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SISTEMAS DE CONDUÇÃO DAS VIDEIRAS

22/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 2:19

Notas do Episódio

E nessa manhã eu quero a sua companhia para falar sobre sistemas de condução das videiras. Há pouco tempo, citávamos apenas o sistema latada e espaldeira. Agora surgiram nomes como Guiyô, Gobelê, Colura e Lira. Cada método traz um benefício diferente às videiras. A videira na verdade é uma planta rasteira, e conduzir é guiar, mostrar o caminho que a planta vai se desenvolver. O sistema latada, ou conhecido também como pergolado, é o que traz maior rendimento. O nome já diz, forma realmente um pergolado. Os cachos pendem para baixo e ficam encobertos do sol pelas folhas. Em regiões extremamente quentes é até bom para proteger os cachos do sol forte. Mas em regiões úmidas, por exemplo, isso pode atrapalhar o amadurecimento dos frutos. O sistema espaldeira é plantado na vertical, tipo uma cerca, e os cachos ficam expostos. Livre do acúmulo de umidade e permite o total amadurecimento, é o mais usado em todo o mundo. Tem um sistema que as videiras se apoiam em árvores, crescem muito, mas produzem pouco. Na Espanha é comum o sistema gobelet ou vaso. Nesse caso, as videiras se apoiam por estacas por uns 10 anos, até estarem com os caules bem grossos e poderem se sustentar sozinhas. Rende pouco também. O sistema em lira é formado por duas cortinas verticais. A videira se abre no alto e tem ainda o sistema colura. A videira permanece rasteira e é enrolada formando um ninho. Esse é bem interessante. As raízes são profundas, o método é usado na Grécia, uma região de chuvas escassas, o que força as plantas a buscarem água profundamente no solo. Como as raízes são profundas, em certo momento os nutrientes, Não alcançam os frutos. Daí, a cada 80 anos, a videira é podada rente ao solo. Isso pode acontecer até cinco vezes. Por isso, em Santorini, há videiras com raízes de aproximadamente 400 anos. É muita história nesse mundo do vinho.