Pense Nisso | Morena FM - Easy | Cadena

Episódios

VELOCIDADE MAXIMA

Velocidade máxima O escritor português José Saramago escreveu: Não ter pressa não é incompatível com não perder tempo. Mas hoje o que mais se exige é rapidez. Rapidez em tudo. O computador deve ser de alta velocidade. É preciso pensar rápido, agir rápido para não perder negócios, para não perder audiência, para não perder mercado de trabalho. No mundo dos executivos, ao contrário da realidade do trânsito, não há limite de velocidade. A multa é alta para quem anda lento. A ordem é ser The Flash. Para esses, cada minuto conta. E se estressam somente contando o tempo que perdem aguardando o elevador, o semáforo abrir, o horário de atendimento bancário lhes fornecer as informações de quem necessitam. São pessoas que se sentem culpadas quando param para um cafezinho, porque poderiam estar produzindo. A sua meta é executar projetos, ler apenas livros técnicos, acelerar a rotina. Tudo o mais é desperdício. E, no entanto, a vida é feita de pequenas coisas. Felizes são aqueles que decidem subir pela escada para exercitar as pernas e a imaginação. Aqueles que têm tempo para um sorriso ao desconhecido que está na fila logo atrás, esperando sua vez para ser atendido. Os que, em vez de engolirem um sanduíche rápido no escritório, preferem almoçar com um amigo, com calma, bater um papo descontraído. Ou melhor, ir até em casa e observar os filhos crescerem, enquanto a família se reúne em volta da mesa. Essas pessoas não costumam usar atalhos para encurtar caminhos. Elas preferem procurar estradas com paisagens com que se possam deliciar. Quando viajam, vão com calma, não têm hora para chegar. Como as crianças, a quem o fazer é mais importante do que a tarefa pronta, eles param na beira da estrada para provar uma fruta e conversar com um vendedor que sempre tem histórias para contar. Histórias de vida, experiências importantes. Quando descobrem uma paisagem bonita, param para apreciá-la. Alguns fotografam para levar consigo aquele momento mágico. Chegam ao destino com maior disposição e alegria. Esses são os que adotam a filosofia de que menos é mais. Menos velocidade é mais oportunidade de olhar para os lados e apreciar a natureza. Menos horas de trabalho equivalem a mais tempo com a família. Tirando levemente o pé do acelerador das suas vidas, têm mais tempo para ouvir música, ler algo mais além do que a profissão lhes exige, assistir a um filme, meditar. Em síntese, têm mais tempo para viver. Em verdade, a velocidade máxima permitida para ser feliz é aquela que não nos deixa esquecer de que, além dos negócios, do trabalho, do dinheiro, o mais importante é a vida em si mesma. Viver é uma arte, por isso todo momento se faz importante. Também todas as experiências do cotidiano nos enriquecem. Desfrutar de cada uma delas, retirando o máximo de proveito, deve ser a meta do homem sábio. Isso significa aproveitar bem a vida, não desperdiçar nenhuma de suas oportunidades. Então, pare e pense nisso. Mas pare e pense agora.

17/02/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:19

BENEFICIOS DO AUTO CONHECIMENTO

Benefícios do Autoconhecimento O autoconhecimento é importante em nossas vidas para nos entendermos melhor. Muitas vezes, ignoramos o real significado de algumas sensações que vivenciamos no nosso cotidiano por não nos conhecermos profundamente. Pensamos estar doentes, buscamos o parecer médico e o resultado nos frustra, porque nada é constatado em nível físico. Quantas vezes nos sentimos debilitados, como que enfraquecidos, com sensações desagradáveis a nos invadir? Ou irritados, sem saber a causa? Quantos são os dias em que acordamos sem vontade de nada, até mesmo de sair da cama? E, quando nos perguntam o que está acontecendo conosco, nossa resposta é “nada”, mas continuamos sem vontade de coisa alguma. Importante seria que tivéssemos em mente que, além da realidade física e social, temos, atuante em nós, a realidade espiritual. Aqui vale uma explanação. Quando falamos de realidade espiritual, não é no tocante à religiosidade, e sim aos sentimentos e pensamentos. Muitos não aprendemos ainda, mas, à noite, quando dormimos, nos libertamos parcialmente do corpo e, dessa forma, participamos de uma realidade que, para nós, ainda é um mistério. Vamos chamar aqui de realidade espiritual. Esses momentos são importantes para nossa realidade espiritual, pois permitem que mantenhamos contato com amigos, amores e mesmo inimigos e desamores do passado de nossas vidas. Ao acordarmos, no corpo físico, trazemos gravadas no subconsciente as lembranças acompanhadas de seus efeitos, que se refletem em nosso corpo. Pode acontecer que algumas dessas sensações interfiram em nosso estado de ânimo, parecendo-nos estar doentes, desanimados. Conscientemente, não sabemos explicar o porquê desse mal-estar. Assim também, os momentos de alegria e disposição especiais, ao acordarmos, dão-nos a certeza de que vivemos bons momentos durante o sono do corpo. Grandes sábios da humanidade tiveram o seu momento de glória em suas invenções depois de terem um sono, ou mesmo um cochilo, em que visitaram certos locais de seus subconscientes ou receberam determinadas informações das profundezas de suas mentes. Ou, ainda, sintonizaram com outras mentes criativas que os inspiraram a encontrar a solução para o que planejavam criar, inventar. Isso tão importante é o uso de uma boa leitura e a oração sincera antes de nos entregarmos ao sono, todas as noites. Essa atitude nos garantirá a tranquilidade mental que nos beneficiará. Nosso corpo funciona retratando o estado de ânimo do espírito que o habita. As sensações que nos parecem estranhas ou sem causa podem estar ocorrendo em nível mental, refletindo-se no corpo físico. Na busca do autoconhecimento, é bom que identifiquemos quem somos espiritualmente falando e como vivenciamos essa realidade. Ou seja, qual a qualidade dos nossos pensamentos e sentimentos? Quais as emoções que predominam em nós? Quais desejos alimentamos? Pois essas são manifestações da alma que nos identificam com almas afins e nos permitem sensações agradáveis ou não. Com tal estudo, decifraremos muitas questões que nos parecem inexplicáveis e poderemos corrigir imperfeições que nos criam sintonias indesejáveis. Pensemos nisso e apliquemo-nos nisso.

16/02/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:25

A FELICIDADE E A RIQUEZA

A felicidade e a riqueza. Dinheiro não traz felicidade, diz o provérbio popular. E os ambiciosos imediatamente completam: não traz felicidade, mas ajuda um bocado. Será mesmo? Vamos ouvir uma pequena história sobre isso. Marcelo vivia sonhando com a fortuna. Todas as semanas separava o dinheiro e passava na lotérica para fazer um jogo. À noite, no barraco pobre, fazia planos para quando se tornasse milionário. Ah, pensava ele, serei um dos mais felizes da terra. Imaginava mansões, carros, roupas elegantes, amigos risonhos. Enfim, uma vida de conforto e alegria. Pela manhã, dirigia-se para o trabalho com o bilhete no bolso da calça surrada. O coração palpitava, e as mãos tremiam levemente antes de checar o resultado. Negativo. Conferia mais duas ou três vezes e, enfim, descartava o papel, desconsolado. E, nessa hora, sempre lembrava de Anete. Amava Anete há muito tempo. A moça gostava dele, mas não queria se casar com um pobre tão. Os dias passaram. Numa tarde calorenta, um carro caríssimo estacionou diante da casa de Anete. Um homem elegante desceu, dirigiu-se à moça e entregou-lhe um pequeno pacote. Ela abriu. A joia a deixou sem fala. Olhou para o homem. Era Marcelo. Havia acertado os números da loteria. Estava rico. Casaram-se e foram felizes nos primeiros tempos. Décadas depois, Marcelo trazia a alma em frangalhos. Anete tornara-se gastadora, fútil. Nada detinha sua ânsia por perfumes, festas, roupas, bolsas, viagens, sapatos. Os filhos criaram-se, educados por babás e professores. Agora, adolescentes, passavam noites em boates, consumindo bebidas e drogas, rodeados de amigos irresponsáveis. Mimados, não respeitavam ninguém, zombavam de tudo, riam-se das coisas sagradas. A casa tinha cercas elétricas, alarmes, câmeras, cães ferozes e vigias. Os carros eram blindados. Quanta solidão! Os dias se passavam frios, sem objetivos nobres. Não! Definitivamente Marcelo não era feliz. Observava a esposa e os filhos desfrutando a riqueza, mas levando uma vida vazia. A história de Marcelo é mais comum do que se imagina. Quantas vezes colocamos a razão de nossa felicidade em valores como dinheiro e bens materiais? O dinheiro é bom quando bem utilizado, quando direcionado para coisas úteis, para o bem ou para a solidariedade. Do contrário, ele apenas serve para uma vida repleta de prazeres, mas sem qualquer significado mais profundo. Observe o que nos revela a vida dos milionários. Será apenas o que aparece nas revistas de celebridades? Será uma existência feita apenas de alegrias? Certamente que não. Um olhar mais atento ao noticiário desvelador que visita os ricos mostra que a morte também chega para eles e para seus parentes. Divórcios, escândalos, abandonos, miséria moral, depressão e infelicidade estão presentes em toda parte. E isso sem falar nos que vivem aprisionados em suas casas, reféns do dinheiro, com medo de assaltos. Será isso uma vida boa? Vale a pena trocar a tranquilidade de uma vida simples pelo conforto que custa paz íntima? E o que dizer dos que perderam a própria vida por causa do dinheiro? Os que foram mortos pelos próprios filhos ou parceiros por causa de heranças? Ou os que foram enganados pelos amigos em quem confiavam? Será esse o nosso ideal de vida? Valerá a pena? Certamente que não. Não há riqueza que possa pagar por sentimentos reais, pelas pequenas alegrias da família. Não. A felicidade, definitivamente, não está no dinheiro. Ela está, gloriosa, na consciência tranquila, nos pequenos prazeres que são frutos do amor, numa vida feita de trabalho e de sonhos. Claro que podemos ter os bolsos cheios e o coração leve, mas isso depende da riqueza que você leva na sua alma, que é se dar bem, fazendo o bem. Sim, isso é possível. Pense nisso, mas pense agora.

14/02/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:59

COMO VIVEM AS FLORES

Como vivem as flores. Era uma tarde quente de verão, e o vendaval agitava a folhagem com violência, anunciando a tempestade que se aproximava rapidamente. Pelas janelas abertas, um suave perfume enchia a casa. Açoitados pelo vento, os pés de manjericão, alfavaca e lavanda dobravam-se e liberavam um delicioso perfume. Era impressionante notar a maneira como as flores e folhagens respondiam aos golpes violentos do vento. Os primeiros pingos de chuva enfeitavam as rosas abertas como se fossem diamantes líquidos. Mas o temporal anunciado logo chegou, e as gotas da chuva, agora misturadas com o vento, pareciam um bombardeio cruel, esmagando as suaves pétalas, que respondiam à agressão liberando um perfume inconfundível. Era incrível aquela lição viva de generosidade e aceitação. Ante a violência do temporal, instintivamente, as plantas se dobravam para não quebrar. Sabemos que as plantas não pensam. Elas não são seres racionais, mas cumprem, silenciosas e submissas, a tarefa que o criador lhes confia, apesar das tempestades da vida. Assim também agem algumas pessoas que, na verdade, são como as flores e, mesmo sendo esmagadas pela enfermidade cruel ou pela dureza da vida, respondem com o perfume do otimismo e da alegria. Seres racionais que são, sabem o que são. Sabem que todas as lições que lhes chegam são oportunidades de crescimento e auto-superação. Como aconteceu com uma jovem senhora, agredida por um câncer cruel que tentava lhe roubar o corpo, minando-o aos poucos e insistentemente. Quando soube que teria que fazer quimioterapia novamente, ela não se desesperou. Já a família, preocupada com seu estado de saúde, insistia para que a jovem senhora ficasse em casa, repousando, mas ela preferia trabalhar. Trabalhando como vendedora, ela sempre superava as metas estabelecidas, apesar de passar muito mal quando fazia o tratamento quimioterápico. A dor não a impedia de estar o dia todo com um sorriso nos lábios, distribuindo otimismo junto aos seus colegas. Sempre gentil, ela tripla a doença, trabalha, curta. Confia, sofre e espera. Uma pessoa assim é como uma flor que, mesmo açoitada pelos ventos fortes e pela violência da chuva, exala perfume e não deixa de florescer a cada primavera. Parece que Deus permite que pessoas assim nasçam na terra para exemplificar a confiança, o otimismo. São pessoas que não se deixam desanimar, mesmo diante dos quadros mais graves e desesperadores. Enquanto muitas pessoas saudáveis reclamam por coisas mínimas, faltam ao trabalho sem motivos justos, essa mulher flor abre suas pétalas de esperança e dignifica a oportunidade de crescer que o Criador lhe concede a cada dia. Em vez de se deixar derrotar pela enfermidade, ela luta com vigor e coragem. E, acima de tudo, com confiança plena em Deus. Então, quando em algum momento sua coragem ameaçar vacilar, pense nas pessoas que sofrem mais que você. Firma o passo e siga em frente outra vez. A exemplo dessa senhora valente, não permita que uma doença, um problema, lhe roube a paz de espírito e a imensa vontade de viver. Imite as flores. Elas, mesmo tendo suas pétalas rasgadas pelo granizo, não deixam de exalar perfume. Pense nisso e busque viver com otimismo, por mais que a situação esteja difícil. Lembre-se sempre de como vivem as flores.

13/02/2026 06:30 | DURAÇÃO 5:00

A RIQUEZA MAIOR

A Riqueza Maior Havia um senhor muito rico que era dono de terras de valor incalculável. Vivia num palácio, rodeado de servos e amigos. Era um homem bom e utilizava sua riqueza para atender a fome alheia. Providenciava abrigo a quem precisasse, agasalho a quem pedisse. Costumava orar todos os dias e, em suas preces, agradecia sempre pelos bens que possuía, em especial aqueles que nem o tempo, nem a ferrugem e nem a traça destrói. Do lado oposto da aldeia vivia um camponês. Habitava uma gruta e, para sobreviver, plantava legumes e hortaliças que regularmente levava ao senhor do palácio a fim de vendê-las. Toda vez que se dirigia para as terras do homem rico, ia resmungando consigo mesmo sobre o que considerava uma grande injustiça, pois aquele homem tinha tanto, enquanto ele era tão pobre. Certo dia, chegou a notícia aos portões do palácio avisando que malfeitores estavam a caminho, provocando mortes e violência. Temendo que algo pudesse acontecer aos seus familiares, amigos e servidores, o senhor do palácio logo providenciou para que todos buscassem lugares seguros. Quando o último grupo se retirou, os desordeiros estavam muito perto das portas do palácio, e o seu dono verificou que não havia sobrado nenhum cavalo para que pudesse fugir. Recordou-se do vendedor de hortaliças, das tantas vezes que o auxiliara e, apressado, buscou a gruta. Lá chegando, contou-lhe tudo e pediu abrigo. O agricultor viu ali a sua oportunidade dourada e ofereceu-se para repartir a sua gruta com o rico senhor, desde que aquele lhe doasse todos os seus bens. Sem pensar duas vezes, o rico lhe disse que tudo lhe pertencia desde então: terras, palácio, tesouros. O nobre senhor foi repousar, enquanto o camponês, impaciente por tomar posse do que era seu por direito, correu ao palácio, enquanto orava a Deus, dizendo: nunca mais vou reclamar, obrigado meu Deus, agora tenho tudo que sempre quis. Os malfeitores chegaram, destruíram algumas peças, levaram outras e surraram, maltrataram e abandonaram o novo proprietário. Passados alguns dias, o nobre, que não parava de agradecer a Deus por ter salvado sua vida, dos seus amigos, parentes e familiares, com os quais logo iria se juntar, foi levar um cesto de verduras ao palácio. Que bom, pensou ao chegar. Os malfeitores quase não estragaram nada. O homem que me salvou a vida, recolhendo-me em seu teto, deve estar feliz com os tesouros que restaram. Percorrendo as galerias do palácio, começou a se mostrar preocupado. Poças de sangue marcavam um caminho. Acompanhando as marcas, ele chegou até o enorme salão de piso de mármore e colunas douradas. Lá estava o camponês, caído, semi-morto, sozinho. Estava cego e inválido. Apesar de toda a riqueza, não tivera ninguém que o levasse ao leito, que o tratasse e lhe aliviasse as dores do corpo e da alma. O homem nobre abraçou o corpo machucado, transformado em farrapo humano, e intimamente orou: obrigado, Senhor, ainda sou mais rico por tudo que me destes. De todos os bens que a divindade nos proporciona no caminho terreno, sem dúvida, a maior fortuna é a da vida, que possibilita o nosso aperfeiçoamento. Pense nisso, mas pense agora.

12/02/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:37

RENOVAÇÃO INTELIGENTE

A RENOVAÇÃO INTELIGENTE Vivemos em um mundo cercado por tecnologia. Ao olharmos a nossa volta, a vemos cada vez mais presente. Inclusive, percebemos o uso da inteligência artificial fazendo parte de nossas vidas. Basta buscarmos algo para adquirir pela internet. Escolhido o produto que desejamos, em seguida várias opções do mesmo produto surgem em nossas telas do computador ou celular. Também quando usamos aplicativos para a localização de um endereço, se uma rua estiver interrompida, o programa nos informa imediatamente outra opção de rota. São alguns exemplos do uso da inteligência artificial na nossa vida. Verificamos que, quando enviamos informações para as inteligências artificiales, elas se servem rapidamente desses dados para melhorarem seus processos. São programas para se adaptarem prontamente e se aprimoram. Essa velocidade do uso dos dados pelas inteligências artificiais em seus processos de adequação nos deve conduzir a algumas reflexões. Portadores de inteligência que somos, é importante nos indagarmos o quanto aproveitamos dos conhecimentos e experiências de nossas vidas. Temos nos servido de nossa inteligência para melhorarmos nossa forma de ser, de agir? Estamos realizando esse processo de melhoria? De um modo geral, passamos muitos anos em bancos escolares, aprendendo sobre os mais diversos temas. Quase todos nos dedicamos por mais ou menos tempo ao estudo de idiomas. Frequentamos espaços voltados à religião, na busca por lições sobre a espiritualidade. Em grande parte de nossos dias, estamos em locais de trabalho, aprendendo sempre. Realizamos tarefas voluntárias e aprendemos com o nosso próximo lições valiosas. Na convivência com nossos familiares, desfrutamos de amplo aprendizado acerca de relacionamentos e sentimentos. E não podemos esquecer das tantas existências mais ou menos exitosas, dos desacertos praticados e suas consequências. Já experimentamos a dor, a necessidade de saúde, a desilusão amorosa, a perda de mente querida. E o que fazemos com todas essas experiências e conhecimentos adquiridos? Estamos nos servindo deles para a transformação moral? Para uma mudança de rota? Estamos alterando comportamentos inadequados? Estamos educando pensamentos? Buscando uma versão melhor de nós mesmos? Devemos nos servir da nossa inteligência para nossa própria renovação. Aproveitar as experiências, o conhecimento, para concretizarmos a mudança inteligente. Muitos são os caminhos para essa transformação. Precisamos refletir onde queremos chegar e traçar a rota mais apropriada. Aquela que nos desvie de acidentes imprevistos. A mais adequada para alcançarmos o objetivo. Isso nos exige dedicação e esforço, mas também vigilância, disciplina, persistência. São valores que podem nos auxiliar nesse processo. Nós temos a oportunidade de empreender essa renovação inteligente. Ainda hoje. E os frutos disso podem ser muito positivos. Pense nisso. Mas pense agora.

11/02/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:14

AS VOLTAS QUE A VIDA DÁ

As voltas que a vida dá. Alguém disse certa vez que a vida sempre nos oferece duas janelas. Você já parou para pensar nisso? Uma é a janela da felicidade, que nos apresenta um jardim de flores, de cores, de alegria. Ela está à nossa frente e nos mostra os dias de bênçãos, de convívio amigo, de amenidades. Mas devemos lembrar que a outra janela está às nossas costas. É a janela da tristeza, do sofrimento, das dificuldades. Todos nós debruçamos hora numa, hora noutra. O que significa que se alternam na vida os momentos de felicidade e os de tristeza. Importante é que de cada uma delas saibamos extrair o mesmo: o melhor que nos possa oferecer. Ante a janela das dificuldades, tenhamos criatividade e esforço para reverter as situações que sejam possíveis. Acontecimentos da vida do ator Drew Goddall podem bem exemplificar essas duas fases. Ele estudou teatro, conheceu atores famosos e chegou a interpretar alguns papéis. Mas, após uma severa crítica ao seu trabalho, sua carreira simplesmente desabou. No ano de 1990, sem dinheiro para pagar o aluguel, precisou sair de seu apartamento e foi morar na rua. Foram seis longos meses em que dormia em uma caixa de papelão e dependia de quem lhe oferecesse algo para se alimentar. Foi quando surgiu a ideia de engrachar sapatos, o que lhe poderia render algum dinheiro. A partir daí, um dos seus clientes o convidou a trabalhar. Trabalhar como engraxate em seu escritório. O panorama começou a mudar. Drew começou a ganhar dinheiro ao ponto de, decorrido certo tempo, abrir sua própria empresa. O negócio deu muito certo. Ele fez parceria com importantes empresas de Londres, cujos executivos desejam ter seus sapatos bem polidos. Sendo muito grato a quem o ajudou no tempo em que viveu nas ruas, ele oferece oportunidades a quem está na mesma situação em que ele se encontrou anos atrás. Por esse motivo, a maioria dos seus 40 funcionários foram pessoas desabrigadas ou são portadoras de necessidades especiais. Com certeza, um exemplo de superação. Igualmente de solidariedade, de amor ao próximo. Por vezes, somos pegos de surpresa por situações que nos obrigam a perder. Por um ponto final em nossa atual história e a começar novo parágrafo. Somos obrigados a simplificar a maneira de ser e de viver. O detalhe importante nessas horas é que não nos deixemos envolver pela depressão, pelo desânimo. É hora de sair da janela da dificuldade e se voltar para outra, a janela em frente, e vislumbrar uma maneira de reverter a situação. É hora de buscar novas formas de trabalho, de usar nossa criatividade, de não nos deixarmos vencer pelos primeiros fracassos. E guardar a certeza de que podemos dar a volta por cima, adaptando-nos à nova realidade. Um lugar mais simples para morar, menos comodidades, quem sabe, mas seguir em frente. E, depois de tudo, não esquecer de olhar para os que permanecem desamparados, sem teto, sem piscina. Espão, estender a mão a quem padece nos dirá, com todas as letras, que aprendemos a lição que a janela de trás nos oportunizou um dia. Pense nisso, mas pense agora.

10/02/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:21

ERRAR OU QUASE ACERTAR

Errar ou quase acertar? Numa manhã ensolarada, pai e filha aproveitavam o tempo juntos numa quadra de esportes. Ela, aos seus 9 anos, fazia o pai de goleiro e chutava seguidas vezes a bola, mirando no desejado gol. Faltava prática, faltava experiência, naturalmente, e a maioria das tentativas era frustrada. Cada vez que a bola seguia para fora, ela ouvia: pra fora! Ou errou! O pai percebeu que ela ia se desestimulando, perdendo a paciência, emitindo sons de raiva toda vez que a bola não seguia na direção esperada. Ele então mudou a estratégia. Não quis facilitar simplesmente as coisas pra ela, pois sabia que não é assim que se prepara um filho para o mundo. Mas, ao invés de dizer errou ou pra fora, com o tom frustrado, ele começou a gritar quase. E esse quase veio com o tom de empolgação, de alegria, de quase lá, de faltou pouco. Incrivelmente, o humor da criança se transformou. Ela continuou chutando muitas vezes pra fora, na trave, mas numa alegria imensa, alegria de quem continuava tentando sem se desestimular. Naquele quase empolgante do pai, estava o elogio à tentativa, estava a congratulação pela persistência, pelo esforço, mostrando que quanto mais tentativas houvesse, mais bolas dentro ela conseguiria. E foi isso mesmo que ocorreu. Ela começou a acertar muito mais que antes. E cada antigo erro virou um divertido quase. Cheio de risadas. Pensemos em nossas vidas, em nossas atitudes. Na maioria das vezes, queremos acertar. Nossas intenções são boas e estão dentro da compreensão que temos sobre essa ou aquela situação. Chamar de erro, de falha, de defeito, parece crueldade conosco mesmo. Quem sabe se trocarmos o não consegui, o errei, o não deu certo, pelo quase. Consegamos perceber que tentamos, que fomos atrás e que precisamos nos dar novas chances. As leis divinas nos dão novas chances sempre. Por que nós mesmos não nos daríamos? Não se trata de iludir-se com palavras anenas, como alguns podem pensar. Trata-se de ser auto-exigente. Mas exigirmos da maneira correta, sem julgamentos frios, sem autodesestímulo ou autodepreciação. O quase da brincadeira de pai e filha será correspondente a dizer ou sentir: dessa vez eu não consegui, cheguei perto e agora eu sei como fazer melhor. Ou ainda, não cheguei lá. Quando alguém fracassa em qualquer atividade, isso não representa debilidade de esforço ou falta de vontade bem direcionada. Antes, transforma-se em um elemento de experiência para futuras tentativas. Por isso, mesmo que os seus resultados não sejam, neste momento, aqueles que você busca, continue acreditando. Utilize palavras otimistas no seu dia a dia. Persista. Acredite na sua capacidade e nas suas experiências. Pense nisso, mas. Pense agora.

09/02/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:06

SERVIDORES DA HUMANDIDADE

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07/02/2026 06:30 | DURAÇÃO 5:04

BOA LEITURA

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06/02/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:56

TER SEMPRE RAZÃO

Quanto custa ter sempre razão? Em algum momento, paramos para analisar essa questão? Já pensamos quais são as consequências de sempre querer provar que estamos certos? É claro que defender um ponto de vista é corriqueiro. Colocar nosso posicionamento ou nossas ideias perante um fato, de maneira sensata, é mesmo saudável. Trocar ideias a respeito de um tema, argumentar a favor de um conceito no qual acreditamos, são posturas naturais e comuns nas nossas relações cotidianas. Porém, quando essa atitude supera todas as barreiras, está sempre como ponto de honra de nossa palavra, quando se torna fundamental ter a razão, qual o preço a ser pago? Pelo simples fato de queremos convencê-lo de que ele está errado em sua forma de pensar? Quem de nós não se pegou transformando uma discussão tranquila em um afrontamento pessoal? Ou ainda, quantas vezes não elevamos o tom da conversa, nos tornamos ríspidos no enfrentamento de ideias? Defendemos nosso ponto de vista como acreditamos ser o mais adequado. E, naturalmente, temos nossa maneira de ver a realidade conforme nossos valores, conceitos e capacidades. Quatro pessoas, cegas de nascença, ao serem colocadas junto a um elefante, vão conseguir relatar o que puderem tocar do animal. Se não lhes derem a oportunidade de perceber as diferenças entre orelha, cauda, tromba, corpo, terão apenas uma ideia parcial. Não estarão erradas. Apenas cada uma terá somente parte da razão. Vezes isso acontece nos nossos relacionamentos. Temos a nossa percepção, a nossa capacidade de análise. Não quer dizer que sejamos errados ou que não tenhamos razão em nossos argumentos. Porém, não podemos esquecer de que o outro tem sua própria forma de ver, seus valores, suas ideias. Enfrentar-se nessas situações será o duelo de ideias, a briga de argumentos, em que quase sempre o que existe de verdade é o desejo de impor nosso raciocínio, nossa argumentação. Inúmeras vezes, em nome de desejarmos provar que a razão nos pertence, usamos nossa palavra como quem está numa batalha, não desejando nunca perder. Ter sempre razão às vezes custa o preço de uma amizade. Buscar impor aos outros nossos argumentos repetidamente pode ocasionar o desgaste da relação. Mas sempre certo, no campo das ideias e reflexões, pode causar fissuras nas relações familiares. Assim, antes de buscarmos ter razão, melhor buscarmos a preservação da harmonia. Antes de querermos ser vencedores em nossa argumentação, melhor que tenhamos paz de espírito. A verdade, mais dia menos dia, se fará presente, duradoura, perene. Assim, mesmo quando toda a razão nos pertença, vale refletirmos se devemos continuar nossos duelos de ideias. Talvez o melhor, em determinadas situações, seja utilizarmos nossa capacidade pensante, nosso senso de validação, para buscar compreender o próximo. Ao assim procedermos, poderemos entender o porquê dos argumentos alheios, de sua forma de agir, facilitando e aprofundando nossas relações. Dessa maneira, evitaremos o granjear de atritos e de sabores, pesos desnecessários ao nosso coração. Pensemos nisso, mas pensemos agora.

05/02/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:16

TELHA DE VIDROS

TELHA DE VÍDRO Nem sempre a vida segue o curso que se deseja, que se espera. Assim foi com Raquel. Depois da morte de seus pais, ela, ainda bem moça, deixou a cidade em que nascera para morar na fazenda, com os tios que mal conhecia. Morava na casa que havia sido construída por seu bisavô há muito tempo. Era uma casa muito antiga, e a maior parte dos móveis eram peças pesadas e escuras que ali estavam há mais tempo do que as pessoas saberiam dizer. Seus tios eram pessoas simples, acostumados com a vida que sempre viveram, desconfiados com tudo que pudesse alterar a rotina que lhes dava a segurança. A chegada de Raquel representou para eles um certo transtorno. Onde ficaria instalada a sobrinha? Como não havia um cômodo mais apropriado, deram-lhe um quarto pequeno, que ficava no sótão. Nem o tamanho reduzido, nem o cheiro de mofo incomodaram Raquel. O que há em tristecia naquele quartinho abafado era apenas o fato de não ter janelas. Não se podia ver o sol, nem o céu, nem as árvores do quintal ou as flores do jardim. A luz limitava-se a entrar timidamente pela porta. A falta de claridade parecia encher ainda mais de tristeza o coração dolorido daquela moça. Até que um dia, depois de muito ter chorado em silêncio, decidida a voltar a sorrir, ela pediu que lhe trouxessem da cidade uma telha de vidro. Um pouco desconfiados, seus tios acabaram cedendo. Daí, um milagre aconteceu. Mesmo sem janelas, o quarto de Raquel, antes tão sombrio, passou a ser a peça mais alegre da fazenda, que, ao meio dia, aparecia uma renda de arabesco de sol nos ladrilhos vermelhos que, só a partir de então, conheceram a luz do dia. A lua branda e fria também se mostrava, às vezes, pelo clarão da telha milagrosa. E algumas estrelas audaciosas arriscaram surgir no espelho onde a moça se penteava. O quartinho que era feio e sem vida, fazendo os dias de Raquel cinzentos, frios, sem luar e sem clarão, agora estava diferente. Passou a ser cheio de claridade, luzes e brilho. Raquel voltou a sorrir. Toda essa mudança só porque um dia ela, insatisfeita com a própria tristeza, decidiu colocar uma telha de vidro no telhado daquela casa antiga, trazendo para dentro da sua vida a luz e a alegria que faltavam. Muitas vezes, presos a hábitos de vida e em situações consolidadas, deixamos de lado verdades que nos fazem felizes. Deixamos que a ausência de janelas em nossa vida escureça nossas perspectivas, enchendo de sombras o nosso sorriso e o nosso cotidiano. Vamos nos acomodando, aceitando estruturas que sempre foram assim e que ninguém pensou em alterar, ou que não se atreveu a tanto. Mudanças e reformas são necessárias e sadias. Nem todas dão certo ou surtem o efeito que desejaríamos. Porém, cabe nos avaliar a realidade em que nos encontramos e traçar metas para buscar as melhorias pretendidas. Não podemos esquecer, porém, que em busca de nossos sonhos de felicidade não devemos simplesmente passar por cima dos direitos dos outros. Nesse particular, cabe nos seguir a orientação de que ninguém precisa, precisa passar por cima dos outros para ter o que quer, ou para ser feliz. Não devemos desistir dos nossos sonhos, a menos que esse sonho custe a felicidade de outrem. Tornarmos pessoas más e agir de forma fria e calculista só trará consequências nefastas, pois sabemos que o que plantamos sempre colhemos, o que vai sempre volta. É lei, é certo. Se for para ser feliz, que seja de uma forma honesta e justa. Pense nisso, mas pense agora.

04/02/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:45

A DUREZA DA VIDA

A dureza da vida Sim, a vida é dura. Em tempos de supervalorização da literatura de autoajuda, em que se acredita que pensamento positivo resolve tudo e temos que agradecer simplesmente por estarmos vivos, é complicado admitir para si mesmo e para os outros que a vida é dura. Essa mensagem se destina a quem tem senso de realidade e não teme olhar para as próprias feridas. Essa mensagem se destina a quem não teme reconhecer que a vida poderia ser trocentas vezes melhor e que, mesmo quando estamos bem e felizes, a vida é dura, incerta, cheia de perigos e possibilidades assustadoras. Como diz Kazusa em uma de suas músicas, a vida é bem mais perigosa que a morte. Sim. Existem as possibilidades agradáveis também. Viver é estar super feliz de manhã porque tivemos uma noite incrível e logo à tarde nos deparar com uma notícia péssima. Viver é estar se debulhando em lágrimas para logo em seguida ser invadido por um pensamento redentor que nos salva da tristeza e desespero. Viver é estar feliz com o seu trabalho e saber que você está desempenhando de forma eficaz e com paixão as suas tarefas e, logo em seguida, o seu chefe lhe entregar uma carta de advertência por um pequeno deslize seu. Viver é alternar estados de espírito. É passar pelo pior e pelo melhor. Às vezes numa única semana, num único dia. É ganhar e ficar com medo de perder. É perder e se sentir apaticamente tranquilo por saber que não há mais nada a perder. Viver é saber que depois dos 50 anos você tem mais passar do que futuro e, mesmo assim, fazer projetos para o futuro e manter o seu bom ânimo e otimismo. Viver é lutar diariamente pela sobrevivência material, pelo amor próprio, pelo amor da pessoa amada. E quando estamos bem de dinheiro, estamos mal no amor. E quando estamos bem no amor, estamos mal de dinheiro. E quando temos dinheiro suficiente para viver e temos a alegria do amor, nos falta a saúde ou nos falta qualquer coisa que nem sabíamos que era importante para a gente quando a tínhamos. Sim, sempre uma das teclas do piano está quebrada. Sempre estamos em conflito em relação a algum tema ou a alguma pessoa ou a nós mesmos. Ou é o presente que não está bom, ou é o futuro que nos amedronta, ou é o passado que vem tomar com a gente. Um café adoçado com fél. Sofremos pelo que aconteceu e por aquilo que também poderia ter acontecido e não aconteceu. E nós queríamos que acontecesse. Sofremos até mesmo por aquilo que não aconteceu e não queríamos realmente que acontecesse. Os ufanistas acharão essa mensagem profundamente pessimista. Mas o objetivo não é fazer ninguém se deitar em posição fetal. Pelo contrário, é mostrar que a vida é isso mesmo. E que, se você está se sentindo confuso, triste ou sem saber o que pensar ou como agir diante de uma situação complicada, não há nada de errado com você. É isso mesmo, esta é a vida caótica, linda e implacável. Não se sinta culpado se você não consegue ser essa pessoa que os bambans de palestras de autoajuda pedem para você ser. São os 12 passos para ser um. Vencedor, os vencendo desafios e conquistando a felicidade, os high performance, que você acaba se achando um zero esquerda. Depois de anos nos maltratando, exigindo façanhas impossíveis, melhorar a autoestima parece ser mais uma daquelas metas absurdas e, no final das contas, acabam nos causando mais sofrimento. O caso é que a autoestima virou um novo produto da moda. Estão aparecendo cursos voltados para esse assunto, reportagens na TV, matérias em revistas, Facebook, cujo intuito é vender mais um produto. A vida não tem uma fórmula concreta. A vida não é um manual de instrução. A vida é, apesar de tudo, um hino de louvor a você mesmo. Viva a vida! Pense nisso, mas pense agora.

03/02/2026 06:30 | DURAÇÃO 5:01

O BOM EXEMPLO NASCE NO LAR

O bom exemplo nasce no lar. Você já se deu conta de que as guerras, tanto quanto a violência, nas suas múltiplas faces, nascem dentro dos lares? Em tese, é no lar que aprendemos a ser violentos ou pacíficos, viciosos ou virtuosos. Sim, porque quando o filho chega da rua contando que um colega lhe bateu, qual é a reação? Existem pais que logo perguntam: e o que você fez? Na expectativa de ouvir que o filho se saiu melhor. Muitos ainda dizem: filho meu não traz desaforo para casa não, se apanhar na rua, apanha em casa outra vez. Quando o amiguinho pega o brinquedo do filho, os pais intercedem dizendo: tire dele, você é mais forte, não seja bobo. Ao invés de ensinar a importância de compartilhar, de ser generoso. Essas atitudes são muito comuns, e os filhos que crescem ouvindo essas máximas aprendem facilmente cada uma dessas orientações, boas ou não. Isso acontece porque os pais de fato são referências para eles. O que dizem tem um valor, mas o que geralmente acontece é que aprendem a lição e se tornam cidadãos agressivos, orgulhosos, vingativos e violentos. Ingredientes perfeitos para fomentar guerras e outros tipos de violências. Se ao contrário os pais orientassem o filho com conselhos sábios, como: perdoe, tolere, compartilhe, ajude, colabore, esqueça a ofensa, os filhos certamente cresceriam alimentando outra disposição íntima. Seriam cidadãos capazes de lidar com as próprias emoções e dariam outro colorido à sociedade, da qual fazem parte. Formariam uma sociedade pacífica, pois quando uma pessoa age diante de uma agressão, ao invés de reagir, a violência não se espalha. A paz só será uma realidade quando os homens forem pacíficos, e isso só acontecerá investindo-se na educação da infância. Os pais talvez não tenham se dado conta disso, mas a maioria dos vícios também é adquirida dentro dos lares, quando os filhos são incentivados a beber, a fumar, a se prostituir das mais variadas formas. Isso tudo fará diferença mais tarde, quando esses meninos e meninas estiverem ocupando suas posições de cidadãos na sociedade. Então, veremos pessoas caminhando sem propósito, se agredindo, medindo forças e perdendo a compostura. Adultos desvalorizados. Lamentavelmente, muitos pais ainda não acordaram para essa realidade e continuam plantando sementes de violência e vícios no reduto do lar, que deveria ser um santuário de bênçãos. Já é hora de pensar com mais seriedade a esse respeito, tomar atitudes. É hora de compreender que, se quisermos construir um mundo melhor, os alicerces dessa construção devem ter suas bases firmes no lar. Uma boa instrução e um tempo de qualidade com sua família, dia a dia, podem fazer toda a diferença. A família, a fé, o amor, a compaixão, o real desejo de querer bem são fundamentais nesse processo, na busca por uma geração mais feliz. São pequenos passos capazes de transportar realidades. Da ignorância, a sabedoria. Do instinto, a razão. Da força, ao direito. Do egoísmo, a fraternidade. Da tirania, a compaixão. Da violência ao entendimento, do ódio ao amor, da extorsão à justiça, do desequilíbrio à harmonia, do caos à glória. Pense nisso, mas pense agora.

02/02/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:21

A RAIVA

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31/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 5:46

JULGUE MENOS, ENTENDA MAIS

Julgue menos, entenda mais. Em uma aldeia no Líbano vivia um médico muito sábio. Ele era um homem rico e, por essa razão, atendia a todos sem cobrar nada. Muitas pessoas caminhavam por dias para serem atendidas por ele. Esse médico tinha uma gata que, todas as noites, se sentava com ele na varanda, e eles faziam e acompanhia um ao outro até a hora de ir dormir. A gatinha era muito educada e, sempre que estava com fome, ia até a cozinha e ficava miando na porta até que o cozinheiro lhe dava um pote de comida. Certo dia, a gata não miou. Entrou na cozinha, subiu na pia, roubou um pedaço de carne que o cozinheiro ia preparar e, quando estava fugindo, o cozinheiro a viu. Irritado com o atrevimento da gata, ele a enxotou da cozinha com uma vassoura. Naquela noite, a gata não apareceu na varanda, e o médico ficou preocupado. No dia seguinte, ele começou a procurá-la e pediu ajuda de seus empregados. Quando viu o que estava acontecendo, o cozinheiro contou ao médico o que tinha havido no dia anterior. Logo, um de seus empregados apareceu contando que tinha encontrado a gata. O médico o acompanhou, e eles descobriram que ela tinha tido filhotes e eles estavam na fase de começar a comer. Ele entendeu a atitude da gata e foi falar com o cozinheiro. A gata não roubou a carne por vontade própria, e sim pelo amor e pela necessidade de seus filhotes. Ela não deveria ter sido maltratada por isso. Qualquer mãe, para atender as necessidades dos filhos, pode tomar atitudes extremas. Vemos nessa história que o cozinheiro teve um julgamento precipitado sobre uma atitude, o da gata, em pegar comida na cozinha, atitude que não era comum de sua parte. E só depois, conversando com o patrão, ele entendeu o porquê daquela ação da felina. Ela estava pegando comida para dar aos filhotes. Aprendemos que os meios justificam as ações? Não, pois não é sobre o outro, e sim sobre a nossa capacidade de julgar equivocadamente o outro. Você consegue se lembrar da última vez que fez um julgamento errônio sobre algo ou alguém e, depois que soube dos fatos, se arrependeu de ter julgado? Essa história nos ensina isso, sobre não julgarmos o outro sem sabermos o que o levou a tal atitude. Sim, eu entendo que nem todas as atitudes serão justificadas ou desculpadas por causa do motivo que a ocasionaram, mas que possamos frear nossos julgamentos a respeito do outro. Lembrar que o Messias, enquanto esteve por aqui, disse que, da mesma forma que julgarmos alguém, assim também seremos julgados. Pense nisso, mas pense agora.

30/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:07

A ULTIMA VIAGEM

A Última Viagem Era tarde da noite quando o taxista recebeu o chamado. Ao chegar, ele pensou em buzinar e aguardar. Mas imaginou que alguém que chamasse o taxi tão tarde poderia estar com alguma dificuldade. Saiu do carro, foi até a porta e tocou a campainha. Uma senhora idosa, pequena, franzina, com um vestido estampado, abriu a porta. Equilibrava-se em uma bengala e, na outra mão, trazia uma pequena valise. Ele olhou para dentro e percebeu que todos os móveis estavam cobertos com lençóis. Ele apanhou a mala e ajudou a passageira a entrar no taxi. Ela forneceu o endereço e perguntou: Podemos ir pelo centro da cidade? Mas o caminho que a senhora sugere é mais longo, observou o taxista. Não tem importância, afirmou ela, resoluta. Não tenho pressa, desejo olhar a cidade pela última vez. Estou indo para um asilo porque não tenho mais família, e o médico me disse que morrerei em breve. O taxista, que começaram a dar a partida, desligou o taxímetro. Sutilmente, olhou para trás, fixou nos olhos e perguntou aonde mesmo a senhora gostaria de ir. Ele a levou até um prédio na área central da cidade. Ela mostrou o edifício onde fora ascensorista quando jovem. Depois, foram a um bairro onde ela morou recém casada com seu marido. Apontou mais adiante o clube onde dançou com seu amor muitas vezes. De vez em quando, ela pedia que ele fosse mais devagar ou parasse em parecia olhar na escuridão, no vazio. Susp irava e olhou. Assim, as horas passaram e ela manifestou cansaço. Por favor, agora estou pronta. Vamos para o asilo. Era uma casa cercada de alvoreto e, apesar do horário, ela foi recepcionada de forma cordial por dois atendentes. Ela se despediu do taxista. Quanto lhe devo? Nada, disse ele, é uma cortesia. Mas você tem que ganhar a vida, meu rapaz. Há outros passageiros, ele respondeu. Sensibilizado, a envolveu em um abraço afetuoso. Ela retribuiu com um beijo e palavras de gratidão. Sabe, você deu a esta velhinha um grande presente. Deus o abençoe. Naquela madrugada, o taxista resolveu não trabalhar mais. Ficou a cismar. E se ele apenas tivesse tocado a buzina duas ou três vezes? E se tivesse recusado a corrida pelo adiantado da hora? E se tivesse querido encerrar o turno de forma apressada para ir para casa? Deu-se conta da riqueza que é ser gentil. Por vezes, pensamos que grandes momentos são motivados por grandes feitos. Contudo, existem coisas mínimas que representam muito para uma vida. O importante é estar atento, a fim de não perder essas ricas oportunidades de dar felicidade a alguém. Mesmo que seja um simples passeio pela cidade, uma ida ao cinema, uma volta pelo jardim, um bate-papo num final de tarde, atender um telefonema na calada da noite, estejamos atentos para as coisas mínimas, os gestos quase insignificantes. Eles podem representar para alguém toda a felicidade. Pense nisso. Mas pense agora.

29/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:08

OPORTUNIDADES

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28/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 4:36

PRECIOSIDADES

Preciosidades Como sempre, hoje o nosso Pense nisso trará um tema muito profundo. O que é precioso para nós? Quais as preciosidades da vida que devemos guardar com todas as nossas forças? O que nos dá sentido, propósito, valor? O que nos faz acordar todos os dias com vontade de viver, de aprender, de crescer, de querer ser melhor que fomos ontem? Certo dia, caminhando pelo centro da cidade, vi um casal de idosos. Seus corpos, já arquejados pela idade, seus passos pequenos e seus cabelos brancos, exalavam anos e mais anos vividos. Com as mãos dadas fortemente, como se tivessem medo de se perder. Em um do outro, paravam em frente às lojas e comentavam sobre como o lugar havia mudado e como tinha gente demais em um local que outra hora era tranquilo e isolado. Observei com curiosidade as lembranças deles, e a nostalgia de uma época nunca vivida me trouxe um misto de admiração e melancolia pela história que eles construíram juntos, enfrentando as mudanças do tempo e do espaço, melancolia pela consciência de que tudo é passageiro e que nada permanece igual, e também admiração pela paciência de compartilhar suas vidas. Eu me perguntei: o que é precioso para guardar? Talvez seja o amor, que é a força mais poderosa do universo, a energia mais pura da vida, a essência mais profunda da alma. É o que nos faz sentir bem, que nos faz querer cuidar, compartilhar, valorizar. E respeitar. Ou talvez seja a sabedoria, que é fruto do conhecimento e do avanço da idade, a conquista mais elevada da mente, a virtude mais admirável do caráter. A sabedoria é o que nos faz entender a realidade, interpretar os fatos, solucionar os problemas, que nos faz aprender com as experiências, refletir sobre as ideias, questionar as verdades. A sabedoria é o que nos faz ser sábios para vivermos melhor. Eu sei que essa não é uma pergunta fácil de responder. Cada um de nós tem uma história diferente, uma personalidade diferente, uma essência diferente. E por isso nós temos uma resposta diferente, uma visão diferente, uma experiência diferente. Cada um de nós tem uma forma de ver o mundo, de se relacionar com os outros. Se expressar. Mas eu acredito que existem algumas coisas que são preciosas para todos nós. Coisas que são universais, que são comuns, que são humanas. Coisas que nos conectam, que nos unem, que nos tornam iguais. Coisas que nos fazem sentir parte de algo maior, algo melhor, algo mais bonito e precioso. E essa preciosidade são as lembranças vividas ao lado das pessoas que amamos e que nos faz tão bem. São momentos que ficarão para sempre guardados nas nossas memórias e que, quando relembrarmos delas, mesmo que tenham sido forjadas no meio das dificuldades e de muitas lutas, nos fazem bem. Fazem-nos sentir felizes e sentir que valeu a pena passar por tudo aquilo. Aquele casal me fez questionar se eu estou vivendo da melhor forma possível, se estou aproveitando cada momento. Me fez lembrar da minha infância, dos meus pais, dos velhos amigos que há tanto tempo a vida separou, da minha família e dos meus filhos. E me perguntei: será que estou adquirindo preciosidades da vida? E você, já se questionou quais preciosidades quer guardar na sua vida? Pense nisso, mas pense agora.

27/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:42

ESPINHOS

Espinhos Conta-se que, durante a Era Glacial, quando parte do globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e, em defesos, morreram. Foi então que uma grande manada de porcos espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir e juntar-se mais e mais. Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro e, todos juntos, bem unidos, aqueciam-se, enfrentando por mais tempo aquele inverno tenebroso. Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida. E feridos e magoados afastaram-se, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus companheiros. Aqueles espinhos que aqueciam também feriam e doiam muito. Mas descobriram depois que essa não era a melhor solução. Afastados, separados, logo começaram a morrer congelados. Os que não morreram voltaram a se aproximar, pouco a pouco, com jeito, com precauções, compreensão. De tal forma que, unidos, cada qual conservava certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver, resistindo a longa era gracial. Essa história dos porcos espinhos tem muito a nos ensinar como seres humanos e vivendo em coletividade. Algumas relações parecem não ter espinho nenhum, já outras espinhos se fazem presença. E, por vezes, tentamos fazer igual aos porcos espinhos, já cansados de serem espetados e importunados pela dor. Mas só quando eles ficaram longe uns dos outros, passíveis de morrer do tenebroso frio, eles perceberam que, mesmo incomodando, ainda assim se fazia necessário estar perto. Muitas relações ao longo da nossa vida serão assim, vão nos gerar incômodo. Porém, também serão necessários para sobrevivermos, avançarmos e aprendermos e evoluirmos. Existe um lado positivo. Às vezes o espinho incomoda e a dor fala mais alto. E esquecemos de olhar também para o calor que aquela pessoa nos proporciona. É mais fácil olhar para o lado ruim das coisas, para os espinhos, ou esquecendo de olhar o aquecer que o outro também nos proporciona. Que possamos ser mais humildes e menos orgulhosos para enxergarmos no próximo, nas situações e na vida, mais calor e menos espinhos. Pense nisso, mas pense agora.

26/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:25

A IMPORTANCIA DO OCIO

A importância do ósseo Com o passar do tempo, nós perdemos a nossa essência, o nosso lado lúdico. Perdemos a nossa singularidade, isto é, deixamos de ser criativos por não usarmos a nossa imaginação. Albert Einstein disse que, enquanto a ciência é limitada, a imaginação abrange o mundo inteiro. A imaginação é a mãe de toda criação, pode ter certeza disso. Em certo momento, nos perguntamos: quem éramos quando criáseis? Com o passar do tempo, a vida nos carrega feito um rio, e nos esquecemos da nossa essência mais pura. A nossa curiosidade sobre as coisas vão diminuindo, e passamos a dar preferência por fórmulas e situações mágicas, seguras, que não exigem de nós uma busca dos porquês da vida. Passamos a não ter mais tempo para as coisas simples e buscamos somente o acúmulo de dinheiro, poder e status. Entramos no que chamamos de zona de conforto, que no bem da verdade deveria se chamar de a zona da morte, da morte do nosso criativo, a morte dos sonhos, a morte da nossa imaginação. Os primeiros sintomas, quando você está entrando nessa zona da morte, é a ansiedade e melancolia, e a sua criatividade vai aos poucos murchando, e com ela a sua luz vai se apagando. Quem éramos quando criança? Éramos ávidos por coisas novas, enlouquecidos para desvendar mistérios, éramos cheios de ósseos. Sim, o ócio, tão mal compreendido, pode ser o grande motivador de novas ideias e soluções para muitos problemas que estamos enfrentando. Existem estudos que comprovam que o ócio te leva a fazer muito mais. Foram em momentos do mais puro ócio que grandes obras musicais foram compostas. Foi no momento de ócio que Albert Einstein começou a desenvolver a teoria da relatividade, que iria transformar a humanidade. Quando éramos crianças, as nossas tardes duravam para sempre. E hoje, elas duram uma fração de segundo. Por isso, pare o tempo para voltar a ser você mesmo. Pare um pouco de focar somente nas metas, no objetivo, no resultado, na meta final. Isso é um grande erro que estamos cometendo contra nós mesmos. Porque o processo é que é fundamental. É no ato da busca que se encontram os melhores resultados. Por isso, a importância do ócio. O sociólogo italiano Domenico Di Masi, que revolucionou o conceito de trabalho, dizendo que as pessoas devem incluir no seu dia a dia um momento que tenham atividades para descansar, momentos de lazer, e conciliar isso com o trabalho e a aprendizagem. Levar a vida em loop pode parecer glamouroso, mas traz muitos perigos. Para a psicanálise, os momentos de relaxamento são fundamentais, pois é nessas horas que o cérebro começa a devanear. Essa devagação não é tempo jogado fora, pelo contrário. Devagar é caminhar pelo inconsciente e, porventura, encontrar, ter insights interessantes e preparar os circuitos para ter novas ideias. Você deve lembrar que, quando éramos crianças, nós tínhamos soluções para todos os problemas. Porque tínhamos o ócio, tínhamos tempo para a imaginação. Então, pare um pouco. Deixe espaço para a sua imaginação. Você vai ver que, como por encanto, muitas soluções para os seus problemas surgirão. Pense nisso e não se sinta culpado pelo seu próprio ócio.

24/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:48

O SEMEADOR

O Semeador Todos os dias, um coletor de materiais recicláveis andava pelas ruas da pequena cidade onde morava, em busca de insumos para o seu trabalho. Por onde passava, desejava bom dia para todos. Ajudava quem precisava e, sempre que possível, tirava dos rostos das pessoas um largo sorriso. Era tão querido pela vizinhança que os próprios moradores deixavam os recicláveis prontos para que ele pudesse pegar os insumos sem precisar se sujar. Certo dia, esse coletor, já avançado na idade e cansado com os fartos anos, veio a adoecer. Embora estivesse com a saúde debilitada, não podia deixar de se preocupar em como iria alimentar sua família. Seu ganha pão era semanal e, se não trabalhasse, não teria como comprar alimentos e nem suprir as necessidades básicas do seu lar. Melancólico, não deixava de pensar em quanto se esforçou para ser uma boa pessoa, tratando todos como gostaria de ser tratado, trabalhando duro e honestamente dia após dia. E o que isso lhe trouxe? Perguntava consigo mesmo. Não tenho condições de comprar os remédios de que preciso e, muito menos, conseguir cuidar da minha família. Enquanto estava perdido em seus lamentos, chegou uma enfermeira informando que ele seria transferido para a ala nobre do hospital. Chegando em seu novo leito, viu que estava rodeado de flores e frutas, com cartões de melhoras. Questionando, a enfermeira respondeu: são dos moradores da nossa cidade, estão preocupados e estimam a sua melhora. Quem foram os moradores? Não, esse foi eu, respondeu o homem mais rico da cidade, que estava sentado no canto da sala. Sabe, há mais ou menos 20 anos atrás, eu estava sentado na beira de uma rua, deprimido, pois tinha acabado de falir no meu empreendimento e estava pensando no pior, quando o Senhor passou por mim e me deu um bom dia, com um grande sorriso no rosto. Sem que houvesse resposta da minha parte, o Senhor voltou, sentou do meu lado e disse: a vida é muito dura, meu jovem, mas é terrível para aqueles que só veem o lado ruim dela. Colocando uma semente em minha mão, o Senhor continuou: seja como um semeador, por onde passar deposite uma semente que logo terá um arvoreto. O Senhor continuou o seu caminho e eu me levantei determinado a tentar novamente. Os anos passaram e eu nunca esqueci o que me disse. Vi o Senhor plantar a sua semente por toda a sua vida. E aqui está o seu arvoredo. Separei da minha fortuna esses títulos que irão te ajudar na sua velhice e no provimento para você e sua família. Na vida, todos somos semeadores. Semeamos as sementes da paz, do amor, do respeito, da discórdia também, do ódio ou do rancor. Cada reação nossa é uma semente que plantamos. E cada semente traz consigo o bem ou o mal que causamos às pessoas. Cada semente que plantar, mesmo que não perceba, pode mudar a vida de uma pessoa. Às vezes pode ser difícil. E a sua forma de ser pode incomodar muitos, que irão tentar te machucar. Mas cada atitude que você faz é uma semente. De sua é uma semente plantada, por mais que possa demorar. Ela irá crescer e render-lhe frutos, sejam eles bons ou ruins. Desejar o bem traz o bem. Seja positivo com todos à sua volta e igualmente será tratado. Semeia sempre o bem, ame sem julgar, pratique colocar-se nos lugares dos outros para que possas entender o que eles estão passando. Usando a parábola de um dos livros mais conhecidos da humanidade, a Bíblia, algumas sementes irão cair entre espinhos, outras entre pedregais e não produzirão. Mas as que caírem em boas terras, essas te darão bons frutos e você colherá boas amizades, boas energias e terá mudado para sempre a sua vida e a vida de alguém. Pense nisso, mas pense agora.

23/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 5:08

ATITUDES

Atitudes É normal sentirmos medo ou ansiedade quando novos desafios e novas oportunidades surgem em nossas vidas. No entanto, para que possamos enfrentá-los e usufruí-los de forma positiva, é importante colocar em prática a atitude. A atitude é significado de concretização de uma intenção ou um propósito. Ou seja, para cada passo da nossa vida é necessário um propósito e uma intenção. Às vezes é difícil. Há momentos em que estamos obscurecidos por preocupações, por obrigações, fixamos tantos nossos olhos no futuro e comparamos com o passado, que esquecemos que precisamos deixar o passado no passado e abraçar o presente para alcançar o nosso futuro. São as nossas atitudes que escrevem o nosso destino, e somos nós os responsáveis pela vida que temos. Viva o presente, porque o amanhã não saberemos se vai existir. E, caso ele exista, não saberemos se estaremos aqui. Tome decisões hoje. Perdoar hoje. Abraçar seu filho. Tome todas as atitudes que precisam ser tomadas hoje. Porque o amanhã a Deus proverá. Não sejamos daquelas pessoas que não tomam iniciativas para progredir e ficam sentadas esperando que algo bom aconteça em sua vida para, enfim, progredir. E, caso não aconteça, reclama que a vida é injusta. O mundo não se importa com seus problemas. Todos estão imersos nos seus próprios infortúnios. Então, não espere que o mundo te dê aquilo que você queira. Para que os seus propósitos se realizem, é preciso ter atitudes. Levante, corra atrás, saia da sua comodidade. Se a razão aponta uma necessidade, avalie os anseios e não se engane a modificar velhas atitudes e antigas opiniões. Porque apenas os sábios amadurecem com a vida. Todas nossas conquistas vêm da atitude e dos esforços necessários que fizermos para alcançar os nossos propósitos. E todas essas atitudes geram frutos, direta ou indiretamente, em nossas vidas, impactando nosso momento atual e o nosso futuro. Mantenha o coração aberto e alimenta-o de sentimentos capazes de projetar luz, paz e amor para uma reconstrução pessoal melhor. E assim, a atitude será apenas uma questão de ser e não de ter. A felicidade é uma escolha, o perdão é uma escolha, a simpatia é uma escolha, e toda escolha é uma atitude. Pense nisso, mas pense agora.

22/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:43

PAZ

Paz. Certa vez, um rei ofereceu um grande prêmio aos seus artistas para fazer uma pintura que representasse a paz perfeita. Vários artistas apresentaram suas obras como a representação do que é ter paz. De todas, o rei escolheu duas finalistas. Uma: um lago espelhado, perfeito, onde se refletia um place das montanhas, montanhas que o rodeavam. E a outra: um céu furioso, do qual saía um impetuoso aguaceiro, com raios e trovões, e as montanhas pareciam retumbar uma forte e espumosa torrente de água. Então, perguntaram ao rei qual seria a pintura ganhadora, e ele respondeu: a segunda. Sabem por quê? Atrás de uma cascata cresce um delicado arbusto na fenda de uma rocha, e ali, no meio da violenta queda d'água, tem um ninho e um passarinho dormindo serenamente. A paz não significa estar num lugar sem barulhos, sem problemas, sem trabalho duro ou sem dor. A paz significa que, apesar de estar em meio a todas essas coisas, podemos permanecer calmos dentro do nosso coração. Este é o verdadeiro significado da paz. Hoje vivemos em meio a mísseis, explosões e infrações, devido a guerra que o mundo está vivenciando. Ficamos apreensivos e desejando que tudo se acalme para que possamos viver em paz. A paz é um dos tesouros mais desejados, só que, ao contrário do que se acredita, a paz não engloba apenas a simples inexistência de um confronto armado. A paz começa no íntimo de cada um. É a força interior que precisamos para manter o equilíbrio, nos livrando de cair nas armadilhas da frustração, dos desgostos e da negatividade. A guerra sempre existiu e sempre esteve presente em nossas vidas, seja entre países, família, vizinhos. E os impactos emocionais que essas guerras trazem é negativo para nossa existência. Nos traz dor, tristeza, caos. A paz é possível, mas demanda esforços. Comecemos por praticar a paz em nossos lares e, aos poucos, vamos transbordando para os nossos círculos de pessoas, garantindo a estabilidade física e emocional de todos. Sejamos artesãos da paz ao nosso redor. Busquemos sempre viver em harmonia com o nosso próximo. Busquemos sempre a solução diplomática e, em toda a circunstância, busquemos fazer o bem. Aprecie a vida e as boas dádivas que recebemos. Acalma a tua alma e a tua mente, porque, quanto mais buscamos a paz, mais podemos viver em uma vida longínqua, profícua e prazerosa, com sabedoria e benevolência. Benditos sejam aqueles que conseguem encontrar a paz. Pense nisso, mas. Pense agora.

21/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:49

INDAGAÇÕES

INDAGAÇÕES Você acredita na vitória do bem, sem que nos disponhamos a trabalhar para isso? Admite você a sua capacidade de errar, a fim de aprender, ou, acaso, se julga infalível? Se estamos positivamente ao lado do bem, o que estamos aguardando para cooperar em benefício dos outros? Nas horas de crise, você se coloca no lugar da pessoa em dificuldade? E se a criatura, enganada pela sombra, fosse um de nós? Se você diz que não perdoa quem lhe ofende, porventura crê que amanhã não precisará do perdão de alguém? Você está ajudando a extinguir os males do caminho ou está agravando esses males com atitudes ou palavras inoportunas? Irritação ou amargura, algum dia, terão rendido paz ou felicidade para você? Quem mais lhe atrai na convivência com o próximo: a carranca negativa ou o sorriso da animação? Que importa o julgamento menos feliz dos outros a seu respeito, se você traz a consciência tranquila? É possível que determinados companheiros nos incomodem presentemente? No entanto, será que temos vivido até agora sem incomodar a ninguém? Você acredita que alguém pode achar a felicidade admitindo-se infeliz? É necessário refletir diariamente sobre o que queremos para nossa vida, realmente. É necessário pensar diariamente sobre o universo e suas leis perfeitas, colocando-nos no lugar certo, na hora certa, ao lado das pessoas que precisam de nós. Olhamos ao nosso redor. Tudo está onde deveria estar. E nós? Como estamos? Conseguimos perceber isso? Conseguimos extrair disso forças para enfrentar os desafios? Conseguimos entender que tudo é um grande processo de aprendizado? Não somos um acidente de percurso, como pode até nos ter sido dito, mencionando uma possível gravidez inesperada. Assim, não gastemos nosso tempo com futilidades. Não nos afastemos dos caminhos que nos levam adiante. Não abdiquemos das oportunidades que a vida nos dá para entender melhor as questões importantes para nosso desenvolvimento. Pensemos antes de agir. Repensemos antes de reagir. Peçamos ajuda antes de tomar decisões importantes. Indaguemos-nos. Autoconheçamos-nos. Não aceitemos verdades sem antes de uma análise minuciosa. As respostas sempre virão para os que realmente estamos interessados em nos melhorarmos, para os que não pensamos apenas em nós mesmos, egoisticamente, para aqueles que vivemos o amor e queremos aprender mais sobre ele. Pense nisso, mas pense agora.

20/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:23