Música e Vinho | Morena FM - Easy | Cadena
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HARMONIZAR NÃO É UMA CIÊNCIA EXATA

15/05/2026 08:00 | DURAÇÃO 1:55

Notas do Episódio

Alguém tem dúvida da harmonia entre chá com bolo, arroz e feijão, café com leite, queijo e goiabada? Mas o que explica essa harmonia? Eu não sei de nenhuma regra ou livro que explique ou oriente a bela parceria entre o chá com bolo, por exemplo. Mas eles combinam. Não é uma simples mistura. Se for o bolo de queijo e arroz da nossa capital, então, tem muita história. A receita, o carinho e a imagem de simplicidade e hospitalidade vêm junto. No vinho também é assim. Harmonizar não é uma ciência exata. Não é só misturar. É a sensibilidade e a experiência criada que geram prazer e conforto ao paladar. Mas eu posso compartilhar algumas experiências sobre o que já deu certo comigo. Pratos com cogumelo combinam com vinhos da uva Pinot Noir. Peixes de rio combinam com vinhos brancos da uva Chardonnay. O churrasco fica perfeito com os vinhos tintos da uva Malbec. Se a receita do dia for um ossobuco, nem vou citar nomes de uvas, mas, principalmente, vinhos tintos mais fortes e alcoólicos. Camarão combina com vinhos rosés franceses, especialmente. Um ceviche, com aquela acidez gostosa, pode ser harmonizado com um Sauvignon Blanc. Tortas de frutas combinam com espumantes da uva Moscatel; chocolates, com Vinho do Porto; saladas e soufflés, ou todos os pratos à base de vegetais, com um bom Pinot Grigio bem geladinho. Massas italianas à bolonhesa podem ser harmonizadas com um Chianti ou um Valpolicella. Carnes com temperos mais apimentados pedem a uva Syrah. Cordeiro combina com Tempranillo ou Carménère. E a carne de panela, ou o famoso Bife Bourguignon, pode ser harmonizada com uma Cabernet Franc com Merlot, ou o próprio corte bordalês da França: a mistura entre as três uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot.