Música e Vinho | Morena FM - Easy | Cadena

Episódios

UVA SOUVIGNON BLANC

Que delícia ter a sua companhia nesta manhã para compartilhar informações sobre o mundo do vinho. Savagnin não é Sauvignon Blanc. Savagnin é uma uva branca tão antiga que pesquisas recentes, que analisaram 28 sementes de uvas antigas, ainda do período medieval, de 900 anos, na França, identificaram a genética da uva Savagnin Blanc. Isso significa que a variedade foi plantada há pelo menos 900 anos. A origem é a região do Jura, que fica a leste da Borgonha, nas cadeias de montanhas já próximas aos Alpes. O nome Jura vem do período jurássico, entre 210 e 140 milhões de anos atrás, quando os sedimentos viraram a cadeia de montanhas do Jura, com rochas calcárias. O Jura é conhecido pelos vinhos amarelos, ou Vin Jaune, elaborados com a uva Savagnin, uma variedade de grande intensidade, acidez e mineralidade. As uvas Savagnin são colhidas tardiamente e costumam estagiar em barricas pequenas de carvalho. Após dois a três anos, forma-se o véu de flor, similar ao que acontece com os Jerezes, porém os Vin Jaune não são fortificados. Outra particularidade é que, após seis anos e três meses, de acordo com a legislação, os vinhos são engarrafados em garrafas de 620 ml, chamadas de Clavelin. Os vinhos amarelos de Savagnin são muito parecidos com o Jerez, pela salinidade, intensidade de sabor, coloração, alta acidez, zero doçura e mineralidade do terroir calcário das cadeias montanhosas do Jura. Não é fácil encontrar vinhos do Jura, especialmente um Savagnin, mas vale a procura para se degustar vinhos tão particulares. Com sushi, pancetta e foie gras. Santé!

13/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:03

PIZZATO DO VALE DOS VINHEDOS

Tem uma vinícola brasileira que está ousando e provocando o mercado. A Pisato, do Vale dos Vinhedos, que já comentei sobre o Fausto Merlot e o espumante Brut Natur, que segue a tendência de zero açúcar. Bom pra nós, porque açúcar só tira nossa energia. A Pisato está plantando e elaborando vinhos com uvas bem diferentes, como o Alicante Boucher, desde 2004, e a uva Egeodola, uma das poucas versões dessa uva no Brasil, mas ainda não degustei. Está apostando também na Merlot, que há muito tempo o Brasil está tentando colocar como uva-bandeira, e outras versões ainda em assemblage. Ganhei e degustei o Pisato Consentos. Consentos, em latim, é harmonia, consenso. E o vinho é o perfeito consenso entre Merlot, Cabernet Sauvignon e Taná, um assemblage. O Consentos traz notas mais fechadas, como o bosque molhado, café com leite, ameixas, especiarias doces, como cravo, e chocolate. São 11 dias macerando, extraindo aromas e sabores das três uvas. 70% do vinho é Merlot, apesar de estar realmente se empenhando na uva Merlot. 70% do vinho é Merlot e, apesar de realmente estar se empenhando para que a Merlot seja a nossa uva-bandeira, o restante é 15% de Taná e 15% de Cabernet Sauvignon. É bem encorpadinho para a maioria dos vinhos brasileiros. Tem uma persistência média longa, e a sugestão de harmonização são as caças, churrascos e molhos com vinho tinto. Harmonizei com empadas de calabresa e molho fungue. Deu certo. E você? Também inventa harmonizações com vinhos em casa? Aproveite e compartilhe comigo usando a hashtag música e vinho.

12/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:53

ZIRLO TALENTI

Zirlo Talente, na região da Toscana. Para os padrões do Velho Mundo, a vinícola Talente é uma jovem no mercado: apenas 37 anos. A Talente está localizada nas montanhas de Montalcino, na província de Siena, ao centro da Itália. São 21 hectares, sendo 16 dedicados à uva tinta rainha, a Sangiovese. Além dos tradicionais Brunellos de Montalcino, que são vinhos mais encorpados e envelhecidos, eles têm também os Rosso di Montalcino, um pouco mais jovens e de médio corpo. A Talente também apresenta um rótulo chamado Zirlo. É um delicioso assemblage de Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot. Aromas de frutinhas vermelhas e também de ervas. Um médio corpo e uma excelente acidez. Aquela que faz salivar a boca e dá vontade de sentir mais. Salivar dá vontade de comer, então é uma ótima opção de vinho gastronômico para o dia a dia e com bom custo. Na Toscana, as carnes estão muito presentes na culinária: carnes bovinas, carnes de coelho, faisão, porco e javali. Tudo com muito molho de tomate, caldos de legumes, massas, pães recheados, tudo bem suculento e com sabores fortes para acompanhar os vinhos tintos da Toscana. E o que se faz em Montalcino? Comer, visitar vinícolas e degustar vinhos. Lembre-se de manter a moderação. Claro: se beber, não dirija.

11/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:36

VINHEDOS NA ARGENTINA

Desde 1925, a bodega Routine se instalou no Vale do Uco, na Argentina. Foi a primeira a se instalar nessa região. De lá pra cá, a região se despontou como uma das principais produtoras da Argentina. A vinícola está presente com três vinhedos: Guatala Haria, a 1.200 metros; Altamira, a 1.100 metros; e o vinhedo chamado La Consulta, a 950 metros, onde se planta apenas Malbec. Escolhi o Routine, 50% Malbec e 50% Cabernet Sauvignon, um vinhão. A cor chega a vibrar na taça, superintenso, um roxo profundo. A união das duas superuvas deu um resultado super-harmônico. A Cabernet Sauvignon entrega ao vinho corpo e estrutura, e a Malbec suaviza os taninos em uma combinação única. De aromas e sabores com camadas e camadas de frutas, ameixa, baunilha e muita força no vinho. Realmente, o enólogo Mariano de Paola tem razão quando diz que a vinícola foi desenhada para produzir vinhos ultraprêmios. A revista britânica The Canter já o destacou como um dos 30 melhores enólogos do mundo. Para nós, só nos resta aproveitar vinhos como o Rutínica Béarnais Sauvignon Malbec argentino. Uma excelente manhã para você!

10/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:31

UVA PRIMITIVO

Será que o meu paladar é igual ao seu? Eu já sei que muita gente ama a uva Primitivo, mas eu não. Por isso, lancei o desafio: vocês me indicarem um vinho da uva Primitivo que vocês amaram e me dizerem o porquê. Eu já tentei vários, juro. Vários produtores e até regiões e países diferentes. Tanto faz se da Itália ou dos Estados Unidos: o açúcar residual e a falta de acidez e vivacidade não são compatíveis com o meu paladar. Não estou falando mal do estilo, só confessando que cada um tem um paladar. O que me agrada pode não te agradar. E olha que tem uvas para as quais eu torcia o nariz e, mesmo assim, não desisti. Ora ou outra, eu tentava de novo, e foi aí que passei a gostar da uva Nero d'Avola, por exemplo, que eu achava totalmente dura. Já encontrei alguns bons exemplares, com notas defumadas, taninos presentes sem serem tão duros e um final mais macio, embora ainda mantenham essa força na boca. Se você também tem alguma uva ou estilo de vinho que já tentou várias vezes, mas mesmo assim não gosta, ou algum que te surpreendeu após algumas degustações, conte para mim. Quero compartilhar essas experiências com vocês aqui no Musique Vinho. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

09/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:30

CHÂTEAU TRUAN

A denominação Pui Fui Se é de um terroir de argila alcalina e colinas de calcário e está localizada ao sul de Boni, na sub-região de Macon, sendo dedicada aos vinhos brancos da uva chardonnay. Pui Fui Se é uma denominação de village; são vinhos ricos, complexos e minerais. O Pui Fui Se Vinzele é elaborado nas colinas do vilarejo Vinzele, um vinho com notas de frutas cítricas, minerais e uma deliciosa maciez em boca, com notas aromáticas que lembram frutas brancas, como pera, flores brancas, amêndoa e canela. Em boca, é um daqueles brancos bem encorpados, amplos e com final longo. O Pui Fui Se Vinzele passa de 6 a 8 meses em casa. Em Carvalho, e pode evoluir por uns 8 anos. A melhor sugestão de harmonização é com lagostas na manteiga, salmão com molho de ervas e batatas ou, ainda, peixes mais intensos, como manchova, e massas com molhos de queijos gordurosos. Imagine só: puifo e cevizelle é intenso e marcante, e é do super produtor José Truan.

08/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:24

GARRAFAS ESTILO BORDEAUX

O Música e Vinho já está no ar. Uma ótima manhã para você! Tenho uma pergunta que sempre escuto: o tamanho da garrafa muda o vinho? Essa questão é unânime entre os enólogos: as garrafas magnum, de um litro e meio, envelhecem melhor do que as garrafas tradicionais de 750 ml. E a questão está na quantidade de oxigênio dentro da garrafa. É o oxigênio que faz o vinho evoluir na garrafa. Como o O₂ é proporcionalmente menor em uma garrafa maior, a quantidade reduzida de oxigênio faz o vinho evoluir mais lentamente. E é isso que dá ao vinho mais tempo para uma boa guarda. Então, quanto maior a garrafa, mais tempo o vinho aguenta. Mas, afinal, por que existem tantos tamanhos diferentes de garrafa? Os formatos identificam não só a quantidade de líquido, mas também estilos de vinhos e regiões. Vou citar alguns estilos e formatos. As garrafas de champanhe e de todos os espumantes pelo mundo, por exemplo, têm o vidro mais grosso para resistir à pressão do gás. As garrafas no estilo borgonhesa, aquelas mais finas em cima e gordinhas embaixo, servem para armazenar vinhos de uvas típicas da região da Borgonha, como a Pinot Noir, e também todos os vinhos de Pinot Noir pelo mundo. São vinhos menos tânicos e que não acumulam resíduos, ao contrário dos vinhos no estilo Bordeaux. E aí vêm as garrafas no estilo Bordeaux, as mais comuns, com ombros mais retos, que servem justamente para acumular os resíduos sólidos dos vinhos mais encorpados, seja um Bordeaux ou outro vinho tinto mais encorpado produzido pelo mundo. São 13 formatos de garrafa ao todo, mas esses três são os mais comuns. E você, já encontrou outros tamanhos diferentes de garrafa? Compartilhe conosco usando a hashtag Música e Vinho.

05/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:03

PERINI SAUVIGNON BLANC

Que alegria ter a sua companhia nesta manhã! Vamos falar agora de música e vinho. E não é segredo para ninguém que eu amo a uva Sauvignon Blanc. A Casa Perini lançou um vinho 100% dessa uva tão delicada. A Sauvignon Blanc é uma das uvas clássicas e faz sucesso em vinhos elaborados tanto no Velho Mundo quanto no Novo Mundo. Ela se mostra mais elegante em climas frios e mais frutada e alegre em climas tropicais. Sua origem está em Bordeaux, na França, onde aparece quase sempre em cortes, os chamados assemblages, com as uvas brancas Semillon e Chenin Blanc. Segundo relatos históricos, a Sauvignon Blanc, cruzada com a Cabernet Franc, resultou na Cabernet Sauvignon. No Vale do Loire, ela dá origem aos famosos vinhos Sancerre e Pouilly-Fumé. No Velho Mundo, a Sauvignon Blanc mostra sua mineralidade, notas defumadas e até florais. Já no Novo Mundo, é superfrutada, cítrica e apresenta um leve toque herbáceo. E foi assim que a Casa Perini lançou o Casa Perini Sauvignon Blanc, com coloração amarelo-palha e tons esverdeados, aromas de flor de maracujá e erva-cidreira, bom corpo, ótima acidez e um final bem refrescante. E, se você acha que queijo só combina com vinhos tintos, experimente um risoto de queijos frescos e outros, como Brie, para acompanhar o seu Perini Sauvignon Blanc. A sua experiência vai ser incrível. Depois é só compartilhar comigo. Eu quero saber o que você está degustando. É só usar a hashtag #MusicVinho através das redes sociais. A sua degustação, a sua experiência, pode virar tema para o Musica&Vinho.

04/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:52

VINHOS PORTUGUESES

Já virou moda beber vinhos em taça. Rolha, vinho e taça fria estão presentes em quase todos os estabelecimentos de gastronomia. A ideia é democratizar o consumo do vinho. Cada um leva o vinho de que gosta e que pode pagar. No mesmo grupo de amigos, cada pessoa tem um gosto diferente ou está com vontade de beber um vinho distinto. E não tem problema. Cada um degusta a taça de vinho que mais lhe agrada. Recentemente, estive na Disneyland dos enófilos: um wine bar com mais de 96 rótulos disponíveis em taça. Degustei vários vinhos e, entre eles, provei também o alentejano Borba Reserva. Se você acompanha o Musique Vinho, já sabe que eu adoro os vinhos do Alentejo. Já falei deles quando abordamos o tema dos vinhos "fáceis de agradar", aqueles que costumam conquistar diferentes paladares. O Borba Reserva é elaborado com uvas tradicionais da região, como Aragonez, Touriga Nacional e Trincadeira. O vinho passa nove meses em barricas e, posteriormente, mais seis meses sobre as borras finas, buscando extrair o máximo de complexidade e qualidade das uvas para criar um grande vinho. Sem filtragem, apresenta um estilo mais próximo dos vinhos de mínima intervenção. No aroma e no paladar, entrega boa intensidade de fruta, toques terrosos e taninos bem maduros. Fica aqui mais uma sugestão de vinho alentejano para você conhecer e descobrir as principais características dos grandes vinhos portugueses.

03/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:31

HARMONIZAÇÃO COM TEMPRANILLO

Harmonizações com Tempranillo. A uva da Península Ibérica, Tempranillo, tem outras dezenas de nomes pelo mundo e outros tantos rótulos fáceis de encontrar e super dinâmicos para harmonizar com comida. Pode ser um Tempranillo espanhol, um argentino ou brasileiro da região da Serra Gaúcha, mais ao sul da Serra Gaúcha. Normalmente, os vinhos desta uva têm coloração não muito intensa e aromas de frutas vermelhas, especiarias, defumado, baunilha e caramelo. Podem evoluir para frutas secas e toques herbáceos quando têm passagem por madeira. Apresentam acidez média, pouco açúcar e taninos expressivos. São vinhos de médio corpo a encorpados e super gastronômicos. Que tal começar com uma seleção de presuntos? Outras sugestões de harmonizações vão desde um atum com crosta de gergelim e ervas para um Tempranillo sem madeira, mais jovem, com taninos leves. Um hambúrguer de carne com sabor mais acentuado, pode ser um Angus, um cordeiro assado marinado no próprio vinho tinto. E que tal um arroz de pato com chorizo, um cozido português, uma rabada com polenta? Já deu água na boca? Já está salivando por um Tempranillo? Então é só aproveitar, escolher o seu rótulo e degustar com muita moderação. Lembre-se sempre: se beber, não dirija.

02/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:33

VINHOS DOCES

Se você gosta dos docinhos, vamos encontrá-los, mesmo que venham de longe, das colinas do Piemonte, uma região belíssima da Itália, reconhecida como Patrimônio Mundial da UNESCO. Falando em vinhos docinhos, eles são perfeitos para harmonizar com sobremesas e até para criar drinks, especialmente quando combinados com algum ingrediente que ajude a equilibrar a doçura. É nessa região do Piemonte que se produzem os famosos Asti. Asti é o nome da região e também do método de elaboração desses espumantes. O Método Asti realiza a espumatização em uma única etapa de fermentação, dentro de autoclaves, de forma semelhante ao Método Charmat. Por esse processo, o vinho atinge entre 6% e 10% de teor alcoólico e a fermentação é interrompida antes de todo o açúcar ser consumido. Assim, parte da doçura natural é preservada e o gás carbônico permanece dissolvido no vinho. Os aromas frutados são muito presentes e o álcool é bastante leve. Da mesma região, descobri um vinho elaborado não com uvas Moscato, mas com uma variedade diferente: a Brachetto, uma uva tinta cultivada predominantemente no Piemonte. A Brachetto é normalmente utilizada na elaboração de espumantes tintos, algo pouco usual para nós, mas extremamente delicioso, especialmente em suas versões mais doces. Seus aromas remetem a flores, morango, framboesa, amora e cravo. Um espumante tinto e docinho para você harmonizar com saladas de frutas, lembrando sempre de apreciar com moderação.

01/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:38

O QUEIJO É A ESTRELA DA NOITE.

Olá, bom dia. Que bom ter a sua companhia nesta manhã para falar de queijos e vinhos, que é sempre uma combinação gostosa. O queijo é a estrela da noite. Me pediram para voltar em assuntos de quatro anos atrás, mas que são sempre atuais. É que eu andei avançando muito e falando sobre vinhos de ilhas, uvas Negramaro, Sicarela e tudo mais. Então, vamos à dupla: queijos e vinhos. Hoje vai ser só a harmonização. Já falei de como montar e o que acompanhar. É só ir lá no site, que tem quase mil temas. Para os queijos mais fortes, como Roquefort e Gorgonzola, aqueles muito salgados, é bom você harmonizar com um vinho tinto mais forte. Ou fazer uma harmonização de contraponto: um queijo bastante salgado com vinhos muito doces. Pode ser um branco doce ou vinhos do Porto. Para os queijos de textura dura, como Parmesão e Grana Padano, os tintos, em geral, de médio corpo, harmonizam muito bem. Os de sabor suave, como Gouda e Reino, que têm até um certo adocicado, podem acompanhar tanto vinho branco quanto tinto, de médio corpo, como um Merlot ou um Chardonnay. Para os queijos mais cremosos, como Brie e Camembert, podem ser brancos ou tintos médios. E, por último, os queijos mais frescos, como os queijos de cabra ou cream cheese, podem ser acompanhados por um rosé ou um espumante, que ficam supergostosos. Os queijos são produtos de quase quatro mil anos de história. Dependendo do terroir onde são produzidos, passam por fermentação, envelhecimento ou maturação. Algumas regiões produtoras têm procedência, assim como os vinhos, com denominação de origem controlada. Há uma diversidade tão grande quanto a dos vinhos. É impossível provar e conhecer todos. Então, a harmonização perfeita é aquela que faz com que, a cada dia, a gente possa descobrir mais uma sensação e mais um prazer em uma boa harmonização entre queijos e vinhos.

29/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:59

COGUMELO E VINHO

O Música e Vinho está no ar, e eu lhe desejo uma excelente manhã. A Itália é considerada a pátria dos cogumelos. São centenas de espécies, e o consumo é tão popular que virou atração turística o período da colheita, chamado de “andaria funghi”, quando todos vão em busca do tesouro nas florestas. O funghi porcini é o mais famoso e cresce ao norte da Itália. O cogumelo chamado cantarella tem a coloração laranja. Os cardoncelli são os mais populares ao sul da Itália e são servidos assados, fritos ou cozidos em azeite. As trufas crescem embaixo da terra e têm sabor único: ou você ama ou odeia. Todos fazem parte dos ingredientes de diversas receitas na Itália e pelo mundo, que pedem vinho para harmonizar. Pela variedade de sabores e intensidade dos cogumelos, não se pode generalizar e dizer que cogumelos combinam com pinot noir, como já ouvi dizer. Cogumelo paris é bem suave e fresco, enquanto as trufas negras ou brancas são uma explosão de sabores. Seguindo a intensidade de aromas e sabores, harmoniza-se o vinho, do pinot noir ao barolo de nebbiolo para as trufas. Além desses cogumelos italianos, que são mais raros por aqui, temos o shiitake e o shimeji, que parecem carne vermelha; o paris, que é bastante fresco; o portobello, que vai bem com carnes; o champignon, que eu amo fresco — e todos pedem vinho. A receita vai da sua criatividade, desde os cremes de cogumelos, fatiados na salada, assados, molhos de cogumelos e muito mais. Cogumelos são ricos em vitamina D e super combinam com vinhos. Lembre-se sempre de manter a moderação para criar a sua próxima harmonização.

28/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:59

UVA SAVAGNIN

Que delícia ter a sua companhia nesta manhã para compartilhar informações sobre o mundo do vinho. Savagnin não é Sauvignon Blanc. Savagnin é uma uva branca tão antiga que pesquisas recentes, que analisaram 28 sementes de uvas antigas, ainda do período medieval, de 900 anos na França, identificaram a genética da uva Savagnin Blanc. Isso significa que a variedade foi plantada há pelo menos 900 anos. A origem é a região do Jura, que fica a leste da Borgonha, nas cadeias de montanhas já próximas aos Alpes. O nome Jura vem do período Jurássico, entre 210 e 140 milhões de anos atrás, quando os sedimentos viraram a cadeia de montanhas do Jura, com rochas calcárias. O Jura é conhecido pelos vinhos amarelos, ou Vin Jaune, elaborados com a uva Savagnin, uma variedade de grande intensidade, acidez e mineralidade. As uvas Savagnin são colhidas tardiamente e costumam estagiar em barricas pequenas de carvalho. Após dois a três anos, forma-se o véu de flor, similar ao que acontece com os Jerezes, porém os Vin Jaune não são fortificados. Outra particularidade é que, após seis anos e três meses, de acordo com a legislação, os vinhos são engarrafados em garrafas de 620 ml, chamadas de Clavelin. Os vinhos amarelos de Savagnin são muito parecidos com o Jerez, pela salinidade, intensidade de sabor, coloração, alta acidez, zero doçura e mineralidade do terroir calcário das cadeias montanhosas do Jura. Não é fácil encontrar vinhos do Jura, especialmente um Savagnin, mas vale a procura para se degustar vinhos tão particulares. Sushi de pancetta e foie gras. Santé!

27/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:03

FINCA SOPHENIA

Sophenia é a união dos nomes das filhas do fundador da Finca Sofênia: Sofia e Eugênia. Finca Sofênia é uma das mais reconhecidas vinícolas da Argentina, com vinhos de alta complexidade, elegância e riquezas aromáticas. A linha Sofênia Estate passa por 12 meses de carvalho francês. São cinco variedades disponíveis: os tintos Malbec, Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah, e o vinho branco da uva Chardonnay. Degustei o Sofênia Estate Malbec, de vinhedos de 1.200 metros de altitude. Mas será são de 15 dias para extrair mais estrutura e complexidade ao vinho. É um vinho super intenso, com a coloração violeta, daquelas de manchar a língua e a taça. Fruta madura no nariz, frutas secas, mas não frutas. Mentolado, têninos doces e volumosos, como um grande Maubeck. O Soufênia 2016 já chegou ao auge de 96 pontos pela revista inglesa The Canter, e a última safra disponível, a 2018, está em 92 pontos pelos críticos Tim Atkin e Jamie Suckling. Um super Maubeck para você degustar. Tá certo que a Argentina não é só de Maubecks, mas produz os melhores. Uma ótima sugestão para você. Lembre-se de manter a moderação.

26/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:30

VIDEIRAS COM BOAS UVAS

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25/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:22

TABALI PINOT NOIR

No famoso Vale do Limarí, no Chile, a temperatura é bem baixa devido aos ventos do Pacífico. Porém, há muita intensidade solar se comparada às demais regiões produtoras do Chile. Isso ajuda no amadurecimento lento das uvas e resulta em uma maior concentração de aromas e sabores. Outro fato marcante é o solo, repleto de carbonato de cálcio, o que traz grande mineralidade aos vinhos. Já citei alguns vinhos do Limarí e Sauvignon Blancs que são quase salgados. Desta vez, degustei um Pinot Noir. Eu não sei você, mas eu tenho dia de Pinot, dia de Sauvignon Blanc, de Syrah, de assemblage, de Vinhão, de vinho francês, de Porto. Eu não consigo ser fiel a nenhum vinho, nem marca, nem país, nem produtor. Como já dizia minha amiga Josiane: “Infiéis e aventureiras”. E é isso que traz toda a variedade do mundo do vinho. Degustei o Tabalí Pinot Noir. Delicado, sedoso, com notas aromáticas de cereja e um toque terroso, o que é comum em Pinot Noir, mas a mineralidade apareceu no frescor. Uma boa sugestão de Pinot Noir para você degustar. Lembre-se sempre de manter a moderação e, principalmente, de compartilhar conosco nas redes sociais, usando a hashtag #musicvinho. Eu quero saber o que você está degustando.

22/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:31

TENDÊNCIAS DO MUNDO DO VINHO

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21/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:38

VINHOS DO VALE MAIPO ANDES

Vamos para a região central do Chile, na sub-região do Maipo, de onde saem as melhores produções dos vinhos de Cabernet Sauvignon. Eu participei de uma degustação de seis rótulos de Cabernet Sauvignon, todos chilenos, e os dois rótulos que mais me chamaram a atenção foram os Cabernet Sauvignon da sub-região do Maipo-Andes. O Maipo-Andes é uma das novas classificações que o Chile criou para dividir melhor o país. A subdivisão de norte a sul permanece igual: são 1.300 km. Mas agora existe a subdivisão entre leste e oeste, que acontece com os nomes Andes, Entre Cordilheiras e Costas. São apenas 200 km, mas a diferença de solo e luminosidade é muito grande. Por isso a subdivisão: para identificar melhor esse tipo de vinho. O Maipo-Andes é a região mais próxima aos Andes e está sendo comparada ao Médoc, da região de Bordeaux, a Napa Valley, nos Estados Unidos, e à região de Bolgheri, na Itália. São regiões de grandes exemplares da uva Cabernet Sauvignon. Os solos têm grande profundidade e complexidade, com formações bem antigas dos quatro últimos períodos glaciais, com várias superposições e camadas de solos diferentes, e isso é o que traz a profundidade dos vinhos de Cabernet Sauvignon. Do Maipo-Andes, pode-se esperar vinhos com taninos menos agressivos, textura untuosa e aromas mais intensos. O Pérez Cruz Reserva Cabernet Sauvignon é uma perfeita harmonização para um risoto com filé: de cor vermelho-profunda, taninos bem redondos e fruta madura, e o melhor, um excelente custo-benefício. Já o Pérez Cruz Limited Edition Cabernet Sauvignon apresenta uma cor mais fechada, fruta madura, aromas de violeta e excelente persistência. Os sabores permanecem na boca por um longo período, exatamente do jeito que eu gosto: intenso, mas ainda gastronômico. Os vinhos do Maipo-Andes são perfeitos para acompanhar comida; são exatamente gastronômicos. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

20/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:22

VINHOS VALPOLICELLA E AMARONE

O Música e Vinho de hoje desembarca na terra de Romeu e Julieta, a terra também dos vinhos Valpolicellas e Amarones, dos vinhos italianos do Vêneto, que são um assemblage entre três uvas: a Corvina, a Molinara e a Rondinella. Já falamos várias vezes sobre essa composição aqui no Música e Vinho e, na busca por vinhos diferentes, encontrei o Gema Corvina Veronese, um vinho da agrícola Cesare, que é feito 100% só com a uva Corvina. Difícil! Eu ainda não tinha provado esta uva sozinha. A uva é mais uma de coloração intensa, quase negra, que eu já falei aqui no Música e Vinho, e o nome vem das penas dos pássaros negros, dos corvos. Uma uva de coloração bem escura e intensa, com aromas de cereja e um toque amendoado. É uma uva autóctone do Vêneto, mais especificamente dos arredores de Verona. Por isso, é também conhecida como Corvina Veronese. Produz vinhos tânicos, bem estruturados e elegantes, com aromas marcados de couro, chocolate, amêndoas, cereja e café torrado, como o vinho Gema Corvina Veronese, que degustei da vinícola Cesare, estabelecida em 1936. Um supervinho, com 18 meses de carvalho francês e parte em carvalho esloveno, mais um ano de garrafa. Daqueles vinhos grandes, de corpo cheio na boca, aromas complexos, suave no paladar e com boa persistência. A Corvina é a uva principal dos Valpolicellas. Quase sempre é utilizado mais ou menos 70% só da uva Corvina, então um vinho 100% dessa uva não poderia ser ruim. Para acompanhar: massas, polentas, queijos maduros, caça e embutidos fortes. Mais um novo vinho para sua lista: Gema Corvina Veronese, do produtor Doutor Cesare. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

19/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:05

ARTE DA TANOARIA

E uma excelente manhã para você, apaixonado por todos os assuntos relacionados ao mundo do vinho. Hoje vamos à arte da tanoaria. “Tanoa” significa carvalho, e é daí que vem o ofício artesanal e ancestral da arte da tanoaria, que é a elaboração dos famosos barris de vinho. A atividade cresceu junto com o mercado e a cultura vinícola no mundo e é passada de geração em geração. Historicamente, desde 200 anos antes de Cristo, a ânfora de argila começou a ser substituída pelos barris de madeira. No início, o objetivo era apenas o transporte e o armazenamento, mas hoje os barris de carvalho são verdadeiros instrumentos enológicos. O formato arredondado facilitou o transporte, já que era possível rolar o barril. A madeira mais utilizada é o carvalho em todo o mundo, porque é a que apresenta melhor porosidade, possibilitando a micro-oxigenação, superimportante para a troca de aromas do vinho. Além disso, o carvalho tem impermeabilidade, maleabilidade para se trabalhar e elaborar as barricas, resistência — podendo durar até 100 anos, e leveza para o transporte. Durante o processo de elaboração dos barris de carvalho, uma das partes superimportantes, que vai aparecer no seu vinho, é a tosta do barril. A tosta pode ser alta e proporcionar aromas que lembram chocolate, defumado e especiarias. A tosta pode ser média, com aromas de baunilha e carvalho, ou leve, com baunilha e coco, aromas mais adocicados. Outro fator é a qualidade da madeira. Quanto mais jovem a madeira, maior o impacto de aromas no seu vinho. O tamanho das barricas também é importante. O padrão é de 225 litros e, quanto menor o barril, maior a influência no estilo do vinho. O uso do barril de carvalho influencia, inclusive, a regulamentação da classificação de vinhos na região de Rioja, na Espanha. A classificação é feita com base no envelhecimento em madeira. Já falamos sobre esse assunto, mas só para lembrar: os vinhos mais jovens podem não ter estágio em madeira ou ter um período inferior; os Crianza passam 12 meses na madeira e mais tempo em garrafa; os Reserva ficam 12 meses em madeira e mais quatro anos em garrafa; e os Gran Reserva passam 24 meses em madeira e seis anos em garrafa antes de serem comercializados. A arte da tanoaria influencia também na paleta de cores, tanto dos vinhos brancos quanto dos tintos, além da estrutura, da textura, da evolução dos aromas e também do sabor do vinho. Por trás de cada barrica há uma história. Uma longa história e uma infinidade de pequenos e grandes detalhes que podem fazer a diferença no resultado final de um vinho. Esta é a arte da tanoaria.

18/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 3:09

MARQUEZ DE CASA CONCHA.

Você já deve ter degustado um dos vinhos do enólogo “papa” do Chile, super reconhecido pelos seus vinhos sempre com notas acima de 90 pontos. É Marcelo Papa, enólogo-chefe de sucesso, que começou sua trajetória na Concha y Toro. Liderou a Casillero del Diablo, do mesmo grupo, e há 17 anos está no comando da vinícola Marqués de Casa Concha. E ainda coordena a Maycas del Limarí, uma marca chilena de que eu gosto muito. A marca foi fundada em 2005, a 400 km de Santiago, no Vale do Limarí, uma região com grande influência marítima e solo mineral, com grande concentração de calcário. É considerado o vale perfeito para os destaques da vinícola: Chardonnay e Pinot Noir. Porém, produzem também um Syrah espetacular. Eu degustei o Reserva Especial Syrah, que foi desenvolvido em 2007. Degustei primeiro o vinho sozinho, para sentir o gosto dele sem harmonização, e depois harmonizei com esfirrinhas de carne e pasta de alho. Um vinho 100% Syrah, profundo, de coloração púrpura intensa. Muita fruta vermelha e negra, e delicadas notas apimentadas. É um vinho que dá para curtir sozinho, sem nada de comida, de tão saboroso e persistente. Mas combina também com carne vermelha, com uma picância que, desta vez, eu não busquei na pimenta, e sim na pasta de alho. O que eu gosto muito do Maycas é que, além de não ser um vinho tão caro, é fresco, tem vida e uma acidez gostosa. E não tem muitos aromas amadeirados, porque foi feito usando carvalho sem tosta. Mais uma sugestão de vinho chileno para sua harmonização: Syrah Maycas del Limarí. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

16/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:03

HARMONIZAR NÃO É UMA CIÊNCIA EXATA

Alguém tem dúvida da harmonia entre chá com bolo, arroz e feijão, café com leite, queijo e goiabada? Mas o que explica essa harmonia? Eu não sei de nenhuma regra ou livro que explique ou oriente a bela parceria entre o chá com bolo, por exemplo. Mas eles combinam. Não é uma simples mistura. Se for o bolo de queijo e arroz da nossa capital, então, tem muita história. A receita, o carinho e a imagem de simplicidade e hospitalidade vêm junto. No vinho também é assim. Harmonizar não é uma ciência exata. Não é só misturar. É a sensibilidade e a experiência criada que geram prazer e conforto ao paladar. Mas eu posso compartilhar algumas experiências sobre o que já deu certo comigo. Pratos com cogumelo combinam com vinhos da uva Pinot Noir. Peixes de rio combinam com vinhos brancos da uva Chardonnay. O churrasco fica perfeito com os vinhos tintos da uva Malbec. Se a receita do dia for um ossobuco, nem vou citar nomes de uvas, mas, principalmente, vinhos tintos mais fortes e alcoólicos. Camarão combina com vinhos rosés franceses, especialmente. Um ceviche, com aquela acidez gostosa, pode ser harmonizado com um Sauvignon Blanc. Tortas de frutas combinam com espumantes da uva Moscatel; chocolates, com Vinho do Porto; saladas e soufflés, ou todos os pratos à base de vegetais, com um bom Pinot Grigio bem geladinho. Massas italianas à bolonhesa podem ser harmonizadas com um Chianti ou um Valpolicella. Carnes com temperos mais apimentados pedem a uva Syrah. Cordeiro combina com Tempranillo ou Carménère. E a carne de panela, ou o famoso Bife Bourguignon, pode ser harmonizada com uma Cabernet Franc com Merlot, ou o próprio corte bordalês da França: a mistura entre as três uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot.

15/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:55

PÁTRIA DOS COGUMELOS

O Música e Vinho está no ar, e eu lhe desejo uma excelente manhã. A Itália é considerada a pátria dos cogumelos. São centenas de espécies, e o consumo é tão popular que virou atração turística o período da colheita, chamado de “andare a funghi”, quando todos vão em busca do tesouro nas florestas. O funghi porcini é o mais famoso e cresce ao norte da Itália. O cogumelo chamado cantarella tem a coloração laranja. Os cardoncelli são os mais populares ao sul da Itália e são servidos assados, fritos ou cozidos em azeite. As trufas crescem embaixo da terra e têm sabor único: ou você ama ou odeia. Todos fazem parte dos ingredientes de diversas receitas na Itália e pelo mundo, que pedem vinho para harmonizar. Pela variedade de sabores e intensidade dos cogumelos, não se pode generalizar e dizer que cogumelos combinam com pinot noir, como já ouvi dizer. O cogumelo Paris é bem suave e fresco, enquanto as trufas negras ou brancas são uma explosão de sabores. Seguindo a intensidade de aromas e sabores, harmoniza-se o vinho: do pinot noir ao barolo de nebbiolo para as trufas. Além desses cogumelos italianos, que são mais raros por aqui, temos o shiitake e o shimeji, que parecem carne vermelha; o Paris, que é bastante fresco; o portobello, que vai bem com carnes; e o champignon, que eu amo fresco. E todos pedem vinho. A receita vai da sua criatividade: desde cremes de cogumelos, fatiados na salada, assados, molhos de cogumelos e muito mais. Cogumelos são ricos em vitamina D e super combinam com vinhos. Lembre-se sempre de manter a moderação para criar a sua próxima harmonização.

14/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:59

VINÍCOLAS NA FRANÇA

Cada região da França é cheia de pequenas aldeias, e todas têm a sua particularidade, como Vinsobres, que fica a 40 km ao norte da famosa região vinícola de Châteauneuf-du-Pape. Vinsobres é especial para a produção de vinhos elaborados a partir da uva Syrah. Degustei o Vinsobres Le Cornud da Famille Perrin, proprietária do icônico Château de Beaucastel. O Vinsobres da Famille Perrin tem 50% de Syrah e 50% da uva tinta Grenache. As vinhas são plantadas em socalcos de aproximadamente 300 metros de altitude, em um terroir bem pedregoso. Cada uva é vinificada separadamente: a Grenache em inox, e a Syrah em tanques de madeira. Depois, apenas a Syrah envelhece em barricas por um ano. O resultado é um vinho fino e intenso, com notas de violeta, carne defumada, amoras e café, muita fruta madura e toques de especiarias. Um vinho super gastronômico. Harmonizei o meu Vinsobres da Famille Perrin com filé au poivre, e ficou perfeito. Ótimo Vinsobres para você!

13/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:23