Pense Nisso | Centro América FM Cuiabá - Easy | Cadena

Episódios

ESPINHOS

Espinhos. Conta-se que, durante a Era Glacial, quando parte do globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e, em defesos, morreram. Foi então que uma grande manada de porcos e espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir e juntar-se mais e mais. Assim, cada um de nós não podia sentir o calor do corpo do outro e, todos juntos, bem unidos, aqueciam-se, enfrentando por mais tempo aquele inferno tenebroso. Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de ferida ou morte, e feridos e magoados afastaram-se, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus companheiros. Aqueles espinhos que aqueciam também feriam e doíam muito, mas descobriram depois que essa não era a melhor solução. Afastados, separados, logo começaram a morrer congelados. Os que não morreram voltaram a se aproximar, pouco a pouco, com jeito, com precauções, compreensão, de tal forma que, unidos, cada qual conservava certa distância do outro. Outra mínima, mas o suficiente para conviver, resistindo a longa era gracial. Essa história dos porcos espinhos tem muito a nos ensinar como seres humanos e vivendo em coletividade. Algumas relações parecem não ter espinho nenhum, já outras espinhos se fazem presentes e com muita intensidade. E, por vezes, tentamos fazer igual aos porcos espinhos, já cansados de serem espetados e importunados pela dor. Mas só quando eles ficaram longe uns dos outros, passíveis de morrer do tenebroso frio, eles perceberam que, mesmo incomodando, ainda assim se fazia necessário estar perto. Muitas relações ao longo da nossa vida serão assim, vão nos gerar incômodo, porém também serão necessários para sobreviver. Avançarmos, e aprendermos, e evoluirmos. Existe um lado positivo. Às vezes o espinho incomoda e a dor fala mais alto. E esquecemos de olhar também para o calor que aquela pessoa nos proporciona. É mais fácil olhar para o lado ruim das coisas, para os espinhos, ou esquecemos de olhar o aquecer que o outro também nos proporciona. Que possamos ser mais humildes e menos orgulhosos para enxergarmos no próximo, nas situações e na vida, mais calor e menos espinhos. Pense nisso, mas pense agora.

26/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:48

A IMPORTANCIA DO OCIO

A importância do ósseo Com o passar do tempo, nós perdemos a nossa essência, o nosso lado lúdico. Perdemos a nossa singularidade, isto é, deixamos de ser criativos por não usarmos a nossa imaginação. Albert Einstein disse que, enquanto a ciência é limitada, a imaginação abrange o mundo inteiro. A imaginação é a mãe de toda criação, pode ter certeza disso. Em certo momento, nos perguntamos: quem éramos quando criáseis? Com o passar do tempo, a vida nos carrega feito um rio, e nos esquecemos da nossa essência mais pura. A nossa curiosidade sobre as coisas vão diminuindo, e passamos a dar preferência por fórmulas e situações mágicas, seguras, que não exigem de nós uma busca dos porquês da vida. Passamos a não ter mais tempo para as coisas simples e buscamos somente o acúmulo de dinheiro, poder e status. Entramos no que chamamos de zona de conforto, que no bem da verdade deveria se chamar de a zona da morte, da morte do nosso criativo, a morte dos sonhos, a morte da nossa imaginação. Os primeiros sintomas, quando você está entrando nessa zona da morte, é a ansiedade e melancolia, e a sua criatividade vai aos poucos murchando, e com ela a sua luz vai se apagando. Quem éramos quando criança? Éramos ávidos por coisas novas, enlouquecidos para desvendar mistérios, éramos cheios de ósseos. Sim, o ócio, tão mal compreendido, pode ser o grande motivador de novas ideias e soluções para muitos problemas que estamos enfrentando. Existem estudos que comprovam que o ócio te leva a fazer muito mais. Foram em momentos do mais puro ócio que grandes obras musicais foram compostas. Foi no momento de ócio que Albert Einstein começou a desenvolver a teoria da relatividade, que iria transformar a humanidade. Quando éramos crianças, as nossas tardes duravam para sempre. E hoje, elas duram uma fração de segundo. Por isso, pare o tempo para voltar a ser você mesmo. Pare um pouco de focar somente nas metas, no objetivo, no resultado, na meta final. Isso é um grande erro que estamos cometendo contra nós mesmos. Porque o processo é que é fundamental. É no ato da busca que se encontram os melhores resultados. Por isso, a importância do ócio. O sociólogo italiano Domenico Di Masi, que revolucionou o conceito de trabalho, dizendo que as pessoas devem incluir no seu dia a dia um momento que tenham atividades para descansar, momentos de lazer, e conciliar isso com o trabalho e a aprendizagem. Levar a vida em loop pode parecer glamouroso, mas traz muitos perigos. Para a psicanálise, os momentos de relaxamento são fundamentais, pois é nessas horas que o cérebro começa a devanear. Essa devagação não é tempo jogado fora, pelo contrário. Devagar é caminhar pelo inconsciente e, porventura, encontrar, ter insights interessantes e preparar os circuitos para ter novas ideias. Você deve lembrar que, quando éramos crianças, nós tínhamos soluções para todos os problemas. Porque tínhamos o ócio, tínhamos tempo para a imaginação. Então, pare um pouco. Deixe espaço para a sua imaginação. Você vai ver que, como por encanto, muitas soluções para os seus problemas surgirão. Pense nisso e não se sinta culpado pelo seu próprio ócio.

24/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 5:11

O SEMEADOR

O Semeador Todos os dias, um coletor de materiais recicláveis andava pelas ruas da pequena cidade onde morava, em busca de insumos para o seu trabalho. Por onde passava, desejava bom dia para todos. Ajudava quem precisava e, sempre que possível, tirava dos rostos das pessoas um largo sorriso. Era tão querido pela vizinhança que os próprios moradores deixavam os recicláveis prontos para que ele pudesse pegar os insumos sem precisar se sujar. Certo dia, esse coletor, já avançado na idade e cansado com os fartos anos, veio a adoecer. Embora estivesse com a saúde debilitada, não podia deixar de se preocupar em como iria alimentar sua família. Seu ganha pão era semanal e, se não trabalhasse, não teria como comprar alimentos e nem suprir as necessidades básicas do seu lar. Melancólico, não deixava de pensar em quanto se esforçou para ser uma boa pessoa, tratando todos como gostaria de ser tratado, trabalhando duro e honestamente dia após dia. E o que isso lhe trouxe? Perguntava consigo mesmo. Não tenho condições de comprar os remédios de que preciso e, muito menos, conseguir cuidar da minha família. Enquanto estava perdido em seus lamentos, chegou uma enfermeira informando que ele seria transferido para a ala nobre do hospital. Chegando em seu novo leito, viu que estava rodeado de flores e frutas, com cartões de melhoras. Questionando, a enfermeira respondeu: são dos moradores da nossa cidade, estão preocupados e estimam a sua melhora. Quem foram os moradores? Não, esse foi eu, respondeu o homem mais rico da cidade, que estava sentado no canto da sala. Sabe, há mais ou menos 20 anos atrás, eu estava sentado na beira de uma rua, deprimido, pois tinha acabado de falir no meu empreendimento e estava pensando no pior, quando o Senhor passou por mim e me deu um bom dia, com um grande sorriso no rosto. Sem que houvesse resposta da minha parte, o Senhor voltou, sentou do meu lado e disse: a vida é muito dura, meu jovem, mas é terrível para aqueles que só veem o lado ruim dela. Colocando uma semente em minha mão, o Senhor continuou: seja como um semeador, por onde passar deposite uma semente que logo terá um arvoreto. O Senhor continuou o seu caminho e eu me levantei determinado a tentar novamente. Os anos passaram e eu nunca esqueci o que me disse. Vi o Senhor plantar a sua semente por toda a sua vida. E aqui está o seu arvoredo. Separei da minha fortuna esses títulos que irão te ajudar na sua velhice e no provimento para você e sua família. Na vida, todos somos semeadores. Semeamos as sementes da paz, do amor, do respeito, da discórdia também, do ódio ou do rancor. Cada reação nossa é uma semente que plantamos. E cada semente traz consigo o bem ou o mal que causamos às pessoas. Cada semente que plantar, mesmo que não perceba, pode mudar a vida de uma pessoa. Às vezes pode ser difícil. E a sua forma de ser pode incomodar muitos, que irão tentar te machucar. Mas cada atitude que você faz é uma semente. De sua é uma semente plantada, por mais que possa demorar. Ela irá crescer e render-lhe frutos, sejam eles bons ou ruins. Desejar o bem traz o bem. Seja positivo com todos à sua volta e igualmente será tratado. Semeia sempre o bem, ame sem julgar, pratique colocar-se nos lugares dos outros para que possas entender o que eles estão passando. Usando a parábola de um dos livros mais conhecidos da humanidade, a Bíblia, algumas sementes irão cair entre espinhos, outras entre pedregais e não produzirão. Mas as que caírem em boas terras, essas te darão bons frutos e você colherá boas amizades, boas energias e terá mudado para sempre a sua vida e a vida de alguém. Pense nisso, mas pense agora.

23/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 5:31

ATITUDES

Atitudes É normal sentirmos medo ou ansiedade quando novos desafios e novas oportunidades surgem em nossas vidas. No entanto, para que possamos enfrentá-los e usufruí-los de forma positiva, é importante colocar em prática a atitude. A atitude é significado de concretização de uma intenção ou um propósito. Para cada passo da nossa vida é necessário um propósito e uma intenção. Às vezes é difícil. Há momentos em que estamos obscurecidos por preocupações, por obrigações. Fixamos tanto nossos olhos no futuro e comparamos com o passado que esquecemos que precisamos deixar o passado no passado e abraçar o presente para alcançar o nosso futuro. São as nossas atitudes que escrevem o nosso destino, e somos nós os responsáveis pela vida que temos. Viva o presente, porque o amanhã não saberemos se vai existir, e, caso ele exista, não saberemos se estaremos aqui. Tome decisões hoje. Perdoar hoje. Abraçar seu filho. Tome todas as atitudes que precisam ser tomadas hoje, porque o amanhã. Não sejamos daquelas pessoas que não tomam iniciativas para progredir e ficam sentadas esperando que algo bom aconteça em sua vida para, enfim, progredir. E, caso não aconteça, reclama que a vida é injusta. O mundo não se importa com seus problemas. Todos estão imersos nos seus próprios infortúnios. Então, não espere que o mundo te dê aquilo que você quer. Para que os seus propósitos se realizem, é preciso ter atitudes. Levante, corra atrás, saia da sua comodidade. Se a razão aponta uma necessidade, avalie os anseios e não se engane a modificar velhas atitudes e antigas opiniões. Porque apenas os sábios amadurecem com a vida. Todas nossas conquistas vêm da atitude e dos esforços necessários que fizermos para alcançar os nossos propósitos. E todas essas atitudes geram frutos, direta ou indiretamente, em nossas vidas, impactando nosso momento atual e o nosso futuro. Mantenha o coração aberto e alimenta-o de sentimentos capazes de projetar luz, paz e amor para uma reconstrução pessoal melhor. E assim, a atitude será apenas uma questão de ser e não de ter. A felicidade é uma escolha. O perdão é uma escolha. A simpatia é uma escolha. E toda escolha é uma atitude. Pense nisso, mas pense agora. Atitude é uma escolha.

22/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:06

PAZ

Paz. Certa vez, um rei ofereceu um grande prêmio aos seus artistas para fazer uma pintura que representasse a paz perfeita. Vários artistas apresentaram suas obras como a representação do que é ter paz. De todas, o rei escolheu duas finalistas. Uma: um lago espelhado, perfeito, onde se refletia um place das montanhas, montanhas que o rodeavam. E a outra: um céu furioso, do qual saía um impetuoso aguaceiro, com raios e trovões, e as montanhas pareciam retumbar uma forte e espumosa torrente de água. Então, perguntaram ao rei qual seria a pintura ganhadora, e ele respondeu: a segunda. Sabem por quê? Atrás de uma cascata cresce um delicado arbusto na fenda de uma rocha, e ali, no meio da violenta queda d'água, tem um ninho e um passarinho dormindo serenamente. A paz não significa estar num lugar sem barulhos, sem problemas, sem trabalho duro ou sem dor. A paz significa que, apesar de estar em meio a todas essas coisas, podemos permanecer calmos dentro do nosso coração. Este é o verdadeiro significado da paz. Hoje vivemos em meio a mísseis, explosões e infrações, devido a guerra que o mundo está vivenciando. Ficamos apreensivos e desejando que tudo se acalme para que possamos viver em paz. A paz é um dos tesouros mais desejados, só que, ao contrário do que se acredita, a paz não engloba apenas a simples inexistência de um confronto armado. A paz começa no íntimo de cada um. É a força interior que precisamos para manter o equilíbrio, nos livrando de cair nas armadilhas da frustração, dos desgostos e da negatividade. A guerra sempre existiu e sempre esteve presente em nossas vidas, seja entre países, família, vizinhos. E os impactos emocionais que essas guerras trazem é negativo para nossa existência. Nos traz dor, tristeza, caos. A paz é possível, mas demanda esforços. Comecemos por praticar a paz em nossos lares e, aos poucos, vamos transbordando para os nossos círculos de pessoas, garantindo a estabilidade física e emocional de todos. Sejamos artesãos da paz ao nosso redor. Busquemos sempre viver em harmonia com o nosso próximo. Busquemos sempre a solução diplomática e, em toda a circunstância, busquemos fazer o bem. Aprecie a vida e as boas dádivas que recebemos. Acalma a tua alma e a tua mente, porque, quanto mais buscamos a paz, mais podemos viver em uma vida longínqua, profícua e prazerosa, com sabedoria e benevolência. Benditos sejam aqueles que conseguem encontrar a paz. Pense nisso, mas. Pense agora.

21/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:12

INDAGAÇÕES

INDAGAÇÕES Você acredita na vitória do bem, sem que nos disponhamos a trabalhar para isso? Admite você a sua capacidade de errar, a fim de aprender, ou, acaso, se julga infalível? Se estamos positivamente ao lado do bem, o que estamos aguardando para cooperar em benefício dos outros? Nas horas de crise, você se coloca no lugar da pessoa em dificuldade? E se a criatura, enganada pela sombra, fosse um de nós? Se você diz que não perdoa quem lhe ofende, porventura crê que amanhã não precisará do perdão de alguém? Você está ajudando a extinguir os males do caminho ou está agravando esses males com atitudes ou palavras inoportunas? Irritação ou amargura, algum dia, terão rendido paz ou felicidade para você? Quem mais lhe atrai na convivência com o próximo: a carranca negativa ou o sorriso da animação? Que importa o julgamento menos feliz dos outros a seu respeito, se você traz a consciência tranquila? É possível que determinados companheiros nos incomodem presentemente? No entanto, será que temos vivido até agora sem incomodar a ninguém? Você acredita que alguém pode achar a felicidade admitindo-se infeliz? É necessário refletir diariamente sobre o que queremos para nossa vida, realmente. É necessário pensar diariamente sobre o universo e suas leis perfeitas, colocando-nos no lugar certo, na hora certa, ao lado das pessoas que precisam de nós. Olhamos ao nosso redor. Tudo está onde deveria estar. E nós? Como estamos? Conseguimos perceber isso? Conseguimos extrair disso forças para enfrentar os desafios? Conseguimos entender que tudo é um grande processo de aprendizado? Não somos um acidente de percurso, como pode até nos ter sido dito, mencionando uma possível gravidez inesperada. Assim, não gastemos nosso tempo com futilidades. Não nos afastemos dos caminhos que nos levam adiante. Não abdiquemos das oportunidades que a vida nos dá para entender melhor as questões importantes para nosso desenvolvimento. Pensemos antes de agir. Repensemos antes de reagir. Peçamos ajuda antes de tomar decisões importantes. Indaguemos-nos. Autoconheçamos-nos. Não aceitemos verdades sem antes de uma análise minuciosa. As respostas sempre virão para os que realmente estamos interessados em nos melhorarmos, para os que não pensamos apenas em nós mesmos, egoisticamente, para aqueles que vivemos o amor e queremos aprender mais sobre ele. Pense nisso, mas pense agora.

20/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:46

VOCE É DEUS

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19/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:51

AINDA AMOR

Ainda o amor. Nos dias que vivemos, muito se ouve falar a respeito do amor. Suspiram os jovens por sua chegada, idealizando cores suaves e delicados tons. Alguns o confundem com as paixões violentas e degradantes e, por isso mesmo, afirmam que o amor acaba. Entretanto, o amor já foi definido como o mais sublime dos sentimentos. Reverse-se de tranquilidade e confere paz a quem o vivencia. Não é produto de momentos, mas construção laboriosa e paciente de dias que se multiplicam na escalada do tempo. Narra o famoso escritor inglês Charles Dickens que dois recém-casados viviam modestamente. Dividiam as dificuldades e sustentavam-se na afeição pura e profunda que devotavam um ao outro. Não possuíam senão o indispensável, mas cada um era portador de uma herança particular. O jovem recebera como legado de família um relógio de bolso que guardava conselo. Na verdade, não podia utilizá-lo por não ter uma corrente apropriada. A esposa recebera da própria natureza uma herança maravilhosa, uma linda cabeleira. Cabelos longos, sedosos, fartos, que encantavam. Mantinha-os sempre soltos, embora seu desejo fosse adiante. Adquirir um grande, lindo pente que vira em uma vitrina, em certa oportunidade, para os prender no alto da cabeça, deixando que as mexas caprichosas bailassem até os ombros. Transcorria o tempo e ambos acalentavam o seu desejo, sem ousar expor ao outro, desde que o dinheiro que entrava era todo direcionado para as necessidades básicas. Em certa noite de Natal, estando ambos face a face, cada um estendeu ao outro, quase que ao mesmo tempo, um delicado embrulho. Ela insistiu e ele abriu o seu primeiro. Um estranho sorriso bailou nos lábios do jovem. A esposa acabara de lhe dar a corrente para o relógio. Segurando a preciosidade entre os dedos, foi a vez dele pedir a ela que lhe dê o pacote que ele lhe dera. Trêmula e emocionada, a esposa logo. Ele teve em suas mãos o enorme pente para prender os seus cabelos, enquanto lágrimas significativas lhe rolavam pelas faces. Olharam-se ambos e, profundamente emocionados, descobriram que ele venderam o relógio para comprar o pente e ela vender os cabelos para comprar a corrente do relógio. Ante a surpresa, deram-se conta do quanto se amavam. O amor não é somente um meio, é o fim essencial da vida. Toda expressão de afeto propicia a renovação do entusiasmo, da qualidade de vida, de metas felizes em relação ao futuro. O amor tem a capacidade de estimular o organismo e de lhe oferecer reações imunológicas, que proporcionam resistência para as células, que assim combatem as enfermidades invasoras. O amor levanta as energias ao quebradas e é essencial para a preservação da vida. Eis porque ninguém consegue viver sem amor, em maior ou menor expressão. Pense nisso, mas pense agora.

17/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:17

SERVOS E ANJOS

Servos e Anjos. Quando tuas mãos ainda cabiam dentro das minhas e, num abraço, eu te fazia como que desaparecer, a ventania passava veloz e enfurecida e, feito árvore de raiz profunda, nada nos fazia mover. Quando teus sonhos ainda cabiam dentro dos meus e uma dúzia e meia eram os habitantes da terra, nem um dia sequer de sorriso se perdeu. E de meu rosto sempre tiveste a expressão mais sincera. Quando teus deuses do Olimpo eram apenas dois, socorrendo-te e atendendo-te na velocidade do pensar, percebi que servir me fez feliz, pois a entrega me deu sentido. Viver é se entregar. Quando tua mente ainda era a casa de brinquedo, que eu conhecia cômodo a cômodo, do teto ao chão, quando ainda tua morada não possuía sequer um segredo e o teu respirar no colo era a letra da minha canção, quando tua voz no mundo ainda era a minha, eu me desafiava tentando te entender. Perdi-me de mim e encontrei a linha, teci no teu linho e aceitei te ensinar a tecer. Quando teu ir e vir dependia do meu e ainda te levava para onde meu coração queria, já aceitava o futuro meu, o futuro teu, o dia em que esse meu amor, sem pesar, te libertaria. Estudos mostram que até em torno dos seis meses os bebês se percebem como extensão das mães. Isto é, não se vê ainda como um outro ser. As mães, por sua vez, pela intensa ligação que têm com os filhos desde a vida intrauterina, acabam tendo a impressão de que os filhos são como partes de si mesmas. Os filhos crescem, enxergam-se como individualidades, pensam por si só, têm vontade própria e tornam-se independentes em quase tudo. Por outro lado, muitos corações de mãe e de pai ainda permanecem com aquela impressão singela de que continuam sendo seus bebês, como se uma parte do seu amor tivesse ficado mergulhado no passado. Tornam-se nostálgicos. Voltam a olhar os álbuns de fotografias para tentar entender quando foi que cresceram, quando foi que mudaram tanto. E não conseguem encontrar. Tudo isso é saudável quando serve para reforçar os laços, quando torna os vínculos cada vez mais fortes e perenes, impossíveis de serem afetados por qualquer dificuldade encontrada pelo caminho. Os pais devem apenas ter atenção quando esses sentimentos descambam para as esferas da superproteção, do excessivo cuidado que sempre trazem prejuízo para todos na família. Há o tempo de carregar no colo, de atender as vontades, de seguir as escolhas dos pais. Depois há o tempo de caminhar ao lado, atender uma ou outra vontade, Eles dar a chance de fazer algumas escolhas. E, por fim, o tempo de observar sua nova caminhada à distância, de permitir que eles mesmos satisfaçam suas vontades, aceitando as consequências de todas suas decisões e escolhas. Não se trata de um abandono, mas é o momento em que os pais deixam de ser servos, e não há nada depreciativo nesta palavra, e passam a ser anjos de guarda. Os anjos guardiões estão sempre presentes, atuam prontamente em toda a necessidade, porém não interferem no livre arbítrio das criaturas. Aconselham, advertem, consolam. A decisão final é sempre do protegido.

16/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 5:01

SOLIDÃO NUMA MULTIDÃO

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15/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 6:30

O UNIVERSO É UM GRANDE PENSAMENTO

O universo é um grande pensamento. No dia 23 de novembro de 1793, em discurso na Catedral de Notre Dame, em pleno coração de Paris, diante de muitas pessoas, um cientista proclamou a desnecessidade de Deus. Pensadores acreditavam, naqueles dias, que Deus era totalmente dispensável. Para a humanidade, bastavam a razão e o bom senso para que tudo se explicasse de maneira satisfatória. E, porque a ousadia do homem não tivesse limites, ordenou-se que fossem apagados todos os sinais de Deus, que se julgava fossem os templos religiosos. Num final de tarde, quando os destruidores chegaram para colocar por terra as paredes de uma das igrejas, se depararam com o velho jardineiro que cuidava das flores. Chegar. Perguntou curioso porque estavam ali com tantas ferramentas. Um dos indivíduos lhe respondeu com ousadia: “Viemos aqui para apagar de vez os sinais de Deus da face da terra”. O jardineiro olhou admirado para o grupo e perguntou: “E onde estão as escadas?”. O rapaz, um tanto inquieto, retrucou: “Mas para que precisamos de escadas?”. O jardineiro complementou: “Se vocês querem apagar os sinais de Deus, precisarão de uma escada, e de uma escada muito, muito longa, a fim de que possam apagar as estrelas”. Muitos homens, quando adentram o campo das ciências sem entendê-las em profundidade, tornam-se ateus, por acreditarem que descobriram todos os mistérios do universo. Já os homens que penetram profundamente as ciências com. Entendem os mecanismos que regem a vida. Reconhecem a necessidade lógica da existência de uma inteligência que em tudo pensa e a tudo coordena no universo. Um conceituado biólogo escreveu um livro fantástico que intitulou O Homem Não Está Só. Nesse livro, cita vários motivos pelos quais ele crê em Deus. Um deles é o fato de a distância que medeia entre Sol e Terra estar matematicamente calculada, o que não poderia ser obra do acaso. Se o Sol não estivesse a 150 milhões de quilômetros da Terra, mas apenas a metade dessa distância, não haveria possibilidade de vida, porque as altas temperaturas a tudo aniquilariam. E, se a distância fosse 50% a mais, a vida também seria impossível devido à falta de luz e calor. Se o movimento de rotação da Terra não tivesse sido calculado de forma eficiente e, ao invés de. De 1600 km por hora fosse dez vezes menor, os dias e as noites teriam 120 horas, e a vida seria impossível. O calor dos dias, a sombra e o gelo das noites, ambos longos demais, a tudo aniquilariam. Esses, entre outros tantos exemplos, provam que tudo está matematicamente calculado. Há uma inteligência suprema por trás de cada fenômeno da natureza, e é a essa inteligência que chamamos de Deus. Após apuradas pesquisas nas áreas da astrofísica, da biologia, da embriogenia, entre outras, os homens chegaram à conclusão de que o universo é um grande pensamento. Pense nisso, mas pense agora.

14/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:25

GENEROSIDADE

Generosidade. Quando tinha 13 anos, Severino saiu de olho d'água seco, no sertão de Pernambuco, para morar com um tio na capital, Recife. Certo dia, ele perdeu-se na cidade grande. Sem saber ler, não conseguia encontrar o caminho de volta, olhando as placas e o nome das ruas. Era como se fosse cego, ele diz. Quando, afinal, achou o endereço, pediu ao tio para lhe comprar uma cartilha de alfabetização. Sozinho, aprendeu a ler e a escrever. Um ano depois, voltou ao sertão e tratou de ensinar o que sabia à irmã. Não era muito, mas era o bastante. Depois, improvisou uma escolinha para alfabetizar outros moradores. Já tinha ensinado 231 pessoas a ler quando deixou o Pernambuco por uma vida melhor em São Paulo. “Gosto de passar adiante tudo que aprendo. Não vou levar nada para o caixão. Então tenho de compartilhar o que sei com quem precisa. Se não, esse conhecimento morre comigo”, conta ele. Estamos acostumados a reconhecer a generosidade em gestos grandiosos, como o de Bill Gates, fundador da Microsoft e um dos homens mais ricos do planeta, que doou 29 bilhões de dólares à instituição de combate à pobreza que fundou com a mulher Melinda. Mas a história de Severino não deixa dúvidas de que a generosidade pode ser praticada mesmo por quem tem pouco ou quase nada e de várias formas, muito além de dardens que sobram. Alguns exemplos são Antônio, um desembargador de justiça que conta histórias para crianças no hospital; Elcio, que incentiva a solidariedade na empresa que lidera e ajudou a fazer dela um dos melhores lugares do mundo para trabalhar; Danieli, que aos 63 anos ajuda milhares de deficientes visuais a ter acesso a livros. Todos podemos ser generosos e, se desejamos realmente um mundo melhor, começar pela benevolência nas pequenas coisas, nos gestos singelos, é fundamental. Proponha a você mesmo esse desafio: pratique um ato de generosidade no dia de hoje e veja os resultados, não o resultado do reconhecimento, pois ele quase sempre não vem e não deve ser o nosso foco, mas o resultado em sua alma, em sua alegria interior. Doe-se ao outro, doe-se ao mundo, doe sua vida ao amor e ganhe a felicidade tão sonhada. Pense nisso, mas pense agora.

13/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:26

A TEORIA PRATICA DO COMPARTILHAR

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12/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:56

DETERMINAÇÃO E FÉ

Determinação e fé. A força de vontade e a determinação de algumas pessoas nos deixam, muitas vezes, surpresos com o sucesso que alcançam. Uma garota filipina, de apenas 11 anos, deu uma grande demonstração a respeito disso. Ela tinha uma competição de atletismo para participar. Com o seu empenho diário, ela se preparou para competir. Havia, no entanto, um problema maior a ser vencido. Para participar, ela precisava estar calçando tênis. Houve quem desistisse da competição por causa desse detalhe, mas a pequena Rhea Boulos estava determinada. Sem condições de comprar o calçado, se serviu de toda a sua criatividade. Conseguiu fita adesiva e enrolou dedos e pés. Com um marcador verde, desenhou o logotipo de uma marca conhecida. Ela estava equipada para a disputa. Não era um tênis de verdade, mas lhe permitiram competir nas corridas de 400, 800 e 1500 metros. Venceu em todas as modalidades e conquistou três medalhas de ouro. Esse dia, com certeza, ficará marcado em sua memória. Gratificante é partirmos na busca de nossos objetivos, dispostos a alcançá-los. Dificuldades sempre surgem, mas a alma corajosa e determinada tem fatores de sucesso a seu favor. Com persistência, podemos transformar em conquistas as adversidades da vida, bem como ir solucionando, pouco a pouco, os problemas. Os momentos que parecem difíceis são oportunidades para mudarmos na direção do que não está bem em nossa rotina. Surgem curvas pelo caminho que nos exigem providências. Fazer das curvas e contra-curvas momentos de meditação e introspecção, de humildade e fé, para superar as dificuldades, é buscar nossa própria superação. Por mais difíceis que possam parecer os desafios, a disposição em arriscar e a determinação em não desistir do objetivo nos caracteriza. A vontade é a grande mola impulsionadora de tudo o que desejamos realizar. Tudo o que nos exija determinação, esforço, persistência e suor, tudo o que idealizamos e conseguimos tornar realidade, passa a ser ponto marcante em nossa evolução. A confiança na nossa própria força e fé nos permite executar grandes feitos. Ganhamos também quando reconhecemos a importância da paciência. Por meio dela, tendo seu ponto de apoio na inteligência e na compreensão das coisas, temos a certeza de alcançar, em algum momento, o nosso alvo. Sim, os desafios podem ser grandes, mas a conquista ainda é possível. Pense nisso, mas pense agora.

10/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:05

A VERDADEIRA PAZ PROFUNDA

A verdadeira paz profunda. Havia um rei muito sábio que ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz de captar, em uma pintura, a paz profunda. Muitos artistas começaram a pintar suas telas. Procuravam as cores mais tranquilas, as pinceladas mais suaves, os motivos mais calmantes. Um deles quis pintar o silêncio, mas não conseguiu. Outro quis pintar a brisa suave, mas só conseguiu fazer um furacá. Muitos tentaram retratar a paz das formas mais variadas. No dia marcado, várias telas foram apresentadas ao rei. O monar colheu atentamente cada uma das obras. Eram realmente belíssimas, mas ele queria encontrar aquela que representaria a paz. Finalmente, ficou com duas pinturas que mais gostou e tinha que escolher entre elas. A primeira representava um lago muito tranquilo. Este lago era um espelho magnífico, onde se refletia uma paisagem maravilhosa, com árvores, montanhas e as nuvens do céu. Tudo suave, delicado e plácido. Era a visão do paraíso mais perfeito. Todos que olharam para essa pintura acharam que ela representava perfeitamente a paz profunda. A segunda pintura também tinha montanhas, mas estas eram cheias de escarpas e sem nenhuma vegetação. Sobre elas havia um céu onde se armava uma tempestade, com uma chuva forte, raios e trovões. Descia pela montanha uma cachoeira agitada, com a água batendo em rochas e formando espumas. As pinceladas eram vigorosas e fortes, as cores vibrantes. Nada naquele quadro parecia ter paz. Quando todos já olhavam com estranheza para aquela obra, o rei reparou um pequeno detalhe. Atrás da cachoeira havia um arbusto crescendo de uma fenda na rocha. Neste arbusto, um delicado ninho de passarinho. No meio da turbulência da água, o pássaro estava calmamente sentado, observando a natureza, na mais profunda paz. O rei escolheu a segunda tela. Todos ficaram espantados, e o sábio monarca explicou: A paz profunda não é estar em um lugar calmo, sem ruídos, sem problemas, livre de dores e de tentações. A paz profunda é estar calmo e confiante, independente do meio que nos cerca. Qual é o seu conceito de paz? É igual a este lago tranquilo? Parece uma simbologia perfeita para definir essas palavras tão buscadas por todos ao longo da vida. Mas quantas vezes, de fato, a nossa vida se encontra como este lago? Muitos momentos são semelhantes ao quadro da cachoeira agitada, onde o temporal se arma. No entanto, ter paz em meio ao caos é uma habilidade valiosa para preservar o equilíbrio emocional e mental, mesmo em situações desafiadoras. Encontrar a serenidade no tumulto requer a capacidade de focar no que pode ser controlado, deixando de lado o que está além do nosso alcance. Cultivar a resiliência emocional e buscar momentos de tranquilidade, mesmo que breves, são fundamentais para manter a paz interior em meio às adversidades. Até porque, uma hora, a cachoeira pode vir mais calma e a tempestade ir embora. Não é um estado permanente. Por isso, é necessário aprender a ter equilíbrio, tranquilidade e a tão requisitada paz nesses momentos. Pense nisso, mas pense agora.

09/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:45

INTERAÇÕES HUMANAS

Interações Humanas Certa vez, um homem estava viajando e passou por uma aldeia para descansar. Aquele local era um lugar de descanso para vários viajantes. O homem, depois de se hospedar em uma pousada, foi até a praça para comer em uma barraquinha que vendia macarrão. Encontrou um velho e começou a conversar com ele. — Que tipo de pessoas vive nesse lugar? — perguntou o homem ao velho. — Que tipo de pessoas vive no lugar de onde você vive? — O pior tipo de gente. A minha cidade é cheia de pessoas da pior espécie. — Pois o mesmo tipo de pessoas você encontrará aqui — respondeu o velho. No dia seguinte, o homem foi embora. Dia depois, um jovem chegou na aldeia da mesma maneira que o outro. Se hospedou, foi até a praça para comer e encontrou, na barraquinha de macarrão, o mesmo velho. — Que tipo de pessoas vive nesse lugar? — perguntou o jovem ao velho. — Que tipo de pessoas vive no lugar de onde você veio? — O melhor tipo de gente. Lá, as pessoas são amáveis e amigas. — O mesmo tipo de gente você vai encontrar aqui. Depois de comer, o jovem foi embora, e o dono da barraquinha perguntou ao velho: — Como é possível que você dê respostas tão diferentes para duas pessoas? — Cada um vê o ambiente onde vive de acordo com o seu coração. A maneira que você vê o mundo à sua volta é igual aos seus sentimentos internos. Portanto, para que o mundo mude, é preciso mudar o seu coração e sua maneira de enxergá-lo. Esse conto nos ensina que a vida está intrínsecamente ligada ao ato de dar. No tecido complexo das interações humanas, descobrimos que a energia que emanamos para o mundo muitas vezes retorna para nós de maneiras inesperadas, podendo ser positiva ou negativa. Essa dinâmica essencial é um lembrete constante de que aquilo que oferecemos ao próximo e ao mundo ecoa de volta em nossa própria vida. É uma forma de semear e colher, dar e receber. O que você tem recebido do outro? Ou melhor, o que tem dado ao outro na vida? Pense nisso, mas pense agora.

08/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:11

TUDO PASSA

Isso passa. Um príncipe da Pérsia muito generoso tinha em sua corte um sábio cuja função era orientá-lo em suas decisões, esclarecê-lo em suas dúvidas e corrigi-lo em seus erros e injustiças. Um dia, bem cedo, o príncipe ordenou que o conselheiro viesse à sua presença e disse: — Acabo de receber este pequeno cofre, dentro do qual havia apenas este anel de ouro. O conselheiro examinou a joia e, depois de refletir durante algum tempo, falou: — Afirmo que este anel é uma das mais antigas e valiosas peças do tesouro persa. Como vê, no rico escudo em forma de tâmara, ele ostenta, em letras bem talhadas, a palavra Iazu. Iazu é a palavra mais expressiva e eloquente entre todas as que figuram no riquíssimo vocabulário persa. Tem o dom de nos tornar alegres, quando estamos tristes, e de moderar nossas alegrias nos momentos de extrema felicidade e ventura. — Singular, muito singular — refletiu o soberano —, mas insisto em perguntar: o que significa tal palavra? Iazu, ao príncipe, dentro da sua espantosa simplicidade, significa apenas isso passa, ou tudo passa. Há ocasiões em que nos sentimos aniquilados pelos sofrimentos, pelas enfermidades, feridos pelas aflições, pelos golpes imprevistos do infortúnio. Para que o ânimo volte ao nosso espírito, proferimos, cheios de fé, fortalecidos de esperanças e azul: — Sim, tudo passa. Virão dias melhores, dias calmos e felizes. A prosperidade voltará a iluminar a nossa jornada. A saúde será reconquistada. E a serenidade procurará pouso em nosso atribulado coração. O príncipe tomou o anel em suas mãos e, examinando-o serenamente, concluiu: — No meio de estonteantes triunfos ou sob grandes dificuldades, em todos os momentos culminantes de minha vida, jamais esquecerei tal ensinamento. Isso passa. Lembremos deste ensinamento. Tudo é transitório. Passa a dor, passa o problema. Passa a tempestade. Passa a abundância. Às vezes parece difícil demais. Os problemas se acumulam. As frustrações nos abatem. As tristezas nos invadem. Os momentos de felicidade passam. Os sorrisos vão embora. O amor acaba. Disponhámo-nos a viver o hoje. Viver o agora. O momento. Porque, seja ele bom ou ruim, isso passará. O ontem se foi. E o amanhã não nos pertence. O que nos resta é o hoje. Nos momentos de tristeza, mantenhamos a calma e busquemos a paz. E, nos momentos de felicidade e de tranquilidade, pensemos no futuro. Construamos boas amizades, bons momentos, para que sirva como alicerce do nosso bem-estar. E, em todos os momentos, aproximemo-nos de Deus. Para tudo há uma esperança e uma solução. A compreensão de viver é entender a vida no sentido mais amplo. Nesta razão, traçamos objetivamente a vida, através da boa vivência, da fé e do amor que distribuímos ao próximo. E, dia após dia, que esse seja nosso lema diário. E azul, tudo passa. Pensemos nisso, mas pensemos agora. Mantenhamos a paz.

07/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 5:05

QUANTO VALE SER UMA PESSOA SABIA?

Quanto vale ser uma pessoa sábia? Certa vez, uma moça simples, órfã, ainda jovem, criada por seu primo Mardokeu, ouviu falar que o rei estava à procura de uma nova rainha. Por sua vez, a primeira havia desobedecido as ordens dele e sido banida do palácio. Ela, mais que depressa, começou a se preparar. Recebeu alguns meses para isso e usou prontamente perfumes de mirra, entre outras iguarias da época. Quando chegou o dia de conhecer o rei, a moça que se chamava Esther, entre tantas outras mulheres, foi a escolhida. Encantou seu futuro marido com sua beleza, doçura e sorriso. Ela se tornou a nova rainha, ganhando muito mais do que havia sonhado. Essa moça, tempo depois, resolveu um grande problema. Salvou seu povo, que estava prometido de morrer, que iniciou com seu primo. Ele recusou de se curvar perante uma autoridade, chamada Hamam, que ficou irado e foi pedir permissão para o rei. Informou que queria matar todo o povo judeu. O rei açoeiro, esposo de Esther, concedeu o pedido. Esther, sabendo disso, agiu com muita sabedoria. Pediu permissão para entrar na presença do rei e, com sua delicadez e humildade, pediu para que ele não matasse a moça. Esse povo, no qual era considerado sua família, onde ela cresceu. O rei concedeu e admirou a coragem de sua esposa, pois, na época, as esposas só podiam entrar na presença do marido com a ordem dele. Ster se tornou referência para outras pessoas, inclusive hoje tem um capítulo todo no livro mais lido do mundo. Afinal, como tal pôde ser tão corajosa? Ster sabia o que queria, ela sabia sua identidade, amava a si mesma com todo seu coração. Sabia também que seu sucesso era cuidar do seu esposo de forma gentil, de sua família e do seu povo. Uma mulher sábia, que se tornou inesquecível. Mas quanto vale ser uma pessoa sábia? Vale saber que sua felicidade está nos detalhes, nos sentir, nos sentir? No falar, no agir e, principalmente, no amor por si mesma. A lição de hoje é para você. Se cuide. Tire um tempo para si. Leia bons livros. Faça atividade física. Medite, cante, dança, viaje. Compre as melhores roupas e divirta-se. Essa pessoa sempre vai contagiar a todos que estão ao redor. Não espere. Pense nisso. Mas pense agora.

06/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:38

QUEM DOBROU SEU PAREQUEDAS HOJE?

Quem dobrou seu paraquedas hoje? Charles Plomb foi piloto de caça na guerra do Vietnã. Certo dia, seu avião foi derrubado durante uma missão de combate. Ele saltou de paraquedas, salvando a sua vida. Caiu em campo inimigo, foi capturado e passou seis anos como prisioneiro no norte vietnamita. Após sobreviver a esse período e retornar aos Estados Unidos, começou a fazer palestras, relatando a sua audição e o que a prisão lhe ensinara. Um dia, num restaurante, foi saudado por um homem. Olá, você é Charles Plumb, o piloto que teve seu avião derrubado, não é mesmo? Sim, respondeu. Como você sabe? Ora, era eu quem dobrava o seu paraquedas. Parece que funcionou bem, não é verdade? Charles Plumb, o piloto, ficou boquiaberto. Claro que funcionou. Caso contrário, eu não estaria aqui hoje. Naquela noite, ele não conseguiu dormir, pensando e perguntando-se quantas vezes via esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse nenhum bom dia. Eu era um piloto arrogante e ele um simples marinheiro. Pensou nas horas que o marinheiro passou humildemente no barco, em meio a tantos outros pilotos tão senhores de si como ele próprio. Mas a sua tarefa bem realizada era a responsável por vários deles continuarem a viver. Pensou também nas horas que o marinheiro passou humildemente no barco, enrolando os fios de seda de vários paraquedas, tendo em suas mãos a vida de alguém que não conhecia. Hoje, Charles Plumb inicia suas palestras e o faz perguntando à plateia: Quem dobrou seu paraquedas hoje? Como Charles Plumb, aprendemos a importância de valorizar as contribuições dos outros em nossas vidas. Através de suas experiências de vida, o piloto aprendeu lições valiosas sobre humildade e reconhecimento. O momento de autoconsciência o fez retençar suas atitudes e perceber a importância de cada pessoa, por mais simples ou insignificante que possa parecer seu papel. E, como tal, convida-nos a refletir sobre as muitas pessoas que nos ajudam todos os dias, mas que muitas vezes não recebem o reconhecimento que merecem. Precisamos valorizar e apreciar as contribuições dos outros, independentemente da sua posição ou estatuto. A história nos lembra que todos dependemos uns dos outros para sobreviver e prosperar. E é importante reconhecer e valorizar o apoio que recebemos ao longo do caminho, grande ou pequeno. Todas as pessoas são importantes. Quando desprezamos alguém, esquecemos que a roda da vida pode virar e um dia nossa vida pode estar nas mãos dela. Uma pergunta para encerrar. Quem dobrou seu paraquedas hoje? Pense nisso. Mas pense agora.

05/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:13

FAÇA SEMPRE UM POUCO MAIS

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03/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:47

VIVA GRANDEMENTE

Viva grandemente! Mariana era uma menina curiosa e sensível. Caminhava com seu pai pelas ruas da pequena cidade quando viu um menino, magro, mal trapilho, rodeando algumas latas de lixo. Seus olhos, fundos e tristes, encontraram os da menina por um breve instante, antes que ele se escondesse numa densa mata que margeava a estrada. Mariana era uma menina curiosa e sensível. Caminhava com seu pai pelas ruas da pequena cidade quando viu um menino, magro, mal trapilho, rodeando algumas latas de lixo. Sem pensar, chamou a atenção do seu pai. Aquele homem justo e compassivo não hesitou, chamou as autoridades para averiguar e logo descobriu que o menino havia fugido de uma casa em guerra, onde era constantemente maltratado por seus cuidadores. Mariana aproximou-se do menino e perguntou: por que você não pediu ajuda? Assustado, o menino respondeu: a floresta é melhor do que os humanos. Elas não machucam. O pai de Mariana ajoelhou em frente do garoto e disse: algumas pessoas podem ser cruéis, sim, e a natureza é boa, mas você precisa de cuidados humanos para crescer e se tornar uma pessoa maravilhosa. E lembre-se, não é porque você veio de uma família infeliz que sua história precisa ser triste. Agarre essa nova oportunidade que a vida te dá e viva grandemente. Anos depois, Mariana soube que o menino havia sido adotado, cresceu o restante da sua vida com amor e agora é um médico pediátrico e voluntário no orfanato que o abrigou nos seus dias difíceis. Em um mundo onde as sombras do egoísmo e da indiferença se estendem, a luz da empatia brilha como um farol de esperança. Empatia não é apenas sentir o que o outro sente, é a ponte que conecta corações e mentes, permitindo que as pessoas vejam além de si mesmas e estendam a mão para ajudar quem precisa. Cada ato de compreensão é uma semente plantada no solo fértil da humanidade, e cada gesto de bondade nutre essa semente, incentivando-a a crescer e florescer. A história é um testemunho de que, quando regadas com empatia, amor e compreensão, as sementes da mudança podem romper o concreto da apatia, a dor e a desilusão. A mudança no rumo da história começa com a escolha que cada indivíduo tem ao agir com compaixão e altruísmo, bem como a escolha que cada um faz diariamente diante das dificuldades e da dor. Não devemos guardar rancor, nem pensar que o mundo é culpado pelo nosso sofrimento, pois isso só aprisiona o coração, impedindo que ele se desenvolva para a vitória. A compreensão é como um eco que se propaga. Um simples ato de bondade tem o poder de iniciar uma onda de mudanças positivas, transformando a narrativa de uma era. O Evangelho nos ensina que não devemos ser prisioneiros do ciclo da retaliação, mas sim libertadores da graça. Romanos, capítulo 12, verso 21, diz: não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem. Este versículo ressoa como um chamado para quebrar as correntes do rancor e retribuir o mal com o bem, iluminando o caminho para um futuro em que a empatia é a chave para desbloquear o potencial ilimitado da história humana. Pense nisso, mas pense agora.

02/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:40

UM ANO NOVO PELA FRENTE

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01/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:53

O ESSENCIALISMO

Essencialismo Você já ouviu falar sobre essencialismo? É um conceito apresentado pelo escritor norte-americano Greg McKeown, que nos convida a refletir sobre o que realmente é essencial na nossa vida. Talvez você seja uma daquelas pessoas que tenta, desesperadamente, fazer tudo ao mesmo tempo. Diz sim para tudo e para todos. É como um armário de roupas superlotado: não cabe mais nada, mas cerca de 80% do que está ali apenas ocupa espaço. São peças que não usamos, que não fazem mais sentido, mas que continuam lá. Muitas vezes, a nossa vida é exatamente esse armário cheio. Tentamos encaixar a rotina, os estudos, o trabalho, os afazeres da casa, uma atividade aqui, outra ali. Precisamos responder e-mails, mensagens nos aplicativos, ir treinar, tirar projetos do papel, participar de reuniões importantes. Quando percebemos, não temos tempo para mais nada e, mesmo assim, continuamos enchendo o armário… ou melhor, a agenda e a vida. E você sabe o que fazer quando um armário está cheio de roupas sem serventia? Escolher. Escolher o que fica e o que já não cabe mais. Doar, desapegar, eliminar. Assim, o armário passa a conter apenas o que é realmente útil e necessário. Na vida, o processo é o mesmo. Precisamos escolher quais atividades nos levam para frente, quais nos aproximam do nosso objetivo principal. Muitas vezes dividimos nossa energia tentando ser bons em tudo e dar conta de tudo, quando poderíamos focar em uma coisa de cada vez, no que, de fato, é essencial. Ter foco nos permite colher melhores resultados. Para isso, é necessário eliminar as atividades que apenas drenam nossa energia, cujo único resultado é o esgotamento e o cansaço. Chegamos às prioridades quando aprendemos a dizer não. Estamos acostumados a dizer sim para tudo, porque culturalmente o “não” ainda é visto como falta de educação. Mas dizer não não é falta de educação, é consciência. É entender o que é importante fazer hoje, agora. O essencialismo ensina a disciplina de buscar menos, mas melhor. Não se trata de produzir menos, e sim de produzir o que realmente importa, investindo energia no que é essencial. Se sua vida está cheia de tarefas que não fazem sentido, pare e reflita: o que realmente é essencial neste momento? O que apenas tem consumido sua energia e não tem te levado a lugar nenhum? É hora de viver mais o essencialismo para desfrutar melhor a vida. Afinal, de que adianta fazer infinitas coisas e não ter tempo para o que realmente importa? O que é importante que você realize hoje? Pense nisso. Mas pense agora.

31/12/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:15

O MAIOR ÊXITO

O Maior Êxito Trinta anos haviam se passado. A turma do ensino médio decidiu promover um reencontro. Foi numa tarde quente, na enorme mansão de um dos colegas. Não faltavam elogios ao anfitrião: a arquitetura, a disposição dos móveis, tudo parecia emoldurar um sonho realizado. Após o almoço, reunidos na ampla sala, começaram os relatos das conquistas pessoais e do sucesso profissional. Alguns eram médicos, engenheiros, advogados, professores universitários. Falavam de seus casamentos, de seus filhos, de carreiras bem-sucedidas. Era um longo desfile de alegrias. Comentavam sobre os filhos contratados por empresas multinacionais, sobre altos cargos ocupados em hospitais, indústrias e grandes organizações. Dava gosto perceber a felicidade que sentiam pelo êxito próprio — e também pelo êxito dos filhos. Depois de muito falarem, deram-se conta de que uma entre eles permanecia em silêncio, apenas vibrando com a felicidade de cada colega. Voltaram-se para ela e perguntaram: — E você? Quais foram os grandes lances da sua vida? Ela sorriu e respondeu, com serenidade: — Amigos, nada tão eletrizante quanto os seus relatos. Vi meus irmãos se formarem, constituírem suas famílias e partirem em busca de seus próprios destinos. Para mim, ao final do ensino médio, sucederam-se outros acontecimentos: a morte repentina de meu pai, um irmão menor sob meus cuidados, a necessidade de trabalhar para sustentar o lar. Relatou ainda a dedicação à avó e à mãe, que adoeceram em anos sucessivos, exigindo-lhe presença constante. Não conseguiu ingressar numa universidade, diante do acúmulo de deveres e das dificuldades que surgiam ano após ano, como uma avalanche. — Tive convites para crescer profissionalmente — continuou —, para trabalhar na Secretaria Federal, no Rio de Janeiro, em São Paulo. Mas a fragilidade de minha avó e de minha mãe não me permitiu aceitar. Elas tinham apenas a mim. Os anos se passaram. Não se casou. Não teve filhos, senão os filhos da alma, que acolheu por razões do coração. Nunca realizou grandes viagens, pois suas economias sempre foram — e ainda são — destinadas àqueles que dependem dela. — Então, acho melhor vocês continuarem falando de seus progressos e glórias. Tudo isso me encanta, porque considero fenomenais os seus relatos. Fez-se silêncio na sala. Havia lágrimas em alguns rostos. Todos olhavam para aquela colega que, nos tempos do ensino médio, tinha tantos sonhos: viajar para o exterior, aprender outros idiomas, cursar uma faculdade, casar-se, ter filhos. Tudo lhe fora frustrado. E, no entanto, ali estava ela, feliz com o sucesso dos amigos, regozijando-se com as conquistas alheias. Os olhares se cruzaram. Até que um deles disse: — Já sabemos quem alcançou o maior êxito entre todos nós. E completou: — Há os que vencem no mundo… e há os que vencem a si próprios, no silêncio da renúncia, servindo ao semelhante. Suas conquistas são tão valiosas quanto quaisquer outras. Não se desespere porque a vida tomou caminhos diferentes dos que você imaginava. O grande Criador do Universo conhece o nosso íntimo e sabe quais trilhas precisamos percorrer para alcançar a perfeição da alma. Pense nisso. Mas pense agora.

30/12/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:59

VOCE FRACASSOU OU AINDA NAO É O TEMPO DE VENCER?

Você fracassou ou ainda não é o tempo de vencer? Certo dia, em uma savana, nasceram três leõezinhos. Eles cresciam felizes e brincando um com o outro. Mas estava chegando a hora de escolher qual deles seria o rei da savana. Ansiosos, não queriam brigar entre si, porque eram muito amigos e se gostavam bastante. Uma velha coruja, em sua sabedoria, disse: vamos fazer um desafio. Cada leõezinho irá escalar a montanha mais alta e difícil da nossa savana, e aquele que conseguir chegar no topo será anuleado rei. A montanha era íngreme e escorregadia demais. Todos eles tentaram, mas fracassaram. Um babuíno surgiu entre os bichos que assistiam curiosos para saber quem seria o próximo rei. Todos se perguntavam: então não teremos um rei? Mas a velha coruja chegou até os três e coroou o terceiro filhote. A bicharada, espantada, pediu por uma explicação. Olhando para todos, a coruja respondeu: sei que todos os leonzinhos fracassaram no desafio proposto, mas os dois primeiros, ao não conseguir, disseram a montanha nos venceu. Entretanto, o terceiro falou: a montanha me venceu, mas só por enquanto. Você já chegou no seu tamanho, na sua força, mas eu ainda não. Ainda sou pequeno e não tenho muita força, mas quando eu crescer e atingir o meu potencial, eu te vencerei. A diferença, completou a velha coruja, é que o terceiro leãozinho teve uma atitude de vencedor diante da derrota, e quem pensa assim é maior que seu problema. É rei de sobre os outros. Um vencedor sempre faz parte das respostas e nunca dos problemas. Sabe que pode ser difícil, mas é possível. E não importa o tamanho das suas adversidades ou das dificuldades, você vencerá quando alcançar o seu potencial. Você ainda está crescendo e vai adquirir experiências e aprimoramentos ao longo da sua vida. Você é maior do que. Que todos os seus problemas juntos. As montanhas das dificuldades têm tamanho fixo e limitado, mas você ainda está se desenvolvendo. Não é porque ainda não tenha a capacidade para alcançar os seus propósitos que significa que você fracassou. Dê tempo ao tempo. E com o passar dos anos, você vai adquirir conhecimento e excelência que ajudará a conquistar os seus objetivos e desejos. Não se aborreça se por acaso o tempo da sua vitória ainda não chegou. Espere. Aguarde. E durante esse tempo pratique a virtude da sabedoria. Corra atrás dos conhecimentos e das habilidades que te farão vencedor. A vida é cheia de desafios, mas há sempre muitas e inesquecíveis vitórias. Se sentir pronto para realizar algo tem a ver com a virtude da prontidão. Uma qualidade que nos permite realizar. Se há obstáculos no trecho, peça a Deus que o ajude a superá-los. Se os pés estão feridos e as mãos cansadas, rogue o amparo dos céus, que nunca lhe falte forças nas horas difíceis de lutar contra os inimigos. O vencedor é um amigo da verdade e não transforma conselhos numa arma de destruição ou de ofensa. Um vencedor sempre toma a melhor decisão com a menor soma de prejuízos a si mesmo e ao seu próximo. Um vencedor é um observador da vida, mas não julga. E um verdadeiro vencedor sabe, a cada dia passado, foram 24 horas de pequenas vitórias. Pense nisso, mas pense agora.

29/12/2025 06:30 | DURAÇÃO 5:11