contra 38,71 milhões de litros de vinhos consumidos que são das uvas viníferas, os famosos vinhos finos. A Isabel é a uva que melhor se adaptou ao terroir brasileiro, pela sua resistência e robustez. É a uva dos vinhos docinhos e alegres, que ajudaram no longo e difícil caminho dos imigrantes italianos no Brasil. Os sucos de uva brasileiros são elaborados com a uva Isabel. E os vinhos elaborados com a uva Isabel são intensos, com aroma de morango, docinhos, com baixo custo, só que não mais de baixa qualidade como antigamente. A Embrapa, por exemplo, considerando a relevância da uva Isabel, a selecionou para estudos de melhoramento genético e a evolução de seus clones. Já não se fazem garrafões como antigamente, para a nossa alegria. Cada vez mais, a uva Isabel vem trazendo qualidade em vinhos coloniais e também em sucos de uva.

11/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:28