Pense Nisso | Morena FM - Easy | Cadena

Episódios

VIVA GRANDEMENTE: A FORÇA DA EMPATIA E DA SUPERAÇÃO

Uma história sobre como um gesto de amor e compaixão pode transformar destinos. Mariana encontrou um menino marcado pela dor e pelo abandono, mas, com a ajuda de seu pai, mostrou que uma nova oportunidade poderia mudar completamente sua trajetória. A mensagem nos convida a refletir sobre a importância da empatia, da bondade e da escolha de não permitir que as dificuldades definam quem somos. Assim como ensina Romanos 12:21: “Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem”. Cada atitude de compreensão pode ser uma semente capaz de gerar grandes mudanças.

04/08/2026 08:00 | DURAÇÃO 4:18

OESTE: A BUSCA PELA SUPERAÇÃO E PELOS NOSSOS GRANDES OBJETIVOS

A história dos grandes desbravadores e dos atletas nos mostra que toda conquista exige coragem, dedicação e persistência. Assim como Colombo, Cabral e tantos outros enfrentaram desafios em busca de novos horizontes, cada pessoa também possui um “oeste” a conquistar: um objetivo, um sonho ou uma transformação pessoal. A reflexão nos convida a avaliar qual caminho estamos seguindo e se o destino que buscamos nos aproxima de uma vida mais justa e iluminada. Nem sempre a jornada será fácil, mas com determinação é possível superar tempestades, ajustar a rota e continuar avançando rumo às nossas maiores conquistas.

03/08/2026 08:00 | DURAÇÃO 3:45

A FORÇA DA VERDADE

A verdade chega tarde ou sempre prevalece? Essa é a reflexão proposta nesta mensagem inspirada em um episódio atribuído ao rei Dario e narrado no Primeiro Livro de Esdras. Entre o poder do vinho, da autoridade de um rei e da verdade, a história mostra por que a verdade permanece acima de tudo: ela não pode ser corrompida, não depende da aprovação das pessoas e resiste ao tempo. Um convite para refletir sobre o verdadeiro poder daquilo que é justo e eterno

31/07/2026 08:00 | DURAÇÃO 3:45

A EQUIPE MAIS IMPORTANTE

Era o dia das profissões na escola municipal. Os pais compareciam e relatavam detalhes de como exerciam sua profissão. Os alunos curiosos faziam perguntas. Algumas profissões encantavam a turma pela coragem necessária, como a dos bombeiros. Ou excitavam a fantasia da criançada como de ator ou músico ou jogador de futebol. Quando o pai de Sérgio entrou na sala, o menino foi escorregando na cadeira, desejando se esconder. Ele ficou imaginando o que o pai iria dizer. Coro de vergonha. No entanto, Roberto, mostrando-se bem à vontade, contou que no momento estava desempregado. Que profissão é esta? O que é exatamente que o senhor faz? Perguntou logo um aflito garoto. Bom, eu diria que minha principal ocupação no momento é procurar trabalho. Um grande silêncio se fez na sala. Roberto, corajoso, continuou o seu relato. Imaginem vocês que somos uma equipe de futebol e estamos perdendo de 4 a 0. Então temos duas alternativas. Podemos desistir ou podemos lutar até o final do jogo e tentar reverter o placar. O que vocês fariam? A turma se entusiasmou e cada um foi dizendo que continuaria jogando, que faria cinco gols para ganhar a partida, que daria o melhor de si. Pois é, continuou aquele pai. Imagino quantos de vocês têm pais que trabalham o dia todo fora de casa e à noite, quando chegam cansados, ainda se desdobram com as tarefas domésticas. Penso em quantos de vocês têm irmãos mais velhos que, depois de terem saído de casa para ganhar a própria vida, sofreram dificuldades e tiveram que voltar para a casa dos pais. Tenho certeza que alguns de vocês vêm para a escola acompanhados por um irmão ou uma irmã. Isso é equipe. Um ajuda o outro, sustenta o outro, ampara. Eu sou jogador de uma equipe maravilhosa, a mais sensacional equipe que se possa ter, minha família. Nesse momento, o garoto Sérgio levantou a cabeça, voltou a se sentar ereto e começou a prestar atenção no que dizia o seu pai. Família é o que há de mais importante na vida. Minha família me sustenta nesse período em que saio a cada dia tentando conseguir um trabalho. Quando acordo pela manhã, é o sorriso da minha família que me anima a prosseguir lutando, buscando. Minha família suporta meu mau humor quando tem um dia ruim. Somos uma equipe e, como no futebol, não importa em que posição estejamos jogando. Não importa se estamos perdendo a partida, o que importa é como se joga, porque sempre há a possibilidade de se reverter à situação. Por isso, eu continuo todos os dias procurando um trabalho que me garanta auxiliar a minha família, enquanto ela mesmo me sustenta sem reclamar, sem acusar. Minha família é a melhor equipe, a mais importante da minha vida. E, para cada um de nós, é, com certeza, a equipe graças a qual vamos em frente. Não paramos perante os obstáculos que possam se fazer maiores. Família é um, é auxílio. Quando Roberto concluiu, foi tão aplaudido quanto qualquer outro dos pais que por ali havia passado, descrevendo os lances emocionantes de sua profissão. Nos olhos das crianças havia o brilho da emoção. Em seus corações, a lição de um pai agradecido à esposa e filhos que lhe entendiam o esforço e lhe davam apoio. Uma lição que eles levariam em pressa, de forma indelével, para as suas próprias vidas. Pense nisso. Mas, pense agora.

30/07/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:34

PAZ

Certa vez, um rei ofereceu um grande prêmio aos seus artistas para fazer uma pintura que representasse a paz perfeita. Vários artistas apresentaram suas obras como a representação do que é ter paz. De todas, o rei escolheu duas finalistas. Uma, um lago espelhado, perfeito, onde se refletiam plácidas montanhas que o rodeavam. E a outra, um céu furioso, do qual saía um impetuoso aguaceiro, com raios e trovões. E as montanhas pareciam retumbar uma forte e espumosa torrente de água. Então, perguntaram ao rei qual seria a pintura ganhadora. E ele respondeu: a segunda. Sabem por quê? Atrás de uma cascata, cresce um delicado arbusto na fenda de uma rocha. E ali, no meio da violenta queda da água, tem um ninho e um passarinho dormindo serenamente. A paz não significa estar num lugar sem barulhos, sem problemas, sem trabalho duro ou sem dor. A paz significa que, apesar de estar em meio a todas essas coisas, podemos permanecer calmos dentro do nosso coração. Este é o verdadeiro significado da paz. Hoje, vivemos em meio a mísseis, explosões e infrações devido à guerra que o mundo está vivenciando. Ficamos apreensivos e desejando que tudo se acalme para que possamos viver em paz. A paz é um dos tesouros mais desejados. Só que, ao contrário do que se acredita, a paz não engloba apenas a simples inexistência de um confronto armado. A paz começa no íntimo de cada um. É a força interior que precisamos para manter o equilíbrio, nos livrando de cair nas armadilhas da frustração, dos desgostos e da negatividade. A guerra sempre existiu e sempre esteve presente em nossas vidas, seja entre países, famílias, vizinhos, e os impactos emocionais que essas guerras trazem são negativos para nossa existência. Nos trazem dor, tristeza, caos. A paz é possível, mas demanda esforços. Comecemos por praticar a paz em nossos lares e, aos poucos, vamos transbordando para os nossos círculos de pessoas, garantindo a estabilidade física e emocional de todos. Sejamos artesãos da paz ao nosso redor. Busquemos sempre viver em paz, em harmonia com o nosso próximo. Busquemos sempre a solução diplomática e, em toda circunstância, busquemos fazer o bem. Aprecie a vida e as boas dádivas que recebemos. Acalma tua alma e a tua mente, porque, quanto mais buscamos a paz, mais podemos viver uma vida longínqua, profícua e prazerosa, com sabedoria e benevolência. Benditos sejam aqueles que conseguem encontrar a paz. Pense nisso, mas pense agora.

29/07/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:49

TEMPO E OPORTUNIDADE

TEMPO E OPORTUNIDADE Troca-se um relógio com tempo rápido por um relógio de horas longas, para olhar a natureza e apreciar os pássaros. Troca-se um dia apavorado, preso, rápido, por um dia solto, leve e comprido, para brincar e aproveitar a vida. Este singelo poema é de uma jovem estudante, de alguém que, mesmo em tenra idade, descobriu que o tempo é um dos bens mais preciosos que temos. Nenhum dia é igual ao outro na natureza. Eles não se repetem, são únicos. O homem é que os torna iguais, repetitivos, cansativos. Esquece-se de dirigir a sua vida e permite que a vida o carregue. É certo que o mundo moderno nos exige muito para acompanhá-lo, para estar em sintonia com tudo de novo que surge. Mas poderíamos questionar: precisamos realmente de tudo isso? Precisamos deixar que o trabalho nos escravize, que ocupe grande parte de nosso tempo, de nossas forças? Precisamos estar sempre pensando na competição, em ser melhores do que os outros, em estar à frente das outras ideias, em estar sempre na vanguarda de tudo? Será preciso acompanhar os modismos, as novidades das mídias, para nos sentirmos bem? Se fizermos uma análise profunda, veremos que não. Que não precisamos de muito do que temos, de muito do que dizem que devemos ter para construir uma vida agradável e feliz. Para quem raciocina que tempo é dinheiro, talvez olhar a natureza seja perda de tempo. Mas, para quem já aprendeu a ver que tempo é oportunidade, descobrirá que apreciar os pássaros, passar mais tempo com a família, ouvir uma boa música, ler um bom livro, são oportunidades da vida bem aproveitadas. Um pai ou uma mãe que tomem a resolução de abrir mão de um sucesso maior na profissão, por acreditarem que necessitam estar mais próximos dos filhos, com certeza se sentirão mais realizados do que aqueles que lutam incansavelmente para dar tudo à família e esquecem que a sua presença, a sua atenção, o seu tempo é o que de mais valioso podem dar a eles. Esta existência é uma oportunidade única, e é chegado o momento de despertar para os verdadeiros objetivos que devemos ter aqui. É chegado o instante de redescobrir o tempo e a sua utilidade. Que tal pensarmos? Quando foi a última vez que dedicamos o dia para estar com os nossos afetos, com os nossos queridos? Quando foi a última vez que conseguimos nos desligar dos problemas profissionais para nos ocuparmos com atividades filantrópicas? Quando foi a última vez que paramos para ouvir, de corpo e alma, uma música, deixando-nos penetrar pela harmonia? Quando foi a última vez que lemos um livro nobre, uma página edificante? Quando foi a última vez que lembramos que somos um espírito imortal e que nada levaremos deste mundo, além das nossas conquistas morais? Pensemos nisso, mas pensemos agora.

28/07/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:58

PORQUE OS CÃES VIVEM MENOS

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27/07/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:37

ANTE OS DEFICIENTES

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25/07/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:05

GENETICA NÂO TEM PRECONCEITO

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24/07/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:57

NO EXERCICIO PROFISSIONAL

No exercício profissional, Marcella, revoltada por precisar trabalhar desde muito cedo, não conseguia entender o porquê de muitas situações em sua vida. Adolescente, se tornou babá de um pequenino em meio período, depois da escola. Mais tarde, trocou essa função pela de empregada doméstica, tarefa em que se manteve até o matrimônio, quando passou a cuidar da própria casa. Como precisasse colaborar com a renda familiar, tendo um filho pequeno, ela se sentiu obrigada a fazer salgadinhos para vender. Depois, conseguiu trabalho como teleoperadora. Um sentimento, no entanto, era sempre o mesmo: nada daquilo era o que desejava fazer. Optou por continuar os estudos e adentrou à universidade, cursando Psicologia. O qual, finalmente, sentiu que eram valorizados os seus talentos. Todavia, guardava certa mágoa pelos trabalhos que tivera anteriormente. Em um de seus momentos difíceis, foi conversar com uma professora em quem confiava e expôs seus conflitos. Analisada a situação, a professora propôs que ela passasse em revista detalhada seu passado e pensasse no que aprendera em cada profissão que exercera. E Marcela relatou que, como babá, aprendera a cuidar de criança e observar o seu desenvolvimento. Como empregada doméstica, aprendera a cozinhar, limpar, lavar e passar a ferro. Fazendo salgadinhos, aprendera a administrar o dinheiro e a lidar com pessoas diferentes. Como teleoperadora, conhecera muita gente, melhorara a sua conversação e aprendera, principalmente, a escutar. A professora, que a ouvira com interesse, lhe perguntou, então: — Você não percebeu que todas essas profissões estavam preparando você para o sucesso na área da Psicologia? Ser babá lhe adiantou, na prática, um ponto básico, considerando que o curso que frequenta estuda esse período da vida humana. Enquanto empregada doméstica, você se preparou para cuidar de sua própria casa, também a respeitar os desejos e vontades dos outros. Como vendedora de salgadinhos, aprendeu a lidar com pessoas diferentes e com o dinheiro, uma tarefa que nos acompanha a vida toda. Como teleoperadora, aprendeu a escutar, que é o ponto primordial no exercício da Psicologia. Marcela não teve opção senão concordar e concluir: — É verdade. O exercício de tarefas nos é sempre importante. Trabalho útil. É sempre trabalho abençoado que nos prepara para a vida. Todo trabalho que produz o bem e o belo tem o seu valor. Tanto o trabalho braçal como o trabalho mental são talentos que Deus nos concede para colaborarmos com o próximo e em prol do nosso melhoramento. Não existe profissão mais ou menos digna. Somos nós que valorizamos aquela em que nos encontramos, com nossa forma de executá-la. Pensemos: o que seria da salubridade do mundo sem os lixeiros? O que seria do centro cirúrgico sem quem se encarregasse da sua sepsia e dos instrumentos? Não importa a profissão, mas sim a dedicação com a qual a exercemos.

23/07/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:57

CERTEZAS DA VIDA

CERTEZAS DA VIDA Possivelmente, em algum momento da sua vida, suas experiências te levaram a pensar sobre a morte. Talvez o medo de se encontrar com ela, ou a tristeza por perder alguém que você muito amava, alguém que fez história, deixou de existir nessa terra e hoje faz muita falta. Nos enganamos quando algo acontece e passamos a acreditar que a única certeza que temos é que um dia morreremos. Esse é um pensamento um tanto quanto pessimista. Não, essa não é a nossa única certeza. Nós temos outras confianças na vida. Por isso, decidi rever os meus conceitos. Essa mentalidade me gerava insegurança, medo, transtornos psicológicos. Hoje consigo ver que, até que a morte nos alcance, temos muitas histórias positivas para viver, muitas surpresas, conquistas, experiências inimagináveis para compartilhar. Quando passamos a enxergar a existência e a nós mesmos sob o ponto de vista espiritual, pessoal, além da casca material, ganhamos muitas outras certezas. A certeza de que o amor que cultivamos será colhido, em algum momento, seja no hoje ou no amanhã. A certeza de que os laços de amor que criamos ou fortificamos permanecem conosco para sempre. Nada se perde. Passamos a entender que o amor é importante que a herança. A herança é deixada por quem já morreu e, ao longo do tempo, se perde. O legado é deixado por alguém que fez a diferença em vida, ainda que não esteja mais presente. Alcança gerações com um brilho diferente. O pai que deixa o filho legado, ao invés de herança, transmite valores inegociáveis, princípios. E isso muda tudo. Quando nos permitimos desfrutar da vida na sua essência, cuidamos da nossa saúde. Saúde do corpo, da alma e também do espírito. Adquirimos a certeza de que há uma inteligência maior no leme, no comando de tudo, e que não precisamos nos desesperar quando as coisas saem do nosso controle. A certeza da vida antes da certeza da morte. A certeza de que cada minuto importa, de que cada dia é um tesouro inestimável. E, na fragilidade do nosso corpo, percebamos a resistência e a exuberância da vida. Um vírus imperceptível pode nos fazer adoecer e pode nos levar a passar pela morte a qualquer instante. Mas que isso não revele nossa fraqueza, e sim nossa grandiosidade. Estamos aqui de passagem. A terra é escola, é hospital, é campo de semeadura. Que possamos usar o tempo que temos para nos educar, para nos curar e para trabalhar sempre pelo bem. Não nos deixemos desanimar perante as crises, perante os momentos de sofrimento. Esta é mais uma certeza que temos: de que a dor não dura para sempre e de que podemos ser, hoje, melhores do que fomos ontem. Pense nisso, mas pense agora.

22/07/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:04

SE EU FOSSE DEUS

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21/07/2026 08:30 | DURAÇÃO 3:41

CONVERSAS VAZIAS

Conversas Vazias Certo dia, enquanto passeava com seu filho, o pai perguntou: — Filho, você está ouvindo esse barulho? — Ah, sim, pai. É o som de uma carroça descendo pela estrada — respondeu o garoto. — Isso mesmo — disse o pai. — É uma carroça vazia. — Vazia? Mas como é que o senhor sabe que está vazia, se não a podemos ver? — perguntou o garoto, intrigado. — Ora, filho, é muito fácil. Podemos identificar que uma carroça está vazia pelo barulho que ela faz. Quanto mais vazia, mais barulhenta ela é. É muito comum, hoje em dia, entrarmos em conversas vazias. Conversas vazias de conteúdo, obviamente, mas também vazias de compreensão, interesse pelo outro, emoção, sinceridade e até de empatia. Há pessoas que são barulhentas, falam alto, gesticulam muito, não deixam ninguém falar, sempre querem ter razão, mas o conteúdo das conversas não tem qualidade. Na ânsia de disfarçar o vazio da alma, fazem muito barulho exterior, infelicitando-se e infelicitando os que as cercam. Quem faz barulho demais e diz o que não deve acaba escravizado pelas próprias palavras que, uma vez ditas, não podem mais ser apagadas. Quantas vezes pensamos a respeito disso? Quantas vezes avaliamos o quanto nossas conversas pesam no nosso cotidiano? Não é incomum vermos rodas de amigos e famílias sem praticarem uma reflexão profunda. As conversas são superficiais, sempre com algumas palavras aqui e outros trechos ali, mas todos sem sentido e sem significado profundos. Não discutem sobre a vida, os acontecimentos do mundo e os interesses do futuro. Vamos levando uma vida de frivolidade e não compreendemos nem conhecemos, de verdade, as pessoas do nosso convívio. Falar muito e dizer pouco é um fato comum. Muitas vezes queremos mudar o mundo, porém não refletimos o quanto nossas palavras são efetivamente coerentes, o quanto nossas conversas são profundas e de boa qualidade. Falar bem nunca significou falar muito. Pelo contrário, o poder da síntese é qualidade dos sábios. Quantas vezes, ao longo da vida, observamos as bênçãos e os estragos causados por uma única palavra? Ela pode fazer a diferença entre a guerra e a paz em nossas vidas. Palavras têm grandes efeitos. Pense bem no que você diz antes que saia da sua boca, porque, enquanto não as dizemos, temos sobre elas total domínio. A faculdade da fala nos foi dada por Deus para construir, para edificar, evoluir e promover o crescimento nosso e de quem nos rodeia. Dessa forma, antes de proferirmos palavras ao vento, lembremo-nos de que podemos ser identificados pelas nossas conversas e pela quantidade e qualidade das nossas palavras. Pense nisso, mas pense agora.

20/07/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:51

ATITUDE

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18/07/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:22

O MAIOR ÊXITO

30 anos se haviam passado. A turma do Ensino Médio programou um reencontro. Foi numa tarde quente, na enorme mansão de um deles. Não faltavam elogios ao anfitrião, que recebia os amigos. A arquitetura, a disposição dos móveis, tudo impressionava. Após o almoço, reunidos na ampla sala, a conversa passou para o relato das conquistas pessoais e do sucesso na carreira. Alguns eram médicos, engenheiros, advogados, professores de ensino superior. Falavam de seus casamentos, dos filhos. Era um longo desfile de alegrias. Comentavam sobre a empresa multinacional para a qual haviam sido contratados os filhos, dos altos cargos que ocupavam em hospitais, indústrias e por aí afora. Dava gosto constatar a felicidade que sentiam pelo êxito próprio, que incluía também o sucesso dos filhos. Deram-se conta, depois de muito falar, de que uma dentre eles se mantinha calada, apenas vibrando com a felicidade de cada colega. Voltaram-se para ela e perguntaram: — E você? Quais os grandes lances da sua vida? Ela sorriu e disse: — Amigos, nada tão eletrizante quanto os seus relatos. Vi meus irmãos se formarem, constituírem suas famílias e partirem em busca dos próprios destinos. A mim, finalizando o Ensino Médio, sucederam acontecimentos marcantes: a morte repentina de meu pai, um irmão menor sob meus cuidados e a necessidade de trabalhar para o sustento do lar. Dediquei-me à minha avó e à minha mãe, que enfermaram em anos sucessivos, exigindo de mim total dedicação. Não consegui entrar em uma universidade, tal o acúmulo de deveres para manter a família e atender aos problemas que surgiam, como uma avalanche a cada ano. Tive ofertas para crescer profissionalmente, transferindo-me para a capital federal, depois para o Rio de Janeiro e São Paulo. Mas a debilidade de minha avó e de minha mãe não me permitiu aceitar nenhum dos convites. Elas tinham somente a mim. Os anos se passaram. Não me casei. Não tenho filhos, senão os da alma, que assumi por questões próprias. Nunca empreendi grandes viagens, porque minhas economias eram, e ainda são, direcionadas aos que dependem de mim. Então, acho melhor vocês continuarem a falar de seus progressos, de suas glórias. A mim, tudo isso encanta, porque me parecem fenomenais os seus relatos. Fez-se silêncio na sala. Havia lágrimas em algumas faces. Todos ficaram olhando para a colega que, nos bancos do Ensino Médio, tinha grandes sonhos: viajar para o exterior, aprimorar-se em outro idioma, cursar uma faculdade, casar-se, ter filhos. Tudo lhe fora frustrado. No entanto, ali estava ela, alegrando-se com o sucesso dos amigos e regozijando-se com suas conquistas. Os olhares se cruzaram. Finalmente, um deles disse: — Já sabemos quem alcançou o prêmio de maior vencedor entre todos nós. Sim, há os que vencem no mundo e há os que vencem a si próprios, no silêncio da renúncia, servindo ao semelhante. Suas conquistas são tão importantes quanto as demais. Não se desespere porque a vida tomou um caminho que você não pretendia percorrer. O grande Criador do Universo conhece o nosso íntimo e sabe quais caminhos devemos trilhar para alcançarmos a perfeição da alma. Pense nisso. Mas pense agora.

16/07/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:36

O DESTINO

**O destino** Em uma floresta, havia um monge que era capaz de prever o futuro. Muitas pessoas o procuravam para ouvir suas previsões. Eram tantas pessoas que o procuravam que ele resolveu passar a viver escondido em uma caverna, para assim poder meditar e não precisar atender tanta gente. Os anos se passaram. Dois amigos se perderam na floresta e foram parar na caverna onde o monge vivia. Ele os recebeu, os alimentou e os abrigou para passarem a noite. Eles lembraram do monge, pois ele era muito famoso naquele lugar. Então, resolveram pedir para que ele lhes revelasse o futuro. O monge meditou por uns momentos e, então, previu que um dos amigos, em um ano, seria o rei daquele lugar e, para o outro amigo, previu que, em um ano, seria assassinado. No dia seguinte, bem cedo, os dois foram embora. Um dos amigos estava feliz, e o outro, desesperado. O amigo que iria virar o rei começou a se tornar uma pessoa arrogante e responsável, certo de que, quando se nasce rei, teria poder ilimitado sobre todos. Já o amigo que iria morrer começou a repensar a sua vida. Decidiu ser a melhor pessoa que pudesse ser, para deixar uma boa lembrança aos seus amigos e familiares. Um ano se passou, e os dois se encontraram e decidiram fazer um passeio pela floresta. Enquanto andavam, o amigo que se tornaria rei tropeçou em um vaso e, quando o pegou, viu que ele estava cheio de ouro. Ele ficou feliz, começou a cantar e dançar, já sentindo que sua sorte estava por começar. Sua empolgação chamou a atenção de um bandido que passava por aquele lugar. O bandido tentou assaltá-lo, e o amigo tentou defender-se, mas acabou levando uma facada no ombro. O bandido acabou fugindo, e os dois voltaram para a cidade onde viviam. Meses se passaram, e um deles não se tornou rei, e o outro não foi assassinado. Então, resolveram voltar até o monge para saber o que tinha acontecido. O monge meditou e falou para o homem que seria rei: suas ações arrogantes e irresponsáveis fizeram seu destino mudar, e sua sorte foi reduzida a um pote de ouro. Para o outro homem, o monge falou: suas ações bondosas fizeram seu destino mudar, e o seu assassinato foi reduzido a uma facada no ombro. O destino muda conforme nossas ações. Não se prendam a previsões e, sim, tentem ser as melhores pessoas que puderem, e todo o seu destino será favorável. Essa história ilustra uma lição poderosa sobre como nossas ações moldam o nosso destino. A certeza do futuro não está apenas nas mãos de quem prevê, mas, principalmente, em como escolhemos agir no presente. Enquanto um dos amigos se deixou consumir pela arrogância e pela certeza de um destino glorioso, o outro usou a perspectiva de um fim iminente para viver com esperança e propósito. No final, o verdadeiro poder sobre nosso destino reside em nossas próprias escolhas e atitudes. Pense nisso, mas pense agora.

15/07/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:57

UM DIA DE CADA VEZ

Um dia de cada vez. Um turista visitou uma catedral onde um artista trabalhava em um enorme mosaico. Uma vasta parede vazia estava à frente do artista, e o turista perguntou: "Você não fica preocupado com todo esse espaço que você precisa cobrir? Não se preocupa sobre quando conseguirá terminar?" O artista simplesmente respondeu: "Eu sei o que posso fazer a cada dia. Toda manhã, marco a área que farei e não me permito preocupar-me com o espaço que falta. Eu assumo um dia de cada vez, e um dia o mosaico estará terminado." A vida é simplesmente uma coleção de pequenas vidas, cada uma vivida um dia de cada vez. Muitos dos grandes obstáculos que atrasam o nosso momento são como esta grande parede. Nós podemos nos preocupar com o enorme quadro que temos que criar, ou podemos simplesmente começar a enchê-lo com as imagens maravilhosas e únicas, fazendo o melhor que podemos a cada dia que nos é dado. Procure viver um dia de cada vez. Não se prenda a remorsos ou frustrações por algo que já aconteceu. O que passou, deixe no passado. Se foram coisas boas, guarde as boas recordações; se foram coisas ruins, procure tirar um aprendizado, para que não as repita no futuro. Não se queixe da vida, pois ela está em constante desenvolvimento. Acredite, seu valor está em você mesmo. Não se deixe vencer, e não seja igual: seja diferente, seja especial. Você não pode mudar o que já passou, nem prever o que vai acontecer. Portanto, viva-o hoje, viva-o agora: um dia de cada vez. O dia de ontem não voltará jamais. Trace objetivos para cada dia e vá em frente com muita força, coragem e confiança. Seja seu próprio motor de arranque e não desperdice as oportunidades de cada novo amanhecer. Brinque mais, sorria mais, ame mais, dance! Ouça a sua música preferida. Diga "eu te amo" para as pessoas que você gosta e que você sabe que gostam de você. Não conte os dias. Viva como se cada dia fosse o último. Aprenda a amar, a perdoar, a respeitar. E, no final, teremos montado o melhor quadro: o mosaico das nossas vidas. E lembre-se: infelizmente, a vida tem prazo de validade. Então, viva do jeito que te faz bem. Pense nisso e seja feliz, pintando o grande quadro da vida.

14/07/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:19

SE EU FOSSE DEUS

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13/07/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:41

PROVOCAÇÕES

A provocação, de qualquer natureza, é mal que gera contágio e, quando aceita, transforma-se em desequilíbrio. O provocador está de mal com ele mesmo, saindo da cela escura em que se domicilia para perturbar, irradiando azedume, propondo anarquia. Ignora-o e segue adiante. Por ele assediado, considera as desvantagens da empresa, aplicando teu tempo de forma produtiva. Tens um compromisso com a própria consciência, que te ensina respeito ao próximo, a quem deves amizade, não, porém, obediência, sujeição. A tua tarefa deves realizá-la conforme a abraçaste. A opinião dos outros merece a consideração que lhe dás. Assim, não te detenhas em justificativas ou discussões inúteis, que somente aumentariam as desarticulações do trabalho, estabelecendo balbúrdia, perturbação. Os provocadores de polêmicas agem com insensatez. Estão sempre contra todos aqueles que os não homenageiam. A sua cegueira é farta de presunção. Acreditam ter a verdade, a sabedoria. Só eles, que se autonomearam seus zeladores, olvidados de que passam pela Terra e não permanecerão no posto de vigilância que dizem resguardar. A polêmica, nascida no despeito, na mágoa, na paixão, somente produz desarmonia, trevas, nunca esclarecendo. Adotemos o comportamento de construtor da esperança, iluminador de consciências, mensageiro do amor. Quando for preciso responder às críticas, façamos com elevação de linguagem, com argumentação sólida e clara, com respeito pelo opositor. Lembre-se: todos nós temos o direito de combater ideias e argumentos, porém a obrigação de manter o nível da discussão na órbita das ideias e nunca da agressão às pessoas. Constantemente somos provocados, mas devemos usar de sobriedade e equilíbrio e permanecer em alto padrão de comentário, aplicando a terapêutica da compaixão em favor dos seus provocadores. É fácil? Claro que não. É preciso exercitar a paciência e o autocontrole. O tempo é sempre o melhor medicamento para todos os males. Ninguém escapa à sua marcha inevitável. Você costuma levar desaforo para casa? Algumas pessoas proclamam que não, que resolvem tudo ali, na hora. Não deixam para depois. Mas será que, no calor do momento, com as emoções à flor da pele, estamos aptos a tomar as melhores decisões? Quase sempre, não. Por isso, levar desaforo para casa pode ser uma excelente ideia, pois, em casa, podemos pensar, refletir, sozinhos e também com os outros, colocar para fora, pedir opiniões, conselhos, pedir ajuda. Na maioria das vezes, o que não nos deixa engolir sapos não é o desejo de resolver o problema o quanto antes, mas, sim, o orgulho ferido. Por isso, a postura equilibrada é tão importante. E, muitas vezes, ela significa calar, num primeiro momento. Em outros, significa se colocar, porém de maneira humilde e fraterna, sem posição de contra-ataque. Defender-se atacando é sinal de ego machucado, sinal de que nossos argumentos estão contaminados e de que nossa resposta não será a melhor possível no momento. Quando recebermos críticas, saibamos ouvi-las, retirando delas a verdade e deixando de lado as afirmações vazias. Sempre podemos aprender algo, mesmo com aqueles que desejam nosso mal. Pense nisso, mas pense agora.

11/07/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:22

NÃO FUJA DE VOCE

Muitas vezes nos abatemos com as dificuldades da vida, as desilusões amorosas, o epílogo de um sonho. E, nesses momentos, começamos a nos afundar no entristecer, nas angústias e, gradativamente, vai desmoronando a nossa motivação, a ponto de ficarmos dormentes, e os anseios da vida pouco nos interessam, e, então, fugimos de nós mesmos. Deixamos de ser aquele eu cheio de sonhos, cheio de alegria e brilho, e nos escondemos atrás da montanha de infortúnio, andando pelas ruas ou fazendo nosso trabalho apenas por fazer. Nada nos interessa, nada nos empolga, mas descobrimos a nossa força quando estamos fracos. Todos passamos por momentos difíceis. Quantas vezes nossos sonhos, nossos projetos, aquilo que esperávamos com ansiedade, não deram certo. E, quando isso acontecer, tenha paciência. Continue a lutar. Estamos na escola da vida para aprender a resignação, a perseverança, a dirigência, a disciplina e tantas outras virtudes que só o tempo e a paciência podem nos oferecer. Viver bons momentos é fácil. Tudo se torna agradável. Nos sentimos confiantes. Porém, somente nos momentos de dificuldades é que serão colocados à prova os nossos sentimentos. Apenas nas adversidades saberemos se realmente confiamos na vida, se temos esperança, se temos fé e se realmente acreditamos em Deus e aceitamos a Sua vontade. Lembremo-nos sempre de que, na Terra, não vivemos apenas de momentos bons, nem só de momentos ruins. Vivemos uma mescla de situações, cujo único objetivo é o aprendizado do Espírito. Os altos e baixos da vida sempre irão existir. Apenas não fuja de você, não se deixe abater pelos infortúnios da vida. Reaja, lute, utilize todo o potencial que há dentro de você. E lembre-se sempre de que Deus é o dono de todo o poder, e o controle de tudo está nas suas mãos. Estamos apenas aprendendo, tudo passa. E, assim, vamos evoluindo um pouco a cada dia. E, no final da jornada, veremos a recompensa das nossas batalhas e o quanto vitoriosos fomos durante todo o transcorrer da nossa existência. Pense nisso. Mas pense agora.

10/07/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:11

SUPERE-SE

O mágico teve pena dele e o transformou em gato, mas ele ficou com medo do cão, e o mágico o transformou em pantera. Então, ele começou a temer os caçadores. A essa altura, o mágico desistiu. Costumamos permitir que o medo, as preocupações e as inseguranças dominem e definam as nossas vidas. Permitimos que nos roubem os sonhos, a esperança e as nossas ilusões mais apreciadas. Há momentos em nossas vidas que nos sentimos inseguros demais, incapazes de reagir aos problemas e muito fracos para superarmos os obstáculos. Todavia, é preciso ter coragem para enfrentarmos os nossos temores. E, na vida, muitas vezes é necessário corremos alguns riscos para que consigamos evoluir. Precisamos correr o risco de sair machucados, de enfrentar a rejeição ou mesmo de falhar. Quando decidimos evoluir, muitas dificuldades e o medo da mudança vêm. Dizer adeus e sair do seguro é assustador, mas avançar contra todos os medos é imenso. A evoluir e a amadurecer. Nesse tempo tão imediatista que vivemos, o temor tem sido um dos grandes potencializadores das crises emocionais. A todo momento, somos cercados por críticas, cobranças, competitividade, que nos colocam numa posição exaustiva de comparações e aguça as nossas inseguranças, tornando-nos propensos a absorver sensações e dúvidas que não nos pertencem. Somente nós podemos enfrentar e eliminar das nossas vidas esses temores que nos atrasam. Eles não vão simplesmente desaparecer de uma hora para outra. É você que vai ficar mais forte, com mais autoconfiança, mais segurança e com os demais recursos necessários para progredir em suas tarefas e projetos. Sabe, a evolução requer tempo e maturidade. Então, não fique ansioso. Ansiosa, achando que é um processo rápido e fácil. O importante é não deixar que sua vida se esconda atrás das suas inseguranças. Não se permita entregar ao medo. Supere-se todos os dias. Só assim fará as suas conquistas ter valor. Pense nisso, mas pense agora.

09/07/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:37

O PODER DO AMOR SILENCIOSO

O Poder do Amor Silencioso Roberta estava a caminho de Nova Iorque, onde faria uma palestra em um congresso médico. A caminho do aeroporto, passou pela casa da senhora Hillary Withers, que morrera há pouco e onde se realizava uma grande venda de utensílios, roupas e calçados. Roberta entrou e foi verificando o que havia por ali. Chamou-lhe a atenção, no sótão, a grande quantidade de sacos de embalagem amarelados, de todos os tamanhos, contendo produtos ainda intactos. Reconheceu um deles. Lembrou-se de quando se tornara representante de uma empresa de perfumaria e cosméticos. Naquele remoto dia de junho, ela havia percorrido toda a avenida, batido a todas as portas e não vendera nada. Desanimada, chegara a outra vez. Última casa: a casa da senhora Withers. Foi convidada a entrar, vendeu cremes e perfumes num total de mais de 100 dólares. Uma enorme compra. Roberta disse que pretendia, com o dinheiro da comissão, comprar uma malha de lã para sua mãe e economizar para pagar o curso de enfermagem. A senhora Withers lhe ofereceu chá e, enquanto o preparava, devagar, deixando-o em infusão, em um bule especial, foi-lhe dizendo que ela poderia conseguir qualquer coisa que tivesse em mente. Após aquela visita, Roberta recebera prêmios como vendedora distrital e nacional e realizara o seu sonho de ser enfermeira. De volta ao presente, ela perguntou à senhora que cuidava das embalagens por que a senhora Withers comprava produtos se não os usava. Segredou: Hillary tinha um carinho especial pelos vendedores. Nunca os dispensava; comprava seus produtos. Também emprestava um ouvido amigo e compartilhava o seu amor e as suas orações. Acreditava que alguém, com um pouco de estímulo, poderia alcançar metas inimagináveis. Depois, repassava os produtos a outros; nem todos, como se vê. Eram tantos que alguns acabavam esquecidos. Quando Roberta chegou ao congresso e caminhou até a tribuna, olhou todos aqueles especialistas da área da saúde e sentiu tremerem as pernas. Recordou-se, então, das palavras da senhora Withers e começou dizendo: — Costuma-se afirmar que o trabalho de enfermagem significa tornar visível o amor. Nesta manhã, aprendi o extraordinário poder do amor silencioso, manifestado em segredo. Um tipo de amor que não é para ser exibido, mas que realiza o bem na vida das outras pessoas. Alguns de nossos mais importantes gestos de amor podem passar despercebidos. Contudo, um dia, eles irão florescer, quando seu aroma se desprender. E contou aos colegas a história emocionante da sua benfeitora. Tenha certeza de que elas também servem para encorajar os outros. Pense nisso, mas pense agora.

08/07/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:08

FLEXA CERTEIRA

Havia uma pequena casa de madeira no topo da colina, onde o vento sussurrava segredos e as árvores dançavam ao som da chuva. E lá vivia Dona Elisa, uma senhora de cabelos prateados e olhos que guardavam histórias de décadas passadas. Dona Elisa tinha uma memória afiada e lembrava-se de cada detalhe, cada riso, cada lágrima. Mas havia algo que a intrigava: o último lapso de memória, uma lacuna no tempo que a deixava inquieta. Era uma manhã de primavera quando aconteceu. Dona Elisa estava sentada na varanda, olhando o horizonte. O sol pintava o céu de tons dourados, e ela sentia a força da vida pulsando em suas veias. Mas então, como se alguém tivesse apagado uma vela, sua mente se apagou por um breve instante. Quando acordou, estava deitada na grama úmida. As árvores a cercavam, e o cheiro da terra molhada invadia suas narinas. Ela se levantou devagar, sentindo a força em suas pernas. O que havia acontecido? O que ela havia esquecido? Foi então que viu uma figura se aproximando: um homem alto, com olhos profundos e um sorriso gentil. Ele segurava uma rosa vermelha nas mãos. Dona Elisa sentiu seu coração bater mais rápido. Quem era aquele estranho? O homem se aproximou e estendeu a rosa para ela. — Para a mulher mais forte que já conheci — disse ele. Dona Elisa ficou sem palavras. Como ele sabia? Como ele conhecia a sua força? — Você não me reconhece, não é mesmo? — perguntou o homem. Dona Elisa balançou a cabeça. — Eu sou seu neto, Miguel. Vó, há dois anos você foi diagnosticada com Alzheimer. Desde então, trouxemos você para este lugar para que possa passar seus dias em paz e em segurança. Foi você quem pediu que, nos seus últimos dias, estivesse cercada pela natureza e pela família. Então, todos nós mudamos nossa rotina para nos adequarmos à sua. Você é a nossa matriarca. Nos ensinou sobre valores, caráter e, nos últimos anos, tem nos ensinado como ser forte e como enfrentar os desafios da vida com coragem. Sua memória pode estar falhando, mas sua força e seu amor nunca se apagaram. A rosa vermelha em suas mãos era como se o universo tivesse enviado uma flecha certeira para lembrá-la de sua família, de sua história e de seu neto. As lágrimas brotaram em seus olhos e, abraçando Miguel com força, ela sentiu a conexão entre eles. Naquela colina, cercada por árvores e memórias, Dona Elisa entendeu que a força não está apenas na mente, mas também no amor que sentia por sua família. E ali, com seu neto ao lado, encontrou a inspiração para seguir em frente, mesmo que a memória falhasse. Cuidar de alguém com Alzheimer é uma jornada de amor, paciência e resiliência. É ser a luz na escuridão, guardião das lembranças, arquiteto de sorrisos e um porto seguro para aqueles que enfrentam a escuridão da mente, onde as memórias se desvanecem como estrelas no amanhecer. Busque informações e ajuda. E, sempre que possível, passe tempo com seu ente querido. Abrace, conte histórias, ouça músicas juntos. Porque, no coração do Alzheimer, há momentos preciosos que se tornam eternos. E você nunca saberá quando será a última vez que eles se lembrarão. Mas cada momento compartilhado é um presente. Pense nisso. Mas pense agora.

07/07/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:35

A VIDA É CURTA PRA SER PEQUENA

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06/07/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:38