Música e Vinho | Morena FM - Easy | Cadena

Episódios

TABALI PINOT NOIR

No famoso Vale do Limarí, no Chile, a temperatura é bem baixa devido aos ventos do Pacífico. Porém, há muita intensidade solar se comparada às demais regiões produtoras do Chile. Isso ajuda no amadurecimento lento das uvas e resulta em uma maior concentração de aromas e sabores. Outro fato marcante é o solo, repleto de carbonato de cálcio, o que traz grande mineralidade aos vinhos. Já citei alguns vinhos do Limarí e Sauvignon Blancs que são quase salgados. Desta vez, degustei um Pinot Noir. Eu não sei você, mas eu tenho dia de Pinot, dia de Sauvignon Blanc, de Syrah, de assemblage, de Vinhão, de vinho francês, de Porto. Eu não consigo ser fiel a nenhum vinho, nem marca, nem país, nem produtor. Como já dizia minha amiga Josiane: “Infiéis e aventureiras”. E é isso que traz toda a variedade do mundo do vinho. Degustei o Tabalí Pinot Noir. Delicado, sedoso, com notas aromáticas de cereja e um toque terroso, o que é comum em Pinot Noir, mas a mineralidade apareceu no frescor. Uma boa sugestão de Pinot Noir para você degustar. Lembre-se sempre de manter a moderação e, principalmente, de compartilhar conosco nas redes sociais, usando a hashtag #musicvinho. Eu quero saber o que você está degustando.

22/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:31

TENDÊNCIAS DO MUNDO DO VINHO

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21/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:38

VINHOS DO VALE MAIPO ANDES

Vamos para a região central do Chile, na sub-região do Maipo, de onde saem as melhores produções dos vinhos de Cabernet Sauvignon. Eu participei de uma degustação de seis rótulos de Cabernet Sauvignon, todos chilenos, e os dois rótulos que mais me chamaram a atenção foram os Cabernet Sauvignon da sub-região do Maipo-Andes. O Maipo-Andes é uma das novas classificações que o Chile criou para dividir melhor o país. A subdivisão de norte a sul permanece igual: são 1.300 km. Mas agora existe a subdivisão entre leste e oeste, que acontece com os nomes Andes, Entre Cordilheiras e Costas. São apenas 200 km, mas a diferença de solo e luminosidade é muito grande. Por isso a subdivisão: para identificar melhor esse tipo de vinho. O Maipo-Andes é a região mais próxima aos Andes e está sendo comparada ao Médoc, da região de Bordeaux, a Napa Valley, nos Estados Unidos, e à região de Bolgheri, na Itália. São regiões de grandes exemplares da uva Cabernet Sauvignon. Os solos têm grande profundidade e complexidade, com formações bem antigas dos quatro últimos períodos glaciais, com várias superposições e camadas de solos diferentes, e isso é o que traz a profundidade dos vinhos de Cabernet Sauvignon. Do Maipo-Andes, pode-se esperar vinhos com taninos menos agressivos, textura untuosa e aromas mais intensos. O Pérez Cruz Reserva Cabernet Sauvignon é uma perfeita harmonização para um risoto com filé: de cor vermelho-profunda, taninos bem redondos e fruta madura, e o melhor, um excelente custo-benefício. Já o Pérez Cruz Limited Edition Cabernet Sauvignon apresenta uma cor mais fechada, fruta madura, aromas de violeta e excelente persistência. Os sabores permanecem na boca por um longo período, exatamente do jeito que eu gosto: intenso, mas ainda gastronômico. Os vinhos do Maipo-Andes são perfeitos para acompanhar comida; são exatamente gastronômicos. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

20/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:22

VINHOS VALPOLICELLA E AMARONE

O Música e Vinho de hoje desembarca na terra de Romeu e Julieta, a terra também dos vinhos Valpolicellas e Amarones, dos vinhos italianos do Vêneto, que são um assemblage entre três uvas: a Corvina, a Molinara e a Rondinella. Já falamos várias vezes sobre essa composição aqui no Música e Vinho e, na busca por vinhos diferentes, encontrei o Gema Corvina Veronese, um vinho da agrícola Cesare, que é feito 100% só com a uva Corvina. Difícil! Eu ainda não tinha provado esta uva sozinha. A uva é mais uma de coloração intensa, quase negra, que eu já falei aqui no Música e Vinho, e o nome vem das penas dos pássaros negros, dos corvos. Uma uva de coloração bem escura e intensa, com aromas de cereja e um toque amendoado. É uma uva autóctone do Vêneto, mais especificamente dos arredores de Verona. Por isso, é também conhecida como Corvina Veronese. Produz vinhos tânicos, bem estruturados e elegantes, com aromas marcados de couro, chocolate, amêndoas, cereja e café torrado, como o vinho Gema Corvina Veronese, que degustei da vinícola Cesare, estabelecida em 1936. Um supervinho, com 18 meses de carvalho francês e parte em carvalho esloveno, mais um ano de garrafa. Daqueles vinhos grandes, de corpo cheio na boca, aromas complexos, suave no paladar e com boa persistência. A Corvina é a uva principal dos Valpolicellas. Quase sempre é utilizado mais ou menos 70% só da uva Corvina, então um vinho 100% dessa uva não poderia ser ruim. Para acompanhar: massas, polentas, queijos maduros, caça e embutidos fortes. Mais um novo vinho para sua lista: Gema Corvina Veronese, do produtor Doutor Cesare. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

19/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:05

ARTE DA TANOARIA

E uma excelente manhã para você, apaixonado por todos os assuntos relacionados ao mundo do vinho. Hoje vamos à arte da tanoaria. “Tanoa” significa carvalho, e é daí que vem o ofício artesanal e ancestral da arte da tanoaria, que é a elaboração dos famosos barris de vinho. A atividade cresceu junto com o mercado e a cultura vinícola no mundo e é passada de geração em geração. Historicamente, desde 200 anos antes de Cristo, a ânfora de argila começou a ser substituída pelos barris de madeira. No início, o objetivo era apenas o transporte e o armazenamento, mas hoje os barris de carvalho são verdadeiros instrumentos enológicos. O formato arredondado facilitou o transporte, já que era possível rolar o barril. A madeira mais utilizada é o carvalho em todo o mundo, porque é a que apresenta melhor porosidade, possibilitando a micro-oxigenação, superimportante para a troca de aromas do vinho. Além disso, o carvalho tem impermeabilidade, maleabilidade para se trabalhar e elaborar as barricas, resistência — podendo durar até 100 anos, e leveza para o transporte. Durante o processo de elaboração dos barris de carvalho, uma das partes superimportantes, que vai aparecer no seu vinho, é a tosta do barril. A tosta pode ser alta e proporcionar aromas que lembram chocolate, defumado e especiarias. A tosta pode ser média, com aromas de baunilha e carvalho, ou leve, com baunilha e coco, aromas mais adocicados. Outro fator é a qualidade da madeira. Quanto mais jovem a madeira, maior o impacto de aromas no seu vinho. O tamanho das barricas também é importante. O padrão é de 225 litros e, quanto menor o barril, maior a influência no estilo do vinho. O uso do barril de carvalho influencia, inclusive, a regulamentação da classificação de vinhos na região de Rioja, na Espanha. A classificação é feita com base no envelhecimento em madeira. Já falamos sobre esse assunto, mas só para lembrar: os vinhos mais jovens podem não ter estágio em madeira ou ter um período inferior; os Crianza passam 12 meses na madeira e mais tempo em garrafa; os Reserva ficam 12 meses em madeira e mais quatro anos em garrafa; e os Gran Reserva passam 24 meses em madeira e seis anos em garrafa antes de serem comercializados. A arte da tanoaria influencia também na paleta de cores, tanto dos vinhos brancos quanto dos tintos, além da estrutura, da textura, da evolução dos aromas e também do sabor do vinho. Por trás de cada barrica há uma história. Uma longa história e uma infinidade de pequenos e grandes detalhes que podem fazer a diferença no resultado final de um vinho. Esta é a arte da tanoaria.

18/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 3:09

MARQUEZ DE CASA CONCHA.

Você já deve ter degustado um dos vinhos do enólogo “papa” do Chile, super reconhecido pelos seus vinhos sempre com notas acima de 90 pontos. É Marcelo Papa, enólogo-chefe de sucesso, que começou sua trajetória na Concha y Toro. Liderou a Casillero del Diablo, do mesmo grupo, e há 17 anos está no comando da vinícola Marqués de Casa Concha. E ainda coordena a Maycas del Limarí, uma marca chilena de que eu gosto muito. A marca foi fundada em 2005, a 400 km de Santiago, no Vale do Limarí, uma região com grande influência marítima e solo mineral, com grande concentração de calcário. É considerado o vale perfeito para os destaques da vinícola: Chardonnay e Pinot Noir. Porém, produzem também um Syrah espetacular. Eu degustei o Reserva Especial Syrah, que foi desenvolvido em 2007. Degustei primeiro o vinho sozinho, para sentir o gosto dele sem harmonização, e depois harmonizei com esfirrinhas de carne e pasta de alho. Um vinho 100% Syrah, profundo, de coloração púrpura intensa. Muita fruta vermelha e negra, e delicadas notas apimentadas. É um vinho que dá para curtir sozinho, sem nada de comida, de tão saboroso e persistente. Mas combina também com carne vermelha, com uma picância que, desta vez, eu não busquei na pimenta, e sim na pasta de alho. O que eu gosto muito do Maycas é que, além de não ser um vinho tão caro, é fresco, tem vida e uma acidez gostosa. E não tem muitos aromas amadeirados, porque foi feito usando carvalho sem tosta. Mais uma sugestão de vinho chileno para sua harmonização: Syrah Maycas del Limarí. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

16/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:03

HARMONIZAR NÃO É UMA CIÊNCIA EXATA

Alguém tem dúvida da harmonia entre chá com bolo, arroz e feijão, café com leite, queijo e goiabada? Mas o que explica essa harmonia? Eu não sei de nenhuma regra ou livro que explique ou oriente a bela parceria entre o chá com bolo, por exemplo. Mas eles combinam. Não é uma simples mistura. Se for o bolo de queijo e arroz da nossa capital, então, tem muita história. A receita, o carinho e a imagem de simplicidade e hospitalidade vêm junto. No vinho também é assim. Harmonizar não é uma ciência exata. Não é só misturar. É a sensibilidade e a experiência criada que geram prazer e conforto ao paladar. Mas eu posso compartilhar algumas experiências sobre o que já deu certo comigo. Pratos com cogumelo combinam com vinhos da uva Pinot Noir. Peixes de rio combinam com vinhos brancos da uva Chardonnay. O churrasco fica perfeito com os vinhos tintos da uva Malbec. Se a receita do dia for um ossobuco, nem vou citar nomes de uvas, mas, principalmente, vinhos tintos mais fortes e alcoólicos. Camarão combina com vinhos rosés franceses, especialmente. Um ceviche, com aquela acidez gostosa, pode ser harmonizado com um Sauvignon Blanc. Tortas de frutas combinam com espumantes da uva Moscatel; chocolates, com Vinho do Porto; saladas e soufflés, ou todos os pratos à base de vegetais, com um bom Pinot Grigio bem geladinho. Massas italianas à bolonhesa podem ser harmonizadas com um Chianti ou um Valpolicella. Carnes com temperos mais apimentados pedem a uva Syrah. Cordeiro combina com Tempranillo ou Carménère. E a carne de panela, ou o famoso Bife Bourguignon, pode ser harmonizada com uma Cabernet Franc com Merlot, ou o próprio corte bordalês da França: a mistura entre as três uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot.

15/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:55

PÁTRIA DOS COGUMELOS

O Música e Vinho está no ar, e eu lhe desejo uma excelente manhã. A Itália é considerada a pátria dos cogumelos. São centenas de espécies, e o consumo é tão popular que virou atração turística o período da colheita, chamado de “andare a funghi”, quando todos vão em busca do tesouro nas florestas. O funghi porcini é o mais famoso e cresce ao norte da Itália. O cogumelo chamado cantarella tem a coloração laranja. Os cardoncelli são os mais populares ao sul da Itália e são servidos assados, fritos ou cozidos em azeite. As trufas crescem embaixo da terra e têm sabor único: ou você ama ou odeia. Todos fazem parte dos ingredientes de diversas receitas na Itália e pelo mundo, que pedem vinho para harmonizar. Pela variedade de sabores e intensidade dos cogumelos, não se pode generalizar e dizer que cogumelos combinam com pinot noir, como já ouvi dizer. O cogumelo Paris é bem suave e fresco, enquanto as trufas negras ou brancas são uma explosão de sabores. Seguindo a intensidade de aromas e sabores, harmoniza-se o vinho: do pinot noir ao barolo de nebbiolo para as trufas. Além desses cogumelos italianos, que são mais raros por aqui, temos o shiitake e o shimeji, que parecem carne vermelha; o Paris, que é bastante fresco; o portobello, que vai bem com carnes; e o champignon, que eu amo fresco. E todos pedem vinho. A receita vai da sua criatividade: desde cremes de cogumelos, fatiados na salada, assados, molhos de cogumelos e muito mais. Cogumelos são ricos em vitamina D e super combinam com vinhos. Lembre-se sempre de manter a moderação para criar a sua próxima harmonização.

14/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:59

VINÍCOLAS NA FRANÇA

Cada região da França é cheia de pequenas aldeias, e todas têm a sua particularidade, como Vinsobres, que fica a 40 km ao norte da famosa região vinícola de Châteauneuf-du-Pape. Vinsobres é especial para a produção de vinhos elaborados a partir da uva Syrah. Degustei o Vinsobres Le Cornud da Famille Perrin, proprietária do icônico Château de Beaucastel. O Vinsobres da Famille Perrin tem 50% de Syrah e 50% da uva tinta Grenache. As vinhas são plantadas em socalcos de aproximadamente 300 metros de altitude, em um terroir bem pedregoso. Cada uva é vinificada separadamente: a Grenache em inox, e a Syrah em tanques de madeira. Depois, apenas a Syrah envelhece em barricas por um ano. O resultado é um vinho fino e intenso, com notas de violeta, carne defumada, amoras e café, muita fruta madura e toques de especiarias. Um vinho super gastronômico. Harmonizei o meu Vinsobres da Famille Perrin com filé au poivre, e ficou perfeito. Ótimo Vinsobres para você!

13/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:23

ZIBBIBO

Zee Bibo. Lá vem ela com esses nomes esquisitos. Eu sei que você pensa assim, mas o que eu descubro já fico louca para compartilhar com vocês. Essa tal uva branca é da família das moscatos e recebe também o nome de moscato de Alexandria. É uma uva muito antiga e cultivada na Austrália, na África do Sul, na Itália, para fazer os vinhos doces de Panteleria, e na Espanha, na região de Málaga. Na Sicília, ao sul da Itália, ela é conhecida como Zee Bibo. É uma uva normalmente usada para fazer vinhos de sobremesa, além de servir também para fazer uva passa. Mas, na Sicília, tem um vinho seco elaborado com essa uva. O barone Montalto é uma colecione de famílias de Zee Bibo. Terres Siciliani. Tem todo o perfume exuberante e doce de um moscato, de flores e frutas exóticas, mas é encorpado, rico, macio e de um amarelo dourado, uma coloração própria das uvas, mas escoltado pela passagem da madeira. Um vinho branco de solo vulcânico, clima quente e passagem de madeira só pode ser gastronômico. A sugestão de harmonização é um atum selado com crosta de gergelim, mix de cogumelos na manteiga de ervas ou um risoto amilanês com açafrão, caldo de frango e queijas. Se você está aberto a novos vinhos, o Musique Vinho te inspira a mergulhar em novas experiências. E eu quero saber o que você está degustando. Compartilhe conosco usando a hashtag Musique Vinho através das redes sociais.

12/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:46

MELATONINA NAS UVAS

Eu não sei para você, mas vinho me dá um sono... Segundo matéria recente da revista Adega, uma tacinha de vinho à noite ajuda a relaxar e dormir. O Jornal de Ciências do Alimento e da Agricultura publicou um estudo, em 2006, que já falava sobre a presença da melatonina nas uvas e identificou a uva Nebbiolo com a maior quantidade da substância. Depois, seguida das uvas Croatina, Barbera, Cabernet Sauvignon, Sangiovese e Merlot. A melatonina é o hormônio que regula o sono. Como cada organismo reage de maneira distinta, é importante consultar o seu médico, já que algumas pessoas podem desenvolver uma tolerância em apenas três noites e precisar aumentar a dose para conseguir o efeito do sono, o que pode causar dependência química, interrupções do sono durante a noite ou até o efeito contrário: a insônia. Para mim, super funciona. O vinho me acalma, relaxa e traz um sono tranquilo. A melatonina é um hormônio que age à noite, quando não há luminosidade, estímulos sonoros, e atua como regulador do sono. Regula também o funcionamento do organismo e ainda age como antioxidante. Por isso, dizemos que dormir faz bem à pele, ao corpo, e que uma boa noite de sono rejuvenesce. O vinho tem melatonina na sua composição. Pode ser uma opção para unir o útil ao agradável, desde que seja usado com moderação. Uma taça é o suficiente para relaxar e dormir, além, é claro, da sua rotina e de outros alimentos que contribuem para uma boa noite de sono, como nozes, leite, azeite, espinafre, laranja, morango e acelga, além da preparação do local de repouso. Para mim, nem precisa muito. Só uma tacinha de vinho e eu já tenho uma qualidade de sono excelente. Lembrando sempre, sempre, de manter a moderação e consultar o seu médico para poder aproveitar a sua próxima degustação.

11/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:08

CHÂTEAUNEUF-DU-PAPE

Cada região da França é cheia de pequenas aldeias, e todas têm a sua particularidade, como Vansobre, que fica a 40 km ao norte da famosa região vinícola de Châteauneuf-du-Pape. Vansobre é especial para a produção de vinhos elaborados a partir da uva Syrah. Degustei o Vansobre do vinhedo Le Cornu, da Família Perrin, proprietária do ícone Château de Beaucastel. O Vansobre da Família Perrin tem 50% de Syrah e 50% da uva tinta Grenache. Plantado em socalcos de mais ou menos 300 metros, em terroir bem pedregoso, cada uva é vinificada separadamente: a Grenache em inox, e a Syrah em tanques de madeira. Depois, só a Syrah envelhece em carvalho. Valeu por um ano, ganhando um vinho fino e intenso, com notas de violeta, carne defumada, amoras e café, muita fruta madura e toques de especiarias. Super gastronômico, harmonizei o meu Vansobre da Família Perrin com filé au poivre, e ficou perfeito. Ótimo Vansobre pra você!

08/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:23

TELLUS SYRAH LAZIO

O Vinho e seus deuses. Degustei o Telus Syrah Lazio. A propriedade fica a uns 50 quilômetros de Roma, e o nome vem da deusa romana da terra, do solo fértil: Telus. O rótulo me chamou atenção e descobri que foi escolhido em um concurso de arte, que aconteceu no belíssimo Castelo de Sant’Angelo, em Roma. O Castelo de Sant’Angelo é um cenário belíssimo, e foi lá que aconteceu a grande ópera Tosca, de Giacomo Puccini, totalmente cheio de arte. Um monumento rico, que tem a estátua de um anjo coroando o edifício. Telus Syrah é um vinho cheio de arte. A garrafa tem o formato das antigas garrafas romanas e o vinho é do produtor Famiglia Cotarella. Um super Syrah, de coloração vermelha bem intensa, frutas frescas e as famosas especiarias da Syrah, com um toque de baunilha pelos seus cinco meses de carvalho. O Telus Syrah é um vinho sedoso, com taninos macios, rico e persistente. Acompanha super bem pizzas de calabresa, queijos maturados e massas com molhos fortes, como o nhoque de quatro queijos da minha amiga Gabriela Grandu. Que perfeição! Cremoso, aromas lácteos, sabores extremamente harmoniosos, incrível. Nhoque aos quatro queijos com vinho tinto é uma boa sugestão de harmonização. Lembrando sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

07/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:32

VINHOS DE GUARDA

Nesta manhã, eu te convido para a gente falar sobre vinhos de guarda, compras para o futuro. Será que existe um tempo certo para abrir um vinho mais velho ou mais jovem? Atualmente, 90% dos vinhos produzidos são para consumo imediato. Outros 10% duram décadas. Quando for compor a sua adega, também é bom manter a mesma proporção: só 10% dos vinhos de guarda. Eu tenho degustado alguns vinhos franceses de 2010, 2011, especialmente os Bordeaux médios, nada de Grand Cruz, que ainda estão meio verdinhos. São vinhos gostosos, porém estariam mais harmoniosos com uns três anos ou mais, talvez. Todos os vinhos mudam ao longo do tempo de garrafa, mas melhorar mesmo, só alguns. Com o tempo, o vinho perde um pouco de cor e perde também tanino e acidez. Os vinhos que têm essas duas últimas características, de tanino e acidez muito elevadas, fazem bem ao vinho melhorar: ele fica mais fácil de beber, com menos tanino e menos acidez com o tempo, menos agressivo e um pouco mais suave. Certa vez, eu falei para um cliente, que não gostou muito dessa comparação de vinho agressivo, achou meio piada. Mas, segundo uma das mais respeitadas enólogas do mundo, filha de Ângelo Gaia, italiana, chamada Gaia Gaja, ela disse que todo vinho engarrafado já está pronto. Alguns podem melhorar com a evolução da garrafa, mas é gosto pessoal. E, como só no Brasil nós já temos mais de 30 mil rótulos disponíveis, por que não deixar os vinhos que podem melhorar com o tempo de garrafa esperando um pouquinho mais? É claro que você não precisa ter muito. Como eu disse, 10% dos vinhos que você tem em casa. Ou, de vez em quando, comprar um vinho que você tenha que esperar um pouco mais, para poder sentir todos aqueles aromas mais complexos e terciários que só os vinhos mais envelhecidos têm. Lembrando sempre, claro, que, se beber, não dirija.

06/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:10

UVAS GRENACHE, MOVEDRE E SYRAH

Eu adoro falar sobre essa sigla que aparece em muitos vinhos e acaba nos confundindo, achando, talvez, que seja o nome da uva ou da região. GSM são as iniciais das uvas Grenache, Mourvèdre e Syrah, geralmente encontradas no sul da França, na região do Rhône, e também na Austrália. São três uvas tintas que formam esse estilo de vinho que eu considero muito fácil de beber, embora não sejam vinhos leves, e sim até mais encorpados, com uma boa textura em boca, macios e com notas aromáticas que lembram frutas vermelhas e negras e especiarias, como pimenta, típica da uva Syrah. São vinhos bem gastronômicos, perfeitos para carnes ensopadas, carnes grelhadas, um bom hambúrguer de carneiro ou uma massa com filé. Há vários produtores com esse corte GSM, vale muito experimentar. E o melhor: são vinhos que você pode beber ainda jovem, lembrando sempre de manter a moderação.

05/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:11

UVA PRIMITIVO

Será que o meu paladar é igual ao seu? Eu já sei que muita gente ama a uva Primitivo, mas eu não. Mas lancei o desafio de vocês me indicarem um vinho da uva Primitivo que você me mostrou e me dizer o porquê. Eu já tentei vários, juro. Vários produtores e até regiões e países. Tanto faz se Itália ou Estados Unidos. O açúcar residual e a falta de acidez e vivacidade não são compatíveis com o meu paladar. Não estou falando mal do estilo, só confessando que cada um tem um paladar. O que me agrada, não te agrada. E olha que tem uvas que eu torci o nariz e, mesmo assim, não desisti. Ora ou outra eu tentava de novo e foi aí que passei a gostar da uva Nero d’Avola, por exemplo, que eu achava tudo legal. Totalmente dura. Já encontrei alguns bons exemplares com notas defumadas, taninos presentes sem ser tão duros e o final mais macio, embora tenha essa força na boca. Se você também tem alguma uva ou estilo de vinho que já tentou várias vezes, mas mesmo assim não gosta, e outro que te surpreendeu após algumas degustações, conte pra mim. Quero compartilhar com vocês aqui no Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

04/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:30

VINÍCOLAS DE CATALUÑA

A região da Catalunha é a área vinícola com o maior número de denominações de origem controlada. Entre as mais conhecidas estão Costers del Segre, Montsant, Penedès, Priorat e Cava, bastante conhecido. Ao todo, são 12 sub-regiões, mas hoje vamos entender melhor a denominação de origem Cava. Primeiro, que Cava, em espanhol, é masculino; então, não é “a cava”, e sim “o cava”. O clima da Catalunha é de poucas chuvas, e isso faz com que as videiras apresentem uma baixa produtividade, obrigando as uvas a se concentrarem mais em aromas e sabores. Daí, o resultado são vinhos de coloração profunda, excelente textura e taninos finos. A denominação de vinhos no estilo Cava foi exclusividade da Catalunha durante muito tempo e ainda é responsável por 85% da produção. Porém, hoje, os espumantes espanhóis em todo o território podem ser chamados de Cava. São elaborados no mesmo método tradicional dos famosos champanhes, mas o sabor é bem diferente, já que as uvas são distintas. Enquanto em champanhes se usam Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay, na Espanha utilizam-se Xarel·lo, Macabeu e Parellada para fazer os Cavas, além das uvas Pinot Noir, Garnacha e Monastrell para os Cavas rosados e tintos. Desde 1960, o Cava ganha o mercado, pois a qualidade cresceu com as novas regras de elaboração e o uso de novas tecnologias. Chegou a ser chamado de “champanhe espanhol”. O bom disso tudo é que o Cava é mais suave, mais frutado que os champanhes franceses e é bem mais barato também. São três estilos de Cavas que você vai encontrar nos rótulos em supermercados: os Cavas de selo branco são os mais jovens, com nove meses de maturação; os de selo verde são os reservas, com quinze meses de maturação; e os de selo negro, os gran reserva, com trinta meses de maturação. É superfácil harmonizar Cava, porque vai com quase tudo, desde os embutidos da Catalunha aos mariscos com arroz e açafrão. Lembrando sempre de manter a moderação.

02/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:25

UVA MALBEC

Uma excelente manhã para você, obrigada pela sua companhia. Hoje tem música e vinho, e eu estou a fim de falar de uvas de novo. Há cerca de 10 mil diferentes castas de uvas no mundo e, assim como todos os nomes, têm algum significado. Alguns vêm da mitologia, outros são nomes científicos e outros são bem curiosos. Malbec, em francês, quer dizer “boca amarga”, o que discordo, porque os Malbecs são quase doces — se bem que os argentinos; os franceses são bem amarguinhos mesmo. Merlot vem do pássaro merle, que adora comer a uva Merlot ainda na videira. Pinot Noir remete ao formato dos cachos, como um pinho escuro — pinot noir. Sangiovese, em latim, significa “sangue de Jove”. Carmenère vem do carmim, do vermelho forte e intenso da sua coloração. Syrah tem mil hipóteses para o seu nome, mas eu acredito na versão da cidade de Shiraz, no Irã, da antiga Pérsia. Tempranillo vem do espanhol “temprano”, cedo; a uva amadurece bem cedo. E Cabernet Sauvignon é a união da Sauvignon Blanc com a Cabernet Franc, que deu origem à Cabernet Sauvignon. Além da uva Nebbiolo, a uva das névoas no período da colheita, na região do Piemonte, aos pés do monte, muita névoa deu Nebbiolo. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

01/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:30

VINHOS E COGUMELOS

O Música e Vinho está no ar, e eu lhe desejo uma excelente manhã. A Itália é considerada a pátria dos cogumelos. São centenas de espécies, e o consumo é tão popular que virou atração turística de colheita, chamada de Andaria funghi, em que todos vão em busca do tesouro nas florestas. O funghi porcini é o mais famoso e cresce ao norte da Itália. O cogumelo chamado Cantarella tem a coloração laranja. Os cardoncelli são os mais populares ao sul da Itália e são servidos assados, fritos ou cozidos em azeite. As trufas crescem embaixo da terra e têm sabor único: ou você ama ou odeia. Todos fazem parte dos ingredientes de diversas receitas na Itália e pelo mundo, que pedem vinho para harmonizar. Pela variedade de sabores e intensidade dos cogumelos, não se pode generalizar e dizer que cogumelos combinam com pinot noir, como já ouvi dizer. O cogumelo Paris é bem suave e fresco, enquanto as trufas negras ou brancas são uma explosão de sabores. Seguindo a intensidade de aromas e sabores, harmoniza-se o vinho: do pinot noir ao barolo de nebbiolo para as trufas. Além desses cogumelos italianos, que são mais raros por aqui, temos o shiitake e o shimeji, o Paris, que é bastante fresco, o portobello, que vai bem com carnes, o champignon, que eu amo fresco, e todos pedem vinho. A receita vai da sua criatividade: desde os cremes de cogumelos, fatiados na salada, assados, molhos de cogumelos e muito mais. Cogumelos são ricos em vitamina D e super combinam com vinhos. Lembre-se sempre de manter a moderação para criar a sua próxima harmonização.

30/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:59

ESTAÇÃO DE AROMAS

Fica bem mais fácil entender os estilos de vinhos que mais te agradam e também diferenciar os diversos estilos de vinhos fazendo essa experiência da estação de aromas. Quando a gente fala em aromas de frutas brancas, ainda assim é difícil saber exatamente que aroma é esse e em que tipos de uvas ou estilo de vinho podem aparecer esses aromas. Então, comece a testar em casa, porque a pera tem aromas mais fechados de frutas brancas frescas de regiões frias. O abacaxi já tem aromas mais abertos de frutas brancas frescas de regiões quentes. O damasco pode ter aromas de frutas brancas secas. O pêssego em calda tem aromas de frutas em compota. Vou me concentrar nos aromas da uva Riesling, que pode ter aromas de pêssego, damasco, maçã verde, pera, laranja e limão. São todas frutas brancas, mas com características bem distintas. Fruta branca doce, como damasco, é diferente de fruta branca cítrica, como a laranja e o limão. Já se você gosta ou prefere os aromas mais fechados, encontrados nos vinhos do Porto, vai adorar sentir na taça tudo junto: intensidade dos aromas de café, chocolate, uva passa, amêndoas e baunilha. E voilá! Vamos botar o nariz e a memória olfativa para funcionar.

29/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:34

UVA AGLIANICO

O sul da Itália não para de nos surpreender. Desta vez, com a uva Aglianico, do grego Eleanico, que significa “o que vem da Grécia”. Uma uva tinta que se destaca na região sul da Itália desde o século 17 a.C., em solos vulcânicos do Monte Vultur, no triângulo entre a Puglia, Campania e a Basilicata. As características da uva Aglianico são intensidade e concentração de cor, alto nível de acidez e de taninos, o que permite envelhecimento e amadurecimento. Degustei o Colepetrito Aglianico, com 10 dias de maceração e remontagem diária, para extrair ainda mais potencial do vinho, com mais extratos. Tem notas de chocolate, especiarias e café, e boa percepção e persistência. Os aromas vêm do terroir vulcânico e do envelhecimento em barris de tosta média. É um vinho ideal para queijos temperados, para carnes vermelhas, massas e pratos suculentos, como o cordeiro, bem estruturado, envolvente e persistente. Alguns vinhos da uva Aglianico são tão encorpados, austeros e persistentes que são comparados aos vinhos Barolo, produzidos ao norte da Itália. Por isso, os Aglianicos ganham também o apelido de “Barolos do sul”. Mais uma sugestão de vinhos para você descobrir, lembrando sempre de manter a moderação. Uma ótima manhã para você.

28/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:44

BRUNELLO DI MONTALCINO

Tem vinho que realmente merece mencionar e valorizar todas as premiações, como 97 pontos ou mais de Robert Parker, na safra de 2015, do Brunello de Montalcino 2015, do grande Biondi Santi. 97 pontos por James Suckling, 95 pontos pela Wine Spectator, 95 pontos por Antonio Galloni e 94 pela Wine Enthusiast. Isso tudo só na safra de 2015. Degustei na companhia do amigo embaixador de marca no Brasil, Flávio Girotti. O Brunello de Montalcino é uma criação do produtor Biondi Santi, que o engarrafou com este nome pela primeira vez em 1888. A safra de 1891 recebeu 100 pontos. O Reserva 1955 está entre os 12 melhores vinhos do século, ao lado de Château Margaux 1900. Vamos às sensações do Brunello de Montalcino 2015: com muitas camadas de frutas maduras e escuras, alecrim, uma cereja pronunciada e especiarias. Em boca, é encorpado, cheio, intenso, longo, um vinho amplo, muito potente e longevo. Um super vinho toscano, da Sangiovese Grosso, a uva clone da Sangiovese, com muito mais cor, corpo e mais extrato. O vinho passa 36 meses em carvalho esloveno. Agora sim, um vinho daqueles que merece preparar uma super receita de carne, merece abrir antes, merece uma super taça Riedel. Bom Brunello para você!

27/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:48

RECEITAS COM VINHO

O vinho tem lugar reservado à mesa, e não pense que é só na taça, mas no prato também. Você já deve ter comido alguma receita que leva vinho, tanto espumante quanto vinhos brancos, tintos e até os Portos. Se acabou o gás do espumante e você não bebeu tudo, vai para a panela, para dar cremosidade aos molhos para peixes e frutos do mar ou frangos, para o molho da salada, para incorporar os grãos do seu risoto, para preparar uma marinada para o seu peixe. Os vinhos brancos podem incrementar o refogado dos cogumelos do seu strogonoff. Servem também para fazer um risoto de aspargo e abobrinha ou usar no molho de peixes e frangos. Já os vinhos tintos servem para uma grande variedade de receitas: para marinar carnes vermelhas, fazer carnes de panela ao molho de vinho tinto, filés ao molho de vinho, risotos mais escuros, como os de linguiça, presuntos, carnes e cogumelos. Além do arroz de polvo, que fica super gostoso. Várias massas com molho de vinho e carnes, e as sobremesas, como o sagu, peras ao vinho, panna cotta e muito mais. E os vinhos do Porto, embora sejam doces, entram na receita de pratos salgados. Já comi um filé com espuma de vinho do Porto, mas você pode testar em casa uma redução de vinho do Porto com caldo de carne, com muitos temperos, ervas, sal, pimenta e alho, e servir sobre uma carne vermelha. Pode servir também como molho para pera grelhada e ainda umedecer a massa do seu bolo confeitado com vinho do Porto. Não desperdice nada: todo vinho pode virar vinagre, mas, antes disso, vai para a panela.

25/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:52

VINÍCOLA BARONE MONTALTO

A vinícola Barone Montalto é uma jovenzinha na ilha da Sicília. Ela é colonizada por gregos e, posteriormente, pelos romanos, que deixaram muitas influências, como teatro e arquitetura. A Barone Montalto foi fundada em 2000 e acompanha a nova tendência dos vinhos sicilianos, muito próximos aos vinhos do Novo Mundo. Embora sejam vinhos de terroir vulcânico, apresentam sabor; são vinhos de aromas vivos, pronunciados e bem aparentes, que se mostram fáceis e, principalmente, vinhos que agradam a todos. Tenho um carinho pelo Barone Montalto, pois o degustei pela primeira vez na Itália, e Alvo Pinogridio está entre as minhas preferidas. O Barone Montalto Pinogridio, da linha Aquarelo, tem a coloração esverdeada, lembrando maçã verde e limão — os mesmos aromas que aparecem no olfato. Na boca, é um vinho de paladar suave, como uma mousse, e traz acidez e mais notas de limão, como um limão siciliano. Um vinho de tampa de rosca, para facilitar. Pode gelar, beber jovem e acompanhar com risoto de camarão, massas com ervas frescas e manteiga. Um vinho de alta salivação, causada pelo frescor da acidez do Barone Montalto. Para lembrar que esse vinho é siciliano, há leves toques de defumado. Afinal, estamos na ilha de terroir vulcânico e vulcões ativos. Bom pinogride para você!

24/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:38

ESPUMANTE CAVE GEISSE EXTRA BRUTE

Você já pensou em como fazer as suas harmonizações? Pensar em harmonização é potencializar o sabor da comida e elevar todas as características de qualidade do vinho, de forma que um não sobreponha ao outro. A gente para pra pensar em texturas, crocância ou cremosidade, temperatura de serviço, se a comida é quente ou fria, intensidade de sabores mais leves ou mais intensos, as cores, a acidez, o sal, o açúcar. Todos esses elementos estão presentes tanto no prato quanto no vinho e precisam se equilibrar. Vamos a duas sugestões de harmonizações. Um espumante chamado Cave Guys Extra Brute, um Vintage Safrado 2018, foi harmonizado com muqueca de coco, cogumelo, paris, pupunha e farofinha de alho e manteiga. Você pode criar a sua própria receita se inspirando nas nossas sugestões de harmonizações. Bom, espumante branco com carne branca: herbáceo você sente nos dois. O espumante Cave Guys, da região de Pinto Bandeira, no sul do Brasil, tem muitas notas herbáceas, bastante cremosidade e a crocância do perlage. Essa mesma crocância você encontra na farofinha de alho, a manteiga de alho, o cogumelo e o frescor da pupunha você encontra também no espumante Cave Guys. Cremosidade do espumante e do prato. Quando você coloca um espumante em boca, tem toda a espumatização que forma essa mousse, a cremosidade que é super gostosa ao degustar espumantes. Lembrando sempre que espumantes devem ser bebidos gelados. Uma outra sugestão de harmonização, agora não mais de espumante, mas sim um vinho tinto da região da Sicília: o Barone Montalto Nero d'Avola, foi harmonizado com miolo de paleta e molho roti. A uva é autóctone e é uma uva quente da ilha da Sicília, chamada Nero d'Avola, de terroir vulcânico, aromas de frutas negras e chocolate. Foi harmonizado com carne vermelha e molho à base do próprio vinho tinto. Carne de sabor intenso, vinho de sabor intenso. Que tal a sugestão de harmonização para você se inspirar e degustar na sua casa? Lembrando sempre de manter a moderação.

23/04/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:33