Pense Nisso | Morena FM - Easy | Cadena

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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INGREDIENTES PARA O EXITO

INGREDIENTES PARA O ÊXITO Todos desejamos ter êxito em nossas vidas. Queremos alcançar os melhores resultados possíveis. E isso está ao nosso alcance. Basta estarmos atentos às oportunidades que nos surgem no caminho diário, na vontade e disposição de realizar ações que nos permitam construir a trajetória exitosa. Podemos deixar no passado os sentimentos e pensamentos negativos que nos perturbam. Se cometemos erros, que nos sirvam como aprendizado para não errarmos de novo. Seja nosso o propósito de não cair nos mesmos equívocos. Cada superação se constitui em degrau acima em nossa ascensão. Salientemos as qualidades nossas e do nosso próximo e esqueçamos os defeitos. As qualidades podem nos possibilitar boas ações. Os defeitos devem ser analisados para que possamos ir transformando-os em virtudes. Mobilizemos nossos pensamentos na construção de uma vida nova. Busquemos aprender sempre. Os novos conhecimentos nos permitirão ampliar nossa compreensão e agir com maior segurança. Fortaleçamos o recurso da simpatia. Ela nos permitirá viver de forma mais harmoniosa e nos aproximará das pessoas. Acostumemo-nos a sorrir. Um sorriso alegre ao dia. Podemos oferecer sorrisos sem qualquer custo no transcorrer das horas. Melhoremos nosso vocabulário. As boas palavras podem ser poderosos recursos de auxílio ao próximo. Uma palavra de incentivo e de esperança pode mudar a vida de alguém. Saibamos usar nossas palavras para o progresso e a transformação positiva ao nosso redor. Criemos a disposição da escutatória. Importante é saber ouvir. Quem se encontra em um momento de aflição muitas vezes quer apenas compartilhar sua dor. Cedamos algum tempo para ouvir quem precisa dizer das suas dores e dos seus desconfortos, criando um vínculo de amorosidade que a aconchega e a acalenta. Valorizemos a ação das pessoas que estão ao nosso redor. Significa a gratidão reconhecer as boas iniciativas praticadas por quem nos beneficia. Saibamos desenvolver o reconhecimento das potencialidades daqueles que caminham pelas nossas mesmas estradas. Abençoemos a vida. Saibamos ser gratos por viver mais um dia, mesmo quando as dificuldades surgem. Saibamos também agradecer as bênçãos do sol, da chuva, do ar que respiramos. Se conseguirmos desenvolver esses recursos, com certeza melhoraremos nossas vidas e conseguiremos contribuir para a melhoria daqueles que estão ao nosso redor. O êxito verdadeiro vem das conquistas íntimas. O desenvolvimento desses recursos se faz ferramenta de transformação moral. O próprio tempo é um grande recurso de que devemos nos servir da melhor forma: viver o presente sem perder a vida, sem perder tempo com aflições do passado, que geram mágoas e ressentimentos. Pensemos no futuro com proposições de sermos melhores, com desejos de construir o bem. Desenvolvamos novos recursos íntimos. Potencializemos nossas conquistas. Comecemos no hoje, no agora. Pensem nisso, mas pense agora.

05/05/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:38

COMPARAÇÕES

Comparações Você tem o costume de se comparar com alguém? Escute a história sobre o Jardim do Rei. Certa vez, o Rei foi visitar o seu jardim e ficou surpreso com o que viu. O jardim estava murcho, as árvores estavam secas e as flores não brotavam. Imediatamente, ele chamou o jardineiro, que também não soube explicar o porquê de o jardim estar da maneira que estava. Ele explicou que estava irrigando, adubando, podando e cuidando da melhor maneira, mas não adiantava. Então, o rei resolveu perguntar às plantas o que estava acontecendo e, para sua surpresa, elas responderam. O carvalho estava triste porque não era tão alto quanto o pinheiro. O pinheiro estava triste porque não produzia uvas como a parreira. A parreira queria produzir flores como a roseira. E a roseira queria ser uma árvore como o carvalho. Somente um pé de amor-perfeito estava belo e florido. Intrigado com tudo aquilo, o rei foi falar com o amor-perfeito, que respondeu: “Como posso querer ser alguém além de mim mesmo? Somente tento ser o melhor que posso ser a cada dia.” Essa história de hoje nos ensina a importância de se aceitar e reconhecer as suas próprias qualidades. Nessa história, o jardim pode ser interpretado como uma metáfora da vida humana, onde cada planta representa um indivíduo com características próprias. O rei percebeu a tristeza e a insatisfação de suas plantas e perguntou a elas o que estava acontecendo. Ele entendeu as inquietações delas, mas somente quando falou com o amor-perfeito, aprendeu uma lição valiosa. O amor-perfeito representa a autenticidade e a integridade do eu. Ele não aspira a ser outra planta, mas se esforça para ser o melhor em sua própria natureza. É preciso cultivar a autoaceitação e a gratidão pelas próprias características e conquistas. Assim como o amor-perfeito, devemos buscar a autenticidade e nos valorizar, ao invés de nos confundir, comparando-nos constantemente com os outros. A verdadeira beleza e contentamento vêm de aceitar e prosperar em nossa própria essência. Uma pensadora disse, certa vez, que a comparação é a mãe da insatisfação, e a insatisfação é o parente mais próximo do fracasso. Outro do ser humano: é hora de olhar para si apenas. O quanto já evoluiu do eu do passado? E quanto pretende evoluir para ser o eu do futuro? Não se compare. Cada um tem uma jornada, um ponto de partida e uma linha de chegada. Não é uma corrida. Viva a sua vida enxergando a maravilha da singularidade. Você não precisa ser o carvalho almejando ser o pinheiro. Seja como o amor-perfeito: único e feliz por ser quem é e ter o que tem. Pense nisso, mas pense agora.

04/05/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:53

ACOLHIMENTO QUE ARREBATA

Acolhimento que arrebata Francisco de Assis, em seu tempo, revolucionou ideias e inaugurou parâmetros de comportamento. Tinha uma forma toda especial de tratar com os desertados da sorte, os pobres, os equivocados. Conta-se que, certa feita, três ladrões que viviam atormentando a cidade de Monte Casale foram pedir comida a Freangelo. Ciente de quem eram e dos danos que poderiam provocar, ele os afugentou. Tão logo se fez a oportunidade, tudo narrou a Francisco, confiante de que receberia agradecimentos pelo que fizera. No entanto, Francisco de imediato não concordou com essa atitude, pois não condizia com a proposta de amor dos evangelhos e com os exemplos do mestre, Jesus. Chamando os frades, a todos determinou outro padrão de tratamento para com os irmãos ladrões. Disse-lhes que, caso tornassem a encontrá-los, deveriam ter para com eles um procedimento diferente do comum das pessoas. Propôs, então, que os frades adentrassem a floresta, onde costumavam se esconder os malfeitores, levando alimento e uma toalha, oferecendo a refeição, mais ou menos nos seguintes termos: Irmãos ladrões, venham comer. Não precisam assaltar as pessoas. E, quando assaltarem, por favor, não batam nelas. O ritual deveria ser repetido dia após dia e, finalmente, quando conseguissem a presença dos ladrões para a refeição, deveriam aproveitar para lhes falar de outra forma: Irmãos ladrões, não seria melhor que vocês trabalhassem em vez de roubar? Podemos ajudá-los? Arrumar alguma ocupação? Que tal? A proposta de acolhimento e regeneração, nessa aproximação gradativa e singela, feita de forma sincera e interessada, acabou por convencer alguns dos ladrões a modificarem a sua vida, aderindo à proposta de amor e fraternidade pregada e vivenciada por Francisco. É possível que, nos dias atuais, com tanta violência vigorando e a criminalidade alcançando patamares inimagináveis, nenhum cidadão se sinta seguro a qualquer hora do dia ou da noite, nas ruas, nem em sua casa ou em seu local de trabalho. Por isso mesmo, dificilmente buscaria um diálogo com malfeitores de qualquer ordem, até mesmo por temor à sua própria vida, pela sua integridade física. Mas o exemplo vivenciado pelos frades, sob a batuta de amor de Francisco, pode nos servir para meditarmos a respeito de novas fórmulas de tratarmos com os que qualificamos de malfeitores ou criminosos. Uma proposta de regeneração, de reeducação, iniciando pela conquista através da pedagogia do acolhimento. Também uma maneira de nos conduzir a reflexões sobre nossa própria forma de tratar os malfeitores da nossa paz: os que nos causam problemas, levantam calúnias, estabelecem obstáculos na harmonia das nossas vidas. Como poderíamos interagir de forma positiva com eles? Talvez iniciando por não estabelecer sintonia com sua maldade. Depois, vibrando de forma diversa, endereçando-lhes, como resposta às suas agressões, o desejo de que se reabilitem, que se deem conta do desastre que estão causando para si mesmos. Que, quem semeia ventos colhe tempestades, já sentencia o provérbio popular. Com certeza, essa nossa mudança de comportamento nos conduziria a melhores dias, a horas mais harmônicas e produtivas. Pensemos nisso. Tentemos a proposta franciscana.

02/05/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:23

O ZELADOR DA FONTE

O Zelador da Fonte Conta uma lenda austríaca que, em determinado povoado, havia um pacato habitante da floresta que foi contratado pelo conselho municipal para cuidar das piscinas que guarneciam a fonte de água da comunidade. O cavaleiro, com silenciosa regularidade, inspecionava as colinas, retirava folhas e galhos secos, limpava o limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de água fresca. Ninguém lhe observava as longas horas de caminhada ao redor das colinas, nem o esforço para a retirada de entúrios. Aos poucos, o povoado começou a atrair turistas. Cisnes graciosos passaram a nadar pela água cristalina. Rodas d'água de várias empresas da região começaram a girar dia e noite. As plantações eram naturalmente irrigadas. A paisagem triste dos restaurantes era de uma beleza extraordinária. Os anos foram passando. Certo dia, o Conselho da Cidade se reuniu, como fazia semestralmente. Um dos membros do Conselho resolveu inspecionar o orçamento e colocou os olhos no salário pago ao zelador da fonte. De imediato, alertou aos demais e fez um longo discurso a respeito de como aquele velho estava sendo pago a âmbito, pela cidade. E para quê? O que é que ele fazia, afinal? Era um estranho guarda da reserva florestal, sem utilidade alguma. Seu discurso a todos convenceu. O Conselho Municipal dispensou o trabalho do zelador da fonte de imediato. Nas semanas seguintes, nada de novo. Mas, no outono, as árvores começaram a perder as folhas. Pequenos galhos caíam nas piscinas formadas pelas nascentes. Certa tarde, alguém notou uma coloração meio amarelada na fonte. Dois dias depois, a água estava escura. Mais uma semana, e uma película de lodo cobria toda a superfície ao longo das margens. O mau cheiro começou a exalar. Os cisnes emigraram para outras bandas. As rodas d'água começaram a girar lentamente. Depois, pararam. Os turistas abandonaram o local. A enfermidade chegou ao povoado. O conselho municipal tornou a se reunir em sessão extraordinária e reconheceu o erro grosseiro cometido. Imediatamente, tratou de novamente contratar o zelador da fonte. Algumas semanas depois, as águas do rio da vida começaram a clarear. As rodas d'água voltaram a funcionar. Voltaram os cisnes, e a vida foi retomando o seu curso. Assim como o conselho da pequena cidade, somos muitos de nós que não consideramos determinados servidores. Aqueles que se desdobram todos os dias para que o pão chegue à nossa mesa, para que o mercado tenha as prateleiras abarrotadas, os corredores do hospital e da escola se mantenham limpos. Há quem limpe as ruas, recolha o lixo, dirija o ônibus, abra os portões da empresa. Servidores anônimos; quase sempre passamos por eles sem vê-los. Mas, sem seu trabalho, o nosso não poderia ser realizado, ou a vida seria inviável. O mundo é uma gigantesca empresa, onde cada um tem uma tarefa específica, mas indispensável. Se alguém não executar o seu papel, o todo perecerá. Dependemos uns dos outros, para viver, para trabalhar, para ser felizes. Pensem nisso, mas pense agora.

01/05/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:42

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