Música e Vinho | Morena FM - Easy | Cadena

Episódios

ESLOVÊNIA,TERRA DE VINHOS MILENARES

A Eslovênia fica ao norte da Itália, no leste europeu. E, embora os vinhos eslovenos sejam pouco conhecidos, a história é bem antiga. Os Celtas levaram o vinho há 2.500 anos, antes mesmo de os romanos levarem a cultura para França e Espanha. Descobri, nessa pesquisa, que o povo esloveno consome 43 litros de vinho per capita por ano, mas o consumo é regular e moderado. São cerca de 28 mil vinícolas produzindo na Eslovênia. Há tanta história antiga que a videira considerada a mais antiga do mundo, com cerca de 500 anos, está na Eslovênia, na cidade de Maribor. A vinha tem 30 metros de extensão, em um tronco de cerca de 80 centímetros de diâmetro: as famosas vinhas velhas. É uma variedade tinta local chamada Modra Cavicina. Pinturas de quadros do século XVI confirmam o retrato do casarão onde a vinha está sustentada, já com a videira ornamentando a fachada. A casa histórica e a vinha são patrimônios da humanidade pela Unesco. Existe uma colheita simbólica dessa videira, e os vinhos são usados apenas para presentear autoridades. Mais de tempos em tempos, mudas são plantadas pelo mundo. Em 2018, no dia 26 de setembro, essa muda chegou ao Brasil, em Bento Gonçalves, e foi plantada durante a primeira edição da Wines of South America. Já tem uma muda da videira mais antiga do mundo no Brasil. Vamos produzir um vinho esloveno-brasileiro.

22/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:46

ATLANTIS TIACOLÍ DE ALAVA

Já ouviu falar em Tiacolí? Nem eu até que, outro dia, degustei o Atlantis Tiacolí de Álava, um vinho espanhol da região do País Vasco, que fica bem ao norte da Espanha, quase na divisa com a França. Esse estilo de vinho já foi quase esquecido. Era um vinho mais caseiro até a década de 80 e só em 1989 recebeu a primeira denominação de origem, melhorando, assim, a sua qualidade e a disseminação do nome Tiacolí pelo mundo. Os vinhos Tiacolí são cultivados nas regiões atlânticas do País Vasco, região de muita chuva e temperaturas bem frias. São três as denominações de Tiacolí: Tiacolí de Getária, nome da cidade que faz vinhos de um amarelo pálido, esverdeado, e foi a primeira certificação de Tiacolí; em seguida, os tiacolís de Biscaia, que receberam a denominação de origem em 1994; e a última, os tiacolís de Álava, em 2001, com vinhos de cor amarelo intenso, muita acidez, um toque metálico na boca e que podem ser levemente espumantes. A principal uva é a Rondarabsúria ou Rondaribsúria. O Atlantis de Álava é um vinho de aroma e sabor bem diferentes, com características únicas e marcantes. A proximidade do mar traz um aroma de sal, de peixes marinhos não o cheiro de decomposição do peixe, que é extremamente desagradável, mas o cheiro suave de peixes frescos. Você também descobriu algum vinho diferente? Talvez, degustando com mariscos, anchovas e sardinhas, fique bom; mas, sozinho, não é um dos meus preferidos. Bom, só para saber que existe o tal Tiacolí e, se não agrada ao meu estilo, já sei que não vou errar na compra. É assim que você deve entender os estilos de vinhos diferentes que encontra nas suas degustações: lembrando qual estilo te agrada mais e qual estilo não te agrada.

21/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:10

TAÇA DE VINHO

Já virou moda beber vinhos em taças, com rolha de vinho fria em quase todos os estabelecimentos de gastronomia. A ideia é democratizar: cada um leva o vinho que gosta e que pode pagar. No mesmo grupo de amigos, cada um tem um gosto ou está com vontade de beber um vinho diferente do outro. Não tem problema, cada um degusta a taça de vinho que mais gosta. E eu estive, recentemente, na Disneyland dos enófilos: um wine bar com mais de 96 rótulos de vinhos disponíveis em taça. Degustei vários vinhos e, entre eles, também o Alentejano Borrador, um vinho elaborado com as uvas tradicionais. E, se você acompanha o Música em Vinho, já sabe que eu amo os vinhos alentejanos. Já falei sobre eles com o tema de vinhos quentes, os vinhos fáceis de agradar. As uvas aragonês, touriga nacional e trincadeira compõem o vinho Borrador. Ele passa nove meses em barricas, fermentando, e depois mais seis meses sobre as borras, para extrair toda a qualidade das uvas e elaborar um supervinho. Sem filtragem, é um vinho no estilo natural, com boa fruta e toque terroso, além de taninos bem maduros. Mais uma sugestão de vinho alentejano para você degustar e descobrir quais são as características principais dos vinhos portugueses.

20/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:31

VINHOS ROSÉ

Sabe qual é o queridinho do momento? São os vinhos rosés. Apaixonados por vinhos rosés são declarados rosé lovers, como eu. Já degustou vinhos rosés? Se ainda tem preconceito, você não sabe o que está perdendo. Ele não é nem branco nem tinto, mas tem aromas de tinto e frescor de branco, o melhor dos dois mundos, e ainda a versatilidade de harmonizar com uma infinidade de pratos, desde saladas, massas ao sugo, embutidos mais leves, pode ser frutos do mar, frango, comida japonesa e muito mais. Celebridades como Angelina Jolie e Brad Pitt influenciaram muito o aumento do consumo de rosés quando lançaram Chateau de Miraval Rosé. É sucesso absoluto na Provence, elaborado com as uvas cinso, grenache noir, sihá e rol. 5% do vinho passa em carvalho. Tem uma fruta intensa no nariz e, em boca, notas frutadas e minerais. O Chateau de Miraval é puro música e vinho. Olha que fantástica essa história: em 1970, o pianista e compositor de jazz Jacques Luzier comprou a propriedade e a transformou em um estúdio de gravação, onde músicos como a banda Pink Floyd e Sting gravaram algumas músicas. Da música para os filmes, me inspirei nos 50 Tons de Rosa. Só para você entender que a variação de cores dos vinhos rosés é imensa. Vai do rosa-salmão ao pink, cereja, pêssego, casca de cebola e até tons mais atijolados. Depende da uva ou dos cortes de uvas tintas usadas, depende se a casca tem mais pigmentação ou não, depende também do tempo de maceração, que é o contato do suco da uva com a casca, e do processo de elaboração. Tem sempre um rosé para te encantar, é só você escolher um dos tons de rosé que mais te agrada. Se você está aberto a novas experiências, o Música e Vinho te inspira. E eu quero saber o que você está degustando. Compartilhe conosco usando a hashtag Música e Vinho através das redes sociais.

17/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:20

VINHO KAFFIR SAUVIGNON

A uva Sauvignon Blanc é consagrada em países como a Nova Zelândia, assim como a tinta Pinot Noir. Essas são as duas uvas principais de destaque do país Nova Zelândia. A Nova Zelândia é um país bem pequeno, mas com um grande número de regiões vinícolas, são 12 no total. 42% da área plantada é da uva branca Sauvignon Blanc. São mais de 500 vinícolas no país, e elas abastecem um consumo que está dividido: 50% para consumo próprio e 50% para exportação. Bom isso, né? A maioria das vinícolas está localizada no lado leste da ilha, onde estão mais protegidas das grandes chuvas das montanhas do oeste e beneficiadas pelo sol e pela brisa fresca do litoral leste. As uvas não escondem a característica principal dos vinhos da Nova Zelândia, que são finesa e elegância: Sauvignon Blanc e Pinot Noir. Os vinhos da uva Sauvignon Blanc são frutados e elegantes, e os Pinot Noirs mais intensos e concentrados que os vinhos da Borgonha. Degustei o Kaffir Sauvignon Blanc, super frutado, cítrico e um leve mineral para acompanhar frutos do mar. Degustei também o Silene Pinot Noir, de frutas maduras e uma seda ao paladar. E você, está degustando o quê? Compartilhe conosco usando a hashtag Musica e Vinho através das redes sociais.

16/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:32

VINHOS ROSÉ

Sabe qual é o queridinho do momento? São os vinhos rosés. Apaixonados por vinhos rosés são declarados rosé lovers, como eu. Já degustou vinhos rosés? Se ainda tem preconceito, você não sabe o que está perdendo. Ele não é nem branco nem tinto, mas tem aromas de tinto e frescor de branco. O melhor dos dois mundos. E ainda a versatilidade de harmonizar com uma infinidade de pratos, desde saladas, massas ao sugo, embutidos mais leves. Pode ser frutos do mar, frango, comida japonesa e muito mais. Celebridades como Angelina Jolie e Brad Pitt influenciaram muito o aumento do consumo de rosés quando lançaram o Chateau de Miraval Rosé. É sucesso absoluto na Provance e elaborado com as uvas Sinso, Grenache Noire. 5% do vinho passa em carvalho. Tem uma fruta intensa no nariz e, em boca, notas frutadas e minerais. O Chateau de Miraval é puro música e vinho. Olha que fantástica essa história: em 1970, o pianista e compositor de jazz Jacques Luzier comprou a propriedade e a transformou em um estúdio de gravação, onde músicos como a banda Pink Floyd e Sting gravaram algumas músicas. Da música para os filmes, me inspirei nos 50 Tons de Rosa. Só para você entender que a variação de cores dos vinhos rosés é imensa. Vai do rosa salmão ao pink, cereja, pêssego, casca de cebola e até tons mais atijolados. Depende da uva ou dos cortes de uvas tintas usadas. Depende se a casca tem mais pigmentação ou não. Depende também do tempo de maceração, que é o contato do suco da uva com a casca, de elaboração. Tem sempre um rosé pra te encantar. É só você escolher um dos tons de rosé que mais te agrada. Se você está aberto a novas experiências, o Música e Vinho te inspira. E eu quero saber o que você está degustando. Compartilhe conosco usando a hashtag Música e Vinho, através das redes sociais.

15/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:19

ZIRLO TALENTI

Zirlo Talente, na região da Toscana. Para os padrões do velho mundo, a vinícula Talente é uma jovem no mercado: apenas 37 anos. A Talente está localizada nas montanhas de Montaltino, na província de Siena, ao centro da Itália. São 21 hectares, sendo 16 dedicados à uva tinta rainha, a San Giovese. Além dos tradicionais brunelos de Montaltino, que são vinhos mais encorpados e envelhecidos, eles têm também os rostos de Montaltino, um pouco mais jovens e de médio corpo. A Talente também apresenta um rótulo chamado Zirlo. É um delicioso assemblage de Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot. Aromas de frutinhas vermelhas e também de ervas, um médio corpo e uma excelente acidez, aquela que saliva a boca e se dá vontade de salivar. Dá vontade de comer, então uma ótima opção de vinhos gastronômicos para o dia a dia e com bom custo. Na Toscana, as carnes estão muito presentes na culinária: carnes bovinas, carnes de coelho, faizão, porco e javali, tudo com muito molho de tomate, com caldos de legumes, massas, pães recheados, tudo bem suculento e com sabores fortes para acompanhar os seus vinhos tintos da Toscana. E o que se faz em Montaltino? Comer, visitar vinícolas e degustar vinhos. Lembre-se de manter a moderação, claro: se beber, não dirija.

14/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:35

UVAS BRANCAS

Se você gosta de vinhos, música e vinho pra você. A África do Sul é o nosso tema de hoje. E, normalmente, nós lembramos da uva tinta Pinotage, mas o país é especialista em duas uvas brancas também: a Chenamblã e a Sauvignon Blanc. As encostas montanhosas da região da Cidade do Cabo têm clima do Mediterrâneo europeu, ideal para o cultivo das videiras. O país é hoje o nono maior produtor de vinhos, com 340 vinícolas e 450 milhões de litros de vinhos exportados. 40% da produção total é da uva branca Chenamblã, mas a Sauvignon Blanc se destaca, com uma acidez e frescor comuns da uva, mas aromas não tão tropicais como o Sauvignon Blanc da América do Sul: um pouco mais cítrico, vegetal, mineral, fechado, porém elegante. Poucas uvas do mundo conseguem ser tão versáteis e mudar de expressão em cada diferente terroir onde é plantada como a Sauvignon Blanc. Na África do Sul, a Sauvignon Blanc recebe também os nomes de savanã, musquê e fumé blanc. E a minha uva bossa nova combina com pratos como peixe com limão, frutos do mar, risoto de camarão, tapas, empanadas ou tortas de legumes. Degustei com bastante ervas: herbáceo com herbáceo deu super certo. Lembrando sempre de manter a moderação para aproveitar o seu próximo vinho e descobrir maravilhas como a Sauvignon Blanc da África.

13/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:40

VINHOS ITALIANOS

Hoje nós vamos direto para a Itália, na região do Vêneto, para você que quer saber mais, só que hoje num contexto totalmente diferente: novas informações sobre essa famosa região do Vêneto, na Itália. E, mais uma vez, eu te desafio a saber qual é o vinho do Vale das Muitas Adegas. Mas e o Valpolicella, você conhece? É claro! Esse é o estilo de vinho mais famoso do Vêneto, sim, mas não o único. O Vêneto é a maior região em produção na Itália. São mais de 850 milhões de garrafas ao ano, e aqui tem o maior número de denominações de origem controladas. Os grandes vinhos clássicos se utilizam de uvas autóctones, que são as uvas regionais, como o Soave, um vinho branco muito popular, feito com as uvas autóctones Garganega e Trebbiano. Há também o vinho seco clássico da região, elaborado com as uvas Corvina, Molinara e Rondinella. Tem ainda o Amarone della Valpolicella: as mesmas uvas, porém parcialmente secas, dão um vinho mais complexo, encorpado e alcoólico, podendo chegar a 16 graus alcoólicos. O Recioto della Valpolicella é o vinho doce, com as mesmas uvas do Valpolicella. As uvas são secas e têm a fermentação interrompida, exatamente como se faz nos vinhos do Porto. O Valpolicella Ripasso é elaborado com os resíduos das uvas do Amarone. E, no Vêneto, encontramos ainda outros estilos de vinhos, como o Bardolino: as mesmas uvas do Valpolicella, porém vinhos mais leves, para consumo rápido e para harmonizar com um picadinho. E ainda o famoso Prosecco, de uvas do mesmo nome, perfeito para festas de casamento. O Brasil tem uma forte ligação com o Vêneto, porque é de lá que vieram os imigrantes italianos. Então, vamos prestigiá-los e descobrir essas grandes variedades e estilos de vinhos do Vêneto. Mas não são só esses sete estilos que eu citei hoje: são 2 DOCGs, 21 DOCs e 10 IGTs. São tantos estilos de vinho e tanta produção para atender os quase 5 milhões de habitantes da região, receber os 60 milhões de turistas ao ano e ainda exportar para todo o mundo. A capital do Vêneto é Veneza, e outras cidades famosas são Verona, a capital dos namorados, apaixonados como Romeu e Julieta. E, como eu sou também uma apaixonada, encontrei um vinho na Argentina que faz uma homenagem aos famosos Amarones. Feito no mesmo estilo, o nome é um trocadilho: de Amarone para Enamore, para os apaixonados e enamorados. Lembre-se de manter a moderação, claro, e, se beber, não dirija.

11/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:47

VINHO É SE AVENTURAR

Uma ótima manhã pra você que me faz companhia aqui no Música e Vinho. Quem vem primeiro? O vinho ou o prato? E você, escolhe primeiro o prato ou o vinho? Tudo bem se o momento for da comida, se a estrela é o objetivo de um prato especial — tranquilo, você pode escolher o vinho depois. Mas isso vem mudando. Há vários wine bars que têm o vinho como foco e cardápios que possam atender aos vinhos da carta. Desta forma, os chefes de cozinha dos wine bars buscam criar cardápios neutros e que tenham mil possibilidades de se harmonizar com as opções de vinhos. Eu acho super bacana. Escolher um vinho e depois escolher várias entradinhas pra brincar com a harmonização e testar várias opções que agradem ao seu paladar. Afinal, o bacana do vinho é se aventurar. E você, tá degustando o quê? Compartilhe comigo usando a hashtag Música e Vinho através das redes sociais.

10/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:08

UVA AGLIANICO

E uma excelente manhã para você, que me faz companhia aqui no Música e Vinho. A letra A, o asinho da garrafa, é para identificar a uva aglianico. Não sei se você se lembra, mas a aglianico é uma uva tinta da região da Campania, ao sul da Itália. E é a variedade de uva nativa mais antiga da Itália, responsável pelos vinhos Taurasi, de terroir vulcânico. A aglianico tem potencial comparado à Sangiovese, na Toscana, e à Nebbiolo, no Piemonte. A popularidade da aglianico é coisa mais recente, dos anos 90 para cá. Para ser Taurasi, tem que ter no mínimo 3 anos, sendo 1 ano de estágio em madeira. Já os atuais vinhos da uva aglianico não precisam, obrigatoriamente, passar por madeira. Degustei o Janari, que já estava aberto há uns dois dias. Dias totalmente esquecido, o vinho. Eu acho que é mais um que não agradou a maioria. Realmente, se você só tem o hábito de Cabernet Sauvignon e Malbec, fica mais complicado entender essas uvas diferentes. Enófilo tem que se aventurar. Chame os amigos de cobaia, devido ao custo do vinho. Se der certo, todo mundo vai amar. Se não der, considere só as risadas. Os vinhos de aglianico são tânicos, firmes, com bastante acidez e, por isso, são chamados de os Barolos do Sul. Ficam bons com carnes de temperos picantes, como pimenta e páprica. Você pode colocar também a harmonização com salames e queijos fortes. Os aromas lembram frutas vermelhas, como figo, e frutas vermelhas mais fechadas. Já perceberam que os vinhos, quanto mais fechados, são os mais intensos? Porque, na taça, quando se abrem, são encantadores. Aventure-se por mais uma uva aglianico, e eu quero saber o que você achou da sua degustação. É só compartilhar conosco usando a hashtag Música e Vinho através das redes sociais.

09/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:06

UVA PRIMITIVO

Será que o meu paladar é igual ao seu? Eu já sei que muita gente ama a uva primitivo, mas eu não. Mas, lancei o desafio de vocês me indicarem um vinho da uva primitivo que você amou e me dizer o porquê. Eu já tentei vários, juro. Vários produtores e até regiões e países. Tanto faz se Itália ou Estados Unidos, o açúcar residual e a falta de acidez e vivacidade não são compatíveis com o meu paladar. Não estou falando mal do estilo, só confessando que cada um tem um paladar. O que me agrada, não te agrada. E olha que tem uvas que eu torcio, nariz e, mesmo assim, não desisti. Ora ou outra eu tentava de novo e foi aí que passei a gostar da uva nerodávola, por exemplo, que eu achava totalmente legal. Totalmente dura. Já encontrei alguns bons exemplares, com as notas defumadas, taninos presentes sem ser tão duros e o final mais macio, embora tenha essa força na boca. Se você também tem alguma uva ou estilo de vinho que já tentou várias vezes, mas mesmo assim não gosta e outro que te surpreendeu após algumas degustações, conte pra mim, quero compartilhar com vocês aqui no Música e Vinho. Lembre-se sempre de manter a moderação e se beber, não dirija.

08/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:30

DRINKS COM VINHO

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07/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:31

VINHOS CHILENOS

Uma excelente manhã para você que curte o Música e Vinho, e hoje temos mais uma degustação horizontal. Desta vez, quatro vinhos da uva Carmenere, todos chilenos, e só assim é possível comparar e entender o quão diferentes podem ser os vinhos de uma mesma variedade. Por isso, não dá para falar que você não gosta de Carmenere se só provou um vinho desta uva. Existem Carmenere com prensagem mais leve das uvas, que dão vinhos mais leves e fáceis de beber no dia a dia, e outros mais complexos, com maceração prolongada e envelhecimento em madeira. Para lembrar algumas características desta uva: ela apresenta notas vegetais um pouco mais persistentes que a Merlot, além de pimenta negra, fruta negra, tabaco, baunilha e couro, e uma cor profunda e inconfundível. São raros os Carmenere franceses, então não resta dúvida de onde procurar os vinhos desta uva: no Chile mesmo. Para harmonizar, o Carmenere é uma excelente escolha para carnes vermelhas grelhadas, assados, cordeiros ou filés com pimentas e especiarias. Na degustação de hoje, destaque para o Larroia Gran Reserva, 100% Carmenere, e o Aquitania Reserva, com 85% Carmenere e 15% Cabernet Sauvignon. Ambos, com cerca de 10 meses de madeira, me encantaram, especialmente porque gosto de vinhos com mais persistência de boca, presença e intensidade. Para quem prefere vinhos mais leves, o Caliterra Aventura Carmenere é uma escolha bem correta e de excelente custo-benefício. E você também pode fazer essa degustação em casa, com os amigos, escolhendo uma única uva e experimentando diferentes vinhos para entender melhor as características de cada um. Cada gosto é diferente, e você vai escolher o que mais lhe agrada, lembrando sempre de manter a moderação para aproveitar plenamente o seu próximo vinho.

06/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:06

VINHOS BRANCOS

Se você já degustou Chardonnay, Sauvignon Blanc, Pinot Grigio, Riesling ou Gewürztraminer e quer descobrir novos vinhos brancos, o Verdicchio tem um destaque esperando por você. As garrafas desses vinhos, em formato de ânforas, da uva da região central da Itália, o Marche, são belíssimas. Degustei o Titulus Verdicchio, que apresenta coloração esverdeada, notas muito herbáceas lembrando alecrim e sálvia, cítricos de limão e um final de boca bem vegetal. Não é aquele branco óbvio, levinho; nada disso. É um vinho de acidez elevada, muito aromático, com final longo, fresco, médio corpo e bem seco. Ficou perfeito com gaspacho de tomate e creme de mascarpone. Harmonizei também com carpaccio de pão, polvo e uma massa com frutos do mar. Esqueci de destacar as notas de limão siciliano, amêndoas tostadas e maçã verde. Os aromas deste vinho são tão intensos que dá vontade de ficar explorando o olfativo por horas. Tem vinhos assim: já conquistam pelo aroma antes mesmo do primeiro gole. Vale muito se aventurar e conhecer o Verdicchio!

04/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:23

EXPERIÊNCIAS COM DEGUSTAÇÃO

Eu sou Kezia Giugni e vou te contar todas as minhas experiências de degustação. Olha como as coisas mudam de posição: a rabada, que tem origem em Portugal e na Espanha, era originalmente a sopa do rabo de boi, usada para aproveitar todas as sobras do animal, assim como a feijoada. Já foi comida de boteco rejeitada e hoje é um dos pratos valorizados nos melhores restaurantes e, claro, lá na casa da minha mãe. Existem várias receitas de rabada ao vinho, e para preparar bem o prato, escolha um tinto seco de qualidade, não vai estragar a sua rabada com vinho ruim, né? Para acompanhar, precisamos pensar nas cores intensas, na suculência do molho, na complexidade dos temperos, na maciez do cozimento e no sabor longo que a rabada deixa na boca. O vinho precisa ser encorpado, seco, com tanino bem presente, textura e estrutura, aqueles vinhos que podem ter passagem em madeira. Eu harmonizei com um espanhol bem intenso, feito com Garnacha e Tempranillo, mas poderia ser também um tinto do Alentejo, em Portugal, berço do corte de uvas como Alicante, Buchê, Trincadeira e Aragonês, ou ainda um corte do sul da França, no Rhône, com Grenache, Syrah e Mourvèdre. Sabores ricos pedem vinhos ricos, lembrando sempre de manter a moderação.

03/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:42

TERRA DO TEMPRANILLO

Da mais tradicional região vitivinícola da Espanha, a Rioja, vem o vinho Luis Canhas. A terra das tempranilhos, mas que usa também no corte as uvas ganacha e graciano, mas não admite ainda a entrada de cabernet sauvignon, merlot e outras uvas francesas. É uma forma de preservar o estilo da Rioja. Aliás, uma coisa mudou: antes, o DOC Rioja, que é bem grande, só mencionava no rótulo Rioja. E agora já destaca as sub-regiões Rioja Alta, Rioja Baixa e Rioja Alavesa, que têm diferenças de terroir e altitude. E já começam também a ser aceitos destaques no rótulo mencionando as comunidades, os vilarejos ou os vilagens onde os vinhos são produzidos, para valorizar cada região. Degustei o Luis Canhas Crianza, que tem 95% de tempranilo e 5% da uva ganacha, de vinhedos com idade média de 30 anos. Já mostra uma força de raiz que busca nutrientes a fundo e que expressa no vinho intensidade e força, desde a coloração até ao paladar. Passa 18 meses em carvalho, exatamente como determina a classificação de envelhecimento na Espanha para ser um Rioja Crianza. Na boca, tem notas de morango, um pouquinho de baunilha, muita madeira, é claro, e um aceto balsâmico. De taninos redondos e bom retrogosto, é um vinho super gastronômico. O Luis Canhas Crianza pode ser harmonizado com um churrasco com batatas assadas, pode ser mandioca frita também ou um cozido de carnes com legumes, lembrando sempre, é claro, de manter a moderação.

02/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:55

FEIRA WINE SOUTH AMERICA

E parece que a feira internacional Wine South America fez o mercado de vinhos nacionais balançar. Os vinhos já estavam ali na prateleira, me olhando, te seguindo, tentando nos seduzir, mas eu passava, olhava e não via. Mais uma vez, o preconceito com os vinhos brasileiros me afastou de conhecer maravilhosos rótulos, como o Dom Cândido, da vinícola do mesmo nome. A vinícola é pequena, na região de Vale dos Vinhedos, e até 2015 era comandada pelo próprio senhor Cândido. Produz vinhos e sucos de uva. Degustei o Dom Cândido Autêntico Petit Verdot. Essa linha Autêntico tem três varietais: um Cabernet Sauvignon, um Merlot e o Petit Verdot. E é claro que eu preferi começar pelo diferente, a uva Petit Verdot. A “pequena verdinha” tem origem em Bordeaux, é muito usada em cortes; inclusive, entra no assemblage de Château Margaux e Latour, os ícones de Bordeaux. Chama-se “pequena verdinha” porque é difícil de amadurecer no clima de Bordeaux, mas, em países mais quentes, tem surpreendido os especialistas — e me surpreendeu mesmo. O Dom Cândido Petit Verdot tem uma coloração intensa e é simplesmente perfeito em nariz e boca. Quase não consegui entender o que eu degustava, porque foi muito superior à minha expectativa. A Petit Verdot ganhou o merecido destaque em um vinho 100% Petit Verdot e mostrou toda sua força, potência e elegância. Superestruturado e bem sutil no carvalho, foram só cinco meses, o suficiente para não mascarar a identidade real da uva, apresenta notas de frutas negras mescladas às vermelhas. Que persistência gostosa, bom preço, e o nosso vinho brasileiro Dom Cândido Petit Verdot. Lembre-se sempre de manter a moderação para aproveitar novos vinhos com o Dom Cândido.

01/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:06

VIDEIRAS

Você já deve ter ouvido falar que as videiras precisam sofrer para ter boas uvas. É que, quanto mais ela luta para buscar água no solo, mais ela absorve nutrientes da terra e mais força ganha em cada caixa. Chuva boa para a videira é no período de outono, inverno e início de primavera, quando ela está invernando e dá início ao período de brotação. O ideal é mais ou menos 680 milímetros de chuva ao ano. No verão, só o sol já basta, já que sol e chuva pode aumentar o risco de fungos e diminuir o processo de maturação. Na Europa, países como Portugal, Espanha e Itália já conseguiram autorização para irrigar seus vinhedos, assim como acontece no novo mundo, por gotejamento. As entidades que regulamentam a viticultura na Europa entendem, ainda, que qualidade é mais importante que quantidade, já que videiras irrigadas produzem maior quantidade, mas, se equilibrado, como no novo mundo, conseguem bons resultados. E quais nutrientes são esses que a videira precisa? O que muda no meu vinho? Um dos nutrientes é o fósforo, que ajuda no crescimento e desenvolvimento da planta; o potássio, que ajuda na maturação das uvas e crescimento dos cachos; e o cálcio, que também atua no crescimento dos ramos e raízes e contribui para o desenvolvimento da planta, além de outros nutrientes como zinco, manganês, ferro, cobre, enxofre e nitrogênio. E aí, na busca do equilíbrio e análise do campo, que entra um trabalho imenso do enólogo e de todos os viticultores. É uma interação entre homem e natureza e o equilíbrio do uso de conhecimento para se obter o melhor da planta e da terra. Videiras sem nutrientes ou com excesso de água resultam em uvas diluídas, em caixos duros e extremamente ácidos. Por isso, vale lembrar que vinho é o resultado da transformação do açúcar em álcool a partir de uvas sadias. A sanidade das uvas resulta em bons vinhos. Lembre-se sempre de manter a moderação, claro, e, se beber, não dirija.

31/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:22

EXPERIÊNCIAS DE DEGUSTAÇÃO

Vou te contar todas as minhas experiências de degustações. Olha como as coisas mudam de posição: a rabada, que tem a sua origem em Portugal e na Espanha, era a sopa do rabo de boi, usada como aproveitamento de todas as sobras das partes do animal, tipo a feijoada. Já foi comida de boteco rejeitada e hoje é um dos pratos agraciados nos melhores restaurantes e lá na casa da minha mãe. Tem várias receitas de rabada ao vinho. Escolha um tinto seco de qualidade. Não vai estragar o seu prato com vinho ruim, né? E, para acompanhar, vamos pensar em cores intensas, a suculência do molho, a complexidade de vários temperos, a maciez do cozimento e o sabor longo que a rabada deixa na boca. O vinho precisa ser mais encorpado, então: um tinto seco, com tanino bem presente, textura e estrutura, aqueles vinhos mais encorpados, e pode ter passagem na madeira. Eu harmonizei com um espanhol bem intenso, da uva garnacha com tempranilo, mas poderia ser também um tinto do Alentejo, em Portugal, berço do corte das uvas alicante, buchê, trincadeira e aragonês, ou ainda um corte do sul da França, no Rhone, com grenache, sirra e mouvedre. Sabores ricos harmonizados a vinhos ricos, lembrando sempre de manter a moderação.

30/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:43

LENDAS DO MUNDO DO VINHO

Eu adoro as lendas do mundo do vinho. Conta-se que, no século XII, os monges da ordem de cartucha, os mesmos do vinho português cartucha famoso, procuravam um lugar para construir um novo mosteiro. Encontraram um pastor que lhes informou sobre um lugar onde os anjos subiam aos céus por uma escada. Construíram, exatamente nesse local, o mosteiro chamado Scaladei. E plantaram vinhas e elaboraram vinhos. Ao redor do mosteiro nasceu o vilarejo Scaladei. Mais tarde, a região ficou conhecida como priorat, ou priorato, que significa comunidade religiosa. Para entender melhor a região, a denominação de origem controlada priorat, que faz parte da Catalunha. Essa é uma região que cultiva uvas no estilo garnacha tinta e carinhenha. Elabora vinhos clássicos, de aromas de cereja em calda. Os vinhos do Priorato costumam estagiar pelo menos 12 meses em Carvalho. O Priorato recebeu a denominação de origem de qualidade, o título máximo de denominação espanhola. A região tem produzido vinhos espetaculares, potentes, concentrados e longevos. Lembrando que a Catalunha tem baixa produtividade pela condição climática de baixo índice pluviumétrico. São vinhos de coloração intensa, boa textura e taninos afinados. Um dos principais produtores chama-se Álvaro Palácios. Se você também busca novidades, experimente um espanhol do Priorato, porque Espanha não é só tempranilo.

27/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:51

VINHOS CHILENOS

E uma ótima manhã pra você que curte música e vinho. O Chile é o país símbolo da uva carmener, e todo mundo já conhece a história de que a carmener era plantada como merlot, por engano, até ser descoberta a real origem da uva carmener, já na década de 90. As mais antigas uvas carmener estão plantadas no vale de Almaue, que pertence a Cachapoal. As videiras de carmener estão plantadas desde 1945. São vinhas de mais de 70 anos; por isso, o vale do Almaue é considerado berço original da carmener no Chile. A vinha Close de Luz é uma casa que busca resgatar a cultura vitivinícola do Chile e está localizada exatamente nessa região. O vinho Maçal, 1945, da uva carmener. Carmener traz toda essa cultura e expressão. É um vinho tinto, elegante e potente, com altas notas herbáceas, típico da uva Carmener. Tem ainda uma cremosidade, com toques de chocolate e tabaco. A vinha Close de Luz tem ainda o vinho azul da garnacha, totalmente diferente da uva Carmener. A uva garnacha é bem mais leve, com notas florais: um vinho mais vibrante, para acompanhar pratos com molhos e temperos herbáceos e frescos. O vinho azul da garnacha recebeu 93 pontos no guia Descorchados, da safra de 2015. Tem muita novidade no Chile para você degustar

26/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:38

ARTE DA TANOARIA

Uma excelente manhã para você, apaixonado por todos os assuntos relacionados ao mundo do vinho, e hoje vamos à arte da tanoaria. Tanoa significa carvalho, e é daí que vem o ofício artesanal e ancestral da arte da tanoaria, que é a elaboração dos famosos barris de vinho. A atividade cresceu junto com o mercado e a cultura vinícola no mundo e é passada de geração em geração. Historicamente, desde 200 anos antes de Cristo, a ânfora de argila começou a ser substituída pelos barris de madeira. No início, o objetivo era apenas o transporte e o armazenamento, mas, hoje, os barris de carvalho são verdadeiros instrumentos enológicos. O formato arredondado facilitou o transporte, já que era possível colar o barril. A madeira mais utilizada é o carvalho em todo o mundo, porque é a madeira que apresenta a melhor porosidade, que possibilita a micro oxigenação, super importante para a troca de aromas do vinho. Além disso, o carvalho tem também uma impermeabilidade, maleabilidade para se trabalhar e elaborar as varricas de carvalho, além de resistência, podendo durar até 100 anos, e é precisa para o transporte. Durante o processo de elaboração dos barris de carvalho, uma das partes super importantes, que vai aparecer no seu vinho, é a tosta do barril de carvalho. A tosta pode ser alta e proporcionar aromas que lembram chocolate, defumado e especiarias. A tosta pode ser média, com aromas de baunilha e carvalho, ou leve, com baunilha e coco, aromas mais adocicados. Outro fator importante que vai aparecer no seu vinho é a idade da madeira. Quanto mais jovem a madeira, maior o impacto de aromas no seu vinho. O tamanho das barricas também é importante: o padrão é 225 litros, e, quanto menor o barril, maior ele influencia no estilo do seu vinho. O uso do barril de carvalho influencia a regulamentação da classificação de vinhos na região da Rioja, na Espanha, por exemplo. A classificação é feita baseada no envelhecimento da madeira. Já falamos sobre esse assunto, mas, só para lembrar, os vinhos mais jovens podem ter. A arte da tanoaria influencia também na paleta de cores, tanto dos vinhos brancos quanto dos vinhos tintos, na estrutura e na textura dos vinhos. Pode variar nessa evolução de aromas e também no sabor do seu vinho. Por trás de cada barrica, há a história, uma longa história e uma infinidade de pequenos e grandes detalhes que podem fazer a diferença no resultado final de um vinho. Esta é a arte da tanoaria.

25/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 3:09

SOUVIGNON BLANC

Vamos começar mais um Música e Vinho. A Toscana no meio do Chile, já imaginou? É o conhecimento da família Antinori no Vale do Maipo para desenvolver a vinha Aras de Pirque. A vinícola tem o formato de uma ferradura de cavalos, para expressar a paixão da família pelos cavalos de puro-sangue inglês. A vinícola é símbolo de grandes vinhos chilenos, como o Alba Clara Sauvignon Blanc, que degustei no evento Wines of Chile Luxury Tasting. E a surpresa foi muito boa desde a primeira impressão aromática. Notas herbáceas de folha cortada, que lembravam folha de cajueiro, que eu adoro e faz parte da minha memória olfativa de infância. Que super Sauvignon Blanc do Vale do Leida! Que, aliás, é uma das principais regiões para Sauvignon Blanc. O vinho traz toda a expressão da Sauvignon Blanc, com muita pureza de frutas, um volume de boca com as notas de maracujá em flor, a mineralidade na sua vibração do primeiro gole e o herbáceo das folhas de cajueiro, integradas a um manjericão que me fez salivar. É a acidez da Sauvignon Blanc que saliva e traz a gastronomia à mente. Um peixe ao molho de ervas vai super bem com o top chileno Alba Clara Sauvignon Blanc.

24/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:31

UVA SYRAH

Saint Joseph, ou traduzindo, São José, o esposo de Maria, teve sua aparição como santo no sul da França e originou o nome de uma das mais famosas apelações do Rhone, os vinhos no estilo Saint Joseph. Originalmente, só produzia vinhos tintos da uva Syrah. Essa é a maravilha aos amantes da uva Syrah. Mas, em 1979, foi permitida a introdução de até 10% de uvas brancas, como Marsanne e Roussane. Mesmo assim, ainda produz vinhos intensos, de coloração bem profunda. Muito aromáticos, a frutas maduras, especiarias e baunilha. Não se deve esperar dos Saint Joseph menos que taninos suaves e sedosos e longa persistência. São, normalmente, vinhos canudos gastronômicos para acompanhar caças e queijos intensos. E um dos produtores mais conhecidos a produzir vinhos no estilo Saint Joseph é o famoso Gigao, que você já deve ter visto. Os rótulos de Gigao destacam muito bem cada apelação. Além das apelações de Coturron e Cotroti, que você já pode ter provado, que tal experimentar um diferente, o Saint Joseph? Mais uma sugestão de vinhos para você continuar a explorar e se inspirar. E eu quero saber o que você está degustando, é só compartilhar conosco, usando a hashtag música e vinho, nas redes sociais.

23/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:34