Música e Vinho | Centro América FM Cuiabá - Easy | Cadena

Episódios

VINÍCULA SALTON

lembrando sempre de manter a moderação e se beber, não dirija. Há muito tempo não degustava os vinhos da vinícula Saltón, constituída em 1910 no Brasil. Ela foi fundada pelos imigrantes italianos da família do senhor Antonio Domênico Saltón, vindos do Véneto. Os espumantes são super conhecidos e têm excelente custo-benefício. O vinho Saltón Talento já foi considerado um dos melhores tintos do Brasil. Ele é um corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e Taná. São quase 20 dias de maceração, 12 meses de carvalho francês, mais 12 meses na garrafa. É um super vinho brasileiro. Degustei agora o vinho da linha exclusividade, de garrafas e produção bem limitada. O vinho se chama Septimum, com sete uvas. As uvas são Taná, Ancelota, Merlot, Cabernet Franc, Terodego, Cabernet Sauvignon e Marcelin. Tudo junto em um único vinho. A maceração de 5 dias, mais 15 dias no carvalho francês e um ano de garrafa, para se ter um vinho profundo, de coloração vibrante, bem equilibrado às sete uvas. Aromas de frutas secas, vermelhas e negras, com notas balsâmicas, especiarias e baunilha. Este é um vinho bastante complexo e aveludado, de taninos redondos e acentuado final de boca. Que tal um vinho brasileiro com massa de berinjela, ravioles e torteles ao molho de carnes ou caças? Já temos ótimas opções de vinhos nacionais, e o Septimum é um deles, lembrando sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

13/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:36

RECEITAS COM VINHO

E uma excelente manhã para você que curte a Centro América FM, também o música e vinho. O vinho tem lugar reservado à mesa, e não pense que é só na taça, mas no prato também. Você já deve ter comido alguma receita que leva vinho, tanto espumante quanto vinhos brancos, tintos e até os portos. Se acabou o gás do espumante e você não bebeu tudo, vai para a panela, para dar cremosidade aos molhos para peixes e frutos do mar ou frangos, para o molho da salada, para incorporar os grãos do seu risoto, para preparar uma marinada para o seu peixe. Os vinhos brancos podem incrementar o refogado dos cogumelos do seu estrogonofe, serve também para fazer um risoto de aspargo e abobrinha, ou usar para o molho de peixes e frangos. Já os vinhos tintos servem para uma grande variedade de receitas, para marinar carnes vermelhas, faz carnes de panela ao molho de vinho tinto, filés ao molho de vinho, risotos mais escuros, como linguiça, presuntos, carnes e cogumelos. Além do arroz de polvo, fica super gostoso. Várias massas com molho de vinho e carnes, e as sobremesas com mussagu, peras ao vinho, panacota e muito mais. E os vinhos do Porto, embora sejam doces, entra na receita de pratos salgados. Já comi um filé com espumas de vinho do Porto, mas você pode testar em casa uma redução de vinho do Porto com caldo de carne, com muitos temperos, ervas, sal, pimenta, alho, e servir sobre uma carne vermelha. Pode servir também como molho para pera grelhada e ainda umedecer a massa do seu bolo confeitado com vinho do Porto. Não desperdice nada. Todo vinho pode virar vinagre, mas, antes disso, vai para a panela.

12/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:47

UVA NERO DI TROIA

Uma excelente manhã para você. Obrigada pela sua companhia de sempre e para você que quer saber mais sobre música e vinho. A uva de Tróia também é conhecida como Nero de Tróia, ou Sumarelo, ou Somarelo, e é típica do sul da Itália. A uva não é originária da Turquia, onde aconteceu a famosa Guerra de Tróia, mas a lenda diz que ela foi levada para a Itália por um herói da Guerra de Tróia que foi exilado após a guerra, chamada Diomedes. A uva é da cidade de Tróia, na Itália, na Puglia, a mesma região da uva primitivo. É uma variedade de maturação tardia e muito resistente às pragas. Mesmo assim, vem sendo substituída pela uva primitivo e pela negro-amaro. A uva Nero de Tróia produz vinhos com aromas de violeta, cereja madura, couro, tabaco, muito cacau e cassis. São geralmente vinhos profundos, complexos, de cor viva e ricos em taninos. A distringência típica, às vezes, é suave com os cortes, a mistura ou assemblage de outras uvas, como a Monteputiano. É uma uva típica da Toscana, sim, porém é comum encontrar vinhedos na proporção 3 por 1 de Nero de Troia e Monteputiano. São três fileiras de Nero de Troia e uma fileira de Monteputiano plantadas na região da Puglia. Uma tendência é a vinificação de varietais 100% Nero de Troia, e os xenólogos diminuem a gerengência normal desta uva com macerações mais curtas e controlando a temperatura na fermentação. Os vinhos da uva Nero de Troia harmonizam muito bem com carnes, especialmente raguz de coelho, cordeiro, ossobuco e massas com sabores fortes. Lembre-se sempre de manter a moderação. Já pensou degustar um vinho da uva Nero de Troia? É mais uma novidade que você só encontra aqui no Musica e Vinho.

10/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:52

UVA SYRAH

Que bom ter a sua companhia nesta manhã para descobrir mais novidades sobre o mundo do vinho. Essa eu não sabia. Chirá é a décima uva mais plantada em Portugal, fica atrás apenas das uvas nativas, as autóctones. Ela se adapta muito bem ao terroir do alentejo, suporta o calor intenso, solo pobre, e mostra nos vinhos muita fruta, pimenta e especiarias. A Chirá vem se destacando também no Douro, a terra de produção das uvas para o vinho do Porto. Os Chirás portugueses têm grande potencial aromático. São vinhos complexos, com notas animais e fruta muito madura, além de taninos ricos, bom para a produção de vinhos de guarda. A Chirá surgiu há pouco mais de 20 anos em Portugal, mas já ocupa 4 mil hectares de área plantada. Degustei o quinta do crasto Superior Chirá, com vinhas de 11 anos. Um vinho de 2014, engarrafado em 2016. 97% do vinho é de 2014. O vinho é feito com a uva sirrai, 3% da uva branca vionier, só para dar um equilíbrio. As uvas são do Douro Superior, que é a melhor localização para a qualidade das uvas. Passou cinco dias macerando em temperaturas baixas, para manter a elegância do vinho, além dos 16 meses de carvalho francês. O vinho é bem escuro, com frutas silvestres, notas de chocolate, um vinho fresco, persistente, de taninos firmes, sensação de boca mentolada, encorpado e suave ao mesmo tempo. O quinta do crastro superior se harmoniza muito bem com a gastronomia local do Douro: carneiro assado, javali, perdiz e cozidos à portuguesa. Lembre-se sempre de manter a moderação para aproveitar o seu próximo vinho com os novos sirrars portugueses.

09/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:47

VINHOS TERROIR

E uma excelente manhã para você, obrigada pela sua companhia, e mais uma edição do Musica e Vinho. Fala-se muito em terroir, em a expressão de um terroir. São vinhos elaborados com a mesma variedade de uva, às vezes pelo mesmo produtor, mas com características bem distintas, preservando apenas o seu terroir. Terroir é um termo francês, mas que se origina do latim território. É uma extensão de terra que tem as mesmas características física e natural, de geografia, solo, topografia, clima, etc. À medida que o terreno muda sua característica, temos um novo terroir, e cada um recebe melhor um tipo de uva, ou a mesma uva pode se desenvolver muito bem em terroirs diferentes, porém com texturas, cores, aromas e sabores diferentes. Está na moda, sim, identificar e destacar a expressão de cada terroir, deixar que a terra mostre suas nuances e diferencie os milhares de rótulos disponíveis no mundo. O mercado do vinho vem revelando novas uvas que, na verdade, estavam apenas esquecidas, como novos doques, maipuandis no Chile é um exemplo, e outras denominações que estão ganhando destaque, como IGT Terra Siciliane da Ilha da Sicília, que expressa muito bem o seu terroir vulcânico nos vinhos. É exatamente isso que está acontecendo. Em várias regiões do mundo, o produtor prefere manter o seu terroir, mostrar o diferencial da sua terra. Quanto mais identidade ao vinho, mais curiosidade desperta o consumidor. E tem mais um aspecto que pode mascarar o terroir: é o uso de madeira nos vinhos. Principalmente madeiras novas podem mascarar as características primárias do vinho, aqueles aromas e sabores que vem da uva. Por isso, se você busca vinhos com expressão de terroir, que mostram sua essência, o melhor armazenamento é em tanques de aço e nox ou o uso de barricas usadas de carvalho francês, que são os mais sutis. Assim, você terá vinhos com real expressão de terroir. Lembrando sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

08/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:06

CANTINA LUCARELLI

E uma ótima manhã para você. Vem comigo conhecer mais uma uva diferente do sul da Itália. O sul da Itália sempre foi renegado a segundo plano, tanto economicamente quanto em relação à qualidade e importância vitivinícula, que é o nosso tema por aqui. Os vinhos do sul eram considerados boas opções só para se fazer corte com os vinhos do norte, aí sim considerados grandes vinhos. Esse preconceito vem perdendo força pelo mundo depois que surgiram produtores como Valentino e Sciotti. Ele resolveu investir na Cantina Luccarelli e hoje é reconhecido como super produtor, especialmente fora da Itália. 95% da sua produção é exportada. Por aqui, no Brasil, faz sucesso toda a linha dos Luccarellis, como o Rosso Puglia de Sangiovese, Malvasia Nera e Aglianico, o Primitivo da Puglia, o Primitivo de Mandúria e o Negro Amaro. Todos elaborados com uvas bem típicas do sul da Itália, para provar a capacidade de elaborar bons vinhos do sul, no sul, apenas com uvas do sul da Itália. Uma informação que talvez te desperte: nem todo o vinho do produtor Lucarelli é primitivo. Tem outros, como o da uva negro-amaro, que faz parte daquela lista de uvas que citei, com coloração escura, os vinhos all black. Essa uva é bem cultuada no sul, na região de Lete, na cidade de Guagnano. Acontece anualmente o com muitas atividades culturais, música e premiações e destaques de vinhos elaborados com a uva negro-amaro. Acontece normalmente entre 10 e 20 de agosto de cada ano, para valorizar a uva de pele resistente, de grão crocante, firme, sabor açucarado, vigoroso e excelente rendimento. Na Puglia, a terra natal da uva negro-amaro, ela também é chamada de Apuglia, e a denominação o roque salite salentino é usado para os vinhos produzidos com no mínimo 80% da. Negro-amaro. Para quem gosta de vinhos frutados, com aromas e sabores que lembram a meixa, cerejas e amoras, com notas de canela, couro, cacau e taninos bem macios, lucarela e da uva negro-amaro. Lembrando sempre de manter a moderação, só assim você poderá aproveitar e descobrir novos vinhos.

07/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:19

VINHO JÈMA CORVINA VERONESE

E uma excelente manhã para você sintonizado na Centro América FM. O Música e Vinho de hoje desembarca na terra de Romeu e Julieta, a terra também dos vinhos Valpolicellas e Amarones, dos vinhos italianos do Véneto, que são um assemblage entre três uvas: a Corvina, Molinara e a Rondinella. Já falamos várias vezes sobre essa composição aqui no Música e Vinho e, na busca por vinhos diferentes, encontrei o Gema Corvina Veronese, um vinho da agrícola Cesare, que é feito 100% só com a uva Corvina. Difícil, eu ainda não tinha provado esta uva sozinha. A uva é mais uma de coloração intensa, quase negra, que eu já falei aqui no Música e Vinho. E o nome vem das penas dos pássaros negros, os corvos. Uma uva de coloração bem escura e intensa, com aromas de cereja e um toque amendoado. É uma uva autóctone do Véneto, mais especificamente dos arredores de Verona, por isso é também conhecida como Corvina, Corvina Veronese. Produz vinhos tânicos, bem estruturados e elegantes, e com aromas marcados de couro, chocolate, amêndoas, cereja e café torrado. Como o vinho de Hema Corvina Veronese que degustei, da vinícola que foi estabelecida em 1936. Um supervinho, com 18 meses de carvalho francês e parte em carvalho esloveno, mais um ano de garrafa. Daqueles vinhos grandes, corpo cheio na boca, complexos aromas, suave no paladar e boa persistência. Corvina é a uva principal dos Valpolicellas. Quase sempre é utilizado mais ou menos 70% só da uva corvina. Então, um vinho 100% dessa uva não poderia ser ruim. Para acompanhar massas, polentas, queijos maduros, caça, embutidos fortes. Mais um novo vinho para sua lista: Hema Corvina Veronese, do produtor Cesare. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

06/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:58

UVA PRUGNOLO

É uma excelente manhã pra você que me faz companhia aqui na Centro América FM. Como são muitas as uvas viníferas, eu posso voltar a este assunto e falar de outras uvas a cada edição. É que outro dia eu vi um rótulo escrito Prugnolo, e lembrei que Prugnolo gentile é mais um dos nomes dados a Sandiovese, assim como Brunello, e é assim, a mesma uva recebe vários nomes em diferentes regiões e em diferentes países. Sandiovese, Brunello ou Prugnolo gentile são a mesma uva, assim como a Primitivo e a Zinfandel são a mesma uva. Proseco é glera, Cirá é a Hermitage, Malbec também se chama Cot, mas nenhuma tem mais nomes que a uva Tempranilo, que também é conhecida como Tinto Fino, Udelebre, Tinta Roris, Tinta de Torô, Sensibel, Escoreba, Tinchilana, Tinta de Madri, Tinta de Santiago, Tinta Aragonesa, Vio de Aranda e Val de Penhas. Lembre-se sempre de mandar, ter a moderação, e se beber, não dirija.

05/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:02

CURIOSIDADES DO VINHO

E uma excelente manhã para você sintonizado na Centro América FM. O tema de hoje, vamos brincar de verdade ou mentira: vinho, quanto mais velho, melhor. E sabe quem me mandou essa sugestão de verdade ou mentira? Foi o Ulisses. Um abraço, Ulisses. Obrigada pela sua sugestão para o Music Vinho. Parece bobagem, mas ainda há muita dúvida sobre verdades e mentiras do mundo do vinho. Sobre a durabilidade de 2 a 3 anos escrito na garrafa, os vinhos brancos mais simples normalmente têm vida, ou seja, a durabilidade de 4 a 5 anos, e os vinhos tintos entre 6 e 7 anos. Porém, há exceções, como os vinhos de guarda, os vinhos do porto e champanhe safrados. Portanto, o vinho quanto mais velho melhor é mentira. Vinho tinto deve ser servido à temperatura ambiente. É verdade se a temperatura média do local é entre 18 e 20 graus, mais ou menos. Coisa rara em nossas bandas. O ideal é ponderar e resfriar um pouco o vinho se o clima estiver muito quente, mas, mesmo assim, cuidado, porque vinhos tintos gelados demais destacam o tanino e a sensação de amargura aumenta. Portanto, vinho tinto servido a temperatura ambiente é uma meia verdade. Champanhas e espumantes sobem mais, isso é 100% verdade. O ideal é você se hidratar bastante e comer antes de beber vinhos espumantes, já que o gás carbônico potencializa a absorção de álcool. E, já que não tem festa sem espumante, aliás, eu vejo espumantes em todas as festas sociais e corporativas na cidade, aproveite os canapés das festas para não deixar subir os efeitos do álcool. O objetivo dos espumantes nas festas é soltar o riso, mas tudo com moderação.

03/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:51

CAFÉ E VINHOS

E pra você que está curtindo a Centro América FM, era uma vez um lindo dia. Recebi essa frase da querida Virgínia Medeiros e resolvi escrever o final da história. Escrevi sem parar vários temas de vinhos no sábado à tarde. Aliás, essas minhas histórias de vinhos parecem não ter fim. Cada dia tem um novo capítulo da minha vida de sommelier. Enquanto escrevia, degustei um café e me veio uma vontade imensa de tomar vinho. Por que será que isso acontece? Talvez os taninos do café tenham ativado as minhas papilas gustativas. A culpa toda foi do café. Café também tem taninos e a principal característica é a distringência na boca, igualzinho a que sentimos na degustação dos vinhos. E as semelhanças não param por aí. A produção dos cafés gourmet segue um processo parecido com o vinho no campo e depois na cantina, super criterioso. As espécies de café são muitas, assim como os vinhos, e a cada espécie mudam os aromas e os sabores, exatamente como os vinhos. Os aromas de café estão presentes nos meus vinhos preferidos, os mais fechados, os aromas de café nos vinhos encorpados, nos vinhos do Porto e os mais amadeirados. ​Quase todo apaixonado por vinho curte um bom café, porque as duas bebidas têm grande complexidade química para formar e resultar em ricos aromas e sabores. Eu já vi uma frase que dizia: comece com café e termine com vinho, mas normalmente eu encerro com café, só para permanecer com a sensação de a distringência na boca. Era uma vez um lindo dia, começou com café e seguiu preenchendo as páginas em branco com muitas histórias e terminou com vinho. Aliás, não termina nunca, o músico e vinho tem sempre mais uma história para te contar.

02/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:47

VINHO POLIPHONIA

Obrigada pela sua companhia de sempre em mais uma edição do Música e Vinho. Hoje eu vou falar sobre dois vinhos portugueses que têm tudo a ver com música. O primeiro se chama Polifonia e vem da região do Alentejo, e o segundo se chama Chorinho, da região do Douro. Polifonia é a multiplicidade de sons, um conjunto harmonioso de sons, e esse é o nome dado ao vinho do Monte dos Perdigões. A quinta Monte dos Perdigões foi a casa do ilustre maestro português Luís de Freitas Branco, que compôs ali suas mais marcantes obras. O vinho Polifonia é uma composição em que o enólogo escolhe os lotes de vinhos que têm maior aptidão organoléptica e de envelhecimento. Aptidão organoléptica é onde vão mais aparecer todos os aromas e sabores do vinho. A formação é feita das uvas Cihali, Cante-Boucher e Petit Verdot. De coloração profunda, granada forte, com aromas de frutas maduras em compota, é um vinho bastante cheio, carnudo, de taninos suaves e cremosos. O Polifonia é feito de vinhas velhas, e a harmonização fica para caças e assados. Passa 18 meses no carvalho francês de tosta média e mais um ano em garrafa. Tem um final bem longo e encorpado. Este é o Polifonia da região do Alentejo. O outro vinho, em homenagem ao ritmo musical brasileiro, se chama Chorinho e é da região do Douro. A vinícola é a Lavradores de Feitoria. O vinho Chorinho nasceu da ideia da cantora Roberta Sá, que é apaixonada por vinhos portugueses. Ela pediu um vinho com a lágrima de um choro boêmio e melodicamente brasileiro. Por isso, o Chorinho é um vinho com a delicadeza e a sutileza do estilo choro. No rótulo, você vai encontrar os azulejos portugueses, destacando a silhueta de um violão, um dos principais instrumentos do nosso Chorinho. O nome é mesmo uma homenagem ao ritmo brasileiro, e no rótulo você vai encontrar os mapas do Brasil e de Portugal para reforçar os laços luso-brasileiros, unindo a cultura e a música. O Chorinho é um vinho tinto, com aromas de cereja e amora, de uma acidez refrescante para lembrar o nosso Brasil. As uvas são Toriga Franca, Tinta Roris, Tinta Barroca e Toriga Nacional. Duas sugestões de vinhos com nomes bastante convidativos, portugueses: Polifonia e Chorinho, para você ouvir e beber com moderação.

01/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:22

ESTILO KOYLE

E para você que está curtindo a Centro America FM, uma ótima manhã para você. Comecei a ler um livro que me fez descobrir cada nome diferente, especialmente de pequenas regiões produtoras francesas, como Coyer, uma sub-região do Languedoc, ao sul da França. Coyer é uma região vitivinícola tão antiga que antecede Cristo e, pelos registros, provavelmente foi dominada pelos gregos seis séculos antes de Cristo. Até 1991, a legislação só permitia vinhos tintos, quando incluíram, então, os vinhos rosés. E, em 2003, as regras mudaram para incluir vinhos brancos. Para a gente entender melhor, os vinhos brancos são ricos e encorpados, elaborados com as uvas grenache blanque, marsan e russan. Os rosés são normalmente de coloração salmão, extraídos a partir da uva grenache gris. E os tintos, os mais antigos, são bem encorpados, bem estruturados e complexos. São vinhos, inclusive, com longevidade entre 10 e 15 anos. As principais uvas são o famoso corte GSM: Grenache, Syrah e Mouvèdre, associado, em muitos vinhos, às uvas Carinam e Cinzo, também típicas do sul da França. Coyer é mais um estilo de vinho do sul da França, para você explorar, descobrir e se inspirar, lembrando sempre de manter a moderação.

31/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:25

SAINT JOSEPH

Centro-América FM. Música e Vinho, uma ótima manhã para você. Saint-Joseph — ou, traduzindo, São José, o esposo de Maria, teve sua referência como santo no sul da França e acabou dando nome a uma das mais famosas apelações do Vale do Rhône: os vinhos Saint-Joseph. Originalmente, essa apelação produzia apenas vinhos tintos elaborados com a uva Syrah, o que é uma verdadeira maravilha para os amantes dessa variedade. Em 1979, passou a ser permitida a introdução de até 10% de uvas brancas, como Marsanne e Roussanne. Mesmo assim, os vinhos continuam intensos, com coloração profunda. São vinhos muito aromáticos, com notas de frutas maduras, especiarias e toques de baunilha. Não se deve esperar de um Saint-Joseph nada menos que taninos suaves e sedosos, além de longa persistência em boca. Normalmente, são vinhos com excelente vocação gastronômica, ideais para acompanhar carnes de caça e queijos mais intensos. Um dos produtores mais conhecidos dessa apelação é o famoso Guigal, cujos rótulos destacam muito bem cada denominação. Além das apelações Côtes du Rhône e Côte-Rôtie, que você talvez já tenha provado, que tal experimentar algo diferente? Fica a sugestão: Saint-Joseph. Mais uma dica de vinho para você continuar explorando, aprendendo e se inspirando. E eu quero saber: o que você está degustando hoje? Compartilhe com a gente usando a hashtag #MúsicaEVinho nas redes sociais.

30/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:28

PETIT RIMAURESQUE

Tá na hora de música e vinho na Centro America FM. Rios que inspiram vinhos. Já fiz uma série só de vinícolas que margeiam os rios como Reno, Douro, Pó, Rio Loar, Tejo, Mosel, Rio São Francisco e muitos pelo mundo. A maior importância dos rios é manter o equilíbrio de temperatura. Os rios são fonte de refrigeração e também de calor para os vinhedos. Esse equilíbrio é que traz estabilidade e qualidade aos vinhedos. Na Provence, sul da França, está o Domane-Rimuresque, em uma região conhecida como Riviera. Riviera é a região de rios. A região é bastante conhecida por produzir um dos melhores rosés do mundo. E eles conseguiram. Produciram com intensidade, sem perder a delicadeza dos rosés. Degustei o Petit Rimuresque elaborado com Cinzo, Grenache Noir e Sihá. Imonizei com a intensidade do som da guitarra de Bibi King, o rei do blues. Bibi King tem o mesmo equilíbrio entre intensidade e delicadeza. E o som da guitarra em uma nota só. Como disse Bibi King, posso fazer uma nota a valer por mil. Essa versatilidade é a marca principal dos rosés, que tem os aromas de tintos e o frescor dos vinhos brancos. Poderia perfeitamente harmonizar com o bobó de camarões bem apimentado. Tem o frescor do mar, a leveza do camarão e a intensidade dos temperos marcados de bobó. Aguenta até uma pimentinha. Mais um rosé para a sua lista do Mani Rimrusk. E você, está degustando o que? É só compartilhar conosco usando a hashtag musicvinho através das redes sociais.

29/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:42

PERSONALIZAÇÃO DE ADEGA

uma excelente manhã para você que me faz companhia aqui no Musica e Vinho. Na hora de planejar a sua adega personalizada, pequenas adegas prontas ou até um espaço adega em casa, é legal pensar em diferentes formatos de nichos. Uma adega fica bem mais adaptada se houver coméias para guardar os seus vinhos deitados. E se o tamanho das coméias respeitar e tiver as medidas para todos os formatos de garrafa, sejam borgoesas ou bordalesas, é legal ter gavetas para acessórios, uma bancada ou um aparador para abrir a garrafa, decantar um vinho. Você pode criar prateleiras para guardar alguns vinhos em pé, como garrafas de vinho do porto e espumantes, para decorar. Acho muito lindo expositores em que as garrafas ficam inclinadas e você pode expor seus rótulos mais tops e valorizar a sua adega. E se você tem alguns vinhos com estoque maior, se comprou caixa feta. Fechada, se tem hábito para servir em festas, é bom ter armários com espaços mais amplos na sua adega para guardar os vinhos na própria caixa. Se for caixa de madeira, já deixa à vista, caixas de madeira deixam a sua adega mais charmosa. E lembre-se que a temperatura da adega é de armazenamento para conservar a qualidade dos seus vinhos, mas você vai precisar ajustar a temperatura de serviço a cada vinho antes de beber. Espumantes brancos e rosés mais gelados, tintos mais leves refrescados e tintos mais encorpados entre 16 e 18 graus.

27/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:37

DECANTAÇÃO DE VINHO

O Música & Vinho é exclusivo da Centro América FM. Uma ótima manhã para você! Você provavelmente já viu sedimentos de vinho na taça — às vezes até em grande quantidade. Esses sedimentos são resultado do acúmulo e da solidificação de elementos naturais do vinho, como pigmentos de cor e taninos. Em alguns casos, eles podem apresentar um sabor levemente amargo, mas é importante destacar: não oferecem nenhum risco ao consumo. Podem ser desagradáveis na textura, sim, mas não indicam que o vinho esteja estragado. A forma mais comum de resolver isso é a decantação. O desafio é que nem sempre sabemos, antes de abrir, se o vinho possui sedimentos. Por isso, ao servir a primeira taça, observe com atenção. Se notar a presença deles, ainda dá tempo de decantar. O ideal é deixar a garrafa em pé por um tempo, permitindo que os sedimentos se depositem no fundo, evitando que se misturem novamente ao líquido. Outra opção é utilizar um filtro, como um coador próprio para vinhos. Vale lembrar que existem muitos vinhos naturais que não passam por processos de filtragem durante a elaboração. Nesses casos, os sedimentos têm um papel importante, inclusive na formação de aromas e sabores. Os sedimentos podem aparecer tanto em vinhos tintos quanto em vinhos brancos. Nos brancos, eles geralmente são a cristalização de ácidos, especialmente o ácido tartárico, o principal ácido do vinho. No fim das contas, a escolha é sua: Se você prefere vinhos naturais, com o mínimo de interferência, é preciso se acostumar com os sedimentos. Se não quer os “pedacinhos” no líquido, é só filtrar ou decantar.

26/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:43

NATAL

Uma excelente manhã de Natal pra você, cheia de símbolos e significados. A celebração do Natal é comemorada há 1.667 anos no dia 25 de dezembro. A data foi criada pela Igreja Católica no ano 350 pelo Papa Júlio I e depois virou feriado. São vários os símbolos que acompanham a festa de Natal. A árvore tem o formato triangular, simbolizando a Santíssima Trindade. O Papai Noel, que traz os presentes, foi inspirado em São Nicolás, um bispo do século 3. As velas e toda a iluminação significa Jesus, a luz do mundo. O vinho não está nesta lista, mas não pode faltar no Natal. E ele tem a função social de entrelaçar os relacionamentos e a amizade. É uma boa opção, inclusive, para o seu presente de Natal. Para a harmonização, a minha sugestão são os vinhos de médio corpo para conseguir harmonizar com a fartura de pratos à mesa e agradar a todos. Reserve meia garrafa por pessoa, mas tenha mais umas três garrafas por dia. No estoque se necessário. Os vinhos tintos como os douchetos, valpolicella e barbera são boas opções e pode ter também uma opção de vinho branco como a uva Sauvignon Blanc. A acidez desses vinhos vai bem com os pratos mais gordurosos e quitar um espumante moscatel para a sua sobremesa. Servido bem gelado ao final, ele limpa o paladar e adoça a sua boca com suavidade, frescor e aromas encantadores. Um feliz Natal a todos os ouvintes, obrigada pela sua companhia de sempre e lembre-se de manter a moderação.

25/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:31

VINHOS DA UVA SYRAH

O Música e Vinho é exclusivo da Centro América FM, e eu te espero em três edições de Segunda a Sábado. O Robin Hood dos vinhos, o fora da lei. Imagine só plantar e produzir vinhos da uva Cirá no Alentejo, região historicamente super tradicional, que fermentava seus vinhos em ânforas desde os tempos romanos. A região portuguesa é também terra das uvas tintas de brincadeira, aragonês e alicante boucher. Até que, em 1998, a vinícola corte de cima produziu o vinho incógnito. Fácil entender esse nome, porque o nome da uva não poderia aparecer. O vinho ganhou prêmios pelo Mundo, Top Ten Best Cirá em 2016. Medalha de ouro em 2016 pelos concursos Cirá do Monde e Mundus Vini. Além das pontuações com 92 por Robert Parker e 92 pela Wine Enthusiast. Frutos selecionados de vinha dos jovens, bem maduros e colhidos à mão. ​ O incógnito é 100% da uva cirrá e tem aromas bem complexos, de frutos negros como a meixa, notas de tostas, especiarias e terroso. É um vinho de taninos firmes e estruturado pela longa evolução pelos seus oito meses de carvalho francês. O fora da lei leva no rótulo ainda uma frase do famoso compositor Bob Dylan. Para viver à margem da lei, tem que ser honesto. E assim o incógnito escreveu no contrarrótulo sua verdadeira origem, 100% cirrá.

24/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:38

HOTEL DE VINHO

E nesta manhã eu quero a sua companhia para falar de música e vinho. Vai achando que hotel de vinho é coisa de França e Argentina. Olha só o que já temos aqui no Brasil. Em Santa Catarina, a vinícola Terra fica em bom retiro. A pousada Boutique tem belíssimas acomodações dentro da vinícola, com wine bar e programação nos vinhedos. No Rio Grande do Sul, em Bento Gossalves, a Casa Valduga tem cinco pousadas bem pequenas, dentro de um complexo turístico imenso. Cada uma das pousadas leva o nome de um vinho da vinícola. Pousada História, pousada Raízes, Identidade Leopoldina e pousada Gran, todas cercadas de parreirais. A pousada Teranholo é mais uma opção de hotel em vinícola com spa. Você vai se hospedar nas suites Chardonnay, Cabernet Suite, Cabernet Sauvignon, Marcelin, Cabernet Franck ou Merlot. Muito fofo o nome de cada suíte, homenageando as uvas. Da região. E o mais luxuoso e imponente, parece um castelo, cauda ali, filial dos hotéis, spa de vinho de Bordeaux, no meio do vale dos vinhedos e com tudo pensando nos xenófilos do mundo que viajam por causa do vinho, vinhedos e mais vinhos. É o spa do vinho. A vista é do alto de uma colina e o terraço tem um wine bar impecável. Salas de degustação, uma supercarta de vinhos no restaurante, você visita os vinhedos e na volta spa do vinho. E o Brasil tem muito mais hotéis de vinho. Você já visitou algum? Compartilhe conosco usando a hashtag música e vinho através das redes sociais.

23/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:42

SISTEMAS DE CONDUÇÃO DAS VIDEIRAS

E nessa manhã eu quero a sua companhia para falar sobre sistemas de condução das videiras. Há pouco tempo, citávamos apenas o sistema latada e espaldeira. Agora surgiram nomes como Guiyô, Gobelê, Colura e Lira. Cada método traz um benefício diferente às videiras. A videira na verdade é uma planta rasteira, e conduzir é guiar, mostrar o caminho que a planta vai se desenvolver. O sistema latada, ou conhecido também como pergolado, é o que traz maior rendimento. O nome já diz, forma realmente um pergolado. Os cachos pendem para baixo e ficam encobertos do sol pelas folhas. Em regiões extremamente quentes é até bom para proteger os cachos do sol forte. Mas em regiões úmidas, por exemplo, isso pode atrapalhar o amadurecimento dos frutos. O sistema espaldeira é plantado na vertical, tipo uma cerca, e os cachos ficam expostos. Livre do acúmulo de umidade e permite o total amadurecimento, é o mais usado em todo o mundo. Tem um sistema que as videiras se apoiam em árvores, crescem muito, mas produzem pouco. Na Espanha é comum o sistema gobelet ou vaso. Nesse caso, as videiras se apoiam por estacas por uns 10 anos, até estarem com os caules bem grossos e poderem se sustentar sozinhas. Rende pouco também. O sistema em lira é formado por duas cortinas verticais. A videira se abre no alto e tem ainda o sistema colura. A videira permanece rasteira e é enrolada formando um ninho. Esse é bem interessante. As raízes são profundas, o método é usado na Grécia, uma região de chuvas escassas, o que força as plantas a buscarem água profundamente no solo. Como as raízes são profundas, em certo momento os nutrientes, Não alcançam os frutos. Daí, a cada 80 anos, a videira é podada rente ao solo. Isso pode acontecer até cinco vezes. Por isso, em Santorini, há videiras com raízes de aproximadamente 400 anos. É muita história nesse mundo do vinho.

22/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 2:19

LIVRO SOBRE VINHOS

É sempre bom ter a sua companhia. Uma ótima manhã pra você. Além de vinho, tem um combustível que me estimula diariamente: a leitura. Pesquisas como das universidades de Toronto, no Canadá, Suxis, na Inglaterra, Stanford, nos Estados Unidos, e a New School de Nova York mostram vários benefícios da leitura. Além do entretenimento e relaxamento, a leitura nos ensina a ser mais humano, fortalece a criatividade, diminui o estresse, estimula as diferentes partes do cérebro, preserva as habilidades mentais e, mais que saúde, a leitura traz bem-estar. Eu gosto de ler com uma taça de vinho ao lado. Há muito tempo não encontrava um livro de vinhos tão interessante, que fosse atual e com explicações claras e acessíveis. O livro Winefolie é o meu novo companheiro. Traz gráficos, as uvas mais cultivadas, a diferença entre Cabernet Sauvignon e Pinot Noir, ensina sobre harmonizações e como degustar. Apresenta também mapas de regiões, vinícolas e suas histórias, e muitas imagens para ilustrar o mundo do vinho. Além do livro, você pode acessar o site WineFolly, que é coordenado pela sommelier Madeleine Pouquet. O portal tem sede em Seattle e trata os assuntos simples e os complexos de maneira didática, com muitas imagens e conteúdos totalmente atualizados. Se me permitem, essa é uma boa dica. Livro e site WineFolly, uma boa leitura para você.

20/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:28

VALE DO COLCHAGUA

Música e Vinho Centro América FM, uma ótima manhã para você. A região do Vale do Coutchagua já foi eleita, em 2003, como a melhor região vinícola do mundo pela wine enthusiast, e nessa região se estabeleceu a vinha bisqueira, a pioneira do Vale do Coutchagua desde 1980, com vinhas plantadas desde 1965. A vinha ganhou destaque em 2002, quando o La Roya Merlot da Safra de 2000 foi nomeado o melhor merlot do mundo durante a International Wine Challenge, em Londres, e em 2014, quando a revista Wine Spectator incluiu o La Roya Serrada Safra de 2012 na lista dos 100 melhores vinhos do mundo. Como uma apaixonada por Sauvignon Blanc, degustei o La Roya Gran Reserva Sauvignon Blanc, que tem um diferencial na colheita. A uva é colhida em duas fases, com diferença de 10 dias entre a primeira e a segunda colheita, e isso faz uma grande diferença. Diferença. Uvas quanto mais maduras, maior o grau de doçura. O vinho é brilhante, com uma suavidade em boca, como uma mousse. Delicados aromas de frutas doces, além dos herbáceos, como pimenta verde e aspargos. Um vinho bastante persistente e de final elegante. Perfeito para peixes, cevites, queijos frescos ou até uma massa com recheio de búfala e ervas frescas. Um vinho com colher, tem duas fases, é o primeiro que eu degustei. E assim, vamos buscando novidades e tendências no mundo do vinho. E você, está degustando o quê? Eu quero saber a sua degustação. Novos vinhos, novas formas de se elaborar, novos países, regiões e também uvas. É só compartilhar conosco usando a #Musica&Vinho através das redes sociais.

19/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:47

ATLANTE TXAKOLI DE ÁLAVA

E só na Centro América FM você tem música e vinho. Já ouviu falar em Tchacolí? Nem eu! Até que outro dia degustei o Atlante Tchacolí de Alava, um vinho espanhol da região do País Basco, que fica bem ao norte da Espanha, quase divisa com a França. Esse estilo de vinho já foi quase esquecido. Era um vinho caseiro até a década de 80 e só em 1989 recebeu a primeira denominação de origem, melhorando assim a sua qualidade e a disseminação do nome Tchacolí pelo mundo. Os vinhos Tchacolí são cultivados nas regiões Atlânticas, no País Basco, região de muita chuva e temperaturas bem frias. São três as denominações de Tchacolí. Tchacolí de Getária, nome da cidade que faz vinhos de um amarelo pálido, as verdeado, e foi a primeira certificação de Tchacolí. Em seguida, os Tchacolí de Biscaia, que receberam a denominação de origem em 1994. O teacolí de álava, em 2001. Com vinhos de cor amarelo intenso, muita acidez, um metálico na boca e pode ser levemente espumante. A principal uva é a rondarabzúria ou rondaribzúria. O Atlantis de Álava é um vinho de aromas e sabor bem diferente, com características únicas e marcantes. A proximidade do mar traz um aroma de sal, peixes marinhos, não tem o cheiro de decomposição do peixe, que é extremamente desagradável, mas o cheiro suave de peixes frescos. Você também descobriu algum vinho diferente? Talvez degustando com mariscos, anchovas, sardinhas, fique bom, mas sozinho não é um dos meus preferidos. Bom só para saber que existe o tal teacolí e se não agrada o meu estilo, já sei que não vou errar na compra. É assim que você deve entender os estilos de vinhos diferentes que você encontra pelas suas degustações. Qual estilo te agrada mais e qual estilo não te agrada.

18/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 2:03

VINHEDOS E VINÍCOLAS PELO MUNDO

E uma ótima manhã para você; vamos juntos em mais uma edição do Música e Vinho. Sabe que, nos últimos anos, eu percebi que o vinho fez muita gente repensar as viagens e incluir os vinhedos e vinícolas no roteiro. Se você é um apaixonado por vinhos como eu, consegue pensar em visitar a Argentina sem visitar uma vinícola? Se você está começando no mundo do vinho, talvez reserve um dia de passeio às vinícolas. Se já foi totalmente fisgado pelos taninos, acidez e pelagens, vai querer se hospedar nas vinícolas. Na Argentina, você pode ficar em Mendoza, que tem mais de 1.200 vinícolas. No Chile, é melhor hospedar-se na capital Santiago e sair cada dia para um vale que fica a mais ou menos uma hora e meia da cidade. Em Portugal, a melhor opção é a região do Douro, que, por ser patrimônio da humanidade, tem a melhor estrutura turística do país. Na Itália, é difícil escolher, porque o país todo é repleto de vinícolas preparadas ao enoturismo. Defina uma região e explore tudo. No Brasil, o Vale dos Vinhedos já tem programação o ano todo, de cursos, visitas, degustações, jantares harmonizados, piqueniques, jazz e vinho, e muita animação para os turistas. Na Espanha, a principal região é a Rioja, com mais de 2.500 vinícolas, com inúmeras celebrações ao longo do ano. E ainda a Califórnia, nos Estados Unidos; melhor ficar em São Francisco, que fica a uns 100 km da região de Napa Valley. Já a França merece um mústico e vinho só para explorar o país todo, atrás de uvas e vinhos.

17/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:40

VINHO CORTE FRANQUE

Centro América FM, música e vinho e uma ótima manhã para você. E eu quero saber: o vinho te inspira a quê? Vamos nos inspirar nesta manhã. A vida entre borbulhas não é só champanhe. É claro que os mais respeitados estão guardados ao norte da França. São as famosas casas de champanhe. Mas o norte da Itália também tem seu charme. Elaboram os excelentes espumantes do tipo Frantiacorta, na região da Lombardia, pelo mesmo método tradicional de champanhe. A denominação de origem Frantiacorta foi oficializada em 1995. E as uvas cultivadas são as brancas Chardonnay, Pinot Noir e a tinta Pinot Noir, conhecida como Pinot Nero na Itália. A semelhança com o champanhe começa pelas uvas Chardonnay, Pinot Noir, o método de elaboração, em que a segunda fermentação é dentro da garrafa, e o terroir, que é bem mineral. São três as classificações de espumantes no estilo Franciacorta. O tradicional, que utiliza Chardonnay e Pinot Noir e envelhece 18 meses. O Franciacorta Satin, que só usa uvas brancas, a Pinot Blanc. E o Franciacorta Rosé, que usa 25% de Pinot Noir para dar coloração e 75% mesculando as uvas brancas Chardonnay e Pinot Blanc. A origem do nome vem do italiano corte franque, que significa a corte isenta de tributos. Os monges beneditinos que produziam os vinhos nessa região eram isentos de impostos. Bem que os padres poderiam voltar a produzir, pedir isenção de impostos e vender vinhos corte franque. Que sonho, mas isso está bem longe da nossa realidade. O jeito é pesquisar, aproveitar as promoções. E por que não formar as suas confrarias para compartilhar bons vinhos? E voilà, vamos aproveitando.

16/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:59