Música e Vinho | Centro América FM Cuiabá - Easy | Cadena

MÚSICA E VINHO

Descubra a harmonia perfeita entre sons e sabores no Música & Vinho. Em cada episódio, histórias envolventes se encontram com vinhos selecionados, criando uma experiência sensorial que convida você a apreciar, com calma, tudo aquilo que agrada ao ouvido e ao paladar.

Episódios Recentes

VINHOS SUIÇOS

Uma ótima manhã para você que é apaixonado por vinhos. Vinhos suíços, eu nunca degustei. E você? Mas, só pelas paisagens dos vinhos da região de Lac Léman, já me deu vontade de encontrar um vinho suíço para conhecer. O Lac Léman é o maior lago da Europa Ocidental e tem um clima particular. Está protegido do rigor do inverno, pois o lago e os muros de pedra armazenam calor e, no verão, o próprio lago ajuda a refrescar. A exposição solar é de nascente, o que é propício à viticultura. São duas as regiões mais importantes dos vinhos na Suíça: La Côte e Lavaux. La Côte quer dizer encosta, pela sua localização na suave colina. Produz vinhos brancos, como os da uva Chasselas, uma uva de coloração dourada, lembrando a Chardonnay, e aromas de frutos como pêssego e maçã, além de nozes e mel. Perfeito para um fondue de queijos ou massas com molhos brancos. Além da Chasselas, a região produz ainda vinhos com as uvas Chardonnay, Müller-Thurgau, Sylvaner, Pinot Gris e os tintos mais leves, como Pinot Noir e Gamay. A outra região vinícola da Suíça é a Lavaux, considerada Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO desde 2007. O motivo de tal título são as paisagens incríveis dos vinhedos. Dizem sobre a região de Lavaux que ela tem a sorte de amadurecer sob um sol triplo: um sol que vem de cima, generoso e acolhedor; um sol que vem de baixo, reflexo do lago espelhado; e um sol retido nos velhos muros de pedra, que é liberado à noite.

15/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:48

VINHO NERO D´AVOLA

Centro América FM, música e vinho, e uma excelente manhã para você. A vinícola italiana Botter Carlo tem a sua sede em Fossalta di Piave, no Vêneto, ao norte da Itália, mas produz em terras espalhadas por toda a Itália, até chegar à Sicília. A vinícola preserva as uvas nativas de cada região e explora ao máximo suas características, que são extremamente distintas em cada pedacinho da Itália. Degustei mais um Nerodávola, aquela uva da Sicília para a qual eu torcia o nariz e agora amo. A Sicília é a terra do solo vulcânico e também considerada a terra do sol, de verões quentes e invernos bem amenos, em clima mediterrâneo. Degustei o Caleu Nerodávola, com coloração intensa, bem fechada, e notas de pimentas e frutas negras, super presentes, além de taninos bem rústicos. Um vinho com tons rústicos, mas, ao mesmo tempo, bem modurado, digamos, domado, integrando fruta e tanino. Mas nem por isso delicado: é um vinho mais bruto. E os aromas de fumaça da terra vulcânica lembram um defumado e aí já vem churrasco à cabeça. Sim, o Nerodávola fica super bom com carnes tostadas, não queimadas, é claro. Com uma tosta leve de carvão e com risoto de queijos bem fortes, extremamente maduros. Essa é a harmonização perfeita para um Nerodávola. E você, tem alguma uva ou estilo de vinho que não gostava e agora ama? Então compartilhe comigo a sua experiência usando a hashtag Música e Vinho.

13/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:37

SUGESTÃO DE HARMONIZAÇÃO

Que delícia ter a sua companhia nesta manhã no Música e Vinho, que hoje tem um gostinho de dar água na boca. Me deu água na boca só de lembrar do queijo Brie com geleia na hora de escrever este Música e Vinho. Afinal, Brie é o queijo mais antigo da França e, hoje em dia, faz um sucesso nas festas, servido com massa folhada e geleias de vários sabores, frutas e mel. É uma super combinação com vinho. Brie com geleia pede um vinho. A região de Brie está próxima a Champagne, na França, e, por isso, a harmonização é um clássico: Brie com Champagne. O queijo Brie é considerado o queijo dos reis ou o rei dos queijos, porque os reis o elegeram, no Congresso de Viena, em 1814, como o mais macio e saboroso da França. Foi eleito pelo imperador Carlos Magno I. O Brie tem a textura macia e sabor forte, sabor lácteo forte, e combina com a textura cremosa e os aromas lácteos dos espumantes, dos famosos champanhes. Combina também com saladas, carnes, fundis, castanhas como amêndoas, geleias e mel. Pode ser consumido frio, empanado e frito ou, ainda, assado na massa folhada. Não tem aperitivo melhor que o Brie com massa folhada e geleia de frutas vermelhas ou frutas amarelas, como o damasco. Nesta receita, o frutado da geleia conta muito para harmonização, e os tintos mais leves surgem com perfeição para este casamento. Aromas de frutas vermelhas ou amarelas, aromas doces intensos, combinam super bem. Enquanto o seu Brie assa, você já pode escolher entre um Pinot Noir do Chile, um Pinot Noir da Nova Zelândia, da região da Califórnia ou, ainda, da Borgonha. A uva Pinot Noir é a chamada Leide das uvas, uma uva autóctone da região da Borgonha. A frutinha fresca, frutas vermelhas e delicadas, notas de morango, cereja e cogumelos que lembram o mofo da casca do Brie. Essa é a excelente harmonização: Brie com champanhe ou um tinto de Pinot Noir. Sugestões de harmonização para você seguir degustando, lembrando sempre, claro, de manter a moderação.

12/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:15

MARIUS ROSÉ

Vinho, pela sua complexidade histórica e por todo o trabalho necessário para se finalizar uma garrafa, não é algo que podemos considerar simples. Mas, dentre os inúmeros estilos de vinhos, há alguns mais complexos e outros mais simples. Há os vinhos que precisamos decantar e separar os elementos; aqueles que evoluem na taça, que mostram camadas de aromas, que precisam de comida para se mostrar, que precisam de anos para chegar ao seu auge. Na outra ponta, há os vinhos muito bem elaborados, mais simples e extremamente prazerosos. Já degustei várias vezes, quando quero apenas reunir os amigos, o Marius Rosé, de M. Chapoutier, do Languedoc: um Grenache com uma coloração mais forte que os rosés da Provence. Também menos salino e com mais fruta. Parece uma bala de frutas vermelhas. O Languedoc é a região que produz o maior volume de vinhos da França. E os vinhos são considerados mais rústicos, mas ideais para o dia a dia. A qualidade só vem crescendo, mas a maior parte das nossas degustações pede vinhos mais simples. Isso acontece quando o vinho mostra um aroma frutado, por exemplo, e esse aroma não vai mudar até o final da garrafa. Ele é simplesmente saboroso e gostoso, como o Marius Rosé de Chapoutier. Bom Marius para você!

11/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:37

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