Música e Vinho | Morena FM - Easy | Cadena

Episódios

UVAS GRENACHE, MOVEDRE E SYRAH

Eu adoro falar sobre essa sigla que aparece em muitos vinhos e acaba nos confundindo, achando, talvez, que seja o nome da uva ou da região. GSM são as iniciais das uvas Grenache, Mourvèdre e Syrah, geralmente encontradas no sul da França, na região do Rhône, e também na Austrália. São três uvas tintas que formam esse estilo de vinho que eu considero muito fácil de beber, embora não sejam vinhos leves, e sim até mais encorpados, com uma boa textura em boca, macios e com notas aromáticas que lembram frutas vermelhas e negras e especiarias, como pimenta, típica da uva Syrah. São vinhos bem gastronômicos, perfeitos para carnes ensopadas, carnes grelhadas, um bom hambúrguer de carneiro ou uma massa com filé. Há vários produtores com esse corte GSM, vale muito experimentar. E o melhor: são vinhos que você pode beber ainda jovem, lembrando sempre de manter a moderação.

05/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:11

UVA PRIMITIVO

Será que o meu paladar é igual ao seu? Eu já sei que muita gente ama a uva Primitivo, mas eu não. Mas lancei o desafio de vocês me indicarem um vinho da uva Primitivo que você me mostrou e me dizer o porquê. Eu já tentei vários, juro. Vários produtores e até regiões e países. Tanto faz se Itália ou Estados Unidos. O açúcar residual e a falta de acidez e vivacidade não são compatíveis com o meu paladar. Não estou falando mal do estilo, só confessando que cada um tem um paladar. O que me agrada, não te agrada. E olha que tem uvas que eu torci o nariz e, mesmo assim, não desisti. Ora ou outra eu tentava de novo e foi aí que passei a gostar da uva Nero d’Avola, por exemplo, que eu achava tudo legal. Totalmente dura. Já encontrei alguns bons exemplares com notas defumadas, taninos presentes sem ser tão duros e o final mais macio, embora tenha essa força na boca. Se você também tem alguma uva ou estilo de vinho que já tentou várias vezes, mas mesmo assim não gosta, e outro que te surpreendeu após algumas degustações, conte pra mim. Quero compartilhar com vocês aqui no Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

04/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:30

VINÍCOLAS DE CATALUÑA

A região da Catalunha é a área vinícola com o maior número de denominações de origem controlada. Entre as mais conhecidas estão Costers del Segre, Montsant, Penedès, Priorat e Cava, bastante conhecido. Ao todo, são 12 sub-regiões, mas hoje vamos entender melhor a denominação de origem Cava. Primeiro, que Cava, em espanhol, é masculino; então, não é “a cava”, e sim “o cava”. O clima da Catalunha é de poucas chuvas, e isso faz com que as videiras apresentem uma baixa produtividade, obrigando as uvas a se concentrarem mais em aromas e sabores. Daí, o resultado são vinhos de coloração profunda, excelente textura e taninos finos. A denominação de vinhos no estilo Cava foi exclusividade da Catalunha durante muito tempo e ainda é responsável por 85% da produção. Porém, hoje, os espumantes espanhóis em todo o território podem ser chamados de Cava. São elaborados no mesmo método tradicional dos famosos champanhes, mas o sabor é bem diferente, já que as uvas são distintas. Enquanto em champanhes se usam Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay, na Espanha utilizam-se Xarel·lo, Macabeu e Parellada para fazer os Cavas, além das uvas Pinot Noir, Garnacha e Monastrell para os Cavas rosados e tintos. Desde 1960, o Cava ganha o mercado, pois a qualidade cresceu com as novas regras de elaboração e o uso de novas tecnologias. Chegou a ser chamado de “champanhe espanhol”. O bom disso tudo é que o Cava é mais suave, mais frutado que os champanhes franceses e é bem mais barato também. São três estilos de Cavas que você vai encontrar nos rótulos em supermercados: os Cavas de selo branco são os mais jovens, com nove meses de maturação; os de selo verde são os reservas, com quinze meses de maturação; e os de selo negro, os gran reserva, com trinta meses de maturação. É superfácil harmonizar Cava, porque vai com quase tudo, desde os embutidos da Catalunha aos mariscos com arroz e açafrão. Lembrando sempre de manter a moderação.

02/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:25

UVA MALBEC

Uma excelente manhã para você, obrigada pela sua companhia. Hoje tem música e vinho, e eu estou a fim de falar de uvas de novo. Há cerca de 10 mil diferentes castas de uvas no mundo e, assim como todos os nomes, têm algum significado. Alguns vêm da mitologia, outros são nomes científicos e outros são bem curiosos. Malbec, em francês, quer dizer “boca amarga”, o que discordo, porque os Malbecs são quase doces — se bem que os argentinos; os franceses são bem amarguinhos mesmo. Merlot vem do pássaro merle, que adora comer a uva Merlot ainda na videira. Pinot Noir remete ao formato dos cachos, como um pinho escuro — pinot noir. Sangiovese, em latim, significa “sangue de Jove”. Carmenère vem do carmim, do vermelho forte e intenso da sua coloração. Syrah tem mil hipóteses para o seu nome, mas eu acredito na versão da cidade de Shiraz, no Irã, da antiga Pérsia. Tempranillo vem do espanhol “temprano”, cedo; a uva amadurece bem cedo. E Cabernet Sauvignon é a união da Sauvignon Blanc com a Cabernet Franc, que deu origem à Cabernet Sauvignon. Além da uva Nebbiolo, a uva das névoas no período da colheita, na região do Piemonte, aos pés do monte, muita névoa deu Nebbiolo. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

01/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:30

VINHOS E COGUMELOS

O Música e Vinho está no ar, e eu lhe desejo uma excelente manhã. A Itália é considerada a pátria dos cogumelos. São centenas de espécies, e o consumo é tão popular que virou atração turística de colheita, chamada de Andaria funghi, em que todos vão em busca do tesouro nas florestas. O funghi porcini é o mais famoso e cresce ao norte da Itália. O cogumelo chamado Cantarella tem a coloração laranja. Os cardoncelli são os mais populares ao sul da Itália e são servidos assados, fritos ou cozidos em azeite. As trufas crescem embaixo da terra e têm sabor único: ou você ama ou odeia. Todos fazem parte dos ingredientes de diversas receitas na Itália e pelo mundo, que pedem vinho para harmonizar. Pela variedade de sabores e intensidade dos cogumelos, não se pode generalizar e dizer que cogumelos combinam com pinot noir, como já ouvi dizer. O cogumelo Paris é bem suave e fresco, enquanto as trufas negras ou brancas são uma explosão de sabores. Seguindo a intensidade de aromas e sabores, harmoniza-se o vinho: do pinot noir ao barolo de nebbiolo para as trufas. Além desses cogumelos italianos, que são mais raros por aqui, temos o shiitake e o shimeji, o Paris, que é bastante fresco, o portobello, que vai bem com carnes, o champignon, que eu amo fresco, e todos pedem vinho. A receita vai da sua criatividade: desde os cremes de cogumelos, fatiados na salada, assados, molhos de cogumelos e muito mais. Cogumelos são ricos em vitamina D e super combinam com vinhos. Lembre-se sempre de manter a moderação para criar a sua próxima harmonização.

30/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:59

ESTAÇÃO DE AROMAS

Fica bem mais fácil entender os estilos de vinhos que mais te agradam e também diferenciar os diversos estilos de vinhos fazendo essa experiência da estação de aromas. Quando a gente fala em aromas de frutas brancas, ainda assim é difícil saber exatamente que aroma é esse e em que tipos de uvas ou estilo de vinho podem aparecer esses aromas. Então, comece a testar em casa, porque a pera tem aromas mais fechados de frutas brancas frescas de regiões frias. O abacaxi já tem aromas mais abertos de frutas brancas frescas de regiões quentes. O damasco pode ter aromas de frutas brancas secas. O pêssego em calda tem aromas de frutas em compota. Vou me concentrar nos aromas da uva Riesling, que pode ter aromas de pêssego, damasco, maçã verde, pera, laranja e limão. São todas frutas brancas, mas com características bem distintas. Fruta branca doce, como damasco, é diferente de fruta branca cítrica, como a laranja e o limão. Já se você gosta ou prefere os aromas mais fechados, encontrados nos vinhos do Porto, vai adorar sentir na taça tudo junto: intensidade dos aromas de café, chocolate, uva passa, amêndoas e baunilha. E voilá! Vamos botar o nariz e a memória olfativa para funcionar.

29/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:34

UVA AGLIANICO

O sul da Itália não para de nos surpreender. Desta vez, com a uva Aglianico, do grego Eleanico, que significa “o que vem da Grécia”. Uma uva tinta que se destaca na região sul da Itália desde o século 17 a.C., em solos vulcânicos do Monte Vultur, no triângulo entre a Puglia, Campania e a Basilicata. As características da uva Aglianico são intensidade e concentração de cor, alto nível de acidez e de taninos, o que permite envelhecimento e amadurecimento. Degustei o Colepetrito Aglianico, com 10 dias de maceração e remontagem diária, para extrair ainda mais potencial do vinho, com mais extratos. Tem notas de chocolate, especiarias e café, e boa percepção e persistência. Os aromas vêm do terroir vulcânico e do envelhecimento em barris de tosta média. É um vinho ideal para queijos temperados, para carnes vermelhas, massas e pratos suculentos, como o cordeiro, bem estruturado, envolvente e persistente. Alguns vinhos da uva Aglianico são tão encorpados, austeros e persistentes que são comparados aos vinhos Barolo, produzidos ao norte da Itália. Por isso, os Aglianicos ganham também o apelido de “Barolos do sul”. Mais uma sugestão de vinhos para você descobrir, lembrando sempre de manter a moderação. Uma ótima manhã para você.

28/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:44

BRUNELLO DI MONTALCINO

Tem vinho que realmente merece mencionar e valorizar todas as premiações, como 97 pontos ou mais de Robert Parker, na safra de 2015, do Brunello de Montalcino 2015, do grande Biondi Santi. 97 pontos por James Suckling, 95 pontos pela Wine Spectator, 95 pontos por Antonio Galloni e 94 pela Wine Enthusiast. Isso tudo só na safra de 2015. Degustei na companhia do amigo embaixador de marca no Brasil, Flávio Girotti. O Brunello de Montalcino é uma criação do produtor Biondi Santi, que o engarrafou com este nome pela primeira vez em 1888. A safra de 1891 recebeu 100 pontos. O Reserva 1955 está entre os 12 melhores vinhos do século, ao lado de Château Margaux 1900. Vamos às sensações do Brunello de Montalcino 2015: com muitas camadas de frutas maduras e escuras, alecrim, uma cereja pronunciada e especiarias. Em boca, é encorpado, cheio, intenso, longo, um vinho amplo, muito potente e longevo. Um super vinho toscano, da Sangiovese Grosso, a uva clone da Sangiovese, com muito mais cor, corpo e mais extrato. O vinho passa 36 meses em carvalho esloveno. Agora sim, um vinho daqueles que merece preparar uma super receita de carne, merece abrir antes, merece uma super taça Riedel. Bom Brunello para você!

27/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:48

RECEITAS COM VINHO

O vinho tem lugar reservado à mesa, e não pense que é só na taça, mas no prato também. Você já deve ter comido alguma receita que leva vinho, tanto espumante quanto vinhos brancos, tintos e até os Portos. Se acabou o gás do espumante e você não bebeu tudo, vai para a panela, para dar cremosidade aos molhos para peixes e frutos do mar ou frangos, para o molho da salada, para incorporar os grãos do seu risoto, para preparar uma marinada para o seu peixe. Os vinhos brancos podem incrementar o refogado dos cogumelos do seu strogonoff. Servem também para fazer um risoto de aspargo e abobrinha ou usar no molho de peixes e frangos. Já os vinhos tintos servem para uma grande variedade de receitas: para marinar carnes vermelhas, fazer carnes de panela ao molho de vinho tinto, filés ao molho de vinho, risotos mais escuros, como os de linguiça, presuntos, carnes e cogumelos. Além do arroz de polvo, que fica super gostoso. Várias massas com molho de vinho e carnes, e as sobremesas, como o sagu, peras ao vinho, panna cotta e muito mais. E os vinhos do Porto, embora sejam doces, entram na receita de pratos salgados. Já comi um filé com espuma de vinho do Porto, mas você pode testar em casa uma redução de vinho do Porto com caldo de carne, com muitos temperos, ervas, sal, pimenta e alho, e servir sobre uma carne vermelha. Pode servir também como molho para pera grelhada e ainda umedecer a massa do seu bolo confeitado com vinho do Porto. Não desperdice nada: todo vinho pode virar vinagre, mas, antes disso, vai para a panela.

25/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:52

VINÍCOLA BARONE MONTALTO

A vinícola Barone Montalto é uma jovenzinha na ilha da Sicília. Ela é colonizada por gregos e, posteriormente, pelos romanos, que deixaram muitas influências, como teatro e arquitetura. A Barone Montalto foi fundada em 2000 e acompanha a nova tendência dos vinhos sicilianos, muito próximos aos vinhos do Novo Mundo. Embora sejam vinhos de terroir vulcânico, apresentam sabor; são vinhos de aromas vivos, pronunciados e bem aparentes, que se mostram fáceis e, principalmente, vinhos que agradam a todos. Tenho um carinho pelo Barone Montalto, pois o degustei pela primeira vez na Itália, e Alvo Pinogridio está entre as minhas preferidas. O Barone Montalto Pinogridio, da linha Aquarelo, tem a coloração esverdeada, lembrando maçã verde e limão — os mesmos aromas que aparecem no olfato. Na boca, é um vinho de paladar suave, como uma mousse, e traz acidez e mais notas de limão, como um limão siciliano. Um vinho de tampa de rosca, para facilitar. Pode gelar, beber jovem e acompanhar com risoto de camarão, massas com ervas frescas e manteiga. Um vinho de alta salivação, causada pelo frescor da acidez do Barone Montalto. Para lembrar que esse vinho é siciliano, há leves toques de defumado. Afinal, estamos na ilha de terroir vulcânico e vulcões ativos. Bom pinogride para você!

24/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:38

ESPUMANTE CAVE GEISSE EXTRA BRUTE

Você já pensou em como fazer as suas harmonizações? Pensar em harmonização é potencializar o sabor da comida e elevar todas as características de qualidade do vinho, de forma que um não sobreponha ao outro. A gente para pra pensar em texturas, crocância ou cremosidade, temperatura de serviço, se a comida é quente ou fria, intensidade de sabores mais leves ou mais intensos, as cores, a acidez, o sal, o açúcar. Todos esses elementos estão presentes tanto no prato quanto no vinho e precisam se equilibrar. Vamos a duas sugestões de harmonizações. Um espumante chamado Cave Guys Extra Brute, um Vintage Safrado 2018, foi harmonizado com muqueca de coco, cogumelo, paris, pupunha e farofinha de alho e manteiga. Você pode criar a sua própria receita se inspirando nas nossas sugestões de harmonizações. Bom, espumante branco com carne branca: herbáceo você sente nos dois. O espumante Cave Guys, da região de Pinto Bandeira, no sul do Brasil, tem muitas notas herbáceas, bastante cremosidade e a crocância do perlage. Essa mesma crocância você encontra na farofinha de alho, a manteiga de alho, o cogumelo e o frescor da pupunha você encontra também no espumante Cave Guys. Cremosidade do espumante e do prato. Quando você coloca um espumante em boca, tem toda a espumatização que forma essa mousse, a cremosidade que é super gostosa ao degustar espumantes. Lembrando sempre que espumantes devem ser bebidos gelados. Uma outra sugestão de harmonização, agora não mais de espumante, mas sim um vinho tinto da região da Sicília: o Barone Montalto Nero d'Avola, foi harmonizado com miolo de paleta e molho roti. A uva é autóctone e é uma uva quente da ilha da Sicília, chamada Nero d'Avola, de terroir vulcânico, aromas de frutas negras e chocolate. Foi harmonizado com carne vermelha e molho à base do próprio vinho tinto. Carne de sabor intenso, vinho de sabor intenso. Que tal a sugestão de harmonização para você se inspirar e degustar na sua casa? Lembrando sempre de manter a moderação.

23/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:33

ESLOVÊNIA,TERRA DE VINHOS MILENARES

A Eslovênia fica ao norte da Itália, no leste europeu. E, embora os vinhos eslovenos sejam pouco conhecidos, a história é bem antiga. Os Celtas levaram o vinho há 2.500 anos, antes mesmo de os romanos levarem a cultura para França e Espanha. Descobri, nessa pesquisa, que o povo esloveno consome 43 litros de vinho per capita por ano, mas o consumo é regular e moderado. São cerca de 28 mil vinícolas produzindo na Eslovênia. Há tanta história antiga que a videira considerada a mais antiga do mundo, com cerca de 500 anos, está na Eslovênia, na cidade de Maribor. A vinha tem 30 metros de extensão, em um tronco de cerca de 80 centímetros de diâmetro: as famosas vinhas velhas. É uma variedade tinta local chamada Modra Cavicina. Pinturas de quadros do século XVI confirmam o retrato do casarão onde a vinha está sustentada, já com a videira ornamentando a fachada. A casa histórica e a vinha são patrimônios da humanidade pela Unesco. Existe uma colheita simbólica dessa videira, e os vinhos são usados apenas para presentear autoridades. Mais de tempos em tempos, mudas são plantadas pelo mundo. Em 2018, no dia 26 de setembro, essa muda chegou ao Brasil, em Bento Gonçalves, e foi plantada durante a primeira edição da Wines of South America. Já tem uma muda da videira mais antiga do mundo no Brasil. Vamos produzir um vinho esloveno-brasileiro.

22/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:46

ATLANTIS TIACOLÍ DE ALAVA

Já ouviu falar em Tiacolí? Nem eu até que, outro dia, degustei o Atlantis Tiacolí de Álava, um vinho espanhol da região do País Vasco, que fica bem ao norte da Espanha, quase na divisa com a França. Esse estilo de vinho já foi quase esquecido. Era um vinho mais caseiro até a década de 80 e só em 1989 recebeu a primeira denominação de origem, melhorando, assim, a sua qualidade e a disseminação do nome Tiacolí pelo mundo. Os vinhos Tiacolí são cultivados nas regiões atlânticas do País Vasco, região de muita chuva e temperaturas bem frias. São três as denominações de Tiacolí: Tiacolí de Getária, nome da cidade que faz vinhos de um amarelo pálido, esverdeado, e foi a primeira certificação de Tiacolí; em seguida, os tiacolís de Biscaia, que receberam a denominação de origem em 1994; e a última, os tiacolís de Álava, em 2001, com vinhos de cor amarelo intenso, muita acidez, um toque metálico na boca e que podem ser levemente espumantes. A principal uva é a Rondarabsúria ou Rondaribsúria. O Atlantis de Álava é um vinho de aroma e sabor bem diferentes, com características únicas e marcantes. A proximidade do mar traz um aroma de sal, de peixes marinhos não o cheiro de decomposição do peixe, que é extremamente desagradável, mas o cheiro suave de peixes frescos. Você também descobriu algum vinho diferente? Talvez, degustando com mariscos, anchovas e sardinhas, fique bom; mas, sozinho, não é um dos meus preferidos. Bom, só para saber que existe o tal Tiacolí e, se não agrada ao meu estilo, já sei que não vou errar na compra. É assim que você deve entender os estilos de vinhos diferentes que encontra nas suas degustações: lembrando qual estilo te agrada mais e qual estilo não te agrada.

21/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:10

TAÇA DE VINHO

Já virou moda beber vinhos em taças, com rolha de vinho fria em quase todos os estabelecimentos de gastronomia. A ideia é democratizar: cada um leva o vinho que gosta e que pode pagar. No mesmo grupo de amigos, cada um tem um gosto ou está com vontade de beber um vinho diferente do outro. Não tem problema, cada um degusta a taça de vinho que mais gosta. E eu estive, recentemente, na Disneyland dos enófilos: um wine bar com mais de 96 rótulos de vinhos disponíveis em taça. Degustei vários vinhos e, entre eles, também o Alentejano Borrador, um vinho elaborado com as uvas tradicionais. E, se você acompanha o Música em Vinho, já sabe que eu amo os vinhos alentejanos. Já falei sobre eles com o tema de vinhos quentes, os vinhos fáceis de agradar. As uvas aragonês, touriga nacional e trincadeira compõem o vinho Borrador. Ele passa nove meses em barricas, fermentando, e depois mais seis meses sobre as borras, para extrair toda a qualidade das uvas e elaborar um supervinho. Sem filtragem, é um vinho no estilo natural, com boa fruta e toque terroso, além de taninos bem maduros. Mais uma sugestão de vinho alentejano para você degustar e descobrir quais são as características principais dos vinhos portugueses.

20/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:31

VINHOS ROSÉ

Sabe qual é o queridinho do momento? São os vinhos rosés. Apaixonados por vinhos rosés são declarados rosé lovers, como eu. Já degustou vinhos rosés? Se ainda tem preconceito, você não sabe o que está perdendo. Ele não é nem branco nem tinto, mas tem aromas de tinto e frescor de branco, o melhor dos dois mundos, e ainda a versatilidade de harmonizar com uma infinidade de pratos, desde saladas, massas ao sugo, embutidos mais leves, pode ser frutos do mar, frango, comida japonesa e muito mais. Celebridades como Angelina Jolie e Brad Pitt influenciaram muito o aumento do consumo de rosés quando lançaram Chateau de Miraval Rosé. É sucesso absoluto na Provence, elaborado com as uvas cinso, grenache noir, sihá e rol. 5% do vinho passa em carvalho. Tem uma fruta intensa no nariz e, em boca, notas frutadas e minerais. O Chateau de Miraval é puro música e vinho. Olha que fantástica essa história: em 1970, o pianista e compositor de jazz Jacques Luzier comprou a propriedade e a transformou em um estúdio de gravação, onde músicos como a banda Pink Floyd e Sting gravaram algumas músicas. Da música para os filmes, me inspirei nos 50 Tons de Rosa. Só para você entender que a variação de cores dos vinhos rosés é imensa. Vai do rosa-salmão ao pink, cereja, pêssego, casca de cebola e até tons mais atijolados. Depende da uva ou dos cortes de uvas tintas usadas, depende se a casca tem mais pigmentação ou não, depende também do tempo de maceração, que é o contato do suco da uva com a casca, e do processo de elaboração. Tem sempre um rosé para te encantar, é só você escolher um dos tons de rosé que mais te agrada. Se você está aberto a novas experiências, o Música e Vinho te inspira. E eu quero saber o que você está degustando. Compartilhe conosco usando a hashtag Música e Vinho através das redes sociais.

17/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:20

VINHO KAFFIR SAUVIGNON

A uva Sauvignon Blanc é consagrada em países como a Nova Zelândia, assim como a tinta Pinot Noir. Essas são as duas uvas principais de destaque do país Nova Zelândia. A Nova Zelândia é um país bem pequeno, mas com um grande número de regiões vinícolas, são 12 no total. 42% da área plantada é da uva branca Sauvignon Blanc. São mais de 500 vinícolas no país, e elas abastecem um consumo que está dividido: 50% para consumo próprio e 50% para exportação. Bom isso, né? A maioria das vinícolas está localizada no lado leste da ilha, onde estão mais protegidas das grandes chuvas das montanhas do oeste e beneficiadas pelo sol e pela brisa fresca do litoral leste. As uvas não escondem a característica principal dos vinhos da Nova Zelândia, que são finesa e elegância: Sauvignon Blanc e Pinot Noir. Os vinhos da uva Sauvignon Blanc são frutados e elegantes, e os Pinot Noirs mais intensos e concentrados que os vinhos da Borgonha. Degustei o Kaffir Sauvignon Blanc, super frutado, cítrico e um leve mineral para acompanhar frutos do mar. Degustei também o Silene Pinot Noir, de frutas maduras e uma seda ao paladar. E você, está degustando o quê? Compartilhe conosco usando a hashtag Musica e Vinho através das redes sociais.

16/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:32

VINHOS ROSÉ

Sabe qual é o queridinho do momento? São os vinhos rosés. Apaixonados por vinhos rosés são declarados rosé lovers, como eu. Já degustou vinhos rosés? Se ainda tem preconceito, você não sabe o que está perdendo. Ele não é nem branco nem tinto, mas tem aromas de tinto e frescor de branco. O melhor dos dois mundos. E ainda a versatilidade de harmonizar com uma infinidade de pratos, desde saladas, massas ao sugo, embutidos mais leves. Pode ser frutos do mar, frango, comida japonesa e muito mais. Celebridades como Angelina Jolie e Brad Pitt influenciaram muito o aumento do consumo de rosés quando lançaram o Chateau de Miraval Rosé. É sucesso absoluto na Provance e elaborado com as uvas Sinso, Grenache Noire. 5% do vinho passa em carvalho. Tem uma fruta intensa no nariz e, em boca, notas frutadas e minerais. O Chateau de Miraval é puro música e vinho. Olha que fantástica essa história: em 1970, o pianista e compositor de jazz Jacques Luzier comprou a propriedade e a transformou em um estúdio de gravação, onde músicos como a banda Pink Floyd e Sting gravaram algumas músicas. Da música para os filmes, me inspirei nos 50 Tons de Rosa. Só para você entender que a variação de cores dos vinhos rosés é imensa. Vai do rosa salmão ao pink, cereja, pêssego, casca de cebola e até tons mais atijolados. Depende da uva ou dos cortes de uvas tintas usadas. Depende se a casca tem mais pigmentação ou não. Depende também do tempo de maceração, que é o contato do suco da uva com a casca, de elaboração. Tem sempre um rosé pra te encantar. É só você escolher um dos tons de rosé que mais te agrada. Se você está aberto a novas experiências, o Música e Vinho te inspira. E eu quero saber o que você está degustando. Compartilhe conosco usando a hashtag Música e Vinho, através das redes sociais.

15/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:19

ZIRLO TALENTI

Zirlo Talente, na região da Toscana. Para os padrões do velho mundo, a vinícula Talente é uma jovem no mercado: apenas 37 anos. A Talente está localizada nas montanhas de Montaltino, na província de Siena, ao centro da Itália. São 21 hectares, sendo 16 dedicados à uva tinta rainha, a San Giovese. Além dos tradicionais brunelos de Montaltino, que são vinhos mais encorpados e envelhecidos, eles têm também os rostos de Montaltino, um pouco mais jovens e de médio corpo. A Talente também apresenta um rótulo chamado Zirlo. É um delicioso assemblage de Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot. Aromas de frutinhas vermelhas e também de ervas, um médio corpo e uma excelente acidez, aquela que saliva a boca e se dá vontade de salivar. Dá vontade de comer, então uma ótima opção de vinhos gastronômicos para o dia a dia e com bom custo. Na Toscana, as carnes estão muito presentes na culinária: carnes bovinas, carnes de coelho, faizão, porco e javali, tudo com muito molho de tomate, com caldos de legumes, massas, pães recheados, tudo bem suculento e com sabores fortes para acompanhar os seus vinhos tintos da Toscana. E o que se faz em Montaltino? Comer, visitar vinícolas e degustar vinhos. Lembre-se de manter a moderação, claro: se beber, não dirija.

14/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:35

UVAS BRANCAS

Se você gosta de vinhos, música e vinho pra você. A África do Sul é o nosso tema de hoje. E, normalmente, nós lembramos da uva tinta Pinotage, mas o país é especialista em duas uvas brancas também: a Chenamblã e a Sauvignon Blanc. As encostas montanhosas da região da Cidade do Cabo têm clima do Mediterrâneo europeu, ideal para o cultivo das videiras. O país é hoje o nono maior produtor de vinhos, com 340 vinícolas e 450 milhões de litros de vinhos exportados. 40% da produção total é da uva branca Chenamblã, mas a Sauvignon Blanc se destaca, com uma acidez e frescor comuns da uva, mas aromas não tão tropicais como o Sauvignon Blanc da América do Sul: um pouco mais cítrico, vegetal, mineral, fechado, porém elegante. Poucas uvas do mundo conseguem ser tão versáteis e mudar de expressão em cada diferente terroir onde é plantada como a Sauvignon Blanc. Na África do Sul, a Sauvignon Blanc recebe também os nomes de savanã, musquê e fumé blanc. E a minha uva bossa nova combina com pratos como peixe com limão, frutos do mar, risoto de camarão, tapas, empanadas ou tortas de legumes. Degustei com bastante ervas: herbáceo com herbáceo deu super certo. Lembrando sempre de manter a moderação para aproveitar o seu próximo vinho e descobrir maravilhas como a Sauvignon Blanc da África.

13/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:40

VINHOS ITALIANOS

Hoje nós vamos direto para a Itália, na região do Vêneto, para você que quer saber mais, só que hoje num contexto totalmente diferente: novas informações sobre essa famosa região do Vêneto, na Itália. E, mais uma vez, eu te desafio a saber qual é o vinho do Vale das Muitas Adegas. Mas e o Valpolicella, você conhece? É claro! Esse é o estilo de vinho mais famoso do Vêneto, sim, mas não o único. O Vêneto é a maior região em produção na Itália. São mais de 850 milhões de garrafas ao ano, e aqui tem o maior número de denominações de origem controladas. Os grandes vinhos clássicos se utilizam de uvas autóctones, que são as uvas regionais, como o Soave, um vinho branco muito popular, feito com as uvas autóctones Garganega e Trebbiano. Há também o vinho seco clássico da região, elaborado com as uvas Corvina, Molinara e Rondinella. Tem ainda o Amarone della Valpolicella: as mesmas uvas, porém parcialmente secas, dão um vinho mais complexo, encorpado e alcoólico, podendo chegar a 16 graus alcoólicos. O Recioto della Valpolicella é o vinho doce, com as mesmas uvas do Valpolicella. As uvas são secas e têm a fermentação interrompida, exatamente como se faz nos vinhos do Porto. O Valpolicella Ripasso é elaborado com os resíduos das uvas do Amarone. E, no Vêneto, encontramos ainda outros estilos de vinhos, como o Bardolino: as mesmas uvas do Valpolicella, porém vinhos mais leves, para consumo rápido e para harmonizar com um picadinho. E ainda o famoso Prosecco, de uvas do mesmo nome, perfeito para festas de casamento. O Brasil tem uma forte ligação com o Vêneto, porque é de lá que vieram os imigrantes italianos. Então, vamos prestigiá-los e descobrir essas grandes variedades e estilos de vinhos do Vêneto. Mas não são só esses sete estilos que eu citei hoje: são 2 DOCGs, 21 DOCs e 10 IGTs. São tantos estilos de vinho e tanta produção para atender os quase 5 milhões de habitantes da região, receber os 60 milhões de turistas ao ano e ainda exportar para todo o mundo. A capital do Vêneto é Veneza, e outras cidades famosas são Verona, a capital dos namorados, apaixonados como Romeu e Julieta. E, como eu sou também uma apaixonada, encontrei um vinho na Argentina que faz uma homenagem aos famosos Amarones. Feito no mesmo estilo, o nome é um trocadilho: de Amarone para Enamore, para os apaixonados e enamorados. Lembre-se de manter a moderação, claro, e, se beber, não dirija.

11/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:47

VINHO É SE AVENTURAR

Uma ótima manhã pra você que me faz companhia aqui no Música e Vinho. Quem vem primeiro? O vinho ou o prato? E você, escolhe primeiro o prato ou o vinho? Tudo bem se o momento for da comida, se a estrela é o objetivo de um prato especial — tranquilo, você pode escolher o vinho depois. Mas isso vem mudando. Há vários wine bars que têm o vinho como foco e cardápios que possam atender aos vinhos da carta. Desta forma, os chefes de cozinha dos wine bars buscam criar cardápios neutros e que tenham mil possibilidades de se harmonizar com as opções de vinhos. Eu acho super bacana. Escolher um vinho e depois escolher várias entradinhas pra brincar com a harmonização e testar várias opções que agradem ao seu paladar. Afinal, o bacana do vinho é se aventurar. E você, tá degustando o quê? Compartilhe comigo usando a hashtag Música e Vinho através das redes sociais.

10/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:08

UVA AGLIANICO

E uma excelente manhã para você, que me faz companhia aqui no Música e Vinho. A letra A, o asinho da garrafa, é para identificar a uva aglianico. Não sei se você se lembra, mas a aglianico é uma uva tinta da região da Campania, ao sul da Itália. E é a variedade de uva nativa mais antiga da Itália, responsável pelos vinhos Taurasi, de terroir vulcânico. A aglianico tem potencial comparado à Sangiovese, na Toscana, e à Nebbiolo, no Piemonte. A popularidade da aglianico é coisa mais recente, dos anos 90 para cá. Para ser Taurasi, tem que ter no mínimo 3 anos, sendo 1 ano de estágio em madeira. Já os atuais vinhos da uva aglianico não precisam, obrigatoriamente, passar por madeira. Degustei o Janari, que já estava aberto há uns dois dias. Dias totalmente esquecido, o vinho. Eu acho que é mais um que não agradou a maioria. Realmente, se você só tem o hábito de Cabernet Sauvignon e Malbec, fica mais complicado entender essas uvas diferentes. Enófilo tem que se aventurar. Chame os amigos de cobaia, devido ao custo do vinho. Se der certo, todo mundo vai amar. Se não der, considere só as risadas. Os vinhos de aglianico são tânicos, firmes, com bastante acidez e, por isso, são chamados de os Barolos do Sul. Ficam bons com carnes de temperos picantes, como pimenta e páprica. Você pode colocar também a harmonização com salames e queijos fortes. Os aromas lembram frutas vermelhas, como figo, e frutas vermelhas mais fechadas. Já perceberam que os vinhos, quanto mais fechados, são os mais intensos? Porque, na taça, quando se abrem, são encantadores. Aventure-se por mais uma uva aglianico, e eu quero saber o que você achou da sua degustação. É só compartilhar conosco usando a hashtag Música e Vinho através das redes sociais.

09/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:06

UVA PRIMITIVO

Será que o meu paladar é igual ao seu? Eu já sei que muita gente ama a uva primitivo, mas eu não. Mas, lancei o desafio de vocês me indicarem um vinho da uva primitivo que você amou e me dizer o porquê. Eu já tentei vários, juro. Vários produtores e até regiões e países. Tanto faz se Itália ou Estados Unidos, o açúcar residual e a falta de acidez e vivacidade não são compatíveis com o meu paladar. Não estou falando mal do estilo, só confessando que cada um tem um paladar. O que me agrada, não te agrada. E olha que tem uvas que eu torcio, nariz e, mesmo assim, não desisti. Ora ou outra eu tentava de novo e foi aí que passei a gostar da uva nerodávola, por exemplo, que eu achava totalmente legal. Totalmente dura. Já encontrei alguns bons exemplares, com as notas defumadas, taninos presentes sem ser tão duros e o final mais macio, embora tenha essa força na boca. Se você também tem alguma uva ou estilo de vinho que já tentou várias vezes, mas mesmo assim não gosta e outro que te surpreendeu após algumas degustações, conte pra mim, quero compartilhar com vocês aqui no Música e Vinho. Lembre-se sempre de manter a moderação e se beber, não dirija.

08/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:30

DRINKS COM VINHO

-

07/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:31

VINHOS CHILENOS

Uma excelente manhã para você que curte o Música e Vinho, e hoje temos mais uma degustação horizontal. Desta vez, quatro vinhos da uva Carmenere, todos chilenos, e só assim é possível comparar e entender o quão diferentes podem ser os vinhos de uma mesma variedade. Por isso, não dá para falar que você não gosta de Carmenere se só provou um vinho desta uva. Existem Carmenere com prensagem mais leve das uvas, que dão vinhos mais leves e fáceis de beber no dia a dia, e outros mais complexos, com maceração prolongada e envelhecimento em madeira. Para lembrar algumas características desta uva: ela apresenta notas vegetais um pouco mais persistentes que a Merlot, além de pimenta negra, fruta negra, tabaco, baunilha e couro, e uma cor profunda e inconfundível. São raros os Carmenere franceses, então não resta dúvida de onde procurar os vinhos desta uva: no Chile mesmo. Para harmonizar, o Carmenere é uma excelente escolha para carnes vermelhas grelhadas, assados, cordeiros ou filés com pimentas e especiarias. Na degustação de hoje, destaque para o Larroia Gran Reserva, 100% Carmenere, e o Aquitania Reserva, com 85% Carmenere e 15% Cabernet Sauvignon. Ambos, com cerca de 10 meses de madeira, me encantaram, especialmente porque gosto de vinhos com mais persistência de boca, presença e intensidade. Para quem prefere vinhos mais leves, o Caliterra Aventura Carmenere é uma escolha bem correta e de excelente custo-benefício. E você também pode fazer essa degustação em casa, com os amigos, escolhendo uma única uva e experimentando diferentes vinhos para entender melhor as características de cada um. Cada gosto é diferente, e você vai escolher o que mais lhe agrada, lembrando sempre de manter a moderação para aproveitar plenamente o seu próximo vinho.

06/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:06