Música e Vinho | Morena FM - Easy | Cadena

Episódios

OLD VINES: O QUE MUDA NA TAÇA?

Hoje falaremos sobre as vinhas velhas e seus efeitos, ou diferenciais, para o vinho. Será que eles existem? Muitas vinícolas, pelo mundo, estampam em seus rótulos as palavras Old Vines ou até mesmo vinhas centenárias. Mas, afinal, o que isso tem de interessante? Existem diversas opiniões sobre o tema das vinhas velhas. Vamos a algumas. As vinhas velhas têm baixo rendimento natural, e isso faz com que seus frutos sejam mais concentrados, gerando vinhos mais complexos e com mais qualidade. As vinhas velhas se adaptaram plenamente ao terroir ao longo do tempo, e isso faz com que expressem melhor, em seus frutos, as características do próprio terroir, como também as características da própria variedade. É fato que não existem argumentos que garantam que vinhos de vinhas velhas sejam melhores do que vinhos de vinhas novas. Tudo isso envolve muita complexidade, pois não existe um órgão regulador que determine a idade ideal para uma vinha ser considerada velha. Isso varia entre países e regiões. Atualmente, o termo está muito inserido em questões de marketing. Eu, particularmente, vejo o termo como algo que mexe com a imaginação, pois saber que as vinhas estão há anos no mesmo local, que podem ter sido manejadas por diferentes gerações e que sobreviveram a diversas irregularidades e safras desperta um certo respeito e curiosidade em um mundo cheio de histórias e particularidades, como é o mundo do vinho. Um brinde às vinhas velhas e, em especial, a você, ouvinte do Música em Vinho.

03/07/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:49

VINHOS ESTILOSOS DA ÁFRICA DO SUL

Vamos à nossa taça de conhecimento de hoje. A África do Sul é, para muitos especialistas do mundo do vinho, considerada uma ponte entre os vinhos do Novo e do Velho Mundo. A região do Cabo Ocidental é onde a produção se concentra. Por lá, os vinhedos se misturam às paisagens naturais, que são uma mescla entre montanhas, vales e planaltos. E isso é interessante, pois permite uma grande diversidade de estilos de vinhos. Sensacional! O cultivo de videiras se iniciou na África do Sul pelas mãos dos holandeses, por volta de 1650. Porém, a produção de vinho começa a ter intensidade com a chegada dos franceses, que trouxeram seu rico conhecimento em meados de 1680. A uva emblemática deste país é a tinta Pinotage, uma variedade com muita história e singularidade. Hoje, o Musica&Vinho destaca um vinho sul-africano conhecido em todo o mundo. O vinho Chocolate Block é um blend composto pelas tintas Grenache, Syrah, Cabernet e Cinsaut, e pela branca Viognier. O vinho é robusto, mostrando intensidade em aromas e sabores que vão desde floral, frutos vermelhos e negros maduros, até especiarias, tostado e couro. Um brinde aos vinhos estilosos da África do Sul! E um brinde especial a você, ouvinte do Musica&Vinho, que pode sugerir um tema para o nosso programa lá no meu Instagram. Será um prazer.

02/07/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:42

ESPUMANTE CAVE ANTIGA

Hoje, nossa taça de conhecimento traz mais um vinho alegre. Este vinho só podia ser brasileiro, trazendo qualidade como nos vinhos dos grandes países produtores. O espumante Cave Antiga é ideal para a família, desde os consumidores mais experientes até os mais iniciantes. Produzido pelo método Tcharmá, onde a segunda fermentação é realizada em tanques de aço pressurizados, gerando o gás carbônico do vinho, o solo é do terroir da Serra Gaúcha, em uma localidade rica em areia e argila. O espumante é pronto para consumo e deve ser consumido ainda muito jovem, para assim sentir as suas características principais, tais como a coloração amarelo-palha sutil, perlage evidente e constante, aromas de frutas brancas e maduras e um toque floral. Hummm... Em boca, tem agradável doçura e acidez bem integrada, além de notas cítricas. Sua graduação alcoólica é de 7.7, o que é considerada baixa. A harmonização deste espumante é versátil e pode ser combinada com salgadinhos fritos, saladas em geral, peixes grelhados e até mesmo com um pedacinho de fruta da sua preferência. E por que não uma salada de frutas? Sensacional! Um brinde doce e fresco com este espumante brasileiro. Um brinde especial a você, ouvinte do Música em Vinho, que pode sugerir um tema para o nosso programa no meu Instagram, @jonas.somelhiero. Será um prazer!

01/07/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:43

VALE DE CASABLANCA

Que satisfação estar com você para mais um episódio da nossa Taça de Conhecimento, aqui no Música e Vinho. Seja bem-vindo! Hoje falaremos sobre o Vale de Casablanca, uma região em grande ascensão no Chile. O vale está em uma localização privilegiada entre a capital, Santiago, e a cidade de Valparaíso, em uma linda planície costeira, onde os dias são bem quentes e as noites bastante frescas. Tal clima proporciona excelente maturação para as veridades cultivadas por lá. Casablanca carregou, durante muito tempo, um rótulo de produzir vinhos baratos, principalmente com a uva Sauvignon Blanc. Porém, o cenário vem mudando, e é possível encontrar excelentes vinhos, como a Riesling, por exemplo, e até mesmo. Mesmo Gevustraminer, sensacional. A espetacular vinícola Mattetite produz um vinho biodinâmico com a ova Sauvignon Blanc, com aromas que remetem a frutas cítricas e tropicais, como, por exemplo, papaya e, além disso, traz notas minerais que elevam o frescor do vinho. Hummm... Em boca, é salino, frutado, rico, perfeito para harmonizar com ceviche, frutos do mar cozidos ou grelhados. Um brinde ao Chile e à sua grande gama de vinhos sensacionais! E um brinde, obviamente, especial a você, que pode sugerir um tema para o nosso programa através do meu Instagram, @jonas.sommelier. Aproveite e curta a página. Será um prazer!

29/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:40

VINHO CABEÇA DE TOIRO RESERVA

Hoje, nossa Taça de Conhecimento é sobre um vinho português proveniente da região do Tejo. O vinho tinto Cabeça de Toiro Reserva é, de fato, um vinho com muita personalidade. Sua rotulagem tem um recorte que remete à cabeça de um touro. O vinho, que é de uma denominação de origem controlada, tem em sua composição as castas Syrah, com 34%, Castelão, com 33%, e Touriga Nacional, com 33%. O vinho estagia em barricas de carvalho francês de primeiro uso por 9 meses, proporcionando aromas e sabores equilibrados. Seus aromas são bastante frutados e apresentam notas tostadas bem integradas ao vinho. O vinho Cabeça de Toiro tem excelentes pontuações pela renomada *Wine Enthusiast*, uma revista. E, para harmonizar este vinho do Tejo, podemos valorizar a sua potencialidade e permitir peixe ou carne. Para o peixe, um bom cassoulet de bacalhau; ou uma carne de panela. Sensacional. Um brinde à Quinta de São João Batista, onde nasce o vinho Cabeça de Toiro. Um brinde especial a você, ouvinte do *Música e Vinho*, que pode sugerir um tema para o nosso programa através do meu Instagram, @jonas.sommelier Será um prazer.

26/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:28

SABORES DA ALEMANHA

Hoje, o Música e Vinho leva você até a Alemanha, mais precisamente ao sul deste país, onde se encontra grande parte dos vinhedos. Por lá, o clima é temperado. Para termos uma ideia, durante o verão, o clima é ameno, proporcionando uma maturação lenta e não muito intensa, gerando vinhos com baixa graduação alcoólica e altíssima acidez. A diversidade de vinhos alemães se deve muito às diferenças de solo e de variedades encontradas nas 13 regiões vinícolas do país. Ao todo, são registrados na Alemanha o cultivo de 135 variedades de uvas viníferas diferentes, desde nativas até as emblemáticas pelo mundo, como a tinta Pinot Noir e a branca Chardonnay, além da branca mais famosa por lá: a Riesling, que é emblemática. Ainda não tenha provado um bom vinho alemão? Experimente o Balthasar Riesling Trocken, produzido com a emblemática uva Riesling, na região de Hain, em vinhedos à margem esquerda do famoso Rio Reno. Sensacional! Leve, com ótima acidez, é perfeito para harmonizar com queijo de cabra, saladas em geral, carne suína e embutidos de carne branca. Um brinde à Alemanha e seus vinhos. E um brinde especial, obviamente, a você, ouvinte do Música e Vinho. Mande sua sugestão de tema para o meu Instagram, @jonas.somelier. Será um prazer!

25/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:37

VINHO CARMÉNÈRE

Vamos então a mais um episódio do nosso Música e Vinho. Seja muito bem-vindo. A Carménère é uma variedade vinífera tinta originária da região de Bordeaux, na França, e que encontrou no Chile todas as condições para se expressar em grandes vinhos repletos de singularidade. A maturação da Carménère é tardia e precisa de grande quantidade de sol para obter os açúcares e a cor necessários para vinhos de qualidade superior. Um vinho que mostra todo o potencial da Carménère no Chile é produzido hoje pela renomada vinícola Vinha Montes. O Purple Angel Carménère é um dos grandes vinhos do Chile. Sua composição é de 92% de Carménère e apenas 8% de Petit Verdot. Sensacional! As uvas que compõem esse grande vinho são oriundas de um dos mais famosos terroirs do Chile: o Vale de Apalta. A vinificação é tradicional, e o amadurecimento do vinho ocorre em barricas de carvalho francês e americano, ambos de primeiro uso, por exatamente 18 meses. É engarrafado sem filtragem e colagem e passa por outro estágio antes de ser liberado da vinícola para comercialização. Desta vez, são 12 meses em garrafa, ganhando mais afinamento, complexidade e qualidade. Pode ser harmonizado com pratos de carne vermelha em geral, principalmente assados, como paleta de cordeiro ou ponta de peito bovino. Aquela mesma que tem aquele granito maravilhoso. Participe do Música e Vinho enviando uma sugestão de tema ou a sua dúvida. Mande lá no meu Instagram, @jonas.sommelier . Será um prazer. Aproveite e curta a nossa página.

24/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:51

ENCANTADOR MUNDO DO VINHO

Seja bem-vindo a mais um episódio da nossa Taça de Conhecimento sobre o encantador mundo do vinho. Hoje falaremos dos vinhos da terra natal de um personagem marcante dos filmes de terror: o Conde Drácula. A variedade branca mais cultivada na Romênia é a Feteasca, e esta tem duas variantes: a Regala e a Alba. Já no cultivo de variedades tintas, a maioria é de Cabernet Sauvignon e Merlot, e a única tinta nativa que se destaca na Romênia é a Feteasca Neagra. Tive a felicidade de provar um tinto romeno sensacional, constituído por um blend com a uva nativa Feteasca Neagra, Cabernet Franc e Cadarca. Uma produção de apenas 2.800 garrafas, com um vinho que passou três anos em barricas pequenas de carvalho. Um tempo relevante. Um vinho espetacular. Popularmente chamado Davino V, da vinícola Balagesa, em seu terroir ao entorno da Transilvânia. A bebida alcoólica mais consumida pelos romenos é o vinho, sendo culturalmente transmitido por gerações. A localização geográfica da Romênia é favorável e está na mesma latitude das principais regiões vinícolas da França. Sensacional. Um brinde aos vinhos e à cultura romena, em especial a você, ouvinte do Música e Vinho, que pode deixar um tema de sugestão no meu Instagram, arrobajonas.somelier. Curta a nossa página. Será um prazer.

23/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:35

VINHOS FINOS NO MÉXICO

Seja muito bem-vindo ao nosso Música e Vinho de hoje. Nossa taça de conhecimento da vez será sobre uma região produtora de vinhos finos no México. O vale tem os vinhedos mais ao norte de todo o México e fica distante do mar por volta de 22 km. A altitude, que influencia muito na maturação, varia entre 300 e 400 metros. Todos estes fatores fazem do Vale de Guadalupe a região de maior prestígio de todo o México, chegando a produzir 85% do vinho de todo o país. E um vinho que chama muito a atenção no portfólio da bodega é o tinto Monte Xanic Gran Ricardo, da safra 2018. Produzido com variedades de uvas viníferas francesas, como as tintas Cabernet Sauvignon, Merlot, Petit Verdot e Cabernet Franc. A passagem por barricas de carvalho francês por 18 meses traz complexidade e afinamento a este vinho. Sua coloração é rubi intensa, com aromas que remetem a groselha, baunilha, pimenta-preta, tostado e tabaco. Em boca, tem entrada suave, porém com taninos presentes, sem perder a elegância. Um brinde aos vinhos do México e um brinde especial a você, ouvinte do Música e Vinho. Deixe sua sugestão de tema para o nosso programa através do meu Instagram. Anote aí: @jonas.sommelier. Será um prazer.

22/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:34

UVA SOUVIGNON BLANC

Que delícia ter a sua companhia nesta manhã para compartilhar informações sobre o mundo do vinho. Savagnin não é Sauvignon Blanc. Savagnin é uma uva branca tão antiga que pesquisas recentes, que analisaram 28 sementes de uvas antigas, ainda do período medieval, de 900 anos, na França, identificaram a genética da uva Savagnin Blanc. Isso significa que a variedade foi plantada há pelo menos 900 anos. A origem é a região do Jura, que fica a leste da Borgonha, nas cadeias de montanhas já próximas aos Alpes. O nome Jura vem do período jurássico, entre 210 e 140 milhões de anos atrás, quando os sedimentos viraram a cadeia de montanhas do Jura, com rochas calcárias. O Jura é conhecido pelos vinhos amarelos, ou Vin Jaune, elaborados com a uva Savagnin, uma variedade de grande intensidade, acidez e mineralidade. As uvas Savagnin são colhidas tardiamente e costumam estagiar em barricas pequenas de carvalho. Após dois a três anos, forma-se o véu de flor, similar ao que acontece com os Jerezes, porém os Vin Jaune não são fortificados. Outra particularidade é que, após seis anos e três meses, de acordo com a legislação, os vinhos são engarrafados em garrafas de 620 ml, chamadas de Clavelin. Os vinhos amarelos de Savagnin são muito parecidos com o Jerez, pela salinidade, intensidade de sabor, coloração, alta acidez, zero doçura e mineralidade do terroir calcário das cadeias montanhosas do Jura. Não é fácil encontrar vinhos do Jura, especialmente um Savagnin, mas vale a procura para se degustar vinhos tão particulares. Com sushi, pancetta e foie gras. Santé!

13/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:03

PIZZATO DO VALE DOS VINHEDOS

Tem uma vinícola brasileira que está ousando e provocando o mercado. A Pisato, do Vale dos Vinhedos, que já comentei sobre o Fausto Merlot e o espumante Brut Natur, que segue a tendência de zero açúcar. Bom pra nós, porque açúcar só tira nossa energia. A Pisato está plantando e elaborando vinhos com uvas bem diferentes, como o Alicante Boucher, desde 2004, e a uva Egeodola, uma das poucas versões dessa uva no Brasil, mas ainda não degustei. Está apostando também na Merlot, que há muito tempo o Brasil está tentando colocar como uva-bandeira, e outras versões ainda em assemblage. Ganhei e degustei o Pisato Consentos. Consentos, em latim, é harmonia, consenso. E o vinho é o perfeito consenso entre Merlot, Cabernet Sauvignon e Taná, um assemblage. O Consentos traz notas mais fechadas, como o bosque molhado, café com leite, ameixas, especiarias doces, como cravo, e chocolate. São 11 dias macerando, extraindo aromas e sabores das três uvas. 70% do vinho é Merlot, apesar de estar realmente se empenhando na uva Merlot. 70% do vinho é Merlot e, apesar de realmente estar se empenhando para que a Merlot seja a nossa uva-bandeira, o restante é 15% de Taná e 15% de Cabernet Sauvignon. É bem encorpadinho para a maioria dos vinhos brasileiros. Tem uma persistência média longa, e a sugestão de harmonização são as caças, churrascos e molhos com vinho tinto. Harmonizei com empadas de calabresa e molho fungue. Deu certo. E você? Também inventa harmonizações com vinhos em casa? Aproveite e compartilhe comigo usando a hashtag música e vinho.

12/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:53

ZIRLO TALENTI

Zirlo Talente, na região da Toscana. Para os padrões do Velho Mundo, a vinícola Talente é uma jovem no mercado: apenas 37 anos. A Talente está localizada nas montanhas de Montalcino, na província de Siena, ao centro da Itália. São 21 hectares, sendo 16 dedicados à uva tinta rainha, a Sangiovese. Além dos tradicionais Brunellos de Montalcino, que são vinhos mais encorpados e envelhecidos, eles têm também os Rosso di Montalcino, um pouco mais jovens e de médio corpo. A Talente também apresenta um rótulo chamado Zirlo. É um delicioso assemblage de Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot. Aromas de frutinhas vermelhas e também de ervas. Um médio corpo e uma excelente acidez. Aquela que faz salivar a boca e dá vontade de sentir mais. Salivar dá vontade de comer, então é uma ótima opção de vinho gastronômico para o dia a dia e com bom custo. Na Toscana, as carnes estão muito presentes na culinária: carnes bovinas, carnes de coelho, faisão, porco e javali. Tudo com muito molho de tomate, caldos de legumes, massas, pães recheados, tudo bem suculento e com sabores fortes para acompanhar os vinhos tintos da Toscana. E o que se faz em Montalcino? Comer, visitar vinícolas e degustar vinhos. Lembre-se de manter a moderação. Claro: se beber, não dirija.

11/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:36

VINHEDOS NA ARGENTINA

Desde 1925, a bodega Routine se instalou no Vale do Uco, na Argentina. Foi a primeira a se instalar nessa região. De lá pra cá, a região se despontou como uma das principais produtoras da Argentina. A vinícola está presente com três vinhedos: Guatala Haria, a 1.200 metros; Altamira, a 1.100 metros; e o vinhedo chamado La Consulta, a 950 metros, onde se planta apenas Malbec. Escolhi o Routine, 50% Malbec e 50% Cabernet Sauvignon, um vinhão. A cor chega a vibrar na taça, superintenso, um roxo profundo. A união das duas superuvas deu um resultado super-harmônico. A Cabernet Sauvignon entrega ao vinho corpo e estrutura, e a Malbec suaviza os taninos em uma combinação única. De aromas e sabores com camadas e camadas de frutas, ameixa, baunilha e muita força no vinho. Realmente, o enólogo Mariano de Paola tem razão quando diz que a vinícola foi desenhada para produzir vinhos ultraprêmios. A revista britânica The Canter já o destacou como um dos 30 melhores enólogos do mundo. Para nós, só nos resta aproveitar vinhos como o Rutínica Béarnais Sauvignon Malbec argentino. Uma excelente manhã para você!

10/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:31

UVA PRIMITIVO

Será que o meu paladar é igual ao seu? Eu já sei que muita gente ama a uva Primitivo, mas eu não. Por isso, lancei o desafio: vocês me indicarem um vinho da uva Primitivo que vocês amaram e me dizerem o porquê. Eu já tentei vários, juro. Vários produtores e até regiões e países diferentes. Tanto faz se da Itália ou dos Estados Unidos: o açúcar residual e a falta de acidez e vivacidade não são compatíveis com o meu paladar. Não estou falando mal do estilo, só confessando que cada um tem um paladar. O que me agrada pode não te agradar. E olha que tem uvas para as quais eu torcia o nariz e, mesmo assim, não desisti. Ora ou outra, eu tentava de novo, e foi aí que passei a gostar da uva Nero d'Avola, por exemplo, que eu achava totalmente dura. Já encontrei alguns bons exemplares, com notas defumadas, taninos presentes sem serem tão duros e um final mais macio, embora ainda mantenham essa força na boca. Se você também tem alguma uva ou estilo de vinho que já tentou várias vezes, mas mesmo assim não gosta, ou algum que te surpreendeu após algumas degustações, conte para mim. Quero compartilhar essas experiências com vocês aqui no Musique Vinho. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

09/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:30

CHÂTEAU TRUAN

A denominação Pui Fui Se é de um terroir de argila alcalina e colinas de calcário e está localizada ao sul de Boni, na sub-região de Macon, sendo dedicada aos vinhos brancos da uva chardonnay. Pui Fui Se é uma denominação de village; são vinhos ricos, complexos e minerais. O Pui Fui Se Vinzele é elaborado nas colinas do vilarejo Vinzele, um vinho com notas de frutas cítricas, minerais e uma deliciosa maciez em boca, com notas aromáticas que lembram frutas brancas, como pera, flores brancas, amêndoa e canela. Em boca, é um daqueles brancos bem encorpados, amplos e com final longo. O Pui Fui Se Vinzele passa de 6 a 8 meses em casa. Em Carvalho, e pode evoluir por uns 8 anos. A melhor sugestão de harmonização é com lagostas na manteiga, salmão com molho de ervas e batatas ou, ainda, peixes mais intensos, como manchova, e massas com molhos de queijos gordurosos. Imagine só: puifo e cevizelle é intenso e marcante, e é do super produtor José Truan.

08/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:24

GARRAFAS ESTILO BORDEAUX

O Música e Vinho já está no ar. Uma ótima manhã para você! Tenho uma pergunta que sempre escuto: o tamanho da garrafa muda o vinho? Essa questão é unânime entre os enólogos: as garrafas magnum, de um litro e meio, envelhecem melhor do que as garrafas tradicionais de 750 ml. E a questão está na quantidade de oxigênio dentro da garrafa. É o oxigênio que faz o vinho evoluir na garrafa. Como o O₂ é proporcionalmente menor em uma garrafa maior, a quantidade reduzida de oxigênio faz o vinho evoluir mais lentamente. E é isso que dá ao vinho mais tempo para uma boa guarda. Então, quanto maior a garrafa, mais tempo o vinho aguenta. Mas, afinal, por que existem tantos tamanhos diferentes de garrafa? Os formatos identificam não só a quantidade de líquido, mas também estilos de vinhos e regiões. Vou citar alguns estilos e formatos. As garrafas de champanhe e de todos os espumantes pelo mundo, por exemplo, têm o vidro mais grosso para resistir à pressão do gás. As garrafas no estilo borgonhesa, aquelas mais finas em cima e gordinhas embaixo, servem para armazenar vinhos de uvas típicas da região da Borgonha, como a Pinot Noir, e também todos os vinhos de Pinot Noir pelo mundo. São vinhos menos tânicos e que não acumulam resíduos, ao contrário dos vinhos no estilo Bordeaux. E aí vêm as garrafas no estilo Bordeaux, as mais comuns, com ombros mais retos, que servem justamente para acumular os resíduos sólidos dos vinhos mais encorpados, seja um Bordeaux ou outro vinho tinto mais encorpado produzido pelo mundo. São 13 formatos de garrafa ao todo, mas esses três são os mais comuns. E você, já encontrou outros tamanhos diferentes de garrafa? Compartilhe conosco usando a hashtag Música e Vinho.

05/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:03

PERINI SAUVIGNON BLANC

Que alegria ter a sua companhia nesta manhã! Vamos falar agora de música e vinho. E não é segredo para ninguém que eu amo a uva Sauvignon Blanc. A Casa Perini lançou um vinho 100% dessa uva tão delicada. A Sauvignon Blanc é uma das uvas clássicas e faz sucesso em vinhos elaborados tanto no Velho Mundo quanto no Novo Mundo. Ela se mostra mais elegante em climas frios e mais frutada e alegre em climas tropicais. Sua origem está em Bordeaux, na França, onde aparece quase sempre em cortes, os chamados assemblages, com as uvas brancas Semillon e Chenin Blanc. Segundo relatos históricos, a Sauvignon Blanc, cruzada com a Cabernet Franc, resultou na Cabernet Sauvignon. No Vale do Loire, ela dá origem aos famosos vinhos Sancerre e Pouilly-Fumé. No Velho Mundo, a Sauvignon Blanc mostra sua mineralidade, notas defumadas e até florais. Já no Novo Mundo, é superfrutada, cítrica e apresenta um leve toque herbáceo. E foi assim que a Casa Perini lançou o Casa Perini Sauvignon Blanc, com coloração amarelo-palha e tons esverdeados, aromas de flor de maracujá e erva-cidreira, bom corpo, ótima acidez e um final bem refrescante. E, se você acha que queijo só combina com vinhos tintos, experimente um risoto de queijos frescos e outros, como Brie, para acompanhar o seu Perini Sauvignon Blanc. A sua experiência vai ser incrível. Depois é só compartilhar comigo. Eu quero saber o que você está degustando. É só usar a hashtag #MusicVinho através das redes sociais. A sua degustação, a sua experiência, pode virar tema para o Musica&Vinho.

04/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:52

VINHOS PORTUGUESES

Já virou moda beber vinhos em taça. Rolha, vinho e taça fria estão presentes em quase todos os estabelecimentos de gastronomia. A ideia é democratizar o consumo do vinho. Cada um leva o vinho de que gosta e que pode pagar. No mesmo grupo de amigos, cada pessoa tem um gosto diferente ou está com vontade de beber um vinho distinto. E não tem problema. Cada um degusta a taça de vinho que mais lhe agrada. Recentemente, estive na Disneyland dos enófilos: um wine bar com mais de 96 rótulos disponíveis em taça. Degustei vários vinhos e, entre eles, provei também o alentejano Borba Reserva. Se você acompanha o Musique Vinho, já sabe que eu adoro os vinhos do Alentejo. Já falei deles quando abordamos o tema dos vinhos "fáceis de agradar", aqueles que costumam conquistar diferentes paladares. O Borba Reserva é elaborado com uvas tradicionais da região, como Aragonez, Touriga Nacional e Trincadeira. O vinho passa nove meses em barricas e, posteriormente, mais seis meses sobre as borras finas, buscando extrair o máximo de complexidade e qualidade das uvas para criar um grande vinho. Sem filtragem, apresenta um estilo mais próximo dos vinhos de mínima intervenção. No aroma e no paladar, entrega boa intensidade de fruta, toques terrosos e taninos bem maduros. Fica aqui mais uma sugestão de vinho alentejano para você conhecer e descobrir as principais características dos grandes vinhos portugueses.

03/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:31

HARMONIZAÇÃO COM TEMPRANILLO

Harmonizações com Tempranillo. A uva da Península Ibérica, Tempranillo, tem outras dezenas de nomes pelo mundo e outros tantos rótulos fáceis de encontrar e super dinâmicos para harmonizar com comida. Pode ser um Tempranillo espanhol, um argentino ou brasileiro da região da Serra Gaúcha, mais ao sul da Serra Gaúcha. Normalmente, os vinhos desta uva têm coloração não muito intensa e aromas de frutas vermelhas, especiarias, defumado, baunilha e caramelo. Podem evoluir para frutas secas e toques herbáceos quando têm passagem por madeira. Apresentam acidez média, pouco açúcar e taninos expressivos. São vinhos de médio corpo a encorpados e super gastronômicos. Que tal começar com uma seleção de presuntos? Outras sugestões de harmonizações vão desde um atum com crosta de gergelim e ervas para um Tempranillo sem madeira, mais jovem, com taninos leves. Um hambúrguer de carne com sabor mais acentuado, pode ser um Angus, um cordeiro assado marinado no próprio vinho tinto. E que tal um arroz de pato com chorizo, um cozido português, uma rabada com polenta? Já deu água na boca? Já está salivando por um Tempranillo? Então é só aproveitar, escolher o seu rótulo e degustar com muita moderação. Lembre-se sempre: se beber, não dirija.

02/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:33

VINHOS DOCES

Se você gosta dos docinhos, vamos encontrá-los, mesmo que venham de longe, das colinas do Piemonte, uma região belíssima da Itália, reconhecida como Patrimônio Mundial da UNESCO. Falando em vinhos docinhos, eles são perfeitos para harmonizar com sobremesas e até para criar drinks, especialmente quando combinados com algum ingrediente que ajude a equilibrar a doçura. É nessa região do Piemonte que se produzem os famosos Asti. Asti é o nome da região e também do método de elaboração desses espumantes. O Método Asti realiza a espumatização em uma única etapa de fermentação, dentro de autoclaves, de forma semelhante ao Método Charmat. Por esse processo, o vinho atinge entre 6% e 10% de teor alcoólico e a fermentação é interrompida antes de todo o açúcar ser consumido. Assim, parte da doçura natural é preservada e o gás carbônico permanece dissolvido no vinho. Os aromas frutados são muito presentes e o álcool é bastante leve. Da mesma região, descobri um vinho elaborado não com uvas Moscato, mas com uma variedade diferente: a Brachetto, uma uva tinta cultivada predominantemente no Piemonte. A Brachetto é normalmente utilizada na elaboração de espumantes tintos, algo pouco usual para nós, mas extremamente delicioso, especialmente em suas versões mais doces. Seus aromas remetem a flores, morango, framboesa, amora e cravo. Um espumante tinto e docinho para você harmonizar com saladas de frutas, lembrando sempre de apreciar com moderação.

01/06/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:38

O QUEIJO É A ESTRELA DA NOITE.

Olá, bom dia. Que bom ter a sua companhia nesta manhã para falar de queijos e vinhos, que é sempre uma combinação gostosa. O queijo é a estrela da noite. Me pediram para voltar em assuntos de quatro anos atrás, mas que são sempre atuais. É que eu andei avançando muito e falando sobre vinhos de ilhas, uvas Negramaro, Sicarela e tudo mais. Então, vamos à dupla: queijos e vinhos. Hoje vai ser só a harmonização. Já falei de como montar e o que acompanhar. É só ir lá no site, que tem quase mil temas. Para os queijos mais fortes, como Roquefort e Gorgonzola, aqueles muito salgados, é bom você harmonizar com um vinho tinto mais forte. Ou fazer uma harmonização de contraponto: um queijo bastante salgado com vinhos muito doces. Pode ser um branco doce ou vinhos do Porto. Para os queijos de textura dura, como Parmesão e Grana Padano, os tintos, em geral, de médio corpo, harmonizam muito bem. Os de sabor suave, como Gouda e Reino, que têm até um certo adocicado, podem acompanhar tanto vinho branco quanto tinto, de médio corpo, como um Merlot ou um Chardonnay. Para os queijos mais cremosos, como Brie e Camembert, podem ser brancos ou tintos médios. E, por último, os queijos mais frescos, como os queijos de cabra ou cream cheese, podem ser acompanhados por um rosé ou um espumante, que ficam supergostosos. Os queijos são produtos de quase quatro mil anos de história. Dependendo do terroir onde são produzidos, passam por fermentação, envelhecimento ou maturação. Algumas regiões produtoras têm procedência, assim como os vinhos, com denominação de origem controlada. Há uma diversidade tão grande quanto a dos vinhos. É impossível provar e conhecer todos. Então, a harmonização perfeita é aquela que faz com que, a cada dia, a gente possa descobrir mais uma sensação e mais um prazer em uma boa harmonização entre queijos e vinhos.

29/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:59

COGUMELO E VINHO

O Música e Vinho está no ar, e eu lhe desejo uma excelente manhã. A Itália é considerada a pátria dos cogumelos. São centenas de espécies, e o consumo é tão popular que virou atração turística o período da colheita, chamado de “andaria funghi”, quando todos vão em busca do tesouro nas florestas. O funghi porcini é o mais famoso e cresce ao norte da Itália. O cogumelo chamado cantarella tem a coloração laranja. Os cardoncelli são os mais populares ao sul da Itália e são servidos assados, fritos ou cozidos em azeite. As trufas crescem embaixo da terra e têm sabor único: ou você ama ou odeia. Todos fazem parte dos ingredientes de diversas receitas na Itália e pelo mundo, que pedem vinho para harmonizar. Pela variedade de sabores e intensidade dos cogumelos, não se pode generalizar e dizer que cogumelos combinam com pinot noir, como já ouvi dizer. Cogumelo paris é bem suave e fresco, enquanto as trufas negras ou brancas são uma explosão de sabores. Seguindo a intensidade de aromas e sabores, harmoniza-se o vinho, do pinot noir ao barolo de nebbiolo para as trufas. Além desses cogumelos italianos, que são mais raros por aqui, temos o shiitake e o shimeji, que parecem carne vermelha; o paris, que é bastante fresco; o portobello, que vai bem com carnes; o champignon, que eu amo fresco — e todos pedem vinho. A receita vai da sua criatividade, desde os cremes de cogumelos, fatiados na salada, assados, molhos de cogumelos e muito mais. Cogumelos são ricos em vitamina D e super combinam com vinhos. Lembre-se sempre de manter a moderação para criar a sua próxima harmonização.

28/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:59

UVA SAVAGNIN

Que delícia ter a sua companhia nesta manhã para compartilhar informações sobre o mundo do vinho. Savagnin não é Sauvignon Blanc. Savagnin é uma uva branca tão antiga que pesquisas recentes, que analisaram 28 sementes de uvas antigas, ainda do período medieval, de 900 anos na França, identificaram a genética da uva Savagnin Blanc. Isso significa que a variedade foi plantada há pelo menos 900 anos. A origem é a região do Jura, que fica a leste da Borgonha, nas cadeias de montanhas já próximas aos Alpes. O nome Jura vem do período Jurássico, entre 210 e 140 milhões de anos atrás, quando os sedimentos viraram a cadeia de montanhas do Jura, com rochas calcárias. O Jura é conhecido pelos vinhos amarelos, ou Vin Jaune, elaborados com a uva Savagnin, uma variedade de grande intensidade, acidez e mineralidade. As uvas Savagnin são colhidas tardiamente e costumam estagiar em barricas pequenas de carvalho. Após dois a três anos, forma-se o véu de flor, similar ao que acontece com os Jerezes, porém os Vin Jaune não são fortificados. Outra particularidade é que, após seis anos e três meses, de acordo com a legislação, os vinhos são engarrafados em garrafas de 620 ml, chamadas de Clavelin. Os vinhos amarelos de Savagnin são muito parecidos com o Jerez, pela salinidade, intensidade de sabor, coloração, alta acidez, zero doçura e mineralidade do terroir calcário das cadeias montanhosas do Jura. Não é fácil encontrar vinhos do Jura, especialmente um Savagnin, mas vale a procura para se degustar vinhos tão particulares. Sushi de pancetta e foie gras. Santé!

27/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:03

FINCA SOPHENIA

Sophenia é a união dos nomes das filhas do fundador da Finca Sofênia: Sofia e Eugênia. Finca Sofênia é uma das mais reconhecidas vinícolas da Argentina, com vinhos de alta complexidade, elegância e riquezas aromáticas. A linha Sofênia Estate passa por 12 meses de carvalho francês. São cinco variedades disponíveis: os tintos Malbec, Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah, e o vinho branco da uva Chardonnay. Degustei o Sofênia Estate Malbec, de vinhedos de 1.200 metros de altitude. Mas será são de 15 dias para extrair mais estrutura e complexidade ao vinho. É um vinho super intenso, com a coloração violeta, daquelas de manchar a língua e a taça. Fruta madura no nariz, frutas secas, mas não frutas. Mentolado, têninos doces e volumosos, como um grande Maubeck. O Soufênia 2016 já chegou ao auge de 96 pontos pela revista inglesa The Canter, e a última safra disponível, a 2018, está em 92 pontos pelos críticos Tim Atkin e Jamie Suckling. Um super Maubeck para você degustar. Tá certo que a Argentina não é só de Maubecks, mas produz os melhores. Uma ótima sugestão para você. Lembre-se de manter a moderação.

26/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:30

VIDEIRAS COM BOAS UVAS

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25/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:22