Música e Vinho | Centro América FM Cuiabá - Easy | Cadena

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GUIA SOBRE VINHOS

m meio à enorme oferta de vinhos disponíveis no mercado, algumas pontuações e selos podem te ajudar a destacar os melhores vinhos, ou, pelo menos, os que tenham passado por alguns critérios técnicos, seja por um crítico, por alguma revista especializada ou por um guia de vinhos. Para você entender alguns exemplos, o supercrítico americano Robert Parker é o papa do vinho nesse assunto e pontua vinhos na escala de números de 50 a 100 pontos, sendo que 50 são os vinhos considerados inaceitáveis e 100 pontos, os superconcorridos. A crítica inglesa Ansys Robinson usa a escala de 12 a 20 pontos. O guia italiano Gambero Rosso utiliza o sistema de taças, ou bicchiere em italiano, de 0 a 3 biqueres, e os produtores que alcançam 3 biqueres por 10 vezes consecutivas são premiados com uma estrela. O guia chileno utiliza o sistema de pontos de 80 a 100. O crítico americano James Suckling, já considerado um dos homens mais poderosos do vinho pela revista Forbes, pontua entre 90 e 100. A revista americana Wine Enthusiast avalia entre 50 e 100 pontos. A Wine Spectator, uma outra revista americana, pontua entre 50 e 100. E a revista inglesa The Canter segue o sistema de 50 a 100 pontos também. Dessa forma, é preciso ter cautela ao entender que vinhos com 20 pontos por Jansis Robinson é o máximo e, ao mesmo tempo, abaixo dos 50, inaceitáveis, de Robert Parker. Além dessas pontuações, hoje encontramos níveis de reconhecimento do público em geral, que deixa seus comentários e análises nos aplicativos e pode te ajudar a avaliar e definir uma compra. A minha sugestão é que você comece a fazer as suas próprias anotações e crie seu sistema de classificação. O meu varia entre 1 a 3 estrelas. De manter a moderação para aproveitar o seu próximo vinho.

24/02/2026 08:13 | DURAÇÃO 2:03

AZUL PORTUGAL

Hoje eu quero apresentar a vocês um conceito super inovador que vem de um dos países mais conservadores do mundo do vinho. O conceito é inovador: unir um grupo de viticultores a uma única marca chamada Azul Portugal, que apresenta vinhos de cada região portuguesa, mas o objetivo é estritamente manter as particularidades de estilo de cada região portuguesa, sem perder sua tipicidade. Cada cor no rótulo representa uma região e demonstra suas diferenças e particularidades. A linha Colheita contempla 9 rótulos entre vinhos verdes-brancos, rosés e tintos de cetúbal da região do Dão, Douro, Alentejo, além da Bairrada. A linha Reserva apresenta vinhas velhas do Alentejo e do Douro, ambos elaborados pelo produtor Lua Cheia. E você vai encontrar, ainda, os espumantes, vinhos do Porto e água ardente. No site do grupo chamado Wine & Winemakers, me surpreendi com as altas notas de críticas interessantes a respeito de vários vinhos da linha Azul Portugal.

23/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:11

VINHO ASSEMBLAGE

E que delícia ter a sua companhia nesta manhã. Não sei você, mas eu já me declarei amante dos assemblages, que são os vinhos com mistura de uvas, e tem uma dupla que é sempre sucesso: Malbec e Sihá. Sozinhas elaboram vinhos encantadores e, juntas, formam uma bela parceria. As duas uvas são de origem francesa, mas se destacam na Argentina, Malbec, e na Austrália, a uva Sihá. Essa dupla também elabora vinhos de preços bem competitivos e tem tudo o que a gente quer: coloração vermelho-roxo intensa, aromas frutados de ameixa e amora e várias outras frutas vermelhas, chegando a pimenta, especiarias, cassis e couro. São vinhos que preenchem a boca e são bastante suculentos, com boa concentração e taninos de médios a altos, dependendo do vinho. Já citei vários vinhos com essa combinação de Malbec e Sihá aqui no Música e Vinho. A Argentina usa muito esse assemblage, e essa mistura é daquelas duplas sem erro. Degustei o Trucha Malbec-Cirá, 60% da uva malbec e 40% de cirá. Apenas 30% do vinho passou seis meses na madeira para domar os taninos, e os outros 70% do líquido foram preservados para manter o frutado do vinho. O vinho Trucha Malbec-Cirá é produzido na região do rio Diamante, que é um rio repleto de peixes da espécie truta, trucha em espanhol, e daí vem o seu nome. Mas a harmonização não é feita com os peixes truta. Seguindo as sugestões de peso, textura e intensidade de sabores, é com as carnes vermelhas que esse vinho fica ainda melhor, além de massas com ragu de carnes, queijos maduros, carnes de panela com muitos temperos para acompanhar a cirá. E aí é só aproveitar, usando sempre a hashtag musica&vinho para compartilhar comigo as suas experiências.

21/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:58

VINHO DOURO

Nosso tema de hoje é um super duelo entre Douro e Douero. Um só rio, duas super regiões vinícolas ao longo dos seus 850 km do rio Douro. No lado espanhol nasce o Douero e chega à sua fosa em Vila Nova de Gaia, já em Portugal, com o nome de rio Douro. As duas regiões elaboram vinhos bem distintos, mas ambos de grande prestígio. Então, se você fizer uma harmonização entre Douro e Douero, não vai ser fácil: é um super duelo. Os vinhos do Douro têm características florais intensas e o uso de carvalho francês como predominância. Já a ribeira do Douero, na Espanha, é mais frutado e usa carvalho americano. Na ribeira do Douero, na Espanha, a Tempranilo reina e desenvolve vinhos muito elegantes, complexos, concentrados, potentes e harmônicos. Hoje, já usa uvas estrangeiras nos cortes. Triplicou o número de produtores e tem uma grande variedade de vinhos, que vai dos jovens, com dois meses de envelhecimento, aos vinhos mais velhos, reservas à moda antiga. No Douro, em 2003, surgiram os Douro Boys, uma geração de produtores que passou a usar as uvas do porto para fazer os tintos secos, que chamaram de novos durienses. Agora, já estamos com a geração Douro Kids, os novos durienses que estão em direção ao primeiro grupo e contribuir com as suas ideias, seja no marketing ou na enologia. Uma das novidades é que eles estão plantando e produzindo um vinho feito 100% com a uva baga, a uva símbolo de outra região chamada Bairrada, só que estão produzindo no Douro. O vinho não foi ainda engarrafado, mas vem novidade por aí. Além de vinhos varietais, outra novidade no Douro: 100% com toriga nacional, sendo que o comum no Douro sempre foram os famosos. Assemblagens, as misturas de uvas.

20/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:02

VINHO DE FERMENTAÇÃO EM CONCRETO

A sugestão de tema de hoje é do Marcelo Padua, a respeito dos vinhos de fermentação em concreto. A fermentação em concreto não é nenhuma novidade, assim como a fermentação em ânforas, que acontece desde a Antiguidade. Os tanques em concreto estão sendo cada vez mais usados na elaboração dos vinhos. Eles deixaram de ser usados e perderam espaço para o inox e também para a madeira. Porém, têm várias vantagens. São tanques com paredes resistentes e espessas, com revestimento neutro, que mantém a temperatura constante naturalmente. Têm a microporosidade, que permite a micro-oxigenação, assim como a madeira, porém sem transferências de aromas, o que acontece com a fermentação no carvalho. Os vinhos ficam mais cremosos e preservam as características da uva, mantendo o seu terroir. Para os enólogos que buscam aromas mais complexos e macios — entende? — venino. Sem interferências da madeira, o tanque em concreto é perfeito, mas nada impede que, posteriormente, o vinho seja amadurecido em carvalho. Esse formato oval, que está sendo muito utilizado nos tanques de concreto, é vantajoso, pois permite a movimentação do vinho por todo o espaço do tanque, sem a necessidade de remontagem, e tem uma grande durabilidade. Só precisa ser lavado com água morna a cada ciclo. Aqui no Brasil, a vinícola Vinícola Guaspari, de Espírito Santo do Pinhal, no interior de São Paulo, já utiliza o tanque em formato de ovo, feito em concreto, para o seu Sauvignon Blanc.

19/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:37

DRINKS COM VINHO

É incrível como os drinques de vinho não saem de moda. E eu adoro criar, inventar e colorir a festa. É assim desde criança, nos tempos de drinques sem álcool. E eu quero te inspirar para fazer aí na sua casa. Nas minhas redes sociais você acompanha fotos. Escolha um bom espumante brut de preferência, um vinho branco seco e um vinho tinto seco. Coloque um mix de frutas vermelhas congeladas e complete com espumante. Vai formar uma bela espumatização rosê, e as frutas já dão uma doçura ao seu drinque. Taça gelinhos de suco de pêssego. Para quebrar o doce do suco, esprema um limão para cada caixa de suco. Na taça, vai uma ou duas pedras do gelo de pêssego, e você vai usar o mesmo espumante brut. Opção número 3. Agora com vinho branco e vodka. É a caipirinha de vinho. Macere os limões com açúcar. Acrescente uma dose de vinho branco, uma dose de vodka e gelo a gosto. A última opção de drink é o clássico chamado Espanhola. Bata tudo no liquidificador: uma garrafa de vinho tinto seco, um abacaxi e meia lata de leite condensado. É só coar e servir com gelo. Atendendo a pedidos, quatro receitas bem simples pra você reunir os amigos e se inspirar com o Musica & Vinho

18/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:25

GARRAFAS DE VINHOS

Tenho uma pergunta que sempre escuto: o tamanho da garrafa muda o vinho? Essa questão é unânime entre os enólogos: as garrafas magnum de 1,5 litro envelhecem melhor do que as garrafas tradicionais de 750 ml. E a questão é a quantidade de oxigênio dentro da garrafa. É o oxigênio que faz o vinho evoluir na garrafa, então o O2 é proporcionalmente menor em uma garrafa maior. A quantidade menor de O2 nas garrafas maiores faz o vinho evoluir mais lentamente, e é isso que dá ao vinho mais tempo para uma boa guarda. Então, quanto maior a garrafa, mais tempo o vinho aguenta. Mas, afinal, por que tantos tamanhos diferentes de garrafa? Os formatos identificam não só a quantidade de líquido, mas também estilos de vinhos e regiões. Vou citar alguns estilos e formatos. Os espumantes pelo mundo, por exemplo, têm o vidro mais grosso para resistir à pressão do gás. As garrafas no estilo borgonheza, aquela mais fina em cima e gordinha embaixo, servem para armazenar vinhos de uva típica da região da Borgonha, a Pinot Noir, e todos os vinhos de Pinot Noir pelo mundo. São vinhos menos tânicos e que não acumulam resíduos, ao contrário dos vinhos no estilo Bordeaux. E aí vêm as garrafas no estilo Bordeaux, as mais comuns, com ombros mais retos, que servem justamente para acumular os resíduos sólidos dos vinhos mais encorpados, seja um Bordeaux ou outro vinho tinto mais encorpado pelo mundo. São 13 formatos de garrafa ao todo, mas esses três são os mais comuns. E, se você já encontrou também outros tamanhos diferentes de garrafa, compartilhe conosco usando a hashtag #musica&vinho.

17/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:53

VINHO MONTE DO PINTOR

Os vinhos da linha Monte do Pintor têm os rótulos desenhados pelo escultor português João Pires Cotileiro. João é um artista alentejano, da região dos vinhos do Monte do Pintor. Um dos vinhos recebe o nome em homenagem a ele e se chama Escultor. O vinho é feito de trincadeira, aragonês e a uva petiverdô. Outros vinhos são o Monte do Pintor Branco e Tinto, o Monte do Pintor Tinto Reserva, além do Pequeno Pintor. Degustei o Pequeno Pintor e me lembrei daquela ideia de que quero degustar vinhos portugueses com características de Portugal. França com gosto de França, Itália com gosto de Itália e Brasil com gosto de Brasil. O Pequeno Pintor é exatamente isso. Traz o calor do Alentejo: aveludado, intenso, quente, saboroso, escuro e com uma concentração de frutas vermelhas e negras, e o uso das três principais uvas do Alentejo, que são a trincadeira, aragonês e a alicante boucher. A alicante boucher é de origem francesa, mas se destaca no Alentejo. Aragonês é tempranilo na Espanha e se chama tinta roriz no Douro, uma outra região portuguesa, e a trincadeira, que recebe também o nome de tinta amarela na região do Douro. As três uvas dificilmente são encontradas sozinhas, mas juntas formam o corte alentejano tão fácil de gostar que você também vai se encantar. Experimente harmonizar os aromas profundos e complexos dos 15 dias de maceração e os três meses de carvalho desse vinho com um carneiro ou um ensopado de carne. Uma ótima manhã pra você!

16/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:47

VINHO BAYANEGRA

E que delícia ter a sua companhia para falar de música e vinho. Que tal uma boa opção de vinho espanhol, bom e barato? Aliás, toda a linha da bodega Selaya é de preços muito acessíveis. A bodega é de 1927, na região de Castilha, e todos os seus vinhos entregam mais do que custam. São considerados as melhores pechinchas do velho mundo e vêm ganhando seu espaço. Melhor aproveitar, porque a lei da oferta e da procura pode fazer os preços catapultarem. Degusteio baia negra tempranilo, super leve, só 12% de álcool. Uma super opção para introdução aos vinhos, porque a graduação oncólica é bem baixa. Na boca também é quase suave, com pouco tanino. Bem frutadinho, sem muita persistência, mas com boa presença. Para acompanhar, só uma brusqueta de presuntos, tapas ou pratos mais simples de carnes vermelhas. E você, está degustando o que? Compartilhe usando a hashtag. E segue Musique Vinho através das redes sociais.

14/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:02

HISTÓRIAS DO MUNDO DO VINHO

E um bom dia para você que quer saber mais sobre as histórias do mundo do vinho. Os arqueólogos estão acostumados a encontrar ânforas com vestígios de vinho em suas escavações. Na Armênia, eles descobriram, em 2011, o que seria a mais antiga vinícula do mundo, com mais de 6 mil anos. Encontraram todo o aparato para produção, desde prensas e jarros de fermentação e de armazenamento do vinho. Já a vinícula mais antiga do mundo, ainda em atividade, está localizada na França, na cidade de Nantes, no Vale do Loire. É o Château Marquês de Goulain, com mais de mil anos de atividade. O Castelo é considerado, ainda, o terceiro empreendimento comercial mais antigo do mundo e a mais antiga empresa familiar e europeia em atividade. O Château está no Vale do Loire, região reconhecida pelos seus vinhos brancos e rosés. O Marquês de Goulain produz vinhos de San Sérpio e Fumé, que são os vinhos brancos da uva Sauvignon Blanc. Vouvrez, um estilo de vinhos brancos feitos com a uva Chenin Blanc, além de Chardonnay's, e é um dos poucos produtores a produzir vinhos com a uva Folie Blanc. A Folie Blanc é pouco utilizada porque é muito suscetível a pragas. Você vai encontrar também o Marquês de Goulane com o Muscadet de Severet Mine em Surly. O Vale do Loire é rico em vinhos brancos, com aromas intensos e paladar mineral, pelo seu solo de tufo, tufo é o calcário, além do clima frio. O Vale é também considerado patrimônio mundial pela Unesco, repleto de castelos. Inclusive, você pode se hospedar no castelo do Marquês de Goulane. Já pensou se hospedar na vinícola mais antiga do mundo, em pleno vapor, lotada de vinhos? Lembre-se sempre de compartilhar as suas experiências usando a #MÚSICA&VINHO

13/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:52

BODEGA SELAYA

Que tal uma boa opção de vinho espanhol, bom e barato? Aliás, toda a linha da Bodega Selaya é de preços muito acessíveis. A bodega é de 1927, na região de Castilha, e todos os seus vinhos entregam mais do que custam. São considerados as melhores pechinchas do velho mundo e vêm ganhando seu espaço. Melhor aproveitar, porque a lei da oferta e da procura pode fazer os preços catapultarem. Degustei o Baía Negra Tempranillo, super leve, só 12% de álcool. Uma super opção para introdução aos vinhos, porque a graduação alcoólica é bem baixa. Na boca também é quase suave, com pouco tanino. Bem frutadinho, sem muita persistência, mas com boa presença. Para acompanhar, só uma brusqueta de presuntos, tapas ou pratos mais simples de carnes vermelhas. E você, está degustando o quê? Compartilhe usando a hashtag. E segue Musique Vinho através das redes sociais.

12/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:03

UVA CHARDONNAY

No continente africano, a África do Sul é o destaque na produção de vinhos. Aqui, a Chardonnay reina entre as uvas brancas, e a Pinotage é a uva-bandeira tinta do país. Os franceses têm grande influência no cultivo da região da Cidade do Cabo, e vários deles acabaram seguindo com a produção de vinho. Daí o motivo de tantas uvas de origem francesa, como a Cinzo, a Mouvèdre e as mais tradicionais, como Cabernet Sauvignon, Sihá e Merlot. A mistura de Pinot Noir e Cinzo originou a uva Pinotage. Hoje encontramos boas barganhas e supervinhos tops na África do Sul, como o Raka Biography, 100% Sihá. Ele sai somente em safras especiais, como a de 2015. Toda a linha Raka de vinhos sul-africanos é super recomendada, como o Kinari, que tem destaque para a uva Petit Verdeux, e o Splice, de um sujeito. Super assemblage, com destaque para a uva muvedre. Voltando ao Biography, que é 100% si-ra, ele tem coloração bem escura, aromas que lembram a meixa, pimenta preta, café e couro. Taninos supermacios e bem integrados, e um final superlongo. Sem preconceito com os vinhos sul-africanos, fica mais uma sugestão para você degustar, lembrando sempre de manter a moderação.

11/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:24

ALTO LAS HORMIGAS

Tem vinho que vira febre, moda e depois some do mercado. O Alto Las Ormigas, da Argentina, é um desses vinhos. Mais uma super revolução enológica e de marketing aconteceu, e o vinho está de volta. Agora assinada pelo enólogo Alberto Antonini. A linha tem vinhos para o dia a dia e outras reservas mais elaborados. O Tinto Blend é uma boa sugestão, especialmente se você quer começar a experimentar outros argentinos que não sejam só Malbec. O Blend Alto Las Ormigas tem 48% da uva Bonarda, 45% do clássico Malbec e 7% da uva branca Semilhão. Sabia disso? Que no meio de um vinho tinto pode-se usar uma parcela de uvas brancas só para equilibrar e dar leveza ao vinho. A coloração está na casca das uvas tintas, então não faz diferença. Este vinho é fermentado em tanques de cimento. Tem aromas de frutas como framboesa e amoras, médio corpo, taninos sedosos. Um vinho todo certinho, inclusive no custo, perfeito para aperitivar, para levar e curtir com os amigos, para começar a descobrir novos sabores na Argentina, para curtir uma música, para namorar. Sobre a fermentação em tanques de cimento, se você quer saber mais, dá uma olhadinha no site da Centro América FM, que você vai encontrar um músico e vinho sobre o assunto. E você, está degustando a música? Compartilhe comigo usando a hashtag #musicavinho através das redes sociais.

10/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:33

VINHO CEDRO DO NOVAL

Cedro do Noval é um vinho português. Eu sabia, quer dizer, não sabia nada, só gostei do vinho e pronto. Nem imaginava que tinha uma das minhas uvas preferidas, que é a Cirá. Pesquisei muito até achar a ficha técnica com a descrição das uvas do Cedro do Noval. Este é um vinho tinto do Douro. E o nome do vinho, Cedro do Noval, é em homenagem à árvore, o cedro típico do Douro. Os vinhos portugueses do Douro, chamados de novos durienses, têm realmente conquistado o mercado com excelentes vinhos. E o Cedro do Noval é elaborado com 60% da uva toriga nacional, 20% de Cirá, que eu nem desconfiava, mas amo quando tem a uva Cirá no meio do vinho, 15% de toriga franca e 4% de tinto cão. 1%, restante do vinho, é elaborado com uma uva chamada donzelinho tinto. Além da cirrar, a donzelinho-tinto também me surpreendeu. Mais uma uva pouco conhecida. Porém, a donzelinho-tinto é uma das uvas mais antigas do Douro. Normalmente, são encontradas em vinhas velhas de donzelinho-tinto. É floral e pigmenta bem o vinho. É a cereja do bolo, a surpresinha do vinho. O cedro do Noval passa dez meses no carvalho francês. É um vinho denso, com aromas de especiarias, de chocolate e a meixa negra. E acidez firme, o que mostra a vivacidade e longevidade do vinho.

09/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:32

BERNERSOL VIGNON SYRAH

O vinho, como todas as outras artes, seja música, seja literatura ou artes plásticas, é uma arte que emociona as pessoas. O vinho francês poeme começa pelo nome, reverenciando poemas e poesias. O rótulo é todo desenhado em dourado, na garrafa negra, para você se emocionar. É um vinho do sul da França, de uma região que eu curto muito, o Languedoc, região de grande influência do Mediterrâneo. Elaborado com Cabernet Sauvignon e Syrah, um tintão encorpado, de taninos maduros e final persistente, com frutas maduras e notas defumadas, além de floral e especiarias nos aromas. O que achei curioso é que esse vinho não tem passagem na madeira e evolui tanto em aromas. Aqui no Brasil, quem consegue essa proeza é a Lídio Carraro, uma vinícola boutique do Vale dos Vinhedos. Nenhum vinho deles tem passagem na madeira. Madeira e tem aromas super evoluídos e complexos. Combina com pratos de carne vermelha, com cogumelos, embutidos e queijos maduros. Poemica Bernersol Vignon Syrah, um vinho para você se emocionar, lembrando sempre de manter a moderação.

07/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:16

UVA RIESLING

Uma das grandes uvas brancas é a Riesling, que se destaca na Alemanha, com vinhos elegantes e complexos. São duas as variedades dessa uva: a Riesling renana, de maior qualidade, e a Riesling itálica, com menos expressão. É possível elaborar vinhos da uva Riesling em diferentes graus de doçura, do seco, meio seco e aos doces. Vários ice vines, os vinhos do gelo de uvas congeladas, são feitos da uva Riesling. O fungo nobre, chamado de botrytis, que ataca e fura a casca da uva, desidratando a fruta e concentrando açúcar, pode atacar também a uva Riesling e resultar em vinhos excepcionais de sobremesa. A Alemanha é, sem dúvida, o maior país produtor, mas é possível encontrar também na Nova Zelândia, Canadá e França. Seus vinhos costumam ser finos, elegantes e intensos, com alta acidez. Achei um Riesling argentino, o Luigi Bosca Riesling, de vinhas de mais de 60 anos, com um olfato cítrico, flores brancas e mineral, e uma persistência cítrica deliciosa, super vibrante, com a sua acidez pulsante, característica de qualidade da uva Riesling. Perfeita harmonização para peixes gordos, como o salmão e, por que não, nosso peixe de água doce, como o pacu.

06/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:27

UVA PINOT GRIGIO

E uma excelente manhã para você, obrigada pela companhia de sempre em mais uma edição do Música e Vinho. A vinícola Barone Montalto é uma jovenzinha na ilha da Sicília. Ela é colonizada por gregos e, posteriormente, pelos romanos, que deixaram muitas influências, como teatro e arquitetura. A Barone Montalto foi fundada em 2000 e acompanha a nova tendência dos vinhos sicilianos, muito próximos aos vinhos do Novo Mundo. Embora sejam vinhos de terroir vulcânico, apresentam sabor, são vinhos de aromas vivos, pronunciados e bem aparentes, que se mostram fácil e, principalmente, vinhos que agradam a todos. Tenho um carinho pelo Barone Montalto, pois o degustei pela primeira vez na Itália e a uva Pinogridio está entre as minhas brancas preferidas. O Barone Montalto Pinogridio, da linha aquarelo, tem a coloração esverdeada, lembrando maçã verde e libão. Os mesmos aromas que aparecem no olfato. Na boca é um vinho de paladar só. Suave, como uma mousse, e traz acidez e mais notas de limão, como um limão siciliano. Um vinho de tampa de rosca para facilitar. Pode gelar, beber jovem e acompanhado de risoto de camarão, massas com ervas frescas e manteiga. Um vinho de alta salivação, causada pelo frescor da acidez do Barone Montalto. Para lembrar que esse vinho é siciliano, leves e toques de defumado. Afinal, estamos na ilha de terroir vulcânico e vulcões ativos. Bom pinogride para você!

05/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:33

CORTESE DI GAVI

O Música e Vinho é pra você que quer saber mais, que quer se aventurar no mundo do vinho, quer ver ou te inspirar notas de frutas brancas, frescas, amêndoas e flores. Que delícia de vinho branco piemontês! Se você também está aberto a se aventurar e conhecer novos vinhos, que tal experimentar um cortese de Gave? A Vila de Gave e esta classificação de vinhos Gave é do norte da Itália e está localizada no piemonte, bem próximo à cidade de Gênova. E para harmonizar com os pratos da culinária mediterrânea, peixes e crustáceos, os produtores da região começaram a plantar e a produzir vinhos com uvas brancas. A cortese de Gave produz vinhos frescos, secos e de alta acidez, por isso muitos produtores optam pela fermentação malolática para arredondar e retirar um pouco da alta acidez, ou o produtor aproveita a sacidez para produzir belíssimos vinhos espumantes. Degustei o Ildodi. Ildodi era a denominação de chefe ou comandante, nome usado para os dirigentes máximos da cidade de Gênova. Um vinho de grande frescor, uma boa persistência e super gastronômico para beber gelado. O Ildodi é da vinícola Broglie, que já serviu seus vinhos no Vaticano em comemorações aos 25 anos do pontificado do Papa João Paulo II, em reuniões importantes como a do G8 em 2009 e em vários banquetes oficiais. Se você está aberto a se aventurar, que tal experimentar Cortese de Gave? Uma ótima manhã para você!

04/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:41

VINHOS ROSÉS

Sabe qual é o queridinho do momento? São os vinhos rosés. Apaixonados por vinhos rosés são declarados rosé lovers, como eu. Já degustou vinhos rosés? Se ainda tem preconceito, você não sabe o que está perdendo. Ele não é nem branco nem tinto, mas tem aromas de tinto e frescor de branco. O melhor dos dois mundos. E ainda a versatilidade de harmonizar com uma infinidade de pratos, desde saladas, massas ao sugo, embutidos mais leves. Pode ser frutos do mar, frango, comida japonesa e muito mais. Celebridades como Angelina Jolie e Brad Pitt influenciaram muito o aumento do consumo de rosés quando lançaram o Chateau de Miraval Rosé. É sucesso absoluto na Provence, elaborado com as uvas Cinsault, Grenache Noir, Syrah e Role. 5% do vinho passa em Carvalho. Tem uma fruta intensa no nariz e em todos os ingredientes. Em boca, notas frutadas e minerais. O Chateau de Miraval é puro música e vinho. Olha que fantástica essa história. Em 1970, o pianista e compositor de jazz Jacques Luzier comprou a propriedade e a transformou em um estúdio de gravação, onde músicos como a banda Pink Floyd e Sting gravaram algumas músicas. Da música para os filmes, me inspirei nos 50 tons de rosa. Só para você entender que a variação de cores dos vinhos rosés é imensa. Vai do rosa salmão ao pink, cereja, pêssego, casca de cebola e até tons mais atijolados. Depende da uva ou dos cortes de uvas tintas usadas. Depende se a casca tem mais pigmentação ou não. Depende também do tempo de maceração, que é o contato do suco da uva com a casca e o processo de elaboração. Tem sempre um rosé para te encantar. É só você escolher um dos tons de rosé que mais te agrada. Se você está aberto a novas experiências, o Música e Vinho te inspira. E eu quero saber o que você está degustando. Compartilhe conosco usando a hashtag Música e Vinho através das redes sociais.

03/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:14

VINHOS DOCES

Se você gosta dos docinhos, vamos encontrá-los, mesmo que venha de longe, das colinas do Piemonte, uma região belíssima, premiada como Patrimônio Mundial da Unesco. Sobre vinhos docinhos, eles são perfeitos para harmonizar com sobremesas e ainda para você criar drinks com algum ingrediente que quebre a doçura. É nessa região do Piemonte que se produz os famosos astes. Aste é o nome da região e também do método de elaboração desses espumantes. O método aste forma a espumatização em uma única etapa de fermentação, dentro de autoclaves, como é feito do método charmate. Pelo método aste, o vinho atinge entre 6 e 10 graus de álcool, e a fermentação já é interrompida, assim sobra açúcar e o gás é mantido sem deixar escapar na atmosfera. Os aromas frutados são bem presentes e o álcool é bem levinho. Da mesma região descobri um vinho feito não com as uvas moscatos, mas com uma uva diferente, a braqueto. Uma uva tinta cultivada predominantemente no Piemonte. A braqueto é usada normalmente para a elaboração de espumantes tintos, pouco usual para nós, mas deliciosos. Especialmente os docinhos, como o aqués e braqueto. Aromas de flores, morango, framboesa, amora e cravo. Um espumante tinto e docinho para você harmonizar com saladas de frutas, lembrando sempre de manter a moderação.

02/02/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:33

VINHO DA CASA PERINI SOLIDÁRIO

Uma ótima manhã para você. Se cada um de nós encontrarmos, em seu universo de trabalho ou na sua comunidade, uma forma de ajudar ao próximo, já estaremos com um grande passo para a evolução da humanidade. Há vários projetos solidários no mundo do vinho, como o Vinho da Casa Perini e Virícula Nacional, com o nome Solidário. O vinho é elaborado com as uvas Cabernet Sauvignon e Merlot. A maior parte do lucro é destinado ao Instituto da Mama do Rio Grande do Sul e à Federação Brasileira da Hemofilia. O câncer de mama tem cura, se detectado precocemente, e a hemofilia tem tratamento. Vinho e saúde sempre estiveram próximos, desde o uso do vinho para tratar feridas na antiguidade até a indicação por médicos de consumo frequente e moderado para ajudar na prevenção de inúmeras doenças, especialmente as cardíacas. Vinho traz bem-estar, alegria e une as pessoas. O estról é a principal substância que apresenta as propriedades benéficas à saúde. Essa substância está presente em maior concentração no caso das uvas tintas, especialmente as uvas Taná, Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah. O Casaperini Solidário é elaborado com as uvas Cabernet Sauvignon e Merlot. Você contribui para uma causa e se beneficia também. Consulte sempre o seu médico e beba com moderação.

31/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:27

SOUVIGNON BLANC CHILENOS

Eu amo os vinhos Sauvignon Blanc chilenos, e sabe por que eles me encantam? Tudo: coloração esverdeada, aromas de frutas brancas maduras e um delicioso frescor na boca. Sauvignon Blanc de regiões frias, como o Vale do Colchagua, no Chile, tem uma mineralidade, isso ajuda a mineralidade dessa uva. Degusteio Caliterra Sauvignon Blanc. A vinícola é bem nova, foi fundada em 1996 pela união entre o americano Robert Mondavi e a vinha Errazures, já instalada no Chile. O Caliterra Sauvignon Blanc tem os aromas super intensos que lembram manga e também maracujá. Além de ser muito cítrico e mineral, lembra tomates e pimenta verde. A safra de 2015 recebeu 89 pontos no guia Descorchados e a medalha de ouro no International Wine Challenge. A partir dessa safra, os vinhos. Vinhos da linha Kaliterra Reserva foram responsáveis por renovar o estilo da vinícola, trazendo cada vez mais frescor. E esse frescor é típico da região de Casa Blanca, de clima costeiro mais frio. Sauvignon Blanc é uma uva que se destaca no Chile, na Nova Zelândia e na França, na região do Vale-du-Loi. Pode escolher sem medo, que é bem difícil ter um vinho dessa uva que não vá te agradar. Isso se você gosta de vinho sem madeira, de vinho branco leve, de vinho com acidez alta, enfim, Sauvignon Blanc é exatamente isso. A minha harmonização desse dia foi bem torta e não deu certo. Acabei ficando só no vinho e água para hidratar, mas poderia ser saladas, torta de legumes, peixes ou cevites. Mantenha sempre a moderação, lembre-se de beber água para acompanhar a sua degustação e de compartilhar nas redes sociais usando a nossa hashtag Musica e Vinho.

30/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:57

DEGUSTAÇÃO

Nossa, que vinho bom, muito bom, excelente, delicioso. Quando a gente começa a beber vinhos e ainda não consegue descrever o que sentimos, é assim mesmo, mas já é o primeiro passo. Vinho é assim: vivo, evolui, melhora, muda, amadurece, trava a língua, saliva, esquenta, refresca, oxida, envelhece e até explode, como os espumantes. Tudo é possível. O exercício da degustação é gostoso, divertido e vai te levar a esse caminho de entender cada sensação que o vinho te traz. As etapas são visual, aromática e gusta ativa. Primeiro, sirva um terço da taça e observe a coloração. Vinhos brancos ganham cor com a idade e vinhos tintos perdem coloração. Você ainda pode analisar o brilho ou opacidade da cor, os reflexos e mudanças de tonalidade da cor e a famosa lágrima do vinho. O quanto mais rápido escorrer o líquido, menos alcoólico é o vinho. Só é possível entender essas variações de coloração se colocar estilos diferentes nas taças, uma ao lado da outra. Assim, você vai ampliar seu conhecimento fazendo comparações. Um vinho da uva Chardonnay com barricas, ao lado de um Sauvignon Blanc jovem, tem grande diferença. Já os vinhos brancos, dentro das garrafas, nas prateleiras ou ainda na adega, às vezes você pode confundir com o vinho tinto, porque parece tudo igual. Exercícios como este são bem divertidos e, se você também já fez essa degustação, lembre-se de compartilhar conosco usando a #músicaevinho.

29/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:41

VINHO E SEUS AROMAS

Já reparou naquelas pessoas que pegam o vinho e vão logo cheirando? Eu sei que, para muita gente, isso parece frescura, mas eu explico. Faz parte da degustação do vinho: as etapas são visual, aromática e agustativa. Se você fizer as duas que antecedem a degustação, o vinho pode ser ainda mais agradável. Nem adianta torcer o nariz, porque é uma questão de tempo: todo mundo vai beber vinho um dia. A etapa aromática é super prazerosa. Procure na internet uma coisa chamada roda de aromas de vinhos, e você vai encontrar todas as famílias aromáticas possíveis nos vinhos. São muitos, mas bem distintos. E, para mim, é uma viagem sensorial que só engrandece o vinho. Sirva apenas um terço da taça para o vinho ter espaço para liberar o álcool e você fazer o giro que vai liberar os aromas. Cada família aromática pode ter relação tanto com vinhos brancos como com vinhos tintos, e um só vinho pode apresentar várias famílias aromáticas. Um exemplo: champanhe branco pode ter aromas tanto de flores como de frutas brancas, além de pão e manteiga. Um vinho Pinot Noir tinto pode ter aromas de frutas vermelhas, como morango. Um Malbec pode ter aromas de frutas vermelhas maduras e frutas em compota. Um Sauvignon Blanc pode ter aromas de maracujá e de ervas frescas. Um vinho tinto envelhecido da Sicília, por exemplo, pode ter aromas de defumado, charuto e de frutas negras. Já pensou você sentir e conseguir descrever esses aromas no vinho sem nem mesmo tê-lo colocado em boca? Essa é a experiência sensorial na etapa aromática de degustação dos vinhos. Se você também teve alguma experiência interessante na etapa aromática, compartilhe conosco usando #musica&vinho.

28/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:57

VINHO ASSEMBLAGE

O nosso tema de hoje é um super duelo entre Douro e Douero. Um só rio, duas super regiões vinícolas ao longo dos seus 850 km do rio Douro. No lado espanhol nasce o Douero e chega a sua fosa em Vila Nova de Gaia, já em Portugal, com o nome de rio Douro. As duas regiões elaboram vinhos bem distintos, mas ambos de grande prestígio. Então, se você fizer uma harmonização entre Douro e Douero, não vai ser fácil, é um super duelo. Os vinhos do Douro têm características florais intensas e o uso de carvalho francês como predominância. Já a ribeira do Douero, na Espanha, é mais frutado e usa carvalho americano. Na ribeira do Douero, na Espanha, a Tempranilo reina e desenvolve vinhos muito elegantes, complexos, concentrados, potentes e harmônicos. Hoje, já usa uvas estrangeiras nos cortes. Triplicou o número de produtores e tem uma grande variedade de vinhos, que vai dos jovens com dois meses de envelhecimento aos vinhos mais velhos, reservas à moda antiga. No Douro, em 2003, surgiram os Douro Boys, uma geração de produtores que passou a usar as uvas do porto para fazer os tintos secos, que chamaram de novos durienses. Agora, já estamos com a geração Douro Kids, os novos durienses que estão em direção ao primeiro grupo e contribuir com as suas ideias, seja no marketing ou na enologia. Uma das novidades é que eles estão plantando e produzindo um vinho feito 100% com a uva baga, a uva símbolo de outra região chamada Bairrada, só que estão produzindo no Douro. O vinho não foi ainda engarrafado, mas vem novidade por aí. Além de vinhos varietais, outra novidade no Douro, 100% com toriga nacional, sendo que o comum no Douro sempre foram os famosos. Assemblagens, as misturas de uvas.

27/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:02