Música e Vinho | Morena FM - Easy | Cadena

Episódios

QUEIJO BRIE COM CHAMPAGNE

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia June. Me deu água na boca só de lembrar do queijo brie com geleia na hora de escrever este Música e Vinho. Afinal, o brie é o queijo mais antigo da França e, hoje em dia, faz um sucesso nas festas, servido com massa folhada e geleias de vários sabores, frutas e mel. É uma super combinação com vinho. Brie com geleia pede um vinho. A região de Brie está próxima a Champagne, na França, e por isso a harmonização é um clássico: brie com Champagne. O queijo brie é considerado o queijo dos reis ou o rei dos queijos, porque os reis o elegeram, no Congresso de Viena, em 1814, como o mais macio e saboroso da França. Foi eleito pelo Imperador Carlos Magno I. O brie tem a textura macia e sabor forte, sabor lácteo forte, e combina com a textura cremosa e os aromas lácteos dos espumantes, dos famosos champanhes. Combina também com saladas, carnes fundis, castanhas como amêndoas, geleias e mel. Pode ser consumido frio, empanado e frito ou ainda assado na massa folhada. Não tem aperitivo melhor que o brie com massa folhada e geleia de frutas vermelhas ou frutas amarelas, como o damasco. Nesta receita, o frutado da geleia conta muito para a harmonização, e os tintos mais leves surgem com perfeição para este casamento. Aromas de frutas vermelhas ou amarelas, aromas doces intensos, combinam super bem. Enquanto o seu brie assa, você já pode escolher entre um pinot noir do Chile, um pinot noir da Nova Zelândia, da região da Califórnia ou ainda da Borgonha. A uva pinot noir é a chamada Lady das Uvas, uma uva autóctone da região da Borgonha. A frutinha fresca, frutas vermelhas e delicadas, notas de morango, cereja e cogumelos, que lembram o mofo da casca do brie. Essa é a excelente harmonização: brie com champanhe ou um tinto de pinot noir. Sugestões de harmonização para você seguir degustando, lembrando sempre, claro, de manter a moderação.

08/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:19

LENDAS DO MUNDO DO VINHO

E uma excelente manhã pra você, apaixonado por música, vinho e histórias do mundo do vinho. Eu adoro as lendas do mundo do vinho. Conta-se que, no século XII, os monges da ordem de cartucha, os mesmos do vinho português e de cartucha famosos, procuravam um lugar para construir um novo mosteiro. Encontraram um pastor que lhe informou sobre um lugar onde os anjos subiam aos céus por uma escada. Construíram exatamente nesse local o mosteiro chamado Scaladei e plantaram vinhas e elaboraram vinhos. Ao redor do mosteiro nasceu o vilarejo Scaladei. Mais tarde, a região ficou conhecida como Priorat ou Priorato, que significa comunidade religiosa. Para entender melhor a região, a denominação de origem controlada da Priorato, que faz parte da Catalunha. Essa é uma região que cultiva uvas no estilo garnacha-tinta e carinhenha. Elabora vinhos clássicos de aromas de cereja em cauda. Os vinhos do Priorato costumam estagear pelo menos 12 meses em Carvalho. O Priorato recebeu a denominação de origem de qualidade, o título máximo de denominação espanhola. A região tem produzido vinhos espetaculares, potentes, concentrados e longevos. Lembrando que a Catalunha tem baixa produtividade pela condição climática de baixo índice pluviumétrico. São vinhos de coloração intensa, boa textura e taninos afinados. Um dos principais produtores chama-se Álvaro Palácios. Se você também busca novidades, experimente um espanhol do Priorato, porque Espanha não é só tempranilo.

07/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:52

UVA MORENILHO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música e Vinho com a sommelier Kezia Giugni. Que coisa sem fim! Uma outra uva que eu nunca tinha ouvido falar. Morenilho também recebe os nomes de Mandon, Mandó, Galmeta ou Galmete. Nenhum livro meu falava sobre essa uva. Na internet, há poucas informações. Sei que é uma uva daquelas quase extintas, em fase de recuperação. É espanhola e entra na composição de um vinho chamado Mater Terezina, espanhol, e o Finca Morenilho, 100% da uva autóctone da região de Terra Alta, que fica no extremo da Catalunha. O Finca Morenilho apresenta aromas florais, balsâmicos, tostado e um pouco de cacau. Já o Mater Terezina é um assemblage de cinco uvas. São elas a Garnacha, a Tempranilo e Morenilho, espanholas, se rar, duas uvas francesas. Há similaridades na descrição se compararmos o vinho 100% morenilho e o assemblage com o morenilho. Os toques defumado e balsâmico aparecem em ambos os vinhos. São vinhos carnudos, gordos e persistentes. Vinhos de morenilho são, então, achados para quem está na fase de experimentar vinhos diferentes do comum. Para acompanhar cordeiros com páprica e outras especiarias, javali com castanhas, costelas de porco com figo. Vinhos exóticos merecem pratos exóticos. E você, também gosta de vinhos excêntricos? Já degustou um vinho da uva morenilho? Eu quero saber o que você está degustando, é só compartilhar usando a #Música&Vinho através das redes sociais.

06/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:46

VINHO QUINTA DO CRASTO SUPERIOR SYRAH

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música em Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Que bom ter a sua companhia nesta manhã para descobrir mais novidades sobre o mundo do vinho. Essa eu não sabia. Cihá é a décima uva mais plantada em Portugal. Fica atrás apenas das uvas nativas, as autóctones. Ela se adapta muito bem ao terroir do alentejo e suporta o calor intenso, solo pobre, e mostra nos vinhos muita fruta, pimenta e especiarias. A Cihá vem se destacando também no Douro, a terra de produção das uvas para o vinho do Porto. Os Cihás portugueses têm grande potencial aromático. São vinhos complexos, com notas animais e fruta muito madura, além de taninos ricos, bom para a produção de vinhos de guarda. A Cihá surgiu há pouco mais de 20 anos em Portugal, mas já ocupa 4 mil hectares de área plantada. Degustei o Quinta do Crasto Superior Syrah, com vinhas de 11 anos, um vinho de 2014, engarrafado em 2016. 97% do vinho é feito com a uva syrah e 3% da uva branca Vionier, só para dar um equilíbrio. As uvas são do Douro Superior, que é a melhor localização para a qualidade das uvas. Passou 5 dias macerando em temperaturas baixas para manter a elegância do vinho. Além dos 16 meses de carvalho francês, o vinho é bem escuro, com frutas silvestres, notas de chocolate, um vinho fresco, persistente, de taninos firmes, sensação de boca mentolada, encorpado e suave ao mesmo tempo. O Quinta do Crasto Superior Syrah harmoniza muito bem com a gastronomia local do Douro: carneiro assado, javali, perdiz e cozidos à portuguesa. Lembre-se sempre de manter a moderação para aproveitar o seu próximo vinho com os novos syrahs portugueses.

05/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:58

HARMONIZAÇÃO COM TEMPRANILLO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música em vinho, com a Sommelier Kezia Giugni. Harmonizações com o tempranilo. A uva da península ibérica tempranilo tem outras dezenas de nomes pelo mundo e outras tantos rótulos fáceis de encontrar e super dinâmicos para harmonizar com comida. Pode ser um tempranilo espanhol, um argentino ou brasileiro da região da Campanha Gaúcha, mais ao sul da Serra Gaúcha. Normalmente, os vinhos desta uva têm coloração não muito intensa e aromas de frutas vermelhas, especiarias, um defumado, baunilha, caramelo, e podem evoluir para as frutas secas e toques herbáceos quando têm passagem em madeira. Um acidez média, pouco açúcar e taninos expressivos. São vinhos de médio corpo a encorpados e super gastronômicos. Que tal começar com uma seleção de presuntos? Outras sugestões de harmonizações vão desde batum com crosta de gergelim e ervas para um tempranilo sem madeira, mais jovem, com taninos leves. Um hambúrguer de carne com sabor mais acentuado pode ser um angus, um cordeiro assado marinado no próprio vinho tinto. E que tá um arroz de pato com chorizo, um cozido português, uma rabada com polenta. Já deu água na boca, já está salivando por um tempranilo? Então é só aproveitar, escolher o seu rótulo e degustar com muita moderação. Lembre-se sempre que, se beber, não dirija.

02/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:32

FINCA SOPHENIA

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música em vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Sofênia é a união dos nomes das filhas do fundador da Finca Sofênia, Sofia e Eugênia. Finca Sofênia é uma das mais reconhecidas vinícolas da Argentina, com vinhos de alta complexidade, elegância e riquezas aromáticas. A linha Sofênia Estate passa por 12 meses de carvalho francês. São cinco variedades disponíveis: os tintos Malbec, Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah, e o vinho branco da uva Chardonnay. Degusteie o Sofênia Estate Malbec, de vinhedos de 1.200 metros de altitude. Masseração de 15 dias para extrair mais estrutura e complexidade ao vinho. É um vinho super intenso, com a coloração violeta daquelas de manchar a língua e a taça. Fruta madura no nariz, frutas secas. Mentolado, têninos doces e volumosos como um grande Malbec. O Soufiane, a 2016, já chegou ao auge de 96 pontos pela revista inglesa The Canter. E a última safra disponível, a 2018, está em 92 pontos pelos críticos Tim Atkin e Jamie Suckling. Um super Malbec para você degustar. Tá certo que a Argentina não é só de Malbecs, mas produz os melhores. Uma ótima sugestão para você. Lembre-se sempre de manter a moderação.

01/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:30

SUPER VINHO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Uma ótima manhã pra você, obrigada pela sua companhia de sempre, pra você que curte Música e Vinho, um ícone do uco da Argentina. O Música e Vinho de hoje é pra você que ama vinhos tintos mais presentes, mais marcados em boca, taninos integrados, final longo e consistente. É o supervinho do renomado consultor e enólogo francês Michel Rolland. Ele decidiu fazer um supervinho no estilo dos Grand Cruz de Bordeaux, nas terras da Argentina, e convidou alguns amigos produtores franceses pra investir no projeto, que é um sucesso. O Clos de La Ciete. Um vinho elaborado com corte das uvas Malbec, Cabernet Sauvignon, Merlot, Sihai, Petit Verdot. São 10 meses de amadurecimento, tem um bom potencial de guarda, pode chegar a 10 anos. Boas pontuações pela criatividade, crítica e, o principal, não tem preço estratosférico. Tem uma cor intensa e vibrante, notas maduras como pimenta negra, tosta e até um terroso. Vale muito curtir este símbolo da Argentina, Clos de Lausiette de Michel Roland. Lembre-se sempre de manter a moderação, só assim você poderá aproveitar o seu próximo vinho.

31/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:21

TARA PINOT NOIR

Saber beber, saber viver. Com a melhor música Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Eu quero muito te inspirar a degustar vinhos diferentes. Eu sou Kezia Giugni, sommelier, e hoje quero te convidar a descobrir um vinho fora do comum: o Tara Pinot Noir. Tara, em espanhol, significa imperfeito, e essa é justamente a filosofia desse vinho da Viña Ventisquero. O Tara Pinot Noir não é clarificado nem filtrado, e isso já aparece na garrafa: um vinho naturalmente turvo, que assume sua imperfeição como parte da identidade. O desafio começa no Deserto do Atacama, onde a umidade vem quase exclusivamente da neblina do Pacífico, chamada Camanchaca. Um ambiente extremo que imprime caráter único às uvas. O Tara Pinot Noir tem ainda outra particularidade no seu envelhecimento: 60% do vinho amadurece por 24 meses em foudres, grandes barris de cerca de 1.500 litros, e 40% em tanques de concreto de 1.000 litros. Os foudres, essa técnica antiga preservada em regiões como o Piemonte, no norte da Itália, permitem uma menor interferência da madeira, respeitando ao máximo a expressão do vinho. Nos aromas, encontramos notas de framboesa, cereja e cogumelos. Em boca, é surpreendentemente intenso para um Pinot Noir: um vinho presente, profundo, com um delicado toque de salinidade vindo da influência do Oceano Pacífico. Na harmonização, ele vai muito bem com carnes como pato, javali e, por que não, um pernil, que cai perfeitamente com o Tara Pinot Noir. E lembre-se sempre: vinho é para inspirar, com moderação e responsabilidade.

30/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:46

KAFFIR SAUVIGNON BLANC

Saber beber, saber viver, com a melhor música, Noir, música e vinho, com a sommelier, Kezia Giugni. A uva Sauvignon Blanc é consagrada em países como a Nova Zelândia, assim como a tinta Pinot Noir. Essas são as duas uvas principais de destaque do país Nova Zelândia. A Nova Zelândia é um país bem pequeno, mas com um grande número de regiões vinícolas, são 12 no total. 42% da área plantada é da uva branca Sauvignon Blanc. São mais de 500 vinícolas no país e elas abastecem um consumo que está dividido 50% para consumo próprio e 50% para exportação. Bom isso, né? A maioria das vinícolas está localizada no lado leste da ilha, onde estão mais protegidas das grandes chuvas das montanhas do oeste e beneficiadas pelo sol e pela brisa fresca do litoral leste. As uvas não escondem a característica principal dos vinhos da Nova Zelândia. Nova Zelândia que são finesa e elegância, Sauvignon Blanc e Pinot Noir. Os vinhos da uva Sauvignon Blanc são frutados e elegantes e os Pinot Noir mais intensos e concentrados que os vinhos da Borgonha. Degustei o Kaffir Sauvignon Blanc, super frutado, cítrico e um leve mineral para acompanhar frutos do mar. Degustei também o Silene Pinot Noir, de frutas maduras e uma seda ao paladar. E você, está degustando o quê? Compartilhe conosco usando a hashtag Música e Vinho através das redes sociais.

29/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:32

MASCIARELLI DE MONTEPULCIANO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música e Vinho com a sommelier Kezia Giugni. Na década de 70, o produtor italiano Gianni Macciarelli resolveu mudar o sistema de condução dos vinhedos em Abruzzo e foi criticado. Com rendimento bem inferior, ele produziu vinhos mais concentrados que os produzidos na região de Abruzzo, que fica ao centro da Itália. Após algumas décadas, hoje ele é copiado e chamado de anjo da guarda do Abruzzo, pois revolucionou a produção e colocou a região em evidência aos críticos e também aos consumidores de todo o mundo. Degustei o Macciarelli de Monteputiano da Safra de 2016. Uma das características da uva símbolo da região, a uva Monteputiano, é a coloração profunda, baixa acidez e taninos doces. Deliciosos quando jovens, mas podendo evoluir. Evoluir até uns 10 anos. O Mattiarelli Monteputiano da Abruzzo melhorou o estilo de Abruzzo, mas sem perder a tipicidade italiana. Ao beber, você sabe que é um vinho italiano, pede comida, saliva na boca. Eu harmonizei com queijos, pastas, frutas, castanhas e carnes. Uma mesa bem farta, bem italiana mesmo. Agora é um momento de reflexão e pergunta. Eu quero saber de você. Você procura vinhos que sejam muito diferentes um do outro? Quer encontrar vinhos que tenham a cara, ou melhor, o gosto de cada região ou país? Ou você procura vinhos que goste e pronto? Lembre-se de manter a moderação e, se beber, não dirija.

27/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:40

PINOT NOIR

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar, está começando Música & Vinho, com a sommelier Kézia Giugni. No famoso Vale do Limarí, no Chile, a temperatura é naturalmente mais baixa devido aos ventos frios vindos do Oceano Pacífico. Em contrapartida, a região apresenta uma alta intensidade solar, se comparada a outras áreas produtoras do país. Esse contraste favorece um amadurecimento lento das uvas, resultando em vinhos com maior concentração de aromas e sabores. Outro ponto marcante do Limarí é o solo, rico em carbonato de cálcio, característica que confere aos vinhos uma mineralidade intensa. Já citei aqui alguns Sauvignon Blanc da região que chegam a apresentar uma sensação quase salgada em boca. Desta vez, a degustação foi de um Pinot Noir. Eu não sei você, mas eu tenho dia de Pinot, dia de Sauvignon Blanc, dia de Syrah, de assemblage, de vinhão, de vinho francês, de Porto… Eu não consigo ser fiel a um único vinho — nem a uma marca, nem a um país, nem a um produtor. Como já dizia minha amiga Josiane: somos índios — infiéis e aventureiras. E é justamente essa curiosidade que traz toda a riqueza e diversidade do mundo do vinho. O vinho degustado foi o Tabalí Pinot Noir: delicado, sedoso, com notas aromáticas de cereja e um leve toque terroso, típico da variedade. A mineralidade aparece de forma elegante, trazendo frescor e equilíbrio ao conjunto. Fica aqui uma ótima sugestão de Pinot Noir para você degustar. Lembre-se sempre da moderação e, principalmente, de compartilhar conosco nas redes sociais usando a hashtag #musicaevinho. Quero saber: o que você está degustando?

26/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:31

HARMONIZAÇÃO COM COMIDAS NATALINAS

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música em vinho com a sommelier Kezia Giugni. Uma excelente manhã de Natal pra você, cheia de símbolos e significados. A celebração do Natal é comemorada a 1.667 anos, no dia 25 de dezembro. A data foi criada pela Igreja Católica no ano 350, pelo Papa Júlio I, e depois virou feriado. São vários os símbolos que acompanham a festa de Natal. A árvore tem o formato triangular, simbolizando a Santíssima Trindade. O Papai Noel, que traz os presentes, foi inspirado em São Nicolás, um bispo do século III. As velas e toda a iluminação significa Jesus, a luz do mundo. O vinho não está nesta lista, mas não pode faltar no Natal. E ele tem a função social de entrelaçar os relacionamentos e a amizade. É uma boa opção, inclusive, para o seu presente de Natal. Para a humanização, a minha sugestão é que o Natal é uma boa opção para o seu. Gestão são os vinhos de médio corpo, para conseguir harmonizar com a fartura de pratos à mesa e agradar a todos. Reserve meia garrafa por pessoa, mas tenha mais umas três garrafas no estoque, se necessário. Os vinhos tintos como os Dolcetos, Valpolicella e Barbera são boas opções, e pode ter também uma opção de vinho branco, como a uva Sauvignon Blanc. A acidez desses vinhos vai bem com os pratos mais gordurosos e quitar um espumante moscatel para sua sobremesa. Servido bem gelado ao final, ele limpa o paladar e adorça sua boca com suavidade, frescor e aromas encantadores. Um Feliz Natal a todos os ouvintes, obrigada pela sua companhia de sempre e lembre-se de manter a moderação.

25/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:42

VINHO BARONE MONTALTO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni . A vinícola Barone Montalto é uma jovenzinha na ilha da Sicília. Ela é colonizada por gregos e posteriormente pelos romanos, que deixaram muitas influências como teatro e arquitetura. A Barone Montalto foi fundada em 2000 e acompanha a nova tendência dos vinhos sicilianos, muito próximos aos vinhos do Novo Mundo. Embora sejam vinhos de terroir vulcânico, apresentam sabor, são vinhos de aromas vivos, pronunciados e bem aparentes, que se mostram fácil e principalmente vinhos que agradam a todos. Tem um carinho pelo Barone Montalto, pois o degustei pela primeira vez na Itália e Alvo Pinogridio está entre as minhas preferidas. O Barone Montalto Pinogridio, da linha aquarelo, tem a coloração esverdeada, lembrando maçã verde e limão. Mesmos aromas que aparecem no olfato. Na boca, é um vinho de paladar suave, como uma mousse, e traz acidez e mais notas de limão, como um limão siciliano. Um vinho de tampa de rosca para facilitar. Pode gelar, beber jovem e acompanhado de risoto de camarão, massas com ervas frescas e manteiga. Um vinho de alta salivação, causada pelo frescor da acidez do Barone Montalto. Para lembrar que esse vinho é siciliano, leve estoque de defumado. Afinal, estamos na ilha de terroir vulcânico e vulcões ativos. Bom pinogride para você!

24/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:38

VERDICCHIO TÍTULOS

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música em Vinho com a sommelier Kezia June. Se você já degustou o Chardonnay, Sauvignon Blanc, Pinot Grigio, Riesling, Guia Vustraminer, quer descobrir novos vinhos brancos, tem um verdict o te esperando. Em formato de ânforas, as garrafas dos vinhos dessa uva da região central da Itália, o Marche, é bem linda. Deguste o Titulus Verdicchio com coloração bem esverdeada, notas muito herbáceas, lembrando um alecrim salvia, cítricos de limão e final de boca bem vegetal. Não é um branco tão óbvio, daqueles levinhos, nada disso. É um vinho de acidez elevada, muito aromático e final longo, porém fresco, médio corpo e bem seco. Ficou perfeito com gaspacho de tomate e creme de mascarpone. E harmonizei também com carpaccio. De polvo e uma massa com frutos do mar. Esqueci de destacar as notas de limão siciliano, amêndoas, tostadas e maçã verde. É tão intenso nesse vinho os aromas que dá vontade de ficar no olfativo por horas. Tem vinho que assim já te conquista pelos aromas intensos. Vale muito se aventurar e conhecer o Verdicchio Títulos.

23/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:24

TALENTI ZIRLO TOSCANA

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música e vinho com a Sommelier Kezia Giugni. Quer começar o seu dia bem escolhendo um vinho para mais tarde? Se você, assim como eu, também tem os seus vinhos queridinhos, aqueles que você gosta de repetir sempre. Pois eu cheguei a um restaurante onde só um vinho chamou a minha atenção. O meu queridinho da Toscana, o Zirlo Talente. Eu sei que eu já falei sobre esse vinho no Música e Vinho, mas sempre tem novas impressões, novos contextos, como a história da vinícula Talente. Achei que era uma vinícula super tradicional, mas não. A vinícula foi fundada em 1980. Para a Enotria, a Itália, a terra do vinho, 1980 é super moderno. A vinícula é familiar e tem uma construção em pedra muito linda no povoado de Sanangelo de Coli. Um povoado de mais ou menos 1300 habitantes minúsculos. Dos 21 hectares plantados, 16 são destinados à rainha das uvas da Toscana, a Sangiovese. E os 5 hectares restantes são destinados às uvas como canaiolo, colorino, e às francesas merlot, cabernet sauvignon e pétis verdot. Além do meu queridinho Zirlo Talento, que é o mais jovenzinho da linha, a vinícola Talente é famosa pelos seus brunelos, pelos rostos, pela grapa de brunelo e também pelos azeites. Para você ver como o gosto não se discute, naquela noite ninguém gostou do meu vinho de cabernet sauvignon merlot e pétis verdot, um vinho cultivado na Toscana por um super produtor. Analisei a ficha técnica do vinho para ver se achava algum motivo para eu gostar tanto e a turma não gostar do vinho. Será que foi o sabor das frutas vermelhas como figo ou os aromas de sálvia? Eu amo todos os aromas herbáceos, mas tem gente que não gosta. Já veio à minha mente aquele filé. Ao molho do suco da própria carne com muita erva e vinho tinto, acompanhado de pão de alho com mais ervas aromáticas. Será que exagerei no herbáceo? Se pudesse, finalizaria tudo com cheiro verde. Quanto mais herbáceo, melhor, seja na comida ou no vinho. Essa é a minha sugestão. Zirlo Talente.

22/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 2:20

SEDIMENTO DO VINHO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música em Vinho com a sommelier Kezia Giugni. Você provavelmente já viu sedimentos de vinho na taça, às vezes até muitos sedimentos. Isso é o que acontece com o acúmulo e solidificação de vários elementos do vinho, como pigmentos de cor e taninos. Às vezes, eles têm o sabor meio amargo, mas não apresentam nenhum risco se consumidos. Apenas são desagradáveis, mas não significa que os vinhos estejam estragados. A forma de resolver é decantar o vinho, mas nem sempre você vai saber se o vinho tem sedimentos. Ao servir a primeira taça, se observar a presença de sedimentos, ainda dá tempo de decantar. Você vai precisar deixar a garrafa em pé para que os sedimentos se depositem no fundo da garrafa e não se misture novamente ao líquido. De usar um filtro, como um coador mesmo específico para vinhos. Atualmente, há vários vinhos naturais que não passam pelo processo de filtragem durante o processo de elaboração. Nesses vinhos, os sedimentos têm papel fundamental, até na formação dos aromas e sabores do vinho. Sedimentos podem aparecer tanto em vinhos brancos quanto em vinhos tintos. Nos brancos, eles são a cristalização de ácidos, como o tartarico, o principal ácido do vinho. Então, você escolhe. Se quer os vinhos naturais, com o mínimo de interferência, vai se acostumando aos sedimentos. Se não quer de jeito nenhum os pedacinhos de vinho no seu líquido, é só filtrar ou decantar. Aproveite o seu vinho, lembrando sempre de manter a moderação.

20/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:47

PINOT NOIR

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. Música em vinho. Com a sommelier. Kezia Giugni. Ser clássico e tradicional é manter o que já é habitual, seja na música, na arte ou na gastronomia e no vinho. Como a harmonização entre comida francesa e vinho. Como o pato e Pinot Noir. Como o produtor José Bderouin e os vinhos da uva Pinot Noir. Há 130 anos, a Maison José Bderouin produz vinhos de excepcional qualidade na Borgoia, na França. A casa tem como principal objetivo a elegância e a perfeição. Eu resolvi buscar essa harmonização clássica e escolhi um parmentier de pato. Um picadinho de pato com muito creme de queijo. Gratinado e fumegante, com a delicadeza das frutas vermelhas da Borgoia. Essa foi a harmonização, feito com o Borgoim Pinot Noir da Maison José Bderouin. O vinho é leve, porém muito presente em boca. Não por potência, mas por elegância. Aromas intensos, não por força, mas por complexidade. Sedoso e macio, com aromas de mirtilo, amora, framboesa e muitas frutas vermelhas frescas, que evoluem para as frutas em compota. E os aromas continuam a evoluir com uma delicadeza muito sutil e típica dos terroirs da Borgonha. A maturação do carvalho francês mantém a tradição e deixa notas clássicas de fungos, que eu curto muito. Curto tudo que tem nostalgia, história e tradição. Ok, eu confesso que gosto de tudo que é mais antigo. Aromas de coisas e vinhos que têm alguma história para contar. Como Le Caceroli, que desde 1954 se instalou à frente da banca de flores do Largo do Arochi, no Centro Histórico de São Paulo. Criaram ares parisiense e pratos de bistrô francês, com uma bela carta de vinhos, e hoje é um patrimônio da cidade. Há 64 anos, o local mantém sua excelência, buscando o que chamamos de terceiro sabor, que é o resultado da harmonização entre o prato e o vinho. Eu diria que as flores do outro lado da rua e até o cheiro das paredes ajudam a formar esse sabor. Pato e Pinot Noir é clássico. A carne de pato é bem estruturada, rica em gordura, então precisa de acidez e vivacidade. E é isso que você encontra na harmonização entre o parmentier de pato com o borgon tinto de Pinot Noir da Josette Drouin. Um casamento perfeito e entrará, com certeza, para os meus clássicos. Lembrando sempre de manter a moderação, à tarde eu volto com mais informações do Musica e Vinho.

19/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 2:42

CHÂTEAU PUYCARPIN BORDEAUX

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música e vinho com a Sommelier Kezia Giugni. Eu tenho um amigo que gosta muito de vinhos, mas nunca conseguiu se entender com os bordôs tintos. Você também acha difícil? O fantasma dos bordôs é o preço, sempre apresentados como os vinhos mais caros do mundo, dá espanta mesmo. Degustei uma opção muito boa de custo justo, na faixa dos R$ 120,00, o Chateau Puicarpan de Bordeaux. Bordeaux é uma região francesa de vinhos dividida em margem direita e margem esquerda. Na margem direita está a subregião de Saint-Emilion, de grandes vinhos da uva Merlot. E em Saint-Emilion há uma apelação, uma outra partezinha de terra dentro de Saint-Emilion, chamada de Cotes du Castillon. Ali produzem-se vinhos que usam a maior parcela da uva Merlot em vinhos tintos que vão de médio corpo a engordar, corpados. A cotes do castrilhão produz vinhos com certa rusticidade que vai se afinando com o tempo. Degusteio chatopo e carpam, 80% da uva merlot e 20% de cabernet Sauvignon. Com passagem de 8 meses em madeira e 14% de álcool, então você pode guardar por uns 4 anos. Na boca, um perfeito equilíbrio entre madeira e fruta. Acidez na medida certa, taninos presentes, aromas que lembram a meixa seca, caça e o famoso Saubois, aquele aroma de terra molhada bem típico nos tintos bordaleses.

18/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:35

VINHOS DA UVA CARMÉNÈRE

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Uma excelente manhã para você que curte o Música e Vinho e mais uma degustação horizontal. Desta vez, quatro vinhos da uva Carmenes. Todos chilenos. E só assim é possível comparar e entender o quão diferente podem ser os vinhos de uma mesma variedade. Por Isso, não dá para falar que você não gosta de Carmenes se só provou um vinho desta uva. Pode ter Carmeneres com prensagem mais leve das uvas, que dão vinhos mais leves e mais fáceis de beber para o seu dia a dia. E outros Carmeneres mais complexos, como acerações prolongadas e envelhecimento e amadurecimento. Só para lembrar algumas características desta uva: ela tem notas vegetais um pouquinho mais persistentes que a uva Merlot, além de pimenta negra, fruta negra, tabaco, baunilha e couro. E uma cor profunda, inconfundível. São raros os carmeneres franceses, então não resta dúvida em qual país procurar os vinhos da uva carmenere: é no chile mesmo. Para carnes vermelhas grelhadas, assados, cordeiros, filés com pimentas ou especiarias, o carmenere é uma boa escolha. O vinho la roya gran reserva é 100% da uva carmenere, e o aquitânia reserva, com 85% da uva carmenere e 15% de cabernet Sauvignon. Ambos os vinhos, com mais ou menos 10 meses de madeira, me encantaram nesta degustação só dos vinhos da uva carmenere, mas isso porque eu gosto de vinhos com mais persistência de boca, com mais presença, com mais intensidade. Para quem prefere os vinhos mais leves, o caliterra aventura carmenere é um vinho bem correto e de excelente custo-benefício. E você também pode fazer essa degustação em casa com os amigos, escolhendo uma única uva, experimentando para fazer as comparações e entender melhor as características de cada um. Cada gosto é diferente. E você vai escolher o que melhor lhe agrada, lembrando sempre de manter a moderação para aproveitar o seu próximo vinho.

17/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 2:06

VINHO CIRRÀ

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho com a sommelier Kezia Giugni. O Vinho e seus deuses. Degusteio Telo e Cirrado Lázio. A propriedade fica uns 50 quilômetros de Roma, e o nome vem da deusa romana da terra, do solo fértil Telo. O rótulo me chamou a atenção, e descobri que foi escolhido em um concurso de arte, que aconteceu no belíssimo Castelo de Sant'Angelo, em Roma. O Castelo de Sant'Angelo é um cenário belíssimo, e foi lá que aconteceu a grande ópera Tosca, de Giacomo Puccini, totalmente cheio de arte. Um monumento rico, que tem a estátua de um anjo coroando o edifício. Telo e Cirrà é um vinho cheio de arte. A garrafa tem o formato das antigas garrafas romanas, e o vinho é do produtor Falesco. Um super Cirrà de coloração vermelho bem intenso, frutas frescas e as especiarias da Cirrà. Um toque de baunilha pelos seus cinco meses de carvalho. O Telo e Serrai é um vinho sedoso, com taninos macios, rico e persistente. Acompanha super bem pizzas de calabresa, queijos maturados e massas com molhos fortes, como o nhoque de quatro queijos da minha amiga Gabriela Grandu. Que perfeição! Cremoso, aromas lácteos, sabores extremamente harmoniosos, incrível! Nhoque aos quatro queijos com vinho tinto é uma boa sugestão de harmonização, lembrando sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

16/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:32

VINHOS DE FERMENTAÇÃO EM CONCRETO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música em Vinho com a sommelier Kezia Giugni. A sugestão de tema de hoje é do Marcelo Padua, a respeito dos vinhos de fermentação em concreto. A fermentação em concreto não é nenhuma novidade, assim como a fermentação em ânforas, que acontece desde a antiguidade. Os tanques em concreto estão sendo cada vez mais usados na elaboração dos vinhos. Eles deixaram de ser usados e perderam espaço para o inox e também para a madeira, porém têm várias vantagens. São tanques com paredes resistentes e espessas, com revestimento neutro, que mantêm a temperatura constante naturalmente. Têm a micropurosidade, que permite a micro-oxigenação, assim como a madeira, porém sem transferências de aromas, o que acontece com a fermentação no carvalho. Os vinhos ficam mais cremosos e preservam as características da uva, mantendo seu terroir. Para os enólogos que buscam aromas mais complexos e macieis em tanino, sem interferências da madeira, o tanque em concreto é perfeito, mas nada impede que, posteriormente, o vinho seja amadurecido em carvalho. Esse formato oval, que está sendo muito utilizado nos tanques de concreto, é vantajoso, pois permite a movimentação do vinho por todo o espaço do tanque, sem a necessidade de remontagem, e tem uma grande durabilidade. Só precisa ser lavado com água morna a cada ciclo. Aqui no Brasil, a vinícola Guaspari, do Espírito Santo do Pinhal, no interior de São Paulo, já utiliza o tanque em formato ovo, feito em concreto, para o seu Sauvignon Blanc.

15/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:41

HARMONIZAÇÃO ENTRE PÃES E VINHOS

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho com a sommelier Kezia June. Em outros contextos, já falamos sobre a dupla que eu amo, pão e vinho. No Música e Vinho de hoje, vamos harmonizar alguns tipos de pães, já que a cada dia surgem variedades de receitas e as antigas estão sendo resgatadas. Pão não é só pão e acabou. Muda a textura, o tipo de ingredientes, a fermentação, o recheio ou a cobertura, o formato, com ou sem casca, com ou sem leite, e por aí vai. Começamos pelo espumante. Combina com brioches. Espumante, inclusive, tem aroma de pão, lembrando os brioches. Você já deve ter visto, nas descrições de alguns champanhas, notas aromáticas de brioche. Experimente para ver como fica bom, porque o brioche é bem macio e tem um sabor docicado, macio, como a textura cremosa da espumatização dos vinhos espumantes. Pode ser uma entradinha, que tal brioche com queijos e espumante? Os pães doces com frutas secas, chocolates e castanha se harmonizam com os vinhos do Porto. Pode ser a sua sobremesa: pão doce com sorvete e vinho do Porto. Os pães de azeitona combinam com os vinhos da uva Nerodávola, a uva italiana defumada da Sicília. O sabor defumado combina com o amargor das azeitonas. Se você combinar com uma berinjela ou uma caponata de berinjela, pode colocar no pão e já vira um prato bem gostoso. E as famosas focacias combinam com vinhos rosés mais secos. Um super pão que eu adoro, bem leve e fresco, com sabor acentuado do sal e alecrim. O frescor do pão com o frescor do rosé. Agora vamos para os pães recheados. Recheado com linguiça, com queijos e outros sabores mais fortes, combina com vinhos tintos como o Malbec e Sihá. Neste caso, você pode ficar só no pão ou servi-lo com massas com bastante molho de carnes ou queijo. Pão e vinho. Nem só de pão e vinho vive o homem. Se tiver música, também fica muito bom.

13/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 2:07

VINHO ALENTEJANO BOJADOR

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho com a sommelier Kezia Giugni. Já virou moda beber vinhos em taças, rolha de vinho fria em quase todos os estabelecimentos de gastronomia. A ideia é democratizar. Cada um leva o vinho que gosta e que pode pagar. No mesmo grupo de amigos, cada um tem um gosto ou está com vontade de beber um vinho diferente do outro. Não tem problema, cada um degusta a taça de vinho que mais gosta. E eu estive recentemente na Disneyland dos Enófilos, um wine bar com mais de 96 rótulos de vinhos disponíveis em taça. Degustei vários vinhos e, entre eles, também o Alentejano Borrador. Um vinho elaborado com as uvas tradicionais e, se você acompanha o Música e Vinho, já sabe que eu amo os vinhos do Alentejanos. Já falei sobre eles com o tema de vinhos quentes, os vinhos fáceis de agradar. Uvas aragonês, toriga nacional e trincadeira. O vinho borrador passa nove meses em barricas fermentando e depois mais seis meses sobre as borras, para extrair toda a qualidade das uvas e elaborar um supervinho. Sem filtragem, é um vinho no estilo natural. Uma boa fruta e toque terroso, com taninos bem maduros. Mais uma sugestão de vinhos alentejanos para você gostar e descobrir quais são as características principais dos vinhos portugueses.

12/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:31

UVA PINOGRIDIO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música em Vinho com a sommelier Kezia Giugni. A vinícola Barone Montalto é uma jovenzinha na ilha da Sicília. Ela é colonizada por gregos e, posteriormente, pelos romanos, que deixaram muitas influências, como teatro e arquitetura. A Barone Montalto foi fundada em 2000 e acompanha a nova tendência dos vinhos sicilianos, muito próximos aos vinhos do Novo Mundo. Embora sejam vinhos de terroir vulcânico, apresentam sabor; são vinhos de aromas vivos, pronunciados e bem aparentes, que se mostram fácil e, principalmente, vinhos que agradam a todos. Tenho um carinho pelo Barone Montalto, pois o degustei pela primeira vez na Itália, e a uva Pinogridio está entre as minhas brancas preferidas. O Barone Montalto Pinogridio, da linha Aquarelo, tem a coloração esverdeada, lembrando maçã verde e libão; aromas que aparecem no olfato. Na boca, é um vinho de paladar suave, como uma mousse, e traz acidez e mais notas de limão, como um limão siciliano. Um vinho de tampa de rosca para facilitar. Pode gelar, beber jovem e acompanhado de risoto de camarão, massas com ervas frescas e manteiga. Um vinho de alta salivação causada pelo frescor da acidez do Barone Montalto. Para lembrar que esse vinho é siciliano, leve estoque de defumado. Afinal, estamos na ilha de terroir vulcânico e vulcões ativos. Bom pinogride para você!

11/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:37

TITULUS È IL VERDICCHIO DEI CASTELLI DI JESI

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música e Vinho com a sommelier Kezia Giugni. Se você já degustou o Chardonnay, Sauvignon Blanc, Pinot Grigio, Riesling, Guia Vustraminer, quer descobrir novos vinhos brancos, tem um Verdicchio te esperando. Em formato de ânforas, as garrafas dos vinhos dessa uva da região central da Itália, o Marche, é bem linda. Deguste o Titulus Verdicchio, com coloração bem esverdeada, notas muito herbáceas, lembrando um alecrim, sálvia, cítricos de limão e final de boca bem vegetal. Não é um branco tão óbvio, daqueles levinhos, nada disso. É um vinho de acidez elevada, muito aromático e final longo, porém fresco, médio corpo e bem seco. Ficou perfeito com gaspacho de tomate e creme de mascarpone. E harmonizei também com um carpaccio de pão, de polvo, e uma massa com frutos do mar. Esqueci de destacar as notas de limão siciliano, amêndoas, tostadas e maçã verde. É tão intenso nesse vinho os aromas que dá vontade de ficar no olfativo por horas. Tem vinho que assim já te conquista pelos aromas intensos. Vale muito se aventurar e conhecer o Verdíquio Títulos.

10/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:23