Música e Vinho | Morena FM - Easy | Cadena

Episódios

SOUVIGNON BLANC DA ÁFRICA DO SUL

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música, no ar: Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. E se você gosta de vinhos, Música e Vinho é pra você. A África do Sul é o nosso tema de hoje. E, normalmente, nós lembramos da uva tinta Pinotage, mas o país é especialista em duas uvas brancas também: a Chenamblã e a Sauvignon Blanc. As encostas montanhosas da região da Cidade do Cabo têm clima do Mediterrâneo europeu, ideal para o cultivo das videiras. O país é hoje o nono maior produtor de vinhos, com 340 vinícolas e 450 milhões de litros de vinhos exportados. Quarenta por cento da produção total é da uva branca Chenamblã, mas a Sauvignon Blanc se destaca com uma acidez e frescor comuns da uva, porém com aromas não tão tropicais como o Sauvignon Blanc da América do Sul, um pouco mais cítrico, vegetal, mineral, fechado, porém elegante. Poucas uvas do mundo conseguem ser tão versáteis e mudar de expressão em cada diferente terroir onde é plantada como a Sauvignon Blanc. Na África do Sul, a Sauvignon Blanc recebe também os nomes de Savanã, Mosquê e Fumé Blanc. E a minha “uva bossa nova” combina com pratos como peixe com limão, frutos do mar, risoto de camarão, tapas, empanadas ou tortas de legumes. Degustei, e com bastante ervas! Herbáceo com herbáceo deu super certo. Lembrando sempre de manter a moderação para aproveitar o seu próximo vinho e descobrir maravilhas como o Sauvignon Blanc da África do Sul.

10/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:40

VALPOLICELLA

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Hoje nós vamos direto para a Itália, na região do Vêneto. Para você que quer saber mais, só que hoje, num contexto totalmente diferente, novas informações sobre essa famosa região do Vêneto, na Itália. E mais uma vez, eu te desafio a saber: qual é o vinho do Vale das Muitas Adegas? Mas, se eu disser Valpolicella, você conhece, é claro! Esse é o estilo de vinho mais famoso do Vêneto, sim, mas não o único. O Vêneto é a maior região em produção na Itália: são mais de 850 milhões de garrafas ao ano, e aqui há o maior número de denominações de origem controladas. Os grandes vinhos clássicos se utilizam de uvas autóctones, que são as uvas regionais, como o Soave, um vinho branco muito popular, feito com as uvas autóctones Garganega e Trebiano. O vinho seco clássico da região é elaborado com as uvas Corvina, Molinara e Rondinella. Tem ainda o Amarone de Valpolicella, as mesmas uvas, porém parcialmente secas. Dá um vinho mais complexo, encorpado e alcoólico, podendo chegar a 16 graus alcoólicos. O Recioto de Valpolicella é o vinho doce, com as mesmas uvas do Valpolicella. As uvas são secas e têm a fermentação interrompida, exatamente como se faz nos vinhos do Porto. O Valpolicella Ripasso é elaborado com os resíduos das uvas do Amarone. E, no Vêneto, encontramos ainda outros estilos de vinhos, como o Bardolino, com as mesmas uvas do Valpolicella, porém vinhos mais leves, para consumo rápido e para harmonizar com um picadinho. E ainda o famoso Prosecco, de uvas do mesmo nome, perfeitos para festa de casamento. O Brasil tem uma forte ligação com o Vêneto, porque é de lá que vieram os imigrantes italianos. Então, vamos prestigiá-los e descobrir essas grandes variedades e estilos de vinhos do Vêneto. Mas não são só esses sete estilos que eu citei hoje: são 2 DOCGs, 21 DOCs e 10 IGTs. Tantos estilos de vinho e tanta produção para atender os quase 5 milhões de habitantes da região, receber 60 milhões de turistas ao ano e ainda exportar para todo o mundo. A capital do Vêneto é Veneza, e outras cidades famosas são Verona, a capital dos namorados apaixonados, como Romeu e Julieta. E como eu sou também uma apaixonada, encontrei um vinho na Argentina que faz uma homenagem aos famosos Amarones. Feito no mesmo estilo, o nome é um trocadilho: de Amarone para Enamore, para os apaixonados e enamorados. Lembre-se de manter a moderação, claro e, se beber, não dirija.

08/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 2:47

QUEIJOS E VINHOS

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Queijos, pães e vinhos. Um produto com mais de quatro mil anos: o queijo. Outro, com doze mil anos: o pão. E o vinho, com oito mil anos. São três elementos que se integram na sua mesa, mais conhecida como “queijos e vinhos”, mas eu nunca vi uma mesa de queijos e vinhos sem os pães. Já pensou um pão recheado com queijo e um vinho para acompanhar? Que delícia! E o que mais esses três elementos têm em comum? O processo de fermentação. Sabe que alguns vinhos, como o espumante, têm aromas de pães, principalmente os pães franceses? E os três elementos se encontram em várias situações. O pão também é usado para limpar o paladar entre as degustações de diferentes vinhos. E o vinho branco é usado para fazer pão! Pão com azeitona, bacon e queijo... Já experimentou um croissant? Croque-croque na massa e cremoso por dentro, com um espumante cheio de croque-croque na perlage e cremoso em boca. No verão, uma salada com queijo de cabra, azeite e focaccia, outro tipo de pão, para harmonizar com um vinho branco da uva Pinot Grigio. E no inverno, ou nos dias mais frescos, uma sopa com pedaços de pão, ou aquela servida no próprio pão italiano, e um belo Sangiovese italiano para harmonizar e finalizar. Desde a Grécia Antiga, os homens se reuniam para recitar poemas, comer pão e queijos, e beber vinhos. Se você tiver pão, queijos e vinhos, a harmonização está quase perfeita. Para encerrar, só falta música mesmo. Lembre-se: se beber, não dirija. Beba com moderação.

07/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:44

TORRONTÉS

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Uma excelente manhã para você! Seja bem-vindo a mais um Música e Vinho. Já ouviu falar da uva Torrontés? É uma uva de corpo leve, acidez alta e aromas intensos. A origem é na Galícia, na Espanha, porém o sucesso é todo na Argentina. Ah, e ela é diferente da uva Moscatel. A região de Cafayate, na Argentina, é a principal produtora de Torrontés. Dá vinhos brancos aromáticos, bem perfumados, com aromas florais que lembram flor de laranjeira, ervas e especiarias como orégano, além de mel. É um vinho jovem, fresco e, na maioria das vezes, sem nada de madeira. Os aromas antecipam um vinho doce, como um Gewürztraminer, mas na boca a acidez refresca. Harmoniza super bem com pratos indianos, chineses, tailandeses e japoneses. Já experimentou o argentino Crios de Susana Balbo? Ela é uma especialista em Torrontés. Susana Balbo é uma das mulheres mais influentes do mundo do vinho. Trabalhou, ao longo de seus 30 anos de carreira, em bodegas como Catena Zapata e já foi presidente da Wines of Argentina. Hoje, seus filhos José e Ana ajudam a continuar a sua própria vinícola, Susana Balbo Wines. Experimente o Torrontés de Susana Balbo, mas lembre-se: mantenha a moderação.

06/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:28

CHATEAU STE. MICHELLE RIESLING

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Antes mesmo de gravar, eu já postei e comentei muito sobre uma vinícola que eu gosto demais, nos Estados Unidos, na região noroeste, no estado de Washington: a Chateau Ste. Michelle. Ela tem vinhos de excelente custo e qualidade indiscutível. E o mais legal é que eles unem música e vinho! Durante o verão americano, até o dia 15 de setembro, eles seguem com vários concertos na vinícola, e já sabemos que música combina com vinho. As apresentações vão de Ben Harper a Pink Floyd. Conheci a vinícola em 2016 com o Cabernet Sauvignon e, depois, degustei várias outras uvas. Mas só agora tive a oportunidade de provar o Riesling, o mais vendido do mundo. O Chateau Ste. Michelle Riesling, do Vale de Columbia, é super refrescante e crocante, com aromas de maçã verde e um mineral bem gostoso. Agrada a todos, porque não é muito seco nem muito mineral, o que o torna fácil de beber, mas mantém todas as características de qualidade da uva Riesling. Harmonizei com vieiras ao yuzu, vieiras frescas e cruas, com muito frescor, toque salgadinho e o azedo intenso do molho de yuzu, que é uma compota, uma conserva de limão. Você também pode harmonizar com frutos do mar, frango, queijos frescos, comida japonesa, enfim, todos os pratos leves e refrescantes. A vinícola tem mais três rótulos de vinhos brancos feitos com a mesma uva Riesling: o Heroica, o Cold Creek e o Colheita Tardia. A Chateau Ste. Michelle foi eleita em 2012 como Produtor do Ano dos Estados Unidos, em 2011 como a marca mais admirada, em 2013 como a Vinícola do Ano do Pacífico, e está sempre entre os Top 100 da Wine Spectator. Comemorando mais de 50 anos, a vinícola segue unindo as tradições do Velho Mundo às tecnologias do Novo Mundo. Até pouco tempo se dizia que grandes vinhos americanos eram apenas os californianos. Quer arriscar um vinho de Washington? Que tal começar com o Chateau Ste. Michelle? E lembre-se sempre: mantenha a moderação para aproveitar o seu próximo vinho e descobrir rótulos maravilhosos como o Chateau Ste. Michelle Riesling.

05/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 2:20

UVA AGLIANICO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música & Vinho, com a sommelier Kezia giugni. O sul da Itália não para de nos surpreender, desta vez, com a uva Aglianico, do grego Eleanico, que significa “o que vem da Grécia”. Uma uva tinta que se destaca na região sul da Itália desde o século VII antes de Cristo, em solos vulcânicos do Monte Vultur, no triângulo entre a Puglia, Campania e Basilicata. As características da uva Aglianico são intensidade e concentração de cor, alto nível de acidez e de taninos, o que permite envelhecimento e amadurecimento. Degustei o Colepetrito Aglianico, com dez dias de maceração e remontagem diária, para extrair ainda mais potencial do vinho, mais extratos. Tem notas de chocolate, especiarias e café, e uma boa persistência. Os aromas vêm do terroir vulcânico e do envelhecimento em barris de tosta média. É um vinho ideal para queijos temperados, carnes vermelhas, massas e pratos suculentos, como cordeiro, bem estruturado, envolvente e persistente. Alguns vinhos da uva Aglianico são tão encorpados, austeros e persistentes, que são comparados aos vinhos Barolos, produzidos ao norte da Itália. Por isso, os Aglianicos ganham também o apelido de “Barolos do Sul”. Mais uma sugestão de vinhos para você descobrir, lembrando sempre de manter a moderação.

04/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:39

COLINAS DE PROSECCO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. E uma ótima manhã pra você, que quer saber mais sobre o mundo do vinho! Mais uma região vinícola recebeu o título de Patrimônio da UNESCO. Desta vez, foram as colinas de Prosecco. Os Proseccos são os vinhos italianos mais consumidos no mundo. O título foi dado em 7 de julho de 2019. A indicação italiana foi aprovada por unanimidade, garantindo os 21 votos dos Estados-membros. As colinas de Conegliano e Valdobbiadene são de uma beleza única. Mas afinal... Prosecco é uva, é estilo ou é denominação de origem? Os primeiros limites demarcados são de 1930, ao nordeste da Itália, abrangendo cidades como Treviso, Veneza, Vicenza, Padova, Belluno, Gorizia, Trieste, Pordenone e Udine, para a denominação de origem Prosecco. Então, Prosecco é uma denominação de origem. Mas Prosecco também era o nome da uva. Só que, em 2009, a uva branca Prosecco passou a se chamar Glera. O vinho deve ter 85% da uva Glera, e os demais 15% podem ser compostos por Chardonnay, Pinot Bianco, Pinot Noir e outras uvas regionais. Prosecco também é um estilo de vinho. São espumantes elaborados pelo método Charmat, quando a segunda fermentação acontece em tanques, e não individualmente na garrafa, como acontece na região de Champagne. Prosecco é, então, denominação de origem, já foi o nome da uva, e continua sendo um estilo de vinho.

03/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:51

VINHOS SUIÇOS

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. E uma ótima manhã pra você, que é apaixonado por vinhos! Vinhos suíços... Eu nunca degustei. E você? Mas só pelas paisagens das vinhas da região de Lac Léman, já me deu vontade de encontrar um vinho suíço pra conhecer. O Lac Léman é o maior lago da Europa Ocidental e tem um clima muito particular. Está protegido do frio de inverno, pois o lago e os muros de pedra armazenam calor, e, no verão, o próprio lago ajuda a refrescar. A exposição solar é de nascente, o que é propício à viticultura. São duas as regiões mais importantes dos vinhos na Suíça: La Côte e Lavaux. La Côte quer dizer “encosta”, pela sua localização em uma suave colina. Produz vinhos brancos como os da Europa, de uma uva de coloração dourada, lembrando a Chardonnay, e aromas de frutas como pêssego, maçã, além de nozes e mel. Perfeito para um fondue de queijos ou massas com molhos brancos. Além da Chasselas, a região produz ainda vinhos com as uvas Chardonnay, Müller-Thurgau, Sylvaner, Pinot Gris e tintos mais leves, como Pinot Noir e Gamay. A outra região vinícola da Suíça é Lavaux, considerada Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO desde 2007. O motivo de tal título são as paisagens incríveis dos vinhedos. Dizem sobre a região de Lavaux que ela tem a sorte de amadurecer sob um sol triplo: um sol que vem de cima, generoso e acolhedor; um sol que vem de baixo, reflexo do lago espelhado; e um sol retido nos velhos muros de pedra, que é liberado à noite.

01/11/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:57

UVA SYRAH

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música & Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Cada região da França é cheia de pequenas aldeias, e todas têm a sua particularidade, como Vansobre, que fica a 40 km ao norte da famosa região vinícola de Châteauneuf-du-Pape. Vansobre é especial para a produção de vinhos elaborados a partir da uva Syrah. Degustei o Vansobre do vinhedo Le Cornu, da Família Perrin, proprietária do ícone Château de Beaucastel. O Vansobre da Família Perrin tem 50% de Syrah e 50% da uva tinta Grenache, plantadas em socalcos de mais ou menos 300 metros, em um terroir bem pedregoso. Cada uva é vinificada separadamente: a Grenache em inox, e a Syrah em tanques de madeira. Depois, só a Syrah envelhece em carvalho por um ano. Ganhamos, assim, um vinho fino, intenso, com notas de violeta, carne defumada, amoras e café, com muita fruta madura e toques de especiarias. Super gastronômico! Harmonizei o meu Vansobre da Família Perrin com um filé au poivre, que ficou perfeito. Ótimo Vansobre pra você!

31/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:22

VINHO SEM SAFRA

E que bom ter a sua companhia em mais uma manhã para falar de música e vinho! Hoje, vamos falar sobre os vinhos sem safra. Na hora de escolher um vinho, você já decidiu o estilo, o país, a uva, o preço... e ainda tem a safra! Mas olha só como tudo na vida envolve escolhas: se você for comprar um simples presunto, tem que escolher se é de peru ou de porco, a espessura, a quantidade, o defumado... entendeu? Então, não é só o vinho, o vinho também exige escolhas. Os vinhos têm no rótulo o ano em que a uva foi colhida. O ciclo da videira é de um ano, e o desenvolvimento da uva pode mudar de acordo com as condições climáticas. Por isso vem o ano: a safra é bem importante. Os vinhos não safrados são apenas os vinhos do Porto, Champanhe e Jerez, que podem, podem fazer mesclas de safras, e só destacam uma única safra quando acontece um ano excepcional. Aí, ele recebe o nome de vintage. Nos demais casos, precisa ter a safra, sim. Vinhos brancos e rosés, por exemplo, precisam ser bem jovens, entre dois e três anos, no máximo. Para os vinhos em geral, tem exceções, mas são poucas. E os vinhos tintos, na maioria, entre quatro e cinco anos no máximo também. Mas precisa ser o vinho certo, se for de cinco ou seis anos, ainda há exceções, mas são poucas. Se achar um vinho barato, sem madeira e sem safra... desconfie. E foi o que aconteceu: chegou às minhas mãos um Pinot Noir. Na descrição dizia que o vinho era bem jovem, mas não tinha safra. O vinho já estava oxidado. Desconfie dos vinhos sem safra.

30/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:49

VINHO E CHOCOLATE

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Quem ouve pensa que sou chocólatra, já que cito vinho e chocolate fora da Páscoa várias vezes ao longo do ano. E, se harmonizar vinho e chocolate é considerado um desafio... eu adoro desafios! E já que vai rolar uma degustação de vinhos e chocolates, comecei a testar várias harmonizações. O primeiro é o chocolate branco. Testei um brigadeiro de chocolate branco com castanhas brasileiras, tipo macadâmia. Ficou perfeito com espumante e Moscatel branco, unindo a superdoçura dos dois elementos. Em seguida, harmonizei o chocolate ao leite. Coloquei com frutas: chocolate com morango ou com physalis. A acidez da fruta, com a doçura do chocolate, forma um delicioso contraponto, e se complementam com um belo vinho do Porto. Por último, um assemblage de três chocolates: um creme com três tipos, massa de biscoitos intercalando camadas de chocolate ao leite, chocolate amargo e chocolate branco. Tudo junto e misturado vira um verdadeiro assemblage de chocolates, com uma boa complexidade de sabores e aromas. Chocolates são intensos em boca e precisam de vinhos mais encorpados e complexos para harmonizar. Você pode testar em casa um vinho do Porto, um Colheita Tardia, um Sauternes ou ainda um belíssimo Amarone. Precisa de convite? Vinho e chocolate... é só testar e harmonizar! Lembrando sempre: mantenha a moderação para aproveitar cada nova degustação.

29/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:41

COLLE PETRITO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. O dia estava muito quente e eu estava sem companhia para tomar um vinho. Todos procuravam uma bebida para gelar, para refrescar, e eu concordei. Mas, depois de alguns minutos, minhas papilas gustativas pediram um vinho, e lá fui eu a mais um desafio: agradar a quem não era tão fã de vinho e, para completar, ao meio-dia, em um calor imenso. Os pratos eram linguiça suína com ervas, bife de angus e carneiro assados. Escolhi o país dos vinhos mais gastronômicos: a Itália. Decidi por álcool mais baixo, apenas 12%, que permite gelar um pouco mais o vinho sem amargar. Escolhi um vinho tinto para acompanhar as carnes e, depois, o preço que, aliás, era o vinho mais barato da carta. Um vinho jovem chamado Colle petrito Rosso. Rosso, tinto e italiano. O vinho agradou em cheio, porque é um estilo muito simples e fácil de beber, com notas aromáticas de chá preto, frutas vermelhas e orégano. E era exatamente o aroma de orégano, que é uma especiaria que dá muita vontade de comer,que tornou perfeita a harmonização, já que a linguiça tinha ervas, entre elas o orégano. O Colle petrito Rosso é feito com a uva Montepulciano. Essa é a segunda variedade mais plantada na Itália, atrás somente da uva Sangiovese. A Sangiovese, ao lado da Syrah, são as duas uvas que formam belos assemblages com a Montepulciano. Desafio concluído. Só ouvia as descrições: “acidez boa”, “o sabor combina com a comida”, “vinho equilibrado, de médio corpo, macio, melhor ainda com a comida”, e por aí vai. Desafio concluído. Consegui agradar a turma. Lembre-se sempre: se beber, não dirija.

28/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:57

MENDOZA

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Do famoso produtor Família Zuccardi, você encontra a linha Santa Júlia, com vários vinhos varietais, aqueles vinhos de uma uva só: 100% Cabernet Sauvignon, 100% Malbec ou 100% Tempranillo. São vinhos argentinos de Mendoza, simples, gostosos e baratos. Degustei o Santa Júlia Tempranillo. A uva Tempranillo, aliás, foi trazida pra Argentina pelos colonizadores espanhóis. Os vinhos dessa uva, quando jovens e frescos como o Santa Júlia Tempranillo, mostram muitas frutas vermelhas, como framboesas e amoras. Na Espanha, é muito usada nos vinhos da Rioja, onde produz vinhos mais sérios, amadurecidos e evoluídos em carvalho. Já na Argentina, o estilo é mais simples, por isso, não espere grandes aromas ou complexidade nos Tempranillos argentinos. Apenas abra em qualquer dia, para curtir com os amigos e uns embutidos, queijinhos, filés, uma massa simples, e deixe fluir. E não se esqueça da água para acompanhar a sua degustação. A água hidrata, limpa o paladar entre um vinho e outro e deixa a sua experiência fluir. Lembrando sempre: mantenha a moderação para aproveitar novos e diferentes vinhos.

27/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:24

UVA GEWÜZTRAMINER

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni E uma excelente manhã para você! Obrigada pela sua companhia de sempre. A gente acha que já falou sobre tudo, né? Mas depende do contexto e da percepção de cada um. Por exemplo: a uva Gewürztraminer, de origem francesa — e que eu já falei por aqui — dá origem a vinhos brancos feitos de uma uva que é, curiosamente, totalmente rosada. Quando penso em Gewürztraminer, a primeira ideia que me vem à cabeça são os aromas florais. Mas, para minha amiga Elie, eles são vinhos temperados. E “Gewürz”, em alemão, significa literalmente tempero — nem eu lembrava disso! A uva Gewürztraminer produz mesmo vinhos com toques picantes, aromas de lichia, rosas, manga e especiarias como cravo. Você acertou, minha amiga — o vinho é literalmente temperado com várias famílias aromáticas. Essa uva não é muito conhecida, mas é plantada em países como Alemanha e França, especialmente na Alsácia, e já faz sucesso também nos Estados Unidos, Austrália, Chile, Nova Zelândia e aqui no Brasil. Eu tenho um carinho especial por essa uva, porque já passei um dia todo colhendo e comendo Gewürztraminer aqui mesmo no Brasil. Os vinhos dessa uva têm coloração dourada, boa acidez e são super aromáticos. Formam uma bela parceria na harmonização com comidas bem condimentadas, como as indianas, chinesas e tailandesas. A Gewürztraminer produz, além de vinhos brancos secos, alguns brancos de sobremesa com colheita tardia — e esses vinhos são ótimos acompanhamentos para sobremesas à base de frutas ou iogurte com chocolate. E lembre-se: mantenha a moderação. Se beber, não dirija.

25/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:52

LUIS CAÑAS

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni Da mais tradicional região vitivinícola da Espanha, a Rioja, vem o Vinho Luis Cañas. A terra das Tempranillos, mas que usa também no corte as uvas Garnacha e Graciano, e que ainda não admite a entrada de Cabernet Sauvignon, Merlot e outras uvas francesas. É uma forma de preservar o estilo da Rioja. Aliás, uma coisa mudou: antes, o DOC Rioja, que é bem grande, só mencionava no rótulo “Rioja”. Agora, já destaca as sub-regiões Rioja Alta, Rioja Baixa e Rioja Alavesa, que têm diferenças de terroir e altitude. Já começam também a ser aceitos destaques no rótulo mencionando as comunidades, os vilarejos — ou villages, onde os vinhos são produzidos, para valorizar cada região. Degustei o Luis Cañas Crianza: tem 95% de Tempranillo e 5% de Garnacha, de vinhedos com idade média de 30 anos. Já mostra uma força de raiz, que busca nutrientes a fundo e expressa, no vinho, intensidade e vigor, desde a coloração até o paladar. Passa 18 meses em carvalho, exatamente como determina a classificação de envelhecimento na Espanha para ser um Rioja Crianza. Na boca, tem notas de morango, um pouquinho de baunilha, muita madeira, é claro, e um leve toque aceto balsâmico. De taninos redondos e bom retrogosto, é um vinho super gastronômico. O Luis Cañas Crianza pode ser harmonizado com um churrasco com batatas assadas, pode ser com mandioca frita também, ou um cozido de carnes com legumes. Lembrando sempre, é claro: saber beber é saber viver, com moderação.

24/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:55

CONTRIBUIÇÕES FÍSICAS E ESPIRITUAIS DO VINHO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música, no ar: Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. É sempre bom ter a sua companhia, especialmente você, que é fã do Música e Vinho. A sabedoria popular sempre reconheceu as qualidades e contribuições físicas e espirituais do vinho. A ciência conseguiu provar… após dois mil anos. E não há dúvidas: vinho faz bem à saúde, e para a alma. Tornou-se uma bebida fundamental. Já dizia o poeta romano Bábrios: “O grau de civilização de um povo é sempre proporcional à qualidade e à quantidade de vinhos que consome.” O vinho é, sim, um instrumento cultural repleto de simbolismos. Através do vinho, experimentamos novas culturas e adquirimos conhecimentos sobre cada povo, gastronomia e região à qual o vinho pertence. De Pasteur, no século XIX, a Serge Renaud, em 1991, o vinho faz bem à saúde. Saúde! Pasteur introduziu a pasteurização, que elimina as bactérias do vinho por aquecimento da bebida. Renaud confirmou a boa relação entre o consumo de vinho e a menor incidência de doenças coronarianas. Mais recentemente, os cientistas se concentram na ação rejuvenescedora dos antioxidantes do vinho. Os estudos continuam a examinar várias partes do corpo humano onde o vinho pode agir beneficamente. Mas dos efeitos sobre a mente, ninguém tem dúvidas. Há muitas contribuições quanto aos avanços da política, da ciência e da literatura, desde a Antiguidade até a atualidade, desenvolvidas a partir do vinho. Do comércio marítimo do Mediterrâneo aos simpósios políticos e filosóficos, em que se partilhava uma taça de vinho, o vinho sempre teve seu prestígio. E hoje, é capaz de unir as pessoas com fortes laços histórico-culturais, das taças de cristal aos copos de acrílico. Um bom vinho pra você! E lembre-se de compartilhar o que está degustando usando a hashtag #MúsicaEVinho através das redes sociais.

23/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 2:05

VITIVINÍCOLA

A história vitivinícola do Chile tem mais de 500 anos, porém, os últimos anos são de grande desenvolvimento e profissionalização do mercado. Novas vinícolas, novos enólogos e antigas vinícolas formando grupos ou se associando a grandes rodadas do setor, como o Chateau Los Boldos, estabelecido desde 1991, mas que só em 2008 se associou à Sogrape, um dos maiores grupos de produtores e distribuidores de vinhos do mundo. A associação trouxe reformas e evoluções com a finalidade de aumentar a qualidade em cada processo de elaboração dos vinhos do Chateau Los Boldos. Deguste o Tradition Reserve, uma assemblage de 50% Cabernet Sauvignon e 50% Syrah. Um vinho para você ter em caixa em casa, agrada a todos, combina com quase tudo e tem um bom custo. Super frutadinho, lembrando framboesa, ameixa e até um toque de tabaco, pelo seu amadurecimento de seis meses em carvalho francês. Um vinho perfeito para carnes, churrascos, queijos, massas ao molho de carnes, molho vermelho e até molhos de linguiça. Uma delícia para você ter em casa, lembrando sempre, claro, de manter a moderação para aproveitar o seu próximo vinho.

22/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:28

RASTÔ MAISON CHAPOUTIER

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. E que delícia ter a sua companhia para falar de música e vinho. E se o vinho te inspira a explorar, assim como eu, somos amigos do vinho. Quanto mais eu exploro, mais descubro e mais me apaixono por cada nome, cada apelação, mesmo as pouco conhecidas, como Arrastou, que só foi reconhecida em 2010. Arrastou é uma apelação de vinhos fortificados e também de vinhos não fortificados, dentro da famosa região do Rhone, ao sul da França. Ser reconhecida como uma apelação de origem controlada foi uma independência dos Côtes du Rhone, nome que aparecia antigamente nos rótulos destes vinhos. Os vinhos no estilo Rostaud utilizam as uvas mais como Grenache Noir, Grenache Gris e Grenache Blanc. Os tintos. Os vinhos são produzidos 100% com Grenache Noir, e os fortificados chegam até 15% de graduação alcoólica, por isso são chamados de fortificados. Ainda temos poucas opções no Brasil, mas não demora a surgir opções como o Rastô da Maison Chapoutier, feito 100% com a uva Grenache e 14,5% de álcool. O vinho passa 15 a 20 dias em vinificação, com duas remoagens diárias. Amadurece parte em barrica e parte em cubas de aço, durante 12 a 16 meses. Um supervinho saboroso e profundo, daqueles vinhos negros e condimentados. Lembram aromas de tâmaras e amêndoas. Vinhos extremamente diferentes, mas uma opção para você explorar, descobrir e se inspirar no mundo do vinho. Vinhos no estilo Rastô do sul da França.

21/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:52

RUTINI

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar, Música & Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Desde 1925, a Bodega Rutini se instalou no Vale do Uco, na Argentina. Foi a primeira a se instalar nessa região. De lá pra cá, o Vale do Uco se despontou como uma das principais regiões produtoras da Argentina. A vinícola está presente com três vinhedos: Gualtallary, a 1.200 metros; Altamira, a 1.100 metros; E o vinhedo chamado La Consulta, a 950 metros — onde se planta apenas Malbec. Escolhi o Rutini 50% Malbec e 50% Cabernet Sauvignon. Um vinhão! A cor chega a vibrar na taça — super intenso, um roxo profundo. A união das duas super uvas deu um resultado super harmônico. A Cabernet Sauvignon entrega ao vinho corpo e estrutura. E a Malbec suaviza os taninos — em uma combinação única de aromas e sabores, com camadas e camadas de fruta, ameixa, baunilha e muita força no vinho. Realmente, o enólogo Mariano Di Paola tem razão quando diz que a vinícola foi desenhada para produzir vinhos ultraprêmios. A revista britânica Decanter já o destacou como um dos 30 melhores enólogos do mundo. Para nós, só nos resta aproveitar vinhos como o Rutini Cabernet Sauvignon Malbec argentino. Uma excelente manhã pra vocês.

20/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:31

MACCIARELI DE MONTEPULCIANO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar, Música & Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Na década de 70, o produtor italiano Gianni Macciarelli resolveu mudar o sistema de condução dos vinhedos em Abruzzo e foi criticado. Com rendimento bem inferior, ele produziu vinhos mais concentrados que os produzidos na região de Abruzzo, que fica ao centro da Itália. Após algumas décadas, hoje ele é copiado e chamado de Anjo da Guarda do Abruzzo, pois revolucionou a produção e colocou a região em evidência, tanto para os críticos quanto para os consumidores de todo o mundo. Degustei o Macciarelli de Montepulciano, da safra de 2016. Uma das características da uva símbolo da região, a uva Montepulciano é a coloração profunda, baixa acidez e taninos doces. Deliciosos quando jovens, mas poderosos ao evoluir até uns 10 anos. O Macciarelli Montepulciano d’Abruzzo melhorou o estilo de Abruzzo, mas sem perder a tipicidade italiana. Ao beber, você sabe que é um vinho italiano. Pede comida. Saliva na boca. Eu harmonizei com queijos, pastas, frutas, castanhas e carnes. Uma mesa bem farta bem italiana mesmo. Agora, é um momento de reflexão e pergunta. Eu quero saber de você: Você procura vinhos que sejam muito diferentes um do outro? Quer encontrar vinhos que tenham a cara, ou melhor, o gosto de cada região ou país? Ou você procura vinhos que goste, e pronto? Lembre-se: mantenha a moderação e, se beber, não dirija!

18/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:41

ROSÉ REVOLUTION

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música e vinho com a sommelier Kezia Giugni. Tem dias que a gente acerta tanto na harmonização que vale a pena compartilhar. Num dia de extremo calor, escolhi um rosé da Domínio de Punctum, uma vinícola espanhola orgânica e biodinâmica da região de Castilha. O rosé se chama 99 Rosas e é elaborado com 70% da uva tempranilo e 30% de Cabernet Sauvignon. Um vinho super leve com maceração curta de apenas 5 dias. A temperatura bem baixa para preservar o frescor, apenas 7%. Harmonizei com um típico prato mediterrâneo, uma paeja com todas as suas nuances perfeitas. Sabor, apresentação, cheiro, textura, umidade, uma certa pimentinha, tempero no ponto e harmonização. Foi perfeita. Escolha você também um bom rosé, se empolgue na cozinha pra fazer a sua paeja. Dá-lhe rosés. Essa é a nova moda Rosé Revolution.

17/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:11

BACO, DEUS DO VINHO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Todos os amantes de vinho já ouviram falar em Baco, o deus do vinho, mas embora ele seja a figura mais lembrada, há vários deuses em torno da bebida. Baco é o deus romano e Dionísio é o deus grego. Na cultura romana, existiu antes de Baco, Liber Pater, o deus da viticultura, além de Osíris no Egito, o deus da agricultura e o primeiro a cultivar a vinha e pisar os grãos para obter vinho. Outra figura seria Estáfilo, também cultuado como deus do vinho, filho de Dionísio, além de Oenopiã, o nome é difícil, é outro filho de Dionísio, mas o significado do seu nome é bebedor de vinho. Todos os deuses do vinho estão diretamente ou indiretamente ligados à agricultura, à terra e a tantos outros conceitos relacionados à liberdade humana. Em todas as suas expressões, incluindo a sexualidade. Liber, por exemplo, vem do termo libação ao ritual de oferecer uma bebida e beber por prazer. Ele era o deus das festas e da colheita. Antes de Baco ainda, Oros, a deusa do amor, da beleza, da música, da fertilidade, alegria e embriaguez. Era uma deusa violenta e, ao final dos seus cultos, oferecia vinho para amenizar. Na Itália, o deus Vuflos, senhor das plantas, da felicidade e também do vinho. Uma outra característica dos deuses dos vinhos eram as representações, sempre com imagens com taças de vinho, ramos de videira e cachos de uva. Todos esses nois foram cultuados e substituídos. Na Grécia, cultuavam também o deus Lísio, deus do vinho e responsável por levar os espíritos dos mortos ao paraíso. Nem só de Baco vive o vinho, temos também Lísio e tantos outros como a deusa Oros. Lembre-se sempre de manter a moderação e se beber, não dirija.

13/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 2:04

MATURANA TINTO

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10/10/2025 08:30 | DURAÇÃO 5:05

VINHO FAUSTO MERLOT

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09/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:54

UVA MOSCATO DE ALEXANDRIA

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08/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:45