Música e Vinho | Centro América FM Cuiabá - Easy | Cadena

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VINHO POINT NOIR

O músico vinho está no ar, e eu lhe desejo uma excelente manhã. A Itália é considerada a pátria dos cogumelos. São centenas de espécies e o consumo é tão popular que virou atração turística ao período da colheita, chamado de andaria funghi, e todos vão em busca do tesouro nas florestas. O funghi portini é o mais famoso e cresce ao norte da Itália. O cogumelo chamado cantarela tem a coloração laranja. Os cardoncelli são os mais populares ao sul da Itália e são servidos assados, fritos ou cozidos em azeite. As trufas crescem embaixo da terra e têm sabor único; ou você ama, ou odeia. Todos fazem parte dos ingredientes de diversas receitas na Itália e pelo mundo, que pedem vinho para harmonizar. Pela variedade de sabores e intensidade dos cogumelos, não se pode generalizar e dizer que cogumelos combinam com pinot noir, como já ouvi dizer. Suave e fresco, enquanto as trufas negras ou brancas são uma explosão de sabores. Seguindo a intensidade de aromas e sabores, harmoniza-se o vinho, do pinot noir ao barolo de nebiolo para as trufas. Além desses cogumelos italianos, que são mais raros por aqui, temos o shiitake e o shimeji, que parecem carne vermelha; o paris, que é bastante fresco; o portobello, que vai bem com carnes; o champignon, que eu amo fresco; e todos pedem vinho. A receita vai da sua criatividade, desde os cremes de cogumelos, fatiado na salada, assados, molhos de cogumelos e muito mais. Cogumelos são ricos em vitamina D e super combinam com vinhos. Lembre-se sempre de manter a moderação para criar a sua próxima harmonização.

14/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:48

TÍLIA

Música e Vinho é exclusivo da Centro América FM. Um bom dia para você! E se você também procura vinhos bons e baratos, está na hora de anotar o nome do vinho de hoje. No mundo do vinho, a palavra terroir é sempre falada. E o vinho argentino Tilha traz, no rótulo e na concepção, a valorização do terroir argentino. Tilha é uma árvore cultivada na Argentina que simboliza o sagrado e que protege os guerreiros. O chá da flor da Tilha é calmante, e os trabalhadores dos vinhedos costumam descansar bebendo chá de Tilha à sombra das próprias árvores. A ideia do vinho é justamente valorizar a árvore regional Tilha. Os vinhos do produtor Tilha são da família Catena Zapata e recebem os melhores elogios da crítica internacional especializada. O Tilha Malbec-Cirá, por exemplo, passa seis meses em carvalho francês e americano. É um vinho supermoderno e saboroso. Combina com carnes assadas, massas e risotos. Ainda recebeu 90 pontos de James Sutley, em 2017, e 90 pontos do renomado Robert Parker, em 2015, que o considerou impressionante e de melhor custo-benefício. Combinei com carnes assadas, frango, maminha e linguiças assadas, para comer sem frescura, num churrasco bem descontraído, com um vinho fácil de beber entre amigos. Tem vinho que é assim: bom, gostoso, barato e fácil de beber.

13/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:26

VINHOS FORTIFICADOS

É uma excelente manhã para você que está curtindo a Centro América FM! E agora, tem Música e Vinho. Quando falamos em vinhos fortificados, rapidamente vêm os vinhos do Porto à mente. Mas não podemos esquecer também dos vinhos Madeira e do Jerez. O Madeira é português também, da ilha de mesmo nome. São vinhos feitos com uma das uvas negras que citei: a Tinta Negra Mole. Os Madeiras são altamente alcoólicos, como os Portos, únicos, longevos e de alta qualidade. Os vinhos Madeira eram o estilo preferido dos czares russos, e foi também o estilo de vinho do famoso brinde erguido em comemoração à Declaração da Independência dos Estados Unidos, no 4 de Julho. Os vinhos Madeira passam por um processo de oxidação em cascas de madeiras antigas e, por isso, têm aromas que chamamos de etéreos, aromas de envelhecimento, como o mofo, mais fechados, além das frutas cristalizadas e um certo néctar. O Jerez, o mais antigo vinho da Europa, também é fortificado e produzido há mais de dois mil anos. É tão complexo na produção quanto no paladar e nos aromas. São vários estilos de Jerez, que vão desde os secos até os açucarados. Eu degustei um Jerez doce numa prova de três vinhos fortificados: um Porto, um Madeira e um Jerez. É legal comparar as cores, os aromas e os sabores dos três vinhos juntos, todos com coloração bem envelhecida, meio opaca, diferente dos outros vinhos mais vivos que a gente costuma degustar. Com borras sobrando, aromas totalmente fechados, mistura o doce com mofo, caramelo, madeira velha, nozes, frutas secas, chocolate e mais mofo. Como alguém pode amar tanto aromas de coisas envelhecidas? É exatamente isso que eu curto! E só para resumir esses três vinhos fortificados do Música e Vinho de hoje: todos os três têm alta graduação alcoólica, têm adição de aguardente vínica no processo, todos com sabores fortes e texturas robustas. O Porto só tem doce, e o Madeira e o Jerez podem ser secos ou doces. Vamos lá, fortifique um pouquinho seu paladar e arrisque na degustação com vinhos diferentes!

12/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 2:17

FUNÇÃO DO SOMMELIER

Uma excelente manhã para você que curte o Música e Vinho! E que tal falar um pouquinho sobre o papel do sommelier? Eu já acompanho o mercado de restauração, como dizemos, o mercado de restaurantes, há muitos anos. Já vi várias fases de serviço. Peguei desde o mais clássico, quando o maître era quase um semideus no salão. Era inaceitável qualquer erro, e essa rigidez seguia para o atendimento duro e robótico dos garçons e também do sommelier. Há pouco tempo, mais ou menos uns dez anos atrás, os consumidores descobriram a figura do sommelier, e ele era muito requisitado. Havia pouca informação disponível no mercado, por isso precisava da orientação do sommelier. Atender uma mesa poderia levar tempo, porque era preciso conversar muito até entender o gosto do cliente e as suas preferências, até sugerir o melhor vinho. Hoje, o acesso à informação é muito simples, normalmente, o cliente sabe o que quer. O sommelier passa, então, para uma nova fase: cada vez mais, gerenciar estoque, fazer boas compras, promover eventos, orientar a escolha quando solicitado e cuidar dos serviços sem dar aulas. Ouvir o cliente quanto às suas preferências de temperatura, decantação e harmonizações. Eu já achei o meu caminho: compartilhar aqui, no Música e Vinho, com vocês, e também nas minhas redes sociais, a vida de sommelier. Lembre-se sempre: mantenha a moderação e, se beber, não dirija.

11/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:27

VINHOS BRASILEIROS

Música e Vinho é só aqui, na Centro América FM. Uma ótima manhã para você! Vamos falar sobre vinhos brasileiros. Degustei três vinhos brasileiros: o Aurora Procedências Rosé Brut, o Aurora Chardonnay, da região de Pinto Bandeira, e o Pequenas Partilhas Cabernet Franc. São três vinhos diferentes, um espumante, um branco e um vinho tinto, de excelente renome em todo o território nacional. Vamos entender um pouquinho sobre esses três estilos de vinhos que fazem sucesso não só no Brasil, mas fora também, participando até de grandes premiações. O Rosé Brut é elaborado com as uvas Pinot Noir, que é tinta, e Riesling Itálico, que é uma uva branca. Sem o contato com a casca da Pinot Noir, você tem um vinho branco. Neste caso, no Aurora Procedências Rosé Brut, o enólogo quis fazer um vinho rosado, por isso ele ganha a coloração bem delicada da uva Pinot Noir. É um vinho seco e de bom corpo, da região de Pinto Bandeira. Você sabia que a região de Pinto Bandeira é considerada a melhor indicação de procedência para os melhores espumantes brasileiros? Isso quer dizer que ela tem uma certificação para a elaboração dos melhores espumantes do Brasil. Essa região é reconhecida como o melhor terroir, perfeito para uvas brancas com boa acidez, a maior característica de qualidade dos nossos espumantes. Já o Chardonnay, também elaborado na região de Pinto Bandeira, é um chardonnay um pouquinho diferente. Ele não tem a nota frutada tão acentuada quanto a maioria dos vinhos da uva branca Chardonnay. Tem muita elegância e notas que lembram amêndoa e certa mineralidade. Já o apelidei de petit Chablis pela elegância e mineralidade, perfeito para nossos peixes de água doce regionais, mas aceita também frutos do mar. Já o vinho tinto Pequenas Partilhas Cabernet Frank, elaborado com essa uva, a Cabernet Frank, já foi muito plantada no Brasil até a década de 70. A origem é francesa, no Vale do Loire, mas é uma das uvas permitidas na famosa região de Bordeaux. É mais perfumada, menos tânica e mais leve que a famosa Cabernet Sauvignon. Agora, começa a aparecer sozinha. Antes, a Cabernet Frank aparecia só em pequenos cortes, ou assemblages, que são as misturas de uvas. No Brasil, as videiras de Cabernet Frank foram atacadas por fungos na década de 90, e as videiras foram replantadas. Agora, temos excelentes opções de vinhos tintos da uva Cabernet Frank pra gente aproveitar aqui no Brasil.

10/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 2:43

BLEND TANNAT-SIRRA

É uma excelente manhã para você que curte as canções da Centro América FM e que quer saber mais sobre o mundo do vinho. Na província de Carmelo, no Uruguai, está localizada a bodega boutique El Legado. Produz entre 8 e 10 mil garrafas por ano, e a produção, com as atuais uvas Sirra, Taná e Vionier, começou somente em 2007. Degustei o blend Taná-Sirra, com 14% de graduação alcoólica. Tive que decantar, é claro, muito álcool. O vinho era negro: 80% de Taná e 20% de Sirra. Então, ele ganha muita coloração das duas uvas. Aromas de frutas negras, tostado, especiarias. Um vinho super complexo, encorpado, mas de taninos extremamente aveludados. Daqueles vinhos musculosos, de tão encorpados. Um vinhaço! Um achado do meu amigo Marcelo Pádua. Harmonizei com ossobuco e polenta, porque precisava de maciez e suculência. Eu quero saber o que você também está degustando, o que você encontrou de novos vinhos. É só compartilhar conosco usando a hashtag #musica&vinho, através das redes sociais.

08/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:13

VINHO CARAVAGGIO

E uma excelente manhã pra você, sintonizado na Centro América FM! Pronto para curtir mais uma edição do Música e Vinho? Já encontrei vários vinhos com rótulos lindíssimos de artistas famosos. Quando o vinho encontra a arte, surge o Vinho Caravaggio, em homenagem a um dos mais notados pintores italianos. Caravaggio pintou a famosa obra Baco, o Deus do Vinho, e também a obra chamada O Musicista, só pra mostrar a você que Caravaggio também amava música e vinho. Fui presenteada pela Marilene, que trouxe o Vinho Caravaggio Sauvignon Blanc, da Marsovã, de Malta, um país-ilha minúsculo, que eu nunca imaginei que produzisse vinho. Mas produz! E muito bom. É que a produção é pequena e quase toda consumida pelos milhares de turistas que visitam Malta a cada ano. A vinícola Marsovã foi fundada em 1919, e Malta produz vinhos desde o ano 800 a.C. Uma vinícola prestigiada pela crítica internacional e que organiza vários festivais de música e vinho em sua propriedade. Voltando ao meu vinho: um Super Cabernet Sauvignon, com notas de ervas, frutas intensas, chocolate e tabaco. Um vinho bem encorpado, com taninos perfeitos, pode disputar com supervinhos pelo mundo! A linha Caravaggio homenageia o pintor que atuou não só na Itália, mas também na ilha de Malta. Mais uma sugestão de vinho pra você: Caravaggio Sauvignon Blanc. E lembre-se sempre, moderação é o segredo.

07/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:35

RIOJA RED BLEND

E uma excelente manhã para você, sintonizado na Centro América FM! Descobri uma terminologia usada no vocabulário do vinho que eu não sabia: Rioja Red Blend. É o termo usado para descrever a combinação das uvas tintas da região espanhola de Rioja, que usa normalmente as uvas tempranillo. Além da tempranillo, esse corte tem também garnacha, mazuelo e graciano. A base é a tempranillo, com sua variedade de sabores e aromas que vão das frutas vermelhas, como morango e cereja, até sabores mais ricos e suculentos, como ameixa, chocolate e frutas cozidas. A garnacha traz corpo ao vinho e adiciona sabores como framboesa e uma certa picância. A mazuelo, também conhecida como carignan, traz coloração escura ao vinho e taninos bem presentes. Já a uva graciano incorpora ao vinho perfumes e estrutura. Que tal experimentar um Rioja Red Blend e sair do lugar comum? Lembre-se: a Espanha não é só tempranillo! O Promesa Crianza é uma boa opção, com pelo menos 12 meses em carvalho e 2 anos de envelhecimento geral. E essa mistura de uvas, o Rioja Red Blend, pode ser encontrada não só na Espanha, mas também na Califórnia e na Austrália. Eu entendi esse estilo como um corte bordalês, das três principais uvas tintas da região de Bordeaux, que unem Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot. Juntas, elas formam uma bela parceria, e esse corte típico é copiado em várias regiões vinícolas do mundo. O corte do Rioja Red Blend também começa a ser copiado e, por isso, aparece não só na Espanha, mas na Califórnia e na Austrália. Talvez a gente comece a ver mais Rioja Red Blend no mercado. Por enquanto, a minha sugestão é o Promesa Crianza.

06/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:49

NERO D´ AVOLA

Centro América FM, Música e Vinho. Uma excelente manhã pra você! A vinícola italiana Botter Carlo tem sua sede em Fossalta di Piave, no Vêneto, ao norte da Itália, mas produz vinhos em terras espalhadas por todo o país, até chegar à Sicília. A vinícola preserva as uvas nativas de cada região e explora ao máximo suas características, que são extremamente distintas em cada pedacinho da Itália. Degustei mais um Nero d’Avola, aquela uva da Sicília que eu torcia o nariz… e agora eu amo! A Sicília é a terra do solo vulcânico e também considerada a terra do sol, de verões quentes e invernos amenos, típico clima mediterrâneo da ilha. Provei o Caleu Nero d’Avola, de coloração intensa, bem fechada, com notas de pimentas e frutas negras. Super pegadas de taninos rústicos, um vinho com tons fortes, mas ao mesmo tempo amadurecido, digamos, domado. Integra fruta e tanino de forma equilibrada. Mas nem por isso é delicado: é um vinho mais bruto, cheio de personalidade. Os aromas de fumaça, vindos da terra vulcânica, lembram um leve defumado, e aí, claro, já vem churrasco à cabeça! Sim, o Nero d’Avola fica ótimo com carnes tostadas, não queimadas, é claro, com aquela tosta leve de carvão. Também harmoniza muito bem com risotos de queijos fortes e bem maduros. Essa é a combinação perfeita para um Nero d’Avola! E você? Tem alguma uva ou estilo de vinho que não gostava e agora ama? Então compartilhe comigo a sua experiência usando a hashtag #MúsicaEVinho.

05/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:37

CUVELIER DE LOS ANDES

Uma excelente manhã para você que me faz companhia! O estilo é francês em terras argentinas, este é o estilo dos vinhos da linha Cuvellier de Los Andes, elaborados em Mendoza. A bodega Cuvellier de Los Andes é de 1998, ano em que as atividades na Argentina iniciaram. Porém, a família Cuvellier vem de uma longa história vitivinícola na França, desde 1804. O fundador Henri Cuvellier desenvolveu super bem o negócio de vinhos, vendendo aos seus amigos burgueses na França. A partir daí, adquiriu novos châteaux, como o famoso Château Le Croc, em Saint-Estèphe, e o Léoville Poyferré, em Saint-Julien. Atualmente, a família possui, além da bodega argentina Cuvellier de Los Andes, o Clos de Los Siete e a Agrícola Cuvellier, no Chile. Por falar em Clos de Los Siete, esse é um projeto que eu curto muito! Idealizado por Michel Rolland, o super enólogo francês, reúne quatro super vinícolas para elaborar um assemblage argentino com cinco uvas: Malbec, que é a base da Argentina, além de Merlot, Cabernet Sauvignon, Syrah e Petit Verdot. Assim são também os cortes da linha Cuvellier de Los Andes, como o Grand Vin, o Collection e o Top El, que usam os assemblages das principais uvas plantadas por esse produtor: Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec, Syrah e Petit Verdot. A Cuvellier de Los Andes se dedica às variedades tintas em um estilo de plantio orgânico e biodinâmico, aproveitando ao máximo o potencial do Vale do Uco. O vale é perfeito para as uvas tintas mais intensas com terrenos de pedra, clima quente e seco, noites frias e altitude de mil metros. Mais um super produtor com vinhos de alta qualidade e super assemblages... porque a Argentina não é só Malbec!

04/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:52

CABERNET SAUVIGNON

Uma excelente manhã pra você! No Musica & Vinho de hoje, o tema é a Cabernet Sauvignon, a famosa rainha das uvas tintas. Engraçado como eu fujo de tudo que é muito comum, óbvio, especialmente o que está na moda. Se todo mundo gosta... eu já desconfio. E havia muito tempo que eu não parava pra degustar um Cabernet Sauvignon 100%, a não ser em degustações técnicas. Mas eu mesma escolher um Cabernet Sauvignon pra beber... é coisa rara. Resolvi me render à moda de um Cabernet Sauvignon e escolhi um vinho para o dia a dia pro almoço, com carne de porco ao molho barbecue. Lembrei daquele aroma de barbecue que encontrei num vinho tinto espanhol, Marquês de Griñón, da Rioja. Mas, já que não era possível encontrá-lo, vamos a um Cabernet Sauvignon. Degustei o Petirorro, chileno, 100% da uva Cabernet Sauvignon. Um vinho supercorreto e um Cabernet Sauvignon fácil de beber. Pode-se dizer que é um Cabernet Sauvignon dos leves, de cor média, corpo médio, já que não existe Cabernet Sauvignon totalmente leve. Apenas 30% do vinho passa em carvalho, então mantém bem o frutado. Na madeira, ganha um toque de tostado que harmoniza muito bem com a carne de porco bem assada e com aromas defumados. Talvez você se lembre que eu falei no Música & Vinho outro dia sobre vinho e pássaros. Pássaros têm a simbologia de mensageiros da paz, e muitos rótulos de vinhos têm pássaros estampados, como este vinho, o Petirorro, que é um pássaro vermelho e preto da região do Colchagua, no Chile. A Cabernet Sauvignon é a rainha das uvas tintas, a que melhor se adapta em todo o mundo, e é uma unanimidade: todo mundo gosta. Eu prefiro os Cabernet Sauvignon como base e soberana, sim, mas com assemblage de outras uvas. Como os vinhos australianos, que misturam Cabernet Sauvignon com Syrah; ou os franceses, com Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot; e até os Cabernet Sauvignon com Sangiovese, na região da Toscana. A mistura, como sempre digo, traz mais complexidade, mais camadas, mais aromas, e tem mais a se descobrir. Lembre-se sempre de manter a moderação. E, se beber, não dirija!

03/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 2:14

HARMONIZAÇÃO DE PRATOS TÍPICOS EUROPEUS

E um bom dia pra você que está curtindo a Centro América FM! Só aqui você tem Música e Vinho. Seguindo a tradição de harmonizações de pratos típicos da Europa, Itália, França, Espanha e Portugal, pensei nas harmonizações com pratos típicos dos países do Novo Mundo, que são compostos por Chile, Argentina, Brasil, Uruguai, Estados Unidos, Austrália, África do Sul e Nova Zelândia. Escolhi alguns deles pra falar hoje, no Música e Vinho. Qual estilo de vinho melhor combina com feijoada brasileira e as empanadas argentinas? Do Chile, escolhi o prato Congrio Rosa, um peixe chamado Congrio, servido como se fosse um bacalhau, com batatas, legumes e muito azeite. A harmonização clássica fica com um vinho branco de Sauvignon Blanc, uva da qual o Chile é especialista. O Sauvignon Blanc chileno tem até um gostinho de sal na boca, que vem dos ventos do Pacífico. Para quem ama as empanadas argentinas, aqueles pratos típicos do Música e Vinho, os pasteizinhos assados e com recheios diversos, tem um vinho bom pra você! Vamos considerar o recheio mais tradicional, de carnes e calabresa, e vamos direto para uma assemblage entre as uvas Malbec e Syrah. Da Austrália, a costelinha de porco ao molho barbecue é uma tradição, e a harmonização fica com os vinhos de Syrah com Cabernet, o corte típico australiano. E, pra fechar as harmonizações do Novo Mundo, o nosso país: Brasil. Com uma infinidade de pratos típicos, eu escolhi a feijoada, descendente de tantas riquezas que os negros nos deixaram, como a música, as danças, os costumes e a comida. Um prato de coloração negra, que mostra a melhor harmonização de contrastes. Casou super bem com o estilo de vinho que o Brasil é campeão: os espumantes. Transparentes, translúcidos, que borbulham na taça e dançam, subindo pra nos cumprimentar e mostrar seus aromas. Feijoada combina super bem com espumante brasileiro brut. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija! E se você quiser compartilhar as suas experiências, pode usar a hashtag #musica&vinho através das redes sociais.

01/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 2:12

VINHOS SUIÇOS

E uma ótima manhã para você, que é apaixonado por vinhos. Vinhos suíços,eu nunca degustei. E você? Mas só pelas paisagens dos vinhedos da região de Lac Léman já me deu vontade de encontrar um vinho suíço para conhecer. O Lac Léman é o maior lago da Europa Ocidental e tem um clima particular. Está protegido do frio do inverno, pois o lago e os muros de pedra armazenam calor. E, no verão, o próprio lago ajuda a refrescar. A exposição solar é de nascente, o que é propício à viticultura. São duas as regiões mais importantes dos vinhos na Suíça: La Côte e Lavaux. La Côte quer dizer “encosta”, pela sua localização na suave colina. Produz vinhos brancos como os da uva Chasselas, uma uva de coloração dourada, lembrando a Chardonnay, e com aromas de frutos como pêssego, maçã, além de nozes e mel. Perfeito para um fondue de queijos ou massas com molhos brancos. Além da Chasselas, a região produz ainda vinhos com as uvas Chardonnay, Müller-Thurgau, Sylvaner, Pinot Gris e os tintos mais leves, como Pinot Noir e Gamay. A outra região vinícola da Suíça é Lavaux, considerada Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco desde 2007. O motivo de tal título são as paisagens incríveis dos vinhedos. Dizem sobre a região de Lavaux que ela tem a sorte de amadurecer sobre um “sol triplo”: um sol que vem de cima, generoso e acolhedor; um sol que vem de baixo, reflexo do lago espelhado; e um sol retido nos velhos muros de pedra, que é liberado à noite.

31/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:48

MESTRE DO VINHO

Centro América FM, é a rádio do Música e Vinho! Uma ótima manhã pra você! É claro que você quer ser o Mestre do Vinho e acertar todos os desafios dessa degustação às cegas. Sua degustação de vinhos pode ser ainda mais divertida com o jogo de tabuleiro Mestre do Vinho. Funciona assim: você vai ter que degustar e adivinhar oito itens. Qual é a idade do vinho? Qual é a uva? É um varietal ou um assemblage? Novo Mundo ou Velho Mundo? Qual é o país? Tem uso de madeira ou não? Qual é a graduação alcoólica do vinho? E se o vinho é encorpado, elegante, leve... qual é a sua percepção? Bom, há duas formas de se jogar o Mestre dos Vinhos: A primeira é com uma só pessoa organizando, ela faz o papel de sommelier e coordena toda a degustação às cegas. Ou pelo método de confraria, um formato diferente, onde cada integrante traz o vinho sem falar pra ninguém. Todos degustam às cegas e a brincadeira segue no método confraria. Quem acertar e andar mais casas pelo tabuleiro é o Mestre do Vinho! Bacana, né? Muito legal pra gente se divertir, degustar e ampliar o nosso conhecimento. Uma ótima manhã pra você!

30/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:19

MENGUANTE TEMPRANILLO

E que a sua manhã seja muito intensa, exatamente como o vinho do nosso programa de hoje. Você já degustou um exemplar de vinho orgânico e biodinâmico? A Bodegas Pablo, da região de Saragoça, na Espanha, produz vinho sem o uso de qualquer produto químico nos vinhedos, seguindo apenas práticas sustentáveis e, por isso, é orgânico. A vinícola usa a filosofia de manter o equilíbrio e a harmonia entre as fases da lua para gerenciar a colheita, a vinificação e todo o manejo das videiras. Por isso, é considerada biodinâmica. Há um tempo atrás, os vinhos que seguiam este conceito mais purista ou natural tinham menos expressão. Eram vinhos mais simples e quase tímidos, mesmo em boca. Essa foi a minha surpresa ao degustar o Menguante Tempranillo: uma explosão de sabores! Um clássico Tempranillo, com muita expressão, notas aromáticas intensas e bem marcadas, lembrando chocolate, baunilha tostado, frutas vermelhas maduras, com tanino bem estruturado e longa persistência. Esse vinho não falta mais na minha adega. Já harmonizei com presunto espanhol, queijos maduros com figo e geleias intensas, como a de jabuticaba. E também com costelinha de porco com arroz. Super sugestão de vinho que não pode faltar na sua adega. Uma ótima manhã pra você!

29/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:26

ZIBBIBO

Centro América FM, música e vinho e uma ótima manhã pra você! Zibbibo . Lá vem ela com esses nomes esquisitos! Eu sei que você pensa assim… Mas o que eu descubro, já fico louca pra compartilhar com vocês. Essa tal uva branca é da família das moscatos e recebe também o nome de Moscato de Alexandria. É uma uva muito antiga, cultivada na Austrália, na África do Sul, na Itália para fazer os vinhos doces de Pantelleria e na Espanha, na região de Málaga. Na Sicília, ao sul da Itália, ela é conhecida como Zee Bibo. É uma uva normalmente usada para fazer vinhos de sobremesa, além de servir também para fazer uva-passa. Mas na Sicília tem um vinho seco elaborado com essa uva: o Barone Montalto Collezione di Famiglia Zibbibo Terre Siciliane. Tem todo o perfume exuberante e lúdico, mas é encorpado, rico, macio e de um amarelo dourado, uma coloração própria das uvas, mas escoltado pela passagem em madeira. Um vinho branco, de solo vulcânico, clima quente e passagem de madeira… só pode ser gastronômico! A sugestão de harmonização é: atum selado com crosta de gergelim, mix de cogumelos na manteiga de ervas, ou um risoto à milanesa com açafrão, caldo de frango e queijos. Se você está aberto a novos vinhos, o Música e Vinho te inspira a mergulhar em novas experiências. E eu quero saber: o que você está degustando? Compartilhe conosco usando a hashtag #MúsicaEVinho através das redes sociais.

27/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:40

ZIRLO TALENTI

Quer começar o seu dia bem, escolhendo um vinho para mais tarde? Se você, assim como eu, também tem os seus vinhos queridinhos, aqueles que você gosta de repetir sempre, pois eu cheguei a um restaurante onde só um vinho chamou a minha atenção: o meu queridinho da Toscana, o Zirlo Talenti. Eu sei que já falei sobre esse vinho aqui no Música e Vinho, mas sempre surgem novas impressões, novos contextos — como a história da vinícola Talenti. Achei que era uma vinícola super tradicional, mas não! A vinícola foi fundada em 1980. Para a Enotria, a Itália, a terra do vinho 1980 é super moderno. A vinícola é familiar e tem uma construção em pedra muito linda, no povoado de San Angelo in Colle, um vilarejo com mais ou menos 1.300 habitantes minúsculo! Dos 21 hectares plantados, 16 são destinados à rainha das uvas da Toscana, a Sangiovese, e os 5 hectares restantes abrigam uvas como Canaiolo, Colorino e as francesas Merlot, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot. Além do meu queridinho Zirlo Talenti, que é o mais jovenzinho da linha, a vinícola Talenti é famosa pelos seus Brunellos, pelos Rossos, pela grappa de Brunello e também pelos azeites pra você ver como gosto não se discute! Naquela noite, ninguém gostou do meu vinho de Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot — um vinho cultivado na Toscana por um superprodutor. Analisei a ficha técnica do vinho para ver se encontrava algum motivo para eu gostar tanto, e a turma não. Será que foi o sabor das frutas vermelhas, como o figo, ou os aromas de sálvia? Eu amo todos os aromas herbáceos — mas tem gente que não gosta. Já me veio à mente aquele filé ao molho do suco da própria carne, com muita erva e ervas aromáticas. Será que exagerei no herbáceo? Se pudesse, finalizaria tudo com cheiro-verde. Quanto mais herbáceo, melhor seja na comida ou no vinho. Essa é a minha sugestão de hoje: Zirlo Talenti.

25/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 2:10

WINE BARS

E uma ótima manhã para você que me faz companhia aqui no Música e Vinho. Quem vem primeiro: o vinho ou o prato? E você? Escolhe primeiro o prato ou o vinho? Tudo bem se o momento for da comida, se a estrela é o objetivo de um prato especial — tranquilo, você pode escolher o vinho depois. Mas isso vem mudando. Há vários wine bars que têm o vinho como foco, e cardápios que possam ligar aos vinhos da carta. Desta forma, os chefes de cozinha dos wine bars buscam criar cardápios neutros e que tenham mil possibilidades de se harmonizar com as opções de vinhos. Eu acho super bacana escolher um vinho e depois escolher várias entradinhas para brincar com a harmonização e testar várias opções que agradem ao seu paladar. Afinal, o bacana do vinho é se aventurar. E você? Tá degustando o quê? Compartilhe comigo usando a hashtag #MúsicaEVinho através das redes sociais.

24/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 0:58

UVAS IZABEL

Centro América FM! Música, vinho e uma ótima manhã pra você! Quem nunca bebeu vinho colonial? Vinho com aquele gostinho de uva que lembra um pouquinho de morango? São os vinhos feitos quase 100% das uvas Isabel, essa é a principal uva cultivada no Brasil. E olha a diferença: 218,38 milhões de litros dos vinhos consumidos no país são da uva Isabel, contra 38,71 milhões de vinhos consumidos que são das uvas viníferas — os famosos vinhos finos. A Isabel é a uva que melhor se adaptou ao terroir brasileiro, pela sua resistência e robustez. É a uva dos vinhos docinhos e alegres, que ajudaram no longo e difícil caminho dos imigrantes italianos no Brasil. Os sucos de uva brasileiros são elaborados com a uva Isabel. E os vinhos elaborados com a uva Isabel são intensos, com aroma de morango, docinhos, de baixo custo, só que não mais de baixa qualidade como antigamente. A Embrapa, por exemplo, considerando a relevância da uva Isabel, a selecionou para estudos de melhoramento genético e evolução de seus clones. Já não se fazem garrafões como antigamente! E, pra nossa alegria, cada vez mais uvas Isabel vêm trazendo boa qualidade aos vinhos coloniais e também aos sucos de uva. Uma ótima manhã pra você!

23/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:30

VÍTIO VINÍCOLA

Centro América FM, música e vinho, e uma ótima manhã para você. A história da Vítio Vinícola do Chile tem mais de 500 anos, porém, os últimos anos são de grande desenvolvimento e profissionalização do mercado. Novas vinícolas, novos enólogos e antigas vinícolas formando grupos ou se associando a grandes holdings do setor, como a Chatolos Voldos, estabelecida desde 1991, mas que só em 2008 se associou à Sogrape, um dos maiores grupos de produtores e distribuidores de vinhos do mundo. A associação trouxe reformas e evoluções com a finalidade de aumentar a qualidade em cada processo de elaboração dos vinhos da Chatolos Voldos. Deguste o Tradition Reserve, uma assemblage de 50% Cabernet Sauvignon e 50% Syrah. Um vinho para você ter de caixa em casa, agrada a todos, combina com quase tudo e tem um bom custo. Super frutadinho, lembrando frango, amboesa, ameixa e até um toque de tabaco, pelo seu amadurecimento de seis meses em carvalho francês. Um vinho perfeito para carnes, churrascos, queijos, massas ao molho de carnes, molho vermelho e até molhos de linguiça. Uma delícia para você ter em casa, lembrando sempre, claro, de manter a moderação para aproveitar o seu próximo vinho.

22/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:22

CHÂTEAU VALANDRAUD

Centro América FM, Música e Vinho, e uma ótima manhã pra você! A história toda dos vinhos de garagem começou na França, na região de Saint-Émilion, com o famoso Jean-Luc Thunevin e a ajuda do seu amigo, enólogo super famoso, Michel Roland. É claro que tudo deu certo. Eles começaram, literalmente, na garagem de casa — por falta de dinheiro mesmo — até comprarem o Château Valandraud. Receberam pontuação do crítico Robert Parker e, além disso, Jean-Luc ganhou o apelido de “Bad Boy”. Era considerado um vinhateiro na contramão e fez pegar a moda dos vinhos de garagem, que permanece até hoje. São produções pequenas, com poucos exemplares, mas que resultam em algumas raridades. Degustei o Passo a Passo, um blend tinto argentino, um vinho de garagem que, até agora, não consegui descobrir sequer o nome do produtor. Era um Bonarda bem intenso, com aroma muito forte de ervas, frutas, menta e mineral — bem típico de vinhas velhas. Intenso no nariz, mas nem tanto na boca, já que os vinhos de garagem são mais naturais. Não têm tanta extração de polpa e fogem dos processos mecânicos tradicionais. Por isso, você pode encontrar também turvações e, às vezes, borras no vinho — é normal! São vinhos mais crus, mais vivos… afinal, são vinhos de garagem. Lembre-se de manter a moderação sempre. Se beber, não dirija.

21/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:27

VINOTERAPIA

É um bom dia pra você que está curtindo a Central América FM! E agora tem música e vinho. Vocês sabem que uma das minhas grandes referências é a revista Adega, que traz as melhores publicações do mundo do vinho. E eles trouxeram uma matéria sobre vinoterapia, o tratamento estético à base de vinhos e seus elementos. O termo vinoterapia é patenteado e só pode ser usado em seis espaços de vinhos pelo mundo. O termo é super antigo. Os gregos já registravam os tratamentos estéticos à base de uvas desde a Antiguidade. O tratamento é baseado na utilização de nutrientes da uva: casca, mosto, óleo de semente e bagaço pra realizar esfoliações, massagens e banhos. O vinho mesmo é usado só pra beber enquanto relaxa na banheira com cremes e sais, porque o álcool não é indicado pra ter contato com a pele — pode causar irritação e produção de oleosidade. São desde o relaxamento, a redução de rugas e anti-envelhecimento. Como todo tratamento, a vinoterapia precisa ter a orientação do seu médico, mas alguns dos benefícios são: hidrata a pele, elimina toxinas, acelera a cicatrização de feridas, auxilia na produção de colágeno — e, por isso, mantém a pele mais firme —, ativa a circulação sanguínea. A história é bem clara: Cleópatra, a rainha do Egito e a mais bela da sua época, já tomava banhos de vinho.

20/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:30

VINHO GLEN CARLOU SYRAH

O Música e Vinho é exclusivo da Centro América FM e uma ótima amanhã para você. Se você também gosta de pão com linguiça como eu, se liga na armonização. Linguiça Cuiabana bem temperada combina com vinho, é claro. A linguiça Cuiabana original é feita de carne bovina, com leite, queijo minas e temperos. Mas hoje há variações com carne suínas, frango e até com peixes. O mais curioso é que a origem da linguiça Cuiabana é paulista do interior de São Paulo. E aqui em Mato Grosso era pouco conhecida, mas já está fazendo sucesso. Sanduíche de linguiça Cuiabana com vinho sul-africano foi a minha escolha. Degustei o Glen Carlou Syrah da região vinícola do Paral, na África do Sul, que fica acima da famosa região de Stellenbosch. A região tem clima mediterrâneo com invernos chuvosos e verões quentes e calorosos, perfeitos para se plantar e degustar bons vinhos. Como eu adoro assemblagens, escolhi o . Que Glen Carlou Syrah tem o corte de 5% de muvedre e 1% da uva branca vionier para equilibrar o vinho. Usar uvas brancas em cortes de vinhos tintos traz leveza ao vinho, como esses 1% de vionier já bastam. O Glen Carlou passa 12 meses em carvalho francês e americano e traz complexidade de notas terciárias à uva cirrá. A cor é bem fechada e os aromas de frutas negras, couro, chocolate e especiarias bem típicos dos vinhos da África do Sul. É um vinho rico com final longo e pode ser decantado para abrir ainda mais os aromas e baixar os seus altos 14,5 de álcool. E você pode seguir da linguiça Cuiabana para Toscana e as carnes assadas e fica perfeito o seu churrasco com o vinho sul-africanoGlen Carlou Syrah . Uma ótima manhã para você, lembre-se sempre de manter a moderação.

18/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:53

BORDEAUX

O Música e Vinho é exclusivo da Centro América FM e uma ótima manhã para você. É possível sim achar um Bordeaux simples e para o dia a dia. Só para recordar, Bordeaux é a famosa região francesa dos vinhos caros do famoso corte das uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot, além de brancos de sobremesa como os caríssimos Soternes. São os vinhos mais cultuados do mundo, mas nos últimos anos vimos uma leva de Bordeaux mais acessíveis e com uma qualidade boa para se beber no almoço de domingo com a família. Degustei o Duc de Rosan, um Bordeaux bom e barato de Cabernet Sauvignon e Merlot. Um vinho sem passagem na madeira, só tanque de aço inox mesmo e apenas 12% de álcool. Então já se vê que é para consumo rápido. Degustei o 2015 com três anos, estava super macio. Harmonizei com comida italiana, massa ao molho de fungo e creme branco e filés. Mungui tem sempre o sabor forte que lembra a carne vermelha, essa é uma harmonização clássica, vinhos de médio corpo tintos, de Cabernet Sauvignon e Merlot, uma boa presença com massa e carnes. Bordeaux é tão cheio de subregiões e classificações que às vezes assusta a escolher, mas a classificação bordeaux superior já é bastante para começar. E a média de preços entre 60 e 120 reais também ajuda a nortear uma boa compra. Para não deixar cair sua reputação, mas ainda assim ganhar o mercado, os produtores bordaleses se dispuseram a fazer esses vinhos de um estilo com custo mais barato, sem perder a qualidade histórica e copiada em todo o mundo. Bordeaux ainda é referência e essa história começou por volta do ano 48 antes de Cristo, quando o Império Romano se estabeleceu em Saint-Emilion, até hoje nos brinda com belos vinhos. Lembre-se sempre de manter a moderação para aproveitar e descobrir. Novos bordôs.

17/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 2:01

SAUVIGNON BLANC

Uma ótima manhã para você que curte a Centro América FM e ainda as novidades do Musique Vinho. Quando a uva sobrevive às temperaturas geladas e até neve da Serra Catarinense no Brasil, dizem ser uma uva selvagem ou uma Sauvignon. E é assim que se comporta a Sauvignon Blanc. Ela vem se destacando no terroir catarinense e já se discute uma criação de uma doc, uma denominação de origem controlada para proteger as características da Sauvignon Blanc na região da Serra Catarinense. A Serra, na região de São Joaquim, tem altitudes entre 900 e 1400 metros. Um dos fatores atribuídos pelos enólogos para o destaque da Sauvignon Blanc em terras catarinenses é o ciclo intermediário da uva, que consegue escapar das grandes geadas no período de brotação e não tem maturação nem precoce nem tardia. A Sauvignon Blanc é resistente aos ventos fortes. Que tem uma casca espessa e resistente. E a uva, diferente das demais, se beneficia da loucura climática que acontece na região, fazendo as quatro estações em um único dia. A amplitude térmica, e eu traduzo é a variação de temperatura entre o dia e a noite, faz com que a uva absorva e mantenha o calor durante o dia e se refresque à noite, liberando os ácidos que compõem o vinho de maneira bem lenta. Assim, a uva é colhida na sua plena maturação de açúcares e aromática perfeita. Na taça, em linhas gerais, os vinhos da uva Sauvignon Blanc de Santa Catarina são bastante minerais, elegantes, complexos aromaticamente e sutis. São vinhos intensos, com boa acidez e aromas que lembram maracujá, abacaxi, além de aspargos, folhas, vegetais e um cítrico bem intenso. Os produtores têm preferido colher a uva um pouco antes da completa maturação para preservar o aromático. Minerais e não deixar sobressair tanto os aromas de frutas tropicais mais doces. Esse é o estilo do Sauvignon Blanc de Santa Catarina. Nos últimos anos, os melhores vinhos brancos brasileiros vieram de lá e tudo indica que esse caminho de sucesso é só o começo. Lembre-se sempre de manter a moderação e se beber, não dirija!

16/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 2:22