A região da Catalunha é a área vinícola com o maior número de denominações de origem controlada. Entre as mais conhecidas estão Costers del Segre, Montsant, Penedès, Priorat e Cava, bastante conhecido. Ao todo, são 12 sub-regiões, mas hoje vamos entender melhor a denominação de origem Cava.
Primeiro, que Cava, em espanhol, é masculino; então, não é “a cava”, e sim “o cava”. O clima da Catalunha é de poucas chuvas, e isso faz com que as videiras apresentem uma baixa produtividade, obrigando as uvas a se concentrarem mais em aromas e sabores. Daí, o resultado são vinhos de coloração profunda, excelente textura e taninos finos.
A denominação de vinhos no estilo Cava foi exclusividade da Catalunha durante muito tempo e ainda é responsável por 85% da produção. Porém, hoje, os espumantes espanhóis em todo o território podem ser chamados de Cava. São elaborados no mesmo método tradicional dos famosos champanhes, mas o sabor é bem diferente, já que as uvas são distintas.
Enquanto em champanhes se usam Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay, na Espanha utilizam-se Xarel·lo, Macabeu e Parellada para fazer os Cavas, além das uvas Pinot Noir, Garnacha e Monastrell para os Cavas rosados e tintos.
Desde 1960, o Cava ganha o mercado, pois a qualidade cresceu com as novas regras de elaboração e o uso de novas tecnologias. Chegou a ser chamado de “champanhe espanhol”.
O bom disso tudo é que o Cava é mais suave, mais frutado que os champanhes franceses e é bem mais barato também.
São três estilos de Cavas que você vai encontrar nos rótulos em supermercados: os Cavas de selo branco são os mais jovens, com nove meses de maturação; os de selo verde são os reservas, com quinze meses de maturação; e os de selo negro, os gran reserva, com trinta meses de maturação.
É superfácil harmonizar Cava, porque vai com quase tudo, desde os embutidos da Catalunha aos mariscos com arroz e açafrão.
Lembrando sempre de manter a moderação.
02/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:25