Pense Nisso | Centro América FM Cuiabá - Easy | Cadena

Episódios

APRISIONADOS PELO MEDO

Aprisionados pelo medo. Na sala de aula, a professora perguntou aos seus alunos: do que vocês têm mais medo? Depois de um breve e tenso silêncio, um garoto respondeu, um tanto tímido: ah, professora, eu tenho medo do escuro. Outro falou: tenho muito medo do bicho papão. Medo da morte? Medo de altura? Medo de ser esquecido pelos pais na escola? Vários medos foram confessados e anotados pela sábia professora, que conseguia libertar os pequenos do sofrimento gerado pelo medo através do uso da razão. Por fim, uma garotinha disse, com arde e assustada: tenho muito medo do mal amém, que é um monstro muito perigoso. E você já viu esse monstro? Perguntou, interessada, a professora. Nunca vi, mas é um monstro tão perigoso que minha mãe pede todos os dias a Deus que nos livre dele, esclareceu a menina. E concluiu: minha mãe sempre pede a Deus, no fim da sua oração, e livrai-nos do mal amém. Não é preciso refletir muito para entender a situação daquela criança com relação ao medo do monstro criado pela sua imaginação. O medo era tão tirano que ela nunca usou confessá-lo à mãe: um medo terrível de algo que nunca existiu. Mas será que somente as crianças têm medo do que desconhecem? Certamente não. A ignorância tem sido, desde todos os tempos, a grande responsável pelo terror imposto pelo medo. O desconhecido gera medos inconfessáveis em pessoas de todas as idades. Mas como podemos ter tanto medo do desconhecido? Isso ocorre justamente porque os monstros criados pela imaginação geralmente são mais terríveis do que os reais. O medo da morte é um exemplo disso. O medo do inferno também tem feito reféns. O juízo final é outro tirano que atemoriza muita gente. Todos esses temores são frutos da ignorância, não há dúvida. Existem pessoas que têm medo do futuro, medo da solidão, medo de sentir medo, e por aí vai. Enquanto a razão não lançar suas luzes sobre essas questões, o medo continuará a enfericitar os indivíduos, fazendo-os reféns da própria ignorância. Muitos pensadores já afirmaram que só o conhecimento liberta das garras do medo sem sentido. O conhecimento é diferente de crença: a crença é sempre cega, vazia de certezas. Para crer em algo, não é preciso conhecer, basta acreditar. Mas a convicção só se adquire através do conhecimento. Assim sendo, vale a pena envidar esforços para libertar-nos dos medos, buscando lançar luz sobre o que a ignorância oculta. Importante libertar nossas crianças, muitas delas reféns de monstros imaginários terríveis, dialogando com elas sobre seus medos. É preciso considerar que o medo é o pior de todos os monstros e precisa ser aniquilado com urgência. É preciso clarear os caminhos escuros da ignorância com a luz do conhecimento, para que o medo bata em retirada. Como asseverou o grande filósofo grego Sócrates, há apenas um bem, o conhecimento, e um mal, a ignorância. Sócrates foi o precursor da dialética, da lógica, mas foi vítima da ignorância de seus contemporâneos. Pensemos nisso e busquemos, com vontade firme, conhecer as leis que regem a vida. Só assim seremos verdadeiramente livres de todos os medos que tanto nos infelicitam. Pensem nisso, mas pensem agora.

20/04/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:49

A VIDA, CORAGEM, BELEZA, MAGIA E ROMANTISMO

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18/04/2026 06:30 | DURAÇÃO 7:06

A VIDA FORA DO MUNDO DIGITAL

A vida fora do mundo digital. Aquele homem, desempregado, entra num concurso da Microsoft para ser técnico de limpeza. O gerente de recursos humanos o entrevista, faz um teste, ou seja, varrer o chão, e então lhe diz: o serviço é seu. Me passa seu e-mail, e eu lhe enviarei a ficha para preencher, a data e hora que deverá se apresentar para o serviço. O homem, desesperado, responde que não tem computador, e muito menos e-mail. O gerente de RH disse que lamenta, mas, se não tiver e-mail, quer dizer que virtualmente não existe, e, como não existe, não pode ter o trabalho. O homem sai desesperado, sem saber o que fazer, tem apenas 100 dólares no bolso. Então, ele decide ir ao supermercado e comprar uma caixa de 10 quilos de tomates. Bate de porta em porta, vendendo os tomates a quilo, e, em menos de duas horas, tinha conseguido duplicar o capital. Repete a operação mais três vezes e volta pra casa. Então, ele verifica que pode sobreviver dessa maneira. Sai de casa cada vez mais cedo e volta pra casa cada vez mais tarde, e assim triplica e até quadriplica o dinheiro a cada dia. Pouco tempo depois, compra uma combi, depois troca por um caminhão e, pouco tempo depois, chega a ter uma pequena frota de veículos para distribuição. Passados cinco anos, o homem é dono de uma das maiores distribuidoras de alimentos dos Estados Unidos. Pensando no futuro da família, decide fazer um seguro de vida. Chama um corretor, acerta um plano e, quando a conversa acaba, o corretor lhe pede o e-mail para enviar a proposta. O homem disse que não tem e-mail. Curioso, o corretor lhe diz: você não tem e-mail e chegou a construir este império? Imagine se você tivesse um e-mail? O homem pensa e responde: se eu tivesse e-mail, seria um homem da limpeza da Microsoft. A história não é sobre um cargo ou outro, mas sim sobre a vida real que podemos construir fora da internet. Vivemos em uma era onde o digital parece ser a resposta para tudo, desde empregos e comunicação até compras e entretenimento. Há uma necessidade urgente de se estar inserido nas redes sociais e se sentir pertencente deste novo mundo. No entanto, essa história nos ensina que a vida real, com seus desafios e oportunidades tangíveis, é onde a verdadeira transformação acontece. No off, onde ninguém vê. A internet pode, sim, facilitar o processo, mas é a atitude que realmente move montanhas. Experimente, como esse homem, construir uma vida fora da urgência das selfies e dos vídeos de 30 segundos. Existem várias possibilidades fora da internet. Pense nisso, mas pense agora.

17/04/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:05

ILHA DOS SENTIMENTOS

A ilha dos sentimentos. Era uma vez uma ilha onde moravam todos os sentimentos: a alegria, a tristeza, a sabedoria e todos os outros. Por fim, o amor. Mas, um dia, foi avisado aos moradores que aquela ilha iria afundar. Todos os sentimentos apressaram-se para sair da ilha, pegaram seus barcos e partiram. Mas o amor ficou, pois queria ficar só mais um dia, um pouquinho com a ilha, antes que ela afundasse. Quando, por fim, estava quase se afogando, o amor começou a pedir ajuda. Nesse momento, estava passando a riqueza em um lindo barco. O amor disse: Riqueza, leve-me com você. Não posso, há muito ouro e prata no meu barco, não há lugar para você. Ele pediu ajuda à vaidade, que também vinha passando: Vaidade, por favor, me ajude. Não posso te ajudar, amor, você está todo molhado e poderia estragar meu barco novo. Então, o amor pediu ajuda à tristeza: Tristeza, leve-me com você. Ah, amor, eu estou tão triste, eu prefiro ir sozinha. Também passou a alegria, mas ela estava tão alegre que nem ouviu o amor chamá-la. Já desesperado, o amor começou a chorar. Foi quando um velhinho o chamou e o levou em seu barco. O amor ficou tão feliz que se esqueceu de perguntar o nome do velhinho. Chegando do outro lado, na praia, ele perguntou à sabedoria: Sabedoria, quem era aquele velhinho que me trouxe aqui? A sabedoria respondeu: Era o tempo. O tempo? Mas por que só o tempo me trouxe? Porque só o tempo é capaz de entender o amor. Na pressa do dia a dia, é fácil esquecer que o tempo é nosso aliado mais valioso. Ele nos dá a perspectiva e a sabedoria necessárias para entender o amor em sua forma mais pura. Confie no tempo, pois ele sempre nos levará ao entendimento e à verdade. Talvez você não tenha o amor correspondido na medida em que o tempo passa, mas lembre-se de que só o tempo é capaz de entender o amor. Pense nisso, mas pense agora.

16/04/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:15

PILOTO AUTOMATICO

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15/04/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:42

O SÁBIO INDIANO

O Sábio Indiano Na Antiga Índia, havia um grande sábio. Muitas pessoas viajavam por semanas para visitá-lo e pedir seus conselhos. Raramente ele saía do seu monastério, mas, quando o fazia, reunia multidões para escutar suas palavras. Certa vez, ele estava no vilarejo próximo ao monastério, e milhares de pessoas se reuniram para ouvir os seus ensinamentos. Então, um homem na multidão. O sábio respondeu: assim como a água tem sua fonte no topo da montanha e escorre formando rios nas suas faces, todos fluindo e correndo em direção ao mar, assim também é Deus. Ele é visto por seus diversos ângulos, por pessoas e civilizações diferentes. As religiões são criadas por seres humanos, mas o propósito de todas é nos levar a Deus, ao único Deus. A religião certa é o amor a Deus e ao próximo. Essa história nos ensina sobre um Deus universal. Enquanto muitas vezes estamos ocupados em estabelecer poder e veracidade entre crenças e credos, Deus segue apenas interessado em amar a todos que estão dispostos a crer nele, independente da perspectiva. Ao invés de nos preocuparmos em barrar a fé do outro por não se associar à nossa, devíamos estar preocupados em amar o próximo, aceitá-lo e viver em paz. Que, diante de qualquer embate religioso, você se lembre deste grande sábio da Índia. O amor de Deus transcende fronteiras religiosas, acolhendo a todos, independentemente de sua crença, independentemente da tradição religiosa que seguimos. A essência divina é um amor incondicional que nos une como seres humanos. Reconhecer essa dimensão inclusiva do amor divino pode promover a compreensão, a tolerância e a paz entre as diferentes crenças, enfatizando a mensagem fundamental de amor e união presente em muitas tradições espirituais. Pense nisso. Mas pense agora.

14/04/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:07

O TEMPO

O tempo. Com o passar do tempo, sentimos que estamos acelerando. Os dias vão ficando mais rápidos. Entra ano e sai ano, e sentimos que não realizamos nada, que não temos tempo para nada. Quantas vezes você já parou e pensou: o que eu fiz com todos os dias do ano passado? Claro que lembramos de algumas coisas que nos marcaram, algumas conquistas ou situações muito difíceis. Mas você se lembra de todos os 365 dias vividos? O que foi feito com eles? É o tempo que está acelerando? Ou somos nós que estamos nos perdendo na correria do dia a dia e não apreciamos as pequenas coisas da vida? Talvez seja apenas a desconformidade com que utilizamos o nosso tempo, e cada minuto parece tão paradoxal quanto as necessidades que vivenciamos nele. As fotografias estão antigas um minuto após o clique, mas 60 segundos de espera em um semáforo é muito. Um minuto para falarmos com quem amamos é muito pouco, mas, para um pai que espera seu filho nascer, é uma eternidade. Os macarrões são instantâneos, mas aquele livro que você quer ler pode esperar. A falta de tempo traz a ansiedade e a sensação de sempre estarmos perdendo algo, seja o crescimento dos filhos, fazer aquela viagem ou atualizar uma série. Estamos sempre pensando: “vou economizar meu tempo”. E, quanto mais economizamos tempo, mais precisamos dele. É que corremos mais depressa para chegar a lugar nenhum. E, enquanto vivemos as experiências do mundo, nas lutas, nos acertos e nos equívocos, poucas vezes damos valor ao tempo, que é uma bênção que Deus nos concede para a evolução de nós mesmos. Vamos com calma. Vamos apreciar as belezas da vida: o café da manhã, o nascer e o pôr do sol. Nutrifique a sua mente com um bom livro. Passe tempo de qualidade com a sua família, para que, quando chegarmos ao final inevitável da vida, possamos olhar para trás e ver que a nossa história valeu a pena ser vivida. Pense nisso, mas pense agora.

13/04/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:24

EXEMPLOS, LIÇÕES E EXPERIENCIAS

Exemplos, lições e experiências. Que modelos temos apresentado aos nossos filhos para que eles possam seguir? Às vezes, buscamos modelos de longe, nomes expressivos que tenham realizado grandes benefícios para a humanidade. Se são autênticos, naturalmente falam à alma do jovem, que é idealista por natureza. Contudo, existem, por vezes, criaturas bem próximas a nós que não valorizamos: pais, parentes, amigos que traduziram sua vida em legado de paz, que sacrificaram tudo por seus ideais, que exerceram suas atividades para além do dever. Lemos, certa feita, acerca de um prisioneiro político romano que somente aos 76 anos, graças à queda do regime, pôde visitar seus filhos e conhecer seus netos. Um homem de 76 anos, de profundos olhos azuis, que, apesar de toda a dureza e maus-tratos sofridos na prisão, manteve seu entusiasmo pela vida, na certeza de que tudo valera a pena, mesmo o sacrifício da família, do prestígio, do poder que gozava. Contemplando o mar, nas areias das praias americanas, comendo batatas fritas e aprendendo com os netos a atirar um disco de plástico, exclamava: “Que belo sonho! Que maravilha! A vida vale a pena ser vivida em toda a sua plenitude.” Um de seus netos, alguns dias depois, precisou escrever uma redação para a escola. Durante várias horas, ele trabalhou duro sobre as folhas de papel. Quando terminou, leu em voz alta para sua mãe, emocionada: “Conheci um verdadeiro herói. O pai de minha mãe foi parar na cadeia por falar abertamente contra o governo. Depois de seis anos de solitária prisão, ele foi libertado. Minha mãe, meu tio e minha avó saíram do país. Ele não foi autorizado a ir embora com eles. Sozinho, ficou em seu país, amargando a dor da separação e o desrespeito de amigos e parentes, que o consideravam um fracassado. Ouvir falar de meu avô fez com que eu entendesse que lutar por minhas crenças é muito importante para mim. Na quinta série, escrevi à professora uma carta de protesto, porque considerei que ela tomara uma decisão injusta em relação a um de meus amigos. Atualmente, sou representante da turma no conselho de alunos e estou lutando com firmeza para melhorar nossa escola. Tenho orgulho de meu avô romano. Espero que, de fato, exista uma outra vida para que eu possa vê-lo outra vez.” O exemplo é nobre e, como percebemos, estabeleceu rumos dignos a outras vidas. Sua lição foi a de que não devemos silenciar nossa voz na defesa dos valores e da verdade. Ao contrário, devemos falar para sermos ouvidos; senão, como já aprendemos a sentir, sempre haverá uma parte em nós que permanecerá insatisfeita. Lutar pelos ideais de enobrecimento é ensinamento que não devemos relegar a segundo plano, quando falamos de nossos filhos, nossos tesouros e responsabilidade maior. Aproveitemos todas as lições com que a vida nos honra a cada hora. Estejamos abertos, estejamos atentos, tendo olhos de ver e ouvidos de ouvir. Os exemplos passam ao nosso lado, e suas experiências são lições significativas que não podemos ignorar. Pense nisso, mas pense agora.

11/04/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:58

O QUE É VIRTUAL?

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10/04/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:37

O REFLEXO INTERNO E EXTERNO

O reflexo no interno e no externo. Conta uma popular lenda do Oriente que um jovem chegou à beira de um oásis, junto a um povoado, e, aproximando-se de um velho, perguntou-lhe: “Que tipo de pessoa vive neste lugar?” “Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem?”, perguntou, por sua vez, o ancião. “Ah, um grupo de egoístas e malvados”, replicou o rapaz. “Estou satisfeito de haver saído de lá.” “A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui”, replicou o velho. No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e, vendo o ancião, perguntou-lhe: “Que tipo de pessoa vive por aqui?” O velho respondeu com a mesma pergunta: “Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem?” O rapaz respondeu: “Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.” “O mesmo encontrará por aqui”, respondeu o ancião. Um homem, que havia escutado as duas conversas, perguntou ao velho: “Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?” Ao que o velho respondeu: “Cada um carrega no seu coração o ambiente em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou não poderá encontrar outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali também os encontrará aqui, porque, na verdade, a nossa atitude mental é a única coisa na nossa vida sobre a qual podemos manter controle absoluto.” A verdade deste conto é que carregamos dentro de nós a nossa realidade. Nosso mundo externo, às vezes, só reflete o que temos no nosso mundo interior, o que está dentro de nós. Você já pensou sobre isso? Sobre o seu descontentamento com o mundo real, por vezes, estar relacionado com o descontentamento interno? É preciso mudar a perspectiva interna, e então tudo mudará. É necessário trabalhar a mente para aprender a lidar melhor com as pessoas, com as coisas e com o que delas esperamos. Pense nisso, mas pense agora.

09/04/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:03

INCAPAZ

Incapaz, Andy Foster tem 45 anos. É autista e garçom num restaurante da Inglaterra. Quando alguns clientes se sentiram incomodados com a sua presença, como se tivessem algum problema em serem atendidos por ele, o dono do estabelecimento tomou uma atitude radical: escreveu uma carta e postou numa rede social. “Hoje, passamos o dia reconstruindo a autoestima de um dos membros da nossa equipe, depois de ele ter sido desrespeitado e discriminado ao servir uma mesa no jantar de ontem à noite. Qual o problema dele? E por que você deu esse trabalho para ele?”, os clientes perguntaram. “Aqui em nosso restaurante, nós contratamos nossos funcionários com base na experiência e paixão pelo trabalho. Não contratamos pela cor da pele, aparência, pela quantidade de tatuagens, pelo tamanho das roupas, pelas crenças religiosas ou por doenças. Nós não discriminamos. Mas, se você faz isso, então, por favor, não reserve uma mesa conosco. Você não merece nosso tempo, esforço nem respeito.” Ainda trazemos vícios antigos na alma. Por que homens e mulheres recebem remunerações diferentes ao realizarem o mesmo trabalho, ao ocuparem o mesmo cargo? Por que as pessoas idosas não podem trabalhar? Por que nos utilizamos do termo incapaz referindo-nos à pessoa com deficiência? Incapaz do quê? De realizar certas tarefas? Refletamos. Será que todos nós não somos ainda incapazes de muitas coisas? Alguns de nós, vendo alguém tocando alguns acordes de uma música num instrumento qualquer, afirmamos: “Não sou capaz de tocar nem uma campainha.” Outros não temos jeito algum para trabalhar manuais. Outros, ainda, não entendemos uma vírgula das notícias sobre economia, bolsa de valores, câmbio etc. E somos chamados de incapazes por isso? Seria uma grande ofensa, no mínimo. Assim, debruçando nosso olhar para esses que são considerados especiais, perceberemos que eles podem ter muita dificuldade em certas áreas, que aprendem com mais vagar. Entretanto, ao mesmo tempo, fazem muitas outras coisas com maestria, até com virtuosismo. São capazes de atender uma mesa num restaurante com mais simpatia e alegria do que muitos dos chamados normais. São capazes de realizar tarefas com extrema atenção, com capricho, algo muito difícil de se encontrar em funcionários, no geral. São capazes de cozinhar, de ministrar uma aula, de atuar e de tudo o que possamos imaginar. Mais ainda, são capazes de nos fazer acreditar no poder da persistência, do esforço e da resignação. Eles nos ensinam muitas coisas. Pensemos bem. Refletamos um pouco mais da próxima vez que ouvirmos o termo incapaz ou quando percebermos qualquer tipo de discriminação com quem quer que seja. Por fim, sejamos nós aqueles que abramos portas para eles, para que deixem de ser excluídos em nossa sociedade e possam ter uma vida plena. Não permitamos que nosso preconceito nos transforme em verdadeiros incapazes.

08/04/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:25

O VALOR DO SER HUMANO

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07/04/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:39

A MENTE

A mente. Certa vez, um viajante parou embaixo de uma árvore para descansar em sua sombra. Ele dormiu por algumas horas e, quando acordou, sentiu fome. Então pensou: gostaria de comer uma grande tigela de macarrão. Quando olhou para o lado, viu uma grande tigela de macarrão. Ele levou um susto, mas a fome era tanta que ele nem pensou muito e devorou a tigela toda. Quando terminou de comer, pensou: que sede, gostaria de tomar um copo de água fresquinha. Do nada, apareceu à sua frente um copo de água fresca. Dessa vez, seu susto foi ainda maior. Ele não estava entendendo nada. Começou a ficar com medo e pensou que talvez aquele lugar estivesse enfeitiçado, e que aqueles acontecimentos fossem obra de algum espírito maligno. Logo, olhou para o lado e viu espíritos assustadores vindo em sua direção. Ele deu um pulo e começou a tremer da cabeça aos pés. Pensou que gostaria que alguém pudesse aparecer para salvá-lo. Nesse instante, um monge apareceu e o levou para longe daquela árvore. O monge lhe explicou que aquela era a árvore dos desejos e que tudo que pensamos debaixo dela acontece. Explicou que, da mesma forma que a árvore, nossa mente também é uma fonte de desejos, que todos os nossos pensamentos, bons ou ruins, medos e sonhos, são criados primeiro em nossa mente. Que ninguém pode nos alegrar ou nos torturar, somente a nossa mente, e, dessa forma, o paraíso ou o inferno em nossa vida somos nós quem criamos. Nessa história, aprendemos sobre o poder da nossa mente. É ela o maior campo de batalha. Dela podemos produzir realidades boas ou ruins. Nela podemos nos achar fortes ou fracos. Dela vem a inspiração ou a sua falta. Cabe a nós exercitarmos nossa mente para que ela trabalhe a nosso favor. Buda disse certa vez que somos o que pensamos. Tudo que somos surge com nossos pensamentos. Com eles, fazemos o mundo. O que você tem construído com sua mente? Pense nisso, mas pense agora.

06/04/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:06

PÁSCOA

Páscoa. Você já deve ter percebido, pelas prateleiras abarrotadas de ovos e coelhos de chocolate, que se aproximam os dias da Páscoa. Os meios de comunicação, em geral, não lhe deixam esquecer tal data. Se, no entanto, alguém lhe perguntasse o que é a Páscoa, você saberia responder? Qual a relação com ovos, coelhos e chocolates? Tem-se notícias de que os israelitas, bem antes de Moisés, celebravam a Páscoa sempre na primeira lua cheia da primavera, quando ofereciam à divindade os primogênitos do seu rebanho. A palavra em aramaico “pacham”, em hebraico “pessá”, significa a passagem. Segundo alguns, do sol pela constelação de Carneiro, ou da lua pelo sol, o seu ponto mais alto. Nas línguas saxônicas, o nome indica uma associação com o mês de abril, quando se comemorava a morte do inverno e a recuperação da vida, a chegada da primavera. O sentido de passagem é relacionado no livro bíblico Êxodo. Foi na época da Páscoa que se deu a libertação do povo hebreu. Cerca de quinze séculos antes de Cristo, depois de ter vivido cerca de quatro séculos no Egito, duramente tratado pelos faraós, conseguiu o povo de Israel abandonar para sempre a terra da escravidão. Naquela noite, os hebreus se serviram da carne assada de um cordeiro, pães ázimos, isto é, sem sal e fermento, e alfaces amargas. Em memória daquela noite, todo ano, pelo 14 de Nizam, o mês de abril, os chefes de família celebravam a Páscoa, comemorando agora a libertação do cativeiro egípcio. Nos dão notícias da última ceia de Jesus com os apóstolos, justamente na época da Páscoa. A paixão, morte e ressurreição de Jesus coincidiram com essa festa. Para os cristãos, a data deve lembrar a ressurreição de Jesus Cristo. Após a sua morte na cruz, ele se mostra vivo para os apóstolos, discípulos e amigos. O costume de oferecer ovos como presente nessa época remonta aos antigos egípcios. Entre nós, o costume foi trazido por missionários que visitaram a China. Só que, antigamente, eram ovos mesmo, de pata ou de galinha, coloridos e enfeitados, depois transformados em ovos de chocolate. Para alguns historiadores, o coelho, por ser o animal que mais se reproduz, traduz antigos ritos do paganismo da fertilidade. Para os cristãos, a Páscoa representa a imortalidade da alma, segundo as escrituras do Novo Testamento, atestado pelo próprio Cristo. Você sabia que os ovos de chocolate foram introduzidos no Brasil entre os anos de 1913 e 1920 por imigrantes alemães? E que foi a partir do século XVIII que se passou a incorporar o ovo de chocolate na comemoração da Páscoa? Pense nisso, mas pense agora.

04/04/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:00

CONVERSANDO COM DEUS

Conversando com Deus. Ninguém pode duvidar da eletricidade, mas, para que a lâmpada nos ilumine o aposento, recorremos a fios condutores que lhe transportem a força desde a aparelhagem da usina distante até o recesso de nossa casa. A fotografia é hoje fenômeno corriqueiro. Contudo, para que a imagem se fixe na execução do retrato, é preciso que a emulsão gelatinosa sensibilize a placa que a recebe. A voz humana, através da radiofonia, é transmitida de um continente a outro com absoluta fidelidade. Todavia, não prescinde do remoinho eletrônico que, devidamente disciplinado, lhe transporta as ondulações. Entretanto, como exprimir a fé? Indaga-se muitas vezes. A fé não encontra definição no vocabulário vulgar. É força que nasce com a própria alma, certeza instintiva na sabedoria de Deus, que é a sabedoria da própria vida. Palpita em todos os seres, vibra em todas as coisas, mostra-se no cristal fraturado que se recompõe humilde e revela-se na árvore decepada que se refaz, gradativamente, entregando-se às leis de renovação que abarcam a natureza. A prece é filha da fé. Quando cultivamos a fé em nosso íntimo, naturalmente buscamos nos manter sintonizados com a espiritualidade maior. Temos na oração o mais eficiente sistema de intercâmbio entre o céu e a terra. Ela nos liga a Deus e dá-nos a certeza de, no recolhimento e na solidão, estarmos com Ele. Renunciar à prece é recusar a assistência divina. Nunca duvidemos da paternidade celeste. Deus vela por nós e, sempre que precisarmos, nos enviará o socorro. Para que nossa prece alcance o alto, ela deve ser motivada pela verdadeira confiança em Deus. Também deve ser sincera, humilde, vir do coração e não somente dos lábios. Podemos orar em voz alta ou no mais absoluto silêncio, mas o que realmente vale é a intenção com a qual oramos. Se, em algum momento de nossas vidas, sentirmos necessidade de pedir algo a Deus, estejamos atentos a que tipo de súplicas faremos. Deus sempre nos concede coragem, paciência e resignação. Se fizermos nossas orações com fé e sinceridade, as respostas sempre chegarão. Mas convém mantermos a mente e o coração abertos para que possamos perceber essas respostas, pois, muitas vezes, Deus não nos enviará exatamente o que desejamos, nem da maneira como gostaríamos. Teremos o que for necessário para nos impulsionar ao crescimento espiritual e nos levar à real felicidade. Conversando com Deus, pedi força e vigor. Deus me mandou dificuldades para me fazer forte. Pedi sabedoria. Deus me deu problemas para resolver. Pedi prosperidade. Deus me deu energia e cérebro para trabalhar. Pedi amor. Deus me mandou pessoas com problemas para eu ajudar. Pedi favores. Deus me deu oportunidades. Não recebi nada que eu queria, mas recebi tudo o que eu precisava. Minhas preces foram atendidas. Pense nisso. Mas pense agora.

03/04/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:33

A FILA

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02/04/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:09

EXAUSTOS E CORRENDO

EXAUSTOS E CORRENDO Estamos exaustos e correndo. E a má notícia é que continuaremos exaustos e correndo, porque “exaustos e correndo” virou uma condição humana dessa época. E, assim, dopamos esse corpo falho, que se contorce ao ser submetido a uma velocidade não humana. Viramos exaustos e correndo, e dopados. Porque só dopados para continuar exaustos e correndo. Esse texto de uma escritora reflete muito bem o que temos vivido atualmente: a sociedade do cansaço. Você está, ou se sente, cansado e sobrecarregado? De acordo com estudos psiquiátricos, o Dr. Ismael Sobrinho diz, em seu livro, que quase todas as pessoas da sociedade atual estão cansadas e sobrecarregadas. Nos colocamos, desesperadamente, à procura de coisas que possam nos fazer felizes. A vida virou uma competição, um pódio de quem vai ocupar o primeiro lugar, chegar primeiro, ser o vencedor. E, quando vemos, já estamos exaustos, correndo e dopados para alcançar e conquistar. Não que fosse errado, mas as condições às quais nos colocamos têm, a cada dia, nos jogado de escanteio, a custo de fazer, produzir e realizar. E esquecemos de um outro verbo importante: descansar. Será que alguns momentos de desaceleração são perda de tempo? Mas o que será, mesmo, a perda de tempo? Será que nos permitirmos o descanso, quando estamos exaustos, não será um ganho de tempo? O descanso faz parte dos princípios de diversas religiões e de seus adeptos. No islamismo, o dia de descanso é na sexta-feira. No judaísmo, é o sábado, o Shabbat. O cristianismo tem o domingo, o dia do Senhor. Crendo que o próprio Messias, quando passou por aqui, mesmo sendo meio-homem, meio-Deus, ou totalmente homem e totalmente Deus, não hesitou em ter momentos sozinho, de descanso e reflexão. O Criador, depois de tudo pronto, tirou um dia de descanso e contemplação. Independente da crença, podemos dizer que existe um senso comum: o de descansar a mente, o corpo e a alma, de se conectar com algo superior. Mas a nossa sociedade, a do cansaço tem, a cada dia, descansado menos e se conectado menos com algo, ou consigo mesma, apenas produzindo. Como você se sente hoje? Quais sinais seu corpo, alma e espírito estão emitindo? Talvez seja o momento de descansar. O descanso não tem a ver com preguiça; eles não são sinônimos. Talvez precisemos parar para descansar, refletir e contemplar a vida. Pensemos nisso, mas pensemos agora.

01/04/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:02

VOCE ESTA COM PRESSA DE QUÊ?

Você está com pressa de quê? Certa vez, um jovem, após receber diversas multas por excesso de velocidade, foi questionada pelo seu pai com a seguinte pergunta: você está com pressa de quê? E a jovem disse ter ficado com aquela indagação martelando em sua cabeça: você está com pressa de quê? Não há como negar que vivemos em um tempo totalmente mais acelerado que já vivemos na história. Talvez a vida digital tenha nos colocado em um ritmo de 30 segundos dos stories que, na vida real, não cabe. Existe a pressa em se formar, ter um diploma e entrar no mercado de trabalho, ser bem-sucedido, encontrar um grande amor, formar família e ter filhos, fazer aquela viagem dos sonhos, ter aquele carro do ano. Hoje, podemos mencionar a pressa em fazer postagens nas redes sociais e tantas outras infinitas situações que aceleram a fazer, conquistar algo rápido, já, agora. Mas você já parou pra pensar que só está com pressa quem, de fato, está atrasado? E você está atrasado para algo e por quê? Talvez o motivo que tem te acelerado não é o fazer algo, realizar, mas, provavelmente, a comparação com alguém que já realizou e que tem feito você sentir que ficou para trás. Eu tenho uma boa notícia: a vida não é uma corrida. Não é como se o sinal verde que acabou de abrir e todos saem acelerados para ver quem chega primeiro. Mas chegar primeiro onde, se cada um tem o seu destino? Certamente, para chegar no seu destino, você não vai percorrer as mesmas ruas de quem tem outro local de chegada. E, por isso, o tempo também não será o mesmo, pois as rotas são diferentes. Cada um tem o seu tempo para chegar. E o melhor: o tempo continua rodando com a mesma velocidade de sempre. O que tem mudado é a forma em que temos enxergado esse tempo. Mas com parâmetro da velocidade de quem? Se você ainda não entrou na universidade, não saiu da casa dos pais e não conquistou aquele emprego dos sonhos, lembre-se de que o seu tempo não é o mesmo do seu amigo. Você não está atrasado. A vida não é uma corrida. Não existe linha de chegada. Todos temos um destino diferente, um único trajeto e um tempo singular. O tempo não é nosso inimigo; o tempo é amigo que nos permite viver o agora, saudar o passado e ansiar o futuro. Seu relógio não é igual ao de ninguém. Por isso, eu pergunto mais uma vez: você está com pressa de quê? Pense nisso, mas pense agora.

31/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:34

VALORES E TOLERÂNCIA

VALORES E TOLERÂNCIA Há muito tempo atrás, o sol se levantou orgulhoso por ser parte fundamental da vida, por ser grande e poderoso, e todos o tinham em mais alta relevância. Quando atingiu o topo mais alto do céu, mostrando toda a sua imponência, uma nuvem veio e escondeu o seu brilho. Logo, o vento começou a soprar e uma chuva caiu, refrescando o seu calor. Zangado, o sol gritou para a nuvem que saísse do seu caminho, pois estava impedindo que seu brilho e seu calor chegassem até a terra. Paciente, a nuvem respondeu: estou aqui apenas para exercer o meu dever de trazer sombra, serenidade e molhar a terra, para que as sementes possam germinar e abastecer os rios, para que todos possam ter água para beber. Por alguns instantes, o sol refletiu sobre o assunto e entendeu que, por mais que fosse vital, não era o único, e que, para a vida evoluir, é essencial que todos cumpram o seu papel e a sua função. É importante conhecer os valores dos que nos cercam, aprender a conviver com a diferença e entender que, por mais que a nossa presença seja importante, é fundamental a diversidade e a qualidade que recebemos, que cada um pode agregar para o mundo. “Amai-vos uns aos outros.” Essa frase, tão conhecida por todos, fala da importância de aceitar e entender a relevância das pessoas ao nosso redor, com todas as suas peculiaridades e diferenças. Não estamos aqui para sermos superiores ou julgar quem é o melhor ou quem pode estar no mesmo espaço que nós. Todos que passam pelas nossas vidas têm o seu valor e são essenciais para a nossa história. É comum pensarmos que somos melhores e mais importantes que o outro, seja na vida social, no trabalho e até mesmo no meio familiar. Mas estamos na terra para aprender a viver e a conviver com o próximo. E há virtudes que só desenvolvemos no contato com o outro. Por mais desafiantes que certas companhias possam ser, temos que valorizar e entender que estão no nosso caminho por razões muito valiosas e precisas. Observemos, convivamos, conheçamos e nos autoconheçamos. Seja mais tolerante e valorize os que te cercam. Não seja compreensivo só com os que erram pouco ou com quem é parecido com você, porque isso é fácil, mas seja compreensivo com os que erram muito e são diferentes da sua personalidade. E, fazendo bom uso da tolerância, você servirá como exemplo de valor. Pense nisso, mas pense agora.

30/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:55

EMPREENDEDOR DA SUA FELICIDADE

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28/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 6:23

NUNCA DESISTA DOS SEUS SONHOS

NUNCA DESISTA DOS SEUS SONHOS Todos já passamos por situações em que o nosso planejamento não acontece como queremos ou no momento que esperávamos, e a nossa motivação começa a desmoronar. Muitas das vezes, acusamos Deus de não ouvir o nosso clamor. Culpamos a nossa criação, o sócio, o colega, o mundo, e inventamos desculpas para nossa falta de fé e desânimo. Contudo, o que não acontece é que a nossa criação. O que nós não entendemos é que o segredo de acontecer é levantar quantas vezes for necessário e fazer. Sabe essa ideia que você tem na cabeça e que acredita que é o começo que mudará a sua vida? Seja para ganhar mais dinheiro, mudar de carreira ou simplesmente passar mais tempo com a sua família. Então, o único que pode fazê-la acontecer é você. Pare de sonhar seus sonhos e comece a vivê-los. Acredite que você é capaz, que você é a chave para tudo que deseja sobrevenha na sua vida. Quando somos bebês e começamos a dar os nossos primeiros passos, acreditamos que é impossível, temos medo de cair, medo de nos machucar. Mas, com o carinho e a dedicação dos nossos pais, damos o nosso primeiro passo, depois outro e mais outro. E, quando percebemos, andar é tão natural que esquecemos das nossas dificuldades ou medos iniciais. Planejar as situações e os momentos certos é bom, traz segurança e a crença de que somos capazes de controlar situações intangíveis. Mas por que planejar? Por que não começar agora? Qual é o seu medo? Não dependa do destino ou das situações para mudar de vida e realizar seus sonhos. Seja independente das circunstâncias. Viva como sempre quis. Realize o que sempre sonhou. Abrace seu verdadeiro eu e brilhe como se fosse o sol. Assim, você se tornará um magnético de coisas boas, de evolução, e tudo o que você sempre sonhou se tornará realidade. E, quando as situações não saírem do seu agrado e o inesperado acontecer, lembre-se de que, por algumas horas, o sol também não consegue iluminar parte dos seus planetas. E, para alguns mais distantes, o calor demora a chegar, mesmo que ele viaje na velocidade da luz. Mas nunca, em momento algum, ele deixa de ser o sol e para de brilhar. Para tudo na vida existe um tempo determinado. Apenas não desista. Não se desmotive. Se cair, levante-se. Se não deu certo na primeira vez, tente novamente. Simplesmente dê um passo de cada vez, que, com certeza, você chegará ao seu destino e realizará todos os seus sonhos. Pense nisso, mas pense agora.

27/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:57

INVERNOS EXISTENCIAIS

Invernos existenciais. Já imaginou que, por mais bela e florida seja a primavera, o verão sempre pede passagem e traz consigo os seus dias quentes? Nós, mesmo que desejando reter esses dias ensolarados e agradáveis, notamos o outono se aproximar. Ao chegar, é como se ele estivesse obedecendo a um chamado superior. Ele se instala de maneira silenciosa, mas decidido. Depois de um lindo espetáculo de cores, as folhas caem vencidas, transformando a paisagem. É dessa forma que o outono também parte. Soberano, o inverno logo aparece e nos faz sentir as suas mais variadas formas, de seus dias frios e cinzentos. Passa o tempo, e outra vez o espetáculo colorido de folhas e flores anuncia que a primavera está de volta. E é assim que os ciclos das estações se repetem e trazem oportunidades de aprendizado para todos nós. Semelhante às estações, o nosso viver também tem primaveras, verões, outonos e invernos. Mas nem sempre percebemos as lições que cada estação enseja e nos desesperamos diante dos dias frios e cinzentos dos invernos existenciais. Que a primavera é agradável, não há dúvidas. Flores e perfumes tornam nossos dias mais alegres. No entanto, se as flores surgem na primavera, é no inverno que acumulam as horas de frio necessárias para fazer brotar a gema floral, com o choque térmico no início da nova estação. Sim, se não fosse o frio, não teríamos alguns tipos de flores e frutos. O frio quebra a dormência das gemas, que dão origem à folhagem e aos frutos na primavera, quando folhas e flores enfeitam a paisagem. É assim que nós também podemos utilizar os invernos existenciais para favorecer a floração das virtudes que embelezam nossa vida e nos trazem alegria. É assim que árvores e plantas perdem galhos e folhas, mas garantem floradas em todas as primaveras. Por vezes, nós também passamos pelos invernos existenciais e perdemos, temporariamente, a nossa exuberância. Não há dúvidas de que os dias ensolarados e alegres são encantadores, mas aprenda: são os dias difíceis que mais desafiam as nossas potencialidades e quebram a concha da nossa acomodação. Assim, diante dos açoites do inverno, pense nas preciosas lições da natureza. Observe as árvores desfolhadas. Note que, apesar da vista cinzenta e sem brilho, elas seguem em pé, firmes e cheias de esperança. Suportam os ventos, as chuvas, o frio e a falta de luz, mas conservam a seiva da vida na sua intimidade. Instintivamente, aguardam o retorno da primavera que, com sua brisa morna, vem acariciar as flores e fazê-las frutificar. Interessante, não é mesmo? Pense nisso e aproveite os dias ensolarados para armazenar o vigor que lhe sustentará nos invernos existenciais. Quando os dias escuros surgirem na sua vida, não permita que a tristeza lhe roube a esperança de ver surgir, outra vez, a primavera. Lembre-se de que, mesmo em dias nublados, o sol está sempre à espreita, esperando sua vez de brilhar e espalhar vida por sobre toda a natureza.

26/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:44

FISSURAS

Imagine uma parede que era robusta e aparentemente inabalável, que suportava ventos fortes e chuvas intensas há anos. Ela fazia parte de uma grande fortaleza que ninguém arriscava atacar, porque parecia ser inconquistável. No entanto, na sua face sul, onde o sol raramente tocava, havia uma irregularidade quase imobiliária. Imperceptível. Era o resultado da pressa em sua execução ou, quem sabe, do descuido de um dos executores da obra. Agora, porém, isso pouco importava. Afinal, aquela muralha foi erguida há muito tempo, e os responsáveis por ela nem mais andavam sobre a terra. No entanto, aquela imperfeição foi servindo de depósito natural da água da chuva e dos detritos trazidos pelo vento. A água foi se infiltrando no muro e trilhando um caminho próprio, em busca de uma saída entre as rochas reunidas por espessar da massa. Com o passar do tempo, uma fissura surgiu onde antes havia uma depressão quase invisível. Alimentada pelas águas das chuvas e pelo limo que invadira a parede, úmida e fria, foi se expandindo até tornar-se uma sustadora rachadora. Agora era vista mesmo à distância e parecia ameaçar a solidez de toda a estrutura. O tempo corria veloz, sem que providência alguma fosse tomada. A rachadura corrompeu a parte inferior do muro que, atingido pela umidade, deteriorava-se a olhos vistos. Em uma noite fria, quando o temporal ruidoso e inclemente avançava sobre a praia próxima, a ventania atingiu a muralha com violência. E ela, que suportara ventos ainda mais fortes, dessa vez não resistiu. Corrompida pela água, que a agredir a sua base e parte de seus materiais, a grande parede tombou, pesadamente, como se estivesse cansada de resistir. Como um robusto carvalho se permite, um dia, tombar depois de anos de majestade, também ela, traída pela pequena fissura, entregou-se à ação do tempo. Uma simples fissura, decorrente de uma imperfeição aparentemente insignificante, causou a queda do grande muro. Os que passam ao lado das ruínas daquilo que um dia foi uma imponente fortaleza ignoram que a destruição daquele monumento grandioso se iniciou com uma mera e banal rachadura. Assim também somos nós com os nossos vícios. Nos perdemos em meio a alguns hábitos infelizes, considerados muitas vezes como atitudes comuns na sociedade, que podem corromper as nossas mentes. Hoje são fofoquinhas a servir de passar tempo aos desocupados; amanhã serão mentiras ardilosas a destruir lares e prejudicar vidas. Hoje são apenas alguns goles de bebida alcoólica para descontrair; amanhã serão drogas pesadas a arruinar centros nervosos e a lesionar profundamente os destinos. Os vícios surgem como pequeninas fissuras na conduta humana. Em um primeiro momento, não despertam grandes receios e chegam até a ser ignorados pelos menos avisados. No entanto, com o passar do tempo, vão se agigantando e invadindo o espaço que deveria ser da virtude. Abalam estruturas que pareciam sólidas e destroem futuros venturosos. Portanto, estejamos sempre atentos e pensemos nisso. Mas pensemos agora, e com seriedade.

25/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 5:08

IMPRESSÕES NEGATIVAS

Impressões negativas. Conduzir os jovens e adolescentes a um templo religioso muitas vezes não é uma tarefa fácil. Talvez seja em virtude da situação conflitante que a nossa sociedade tem passado. Isso faz recordar uma experiência vivida por um casal de amigos. Eles tinham um filho de 14 anos que não se interessava em frequentar as reuniões religiosas junto com os pais. Todas as vezes que eles foram a reuniões, falavam sobre a necessidade de buscar ajuda de Deus para enfrentar, com fé e confiança, as aflições da vida, e o filho se mantinha calado, dedilhando sua guitarra, da qual poucas vezes se separava. Um dia, já cansados de tentar convencê-lo, os pais aproximaram-se do rapaz e começaram a lhe falar da importância de ele os acompanhar ao templo religioso. O garoto, que até então estava calado, segurou as cordas da guitarra com uma das mãos, olhou para eles firmemente e disse: meus queridos pais, há quanto tempo vocês professam essa religião? O pai, imediatamente, respondeu que já fazia vinte anos, e a mãe disse que ela professava desde o berço. O jovem abaixou a cabeça e continuou a acariciar a sua guitarra, mas os pais insistiram. Então ele disse: eu não queria magoá-los, mas, já que insistem, vocês acabaram de falar os anos que cada um frequenta o templo religioso, e eu, que na verdade já sabia disso, peço que me digam com toda a sinceridade: para que serve a religião, se vocês vivem brigando dentro de casa? De que adianta buscar um Deus que não consegue fazer com que vocês se entendam e se perdoem, ao invés de viverem aos gritos um com o outro? Eu realmente não vou perder o meu tempo com coisas que não são eficientes nem para vocês mesmos. A história desses amigos vale como um motivo de sérias reflexões para todos nós. Esquecidos de que os filhos são portadores de inteligência e bom senso, os pais querem que eles acreditem no que falam, e não no que eles acabam observando no dia a dia. Devemos entender e aprender que é importante ensinar pelo exemplo e não tentar convencer ninguém com teorias vazias. Geralmente, os responsáveis pelo distanciamento dos jovens e o seu Criador são aqueles que se cercam com a sua falta de fé ou hipocrisia. Por isso, para apontar um caminho correto aos seus filhos e filhas, ou para quem quer que seja, é importante que você esteja nele também. É necessário que, além de crer e falar, você possa viver para impressionar. Pense nisso e viva de acordo com os conceitos que acredita.

24/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:03

APRESSADA AVALIAÇÃO

Apressada avaliação. Conta-se que um açougueiro trabalhava em um dia normal, quando entrou no estabelecimento um cachorro. Ele se preparou para enxotá-lo, quando percebeu que o animal trazia um saco à boca. Verificou que, dentro do saco, havia um bilhete. Atendeu ao que estava ali escrito, devolvendo ao cão o saco com carne bem acondicionada e o troco dos valores que encontrava. O animal, com o saco à boca, saiu tranquilamente do açougue e foi andando pela calçada. O açougueiro ficou intrigado com quem seria aquele cão tão bem treinado e resolveu segui-lo. O cão chegou à esquina, levantou-se nas patas traseiras e apertou o botão do semáforo para a travessia de pedestres, parando o trânsito. Então, atravessou a rua na faixa de pedestres. Mais adiante, outro semáforo estava vermelho, e o cão parou. Quando o sinal ficou verde, o cão atravessou a rua. Chegando a um ponto de ônibus, esperou. Quando o primeiro ônibus parou, o cão olhou para o letreiro e não entrou. Quando outro ônibus parou, um pouco depois, o animal voltou a olhar o letreiro. Dessa vez, entrou e ficou perto da porta, acompanhando o trajeto com atenção. O açougueiro estava perplexo. Nunca viu nada igual. Depois de várias quadras, o cão desceu do ônibus e andou um pequeno trecho. Em frente a uma casa, abriu o pequeno portão e entrou. Parou à porta e começou a bater com a cabeça na madeira. Depois, foi à janela e tornou a bater a cabeça contra o vidro várias vezes. Finalmente, a porta se abriu. Um homem grande e zangado veio para fora e começou a agredir o cão, chamando-o de bobão, inútil, traste. O açougueiro não aguentou, deteve a agressão e falou ao dono do cão: — Que é isto? Você tem um animal extraordinário, treinado, inteligente, e o agride desta maneira? — Inteligente? — gritou o dono. — Ele é um tonto! Já falei um milhão de vezes, e este inútil ainda não aprendeu a abrir a porta! Naturalmente, o conto é fictício, mas vale a reflexão. Quantas vezes agimos como o dono desse cão? As pessoas nos servem, nos agradam, e nós só reclamamos. Reclamamos da mãe que não nos preparou a sobremesa que pedimos e esquecemos de agradecer a roupa limpa, impecável, no armário, os pratos preparados com amor, as frutas, o suco, o cereal no café da manhã. Reclamamos dos pais que não entendem nossos sonhos, nosso papo, nossa turma legal, e não lembramos dos braços que nos carregaram depois das brincadeiras na praia, das horas exaustivas de trabalho deles para nos garantir a escola, o lazer, as viagens. Reclamamos do funcionário que não atendeu a uma ordem em todos os detalhes. Lembramos das mil coisas que ele faz todos os dias, sem errar, diligente, atento, vendendo sempre muito bem o bom nome da nossa empresa. Reclamamos sempre, numa atitude tola de quem não tem capacidade de avaliar o real valor dos que nos cercam. Pensemos nisso e tomemos ciência, primeiro, de que, por vezes, nos tornamos pessoas um tanto desagradáveis com esse tipo de atitudes. Segundo, perguntemo-nos se nós mesmos faríamos melhor. É possível que a nossa incapacidade, preguiça ou acomodação nos digam que estamos reclamando, na verdade, por nos darmos conta de como somos dependentes dessas pessoas. Pensemos nisso e foquemos no que realmente importa.

23/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 5:13