Música e Vinho | Morena FM - Easy | Cadena

Episódios

HARMONIZAÇÃO ENTRE O VINHO E A COMIDA

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música em vinho com a sommelier Kezia Giugni. Alguém tem dúvida da harmonia entre chá com bolo, arroz e feijão, café com leite, queijo e goiabada? Mas o que explica essa harmonia? Eu não sei de nenhuma regra ou livro que explique ou oriente a bela parceria entre o chá com bolo, por exemplo. Mas eles combinam. Não é uma simples mistura. Se for o bolo de queijo e arroz da nossa capital, então, tem muita história: a receita, o carinho e a imagem de simplicidade e hospitalidade vêm junto. No vinho também é assim. Harmonizar não é uma ciência exata. Não é só misturar. É a sensibilidade e a experiência criada que gera prazer e conforto ao paladar. Mas eu posso compartilhar algumas experiências sobre o que já deu certo comigo. Pratos com cogumelo combinam com vinhos da uva Pinot Noir, peixes de rio com vinho de vinhos brancos da uva Chardonnay. O churrasco fica perfeito com os vinhos tintos da uva Malbec. Se a receita do dia for um ossobuco, nem vou citar nomes de uvas, mas principalmente vinhos tintos mais fortes e alcoólicos. Camarão combinam com vinhos rosés franceses especialmente. Um ceviche, com aquela acidez gostosa, pode ser um Sauvignon Blanc. Tortas de frutas com espumantes da uva Moscatel, chocolates com vinho do Porto, saladas e soufflés ou todos os pratos à base de vegetais com um bom pinogrid bem geladinho. Massas italianas à Bolognese podem ser um Chianti ou um Valpolicella. Carnes com temperos mais apimentados, entre sena uva Sihá. Cordeiro com tempranilo ou carmener. E a carne de panela ou famoso bife Bourguignon pode ser uma uva Cabernet Franc com Merlot ou o próprio corte bordalês da França, a mistura entre as três uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot.

04/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:55

UVA GARNACHA COM TEMPRANILLO

Saber beber, saber viver, com a melhor música. No ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. E hoje tem harmonização aqui no Música e Vinho. Eu sou Kezia Giugni e vou te contar todas as minhas experiências de degustações. Olha como as coisas mudam de posição: a rabada, que tem a sua origem em Portugal e na Espanha, era a sopa do rabo de boi, usada como aproveitamento de todas as sobras das partes do animal, tipo a feijoada. Já foi comida de boteco rejeitada e hoje é um dos pratos agraciados nos melhores restaurantes e lá na casa da minha mãe. Tem várias receitas de rabada ao vinho. Escolha um tinto seco de qualidade. Não vai estragar o seu prato com vinho ruim, né? E para acompanhar, vamos pensar em cores intensas, a suculência do molho, complexidade de vários temperos, a maciez do vinho, do cozimento e o sabor longo que a rabada deixa na boca. O vinho precisa ser mais encorpado então: um tinto seco, com tanino bem presente, textura e estrutura, daqueles vinhos mais encorpados, e pode ter passagem na madeira. Eu harmonizei com um espanhol bem intenso da uva garnacha com tempranilo, mas poderia ser também um tinto do Alentejo, em Portugal, berço do corte das uvas alicante, buchê, trincadeira e aragonês, ou ainda um corte do sul da França, no Rhone, com grenache, sirra e mouvedre. Sabores ricos harmonizados a vinhos ricos, lembrando sempre de manter a moderação.

03/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:42

CORTE DE RIESLING, ALVARINHO E SAVAGNAN

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música em vinho com a Sommelier Kézia Giugni. Tem vinhos que a gente precisa se render e reconhecer que é bom mesmo. Quando ouvi o corte de Riesling, Alvarinho e Savagnan, é claro que estranhei, pois é uma mistura bem diferente. Savagnan é uma uva branca responsável pela maioria dos vinhos brancos do Juhá, na França, os famosos vinhos dourados. Pois a Vinha Alicea, de Mendonça, na Argentina, aproveitou o terroir calcário de Lujan de Cuyo, a 1300 metros, e o clima de montanha para elaborar o Tiara Branco, com 50% da uva Riesling, 40% da uva branca Alvarinho e 10% de Savagnan, uma uva pouco produzida no Novo Mundo. O resultado é espetacular. Uma uva de coloração palha com tons esverde. Aromas de gengibre, pêssego, flores brancas e limão confitado. O vinho tem o cítrico, mas tem também a doçura desde o aroma. Um super vinho, bem presente, mas delicado nos aromas, e na boca continua a surpreender. Super equilibrado, bem mineral e de excelente corpo. Super gastronômico, pé de frutos do mar, caranguejos, lagostas, camarões graúdos. Sabe que eu nunca usei tanto o adjetivo super pro mesmo vinho? É que o Tiara é mesmo uma ousadia da Vinha Alícia. Sai totalmente fora do comum. Nada de Chardonnay, nem de Sauvignon Blanc e muito menos a uva Torrontês. Experimente sem medo, vale muito, pode ousar.

02/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:45

BODEGA LUIS CAÑAS

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música e Vinho com a sommelier Kezia Giugni. A região mais tradicionalmente arraigada à cultura vitivinícula espanhola é a Rioja, e eu conversei com a Laura Vásquez, embaixadora do grupo vinícula Araex, da Espanha, da região da Rioja, que distribui a linha Bodega Luis Canhas. A Bodega Luis Canhas está na sua quarta geração e, em 1994, o filho Juan Luis Canhas assumiu, aos 33 anos, a nova filosofia da vinícula, que antes só fazia vinhos mais jovens. Ele modernizou a vinícula sem perder a tradição, é claro, e inseriu a produção de vinhos nas classificações da Rioja: Crianza, Reserva e Gran Reserva. Essa classificação está dividida em… Antes de Crianza, Reserva e Gran Reserva, tem ainda o Rioja Jovem, com vinhos sem estágio em carvalho ou estágio inferior ao Crianza. O Rioja Crianza passa mínimo de 12 meses em madeira e mais três anos na garrafa antes de ser comercializado. Já o Rioja Reserva, mínimo de 12 meses em madeira e quatro anos na garrafa. O Rioja Gran Reserva, mínimo de 24 meses em madeira e seis anos para comercializar. Já foi tendência os vinhos quanto mais madeira e mais envelhecidos, melhor. Já foi moda os vinhos quanto mais frescos e jovens… E hoje tem consumidor para tudo, e tem vinho para todos os estilos de paladar. A Rioja já embala também vinhos bag-in-box de 5 litros. São vinhos jovens, é claro, mas são boas opções para o seu dia a dia. A Bodega Luis Canhas, além de produzir excelentes vinhos, foi a vinícola do ano de 2015 pelas suas práticas sustentáveis com relação ao meio ambiente e em feito aos trabalhadores. Eles têm uma vila rural dando qualidade de vida no campo a quem ama e cuida da terra. Se a uva é cuidada com amor, colherá bons frutos e elaborará bons vinhos. Lembre-se sempre de manter a moderação para aproveitar o seu próximo vinho e descobrir as maravilhas da Rioja.

01/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 2:15

VINHO MONTEPULCIANO DA ABRUZZO VASARI

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho com a Sommelier Kézia June. Eu sei que você curte música e vinho, então vem comigo. Eu sou Kézia Giugni, Sommelier, e vamos começar mais uma edição do Música e Vinho. Adoro descobrir uns vinhos gostosinhos, daqueles que a gente compra sem medo. Repete. Abre de olho fechado, sem compromisso de uma super harmonização. Um vinho que você possa agilizar um pouco mais nos dias super quentes, porque tem pouco álcool, só 12,5. Degustei o Montepulciano da Abruzzo Vasari, do produtor Fratelli Barba, um dos mais tradicionais da região de Abruzzo, na região central da Itália, chamada Região Verde da Europa. O enólogo da vinícola é Stefano Ciotioli, que tem 46 Trebiquiere em seu currículo, classificação ímpar na Itália. O Montepulciano Vasari que degustei numa tarde quente tem dois biquheres e é considerado uma das maiores pechinchas da Europa. Frutas vermelhas e terrosas e notas de chá preto, com um tanino bem macio e acidez refrescante, perfeita para um risoto de cogumelos, um filé com risoto ou um frango com arroz e açafrão que acompanhou o meu. Mais uma opção de vinhos para o seu dia a dia, lembrando sempre de manter a moderação.

29/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:31

CHATEAU DE MIRAVAL ROSÉ

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música em Vinho com a sommelier Kezia Giugni. Sabe qual é o queridinho do momento? São os vinhos rosés. Apaixonados por vinhos rosés são declarados rosé lovers, como eu. Já degustou vinhos rosés? Se ainda tem preconceito, você não sabe o que está perdendo. Ele não é nem branco nem tinto, mas tem aromas de tinto e frescor de branco, o melhor dos dois mundos, e ainda a versatilidade de harmonizar com uma infinidade de pratos: desde saladas, massas ao sugo, embutidos mais leves, pode ser frutos do mar, frango, comida japonesa e muito mais. Celebridades como Angelina Jolie e Brad Pitt influenciaram muito o aumento do consumo de rosés quando lançaram o Chateau de Miraval Rosé. É sucesso absoluto na Provence, elaborado com as uvas cinso, grenache noir, cinquenta e cinquenta. Cirá e Roll. 5% do vinho passa em carvalho. Tem uma fruta intensa no nariz e, em boca, notas frutadas e minerais. O Chateau de Miraval é puro música e vinho. Olha que fantástica essa história: em 1970, o pianista e compositor de jazz Jacques Luzier comprou a propriedade e a transformou em um estúdio de gravação, onde músicos como a banda Pink Floyd e Sting gravaram algumas músicas. Da música para os filmes, me inspirei nos 50 Tons de Rosa. Só para você entender que a variação de cores dos vinhos rosés é imensa: vai do rosa salmão ao pink, cereja, pêssego, casca de cebola e até tons mais atijolados. Depende da uva ou dos cortes de uvas tintas usadas. Depende se a casca tem mais pigmentação ou não. Depende também do tempo de maceração, que é o contato do suco da uva com a casca. E o processo de elaboração. Tem sempre um rosé para te encantar. É só você escolher um dos tons de rosé que mais te agrada. Se você está aberto a novas experiências, o Música e Vinho te inspira e eu quero saber o que você está degustando. Compartilhe conosco usando a #Música&Vinho através das redes sociais.

28/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 2:20

WINE BARS

E uma ótima manhã pra você que me faz companhia aqui no Música e Vinho. Quem vem primeiro? O vinho ou o prato? E você? Escolhe primeiro o prato ou o vinho? Tudo bem, se o momento for da comida, se a estrela é o objetivo de um prato especial, tranquilo, você pode escolher o vinho depois. Mas isso vem mudando. Há vários wine bars que têm o vinho como foco e cardápios que possam atender aos vinhos da carta. Desta forma, os chefes de cozinha dos wine bars buscam criar cardápios neutros e que tenham mil possibilidades de se harmonizar com as opções de vinhos. Eu acho super bacana escolher um vinho e depois escolher várias entradinhas pra brincar com a harmonização e testar várias opções que agrade ao seu paladar. Bacana do vinho é se aventurar. E você, tá degustando o quê? Compartilhe comigo usando a hashtag Música e Vinho através das redes sociais.

27/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:09

LENDAS DO MUNDO DO VINHO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. E uma excelente manhã para você, apaixonado por música, vinho e histórias do mundo do vinho. Eu adoro as lendas do mundo do vinho. Conta-se que, no século XII, os monges da ordem de Cartuxa, os mesmos do vinho português Cartuxa, famoso, procuravam um lugar para construir um novo mosteiro. Encontraram um pastor que lhes informou sobre um lugar onde os anjos subiam aos céus por uma escada. Construíram exatamente nesse local o mosteiro chamado Scaladei, plantaram vinhas e elaboraram vinhos. Ao redor do mosteiro nasceu o vilarejo Scaladei. Mais tarde, a região ficou conhecida como Priorat, ou Priorato, que significa comunidade religiosa. Para entender melhor a região, há a denominação de origem controlada Priorato, que faz parte da Catalunha. Essa é uma região que cultiva uvas no estilo Garnacha, tinta, e Carinhenha. Elabora vinhos clássicos, de aromas de cereja em cauda. Os vinhos do Priorato costumam estagiar pelo menos 12 meses em carvalho. O Priorato recebeu a denominação de origem de qualidade, o título máximo de denominação espanhola. A região tem produzido vinhos espetaculares, potentes, concentrados e longevos. Lembrando que a Catalunha tem baixa produtividade devido à condição climática de baixo índice pluviométrico. São vinhos de coloração intensa, boa textura e taninos afinados. Um dos principais produtores chama-se Álvaro Palácios. Se você também busca novidades, experimente um espanhol do Priorato, porque Espanha não é só Tempranillo.

26/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:52

CALHA SIERRÁ ROSÉ

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música em vinho com a sommelier Kezia Giugni. É sempre bom ter a sua companhia para compartilhar mais informações e degustações do mundo do vinho. Pela primeira vez, degustei a minha uva preferida, a Sierrana, versão rosé. Era para brindar uma amizade e admiração pela arte de colorir o rosto, vinho e maquiagem pelas mãos da querida Josie. Que mulher não gosta de uma pele com textura macia, uma cor rosada nas bochechas, nos olhos ou na boca? Escolhi um rosé de Sierrá, de coloração límpida. No mundo dos pincéis, seria uma cor cintilante, quase iluminada. Degustei o Calha Sierrá Rosé, da Argentina. Era tão frutado, tão meigo, tão delicado, que parecia mesmo um vinho muito feminino. Leve, fresco, para aperitivar, para dias quentes, e 100% Sierrá. Especiarias comuns em vinhos da uva cirá são evoluções que aparecem apenas em vinhos tintos. O cirá rosé é só morango e cereja mesmo.

25/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:09

MALBEC

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música em Vinho com a sommelier Kezia Juni. Desde 1925, a bodega Routine se instalou no Vale do Uco, na Argentina. Foi a primeira a se instalar nessa região. De lá pra cá, a região se despontou como uma das principais produtoras da Argentina. A vinícola está presente com três vinhedos: o Guatala Haria, a 1200 metros; a Altamira, a 1100 metros; e o vinhedo chamado Laconsulta, a 950 metros, onde se planta apenas Malbec. Escolhi o Routine 50% Malbec e 50% Cabernet Sauvignon. Vinhão. A cor chega a vibrar na taça, super intenso, um roxo profundo. A união das duas super uvas deu um resultado super harmônico. A Cabernet Sauvignon entrega ao vinho corpo e estrutura, e a Malbec suaviza os taninos em uma combinação única. Única de aromas e sabores, com camadas e camadas de fruta. A meixa, a baunilha e muita força no vinho. Realmente, o enólogo Mariano de Paola tem razão quando diz que a vinícola foi desenhada para produzir vinhos ultra prêmios. A revista britânica The Canter já o destacou como um dos 30 melhores enólogos do mundo. Para nós, só nos resta aproveitar vinhos como Routine e Cabernet Mariano Malbec, argentino. Uma excelente manhã para você!

24/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:31

MASCIARELLI MONTEPULCIANO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música e Vinho com a sommelier Kezia Giugni. Na década de 70, o produtor italiano Gianni Macciarelli resolveu mudar o sistema de condução dos vinhedos em Abruzzo e foi criticado. Com rendimento bem inferior, ele produziu vinhos mais concentrados que os produzidos na região de Abruzzo, que fica ao centro da Itália. Após algumas décadas, hoje ele é copiado e chamado de anjo da guarda do Abruzzo, pois revolucionou a produção e colocou a região em evidência aos críticos e também aos consumidores de todo o mundo. Degustei o Macciarelli de Monteputiano da safra de 2016. Uma das características da uva símbolo da região, a uva Monteputiano, é a coloração profunda, baixa acidez e taninos doces. Deliciosos quando jovens, mas podendo evoluir, ir até uns 10 anos. O Mattiarello e Monteputiano da Abruzzo melhorou o estilo de Abruzzo, mas sem perder a tipicidade italiana. Ao beber, você sabe que é um vinho italiano: pede comida, saliva na boca. Eu harmonizei com queijos, pastas, frutas, castanhas e carnes. Uma mesa bem farta, bem italiana mesmo. Agora é um momento de reflexão e pergunta. Eu quero saber de você: você procura vinhos que sejam muito diferentes um do outro? Quer encontrar vinhos que tenham a cara,ou melhor, o gosto, de cada região ou país? Ou você procura vinhos que goste e pronto? Lembre-se de manter a moderação e, se beber, não dirija.

22/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:40

CURADORIA DO VINHO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. É sempre bom ter a sua companhia para falar sobre vinhos. Já ouviu falar em curadoria de arte, moda e literatura? E curadoria de vinhos? Esse é um processo de cuidado e seleção de vinhos. A seleção é feita considerando aspectos técnicos de qualidade do vinho, o que deve estar acima de todas as opiniões pessoais. Considera-se a apresentação do rótulo na visão do consumidor, situações de consumo e períodos do ano, de acordo com clima e datas comemorativas. Analisa-se o preço e compara-se aos demais produtos similares já disponíveis no mercado. Fui convidada a participar de uma experiência de curadoria junto com especialistas como Manoel Luz, da Sonoma. Degustamos 20 rótulos numa tarde: vinhos brancos, espumantes brancos, rosés e tintos. Muitos simples, outros muito verdes ainda, amargura acentuado, alguns muito bons, mas com custo elevado para o padrão. Vinhos gastronômicos, como Terra Siciliane do Pieno Sud: fruta doce, licor de frutas silvestres, um vinho bastante quente, das uvas Nero d'Avola e 25% da uva Frappato, mais uma nova uva para minha lista. É típica da Sicília, e a denominação de origem controlada e garantida Cera Suolo é a mistura de Nero d'Avola com a Frappato. Juro que eu não sabia, achava que Cera Suolo era o nome do vinho e não é: é uma denominação de origem controlada de vinhos da Sicília, elaborados com Nero d'Avola e a uva Frappato. A Frappato é muito usada em assemblages, não só com a Nero d'Avola, mas também com Nerello Mascarelli, Nero Capuccio e Noceira. Seguimos ainda degustando os vinte rótulos, lembrando que o cuspitor é muito usado nessas degustações técnicas. O Villa Rossi Rubicone, redondinho, um Sangiovese para pizza; e mais um vinho, o Klein Kloof, um delicioso sul-africano de Merlot e Cabernet Sauvignon, muito frutado e rico, que pede um hambúrguer gourmet. Seguimos adiante com franceses simples, outros complexos, alguns elegantes, outros rústicos e muitos aromas e sabores incríveis, até chegar ao top Cabernet Sauvignon, que eu até esqueci de anotar o nome. Só sei que era muito bom! Aromas de goiaba, morango e figos no vinagre balsâmico. Essas misturas loucas e surpreendentes que eu amo. Experiência incrível, e eu só tenho a agradecer o convite ao Manuel Luz e Alican.

21/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 2:42

CHAMPAGNE KRUG GRAND CUVÉE

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música e Vinho com a sommelier Kezia Giugni. Você está sentindo a acidez gostosa desse vinho? Então vem comigo, eu sou Kezia Giugni. Vou começar mais um Música e Vinho para te contar todas as melhores experiências de degustações. Algumas casas de champanhe são ícones no mundo do vinho, e eu quero muito te contar a experiência de degustar uma Krug Grand Cuvée. Degustei a versão de número 169, uma composição de 146 vinhos de 11 diferentes safras, 46% da uva tinta Pinot Noir, 35% da uva branca Chardonnay e 22% da uva tinta Pinot Monnier, e sete anos de estágio nas adegas da casa Krug. É chocante a vivacidade do primeiro ataque em boca, uma força e uma pungência intensa. A coloração dourada não brilha, reluz. O perlagem vem de mansinho e envolve toda a boca com cremosidade ampla. A mousse vai se abrindo e trazendo as notas de flores brancas, de frutas cítricas, a doçura das amêndoas, o toque de especiarias como um pão de gengibre. E começa o balanço da cruz, o movimento da acidez que vai e volta, ora oscilando delicada, ora com mais força. O carrossel de aromas que percorre do limão ao limonchelo, das amêndoas torradas, defumadas e amargas ao marzipan, vale muito ter uma experiência dessa. Para completar com música e vinho, faço a abertura dedilhando a garrafa e vou soltando aos poucos o suspiro de uma bela cruz de gran cuvé. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

20/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:56

VINHOS PORTUGUESES

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Obrigada pela sua companhia de sempre em mais uma edição do Música e Vinho. E hoje eu vou falar sobre dois vinhos portugueses que têm tudo a ver com música. O primeiro se chama Polifonia e vem da região do Alentejo, e o segundo se chama Chorinho, da região do Douro. Polifonia é a multiplicidade de sons, o conjunto harmonioso de sons, e esse é o nome dado ao vinho do Monte dos Perdigões. A quinta Monte dos Perdigões foi a casa do ilustre maestro português Luiz de Freitas Branco, que compôs ali suas mais marcantes obras. O vinho Polifonia é uma composição em que o enólogo escolhe os lotes de vinhos que têm maior aptidão organoléptica e de envelhecimento. Aptidão organoléptica é onde vai mais aparecer todos os aromas e sabores do vinho. A formação é feita das uvas Cihali, Cante Boucher e Petit Verdot. De uma coloração profunda, granada forte e com aromas de frutas maduras em compota, é um vinho bastante cheio, carnudo, de taninos suaves e cremoso. O Polifonia é feito de vinhas velhas, e a harmonização fica para as caças e assados. Passa 18 meses no carvalho francês de tosta média e mais um ano de garrafa. Tem um final bem longo e encorpado. Este é o Polifonia da região do Alentejo. E o outro vinho, em homenagem ao ritmo musical brasileiro, se chama Chorinho e é da região do Douro. A vinícola é a Lavradores de Feitoria. O vinho Chorinho nasceu da ideia da cantora Roberta Sá, que é uma apaixonada por vinhos portugueses. Ela pediu um vinho com a lágrima de um choro boêmio e melodicamente brasileiro. Por isso, o Chorinho é um vinho com a delicadeza e a sutileza do estilo choro. No rótulo você vai encontrar os azulejos portugueses, destacando a silhueta de um violão, pais instrumentos do nosso Chorinho. O nome é mesmo uma homenagem ao ritmo brasileiro e, no rótulo, você vai encontrar os mapas do Brasil e de Portugal para reforçar os laços luso-brasileiros, unindo a cultura e a música. O Chorinho é um vinho tinto com aromas de cereja e amora, de uma acidez refrescante para lembrar o nosso Brasil. E as uvas são toriga franca, tinta roris, tinta barroca e toriga nacional. Duas sugestões de vinhos com nomes bastante convidativos, portugueses: Polifonia e Chorinho, para você ouvir e beber com moderação.

19/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 2:33

VINÌCOLAS CHAMPAGNE

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música em Vinho com a sommelier Kezia Giugni. Uma das mais famosas regiões vinícolas do mundo, Champagne, é também um desafio climático constante para se produzir uvas maduras e sãs. Champagne está situada no limite para a cultura de vinhedos, a quase 50 graus de latitude norte e com temperaturas médias que chegam a 11 graus. A região tem pouca amplitude térmica, que é a famosa variação de climas entre o dia e a noite, que é sempre muito bem-vinda para as videiras. A insolação é de 1.650 horas por ano, bem abaixo de outras regiões como o Bordeaux, que chega a 2.069 horas de sol por ano. A região de Champagne sofre com as geadas no período da primavera, especialmente na brotação, mas o solo da região é de calcário, e isso favorece a drenagem e influencia na mineralidade dos vinhos, e faz a característica ímpar dos vinhos no estilo efervescente: boa acidez e boa mineralidade. Ainda sem estudos comprovados mineralidade dos vinhos, a última década em Champagne teve vários vinhos no estilo vintage, quando a safra é excepcional e o vinho é safrado. Isso porque os produtores estão conseguindo melhor maturação das uvas devido ao aquecimento global e também ao uso de tecnologias de condução da videira. Além disso, os produtores entenderam também que toda safra pode ter um vintage e o vinho vai expressar as características daquele ano. A última década, por exemplo, a vinícola Moët-Chandon teve 7 vintages em apenas 10 anos. Outra coisa que mudou em Champagne é que, com o crescimento do consumo do vinho no mundo, alguns métodos como remoagem manual, o famoso giro das garrafas, que era feito uma a uma, passou a mecanizado. É o chamado Giro Palates: são grandes palates com garrafas presas que giram ao mesmo tempo milhares de garrafas de champanhe. Outra novidade é que algumas marcas passaram a fermentar parte do vinho em carvalho já de uso da região da Borgonha para desenvolver aromas mais finos e também potencial de envelhecimento. Outras marcas estão utilizando leveduras naturais na segunda fermentação. Isso permite ao vinho mostrar a marca do solo, expressar o seu terroir, ao invés do uso de leveduras selecionadas que costumam padronizar aromas e sabores. Champanhe está literalmente se mexendo para inovar a cada dia, a cada nova safra.

18/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 2:42

UVA AGLIANICO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música em vinho com a sommelier Kezia Giugni. O sul da Itália não para de nos surpreender, desta vez com a uva aglianico, do grego eleanico, que significa o que vem da Grécia. Uma uva tinta que se destaca na região sul da Itália desde o século 7 antes de Cristo, em solos vulcânicos do Monte Vultur, no triângulo entre a Puglia, Campania e a Basilicata. As características da uva aglianico são intensidade e concentração de cor, alto nível de acidez e de taninos, o que permite envelhecimento e amadurecimento. Degustei o Colepetrito Aglianico com 10 dias de maceração e remontagem diária para extrair ainda mais potencial do vinho, mais extratos. Tem notas de chocolate, especiarias e café, e boa fome. Persistência. Os aromas vêm do terroir vulcânico e do envelhecimento em barris de tosta média. É um vinho ideal para queijos temperados, para carnes vermelhas, massas e pratos suculentos, como o cordeiro. Bem estruturado, envolvente e persistente. Alguns vinhos da uva aglianico são tão encorpados, austeros e persistentes que são comparados aos vinhos Barolos produzidos ao norte da Itália. Por isso, os aglianicos ganham também o apelido de barolos do sul. Mais uma sugestão de vinhos para você descobrir, lembrando sempre de manter a moderação. Uma ótima manhã para você, e agora vamos ouvir “Ordinary Day”, com Dolores O'Riordan.

17/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:44

UVA MALBEC

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música em vinho com a sommelier Kezia Giugni. E que delícia ter a sua companhia nesta manhã para falar de música e vinho. A uva embaixadora da Argentina é a Malbec e ela vem crescendo em exportações e ganhando adeptos em todo o mundo. São 41 mil hectares de área plantada de Malbec na Argentina, e a área cresceu 56% na última década. Segundo dados do Instituto Nacional da Vite Vinicultura, a comercialização total da variedade Malbec, nos mercados tanto interno quanto externo, duplicou nos últimos 12 anos. No ano passado, 62% da produção foi exportada. Isso mostra outro número surpreendente: a exportação cresceu 242% nos últimos 12 anos. E sabe quais são os números? Os principais países apaixonados por Malbec: em primeiro lugar, é claro, os Estados Unidos, com 41 mil litros por ano; em segundo lugar, o Reino Unido, com 26 mil litros por ano; em terceiro lugar, o Canadá, com 9 mil litros de Malbec por ano sendo consumidos; seguido pelo Brasil, com 6 mil e 800 mil litros de Malbec por ano. Que diferença grande, né? 45 mil litros contra quase 7 mil litros entre Estados Unidos e Brasil. E olha que americano não vive só de Malbec. Em primeiro lugar, para eles, estão os vinhos americanos, que eles valorizam muito. Aqui no Brasil, vamos, aos poucos, disseminando o consumo consciente da bebida, mostrando as milhares de variedades de uvas, de estilos e países, e muitas novidades a cada dia. Afinal, o mundo do vinho não para de evoluir há 8 mil anos. Lembre-se sempre de manter a moderação. Você poderá descobrir novos estilos e novos vinhos.

15/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 2:03

UVA GRENACHE

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música em vinho com a sommelier Kezia Giugni. Eu adoro falar sobre essa sigla que aparece em muitos vinhos e acaba nos confundindo, achando, talvez, que seja o nome da uva ou da região. GSM são as iniciais das uvas Grenache, geralmente encontrada no sul da França, na região do Rhone, e também na Austrália. São três uvas tintas que formam esse estilo de vinho que eu considero muito fácil de beber, embora não sejam vinhos leves, e sim até mais encorpados, com uma boa textura em boca, macios e com as notas aromáticas que lembram frutas vermelhas e negras e especiarias, como a pimenta típica da uva Sihá. São vinhos bem gastronômicos, perfeitos para carnes ensopadas, carnes grelhadas, um bom hambúrguer de carneiro ou uma massa com filé. Há vários produtores com esse corte GSM, vale muito experimentar. E o melhor: são vinhos que você pode beber ainda jovem, lembrando sempre de manter a moderação.

14/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:11

ETAPAS DO VINHO

aber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Nossa, que vinho bom! Muito bom, excelente, delicioso! Quando a gente começa a beber vinhos e ainda não consegue descrever o que sentimos, é assim mesmo, mas já é o primeiro passo. Vinho é assim: vivo, evolui, melhora, muda, amadurece, trava a língua, saliva, esquenta, refresca, oxida, envelhece e até explode, como os espumantes. Tudo é possível. O exercício da degustação é gostoso, divertido e vai te levar a esse caminho de entender cada sensação que o vinho te traz. As etapas são: visual, aromática e gustativa. Primeiro, sirva um terço da taça e observe a coloração. Vinhos brancos ganham cor com a idade, e vinhos tintos perdem coloração. Você ainda pode analisar o brilho ou a opacidade da cor. Os exercícios da degustação são gostosos, divertidos e vão te levar a esse caminho. Reflexos e mudanças de tonalidade da cor, e a famosa lágrima do vinho: fazendo o giro, quanto mais rápido escorrer o líquido, menos alcoólico é o vinho. Só é possível entender essas variações de coloração se colocar estilos diferentes nas taças, uma ao lado da outra. Assim, você vai ampliar seu conhecimento fazendo comparações. Um vinho da uva Chardonnay, com barricas, ao lado de um Sauvignon Blanc jovem, tem grande diferença. Já os vinhos brancos, dentro das garrafas, nas prateleiras ou ainda na adega, às vezes você pode confundir com o vinho tinto, porque parece tudo igual. Exercícios como este são bem divertidos. E, se você também já fez essa degustação, lembre-se de compartilhar conosco usando a hashtag #musicaemvinho.

13/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:47

O VINHO E SEUS DEUSES

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música, no ar: Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. O vinho e seus deuses. Degustei o Telo e Cirrà do Lázio. A propriedade fica a uns 50 quilômetros de Roma, e o nome vem da deusa romana da terra, do solo fértil: Telo. O rótulo me chamou a atenção, descobri que foi escolhido em um concurso de arte que aconteceu no belíssimo Castelo de Sant’Angelo, em Roma. O Castelo de Sant’Angelo é um cenário magnífico. Foi lá que aconteceu a grande ópera Tosca, de Giacomo Puccini. Totalmente cheio de arte, um monumento rico, coroado por uma estátua de anjo no topo do edifício. Telo e Cirrà é um vinho cheio de arte. A garrafa tem o formato das antigas garrafas romanas, e o vinho é do produtor Falesco, um super Cirrà, de coloração vermelho bem intenso, frutas frescas e as famosas especiarias da Cirrà, com um toque de baunilha pelos seus cinco meses de carvalho. O Telo e Cirrà é um vinho sedoso, com taninos macios, rico e persistente. Acompanha super bem pizzas de calabresa, queijos maturados e massas com molhos fortes, como o nhoque de quatro queijos da minha amiga Gabriela Grandu. Que perfeição! Cremoso, aromas lácteos, sabores extremamente harmoniosos... incrível! Nhoque aos quatro queijos com vinho tinto é uma ótima sugestão de harmonização. Lembrando sempre: mantenha a moderação e, se beber, não dirija.

12/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:32

VINOTERAPIA

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Vocês sabem que uma das minhas grandes referências é a revista Adega, que traz as melhores publicações do mundo do vinho. E eles trouxeram uma matéria sobre vinoterapia, o tratamento estético à base de vinhos e seus elementos. O termo vinoterapia é patenteado e só pode ser usado em seis spas de vinhos pelo mundo. O tema é superantigo, os gregos já registravam os tratamentos estéticos à base de uvas desde a Antiguidade. O tratamento é baseado na utilização de nutrientes da uva: casca, mosto, óleo de semente e bagaço, para realizar esfoliações, massagens e banhos. O vinho mesmo é usado só para beber, enquanto se relaxa na banheira com cremes e sais, porque o álcool não é indicado para ter contato com a pele, pode causar irritação e produção de oleosidade. Os benefícios vão desde o relaxamento, à redução de rugas e ao efeito antienvelhecimento. Como todo tratamento, a vinoterapia precisa ter a orientação do seu médico, mas alguns dos benefícios são: hidratar a pele, eliminar toxinas, acelerar a cicatrização de feridas, auxiliar na produção de colágeno e, por isso, manter a pele mais firme,além de ativar a circulação sanguínea. A história é bem clara: Cleópatra, a rainha do Egito e a mais bela da sua época, já tomava banhos de vinho.

11/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:35

SOUVIGNON BLANC DA ÁFRICA DO SUL

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música, no ar: Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. E se você gosta de vinhos, Música e Vinho é pra você. A África do Sul é o nosso tema de hoje. E, normalmente, nós lembramos da uva tinta Pinotage, mas o país é especialista em duas uvas brancas também: a Chenamblã e a Sauvignon Blanc. As encostas montanhosas da região da Cidade do Cabo têm clima do Mediterrâneo europeu, ideal para o cultivo das videiras. O país é hoje o nono maior produtor de vinhos, com 340 vinícolas e 450 milhões de litros de vinhos exportados. Quarenta por cento da produção total é da uva branca Chenamblã, mas a Sauvignon Blanc se destaca com uma acidez e frescor comuns da uva, porém com aromas não tão tropicais como o Sauvignon Blanc da América do Sul, um pouco mais cítrico, vegetal, mineral, fechado, porém elegante. Poucas uvas do mundo conseguem ser tão versáteis e mudar de expressão em cada diferente terroir onde é plantada como a Sauvignon Blanc. Na África do Sul, a Sauvignon Blanc recebe também os nomes de Savanã, Mosquê e Fumé Blanc. E a minha “uva bossa nova” combina com pratos como peixe com limão, frutos do mar, risoto de camarão, tapas, empanadas ou tortas de legumes. Degustei, e com bastante ervas! Herbáceo com herbáceo deu super certo. Lembrando sempre de manter a moderação para aproveitar o seu próximo vinho e descobrir maravilhas como o Sauvignon Blanc da África do Sul.

10/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:40

VALPOLICELLA

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Hoje nós vamos direto para a Itália, na região do Vêneto. Para você que quer saber mais, só que hoje, num contexto totalmente diferente, novas informações sobre essa famosa região do Vêneto, na Itália. E mais uma vez, eu te desafio a saber: qual é o vinho do Vale das Muitas Adegas? Mas, se eu disser Valpolicella, você conhece, é claro! Esse é o estilo de vinho mais famoso do Vêneto, sim, mas não o único. O Vêneto é a maior região em produção na Itália: são mais de 850 milhões de garrafas ao ano, e aqui há o maior número de denominações de origem controladas. Os grandes vinhos clássicos se utilizam de uvas autóctones, que são as uvas regionais, como o Soave, um vinho branco muito popular, feito com as uvas autóctones Garganega e Trebiano. O vinho seco clássico da região é elaborado com as uvas Corvina, Molinara e Rondinella. Tem ainda o Amarone de Valpolicella, as mesmas uvas, porém parcialmente secas. Dá um vinho mais complexo, encorpado e alcoólico, podendo chegar a 16 graus alcoólicos. O Recioto de Valpolicella é o vinho doce, com as mesmas uvas do Valpolicella. As uvas são secas e têm a fermentação interrompida, exatamente como se faz nos vinhos do Porto. O Valpolicella Ripasso é elaborado com os resíduos das uvas do Amarone. E, no Vêneto, encontramos ainda outros estilos de vinhos, como o Bardolino, com as mesmas uvas do Valpolicella, porém vinhos mais leves, para consumo rápido e para harmonizar com um picadinho. E ainda o famoso Prosecco, de uvas do mesmo nome, perfeitos para festa de casamento. O Brasil tem uma forte ligação com o Vêneto, porque é de lá que vieram os imigrantes italianos. Então, vamos prestigiá-los e descobrir essas grandes variedades e estilos de vinhos do Vêneto. Mas não são só esses sete estilos que eu citei hoje: são 2 DOCGs, 21 DOCs e 10 IGTs. Tantos estilos de vinho e tanta produção para atender os quase 5 milhões de habitantes da região, receber 60 milhões de turistas ao ano e ainda exportar para todo o mundo. A capital do Vêneto é Veneza, e outras cidades famosas são Verona, a capital dos namorados apaixonados, como Romeu e Julieta. E como eu sou também uma apaixonada, encontrei um vinho na Argentina que faz uma homenagem aos famosos Amarones. Feito no mesmo estilo, o nome é um trocadilho: de Amarone para Enamore, para os apaixonados e enamorados. Lembre-se de manter a moderação, claro e, se beber, não dirija.

08/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 2:47

QUEIJOS E VINHOS

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Queijos, pães e vinhos. Um produto com mais de quatro mil anos: o queijo. Outro, com doze mil anos: o pão. E o vinho, com oito mil anos. São três elementos que se integram na sua mesa, mais conhecida como “queijos e vinhos”, mas eu nunca vi uma mesa de queijos e vinhos sem os pães. Já pensou um pão recheado com queijo e um vinho para acompanhar? Que delícia! E o que mais esses três elementos têm em comum? O processo de fermentação. Sabe que alguns vinhos, como o espumante, têm aromas de pães, principalmente os pães franceses? E os três elementos se encontram em várias situações. O pão também é usado para limpar o paladar entre as degustações de diferentes vinhos. E o vinho branco é usado para fazer pão! Pão com azeitona, bacon e queijo... Já experimentou um croissant? Croque-croque na massa e cremoso por dentro, com um espumante cheio de croque-croque na perlage e cremoso em boca. No verão, uma salada com queijo de cabra, azeite e focaccia, outro tipo de pão, para harmonizar com um vinho branco da uva Pinot Grigio. E no inverno, ou nos dias mais frescos, uma sopa com pedaços de pão, ou aquela servida no próprio pão italiano, e um belo Sangiovese italiano para harmonizar e finalizar. Desde a Grécia Antiga, os homens se reuniam para recitar poemas, comer pão e queijos, e beber vinhos. Se você tiver pão, queijos e vinhos, a harmonização está quase perfeita. Para encerrar, só falta música mesmo. Lembre-se: se beber, não dirija. Beba com moderação.

07/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:44

TORRONTÉS

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Uma excelente manhã para você! Seja bem-vindo a mais um Música e Vinho. Já ouviu falar da uva Torrontés? É uma uva de corpo leve, acidez alta e aromas intensos. A origem é na Galícia, na Espanha, porém o sucesso é todo na Argentina. Ah, e ela é diferente da uva Moscatel. A região de Cafayate, na Argentina, é a principal produtora de Torrontés. Dá vinhos brancos aromáticos, bem perfumados, com aromas florais que lembram flor de laranjeira, ervas e especiarias como orégano, além de mel. É um vinho jovem, fresco e, na maioria das vezes, sem nada de madeira. Os aromas antecipam um vinho doce, como um Gewürztraminer, mas na boca a acidez refresca. Harmoniza super bem com pratos indianos, chineses, tailandeses e japoneses. Já experimentou o argentino Crios de Susana Balbo? Ela é uma especialista em Torrontés. Susana Balbo é uma das mulheres mais influentes do mundo do vinho. Trabalhou, ao longo de seus 30 anos de carreira, em bodegas como Catena Zapata e já foi presidente da Wines of Argentina. Hoje, seus filhos José e Ana ajudam a continuar a sua própria vinícola, Susana Balbo Wines. Experimente o Torrontés de Susana Balbo, mas lembre-se: mantenha a moderação.

06/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:28