Música e Vinho | Morena FM - Easy | Cadena

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TELLUS CERRADO LISO

O Vinho e seus deuses. Degusteio, Telo e Cirrado, Lásio. A propriedade fica a uns cinquenta quilômetros de Roma, e o nome vem da deusa romana da terra, do solo fértil, Telos. O rótulo me chamou atenção e descobri que foi escolhido em um concurso de arte que aconteceu no belíssimo Castelo de Sant'Angelo, em Roma. O Castelo de Sant'Angelo é um cenário belíssimo, e foi lá que aconteceu a grande ópera Tosca, de Giacomo Puccini, totalmente cheio de arte. Um monumento rico, que tem a estátua de um anjo coroando o edifício. Telo e Cirrà é um vinho cheio de arte. A garrafa tem o formato das antigas garrafas romanas, e o vinho é do produtor Falesco. Um super Cirrà, de coloração vermelho bem intenso, frutas frescas e as famosas especiarias da Cirrà, com um toque de barulho. Baunilha pelos seus cinco meses de carvalho. O Telo e Serrai é um vinho sedoso, com taninos macios, rico e persistente. Acompanha super bem pizzas de calabresa, queijos maturados e massas com molhos fortes, como o nhoque de quatro queijos da minha amiga Gabriela Grandu. Que perfeição! Cremoso, aromas lácteos, sabores extremamente harmoniosos, incrível. Nhoque aos quatro queijos com vinho tinto é uma boa sugestão de harmonização. Lembrando sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija

05/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:32

HARMONIZAÇÃO DE VINHO E COXINHA DE FRANGO

Regra de harmonização normalmente não contempla vinho para coxinha de galinha. Mas, até hoje, eu digo que a melhor entrada que comi no restaurante mais estrelado do Brasil foi uma coxinha de galinha. E eu preciso descrever para vocês: uma coxinha muito bem temperada. Na base da coxinha, um purê de mandioca bem cremoso com catupiry. Então, o catupiry veio por fora. O serviço foi feito em pratos fundos, para regar com o melhor caldo de galinha da vida. Realmente, uma coxinha inesquecível. Você acha que não combina? Ainda tem preconceitos e acha que vinho é só para alta gastronomia? Ou não gosta de coxinha? Eu te provo tecnicamente a harmonização. As comidas gordurosas têm que contrapor com vinhos mais frescos. A gordura seca o paladar. A crocância da fritura combina com o creque-creque das bolhas do gás do espumante, traduzindo os perlages. Frango é uma carne branca e combina com vinhos brancos, como os espumantes brancos. A coxinha é cheia de temperos e ervas, e os espumantes têm aromas herbáceos maravilhosos. Para encher a boca e salivar de vez, o purê de mandioca com catupiry é super cremoso, assim como a textura da espumatização que se forma na boca a cada gole de vinhos espumantes. Prato quente com vinho gelado sela uma harmonização de contraponto, que é a cara da nova era do mundo do vinho. Bem-vindos à descontração, à liberdade que os antigos deuses já pregavam desde a antiguidade, à alegria dos jovens consumidores de vinhos e à paixão pela bebida que é secular e que se renova a cada dia, a cada música e vinho. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

04/03/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:56

VINHO CHIANTE RUFFINO

Tem um vinho que todo mundo conhece, o Chianti Rufino. Ele é um clássico e do consagrado produtor da Toscana. Um vinho que tem sua produção controlada para garantir a qualidade e foi a primeira garrafa a exibir o selo de Doc G na Itália. A vinícula Rufino foi fundada em 1877, em Chianti, e em apenas 4 anos conquistou a primeira medalha de ouro em Chianti. Eles ganharam também o ouro na Feira de Bordeaux logo nos primeiros anos. Todo mundo conhece um Chianti, o tinto de Sangiovese com canaiolo, mas a vinícula tem deliciosos vinhos brancos também da uva Pinogridio, que é uma uva que eu amo. Vinhos frescos, aromas de frutas tropicais e mineral. Tem espumantes rosés, moscatos dastes, além de proseccos e tintos com base em Sangiovese e outras uvas. Uvas como Merlot, Syrah, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e até Alicante Boucher. São vinhos como o Asiano, o Ducale e o Modus, além de Brunelos, como o Grepeno Masi. Um Sangiovese grosso é a uva, um estágio mais longo, mais maduro e com aromas e final de boca que lembram chocolate e um tabaco bem suave. E o rico e encorpado Alouda, feito de Cabernet Franc, Merlot e Colorino, um vintage que só está em safras excepcionais, como a safra de 2015. Um vinho que tem estágio em dois meses de carvalho francês, afina no tanque de aço e depois na garrafa. Extremamente elegante, encorpado, aromas balsâmicos, baunilha, para harmonizar com a bistecca fiorentina que eu tive o prazer de experimentar em Florença, com batatas assadas, muito alho e azeite. Lembre-se sempre de manter a moderação para você ver que Antirrofino tem muito mais do que só Quianti. A gente acha que é o nome do produtor e não, o produtor se chama Rufino. E você vai encontrar todas essas outras variações de vinhos como modos a lauda do cali, aziano, moscatos para secos e rosés, todos de produção do mesmo produtor na região mais famosa da Itália. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

31/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:17

DEGUSTE NOVOS VINHOS

Eu quero muito te inspirar a degustar vinhos diferentes. Eu sou Kezia Giugni, Sommelier, e quero te inspirar pra descobrir esses novos vinhos, como o Tara Pinot Noir. Tara, em espanhol, quer dizer imperfeito. Essa é a filosofia do vinho da Vente Esqueiro. Tara Pinot Noir, que não é clarificado e não filtrado. Na garrafa já mostra toda a sua imperfeição. O vinho é extremamente turvo, porque não foi clarificado e nem filtrado. O desafio começa a crescer no deserto do Atacama, onde a umidade vem apenas da neblina do Pacífico, chamada de Camanchaca. O Tara Pinot Noir tem mais de uma particularidade. Ele envelhece 60% durante 24 meses em fúdres de 1000 quilos, 500 litros, e 40% em concreto de mil litros. Os fúdres são os barris gigantes, uma técnica bem antiga preservada principalmente nas regiões como Piemonte, ao norte da Itália. Envelhecer em fúdres traz menor interferência de madeira ao vinho. O Tara Pinot Noir tem os aromas que lembram framboesa, cereja e cogumelos. Na boca, é incrivelmente intenso para um Pinot Noir. Digo que é um Pinot Noir bem presente em boca e com um toque de salinidade vindo do Pacífico. Perfeito para carnes como pato, um javali e, por que não, um pernil cai super bem com o Tara Pinot Noir. Lembrando sempre de manter a moderação.

30/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:46

ESPUMANTES ROSÉ

A louca dos rosés, e eles me perseguiram nos últimos dias. Dois espumões rosés novos para degustar: o brasileiro Seival Brute Rosé e o espanhol Segura Viúda Rosé. O Seival brindou uma noite de amigos do vinho em São Paulo, que reuniu pessoas envolvidas e comprometidas em disseminar a cultura do vinho. O Seival Brute Rosé é elaborado na região da Campanha Gaúcha, mais ao sul do Rio Grande do Sul, com as uvas Pinot Noir e Pinot Gris, pelo método Charmat, aquele em que a segunda fermentação é no tanque e não nas garrafas, como o método tradicional de champanhe. A coloração vem de uma leve prensagem da uva Pinot Noir, que é tinta, e ganha uma cor salmão bem província. Provençal, ou seja, ao estilo dos rosés da Provence. Aromas de frutinhas como cereja e morango, de frutas vermelhas frescas, um vinho super fresco e acidez gostosa. Seguindo com os rosés, agora o espanhol. Já degustei várias cavas e agora descobri a uva nativa espanhola trepat. A segura viúda é da freixenet, e eles priorizam a valorização das uvas nativas, como a trepat, que tem 90% dessa cava, e 10% da uva garnacha. Esse rosé tem só 9 gramas de açúcar por litro, mantendo a tendência de menos açúcar nos espumantes. O segura viúda tem a coloração de maceração de 24 horas da uva trepá e 12 horas da uva garnacha. Ganha uma coloração linda que lembra casca de cebola. Com borbulhas finas e abundantes, que combina com vários pratos frescos, eu harmonizei com comida japonesa e ficou perfeito. Lembre-se sempre de manter a moderação, para. Descobrir novos rosés.

29/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:01

TEMPO DE ABERTURA DOS VINHOS

Já reparou naquelas pessoas que pegam o vinho e vão logo cheirando? Eu sei que, para muita gente, isso parece frescura, mas eu explico. Faz parte da degustação do vinho: as etapas são visual, aromática e agustativa. Se você fizer as duas que antecedem a degustação, o vinho pode ser ainda mais agradável. Nem adianta torcer o nariz, porque é uma questão de tempo: todo mundo vai beber vinho um dia. A etapa aromática é super prazerosa. Procure na internet uma coisa chamada roda de aromas de vinhos, e você vai encontrar todas as famílias aromáticas possíveis nos vinhos. São muitos, mas bem distintos. E, para mim, é uma viagem sensorial que só engrandece o vinho. Sirva apenas um terço da taça para o vinho ter espaço para liberar o álcool e você fazer o giro que vai liberar os aromas. Cada família aromática pode ter relação tanto com vinhos brancos como com vinhos tintos, e um só vinho pode apresentar várias famílias aromáticas. Um exemplo: champanhe branco pode ter aromas tanto de flores como de frutas brancas, além de pão e manteiga. Um vinho Pinot Noir tinto pode ter aromas de frutas vermelhas, como morango. Um Malbec pode ter aromas de frutas vermelhas maduras e frutas em compota. Um Sauvignon Blanc pode ter aromas de maracujá e de ervas frescas. Um vinho tinto envelhecido da Sicília, por exemplo, pode ter aromas de defumado, charuto e de frutas negras. Já pensou você sentir e conseguir descrever esses aromas no vinho sem nem mesmo tê-lo colocado em boca? Essa é a experiência sensorial na etapa aromática de degustação dos vinhos. Se você também teve alguma experiência interessante na etapa aromática, compartilhe conosco usando #musica&vinho.

28/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:10

VINHO OU O PRATO?

Quem vem primeiro? O vinho ou o prato? E você? Escolhe primeiro o prato ou o vinho? Tudo bem, se o momento for da comida, se a estrela é o objetivo de um prato especial, tranquilo, você pode escolher o vinho depois. Mas isso vem mudando. Há vários wine bars que têm o vinho como foco e cardápios que possam atender aos vinhos da carta. Desta forma, os chefes de cozinha dos wine bars buscam criar cardápios neutros e que tenham mil possibilidades de se harmonizar com as opções de vinhos. Eu acho super bacana. Escolher um vinho e depois escolher várias entradinhas pra brincar com a harmonização e testar várias opções que agrade ao seu paladar. Afinal, o bacana do vinho é o prato. Do vinho é se aventurar. E você, tá degustando o quê? Compartilhe comigo usando a hashtag Música e Vinho através das redes sociais.

27/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:08

VINHOS ROSÉ

abe qual é o queridinho do momento? São os vinhos rosés. Apaixonados por vinhos rosés são declarados rosé lovers, como eu. Já degustou vinhos rosés? Se ainda tem preconceito, você não sabe o que está perdendo. Ele não é nem branco nem tinto, mas tem aromas de tinto e frescor de branco. O melhor dos dois mundos. E ainda a versatilidade de harmonizar com uma infinidade de pratos. Desde saladas, massas ao sugo, embutidos mais leves. Pode ser frutos do mar, frango, comida japonesa e muito mais. Celebridades como Angelina Jolie e Brad Pitt influenciaram muito o aumento do consumo de rosés quando lançaram o Chateau de Miraval Rosé. É sucesso absoluto na Provância, elaborado com as uvas cinso, grenache no ar, sirra. E Roll. 5% do vinho passa em carvalho. Tem uma fruta intensa no nariz e, em boca, notas frutadas e minerais. O Chateau de Miraval é puro música e vinho. Olha que fantástica essa história. Em 1970, o pianista e compositor de jazz, Jacques Luzier, comprou a propriedade e a transformou em um estúdio de gravação, onde músicos como a banda Pink Floyd e Sting gravaram algumas músicas. Da música para os filmes, me inspirei nos 50 Tons de Rosa. Só para você entender que a variação de cores dos vinhos rosés é imensa. Vai do rosa-salmão ao pink, cereja, pêssego, casca de cebola e até tons mais atijolados. Depende da uva ou dos cortes de uvas tintas usadas. Depende se a casca tem mais pigmentação ou não. Depende também do tempo de maceração, que é o contato do suco da uva com a casca. O processo de elaboração. Tem sempre um rosé para te encantar. É só você escolher um dos tons de rosé que mais te agrada. Se você está aberto a novas experiências, o Música e Vinho te inspira. E eu quero saber o que você está degustando. Compartilhe conosco usando a hashtag Música e Vinho através das redes sociais.

26/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:20

UVA CARMÉNÈRE

Uma excelente manhã para você que curte o Música e Vinho e mais uma degustação horizontal. Desta vez, quatro vinhos da uva Carmenes. Todos chilenos. E só assim é possível comparar e entender o quão diferente podem ser os vinhos de uma mesma variedade. Por Isso, não dá para falar que você não gosta de Carmenes se só provou um vinho desta uva. Pode ter Carmenes com prensagem mais leve das uvas, que dão vinhos mais leves e mais fáceis de beber para o seu dia a dia. E outros Carmenes mais complexos, como acerações prolongadas e envelhecimento e amadurecimento. Só para lembrar algumas características desta uva. Ela tem notas vegetais um pouquinho mais persistentes que a uva Merlot. Além de pimenta negra, fruta negra, tabaco, baunilha e couro. E uma cor profunda inconfundível. São raros os carmeneres franceses, então não resta dúvida em qual país procurar os vinhos da uva carmenere. É no Chile mesmo. Para carnes vermelhas, grelhadas, assados, cordeiros, filés com pimentas ou especiarias, o carmenere é uma boa escolha. O vinho Larroia Gran Reserva é 100% da uva carmenere. E o Aquitânia Reserva, com 85% da uva carmenere e 15% de Cabernet Sauvignon. Ambos os vinhos, com mais ou menos 10 meses de madeira, me encantaram nesta degustação só dos vinhos da uva carmenere. Mas isso porque eu gosto de vinhos com mais persistência de boca, com mais presença, com mais intensidade. Para quem prefere os vinhos mais leves, o Caliterra Aventura Carmenere é um vinho bem correto e de excelente custo-benefício. E você também pode fazer essa degustação em casa com os amigos, escolhendo uma única uva, experimentando para fazer as comparações e entender melhor as características de cada um. Cada gosto é diferente. Você vai escolher o que melhor lhe agrada, lembrando sempre de manter a moderação para aproveitar o seu próximo vinho

23/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:06

ZIRLO TALENTI

Se você, assim como eu, também tem os seus vinhos queridinhos, aqueles que você gosta de repetir sempre, pois eu cheguei a um restaurante onde só um vinho chamou a minha atenção, o meu queridinho da Toscana, o Zirlo Talente. Eu sei que eu já falei sobre esse vinho no Música e Vinho, mas sempre tem novas impressões, novos contextos, como a história da vinícula Talente. Achei que era uma vinícula super tradicional, mas não. A vinícula foi fundada em 1980. Para a Enotria, a Itália, a terra do vinho, 1980 é super moderno. A vinícula é familiar e tem uma construção em pedra muito linda no povoado de San Angelo de Colí, um povoado de mais ou menos 1300 habitantes, minúsculo. Dos 21 hectares plantados, 16 são destinados à rainha das uvas da Toscana, a Sangiovese. E os cinco hectares restantes são destinados às uvas como Canaiolo, Colorino e as francesas Merlot, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot. Além do meu queridinho Zirlo Talento, que é o mais jovenzinho da linha, a vinícola Talente é famosa pelos seus brunelos, pelos rostos, pela grapa de brunelo e também pelos azeites. Pra você ver como o gosto não se discute. Naquela noite, ninguém gostou do meu vinho de Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot, um vinho cultivado na Toscana por um super produtor. Analisei a ficha técnica do vinho pra ver se achava algum motivo pra eu gostar tanto e a turma não gostar do vinho. Será que foi o sabor das frutas vermelhas, como figo, ou os aromas de sálvia? Eu amo todos os aromas herbáceos, mas tem gente que não gosta. Já veio à minha mente aquele filé ao molho do suco da própria carne, com muita erva e vinho tinto, acompanhado de pão de alho com mais ervas aromáticas. Será que exagerei no herbáceo? Se pudesse, finalizaria tudo com cheiro verde. Quanto mais herbáceo, melhor, seja na comida ou no vinho. Essa é a minha sugestão. Zirlo Talente.

22/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:16

VERDICCHIO TÍTULOS

Se você já degustou o Chardonnay, Sauvignon Blanc, Pinot Grigio, Riesling, Guia Vustraminer, quer descobrir novos vinhos brancos? Tem um verdict te esperando. Em formato de ânforas, as garrafas dos vinhos dessa uva da região central da Itália, o Marche, é bem linda. Degustei o Titulus Verdicchio, com coloração bem esverdeada, notas muito herbáceas, lembrando um alecrim salvia, cítricos de limão e final de boca bem vegetal. Não é um branco tão óbvio, daqueles levinhos, nada disso. É um vinho de acidez elevada, muito aromático e final longo, porém fresco, médio corpo e bem seco. Ficou perfeito com gaspacho de tomate e creme de mascarpone, e harmonizei também com carpaccio de pão. De polvo e uma massa com frutos do mar. Esqueci de destacar as notas de limão siciliano, amêndoas, tostadas e maçã verde. É tão intenso nesse vinho os aromas que dá vontade de ficar no olfativo por horas. Tem vinho que é assim, já te conquista pelos aromas intensos. Vale muito se aventurar e conhecer o Verdicchio Títulos.

21/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:23

UVAS DESTAQUE

Essas são as duas uvas principais de destaque do país Nova Zelândia. A Nova Zelândia é um país bem pequeno, mas com um grande número de regiões vinícolas. São 12 no total. 42% da área plantada é da uva branca Sauvignon Blanc. São mais de 500 vinícolas no país. E elas abastecem um consumo que está dividido: 50% para consumo próprio e 50% para exportação. Bom isso, né? A maioria das vinícolas está localizada no lado leste da ilha, onde estão mais protegidas das grandes chuvas das montanhas do oeste e beneficiadas pelo sol e pela brisa fresca do litoral leste. As uvas não escondem a característica principal dos vinhos da Nova Zelândia, que são fineza e elegância: Sauvignon Blanc e Pinot Noir. Os vinhos da uva Sauvignon Blanc são frutados e elegantes, e os Pinot Noir, mais intensos e concentrados que os vinhos da Borgonha. Degustei o Kaffir Sauvignon Blanc, super frutado, cítrico e com um leve mineral, para acompanhar frutos do mar. Degustei também o Silene Pinot Noir, de frutas maduras e uma seda ao paladar. E você, está degustando o que? Compartilhe conosco usando a hashtag Musica e Vinho através das redes sociais.

20/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:32

SOUVIGNON BLANC NA NOVA ZELÂNDIA

A uva Sauvignon Blanc é consagrada em países como a Nova Zelândia, assim como a tinta Pinot Noir. Essas são as duas uvas principais de destaque do país Nova Zelândia. A Nova Zelândia é um país bem pequeno, mas com um grande número de regiões vinícolas, são 12 no total. 42% da área plantada é da uva branca Sauvignon Blanc. São mais de 500 vinícolas no país, e elas abastecem um consumo que está dividido 50% para consumo próprio e 50% para exportação. Bom isso, né? A maioria das vinícolas está localizada no lado leste da ilha, onde estão mais protegidas das grandes chuvas das montanhas do oeste e beneficiadas pelo sol e pela brisa fresca do litoral leste. As uvas não escondem a característica principal dos vinícolas. Vinhos da Nova Zelândia, que são finesa e elegância, Sauvignon Blanc e Pinot Noir. Os vinhos da uva Sauvignon Blanc são frutados e elegantes, e os Pinot Noir mais intensos e concentrados que os vinhos da Borgonha. Degustei o Kaffir Sauvignon Blanc, super frutado, cítrico e um leve mineral, para acompanhar frutos do mar. Degustei também o Silene Pinot Noir, de frutas maduras e uma seda ao paladar. E você, está degustando o quê? Compartilhe conosco usando a #MUSICA&VINHO através das redes sociais.

19/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:33

VINHEDOS EM ABRUZZO

Na década de 70, o produtor italiano Gianni Macciarelli resolveu mudar o sistema de condução dos vinhedos em Abruzzo e foi criticado. Com rendimento bem inferior, ele produziu vinhos mais concentrados que os produzidos na região de Abruzzo, que fica ao centro da Itália. Após algumas décadas, hoje ele é copiado e chamado de anjo da guarda do Abruzzo, pois revolucionou a produção e colocou a região em evidência aos críticos e também aos consumidores de todo o mundo. Degustei o Macciarelli de Monteputiano da safra de 2016. Uma das características da uva símbolo da região, a uva monteputiano, é a coloração profunda, baixa acidez e taninos doces. Deliciosos quando jovens, mas podendo evoluir, até uns 10 anos. O Mattiarello e Monteputiano d'Abruzzo melhorou o estilo de Abruzzo, mas sem perder a tipicidade italiana. Ao beber, você sabe que é um vinho italiano, pede comida, saliva na boca. Eu harmonizei com queijos, pastas, frutas, castanhas e carnes. Uma mesa bem farta, bem italiana mesmo. Agora é um momento de reflexão e pergunta. Eu quero saber de você: você procura vinhos que sejam muito diferentes um do outro? Quer encontrar vinhos que tenham a cara, ou melhor, o gosto de cada região ou país? Ou você procura vinhos que goste e pronto? Lembre-se de manter a moderação e, se beber, não dirija

17/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:40

MAISON DE LA FERME

E hoje eu quero te inspirar a descobrir novos vinhos. Eu sou Kezia Giugni e está começando o Música e Vinho. Já tem bons cirras em todo o mundo: Espanha, Portugal, Chile e Estados Unidos. E, na origem, no Vale do Rio Rhone, ao sul da França, região onde o destaque é para o caráter elegante, floral e picante da uva. Nesta região, importa muito selecionar bons produtores, já que há muita diferença na qualidade. A Maison de la Frérrée é um dos destaques. A vinícola é de 1996 e se estabeleceu em uma propriedade que produz desde 1835 e foi recuperada usando as técnicas, conhecimento e tecnologia moderna. Para quem quer começar, o Delas Frérrée é um super herói. Exemplar, de médio corpo, tanino e sedoso, com as notas de grosélia, muita fruta, pimenta negra e especiarias. Vamos harmonizar esse vinho? Com um filé ao molho de pimenta verde, o famoso steak au poivre, ou ainda um hambúrguer de cordeiro. E imagine o seu Delas Frejressi Rá harmonizado com torta de chocolate amargo com amêndoas. Super combina! Lembre-se sempre de beber com moderação.

16/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:27

TELLUS CERRADO LISO

O Vinho e seus deuses. Degustei o Telus Cirrado Lásio. A propriedade fica uns 50 quilômetros de Roma e o nome vem da deusa romana da terra, do solo fértil Telus. O rótulo me chamou atenção e descobri que foi escolhido em um concurso de arte, que aconteceu no belíssimo Castelo de Sant'Angelo, em Roma. O Castelo de Sant'Angelo é um cenário belíssimo e foi lá que aconteceu a grande ópera Tosca, de Giacomo Puccini. Totalmente cheio de arte. Um monumento rico, que tem a estátua de um anjo coroando o edifício. Telus Cirrà é um vinho cheio de arte. A garrafa tem o formato das antigas garrafas romanas e o vinho é do produtor Falesco. Um super Cirrà de coloração vermelho bem intenso, frutas frescas e as famosas especiarias da Cirrà, com um toque de baunilha pelos seus cinco meses de carvalho. O Telo e Serrai é um vinho sedoso, com taninos macios, rico e persistente. Acompanha super bem pizzas de calabresa, queijos maturados e massas com molhos fortes, como o nhoque de quatro queijos da minha amiga Gabriela Grandu. Que perfeição! Cremoso, aromas lácteos, sabores extremamente harmoniosos, incrível! Nhoque aos quatro queijos com vinho tinto é uma boa sugestão de harmonização. Lembrando sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija!

15/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:32

VINHO DE CHAMPAGNE

É claro que você já ouviu falar dos vinhos de champanhe e os famosos espumantes franceses. Eles são elaborados com três cepas, ou uvas oficiais da região norte da França. São elas a branca Chardonnay, as tintas Pinot Noir e Pinot Mounier. O assemblage entre uvas brancas e tintas pode elaborar vinhos brancos, rosés ou tintos. Depende do método de elaboração que o enólogo definir. Deixando o mosto em contato com a casca, ele pode extrair cor. Pouco contato, extrai pouca coloração. E não ter contato com a casca, obtém vinhos brancos. É difícil encontrar varietais da uva Pinot Mounier, já que a uva produz vinhos com ataque de boca muito curto e é muito sensível à oxidação. Já os vinhos 100% da uva Pinot Noir ou Chardonnay são mais comuns. A Pinot Noir traz frescor e uma evolução de aromas e sabor. Já a Chardonnay tem potencial para envelhecimento, elegância, notas florais e minerais. As três cepas juntas formam o corte típico de champanhe, com força, estrutura, elegância, frescor, grande potencial de guarda e muitos perlages, prontos para participar dos momentos de celebração pelo mundo afora. Bebido gelado, é uma perfeita combinação com peixes e frutos do mar, queijos frescos, carpacios, doces de baunilha, frutas e muito mais. Um bom champanhe para você! E eu quero saber o que você está degustando. Compartilhe conosco usando a hashtag #MúsicaeVinho pelas redes sociais.

14/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:42

SOCIEDADE BRASILEIRA DOS AMIGOS DO VINHO

No Música e Vinho, você fica sabendo de tudo que acontece no mundo do vinho, por aqui, no Brasil e pelo mundo. Uma das entidades mais respeitadas e também a mais antiga de vinhos do Brasil é a ESBAVE, Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho, fundada há 38 anos, em 1980, em São Paulo. A entidade tem a missão de reunir, congregar e integrar apreciadores, estudiosos, enófilos, enólogos e todos que tenham interesse em degustar e estudar vinhos. A ESBAVE tem como objetivo também difundir a cultura social do vinho, debatendo e promovendo com as instituições públicas ou particulares ligadas à enologia e à vitivinicultura. Em 2018, a ESBAVE realizou ações como viagens à região vinícula de Santa Catarina, no Brasil, e muitas degustações, como conceitos básicos de vinho, vinhos franceses, alemães, espanhóis e brasileiros, além de eventos de confraternização entre os sócios. Você também pode se associar e fazer parte desta super confraria e ter benefícios em descontos de algumas importadoras pelo Brasil. No biênio 2019 a 2021, assume a presidência o sommelier Manuel Luz, a quem deseja o sucesso na nova gestão. Mais notícias sobre o mundo do vinho você fica sabendo aqui, no Música e Vinho.

13/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:32

HARMONIZAÇÃO DE VINHOS E QUEIJOS

Olá, bom dia. Que bom ter a sua companhia nesta manhã pra falar de queijos e vinhos, que é sempre uma noite gostosa. O queijo é a estrela da noite. Me pediram pra voltar em assuntos de quatro anos atrás, mas que é sempre atual. É que eu andei avançando muito e falando sobre vinhos de ilhas, uvas neelúteos, sicarela e tudo mais. Então, vamos à dupla queijos e vinhos. Hoje vai ser só a harmonização. Já falei de como montar, o que acompanhar. É só ir lá no site, que tem quase mil temas. Para os queijos mais fortes, como roquefort e gorgonzola, aqueles muito salgados, é bom você harmonizar com um vinho tinto mais forte. Ou uma harmonização de contraponto: um queijo bastante salgado com vinhos muito doces. Pode ser um branco doce ou vinhos do Porto. Para os queijos de textura dura, como parmesão, pesão e grana padano, os tintos em geral, de médio corpo. Os de sabor suave, como golda e reino, que têm até um certo adocicado, pode ser tanto vinho branco quanto tinto, de médio corpo, um merlot ou um chardonnay. Para os queijos mais cremosos, como brie e camembert, pode ser branco ou tintos médios. E, por último, os queijos mais frescos, como os queijos de cabra ou cream cheese, pode ser um rosé ou um espumante, que fica super. Os queijos são produtos de quase 4 mil anos de história. Dependendo do terroir onde é produzido, passam por fermentação, envelhecimento ou maturação. Algumas regiões produtoras têm a procedência, assim como os vinhos, denominação de origem controlada. Há uma diversidade tão grande quanto a dos vinhos, é impossível provar e conhecer todos. Então, é a harmonização perfeita para que, a cada dia, a gente possa descobrir mais uma sensação e mais um prazer de uma boa harmonização entre queijos e vinhos.

12/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:59

MUSEU DO VINHO

Já ouviram o provérbio que diz que com pão e vinho se faz um bom caminho? Serve para descrever o caminho de Santiago de Compostela, que percorre todo o norte da Espanha, de leste a oeste. Começando com as cavas da Catalunha, passando pelos vinhos da uva garnacha da região de Navarra, entrando pela maior área vinícola da Espanha, a Rioja, onde 75% dos vinhos produzidos são tintos, 100% ou com assemblages da uva tempranilo, encerrando a jornada na Galícia. A Galícia está localizada logo acima da famosa região dos vinhos verdes portugueses e tem vinhos com características e estilos bem parecidos. A Galícia é famosa pelos vinhos brancos da uva alvarinho, assim como a região dos vinhos verdes em Porto. Mas esse caminho cheio de histórias, fé e milagres tem ainda a famosa Fonte de Hirache, que oferece vinho aos peregrinos. Segundo a placa da fonte, o peregrino que quiser chegar a Santiago com força e vitalidade, deste grande vinho tome um gole e brinde pela felicidade. A fonte de Hirache está quase no início do caminho, na região produtora de Navarra, e abriga ainda um museu do vinho, ambos abertos à visitação. O caminho de Santiago de Compostela passa por plantações de videiras, pequenos vilarejos, construções históricas, passa também por reflexões e vinhos à mesa para avivar o corpo e a mente. O caminho de Santiago de Compostela é também patrimônio itinerário cultural europeu e patrimônio da humanidade.

10/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:51

INDICAÇÃO DE VINHOS

A pergunta que eu mais ouço é um tema que eu nunca tratei no Música e Vinho, olha que curioso. Mas será que essa é a sua dúvida também? Qual é o vinho fino mais próximo do suave pra eu começar a beber? Essa é a pergunta que sempre me fazem. Por que será que você não gosta de vinhos secos? Isso é normal. O nosso paladar não está acostumado a bebidas mais secas. Até os drinks, como caipirinha, têm açúcar; outros têm adição de licores ou caldas doces. Então, o nosso paladar é doce, mas com grande potencial de evolução. Aos poucos, você vai se adaptando aos sabores dos vinhos mais secos. Eu tenho dois nomes de vinhos tintos na ponta da língua e um estilo de espumante pra você não errar. São os espumantes Demi-Sec, que estão entre os moscatéis e o espumante Brut, nem tão doce nem tão seco. E duas opções de vinhos tintos nacionais: o Saint Germain Cabernet Franc e o Naturel, que tem as versões branco e tinto. Ambos são vinhos feitos com uvas francesas viníferas e que deixam sobrar açúcar natural no processo de fermentação. A graduação alcoólica é bem baixa e você pode gelar bem; fica excelente para o nosso calor. E o melhor: têm bom preço, ótimo custo-benefício e já dão para você começar a beber vinhos tintos um pouquinho mais secos. Lembrando sempre de manter a moderação.

09/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:31

QUEIJO BRIE COM CHAMPAGNE

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia June. Me deu água na boca só de lembrar do queijo brie com geleia na hora de escrever este Música e Vinho. Afinal, o brie é o queijo mais antigo da França e, hoje em dia, faz um sucesso nas festas, servido com massa folhada e geleias de vários sabores, frutas e mel. É uma super combinação com vinho. Brie com geleia pede um vinho. A região de Brie está próxima a Champagne, na França, e por isso a harmonização é um clássico: brie com Champagne. O queijo brie é considerado o queijo dos reis ou o rei dos queijos, porque os reis o elegeram, no Congresso de Viena, em 1814, como o mais macio e saboroso da França. Foi eleito pelo Imperador Carlos Magno I. O brie tem a textura macia e sabor forte, sabor lácteo forte, e combina com a textura cremosa e os aromas lácteos dos espumantes, dos famosos champanhes. Combina também com saladas, carnes fundis, castanhas como amêndoas, geleias e mel. Pode ser consumido frio, empanado e frito ou ainda assado na massa folhada. Não tem aperitivo melhor que o brie com massa folhada e geleia de frutas vermelhas ou frutas amarelas, como o damasco. Nesta receita, o frutado da geleia conta muito para a harmonização, e os tintos mais leves surgem com perfeição para este casamento. Aromas de frutas vermelhas ou amarelas, aromas doces intensos, combinam super bem. Enquanto o seu brie assa, você já pode escolher entre um pinot noir do Chile, um pinot noir da Nova Zelândia, da região da Califórnia ou ainda da Borgonha. A uva pinot noir é a chamada Lady das Uvas, uma uva autóctone da região da Borgonha. A frutinha fresca, frutas vermelhas e delicadas, notas de morango, cereja e cogumelos, que lembram o mofo da casca do brie. Essa é a excelente harmonização: brie com champanhe ou um tinto de pinot noir. Sugestões de harmonização para você seguir degustando, lembrando sempre, claro, de manter a moderação.

08/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 2:19

LENDAS DO MUNDO DO VINHO

E uma excelente manhã pra você, apaixonado por música, vinho e histórias do mundo do vinho. Eu adoro as lendas do mundo do vinho. Conta-se que, no século XII, os monges da ordem de cartucha, os mesmos do vinho português e de cartucha famosos, procuravam um lugar para construir um novo mosteiro. Encontraram um pastor que lhe informou sobre um lugar onde os anjos subiam aos céus por uma escada. Construíram exatamente nesse local o mosteiro chamado Scaladei e plantaram vinhas e elaboraram vinhos. Ao redor do mosteiro nasceu o vilarejo Scaladei. Mais tarde, a região ficou conhecida como Priorat ou Priorato, que significa comunidade religiosa. Para entender melhor a região, a denominação de origem controlada da Priorato, que faz parte da Catalunha. Essa é uma região que cultiva uvas no estilo garnacha-tinta e carinhenha. Elabora vinhos clássicos de aromas de cereja em cauda. Os vinhos do Priorato costumam estagear pelo menos 12 meses em Carvalho. O Priorato recebeu a denominação de origem de qualidade, o título máximo de denominação espanhola. A região tem produzido vinhos espetaculares, potentes, concentrados e longevos. Lembrando que a Catalunha tem baixa produtividade pela condição climática de baixo índice pluviumétrico. São vinhos de coloração intensa, boa textura e taninos afinados. Um dos principais produtores chama-se Álvaro Palácios. Se você também busca novidades, experimente um espanhol do Priorato, porque Espanha não é só tempranilo.

07/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:52

UVA MORENILHO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música e Vinho com a sommelier Kezia Giugni. Que coisa sem fim! Uma outra uva que eu nunca tinha ouvido falar. Morenilho também recebe os nomes de Mandon, Mandó, Galmeta ou Galmete. Nenhum livro meu falava sobre essa uva. Na internet, há poucas informações. Sei que é uma uva daquelas quase extintas, em fase de recuperação. É espanhola e entra na composição de um vinho chamado Mater Terezina, espanhol, e o Finca Morenilho, 100% da uva autóctone da região de Terra Alta, que fica no extremo da Catalunha. O Finca Morenilho apresenta aromas florais, balsâmicos, tostado e um pouco de cacau. Já o Mater Terezina é um assemblage de cinco uvas. São elas a Garnacha, a Tempranilo e Morenilho, espanholas, se rar, duas uvas francesas. Há similaridades na descrição se compararmos o vinho 100% morenilho e o assemblage com o morenilho. Os toques defumado e balsâmico aparecem em ambos os vinhos. São vinhos carnudos, gordos e persistentes. Vinhos de morenilho são, então, achados para quem está na fase de experimentar vinhos diferentes do comum. Para acompanhar cordeiros com páprica e outras especiarias, javali com castanhas, costelas de porco com figo. Vinhos exóticos merecem pratos exóticos. E você, também gosta de vinhos excêntricos? Já degustou um vinho da uva morenilho? Eu quero saber o que você está degustando, é só compartilhar usando a #Música&Vinho através das redes sociais.

06/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:46

VINHO QUINTA DO CRASTO SUPERIOR SYRAH

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música em Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Que bom ter a sua companhia nesta manhã para descobrir mais novidades sobre o mundo do vinho. Essa eu não sabia. Cihá é a décima uva mais plantada em Portugal. Fica atrás apenas das uvas nativas, as autóctones. Ela se adapta muito bem ao terroir do alentejo e suporta o calor intenso, solo pobre, e mostra nos vinhos muita fruta, pimenta e especiarias. A Cihá vem se destacando também no Douro, a terra de produção das uvas para o vinho do Porto. Os Cihás portugueses têm grande potencial aromático. São vinhos complexos, com notas animais e fruta muito madura, além de taninos ricos, bom para a produção de vinhos de guarda. A Cihá surgiu há pouco mais de 20 anos em Portugal, mas já ocupa 4 mil hectares de área plantada. Degustei o Quinta do Crasto Superior Syrah, com vinhas de 11 anos, um vinho de 2014, engarrafado em 2016. 97% do vinho é feito com a uva syrah e 3% da uva branca Vionier, só para dar um equilíbrio. As uvas são do Douro Superior, que é a melhor localização para a qualidade das uvas. Passou 5 dias macerando em temperaturas baixas para manter a elegância do vinho. Além dos 16 meses de carvalho francês, o vinho é bem escuro, com frutas silvestres, notas de chocolate, um vinho fresco, persistente, de taninos firmes, sensação de boca mentolada, encorpado e suave ao mesmo tempo. O Quinta do Crasto Superior Syrah harmoniza muito bem com a gastronomia local do Douro: carneiro assado, javali, perdiz e cozidos à portuguesa. Lembre-se sempre de manter a moderação para aproveitar o seu próximo vinho com os novos syrahs portugueses.

05/01/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:58