Música e Vinho | Morena FM - Easy | Cadena

Episódios

LAPOSTOLLE APALTA

Tem vinho que é sucesso, sem dúvida. O Lapostolle Apalta é um queridinho do mais francês produtor chileno Lapostol. O vinho é cheio, intenso, elegante, redondo, macio e suculente. O produtor está localizado no Chile, no Vale de A Pauta, e o Lapostolle Apalta, que foi lançado em 2015, tem a Cabernet Sauvignon como base e o corte de Merlot, Carmenet, Cabernet Franc e Syrah. O A Pauta tem 14,5% de álcool, mas não pesa, porque tem excelente estrutura das uvas para aguentar. São 28 dias de maceração. Maceração você já sabe, né? É o tempo que a casca fica em contato com o suco, para ter o máximo de extração da polpa, da cor, taninos e de todas as substâncias que estão na casca. 70% do Lapostolle Apalta 12 meses em carvalho francês de segundo e terceiro uso, e 30% só em aço inoxidável, para manter o frutado. Agora pode começar a preparar a brasa e seus melhores cortes para um bom churrasco. De verdade, se eu fosse você, já iria procurar agora um Lapostolle Apalta. Bom Lapostole para você!

21/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:30

VINHOS ITALIANOS

A Eslovênia fica ao norte da Itália, no leste europeu. E, embora os vinhos eslovenos sejam pouco conhecidos, a história é bem antiga. Os Celtas levaram o vinho há 2500 anos, antes mesmo de os romanos terem levado a cultura para França e Espanha. Descobri, nessa pesquisa, que o povo esloveno consome 43 litros de vinho per capita ao ano, mas o consumo é regular e moderado. São cerca de 28 mil vinícolas produzindo na Eslovênia. Tem tanta história antiga que a videira considerada mais antiga do mundo, com cerca de 500 anos, está na Eslovênia, na cidade de Maribor. A vinha tem 30 metros de extensão, em um tronco de cerca de 80 centímetros de diâmetro: as famosas vinhas velhas. É uma variedade tinta local chamada de Modra Cavicina. Pinturas de quadros do século XVI confirmam o retrato do casarão onde a vinha está sustentada, já com a videira ornamentando a fachada. A casa histórica e a vinha são patrimônios da humanidade pela Unesco. Existe uma colheita simbólica dessa videira, e os vinhos são usados apenas para presentear autoridades. Mais de tempos em tempos, mudas são plantadas pelo mundo.

20/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:28

VINHOS VERDES

Os vinhos verdes não são mais tão verdes assim, não são tão jovens assim, não tão ácidos. A vinícola Montez Champalimoy, proprietária da Quinta do Coto, no Douro, é também proprietária do Passo de Teixeiró, no Minho, e elabora o Passo de Teixeiró branco. O que se espera de um vinho verde branco são vinhos leves, jovens, até com data de validade, leve gasificação e alta acidez. Pois o Passo de Teixeiró é o avesso, literalmente elaborado com a uva avesso, que tem baixa acidez e pode ser longevo, o avesso da característica das uvas da região. O Passo de Teixeiró branco é elaborado com 80% da uva avesso e 20% de loureiro, com vinhas de mais ou menos 40 anos, são vinhas velhas. A maturação é sobre lias, sobre as borras, por três meses em tanques de aço inoxidável, e isso traz muita personalidade ao vinho. Tem a coloração dourada, aromas intensos de flor de camomila e cascas cítricas. Em boca, é longo, gastronômico, fino, vibrante, muito firme. Harmonizei com sardinha na brasa, bolinho de bacalhau, queijo Serra da Estrela bastante intenso, alheiras e polvo com páprica. Não espere um vinho ligeiro como os demais vinhos verdes, espere um super vinho verde: Passo de Teixeiró branco, é um Montez Champalimoy.

19/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:48

ROBIN HOOD DOS VINHOS

O Robin Hood dos vinhos, o fora da lei. Imagine só plantar e produzir vinhos da uva cirá no Alentejo, região historicamente super tradicional, que fermentava seus vinhos em ânforas desde os tempos romanos. A região portuguesa é também terra das uvas tintas de brincadeira, aragonês e alicante boucher. Até que, em 1998, a vinícola corte de cima produziu o vinho incógnito. Fácil entender esse nome, porque o nome da uva não poderia aparecer. O vinho ganhou prêmios pelo mundo, além das pontuações, com 92 por Robert Parker e 92 pela Wine Enthusiast. Frutos selecionados de vinho dos jovens, bem maduros e colhidos à mão. O incógnito é 100% da uva cirrá e tem aromas bem complexos, de frutos negros, como a meixa, notas de tosta, especiarias e terroso. É um vinho de taninos firmes e estruturado pela longa evolução, pelos seus oito meses de carvalho francês. O fora da lei leva no rótulo ainda uma frase do famoso compositor Bob Dylan: pra viver à margem da lei tem que ser honesto. E assim, o incógnito escreveu no contrarrótulo sua verdadeira origem: 100% cirrá.

18/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:31

VINHEDO PAREDONES

Paredones é o nome de um vinhedo que fica na região de Colchagua, um vinhedo da costa fria do Chile, a apenas seis quilômetros do oceano Pacífico, chamado Cool Coast. É pouco explorado, mas tem superpotencial para a produção de uvas de alta qualidade, que se desenvolvem melhor em climas frios. Produz vinhos de expressão muito frutada, muito fresca e elegante. E é de lá que vem o Cool Coast Pinot Noir, da vinha Casa Silva, uma vinícola tradicional chilena que existe desde 1892. Degustei o Pinot Noir 2015, 100% da uva Pinot Noir. Pinot Noir de regiões frias se apresentam com muita fruta fresca, como morangos, cerejas, frutas silvestres e framboesas. Um vinho fresco, de refrescante acidez, taninos suaves e final longo. Elegante. A primavera chegou, e com ela os vinhos mais leves, como este Pinot Noir. Para completar a elegância e manter a expressão do terroir, o produtor usou barricas usadas, de terceiro uso, para arredondar e dar elegância, sem mascarar o vinho com excesso de madeira. O Casa Silva Cool Coast Pinot Noir harmoniza com atum, salmão grelhado, pato e queijos de meia-cura com geleia de frutas vermelhas.

17/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:25

VINHOS DOCES

Se você gosta dos docinhos, vamos encontrá-los, mesmo que venham de longe, das colinas do Piemonte, uma região belíssima, premiada como Patrimônio Mundial da Unesco. Sobre vinhos docinhos, eles são perfeitos para harmonizar com sobremesas e ainda para você criar drinks com algum ingrediente que quebre a doçura. É nessa região do Piemonte que se produzem os famosos Asti. Asti é o nome da região e também do método de elaboração desses espumantes. O método Asti forma a espumatização em uma única etapa de fermentação, dentro de autoclaves, como é feito no método Charmat. Pelo método Asti, o vinho atinge entre 6 e 10 graus de álcool e a fermentação é interrompida. Assim, sobra açúcar e o gás é mantido, sem deixar escapar na atmosfera. Os aromas frutados são bem presentes e o álcool é bem levinho. Da mesma região, descobri um vinho feito não com as uvas moscatos, mas com uma uva diferente: a Brachetto, uma uva tinta cultivada predominantemente no Piemonte. A Brachetto é usada normalmente para a elaboração de espumantes tintos, pouco usuais para nós, mas eles são deliciosos, especialmente os docinhos, como o Acqui Brachetto. Aromas de flores, morango, framboesa, amora e cravo. Um espumante tinto e docinho para você harmonizar com saladas de frutas, lembrando sempre de manter a moderação. Uma ótima manhã para você!

16/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:40

WINE SPECTATOR

Em 2015, Portugal ganhou a capa da revista Wine Spectator com o mais belo cenário de Portugal, o Rio Douro, e começou a mostrar seu caminho de volta ao cenário internacional, ganhando inúmeras premiações. Em apenas dois meses de 2015, Portugal conquistou 279 medalhas em países como Alemanha, França e China. Em 2016, ganhou 92 medalhas na Alemanha, 79 medalhas na França e mais 108 medalhas no concurso China Wine and Spirits Awards. Essa multiplicação tão grande de medalhas ainda vem crescendo, e eu percebi as pessoas comentando, comprando e postando mais rótulos portugueses. Em maio de 2016, acompanhei um evento, e os produtores portugueses presentes eram os filhos e os netos. Percebi o entusiasmo e a dedicação deles em permanecer na tradição, mas também em dar a sua pitada de modernidade e conquistar o mundo. Veja como os vinhos portugueses são, em sua grande maioria, assemblages, misturas de uvas. É isso que dá equilíbrio aos vinhos. Tem aparecido algumas pontinhas de Cihá, um merlozinho no meio das trincadeiras, e Aragonês, as uvas autóctones portuguesas. Na minha análise, os vinhos estão melhorando a cada dia. E você, o que acha? Por que os vinhos portugueses estão melhorando? Lembre-se de manter a moderação e, se beber, não dirija.

13/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:41

INSTITUTO VINHO DO BRASIL

Hoje eu vou falar novamente sobre vinho sem regras, a campanha do Instituto do Vinho do Brasil. Sem deixar de valorizar, é claro, todo o trabalho dos sommeliers nos últimos anos. Após quase 15 anos estudando sobre a bebida e tudo que a cerca, chegou a época da campanha que eu tanto queria nos últimos tempos. A campanha que abraça cada amante do vinho, que quebra preconceitos, que liberta de algumas regras, que recebe e que acolhe a todos em torno da bebida: o vinho. É a campanha Vinhos sem Regras, da instituição Vinhos do Brasil. Eu brinco que já fiz de tudo nessa vida para falar de vinhos, e atualmente até canto, danço e represento no palco para contar e disseminar a história do vinho. Tudo isso para chegar mais perto do público e usar uma linguagem mais lúdica. Agora posso tomar vinho descalça no sofá, beber drinks no bar, me fantasiar de deuses do vinho, de rainha, subir na bicicleta, me jogar na piscina, para mostrar que vinho é para todos os momentos da vida e não precisa ter tantas regras. E você vai passar a aceitar os vinhos do dia a dia nas rolhas de rosca sem reclamar, a beber vinhos em taças variadas, a colocar um gelinho no vinho, a beber na pescaria, na piscina, com copos de plástico, harmonizar vinho com coxinha também, presentear o seu amigo e aceitar que tem, sim, vinho bom e barato. Você pode beber vinho no bar, no barco e ao meio-dia. O vinho definitivamente desceu do salto. O serviço mudou e está mais informal. As situações não precisam mais ser escolhidas para se beber um vinho. Se tem vinho, apenas abra. As combinações são mais casuais e as possibilidades só ampliam. Ganha o mercado, ganham os consumidores, ganha todo mundo. Lembrando sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

12/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:59

VALPOLICELLA

Eu fico encantada com as boas coincidências da vida, e o vinho sempre me proporciona isso. O encontro de quase 200 anos da vinícola com uma amizade de 20 anos. Foi assim o meu sábado em Atibaia, no interior de São Paulo, uma região de clima perfeito para o vinho e cultivo de morangos. Consegui unir a degustação de um clássico Valpolicella Zonin, da Asiana Zonin, a um reencontro com duas amigas que também curtem vinho. São 197 anos de história da família em torno do vinho italiano. Hoje o grupo tem 9 vinícolas em 7 diferentes regiões da Itália. Eu escolhi o mais clássico Valpolicella. Sabe aquele vinho tinto do Veneto, de Rondinella, Molinari e Corvina, que você abre a qualquer hora do dia para combinar com tudo, para agradar a vida de todos? É um Valpolicella frutadinho, mas com evoluções aromáticas que eu amo, como amêndoas. Médio a encorpado e com final longo, tanino presente, mas equilibrado. Mais que os aromas, as conversas de tantas alegrias de uma linda amizade, que unem gerações com diferenças de 40 anos, evoluíram sem perder alegria durante horas e horas. Assim como os vinhos evoluem, uma amizade também evolui. A sabedoria, uma das grandes dádivas da vida, se desenvolve com a idade. Por isso eu gosto tanto de estar perto dos mais velhos. Eles têm sempre algo de bom para nos ensinar. A idade traz novas habilidades, e os vinhos ou as vinícolas com mais tempo de atividade, como a zonim, que são quase 200 anos de história, conseguem manter o padrão e ainda criar novos produtos. É a vida que se renova e o vinho que se renova. Em um dia todo de conversa, regado a vinhos, evoluímos a conversa que vai virar livro e perpetuar as mil histórias. Será que o vinho vai fazer parte desse livro também?

11/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:56

CELLO SYRAH

Não é todo dia que a gente encontra essa sintonia. Ainda não havia degustado, mas já sabia a história do vinho australiano cello-cirá. O nome do vinho é uma homenagem à intensa relação do embaixador da marca da vinícola Kilikannam Wine's, chamado Nathan Walks. Nathan Walks foi violoncelista da Orquestra Sinfônica de Sydney. Uniu suas duas paixões e elaborou o vinho cello-cirá. Poderia ser qualquer uva, mas cirá é a uva símbolo da Austrália. Não só por isso: a palavra cirá também significa música, melodia. Tem sintonia melhor? Finalmente parei para degustá-lo e, literalmente, soou como música para os meus ouvidos. Tem tudo que eu gosto. Coloração rubi intensa. Ao nariz, as frutas maduras negras, como a mora e a ameixa. Adoro os aromas de frutas negras, aliado às especiarias da sirrá e um tabaco no final. É um vinho pra me deixar quietinha, só curtindo, quase mastigando de tão encorpado. Os taninos estavam ali, presentes, dão aquele aperto na boca, mas bem equilibrados, e com uma excelente persistência. Pena que eu estava em uma feira e não dava pra harmonizar, mas colocaria uma degustação Tchelo sirrá com uma costeleta de porco defumada. E você, com o que você harmonizaria o seu sirrá? Compartilhe conosco usando a hashtag #musicaevinho através das redes sociais.

10/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:41

ARTE DA TANOARIA

É uma excelente manhã para você, apaixonado por todos os assuntos relacionados ao mundo do vinho. E hoje vamos falar sobre a arte da tanoaria. Tanoa significa carvalho, e é daí que vem o ofício artesanal e ancestral da arte da tanoaria, que é a elaboração dos famosos barris de vinho. A atividade cresceu junto com o mercado e a cultura vinícola no mundo e é passada de geração em geração. Historicamente, desde 200 anos antes de Cristo, a ânfora de argila começou a ser substituída pelos barris de madeira. No início, o objetivo era apenas o transporte e o armazenamento, mas hoje os barris de carvalho são verdadeiros instrumentos enológicos. O formato arredondado facilitou o transporte, já que era possível rolar o barril. A madeira mais utilizada é o carvalho em todo o mundo, porque é a que apresenta a melhor porosidade, possibilitando a micro-oxigenação, super importante para a troca de aromas do vinho. Além disso, o carvalho também tem impermeabilidade, maleabilidade para se trabalhar e elaborar as barricas, resistência, podendo durar até 100 anos, e leveza para o transporte. Durante o processo de elaboração dos barris de carvalho, uma das partes super importantes que vai aparecer no seu vinho é a tosta do barril. A tosta pode ser alta e proporcionar aromas que lembram chocolate, defumado e especiarias. Pode ser média, com aromas de baunilha e carvalho, ou leve, com baunilha e coco, trazendo aromas mais adocicados. Outro fator importante que vai aparecer no seu vinho é a idade da madeira. Quanto mais jovem a madeira, maior o impacto de aromas no vinho. O tamanho das barricas também é importante. O padrão é de 225 litros e, quanto menor o barril, maior será sua influência no estilo do vinho. O uso do barril de carvalho influencia, inclusive, a regulamentação da classificação de vinhos na região da Rioja, na Espanha, por exemplo. A classificação é feita com base no tempo de envelhecimento na madeira. Já falamos sobre esse assunto, mas vale lembrar: os vinhos mais jovens podem não ter estágio em madeira ou ter menos de 12 meses. Os Crianza passam 12 meses em madeira e mais tempo em garrafa. Os Reserva ficam cerca de 12 meses em madeira e mais tempo em garrafa. Já os Gran Reserva passam cerca de 24 meses em madeira e vários anos em garrafa antes de serem comercializados. A arte da tanoaria influencia também na paleta de cores, tanto dos vinhos brancos quanto dos vinhos tintos. Influencia na estrutura, na textura e na evolução dos aromas e sabores do vinho. Por trás de cada barrica existe uma história: uma longa história e uma infinidade de pequenos e grandes detalhes que podem fazer a diferença no resultado final de um vinho. Esta é a arte da tanoaria.

09/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 3:09

LENDAS E MITOS DO MUNDO DO VINHO

Adoro as lendas e mitologias em torno do mundo do vinho. Imagine a deusa da luz, da lua e do sol espalhando brilho e luminosidade. Essa é Theia, a deusa que dá nome ao espumante brasileiro da vinícola Hélios, produzido em Bento Gonçalves. Um super espumante no método champenoise, elaborado com 93% da uva branca Chardonnay e 7% da tinta Pinot Noir. Apenas 900 garrafas foram produzidas em um único lote. Amadurece sobre as borras, o que traz complexos aromas de pão, lembrando brioche, muito floral, fresco, com perlage fino e abundante. Notas cítricas e acidez bem presente. Poucos espumantes me ganham de cara, porque normalmente trazem muita doçura. O Theia tem a cor esverdeada, que eu acho linda, notas acentuadas de pão, sabor bem seco, mas harmonioso com a acidez e o frescor. O espumante Theia abrilhantou o meu dia, brindou a amizade e a qualidade dos vinhos brasileiros. Degustei como aperitivo, mas cabe muito bem com uma paella, um bacalhau e até um risoto de camarão.

07/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:24

VINHOS CHILENOS

Vinhos chilenos: do Vale do Elqui, ao norte de Santiago, vem um produtor que está totalmente conectado à cultura astrofísica da região. A vinha Alcahuás está no Vale do Elqui, que é um super polo de astroturismo. É considerado o céu mais limpo e claro do Hemisfério Sul e, por isso, possui vários observatórios astronômicos. A vinha Alcahuás preserva o pisa-pé das uvas, e isso é incrível. É difícil uma vinícola, atualmente, ainda fazer o pisa-pé. Uma outra particularidade da vinícola é que eles plantaram inicialmente Cabernet Sauvignon e Carménère, as uvas de maior destaque no Chile. Porém, elas não se desenvolveram bem na região. Mudaram então para duas variedades do Mediterrâneo: a Syrah e a Garnacha, e o resultado foi excepcional. Inclusive, espera-se que a Syrah dos vinhedos de Alcahuás se torne uma das melhores Syrahs do mundo. A uva entra na elaboração dos vinhos Drú e Rú, e também no varietal de Syrah. O Rú é o nome do portal de conexão entre a divindade e a humanidade, uma homenagem ao misticismo do Vale do Elqui. É um super vinho de Syrah, Garnacha e Petit Syrah. Já o Grus é uma mescla tinta, igual ao Rú, mas com uma parcela de Malbec. É o segundo vinho da casa e homenageia a constelação Grus. Degustei ainda o Cuesta Tica, 100% Garnacha, da safra de 2017. Quis experimentar porque era a primeira safra. Um vinho de coloração rubi profunda e, ao nariz, fruta vermelha com ervas, especiarias rosas e notas lácteas. Fresco, de médio corpo e taninos bem firmes. Ao final, não degustei o varietal 100% Syrah, mas já vou atrás, porque sou uma enlouquecida por Syrah. E se essa é a nova promessa, já quero saber o que tem a Syrah do Vale do Elqui. E você, está degustando o quê? Compartilhe conosco usando a hashtag #musicaevinho através das redes sociais.

06/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:13

TELLUS SYRAH LAZIO

O Vinho e seus deuses. Degusteio, Telo e Cirrado, Lásio. A propriedade fica a uns cinquenta quilômetros de Roma, e o nome vem da deusa romana da terra, do solo fértil, Telos. O rótulo me chamou atenção e descobri que foi escolhido em um concurso de arte que aconteceu no belíssimo Castelo de Sant'Angelo, em Roma. O Castelo de Sant'Angelo é um cenário belíssimo, e foi lá que aconteceu a grande ópera Tosca, de Giacomo Puccini, totalmente cheio de arte. Um monumento rico, que tem a estátua de um anjo coroando o edifício. Telo e Cirrà é um vinho cheio de arte. A garrafa tem o formato das antigas garrafas romanas, e o vinho é do produtor Falesco. Um super Cirrà, de coloração vermelho bem intenso, frutas frescas e as famosas especiarias da Cirrà, com um toque de barulho. Baunilha pelos seus cinco meses de carvalho. O Telo e Serrai é um vinho sedoso, com taninos macios, rico e persistente. Acompanha super bem pizzas de calabresa, queijos maturados e massas com molhos fortes, como o nhoque de quatro queijos da minha amiga Gabriela Grandu. Que perfeição! Cremoso, aromas lácteos, sabores extremamente harmoniosos, incrível. Nhoque aos quatro queijos com vinho tinto é uma boa sugestão de harmonização. Lembrando sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija

05/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:32

HARMONIZAÇÃO DE VINHO E COXINHA DE FRANGO

Regra de harmonização normalmente não contempla vinho para coxinha de galinha. Mas, até hoje, eu digo que a melhor entrada que comi no restaurante mais estrelado do Brasil foi uma coxinha de galinha. E eu preciso descrever para vocês: uma coxinha muito bem temperada. Na base da coxinha, um purê de mandioca bem cremoso com catupiry. Então, o catupiry veio por fora. O serviço foi feito em pratos fundos, para regar com o melhor caldo de galinha da vida. Realmente, uma coxinha inesquecível. Você acha que não combina? Ainda tem preconceitos e acha que vinho é só para alta gastronomia? Ou não gosta de coxinha? Eu te provo tecnicamente a harmonização. As comidas gordurosas têm que contrapor com vinhos mais frescos. A gordura seca o paladar. A crocância da fritura combina com o creque-creque das bolhas do gás do espumante, traduzindo os perlages. Frango é uma carne branca e combina com vinhos brancos, como os espumantes brancos. A coxinha é cheia de temperos e ervas, e os espumantes têm aromas herbáceos maravilhosos. Para encher a boca e salivar de vez, o purê de mandioca com catupiry é super cremoso, assim como a textura da espumatização que se forma na boca a cada gole de vinhos espumantes. Prato quente com vinho gelado sela uma harmonização de contraponto, que é a cara da nova era do mundo do vinho. Bem-vindos à descontração, à liberdade que os antigos deuses já pregavam desde a antiguidade, à alegria dos jovens consumidores de vinhos e à paixão pela bebida que é secular e que se renova a cada dia, a cada música e vinho. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

04/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:56

VINHO CHIANTE RUFFINO

Tem um vinho que todo mundo conhece, o Chianti Rufino. Ele é um clássico e do consagrado produtor da Toscana. Um vinho que tem sua produção controlada para garantir a qualidade e foi a primeira garrafa a exibir o selo de Doc G na Itália. A vinícula Rufino foi fundada em 1877, em Chianti, e em apenas 4 anos conquistou a primeira medalha de ouro em Chianti. Eles ganharam também o ouro na Feira de Bordeaux logo nos primeiros anos. Todo mundo conhece um Chianti, o tinto de Sangiovese com canaiolo, mas a vinícula tem deliciosos vinhos brancos também da uva Pinogridio, que é uma uva que eu amo. Vinhos frescos, aromas de frutas tropicais e mineral. Tem espumantes rosés, moscatos dastes, além de proseccos e tintos com base em Sangiovese e outras uvas. Uvas como Merlot, Syrah, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e até Alicante Boucher. São vinhos como o Asiano, o Ducale e o Modus, além de Brunelos, como o Grepeno Masi. Um Sangiovese grosso é a uva, um estágio mais longo, mais maduro e com aromas e final de boca que lembram chocolate e um tabaco bem suave. E o rico e encorpado Alouda, feito de Cabernet Franc, Merlot e Colorino, um vintage que só está em safras excepcionais, como a safra de 2015. Um vinho que tem estágio em dois meses de carvalho francês, afina no tanque de aço e depois na garrafa. Extremamente elegante, encorpado, aromas balsâmicos, baunilha, para harmonizar com a bistecca fiorentina que eu tive o prazer de experimentar em Florença, com batatas assadas, muito alho e azeite. Lembre-se sempre de manter a moderação para você ver que Antirrofino tem muito mais do que só Quianti. A gente acha que é o nome do produtor e não, o produtor se chama Rufino. E você vai encontrar todas essas outras variações de vinhos como modos a lauda do cali, aziano, moscatos para secos e rosés, todos de produção do mesmo produtor na região mais famosa da Itália. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

31/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:17

DEGUSTE NOVOS VINHOS

Eu quero muito te inspirar a degustar vinhos diferentes. Eu sou Kezia Giugni, Sommelier, e quero te inspirar pra descobrir esses novos vinhos, como o Tara Pinot Noir. Tara, em espanhol, quer dizer imperfeito. Essa é a filosofia do vinho da Vente Esqueiro. Tara Pinot Noir, que não é clarificado e não filtrado. Na garrafa já mostra toda a sua imperfeição. O vinho é extremamente turvo, porque não foi clarificado e nem filtrado. O desafio começa a crescer no deserto do Atacama, onde a umidade vem apenas da neblina do Pacífico, chamada de Camanchaca. O Tara Pinot Noir tem mais de uma particularidade. Ele envelhece 60% durante 24 meses em fúdres de 1000 quilos, 500 litros, e 40% em concreto de mil litros. Os fúdres são os barris gigantes, uma técnica bem antiga preservada principalmente nas regiões como Piemonte, ao norte da Itália. Envelhecer em fúdres traz menor interferência de madeira ao vinho. O Tara Pinot Noir tem os aromas que lembram framboesa, cereja e cogumelos. Na boca, é incrivelmente intenso para um Pinot Noir. Digo que é um Pinot Noir bem presente em boca e com um toque de salinidade vindo do Pacífico. Perfeito para carnes como pato, um javali e, por que não, um pernil cai super bem com o Tara Pinot Noir. Lembrando sempre de manter a moderação.

30/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:46

ESPUMANTES ROSÉ

A louca dos rosés, e eles me perseguiram nos últimos dias. Dois espumões rosés novos para degustar: o brasileiro Seival Brute Rosé e o espanhol Segura Viúda Rosé. O Seival brindou uma noite de amigos do vinho em São Paulo, que reuniu pessoas envolvidas e comprometidas em disseminar a cultura do vinho. O Seival Brute Rosé é elaborado na região da Campanha Gaúcha, mais ao sul do Rio Grande do Sul, com as uvas Pinot Noir e Pinot Gris, pelo método Charmat, aquele em que a segunda fermentação é no tanque e não nas garrafas, como o método tradicional de champanhe. A coloração vem de uma leve prensagem da uva Pinot Noir, que é tinta, e ganha uma cor salmão bem província. Provençal, ou seja, ao estilo dos rosés da Provence. Aromas de frutinhas como cereja e morango, de frutas vermelhas frescas, um vinho super fresco e acidez gostosa. Seguindo com os rosés, agora o espanhol. Já degustei várias cavas e agora descobri a uva nativa espanhola trepat. A segura viúda é da freixenet, e eles priorizam a valorização das uvas nativas, como a trepat, que tem 90% dessa cava, e 10% da uva garnacha. Esse rosé tem só 9 gramas de açúcar por litro, mantendo a tendência de menos açúcar nos espumantes. O segura viúda tem a coloração de maceração de 24 horas da uva trepá e 12 horas da uva garnacha. Ganha uma coloração linda que lembra casca de cebola. Com borbulhas finas e abundantes, que combina com vários pratos frescos, eu harmonizei com comida japonesa e ficou perfeito. Lembre-se sempre de manter a moderação, para. Descobrir novos rosés.

29/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:01

TEMPO DE ABERTURA DOS VINHOS

Já reparou naquelas pessoas que pegam o vinho e vão logo cheirando? Eu sei que, para muita gente, isso parece frescura, mas eu explico. Faz parte da degustação do vinho: as etapas são visual, aromática e agustativa. Se você fizer as duas que antecedem a degustação, o vinho pode ser ainda mais agradável. Nem adianta torcer o nariz, porque é uma questão de tempo: todo mundo vai beber vinho um dia. A etapa aromática é super prazerosa. Procure na internet uma coisa chamada roda de aromas de vinhos, e você vai encontrar todas as famílias aromáticas possíveis nos vinhos. São muitos, mas bem distintos. E, para mim, é uma viagem sensorial que só engrandece o vinho. Sirva apenas um terço da taça para o vinho ter espaço para liberar o álcool e você fazer o giro que vai liberar os aromas. Cada família aromática pode ter relação tanto com vinhos brancos como com vinhos tintos, e um só vinho pode apresentar várias famílias aromáticas. Um exemplo: champanhe branco pode ter aromas tanto de flores como de frutas brancas, além de pão e manteiga. Um vinho Pinot Noir tinto pode ter aromas de frutas vermelhas, como morango. Um Malbec pode ter aromas de frutas vermelhas maduras e frutas em compota. Um Sauvignon Blanc pode ter aromas de maracujá e de ervas frescas. Um vinho tinto envelhecido da Sicília, por exemplo, pode ter aromas de defumado, charuto e de frutas negras. Já pensou você sentir e conseguir descrever esses aromas no vinho sem nem mesmo tê-lo colocado em boca? Essa é a experiência sensorial na etapa aromática de degustação dos vinhos. Se você também teve alguma experiência interessante na etapa aromática, compartilhe conosco usando #musica&vinho.

28/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:10

VINHO OU O PRATO?

Quem vem primeiro? O vinho ou o prato? E você? Escolhe primeiro o prato ou o vinho? Tudo bem, se o momento for da comida, se a estrela é o objetivo de um prato especial, tranquilo, você pode escolher o vinho depois. Mas isso vem mudando. Há vários wine bars que têm o vinho como foco e cardápios que possam atender aos vinhos da carta. Desta forma, os chefes de cozinha dos wine bars buscam criar cardápios neutros e que tenham mil possibilidades de se harmonizar com as opções de vinhos. Eu acho super bacana. Escolher um vinho e depois escolher várias entradinhas pra brincar com a harmonização e testar várias opções que agrade ao seu paladar. Afinal, o bacana do vinho é o prato. Do vinho é se aventurar. E você, tá degustando o quê? Compartilhe comigo usando a hashtag Música e Vinho através das redes sociais.

27/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:08

VINHOS ROSÉ

abe qual é o queridinho do momento? São os vinhos rosés. Apaixonados por vinhos rosés são declarados rosé lovers, como eu. Já degustou vinhos rosés? Se ainda tem preconceito, você não sabe o que está perdendo. Ele não é nem branco nem tinto, mas tem aromas de tinto e frescor de branco. O melhor dos dois mundos. E ainda a versatilidade de harmonizar com uma infinidade de pratos. Desde saladas, massas ao sugo, embutidos mais leves. Pode ser frutos do mar, frango, comida japonesa e muito mais. Celebridades como Angelina Jolie e Brad Pitt influenciaram muito o aumento do consumo de rosés quando lançaram o Chateau de Miraval Rosé. É sucesso absoluto na Provância, elaborado com as uvas cinso, grenache no ar, sirra. E Roll. 5% do vinho passa em carvalho. Tem uma fruta intensa no nariz e, em boca, notas frutadas e minerais. O Chateau de Miraval é puro música e vinho. Olha que fantástica essa história. Em 1970, o pianista e compositor de jazz, Jacques Luzier, comprou a propriedade e a transformou em um estúdio de gravação, onde músicos como a banda Pink Floyd e Sting gravaram algumas músicas. Da música para os filmes, me inspirei nos 50 Tons de Rosa. Só para você entender que a variação de cores dos vinhos rosés é imensa. Vai do rosa-salmão ao pink, cereja, pêssego, casca de cebola e até tons mais atijolados. Depende da uva ou dos cortes de uvas tintas usadas. Depende se a casca tem mais pigmentação ou não. Depende também do tempo de maceração, que é o contato do suco da uva com a casca. O processo de elaboração. Tem sempre um rosé para te encantar. É só você escolher um dos tons de rosé que mais te agrada. Se você está aberto a novas experiências, o Música e Vinho te inspira. E eu quero saber o que você está degustando. Compartilhe conosco usando a hashtag Música e Vinho através das redes sociais.

26/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:20

UVA CARMÉNÈRE

Uma excelente manhã para você que curte o Música e Vinho e mais uma degustação horizontal. Desta vez, quatro vinhos da uva Carmenes. Todos chilenos. E só assim é possível comparar e entender o quão diferente podem ser os vinhos de uma mesma variedade. Por Isso, não dá para falar que você não gosta de Carmenes se só provou um vinho desta uva. Pode ter Carmenes com prensagem mais leve das uvas, que dão vinhos mais leves e mais fáceis de beber para o seu dia a dia. E outros Carmenes mais complexos, como acerações prolongadas e envelhecimento e amadurecimento. Só para lembrar algumas características desta uva. Ela tem notas vegetais um pouquinho mais persistentes que a uva Merlot. Além de pimenta negra, fruta negra, tabaco, baunilha e couro. E uma cor profunda inconfundível. São raros os carmeneres franceses, então não resta dúvida em qual país procurar os vinhos da uva carmenere. É no Chile mesmo. Para carnes vermelhas, grelhadas, assados, cordeiros, filés com pimentas ou especiarias, o carmenere é uma boa escolha. O vinho Larroia Gran Reserva é 100% da uva carmenere. E o Aquitânia Reserva, com 85% da uva carmenere e 15% de Cabernet Sauvignon. Ambos os vinhos, com mais ou menos 10 meses de madeira, me encantaram nesta degustação só dos vinhos da uva carmenere. Mas isso porque eu gosto de vinhos com mais persistência de boca, com mais presença, com mais intensidade. Para quem prefere os vinhos mais leves, o Caliterra Aventura Carmenere é um vinho bem correto e de excelente custo-benefício. E você também pode fazer essa degustação em casa com os amigos, escolhendo uma única uva, experimentando para fazer as comparações e entender melhor as características de cada um. Cada gosto é diferente. Você vai escolher o que melhor lhe agrada, lembrando sempre de manter a moderação para aproveitar o seu próximo vinho

23/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:06

ZIRLO TALENTI

Se você, assim como eu, também tem os seus vinhos queridinhos, aqueles que você gosta de repetir sempre, pois eu cheguei a um restaurante onde só um vinho chamou a minha atenção, o meu queridinho da Toscana, o Zirlo Talente. Eu sei que eu já falei sobre esse vinho no Música e Vinho, mas sempre tem novas impressões, novos contextos, como a história da vinícula Talente. Achei que era uma vinícula super tradicional, mas não. A vinícula foi fundada em 1980. Para a Enotria, a Itália, a terra do vinho, 1980 é super moderno. A vinícula é familiar e tem uma construção em pedra muito linda no povoado de San Angelo de Colí, um povoado de mais ou menos 1300 habitantes, minúsculo. Dos 21 hectares plantados, 16 são destinados à rainha das uvas da Toscana, a Sangiovese. E os cinco hectares restantes são destinados às uvas como Canaiolo, Colorino e as francesas Merlot, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot. Além do meu queridinho Zirlo Talento, que é o mais jovenzinho da linha, a vinícola Talente é famosa pelos seus brunelos, pelos rostos, pela grapa de brunelo e também pelos azeites. Pra você ver como o gosto não se discute. Naquela noite, ninguém gostou do meu vinho de Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot, um vinho cultivado na Toscana por um super produtor. Analisei a ficha técnica do vinho pra ver se achava algum motivo pra eu gostar tanto e a turma não gostar do vinho. Será que foi o sabor das frutas vermelhas, como figo, ou os aromas de sálvia? Eu amo todos os aromas herbáceos, mas tem gente que não gosta. Já veio à minha mente aquele filé ao molho do suco da própria carne, com muita erva e vinho tinto, acompanhado de pão de alho com mais ervas aromáticas. Será que exagerei no herbáceo? Se pudesse, finalizaria tudo com cheiro verde. Quanto mais herbáceo, melhor, seja na comida ou no vinho. Essa é a minha sugestão. Zirlo Talente.

22/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:16

VERDICCHIO TÍTULOS

Se você já degustou o Chardonnay, Sauvignon Blanc, Pinot Grigio, Riesling, Guia Vustraminer, quer descobrir novos vinhos brancos? Tem um verdict te esperando. Em formato de ânforas, as garrafas dos vinhos dessa uva da região central da Itália, o Marche, é bem linda. Degustei o Titulus Verdicchio, com coloração bem esverdeada, notas muito herbáceas, lembrando um alecrim salvia, cítricos de limão e final de boca bem vegetal. Não é um branco tão óbvio, daqueles levinhos, nada disso. É um vinho de acidez elevada, muito aromático e final longo, porém fresco, médio corpo e bem seco. Ficou perfeito com gaspacho de tomate e creme de mascarpone, e harmonizei também com carpaccio de pão. De polvo e uma massa com frutos do mar. Esqueci de destacar as notas de limão siciliano, amêndoas, tostadas e maçã verde. É tão intenso nesse vinho os aromas que dá vontade de ficar no olfativo por horas. Tem vinho que é assim, já te conquista pelos aromas intensos. Vale muito se aventurar e conhecer o Verdicchio Títulos.

21/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:23

UVAS DESTAQUE

Essas são as duas uvas principais de destaque do país Nova Zelândia. A Nova Zelândia é um país bem pequeno, mas com um grande número de regiões vinícolas. São 12 no total. 42% da área plantada é da uva branca Sauvignon Blanc. São mais de 500 vinícolas no país. E elas abastecem um consumo que está dividido: 50% para consumo próprio e 50% para exportação. Bom isso, né? A maioria das vinícolas está localizada no lado leste da ilha, onde estão mais protegidas das grandes chuvas das montanhas do oeste e beneficiadas pelo sol e pela brisa fresca do litoral leste. As uvas não escondem a característica principal dos vinhos da Nova Zelândia, que são fineza e elegância: Sauvignon Blanc e Pinot Noir. Os vinhos da uva Sauvignon Blanc são frutados e elegantes, e os Pinot Noir, mais intensos e concentrados que os vinhos da Borgonha. Degustei o Kaffir Sauvignon Blanc, super frutado, cítrico e com um leve mineral, para acompanhar frutos do mar. Degustei também o Silene Pinot Noir, de frutas maduras e uma seda ao paladar. E você, está degustando o que? Compartilhe conosco usando a hashtag Musica e Vinho através das redes sociais.

20/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:32