Cerveja pra Descontrair | Morena FM - Easy | Cadena

Episódios

CERVEJA PUMPKIN SOUR

Está começando mais um Cerveja para Descontrair. Nesta semana, nós vamos falar de estilos de cerveja que têm adições de ingredientes exóticos. Vamos iniciar falando sobre Pumpkin, que não é uma invenção atual, mas uma cerveja bem tradicional, já feita desde meados de 1801. Ela se destacava ao lado das Bitters e das Porters. O que é interessante é que a abóbora, uma planta nativa dos Estados Unidos e rica em açúcar, acabou substituindo o malte, que estava em falta na época. Não era tão fácil adquirir bons maltes, e ela entrou no hall de matérias-primas que poderiam produzir cerveja. Hoje em dia, as Pumpkin estão muito ligadas às festas de Halloween. Normalmente, as cervejarias preparam suas cervejas ali no final de julho e início de agosto para serem lançadas em outubro, e isso se tornou uma tradição tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. É muito comum, nesse período, encontrar cervejas com diversas bases. Você tem Pumpkins normalmente com bases de Golden Ales; você tem, hoje, Pumpkin Sour, cervejas com abóbora e notas ácidas; e você tem até American IPA com abóbora, aquela cerveja um pouco mais lupulada, um pouquinho mais amarga, com um toque final diferenciado. São várias opções, bem exóticas. Não são tão tradicionais, não são sabores comuns que nós encontramos em cervejas, mas são muito interessantes. E aí, gostou do nosso programa? Hoje nós vamos ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência e você já sabe: cerveja é para descontrair com moderação e responsabilidade.

19/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:39

BELGIAN SAISONS

Está começando mais um Cerveja para Descontrair, e hoje nós vamos falar de um estilo clássico: as Belgian Saisons. As Saisons são cervejas denominadas de farmhouse, porque eram produzidas nas fazendas dos colonos belgas. Por serem feitas com a assepsia limitada dos equipamentos, era muito comum a contaminação desses equipamentos com algumas bactérias lácticas e alguns tipos de fungos, que traziam notas típicas de fazenda para a cerveja. Era muito comum encontrar notas de estábulo, couro, caprílicas e cítricas, características presentes no ambiente das fazendas. As cervejas ficavam extremamente complexas, e não tem como definir um padrão específico para as Saisons, porque isso depende muito do tipo de contaminante que atuava ou mesmo da intenção do produtor, que podia buscar uma nota um pouco mais frutada ou uma nota mais maltada. Por isso, existem várias vertentes. Em comum, você encontra algumas características: são cervejas sempre muito secas, com graduação alcoólica geralmente entre 6% e 8,5%, além de muitas notas de fermentação, notas frutadas e características que remetem a fenólicos e ésteres. Na verdade, a Saison é sempre uma grande complexidade e uma grande surpresa ao abrir uma garrafa, porque depende muito da proposta de quem está produzindo. O que nós sabemos é que é uma cerveja fantástica e indispensável para quem quer conhecer a escola belga. E aí, gostou do nosso programa de hoje? Nós vamos ficando por aqui. Agradeço a sua audiência e você já sabe: cerveja é para descontrair, com moderação e responsabilidade.

18/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:51

CARACTERISTICAS DE UMA CERVEJA SAISON

Está começando mais um Cerveja para Descontrair. Hoje vamos apresentar as características sensoriais de uma saison. Assim como os ingleses e os fazendeiros belgas observaram que o álcool e o lúpulo proporcionavam à cerveja uma maior estabilidade, as primeiras saisons eram cervejas que tinham graduação alcoólica entre 6,5% e 9%. Elas também possuíam um toque refrescante do lúpulo, uma acidez evidente e um corpo levemente maltado. Mas o que mais chamava a atenção dessas cervejas eram as notas provenientes do processo de fermentação e as chamadas notas animalísticas, aquelas notas que remetem à umidade, bolor, couro e estábulo. Lembrando que essas cervejas eram produzidas em fazendas, e essas notas eram muito comuns no ambiente em que elas eram produzidas. Como a gente já disse, não havia uma grande preocupação em dar a essas cervejas um padrão de sabor. Assim, a variação de uma saison para a outra era muito grande. Você podia pegar uma saison mais cítrica, um pouco mais ácida, outra com uma nota mais animalística. Era muito comum, no início da produção dessas cervejas. E hoje nós vamos ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência e você já sabe: cerveja é para descontrair com moderação e responsabilidade.

16/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:26

CERVEJA LAMBIC

Está começando mais um Cerveja para Descontrair. Nessa semana, nós estamos falando das cervejas maturadas em barris e cervejas de guarda. Hoje, mais três estilos. Começando pela Lambique, que é um estilo clássico, um dos estilos mais clássicos de cervejas da Bélgica. Essa cerveja já possui um processo de maturação prolongada. Normalmente, a gente tem Lambiques de um, dois ou três anos de maturação e, quando elas vão para a garrafa, também ganham muita complexidade. Normalmente, você tem ali leveduras que ainda fazem o trabalho de fermentação na garrafa e ganham complexidade de sabor e aromas. Então, Lambiques mais jovens têm menos complexidade; são cervejas que ainda chamamos de verdes. Já aquelas cervejas com dois, três, quatro ou cinco anos de garrafa ficam mais intensas e mais complexas. As English Old Ales também têm essa mesma característica. São cervejas que, quando envasadas, ainda consideramos não ter um acabamento perfeito e, com o passar do tempo, vão ganhando complexidade. É por isso que as validades, tanto de uma Lambique como de uma English Old Ale, normalmente são de quatro, cinco e até dez anos. Outro estilo clássico que evolui muito bem na garrafa são as Doppelbocks. São cervejas maltadas, que têm notas intensas de banana madura, uva-passa e ameixa, e ganham muita complexidade com o passar do tempo. As notas alcoólicas vão ficando mais evidentes e o corpo vai ficando até um pouco mais intenso em termos de sabor. E aí, gostou da nossa dica de hoje? Nós vamos ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência e você já sabe: cerveja é para descontrair com moderação e responsabilidade.

15/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:46

CERVEJA DUNKEL

Tudo bem? Está começando mais um Cerveja para Descontrair, o nosso bate-papo semanal sobre cervejas e o mundo cervejeiro. Estamos fazendo uma viagem para o sul da Alemanha, na Baviera, com toda sua cultura e riqueza. Hoje, a gente vai falar da Dunkle, uma cerveja escura tradicional da Baviera. Mas calma, escura não significa pesado. A Dunkle é uma cerveja suave, com notas de pão, caramelo e leve tostado. Ela é equilibrada, fácil de beber e surpreende quem acha que cerveja escura é sempre cerveja forte. Uma curiosidade: durante muito tempo, antes da popularização das cervejas claras, esse era o tipo mais consumido na Alemanha. Essa questão de cerveja clara foi depois do surgimento da cerveja Pilsen, na República Tcheca. São cervejas que acompanham muito bem o nosso tradicional churrasco. Uma boa pedida é uma Monique Dunkle e uma carne bem gordurosa. Gostou do nosso programa de hoje? Nós vamos ficando por aqui e você já sabe: cerveja é para descontrair, com moderação e responsabilidade.

12/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:21

FUNÇÃO DO BEER SOMMELIER

Está começando mais um Cerveja para Descontrair. Hoje vamos falar de um aspecto muito importante na função que o beer sommelier desenvolve: a análise sensorial das cervejas e o desenvolvimento de novos produtos. É muito importante para uma cervejaria ter em seu quadro um beer sommelier, porque, ao analisar sensorialmente as cervejas, ele pode identificar falhas no processo de produção. Quando pensamos no mestre cervejeiro, ele está muito ligado à produção das cervejas, analisando a parte de maquinários e insumos. Já o beer sommelier tem o papel de fazer a análise da cerveja pronta e, ali, consegue identificar aromas e sabores indesejados, além de verificar se a cerveja está dentro do padrão proposto, inclusive pelo mestre cervejeiro. Esse papel é importante porque ajuda a desenvolver a qualidade das cervejas. Muitas cervejas, ao nascerem, não estão prontas, não apresentam ainda o acabamento perfeito. O beer sommelier, por meio da sua análise sensorial, vai auxiliando nesse desenvolvimento, trazendo correções, seja nos aspectos de sabor e aroma, inclusive até de coloração e graduação alcoólica. Essa análise é extremamente importante para o desenvolvimento de novas receitas dentro de uma cervejaria. Amanhã vamos falar um pouquinho sobre o papel do beer sommelier na construção de cartas de cerveja. Hoje nós vamos ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência e você já sabe: cerveja é para descontrair, com moderação e responsabilidade.

11/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:36

CERVEJAS COM ADIÇÃO DE MEL

Hoje é dia de falar de uma categoria muito tradicional no mercado cervejeiro, que são as Honey Ale ou Honey Lager. São cervejas com adições de mel. Na Inglaterra, é muito tradicional os cervejeiros utilizarem mel na composição, até para dar um pouco mais de consistência e um pouco mais de açúcar. Mas a gente tem categorias específicas hoje em campeonatos, ou seja, mesmo em guias de classificação para cervejas com adição de mel. Normalmente, o mel pode se tornar o sabor principal, ser a principal marca de sabor da cerveja, ou pode até acompanhar, sendo uma nota suave e equilibrada, simplesmente para dar um toque um pouco mais adocicado em contrabalanço ao lúpulo. Por isso, a classificação do guia de estilo permite que você use bases de cervejas diferentes também, e você tem uma amplitude de classificação muito grande. Então, você pode ter uma graduação alcoólica que vai de 2% a 9,5%. Na intensidade de amargor, você pode ter um amargor bem leve ou um amargor intenso, com uma base de mel para contrabalancear. É muito comum hoje, nos Estados Unidos, todas as cervejarias terem uma cerveja com base de mel. No Brasil, ainda temos poucos rótulos no mercado e, infelizmente, acabamos não tendo a possibilidade de degustar mais rótulos de cerveja com adição de mel. Gostou do nosso programa de hoje? Nós vamos ficando por aqui, e eu agradeço a sua audiência. E você já sabe: cerveja é para descontrair, com moderação e responsabilidade.

10/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:40

DIFERENÇA ENTRE PILSEN TRADICIONAL E A PILSEN GERMAN

Hoje vou tirar uma dúvida que muitas pessoas me perguntam sobre qual é a diferença entre a Pilsen tradicional e a German Pilsen. Você que degusta uma cerveja Pilsen tradicional percebe que a cerveja tem um toque maltado, ela não tem tanto amargor, possui um corpo leve e as notas de cereais são mais intensas. Essa é a característica principal do que nós chamamos de Pilsen tradicional brasileira. Ela tem baixo amargor e baixa percepção de lúpulo. Já a cerveja do estilo German Pilsen tem como característica principal a nota herbal do lúpulo, um amargor que traz uma característica até de refrescância. Isso é muito comum nesse tipo de cerveja. A principal diferença entre elas é justamente essa percepção dos aromas e sabores lupulados. Na Pilsen tradicional, você tem praticamente a inexistência desse tipo de aroma e sabor. Já na German Pils, você tem como característica principal da cerveja esse amargor. Em termos de corpo e de graduação alcoólica, elas são muito semelhantes. Normalmente, variam um pouquinho, cerca de 0,2% a mais para a German Pils. Em termos de coloração, também são bem parecidas. E aí, gostou do nosso programa de hoje? Nós vamos ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência e você já sabe: cerveja é para descontrair com moderação e muita responsabilidade.

05/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:31

FUNÇÃO DO BIER SOMMELIER

Hoje vamos falar de um aspecto muito importante na função que o bier sommelier desenvolve, que é a análise sensorial das cervejas e o desenvolvimento de novos produtos. É muito importante para uma cervejaria ter no seu quadro um bier sommelier, porque, ao analisar sensorialmente as cervejas, ele pode identificar falhas no processo de produção. Quando a gente pensa no mestre cervejeiro, ele está muito ligado à produção das cervejas, analisando a parte de maquinários e insumos. O bier sommelier tem o papel de fazer a análise dessa cerveja pronta e, ali, ele consegue identificar aromas e sabores indesejados e, também, verificar se a cerveja está dentro do padrão proposto, inclusive pelo mestre cervejeiro. É importante esse papel porque ele ajuda a desenvolver a qualidade das cervejas. Muitas cervejas, ao nascer, não estão ali prontas, não estão ali com o acabamento perfeito, e o Beer Sommelier, através da sua análise sensorial, vai ajudando nesse desenvolvimento, trazendo correções, seja nos aspectos de sabores e aromas, inclusive até de coloração e de graduação alcoólica. Essa análise é extremamente importante para o desenvolvimento de novas receitas dentro de uma cervejaria. Amanhã vamos falar um pouquinho do papel do Beer Sommelier na construção de cartas de cerveja. Hoje nós vamos ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência e você já sabe: cerveja é para descontrair com moderação e responsabilidade.

04/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:36

CIDADES CERVEJEIRAS

Olá para você, que é fã do Cerveja para Descontrair! Está começando mais um programa. O assunto desta semana é: Cidades Cervejeiras. Vamos falar de uma cidade muito importante no mundo da cerveja: Londres, na Inglaterra. Essa cidade é extremamente tradicional, seja por sua cultura de pubs, seja por suas cervejas, seja por movimentos como a Campaign for Real Ale. Enfim, existe toda uma cultura cervejeira em Londres e uma história por trás dessa cidade, que foi extremamente importante na construção de uma identidade cervejeira na Europa. De Londres surgiram vários estilos, diversos tipos de cerveja e, principalmente, marcas que dominaram não só a Europa, mas também boa parte dos Estados Unidos, além de exercerem grande influência aqui no Brasil. Londres se tornou um importante centro de produção cervejeira, principalmente por causa de sua região portuária, onde muitas pessoas consumiam cerveja. Era uma bebida bastante popular, consumida especialmente por trabalhadores que exerciam atividades braçais e fisicamente exigentes. Nessas circunstâncias, a cerveja era sempre uma boa companheira. Hoje nós vamos ficando por aqui, e você já sabe: cerveja é para descontrair, com moderação e responsabilidade.

03/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:39

DERRUBANDO OS MITOS CERVEJEIROS

Olá para você, que é fã do Cerveja para Descontrair! Está começando mais um programa. O assunto desta semana é: derrubando mitos cervejeiros. Já falamos aqui sobre a questão do milho, falamos também sobre a questão da cor da cerveja e, hoje, é dia de derrubar um mito muito importante: chope bom é chope sem colarinho. Essa questão do colarinho sempre gera discussão. Há aqueles que o defendem cegamente e aqueles que o detestam. Então, vamos lá. É importante que a cerveja tenha um pouco de colarinho. Isso porque ele forma uma camada de proteção, evitando que ocorra uma troca gasosa muito rápida e reduzindo a oxidação da cerveja naquele momento. Além disso, por meio do colarinho, você consegue perceber melhor aromas e sabores. É óbvio que não precisa ser aquele colarinho exagerado. A gente costuma falar em um colarinho de quatro dedos, em que metade do chope é espuma. Mas um colarinho de cerca de dois dedos já é suficiente. Ele fica bonito, traz uma percepção mais cremosa para a cerveja e contribui para uma experiência mais agradável. Portanto, além de ajudar na manutenção da qualidade da cerveja, o colarinho também é um importante transmissor de aromas e sabores e ainda valoriza o aspecto visual da bebida. E aí, gostou do nosso programa de hoje? Nós vamos ficando por aqui e você já sabe: cerveja é para descontrair, com moderação e responsabilidade.

02/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:44

CASA DE FAZENDA

Está começando mais um "Cerveja para Descontrair". As farmhouse ales agrupam dois estilos de cerveja: um tradicionalmente belga, chamado Saison, e outro de origem francesa, a Bière de Garde. A denominação farmhouse, que em uma tradução livre significa "casa de fazenda", explica um pouco a origem dessas cervejas, que foram produzidas inicialmente nas fazendas da região da Valônia, na Bélgica. As primeiras cervejas eram produzidas de uma maneira bastante rústica, em um modo de produção no qual não havia grande preocupação com questões técnicas ou mesmo sanitárias. Assim como a maioria dos produtos produzidos nas fazendas antigamente, o objetivo era apenas atender às necessidades dos moradores. No próximo programa, vamos ver como essas cervejas se desenvolveram. Hoje nós vamos ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência e você já sabe: cerveja é para descontrair, com moderação e responsabilidade.

01/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:10

CERVEJAS MATURADAS EM BARRIS

Está começando mais um Cerveja para Descontrair nessa semana. Nós estamos falando das cervejas maturadas em barris e cervejas de guarda. Hoje, mais três estilos, começando pela Lambique, que é um estilo clássico, dos estilos mais clássicos de cervejas da Bélgica. Essa cerveja já possui um processo de maturação prolongada. Normalmente, a gente tem Lambique de um, dois, três anos de maturação e, quando elas vão para garrafa, também ganham muita complexidade. Normalmente, você tem ali leveduras ainda que fazem o trabalho de fermentação na garrafa e ganham complexidade, sabor e aromas. Então, Lambiques que são mais jovens têm menos complexidade, são cervejas ainda, nós chamamos de verdes. E aquelas cervejas de dois, três, quatro, cinco anos de garrafa ficam mais intensas e mais complexas. As English Old Ales também têm essa mesma característica. São cervejas que, quando envasadas, são cervejas ainda que a gente considera uma cerveja ainda não com o acabamento perfeito e, com o passar do tempo, elas vão ganhando complexidade. Por isso que as validades tanto de uma Lambique como uma English Old Ale normalmente são de quatro, cinco e até dez anos. Outro estilo clássico que evolui muito bem na garrafa são as Doppelbocks. São cervejas maltadas que têm notas intensas de banana madura, fruta, de uva-passa, de ameixa e ganham muita complexidade com o passar do tempo. As notas alcoólicas vão ficando mais evidentes e o corpo vai ficando até um pouco mais intenso em termos de sabor. E aí, gostou da nossa dica de hoje? Nós vamos ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência e você já sabe: cerveja é para descontrair com moderação e responsabilidade.

29/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:46

CERVEJAS DE GUARDA

Está começando mais um Cerveja para Descontrair e, nessa semana, nós vamos falar sobre cervejas de guarda e cervejas maturadas em barris. Você sabia que alguns estilos de cerveja evoluem, seja por uma maior maturação dentro de barris e nas próprias garrafas? Tanto a maturação no barril, ou mesmo a maturação na garrafa, têm como principal objetivo trazer mais complexidade e sabor para cerveja. Hoje, nós vamos dar algumas dicas para você que quer armazenar sua cerveja em casa, para que ela possa ganhar não só complexidade, mas também ficar livre de alguns problemas que podem acontecer na hora que a gente está armazenando as nossas cervejas. Uma dica fundamental: sempre procurar um lugar fresco. As altas temperaturas, principalmente da nossa cidade, podem acelerar o processo de envelhecimento da cerveja. Em alguns casos, se a cerveja foi exposta a muito calor, ela perderá boa parte da sua qualidade sensorial. Evite todo tipo de exposição de luz. A incidência de luz produz alguns chamados off flavors nas cervejas, que são aromas e sabores indesejados. Cervejas mais alcoólicas tendem a envelhecer melhor, então, quando você for fazer a sua seleção de cervejas, você tem que levar isso em consideração. Cervejas de baixa graduação alcoólica não servem para esse processo de armazenamento. E sempre guardar as cervejas em pé. Isso porque muitos estilos podem ser tampados com tampas metálicas e, assim, o contato do líquido com a tampa pode provocar um desgaste da mesma. E muitas cervejas são filtradas; quando você coloca elas deitadas, elas podem provocar o acúmulo de sedimentos no gargalo da cerveja, dificultando depois, na hora que você for abrir e servir. Vai ficar um serviço um pouco complicado. Hoje, nós vamos ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência e você já sabe: cerveja é para descontrair com moderação e responsabilidade.

28/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:58

MITOS CERVEJEIROS

Está começando mais um “Cerveja para Descontrair”. Essa semana estamos falando sobre os mitos cervejeiros. Falamos sobre a água, sobre temperatura de serviço, sobre a questão do lúpulo e as cervejas escuras. Hoje nós vamos falar de um grande mito, que é aquele que você já deve ter ouvido alguém dizer assim: “Olha, você só pode beber o mesmo rótulo a noite inteira. Não dá para ficar mudando de cerveja, porque senão você vai passar mal, vai ter dor de cabeça.” E isso é uma grande mentira. Na verdade, as grandes cervejarias foram criando esses mitos justamente para você se fidelizar à marca. Ou seja: se você bebe a marca A, você não pode beber nem um pouquinho da marca B, senão vai dar problema. E isso realmente não existe. Dentro do segmento das artesanais, é uma grande característica, inclusive, a troca de rótulos. Você começar com cervejas um pouco mais suaves, subindo para cervejas mais encorpadas, cervejas mais intensas, cervejas frutadas... enfim, fazer uma grande escadinha de sabores, preparando seu paladar, inclusive, para essas variações. A troca de rótulos, a troca de estilos, é muito comum dentro do segmento, e isso potencializa os sabores da cerveja. Então, quando você ouvir alguém dizendo assim: “Olha, não bebe cerveja diferente porque senão você vai passar mal”, fala para ela que ela está sendo enganada pelas grandes cervejarias. E aí, gostou do nosso programa de hoje? Nós vamos ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência e você já sabe: cerveja é para descontrair, com moderação e responsabilidade.

27/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:41

CERVEJAS LAMBICS E GUEUZES

Está começando mais um “Cerveja para Descontrair” e, hoje, nós vamos falar de uma cerveja muito exótica: as cervejas de fermentação espontânea, as Lambics e Gueuzes. Na verdade, essas cervejas têm um processo bem diferente de produção da cerveja tradicional. Normalmente, elas recebem leveduras no primeiro estágio de produção, são fermentadas em tanques abertos e, posteriormente, passam para outro processo de fermentação, chamado fermentação espontânea, onde não é adicionado nenhum tipo de levedura. O ar contém fungos e bactérias que fazem esse processo de fermentação natural. Isso só é possível na Bélgica, em função de uma combinação de fatores. Na Bélgica, existem muitos pomares de cerejas e maçãs, e eles atraem muitas leveduras que as próprias cervejarias podem utilizar. Então, é comum esse tipo de cerveja por lá. Algumas cervejarias produzem Lambics e Gueuzes há praticamente 200 ou 300 anos. E essas cervejas têm uma fermentação, como a gente disse, muito prolongada. Normalmente, uma Gueuze é um blend de Lambics de 1, 2 ou 3 anos de fermentação. Isso mesmo: uma cerveja pode ficar até 3 anos em processo de fermentação. As características principais dessas cervejas são as notas ácidas, cítricas e vinificadas. Normalmente, utiliza-se algum tipo de fruta típica das regiões da Bélgica, como cereja e framboesa, para trazer um pouco mais de equilíbrio a essas cervejas. São garrafas que normalmente têm um custo um pouco maior no mercado, mas são cervejas extremamente complexas e vale muito a pena degustá-las, porque é uma experiência sensorial. E aí, gostou do nosso programa de hoje? Vamos ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência e você já sabe: beba para descontrair, com moderação e responsabilidade.

26/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:03

MUNICH HELLES

Hoje o nosso assunto é sobre cerveja do estilo Munich Helles. Esse estilo foi criado na cidade de Munique pela cervejaria Spaten em 1894. Se você já teve a oportunidade de ir à cidade de Munique, provavelmente já degustou, porque lá existem os famosos beer gardens, com a Maß, inclusive, que é o grande símbolo da produção de cerveja de Munich Helles. “Helles”, em alemão, significa “claro”, e essa foi uma resposta ao sucesso das cervejas Pilsen, que foram produzidas na República Tcheca por volta de 1893. As Helles têm como principal característica o sabor de cereal, uma nota bem intensa de cereais, com leve presença de aromas de lúpulo que, normalmente na Alemanha, têm um perfil um pouco floral, lembrando grama e essa nota de campo. Na Alemanha, é muito comum consumir a cerveja do estilo Helles no café da manhã, junto com um bom pretzel e salsichas. A principal produção de Helles na Alemanha é da cervejaria Hofbräu, famosa, como eu disse, pelos beer gardens e pelas várias garçonetes servindo aquelas canecas de um litro de cerveja, muito comum principalmente na época da Oktoberfest. Gostou do nosso programa de hoje? Nós vamos ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência e no próximo programa nós vamos falar da cerveja do estilo Kölsch. E lembre-se: cerveja é para descontrair, mas deve ser bebida com consciência.

25/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:41

MALTE DE CEVADA

Falamos ontem sobre a água, sobre todo o seu aspecto e a importância que ela tem na produção, mas hoje, que já não é um grande diferencial de qualidade, nós vamos falar sobre o malte de cevada. O malte de cevada tem como principal finalidade fornecer os açúcares para o processo de fermentação alcoólica. A partir desses açúcares, o fermento converte o amido em álcool e CO₂. Ele também é importante na estrutura de sabor da cerveja, sendo responsável pelo que normalmente chamamos de parte doce da cerveja. Mas não só de sabores adocicados vive o malte de cevada: ele também pode trazer notas defumadas, tostadas e carameladas. Outra contribuição importante do malte é a coloração da cerveja. Quando você tem essas diversas cores, é uma combinação dos diversos tipos de malte, das diversas tonalidades de maltes que estão presentes na produção da cerveja. Um mito que se deve combater é que toda cerveja “puro malte” ou cerveja 100% malte de cevada será uma boa cerveja. Isso não é determinante. O fato de você usar somente maltes de cevada não significa que a sua cerveja será boa ou que terá uma produção com qualidade superior às demais. E aí, gostou do nosso programa de hoje? Nós vamos ficando por aqui. Eu agradeço a audiência e você já sabe: cerveja é para descontrair com moderação e responsabilidade.

22/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:34

ÁGUA NA COMPOSIÇÃO DA CERVEJA

Hoje nós vamos falar sobre a água. 95% da cerveja é composta de água, então não há dúvida da sua importância no processo de produção. Porém, o que já foi um diferencial de qualidade hoje não é mais. A evolução, o conhecimento e a maior disponibilidade deste insumo possibilitaram que as cervejarias pudessem fazer correções técnicas, padronizando a qualidade da sua própria água. Hoje, tanto um cervejeiro caseiro, uma microcervejaria ou uma grande indústria realizam processos para otimizar a água disponível. Os mitos criados pelas grandes indústrias vêm de um tempo em que realmente ter uma boa água, uma boa fonte, era determinante no processo de produção de cerveja. O conhecimento técnico daquela época era muito limitado, então não se tinha esse cuidado em tratar, em fazer um tratamento específico para a água. Há também sempre um aspecto de marketing: água de Agudos, água das montanhas, água da Patagônia... Você já deve ter ouvido falar sobre tudo isso. Nada mais é do que criar uma aura em torno da produção de cerveja. E aí, gostou do nosso programa de hoje? Nós vamos ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência e você já sabe: cerveja é para descontrair com moderação e responsabilidade.

21/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:25

HONEY ALE OU HONEY LAGER

Está começando mais um Cerveja para Descontrair, e hoje é dia de falar de uma categoria muito tradicional no mercado cervejeiro: as Honey Ale ou Honey Lager. São cervejas com adição de mel. Na Inglaterra, é muito tradicional os cervejeiros utilizarem, na composição da receita, mel e cevada, até para dar um pouco mais de consistência e um pouco mais de açúcar. Mas a gente tem categorias específicas hoje, seja em campeonatos ou mesmo em guias de classificação, para cervejas com adição de mel. Normalmente, o mel pode se tornar o sabor principal, ser a principal marca de sabor da cerveja, ou pode até acompanhar como uma nota suave e equilibrada, simplesmente para dar um toque um pouco mais adocicado em contrabalanço do lúpulo. Por isso, o estilo, a classificação do guia de estilos, permite que você use bases de cervejas diferentes também, e você tem uma amplitude de classificação muito grande. Então, você pode ter uma graduação alcoólica que vai de 2% a 9,5%. Na intensidade de amargor, você pode ter um amargor bem leve ou um amargor intenso, com uma base de mel para contrabalancear. É muito comum hoje, nos Estados Unidos, todas as cervejarias terem uma cerveja com base de mel. No Brasil, ainda temos poucos rótulos no mercado e, infelizmente, acabamos não tendo a possibilidade de degustar mais rótulos de cerveja com adição de mel. Gostou do nosso programa de hoje? Nós vamos ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência e você já sabe: cerveja é para descontrair com moderação e responsabilidade.

20/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:40

DOGMA FELIX CULPA

Hoje é dia de falar da Dogma Felix Culpa. É uma cerveja do estilo Gose, que tem como principal característica a percepção das notas salgadas. O que a diferencia ainda mais é a adição de suco de mirtilo, aquela frutinha bem ácida que dá uma coloração muito bonita para a cerveja. A cerveja tem a característica de ter acidez, uma nota de sal pela adição de sal orgânico e a nota da fruta bem evidente, o que traz uma característica muito marcante para a cerveja. A sua carbonatação também é mais alta e ela lembra, em algumas características, até alguns espumantes. A Felix Culpa realmente é uma cerveja muito fora do padrão daquela cerveja que nós conhecemos. Se algum degustador mais desavisado fosse tomar a cerveja às cegas, possivelmente acreditaria que era um frisante. E aí, gostou do nosso programa de hoje? Nós vamos ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência e você já sabe: cerveja é para descontrair com moderação e responsabilidade.

19/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:15

RUSSIAN IMPERIAL STOUT

Está começando mais um Cerveja para Descontrair. Hoje nós vamos falar sobre Russian Imperial Stout. Assim como a India Pale Ale, a nomenclatura tem a sua origem no comércio entre esses dois países, entre Inglaterra e Rússia. A cesarina russa era apaixonada por cervejas escuras da Inglaterra e sempre encomendava grandes quantidades. Acontece que, também como acontecia no caso da IPA, as cervejas, as stouts tradicionais, chegavam um pouco debilitadas em função do tempo de transporte. Então, começaram a mandar stouts mais encorpadas e mais alcoólicas. Como esse comércio era feito com os imperadores russos, eles começaram também a marcar no barril “stouts for imperial russians”, e aí virou essa nomenclatura para cervejas stouts mais alcoólicas e mais encorpadas: Russian Imperial Stout. Hoje, esse estilo é muito forte e muito tradicional para algumas cervejarias. Tem estilos, tem maturação em barril, tem envelhecimento, enfim, tem uma grande variedade de cervejas desse estilo, e realmente ela ganhou um público muito fiel dentro do mercado de cervejas especiais. E aí, você já degustou alguma Russian Imperial Stout? Fica o convite a uma belíssima cerveja. Hoje nós vamos ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência e você já sabe: cerveja é para descontrair com moderação e responsabilidade.

18/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:32

BOLD BREWING

Hoje nós vamos falar de duas cervejas da série Barista, da Bold Brewing. A Bold Brewing vocês já conhecem. Já falamos dela em vários programas. É uma cervejaria que inova muito e, dessa vez, resolveu criar cervejas para quem é apaixonado por café. Eles lançaram dois rótulos: a Caramel Macchiato e a Hazelnut Coffee. A Caramel Macchiato é uma cerveja do estilo Imperial Stout, com adição de café em grãos, caramelo e lactose, reproduzindo muito bem o sabor do tradicional caramel macchiato, aquele café com leite e caramelo. Já a Bold Brew House Hazelnut Coffee também segue o estilo Imperial Stout. Tem uma base com graduação alcoólica mais alta e leva adição de grãos de café, avelã e lactose. A ideia aqui é reproduzir o sabor de um café com avelã. A Bold se destaca justamente por trazer outras bebidas e referências para o mundo da cerveja. Esse equilíbrio, ou até esse link ,entre cerveja e café, cerveja e frutas, cerveja e sobremesas, normalmente não tem erro. Os rótulos da Bold Brewing quase sempre são um grande sucesso. E aí? Gostou do nosso programa de hoje? Nós vamos ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência e você já sabe: cerveja é para descontrair com moderação e responsabilidade.

15/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:25

CERVEJA AUGUSTINUS DEAD BY DAWN

Cerveja para Descontrair, com o beer sommelier Elvio Resende. Oferecimento Cervejaria Louvada: honre até o último gole. Começando mais um Cerveja para Descontrair, e hoje é dia de falar da cerveja Dead by Dawn, da Cervejaria Augustinus. Essa cerveja tem 19,4% de graduação alcoólica. Isso mesmo: uma cerveja extremamente potente, uma das cervejas mais alcoólicas vendidas no mercado nacional. As leveduras chegaram ao seu limite no processo de fermentação. A cerveja tem como base uma Russian Imperial Stout, um estilo que utiliza maltes tostados, e nós já falamos sobre ele aqui. Normalmente, as Russian Imperial Stouts partem de 10% de teor alcoólico, mas não é comum chegar a uma graduação tão alta quanto 19%. Ela tem uma densidade elevada, é extremamente licorosa, até pelo teor alcoólico, e apresenta notas de baunilha e café. O destaque fica para o café Frans Café Ultra, maturado em barril de Bourbon, um café especial e muito saboroso. Sem dúvida, foi uma das cervejas mais complexas já lançadas por cervejarias brasileiras, e fez grande sucesso no mercado nacional. E aí, gostou da nossa dica de hoje? Nós vamos ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência e você já sabe: cerveja é para descontrair, mas sempre com moderação e responsabilidade.

14/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:21

CERVEJA DE TRIGO

Está começando mais um Cerveja para Descontrair, e hoje nós vamos falar da cerveja de trigo da Baviera, chamada Weissbier. São muito comuns nessa região da Alemanha, que tem como capital Munique, muito famosa pela sua produção de cervejas. As cervejas de trigo normalmente são leves e refrescantes. Elas têm sabores frutados e notas um pouco mais condimentadas, que lembram cravo. Normalmente, são a porta de entrada para quem começa a degustar cervejas artesanais. A tradição da produção de cerveja na Baviera vem desde 1040, com a Weihenstephan, uma cervejaria muito antiga que produz cerveja de forma comercial desde essa época. A gente usa o termo Weissbier justamente porque “weiss”, em alemão, significa branco. É uma referência à formação de espuma que a cerveja de trigo apresenta: aquele colarinho grande, cremoso e bem branquinho. É por isso a designação Weissbier. Cerveja de trigo é muito fácil de beber e, por isso, muitas pessoas, quando começam a tomar cervejas artesanais, escolhem a cerveja de trigo como uma de suas preferidas. Hoje nós vamos ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência e lembre-se: cerveja é para descontrair, mas deve ser bebida com consciência.

13/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:24