Pense Nisso | Morena FM - Easy | Cadena

Episódios

SÍNDROME DO ELEFANTE PRESO

-

21/10/2025 06:30 | DURAÇÃO 5:59

AGIR OU REAGIR

Agir ou reagir? É possível ser easy o tempo todo? É possível sempre levar tudo de boa? Embora considere um sinal de sabedoria não jogar tempero em cima de problemas menores, nem supervalorizar pequenos imprevistos ou pequenas alfinetadas, creio que nem sempre a gente consegue segurar a onda. Nem sempre a gente consegue respirar fundo antes de soltar um comentário maldoso ou sentir um forte incômodo pela situação vivida. Estamos cercados, constantemente, por pessoas e circunstâncias. A nossa paciência é posta à prova diariamente, nas mais variadas situações cotidianas desde pegar um transporte público lotado às 7 da manhã até conviver com pessoas que nos desagradam. Passamos por imprevistos que incluem desde um pequeno atraso por conta do trânsito até a necessidade de engolirmos a nossa opinião para não ferir as pessoas. Até o ponto de fingir que certas atitudes não magoam tanto assim — só para manter a paz no ambiente de trabalho, no ambiente familiar, entre amigos, entre parceiros amorosos. E parece que sublimar algumas frustrações e ofensas é bastante salutar para a vida. Por outro lado, segurar tudo na garganta, não expressar as emoções, não falar a respeito do que nos fere, pode ser um bom começo para o acúmulo nocivo de mágoas que começam pequenas e desimportantes, mas vão ganhando corpo com o passar do tempo. Não digo que devemos botar tudo em discussão, que devemos debater cada mínimo detalhe da relação. Debater o tempo todo por tudo pode ser bem desgastante pode ampliar problemas insignificantes. Porém, nunca conversar sobre nada, nunca tentar aparar arestas, pode gerar um desinteresse pela relação. Pode gerar um sentimento de que nada pode ser transformado para algo melhor, mais significativo. Sim, nem tudo deveria ser debatido. Mas, quando uma questão realmente nos incomoda e nos faz perder um pouco da vontade de estar junto, me parece importante conversar a respeito. Nem sempre conseguimos ser compreensivos. Nem sempre conseguimos relevar, passar por cima, deixar pra lá. Nem sempre conseguimos ser easy. Por mais que seja importante exercitar a paciência forte qualidade de pessoas emocionalmente maduras nem sempre é possível ficar de boa com tudo. Sim, a vida tem um lado pesado, querendo ou não aceitá-lo. Se, por um lado, não é saudável fazer uma guerra por tudo, por outro, me soa estranho achar tudo normal, não se indignar com nada, concordar com tudo. Me soa estranho não nos sentirmos abalados por nada nem ninguém. Quando nada nos afeta, é porque estamos com as emoções amortecidas. Estamos impregnados pela indiferença. Claro, devemos ter uma ação diante de uma injustiça mas nunca uma reação que cause o mesmo efeito. O grande desafio é deixar de reagir, escolhendo o agir, que gerará sempre melhores resultados, posto que é fruto do equilíbrio e da reflexão. E a transformação do nosso comportamento acontecerá paulatinamente, e será o resultado da disciplina no pensar que gera o hábito da reflexão, culminando pelo desarmar de nossas atitudes. Portanto, já não mais vítima das palavras rudes, do comportamento infeliz ou da atitude intempestiva… Que a análise e reflexão de nossas atitudes possam fazer com que, aos poucos, a reação ceda lugar à ação pautada em um comportamento de paz, lucidez e fraternidade. Quando reagimos, revidando ofensas, agressões, descuidos alheios, passamos a sintonizar com quem as produziu. A partir daí, mantemos uma interdependência psíquica que nos aprisiona em nuvens mentais de sentimentos mausãos que somente nos prejudicam, física e espiritualmente. Optemos sempre pela ação ponderada. E gozemos de saúde, de tranquilidade, vivendo sem sintonia com aqueles que ainda transitam pelas faixas da inconsequência ou da maldade. Façamos isso e nos sentiremos leves, felizes, plenificando-nos com as celestes bênçãos.

20/10/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:58

ONDE,QUANDO,PORQUE

Onde? Quando? Por quê? Um senhor de idade avançada chegou ao pronto-socorro para fazer um curativo em sua mão, que apresentava um profundo corte. Quando o médico iniciou o atendimento, percebeu que o idoso estava muito agitado, como se estivesse tomado de profunda afobação. E, enquanto vagarosamente higienizava suas mãos antes de iniciar o procedimento, o senhor, contrafeito, apressou: — Vamos, meu filho. Ande rápido com isso, que eu estou com muita pressa. O médico começou a cuidar do corte. O idoso, agitado, não conseguia permanecer muito tempo com a mão em repouso, dificultando o procedimento. O médico ficou curioso a respeito do motivo de tamanha pressa e questionou o paciente, que respondeu: — É que todas as manhãs eu visito a minha esposa, que está em uma casa de repouso, pois sofre do mal de Alzheimer. — Agora eu entendi o motivo de tamanha pressa — disse o médico, não contendo um sorriso. — Se nos demorarmos por aqui, ela poderá ficar preocupada com a sua demora. — Na realidade, doutor, ela já não sabe nem quem eu sou — disse o triste idoso. — Há quase cinco anos não me reconhece mais. — Mas então, por que tanta pressa? E para que há necessidade de estar com ela todas as manhãs, se ela nem o reconhece mais? Com um sorriso terno e um grato brilho no olhar, o velhinho respondeu: — Ela não sabe quem eu sou... mas eu sei muito bem quem ela é. Ela é o amor da minha vida. No mundo em que o culto à aparência física, à beleza, à imagem se sobrepõe a princípios morais e éticos... No mundo em que expressar o que se sente é sinal de fraqueza e ingenuidade, nos questionamos: Onde? O amor é, por excelência, o centro da natureza de todos os seres. Muitos já falaram sobre o amor durante milênios — tudo para que pudéssemos aprender a amar. Mas... o que sabemos, de fato, sobre o amor? Poucos de nós ultrapassamos as barreiras do orgulho e do egoísmo para vivenciarmos esse que é o sentimento mais sublime de todos. O amor é um modo. Uma filosofia de vida. O amor é um caminho a ser percorrido. O amor é a fonte de todas as virtudes. Pois, sem ele, não há caridade, resignação, benevolência, perdão, esperança. Sem o amor, não há a suma criação. O amor é o laço que nos liga a todos e nos direciona ao mesmo fim, por um mesmo meio, e de uma mesma forma. Onde o amor? Ele deve se fazer presente onde há guerra, onde há violência, onde há tristeza, dor, ódio, sofrimento, fome, angústia, desespero, solidão. Quando, amor? Quando a verdade vacilar, o desânimo se abater, o medo se aproximar, o orgulho prevalecer. Quando a saudade apertar, o coração se ferir, o egoísmo correr. Por que o amor? Porque o amor é o caminho certo a ser percorrido por todos aqueles que desejamos ser verdadeiramente felizes, termos paz, alcançarmos o equilíbrio, progredirmos, compreendermos a nossa própria existência. Pensemos nisso. Mas agora.

18/10/2025 06:30 | DURAÇÃO 3:58

TÉDIO

TÉDIO Muitas pessoas estabelecem objetivos de vida que passam a ser buscados com intensa determinação. Limitam seus interesses na conquista de seus sonhos e, quando os alcançam, nem sempre encontram neles o sentido e o significado que esperavam. A meta, que por tanto tempo representou a razão de viver, cede lugar ao tédio, empurrando os seres para os abismos da depressão ou dos vícios. Por vezes, são pais que colocam, na vida dos filhos, os próprios sonhos. Projetam, no futuro de seus rebentos, os desejos que eles próprios não puderam realizar. No entanto, os filhos crescem e devem enfrentar as próprias lutas e dar curso às próprias vidas. Por vezes, a constatação dessa verdade causa, nos pais mais despreparados, amarga aflição. Outros ainda anseiam por alcançar um patamar elevado na carreira, para mealhar, assim, consideráveis recursos financeiros. Porém, quando seus objetivos se realizam, sentem-se desestimulados. Há aqueles que se esforçam para ter fama e destaque na sociedade e que, quando os alcançam, amargurados e vazios, entregam-se às drogas e aos abusos do sexo. Inquietação e desequilíbrio costumam servir de base na busca por objetivos imediatos de prazer e de satisfação. Tais metas são frutos do egoísmo que ainda move os seres e, quando alcançadas, produzem tão somente rápida e passageira satisfação. Em pouco tempo, a antiga e conhecida sensação de aborrecimento e de vazio volta a exercer forte influência no cotidiano, como se todo o esforço tivesse sido feito, tivesse sido vão, como se toda a luta não tivesse valido a pena. Nos lábios, a impressão de que alguma palavra ficou faltando. Na boca, a permanente sensação de sede. É a fome de realização plena. É uma sensação de que, em sonho, tudo era mais belo e satisfatório. É o tédio, terrível flagelo que consome existências. Silencioso e ardiloso, penetra suavemente no comportamento, instalando-se na mente e no sentimento, depauperando e dominando os indivíduos. Quando te percebas a um passo do tédio, assume nova postura e busca uma atividade que te preencha o tempo físico e mental de forma útil. Nunca te considere impossibilitado de trabalhar, de agir no bem e de produzir. Considera o esforço dos artistas sem braços, sem pernas, que se revelaram excelentes pintores, escultores, desenhistas, ricos de inspiração e de alegria de viver. Reflete sobre a vida de outros deficientes que se transformaram em mensageiros da renovação interior, tornando-se membros indispensáveis da economia moral e social no mundo. O esforço que lhes foi exigido não lhes concedeu tempo para qualquer forma de tédio ou de desinteresse, entregando-se à lamentação ou ao desencanto. Não cesses de edificar, nem te permitas contemplar a retaguarda do já feito. Examina a perspectiva do quanto ainda necessitas realizar. Aspira à conquista do infinito e nunca te sentirás entediado com os logros conseguidos. Quem se basta com as aquisições meramente materiais ainda não alcançou a real maturidade, nem descobriu as prioritárias metas existenciais. Pela alegria de viver, não apenas pelo que consiga deter nas mãos, jamais será vítima do tédio, porque estará sempre em ação, sentindo-se útil e pleno. Pense nisso, mas pense agora.

17/10/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:25

A VIDA, CORAGEM, BELEZA, MAGIA E ROMANTISMO

-

16/10/2025 06:30 | DURAÇÃO 6:43

O SILENCIO QUE ORIENTA

O silêncio que orienta A vida agitada, a correria diária, as atribulações constantes costumam nos deixar tensos. Poucos nos permitimos momentos de descontração, de relaxamento e até mesmo de silêncio. Buscamos muito barulho externo para abafar o barulho interno que trazemos em nós. E como se sofréssemos de um zumbido intenso em nossos tímpanos, e para não sucumbir ao sofrimento, necessitamos de outros ruídos para mascarar os zumbidos. E, desta forma, perdemos a noção do valor do silêncio. Conta-se que um fazendeiro descobriu que tinha perdido um relógio muito valioso no celeiro. Era também de grande valor sentimental, pois ainda jovem. Lhe havia sido presenteado por sua mãe. Resultando em frutífera a sua busca, ele procurou a ajuda de um grupo de crianças. Prometeu uma recompensa para quem encontrasse o seu relógio. As crianças se entregaram à tarefa alvorossadas na ansiedade de receberem o prometido. Contudo, depois de algum tempo, ainda não haviam logrado o êxito. Quando o fazendeiro estava prestes a desistir, o menino lhe pediu a chance para mais uma tentativa. Autorizado, entrou sozinho no celeiro. Passado algum tempo, ele saiu triunfante com o relógio nas mãos. Todos ficaram admirados. O fazendeiro lhe perguntou o que ele fizera para conseguir. O garoto explicou que se sentava no chão, fecharam os olhos e escutara. No silêncio, ouviu o tic-tac do relógio e descobriu onde estava. Tantas são as perdas que vivenciamos em nossas vidas e que poderiam ser facilmente solucionadas. Muitas vezes nos permitimos que o desespero nos abrace. Em outras ocasiões temos desentendimentos sérios por simples pontos de vista antagônicos. Atritos surgem pelo fato de perdermos determinados objetos. Uma palavra desagradável estraga o nosso dia. Tristezas invadem nosso coração por mal entendidos surgidos por coisa nenhuma. Um olhar duro com ares de reprovação nos acompanha durante muito tempo magoando-nos. Amizades se desfazem por insignificantes tolices. Namoros terminam por conversas mal intencionadas de terceiros. Casais entram em batalhas domésticas ou judiciais por descontrolação. Confianças sem comprovação. Famílias se distanciam por interesses particulares. Vidas declinam por mágoas e ódios contínuos. Nisso tudo que nos envolve, não nos detemos para analisar detalhes importantes, por mantermos a mente focada e fervilhante no barulho perturbador. Não silenciamos para pensar com calma na situação que vivenciamos e encontrar soluções. Não conseguimos perceber que uma mente em paz pode pensar melhor do que uma mente confusa. Que alguns minutos de silêncio poderão nos acalmar e nos permitirão ouvir o som da compreensão. Silenciar a boca e a mente nos distanciará de coisas mesquinhas e nos permitirá perceber uma voz interna a nos conduzir na direção certa, ajudando-nos na definição das melhores soluções. Enxergar novos e mais leves panoramas. Alguns a definem como sendo a voz de Deus. Outros dizem ser a voz da consciência pacificada, que retrata a nossa realidade. De toda forma, somente o silêncio nos permitirá ouvi-la. Aprendamos a fazer silêncio vez ou outra. E pense nisso, em silêncio.

15/10/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:28

EXEMPLOS, LIÇÕES E EXPERIENCIAS

Exemplos, lições e experiências. Que modelos temos apresentado aos nossos filhos para que eles possam seguir? Às vezes, buscamos modelos de longe, nomes expressivos que tenham realizado grandes benefícios para a humanidade. Se são autênticos, naturalmente falam a alma do jovem, que é idealista por natureza. Contudo, existem, por vezes, criaturas bem próximas a nós que não valorizamos devidamente. Avós, parentes, amigos que traduziram sua vida em legado de paz, que sacrificaram tudo por seus ideais, que exerceram suas atividades para além do dever. Lemos, certa feita, a cerca de um prisioneiro político romano que somente aos seus filhos. 76 anos, graças à queda do regime, pôde visitar seus filhos e conhecer seus netos. Um homem de 76 anos, de profundos olhos azuis que, apesar de toda a dureza e maus tratos sofridos na prisão, manteve seu entusiasmo pela vida, na certeza de que tudo valera a pena. Mesmo o sacrifício da família, do prestígio, do poder que gozava. Contemplando o mar, nas areias das praias americanas, comendo batatas fritas e aprendendo com os netos a atirar um disco de plástico, exclamava, que belo sonho, que maravilha, a vida vale a pena ser vivida em toda a sua plenitude. Um de seus netos, alguns dias depois, precisou escrever uma redação para a escola. Durante várias horas, ele. Trabalhou duro sobre as folhas de papel. Quando terminou, leu em voz alta para a sua mãe emocionada. Conheci um verdadeiro herói. O pai de minha mãe foi parar na cadeia por falar abertamente contra o governo. Depois de seis anos de solitária prisão, ele foi libertado. Minha mãe, meu tio e minha avó saíram do país. Ele não foi autorizado a ir embora com eles. Sozinho, ficou em seu país amargando a dor da separação e o desrespeito de amigos e parentes que o consideravam um fracassado. Ouvir falar de meu avô fez com que eu entendesse que lutar por minhas crenças é muito importante para mim. Na quinta série, escrevi a professora uma carta de protesto porque considerei que ela tomara uma decisão injusta em relação a um de meus amigos. Atualmente, sou representante da turma no conselho de alunos e estou lutando com firmeza para melhorar nossa escola. Tenho orgulho de meu avô romano. Espero que, de fato, exista uma outra vida para que possa vê-lo outra vez. O exemplo é nobre e, como percebemos, estabeleceu rumos dignos a outras vidas. Sua lição foi a de que não devemos silenciar nossa voz na defesa dos valores e da verdade. Ao contrário, devemos falar para sermos ouvidos, senão, como já aprendemos a sentir, sempre haverá uma parte em nós que permanecerá insatisfeita. Lutar pelos ideais de enobrecimento é ensinamento que não devemos relegar a segundo plano, em se falando de nossos filhos, nossos tesouros e responsabilidades. Aproveitemos todas as lições com que a vida nos honra as horas. Estejamos abertos. Estejamos atentos, tendo olhos de ver e ouvidos de ouvir. Os exemplos passam ao nosso lado e suas experiências são lições significativas que não podemos ignorar. Pense nisso, mas pense agora.

14/10/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:35

A SOLIDAO DE UMA VIDA LIQUIDA

A Solidão de uma Vida Líquida A primeira vez que ouvi os termos Mundo Líquido, Vida Líquida, Tempos Líquidos, eu confesso que não entendi. Até conhecer a obra do sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman, morto em 2017 aos 91 anos com suas faculdades mentais intactas. Em seus livros ele fala sobre a comunicação através das mídias sociais e suas dificuldades. Zygmunt chamou esse momento pós-moderno de relações líquidas, isto é, relações efêmeras, sem laços sólidos de afetividades. E um dos maiores efeitos colaterais das mídias sociais, isso já abordamos aqui no Pense nisso, é a solidão interativa. O sociólogo afirma que podemos passar horas. Na internet e sermos incapazes de ter uma verdadeira relação humana, seja com quem for. A solidão interativa se espalha nas redes sociais, especialmente no Facebook. São fotos e fotos postadas, a maioria forjando uma felicidade, quando na verdade é tudo fake. As mais usuais são aquelas em que o autor se auto-fotografa, as famosas selfies, e sai espalhando-as de um dia para o outro, quando não de uma hora para outra. E aquelas dos momentos felizes? Sim. Tem gente que acha que os seus instantes de lazer e diversão têm que, obrigatoriamente, ser vistos por todos. E lá vai mais um poste ao lado do namorado ou namorada, dos amigos, geralmente com ares de forçação de barra. Porque a gaiola do trânsito, a gaiola do trânsito, a gaiola do trânsito. Forjada por nós mesmos, só pode ser aberta pela chave da felicidade plena. Temos milhares de amigos nessa cornucópia virtual. Nessa caixa de Pandora do século XXI, Eis-nos diante de mais uma quimera. O Alto Engano. O Alto Engano é peça-chave para a nossa sobrevivência. Mentimos não só para os outros, mas principalmente para nós mesmos. Mesmo protegidos na redoma da interatividade, Continuamos sós, ali onde apenas a solidão nos alcança. E enquanto teclamos a torto e a direito, Sugerindo que estamos sempre on, A vida verdadeira continua off. E nunca nos damos conta de que, no fim, Toda a solidão que nos rodeia, essa sim. É real. Porque bytes, bits e pixels não transmitem calor. E o verbo sem o hálito quente é apenas palavra morta. E no final só informamos as nossas quimeras, as nossas fantasias e nos comunicamos cada vez menos como pessoas reais. E é a isso que chamamos de solidão interativa. Sigmund Baumann, definiu o mundo líquido em que vivemos com estas palavras. É uma situação muito ambivalente e consequentemente um fenômeno curioso dessa pessoa solitária numa multidão de solitários. Estamos todos numa solidão, inseridos numa multidão ao mesmo tempo. Assim, não será a tecnologia que nos afastará da solidão. Ela ainda se faz presente. Porque não vivenciamos os valores da solidariedade, da compaixão, da fraternidade. E, por mais que a tecnologia se desenvolva, por mais recursos nos ofereça, jamais eliminará a solidão de dentro de nós. Poderá, sim, agregar milhares de nomes em nossas redes de relacionamento. Porém, para preencher as necessidades do nosso coração, para que nele não haja mais espaço para a solidão, necessitamos cultivar a fraternidade, que pode até se iniciar no mundo virtual, mas terá que, inevitavelmente, migrar para a realidade das ações do nosso coração. Desta forma, a felicidade não será líquida, e sim, sólida. Pense nisso, mas pense agora.

13/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 5:05

PEDRAS E PAES

-

10/10/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:45

FEITO REVOADA

-

08/10/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:45

COMPARAÇÕES

-

07/10/2025 06:30 | DURAÇÃO 3:53

O SILÊNCIO É OURO

-

06/10/2025 06:30 | DURAÇÃO 3:30

TRANSITORIEDADE

-

04/10/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:20

O PERDÃO

-

03/10/2025 06:30 | DURAÇÃO 2:59

SOLIDARIEDADE ENTRE AS GERAÇÕES

-

02/10/2025 06:30 | DURAÇÃO 3:08

PERDENDO A NOÇÃO DO TEMPO

-

01/10/2025 06:30 | DURAÇÃO 3:17

CERTEZAS DA VIDA

-

30/09/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:04

ACEITAÇÃO

-

29/09/2025 06:30 | DURAÇÃO 3:59

LEVE VANTAGEM VOCÊ TAMBÉM

-

27/09/2025 06:30 | DURAÇÃO 3:37

UM GESTO DE AMOR

-

26/09/2025 06:30 | DURAÇÃO 3:21

AS ESTAÇÕES

-

25/09/2025 06:30 | DURAÇÃO 2:57

SOLIDÃO VIRTUAL

-

24/09/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:13

CONCLUSÕES APRESSADAS

-

23/09/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:48

O PRIMEIRO PÁSSARO

-

22/09/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:16

SENTIR NA PRÓPRIA PELE

-

20/09/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:17