Música e Vinho | Centro América FM Cuiabá - Easy | Cadena

MÚSICA E VINHO

Descubra harmonias entre sons e sabores no Música e Vinho, onde cada episódio combina músicas envolventes com vinhos selecionados, trazendo histórias e momentos para degustar com os ouvidos e o paladar.

Episódios Recentes

VINHO CHIANTI RUFFINO

Tem um vinho que todo mundo conhece: o Chianti Rufino. Ele é um clássico, e do consagrado produtor da Toscana. Um vinho que tem sua produção controlada para garantir a qualidade e foi a primeira garrafa a exibir o selo de Doc G na Itália. A vinícola Rufino foi fundada em 1877, em Chianti, e, em apenas quatro anos, conquistou a primeira medalha de ouro em Chianti. Eles ganharam também o ouro na Feira de Bordeaux, logo nos primeiros anos. Todo mundo conhece um Chianti, o tinto de Sangiovese com canaiolo, mas a vinícola tem deliciosos vinhos brancos também da uva Pinogridio, que é uma uva que eu amo. Vinhos frescos, aromas de frutas tropicais e mineral. Tem espumantes rosés, moscatos dastes, além de pras secos e tintos com base em Sangiovese e outras uvas, como merlot, cirá, cabernet sauvignon, petit verdot e até alicante branco. Boucher. São vinhos como o Asiano, o Ducale e o Modus, além de Brunelos, como o Grepeno Masi, um Sangiovese grosso — é a uva —, um estágio mais longo, mais maduro e com aromas e final de boca que lembram chocolate e um tabaco bem suave. E o rico e encorpado Alouda, feito de Cabernet Franc, Merlot e Colorino, um vintage que só sai em safras excepcionais, como a afina no tanque de aço e depois na garrafa. Extremamente elegante, encorpado, aromas balsâmicos, baunilha, para harmonizar com a Bisteca Fiorentina, que eu tive o prazer de experimentar em Florença, com batatas assadas, muito alho e azeite. Lembre-se sempre de manter a moderação, para você ver que Ante Rufino tem muito mais do que só Quianti. A gente acha que é o nome do produtor, e não: o produtor se chama Rufino, e você vai encontrar todas essas outras variações de vinhos, como Modos Alouda, do Cali, asiano, moscatos pra secos e rosês, todos de produção do mesmo produtor na região mais famosa da Itália. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

25/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:12

TILIA MALBEC SYRAH

E se você também procura vinhos bons e baratos, está na hora de anotar o nome do vinho de hoje. No mundo do vinho, a palavra terroir é sempre falada, e o vinho argentino Tilha traz no rótulo e na concepção a valorização do terroir argentino. Tilha é uma árvore cultivada na Argentina que simboliza o sagrado e que protege os guerreiros. O chá da flor da Tilha é calmante, e os trabalhadores dos vinhedos costumam descansar bebendo chá de Tilha à sombra das próprias árvores. A ideia do vinho é justamente valorizar a árvore regional Tilha. Os vinhos do produtor Tilha são da família Catena Zapata e recebem os melhores elogios da crítica internacional especializada. O Tilha Malbec-Cirá, por exemplo, passa seis meses em carvalho francês e americano. É um vinho super moderno e saboroso. Combina com carnes assadas, massas e risotos. Ainda recebeu 90 pontos de James Sutley, em 2017, e 90 pontos do renomado Robert Parker, em 2015, que o considerou impressionante e melhor custo-benefício. Combinei com carnes assadas, frango, maminha e linguiças assadas, para comer sem frescura, num churrasco bem descontraído, com vinho fácil de beber entre amigos. Tem vinho que é assim: bom, gostoso, barato e fácil de beber.

24/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:26

VINHOS FORTIFICADOS

Quando falamos em vinhos fortificados, rapidamente vêm os vinhos do Porto à mente. Mas não podemos esquecer também dos vinhos Madeira e do Jerez. O Madeira é português também, da ilha de mesmo nome. São vinhos feitos com uma das uvas negras que citei, a tinta negra mole. Os Madeiras são altamente alcoólicos, como os Portos: únicos, longevos e de alta qualidade. Os vinhos Madeira eram o estilo preferido dos czares russos e foi também o estilo de vinho do famoso brinde erguido em comemoração à Declaração da Independência dos Estados Unidos, no 4 de julho. Os vinhos Madeira passam por processo de oxidação em cascas de madeiras antigas e, por isso, têm aromas que chamamos de etéreos, aromas de envelhecimento, como o mofo, mais fechados, além das frutas cristalizadas e um certo néctar. O Jerez, o mais antigo vinho da Europa, também é fortificado e produzido há mais de dois mil anos. É tão complexo na produção quanto no paladar e nos aromas. São vários estilos de Jerez, vão desde os secos até os açucarados. Eu degustei um Jerez doce numa prova de três vinhos fortificados: um Porto, um Madeira e um Jerez. É legal comparar as cores, os aromas e os sabores dos três vinhos juntos, todos com coloração bem envelhecida, meio opaca, diferente dos outros vinhos mais vivos que a gente costuma degustar. Com borras sobrando, aromas totalmente fechados, mistura o doce com mofo, caramelo, madeira velha, nozes, frutas secas, chocolate e mais mofo. Como alguém pode amar tanto aromas de coisas envelhecidas? É exatamente isso que eu curto. E, só para resumir esses três vinhos fortificados do Musique Vinho de hoje, todos os três têm alta graduação alcoólica. Têm adição de aguardente vínica no processo, todos com sabores fortes e texturas robustas. O Porto só tem doce, e o Madeira e o Jerez podem ser secos ou doces. Vamos lá: fortifique um pouquinho seu paladar à risca e na degustação com vinhos diferentes. Lembrando sempre, claro, de manter a moderação e, se beber, não dirija.

23/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:20

UVA NERO D´AVOLA

Outro dia, no tema “meu paladar não é igual ao seu”, encerrei falando sobre a uva Nero d’Avola, que de tanto insistir acabei gostando, mas é bom lembrar, nessa hora, que não quer dizer que todos os vinhos dessa uva sejam excelentes, tudo depende do produtor. Degustei o Luigi Leonardo, da Sicília, da uva Nero d’Avola com Merlot, da cantina Esguarze Luigi. O vinho fez sucesso, foi degustado com carnes grelhadas. Já comentei a impressão ruim que eu tinha dessa uva: eu achava muito dura. De verdade, confesso que não sei se os produtores passaram a trabalhar melhor a uva até encontrar seu equilíbrio de presença de taninos verdes demais, que, para mim, pareciam duros, ou se eu mesma mudei meu paladar, evolui para esse lado de aromas mais fechados. Ainda assim, eu sempre gostei, mas estou numa fase tão de aromas fechados e tostados que nem sei se volto ao frutadinho um dia. Aliás, eu sei sim: é a estação do ano. Entre outono e inverno, é isso mesmo, com roupas, comidas e vinhos. E depois, quando a primavera chegar, as taças serão invadidas novamente pelos rosés, pinoses, espumantes, brancos e todos os vinhos mais frutadinhos e leves. Por enquanto, sugiro o Luigi Leonardo, tanto o Nero d’Avola com Merlot, da Sicília, quanto o Luigi Leonardo de Nero d’Avola com Syrah, de outra região ali bem pertinho de Dock, chamado Terra Siciliane. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

21/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:37

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