Pense Nisso | Centro América FM Cuiabá - Easy | Cadena

Episódios

NÃO DESANIME

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26/12/2025 06:30 | DURAÇÃO 3:22

O ANIVERSARIANTE

O aniversariante Aquela família se reunia na véspera de Natal, na entrada da noite. Assim procedia porque, em seguida, os filhos e netos compartilhariam com os outros a voz, a ceia natalina. Nada mais que um acordo amigável. A família contava com quatro pequeninos muito espertos, que não deixavam as guloseimas do Natal esperando. O ponto alto era o bolo, feito pelas mãos da avó, com várias camadas e muito bem decorado. Ela o trazia para a sala, colocava-o sobre a mesa e falava do significado daquela noite. Uma noite de festa. Uma noite para comemorar um aniversário muito importante. O aniversário de alguém especial. Entre a emoção e o entusiasmo, a avó é muito feliz. Mor narrava como se deram o nascimento do aniversariante, alguns detalhes de sua vida e seus ensinamentos. Chegava, enfim, o momento de todos cantarem parabéns a você. Era uma alegria imensa para as crianças. Cada qual fazia uma declaração ou uma homenagem, agradecendo a doce presença de Jesus e o que Ele representava em suas vidas. Os maiores declamavam poesias que falavam do Natal e do amor do Mestre. Como o aniversariante era Jesus, para ele eram direcionadas as homenagens e o grande presente de amor e gratidão. Mais tarde, na casa dos outros avós, os pequenos teciam comentários sobre a comemoração. O assunto tomava corpo e uma atividade era programada para o dia seguinte. Levar os bolos e doces para um lar de crianças do bairro em Nova Iorque. Aproveitar para falar sobre o grande amor de Jesus por todos os seus irmãos. Entusiasmados, os pequenos acrescentavam algo de realmente seu e selecionavam alguns brinquedos para oferecer à aquelas crianças. Agindo assim, aquela família ensinava desde cedo aos pequeninos o verdadeiro sentido do Natal. E como ofertar ao nobre aniversariante o melhor presente? O amor espalhado entre todos. Reconhecer o verdadeiro sentido e valor do Natal é obrigação de todos que nos afirmamos cristãos. Natal é uma festa iminentemente cristã, por ser dedicada ao Cristo Jesus. Muito oportuno seria estimularmos em nosso lar a autêntica comemoração cristã, que fala de fraternidade, de encontro da família. Noite para estarmos juntos, searmos, rirmos, trocarmos presentes, se desejarmos, sem esquecer a figura principal, o aniversariante. Ideal seria se, a cada ano, nos esmerássemos em criar formas sempre renovadas de prestar homenagem ao mestre. Há tanto que pode ser feito. Visitar os que se encontram hospitalizados ou um idoso que sabemos vive só. Podemos levar brinquedos para crianças em carência material e ofertá-los, sejam em pacotes vistosos com laços de fita chamativos ou não, representando o nosso carinho, que é, sem dúvida, o maior presente. Um abraço, um aconchego, um afeto, tudo em nome de quem aniversaria nesse dia e que espera que a sua mensagem de amor e de paz se espalhe por toda a terra. Excelente dia para iniciar essa prática. Pensemos nisso.

25/12/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:27

AMANHÃ É NATAL

Amanhã é Natal. Os dias se sucedem tão rápidos que nem nos damos conta. E amanhã já é Natal outra vez. Foram tantas as lutas. Você certamente teve problemas. Trabalhou. Sofreu. Sorriu. Como todo mundo. Foram tantos os obstáculos. Mas as forças foram ainda maiores que permitiram superá-los. Os desentendimentos familiares não foram poucos, mas a fraternidade logrou o êxito. Um filho querido talvez tenha dendrado pelos escuros caminhos das drogas, mas a coragem foi tanta que deu suporte nos momentos amargos. O lar, tão tranquilo outrora, esteve ameaçado por terríveis tempestades. Quase sucumbiu, mas os laços fortes do amor o sustentaram. A separação promovida pela morte dilacerou as fibras mais sutis da alma, mas a fé em Deus e a certeza da imortalidade conseguiram cicatrizá-las. A enfermidade cruel nos visitou ou visitou os entes queridos, mas a confiança e a dedicação conseguiram afasta-la. Enfim, foram tantas dores, tantos momentos amargos, mas também tantas alegrias, tantas vitórias. Amanhã é Natal. E Natal é tempo de fraternidade perdida. Solidariedade. E porque amanhã é natal, reunamos todos os que lutamos juntos, na alegria e na dor. E que, apesar de tudo, permanecemos unidos. Olhemos para a mãezinha a quem chamamos o ano inteiro para pedir roupa limpa, comida, e digamos: mãe, o que seria da minha vida sem você? Eu te amo, mãezinha querida. Ao pai, a quem só nos dirigimos para pedir dinheiro, carro emprestado, cartão de crédito, e falemos com carinho: olá, paisão. Apesar de não ter o costume de dizer, eu amo você. Tenho certeza de que minha vida não teria sentido sem você. Acerquemos-nos daquele irmão com quem não conversamos. Olhemos nos seus olhos e falemos: olá, mano, que bom ter você no meu caminho. Aproximemos-nos daquele filho drogado, infeliz. Rebelde. E falemos com ternura: filho, você é a estrela da minha estrada. Sem você, a vida não teria sentido. E porque amanhã é Natal, busquemos a servição doméstica que chega ao nosso lar muitas vezes antes do sol nascer. E só vai embora depois que o último filho chega do colégio. Para lavar a louça e deixar tudo em ordem. E digamos: minha amiga, precisamos um dos outros. Que bom poder contar com você por mais um ano. E porque amanhã é Natal, olhemos para o nosso patrão e falemos o quanto ele tem sido importante na nossa vida. Pois nos ajuda a ganhar o pão de cada dia. E porque amanhã é Natal, busquemos um lar pobre onde a fome insiste em se fazer presente e a expulsemos. Ainda que por um dia. Levemos uma alimentação saborosa temperada com o nosso maionese. Mais puro afeto e permaneçamos por algum tempo junto aos habitantes, irmãos financeiramente mais carentes que nós. E porque amanhã é Natal, lembremos-nos do aniversariante mais ilustre de que a Terra teve notícias. Arrebentemos os laços da discórdia que porventura haja entre os familiares e amigos e abracemos-nos com ternura. E porque amanhã é Natal, mostremos ao aniversariante que a sua vinda Terra não foi em vão. Roguemos que nos perdoe por tê-lo crucificado e deixemos que ele nos abrace e nos aconchegue junto ao seu coração magnânimo. Porque amanhã, amanhã é Natal.

24/12/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:51

SE EU FOSSE DEUS

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23/12/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:04

NOSSA HERANÇA

Nossa Herança Qual a mãe que não gosta de ver seus filhos bem vestidos? Qual o pai que não deseja dar aos filhos os melhores presentes, vê-los estudando nos melhores coragens, quem sabe na faculdade? Mas, num mundo em que apenas sobreviver já é um desafio, pode parecer pretensão demais sonhar com coisas assim. Tudo custa dinheiro. Bons brinquedos, boas roupas, boas escolas. Temos então de nos contentar em dar a eles apenas aquilo que está a nosso alcance. Brinquedos baratos, roupinhas modestas, escolas da rede pública. Então pensamos: há o dinheiro, sempre o dinheiro. Pela falta do bendito dinheiro é que muitos jovens descambam para droga, o crime, a delinquência. Como esperar que nossos filhos se tornem bem sucedidos? Pessoas de bem, se já começam a vida assim, em desvantagem. Certos adolescentes, inclusive, chegam a justificar sua rebeldia pela situação financeira precária da família. Afinal, é duro ver os outros tendo tudo que querem e a gente sem nada. Os pais, então, sentindo-se culpados, acabam convencidos de que tudo que as crianças fazem de errado se deve à revolta gerada pela pobreza. Mas aí abrimos o jornal e as manchetes nos deixam confusos. Estudante de medicina invade cinema e mata cinco. Esposa de advogado famoso arquiteta morte do marido. Gangue formada por filhos de empresários ataca e mata menino de quinze anos. Jovem engenheiro planeja e executa sequestro do próprio pai. Como explicar essas aberrações? Seus protagonistas são, todos, pessoas cultas, bem situadas na vida. Nenhum deles estava desesperado por dívidas impagáveis, com aluguel atrasado ou mesmo passando fome. Como, então, entender o comportamento dessa gente? Afinal, não se apregou a tanto que é o desespero, a necessidade extrema que induz as pessoas ao crime? O fato é que, às vezes, valorizamos demais as condições materiais de uma pessoa, na tentativa de justificar suas atitudes. Acreditamos que o dinheiro seja a resposta para tudo, a solução de todos os problemas e a sua falta, origem de todos os desvios da contuta humana. Mas a verdade é que, embora o dinheiro possa proporcionar conforto e facilitar a vida, jamais deu caráter a ninguém. O mundo está cheio de pessoas sofridas, que passaram a vida toda lutando para sobreviver, mas que nem por isso se tornaram más, revoltadas ou desonestas. E também está cheio de criaturas insensíveis que, embora tendo nascido em berço de ouro, não hesitam em cometer as maiores perversidades contra o semelhante. Uma coisa é certa: se algo faltou a essa gente, por certo não foi dinheiro ou escola. Acontece que caráter não se compra, nem se aprende no colégio. A maior herança que podemos legar a um filho talvez não seja o dinheiro, nem carros ou apartamentos, nem mesmo o estúdio, mas o amor e o exemplo. O ambiente em que nasce e cresce é tudo na formação do caráter de uma criança. Se ela se sente amada, jamais vai ter medo do mundo, nem se esconder da vida. Se aprende desde cedo a respeitar o semelhante, se lhe é ensinado que seus direitos terminam no ponto em que os direitos do outro começam, jamais pensará em enganar, roubar ou ferir ninguém, por mais pobre que seja, por maiores que sejam as dificuldades que enfrenta. Aliás, há uma certa Maria na história da humanidade que nunca teve dinheiro para proporcionar conforto material a seu único filho. Mas nem isso impediu que ele se tornasse o maior homem de todos os tempos. Pense nisso, mas pense agora.

22/12/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:56

SOLIDÃO VERSUS AUTO ESTIMA

Solidão versus autoestima. Uma das coisas de que talvez mais tenhamos medo é a solidão. A sensação de estarmos completamente sós pode ser apavorante. A ponto mesmo de nos sujeitarmos às companhias mais maçantes para termos ao menos a garantia de haver alguém por perto. Há dias em que nos sentimos não apenas sozinhos, mas abandonados pelo mundo, divorciados do resto do mundo. Da humanidade. Em momentos assim, todos parecem ter alguma coisa divertida para fazer. Um lugar aonde ir. Alguém com quem conversar, rir, talvez amar. Menos nós. Todos parecem ter um destino. Somente nós não encontramos nosso espaço no mundo. Temos a impressão de que estamos sobrando, de que não somos importantes para ninguém. E é então que o espectro da solidão nos encurrala e apavora. O fato é que, quando nos assusta tanto ficar sozinhos, não estamos verdadeiramente satisfeitos com o que somos. Preferimos então qualquer companhia que não a nossa, pois parece a medrontar-nos ficar soz em nossa própria presença. No entanto, para que alguém deseje aproximar-se de nós, é preciso que, antes, nós mesmos nos estimemos e nos tornemos nossos amigos. É preciso que reconheçamos nosso valor, que apreciamos nossas qualidades e nos sintamos bem dentro de nossa pele. É preciso percebermos que somos bons o suficiente para dispensar muletas, para não precisarmos tão desesperadamente da proximidade constante de quem quer que seja. É claro que a companhia do semelhante faz bem ao ser humano, mas o que há de tão desagradável em ficarmos eventualmente a sós? Será que não podemos passar um mísero dia sem ceder a essa necessidade neurótica de ter sempre alguém ao lado? Se somos tão desagradáveis a ponto de não conseguirmos tolerar nossa própria companhia, como então esperarmos que os outros desejem ficar perto de nós? Se realmente ansiamos despertar interesse e viver cercados de gente, que então mostremos uma disposição enérgica e alegre. Feito velhinhos confinados num asilo, não servirá senão para afastar as pessoas ainda mais. O mundo busca a companhia dos que realizam com alegria. Aqueles que nada fazem, exceto mendigar a tensão, são condenados à indiferença, sem nenhuma compaixão. Na verdade, não precisamos pedir ou mendigar nada a ninguém. Tão pouco ter medo da solidão. O fundamental é nos convencermos de nosso valor e importância. É descobrirmos o quanto podemos ser pessoas interessantes. Conquistar a atenção dos outros e despertar-lhes o desejo por nossa companhia não é mais do que mera consequência dessa descoberta. Pense nisso.

20/12/2025 06:30 | DURAÇÃO 3:49

DESFRUTE DE VOCE

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19/12/2025 06:30 | DURAÇÃO 3:07

O PODER DO AMOR SILENCIOSO

O PODER DO AMOR SILENCIOSO Roberta estava a caminho de Nova York, onde faria uma palestra em um congresso médico. A caninha do aeroporto passou pela casa da senhora Hilary Withers, que morrera a pouco, e onde se realizava uma grande venda de utensílios, roupas, calçados. Roberta entrou e foi verificando o que havia por ali. Chamou-lhe a atenção, no sótão, a grande quantidade de sacos de embalagem amarelados, de todos os tamanhos, contendo produtos ainda intactos. Reconheceu um deles. Lembrou-se de quando se tornara representante de uma empresa de perfumaria e cosméticos. Naquele remoto dia de junho, ela havia percorrido toda a avenida, batido a todas as portas, e não vender a nada. Desanimada, chegara a última casa, a casa da senhora Withers. Foi convidada a entrar, vendeu cremes e perfumes num total de mais de 100 dólares. Uma enorme compra. Roberta disse que pretendia, com o dinheiro da comissão, comprar uma malha de lã para sua mãe e economizar para pagar o curso de enfermagem. A senhora Withers lhe ofereceu chá e, enquanto o preparava, devagar, deixando-o em um fusão, em um búli especial, foi-lhe dizendo que ela poderia conseguir qualquer coisa que tivesse em mente. Após aquela visita, Roberta receberá prêmios como vendedora distrital e nacional e realizar o seu sonho de ser enfermeira. De volta ao presente, ela perguntou à senhora que cuidava das embalagens porque a senhora Withers comprava produtos se não os usava. Em tom confidencial, ela segredou. Hillary tinha um carinho especial pelos vendedores. Nunca os dispensava. Comprava seus produtos. Também emprestava um ouvido amigo e compartilhava o seu amor e as suas orações. Acreditava que alguém com um pouco de estímulo poderia alcançar metas inimagináveis. Depois repassava outros os produtos, nem todos como se vê. Eram tantos que alguns acabavam esquecidos. Quando Roberta chegou ao congresso e caminhou até a tribuna, olhou todos aqueles especialistas da área da saúde e sentiu tremerem as pernas. Recordou-se então das palavras da senhora Withers e começou dizendo: costuma-se afirmar que o trabalho de enfermagem significa tornar visível o amor. Nesta manhã aprendi o extraordinário poder do amor silencioso manifestado em segredo. Um tipo de amor que não é para ser exibido, mas que realiza o bem na vida das outras pessoas. Alguns de nossos mais importantes gestos de amor podem passar despercebidos. Contudo, um dia eles irão florescer quando seu aroma se desprender. E contou aos colegas a história emocionante da sua benfeitora. Leve em sua bagagem pessoal, para onde quer que você vá, algumas frases especiais, como: Seu Trabalho Foral. Suas palavras me ajudaram. Obrigado por me servir. Senti sua falta. Estou muito feliz por você. Orei por você hoje. Se existem palavras que você gostaria de ouvir, tenha certeza de que elas também servem para encorajar os outros. Pense nisso, mas pense agora. Suas palavras me ajudaram.

18/12/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:31

O ZELADOR DA FONTE

O Zelador da Fonte Conta uma lenda austríaca que, em determinado povoado, havia um pacato habitante da floresta, que foi contratado pelo conselho municipal para cuidar das piscinas que guarneciam a fonte de água da comunidade. O cavaleiro, com silenciosa regularidade, inspecionava as colinas, retirava folhas e galhos secos, limpava o limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de água fresca. Ninguém lhe observava as longas horas de caminhada ao redor das colinas, nem o esforço para a retirada de entúrios. Aos poucos, o povoado começou a atrair turistas. Cisnes graciosos passaram a nadar pela água cristalina. Rodas d'água de várias empresas da região começaram a girar dia e noite. As plantações eram naturalmente irrigadas. A paisagem trista dos restaurantes era de uma beleza extraordinária. Os anos foram passando. Certo dia, o Conselho da Cidade se reuniu, como fazia semestralmente. Um dos membros do Conselho resolveu inspecionar o orçamento e colocou os olhos no salário pago ao zelador da fonte. De imediato, alertou aos demais e fez um longo discurso a respeito de como aquele velho estava sendo pago a âmbito pela cidade. E para que? O que é que ele fazia, afinal? Era um estranho guarda da reserva florestal sem utilidade alguma. Seu discurso a todos convenceu. O Conselho Municipal dispensou o trabalho do zelador da fonte de imediato. Nas semanas seguintes, nada de novo. Mas, no outono, as árvores começaram a perder as folhas. Pequenos galhos caíam nas piscinas formadas pelas nascentes. Certa tarde, alguém notou uma coloração meio amarelada na fonte. Dois dias depois, a água estava escura. Mais uma semana, e uma película de lodo cobria toda a superfície ao longo das margens. O mau cheiro começou a exalar. Os cisnes emigraram para outras bandas. As rodas d'água começaram a girar lentamente. Depois, pararam. Os turistas abandonaram o local. A enfermidade chegou ao povoado. O conselho municipal tornou a se reunir em sessão extraordinária e reconheceu o erro grosseiro cometido. Imediatamente, tratou de novamente contratar o zelador da fonte. Algumas semanas depois, as águas do rio da vida começaram a clarear. As rodas d'água voltaram a funcionar. Voltaram os cisnes, e a vida foi retomando o seu curso. Assim como o conselho da pequena cidade, somos muitos de nós que não consideramos determinados servidores. Aqueles que se desdobram todos os dias para que o pão chegue à nossa mesa. Para que o mercado tenha as prateleiras abarrotadas. Os corredores do hospital e da escola se mantenham limpos. Há quem limpe as ruas, recolha o lixo, dirija o ônibus, abra os portões da empresa. Servidores anônimos, quase sempre passamos por eles sem vê-los. Mas, sem seu trabalho, o nosso não poderia ser realizado, ou a vida seria inviável. O mundo é uma gigantesca empresa, onde cada um tem uma tarefa específica, mas indispensável. Se alguém não executar o seu papel, o todo perecerá. Dependemos uns dos outros, para viver, para trabalhar, para ser felizes. Pensem nisso, mas pense agora.

17/12/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:53

CIUME DEVASTADOR

Ciúme Destruidor A vida de Ana se tornara muito ruim desde o momento em que começaram a desconfiar que Arthur, seu marido, tinha outra mulher. Ana olhava para ele e se sentia atraída. Toda vez que Arthur chegava atrasado do trabalho, mesmo que dissesse que for o trânsito complicado ou uma reunião de última hora, ela pensava: demorou por causa da outra. Devem ter se encontrado hoje. Por isso se atrasou. A paz do Arthur ficou comprometida. Ele chegava cansado. Ela estava mal-humorada e procurava todos os motivos para reclamar. Por vezes, ela surpreendia Arthur dispersivo, o pensamento distante. Era o suficiente para pensar consigo mesma: olhe só como está pensativo. Aposto que está pensando nela. Finalmente, um dia, ela resolveu seguir o marido para o surpreender. Esperou-o na saída do trabalho. Ele pegou o carro, andou algumas quadras e parou numa floricultura. Ela viu quando ele escolheu as maravilhosas flores e saiu carregando-as com carinho. Mal caráter, pensou ela, gastando com a outra. Aquilo a deixou de tal forma desconcertada que começou a chorar. Foi para casa e se jogou na cama. Chorou muito. Pouco depois, ela ouviu a porta abrir e seu marido chegar. Escutou os passos dele na escada, subindo até o quarto do casal onde ela estava. Mal o viu adentrar o quarto, ela se sentou na cama, os olhos vermelhos de chorar, os cabelos em desalinho, e desabafou: eu vi tudo. Você não pode negar. Comprou flores para ela. Rosas vermelhas maravilhosas. Você me traiu. Traiu o nosso amor. Alterada, ela se levantou e avançou na direção dele. Para sua surpresa, verificou que ele trazia nas mãos o lindo ramalhete de rosas vermelhas. Chateado, estendendo o ramalhete para ela, ele falou: Ana, hoje é o dia do nosso aniversário de casamento. Você não lembrou? O ciúme cria quadros exagerados, fomentando desconfiança. Atestado de insegurança, destrói o relacionamento pelo clima de tensão que cria a todo momento. Cultivador da infelicidade, o ciúme altera a correta visão dos fatos, aumentando a importância de pequenos atrasos, desejos não atendidos, esquecimentos de datas e compromissos a dois. Criando a zedume, envenena a alma e desassossega o pensamento. Colocando óculos escuros na visão mental, tudo faz parecer sombrio, devastador. Uma distração é tida a conta de desinteresse. O atraso para um encontro é considerado desrespeito. Fora da realidade sempre, o ciúme provoca cenas desastrosas e desgastantes, em situações onde uma leve indagação ou uma conversa a dois, com toda certeza, resolveria. Nunca deixemos que o ciúme nos atormente. Ele é o responsável pela devastação de corações edilares. Se nos sentimos inseguros, fortifiquemos a relação a dois com diálogos mais profundos, com saídas para um passeio ao luar ou um final de semana a sós. Se o outro estiver verdadeiramente permitindo que a relação esfrie e o amor amorne, providenciemos o melhor para o estreitamento dos laços afetivos, guardando a certeza de que é nos pequenos gestos que a relação se estabelece. Pense nisso, mas pense agora.

16/12/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:36

O DIA QUE EU PAREI DE DIZER ANDA LOGO

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15/12/2025 06:30 | DURAÇÃO 6:34

A VAIDADE

A vaidade. A vaidade é o primeiro pecado capital. Usamos a palavra pecado de forma metafórica, é claro. Mas a vaidade, a soberba, o orgulho, é aquilo que faz com que alguém se ache melhor do que os outros, ou acima do outro, e faz com que o vaidoso deixe de perceber a igualdade, deixe de perceber e de se abrir aos outros. A vaidade é um defeito, porque a vaidade acaba indicando para as pessoas que eu quero ou pretendo ser diferente e acima delas. A pessoa vaidosa toma decisões erradas, porque se tem numa conta excessiva e sempre se superestima. A pessoa vaidosa é difícil, porque ela só vê a si. A pessoa vaidosa é pouco estratégica, porque ela leva em conta que o mundo inteiro vai pensar sobre ela aquilo mesmo que ela pensa sobre si mesma. A pessoa vaidosa é frágil, porque alguns elogios, na sua grande maioria falsos, podem quebrar toda a resistência de uma pessoa vaidosa. A pessoa vaidosa se torna pouco produtiva, porque acha suficiente aquilo que faz. A pessoa que é tomada pela vaidade é uma pessoa que não consegue desenvolver o seu potencial, porque acha que é perfeita. Quando olhamos o mundo como um lugar de diferenças, todos são iguais na dignidade diante da lei, mas todos são absolutamente diferentes na percepção do mundo e nas capacidades. Quando percebermos que temos características boas e ruins em comparação aos outros, quando tivermos uma dimensão das nossas próprias personalidades, vamos conseguir dar os primeiros passos para superar o problema da vaidade. As vaidades não nos tornam apenas chatos; a vaidade nos torna infelizes e incapazes de amarmos. Como todo vício moral, a vaidade impede uma apreciação precisa da realidade. Quem importa esse defeito não percebe que apenas se complica ao cultivá-lo; que seria muito mais feliz ao viver com simplicidade; que ninguém se preocupa muito com sua pessoa e com sua pretença importância; que, ao tentar brilhar cada vez mais, frequentemente cai no ridículo e se torna alvo de chacota. Analise seu caráter e reflita se você não possui excesso de vaidade. Você reconhece facilmente seus erros? Elogia as virtudes e os sucessos alheios? Quando se filia a uma causa, o faz por ideal ou para aparecer? Admite quando a razão está com os outros? Caso você se reconheça vaidoso, tome cuidado com seus atos. Esforce-se por perceber o seu real papel no mundo. Reflita que a vaidade é um peso a ser carregado ao longo do tempo. Simplifique sua vida. Valorize os outros. Admita os próprios equívocos. Ao abrir mão da vaidade, seu viver se tornará muito mais leve e prazeroso. Pense nisso, mas pense agora.

12/12/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:06

A VIDA E O TEMPO

A vida e o tempo. Tudo começou de repente. Não lembro quando foi. Cheguei sem saber de onde vim. Tudo era novo. Dependia sem saber de quem. Aos poucos meu mundo foi nascendo. Aos poucos a luz do sol. A cada dia algo novo. Tudo era tão simples. Nem vi o tempo passar. Não percebi quando virei eu. Quando as cores mudaram. E os sonhos já não ficam. Era os mesmos. Novos desafios. Poxa, já tenho quase 30 anos. No tempo que voava, sem me dar explicações, sem que eu soubesse a razão, sem ouvir a batida de suas asas, sem notar quando as coisas mudaram tão rapidamente, deixando de me reconhecer, como se agora fosse outra pessoa, mudei sem perceber, me transformando todos os dias. Chegará o tempo que exclamarei: estou chegando aos 60 anos, como o tempo passa. E eu não me dei conta desse tempo que passou. Sem ver o tempo passar, pois que só posso enxergar um dia depois do outro, virei outra pessoa, perdida no tempo que me enganou. Esse tempo me transformou, me conduziu, me deu, me tirou. E me deixou sem chão. Sem saber por que, agora, no final da minha existência, tenho essa sensação: a sensação de estar fora de casa. Como se tudo tivesse sido um sonho, que estranhamente nunca vai acabar. Talvez eu só perceba em parte que estou indo a algum lugar. E que tudo é uma coisa só. Que todos os dias são um. Que tudo faz sentido, mesmo quando não faz sentido algum. E que todas as coisas só existiram dentro de mim. E elas me conduziam, todos os dias, de volta para casa. Onde fica essa casa? Sinceramente, eu não sei. Quem deve ter essa resposta é o tempo e a vida, que ainda está por ser vivida em outro tempo. O tempo é um tempo. O maior tesouro de que um homem pode dispor. Embora inconsumível, o tempo é o nosso melhor alimento. Sem medida que o conheça, o tempo é, contudo, nosso bem de maior grandeza. Não tem começo, não tem fim. O tempo sabe ser bom. O tempo é largo, o tempo é grande, é generoso, é farto. É sempre abundante em suas entregas. Diminui nossas aflições. Dilui a tensão dos preocupados. Suspende a dor dos torturados. Traz a luz aos que vivem nas trevas. O ânimo aos indiferentes. O conforto aos que se lamentam. A alegria aos homens tristes. O consolo aos desamparados. Também a serenidade aos inquietos. O repouso aos sem-socego. A paz aos intranquilos. O tempo é manancial de sabedoria que flui por entre nossas existências. Nas incertezas do caminho, nos momentos de angústia, nas aflições da jornada, confiamos nele, que tem a medida de todas as coisas e o consolo para todas as lágrimas. Jamais nos permitamos acreditar que não há tempo. Fechemos os olhos, ouçamos sua voz: lá ele está. O tempo de um abraço, de um sorriso, de um ato de caridade, de uma mudança de vida. O tempo para a família, para os amigos e para nós mesmos. Sempre há tempo, sempre há vida. Pense nisso.

11/12/2025 06:30 | DURAÇÃO 5:03

APRISIONADOS PELO MEDO

Aprisionados pelo medo. Na sala de aula, a professora perguntou aos seus alunos: do que vocês têm mais medo? Depois de um breve e tenso silêncio, um garoto respondeu um tanto tímido: ah, professora, eu tenho medo do escuro. Outro falou: tenho muito medo do bicho-papão. Medo da morte? Medo de altura? Medo de ser esquecido pelos pais na escola? Vários medos foram confessados e anotados pela sábia professora, que conseguia libertar os pequenos do sofrimento gerado pelo medo, através do uso da razão. Por fim, uma garotinha disse, com ar de assustada: tenho muito medo do mal amém, que é um monstro muito perigoso. E você já viu esse monstro? — perguntou interessada a professora. Nunca vi, mas é um monstro tão perigoso que minha mãe pede todos os dias a Deus que nos livre dele — esclareceu a menina. E concluiu: minha mãe sempre pede a Deus no fim da sua oração “e livrai-nos do mal, amém”. Não é preciso refletir muito para entender a situação daquela criança com relação ao medo do monstro criado pela sua imaginação. O medo era tão tirano que ela nunca ousou confessá-lo à mãe. Um medo terrível de algo que nunca existiu. Mas será que somente as crianças têm medo do que desconhecem? Certamente não. A ignorância tem sido, desde todos os tempos, a grande responsável pelo terror imposto pelo medo. O desconhecido gera medos inconfessáveis em pessoas de todas as idades. Mas como podemos ter tanto medo do desconhecido? Isso ocorre justamente porque os monstros criados pela imaginação, geralmente, são mais terríveis do que os reais. O medo da morte é um exemplo disso. O medo do inferno também tem feito reféns. O juízo final é outro tirano que atemoriza muita gente. Todos esses temores são frutos da ignorância, não há dúvida. Existem pessoas que têm medo do futuro, medo da solidão, medo de sentir medo. E por aí vai. Enquanto a razão não lançar suas luzes sobre essas questões, o medo continuará a infelicitar os indivíduos, fazendo-os reféns da própria ignorância. Muitos pensadores já afirmaram que só o conhecimento liberta das garras do medo sem sentido. O conhecimento é diferente de crença. A crença é sempre cega, vazia de certezas. Para crer em algo não é preciso conhecer, basta acreditar. Mas a convicção só se adquire através do conhecimento. Assim sendo, vale a pena envidar esforços para libertar-nos dos medos, buscando lançar luz sobre o que a ignorância oculta. Importante libertar nossas crianças, muitas delas reféns de monstros imaginários terríveis, dialogando com elas sobre seus medos. É preciso considerar que o medo é o pior de todos os monstros e precisa ser aniquilado com urgência. É preciso clarear os caminhos escuros da ignorância com a luz do conhecimento para que o medo bata em retirada. Como asseverou o grande filósofo grego Sócrates: há apenas um bem, o conhecimento; e um mal, a ignorância. Sócrates foi o precursor da dialética, da lógica, mas foi vítima da ignorância de seus contemporâneos. Pensemos nisso e busquemos, com vontade firme, conhecer as leis que regem a vida. Só assim seremos verdadeiramente livres de todos os medos que tanto nos infelicitam. Pensem nisso, mas pensem agora.

10/12/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:49

NO EXERCICIO PROFISSIONAL

No exercício profissional. Marcela, revoltada por precisar trabalhar desde muito cedo, não conseguia entender o porquê de muitas situações em sua vida. Adolescente, se tornou babá de um pequenino em meio período, depois da escola. Mais tarde, trocou essa função pela de empregada doméstica, tarefa em que se manteve até o matrimônio, quando passou a cuidar da própria casa. Como precisar se colaborar com a renda familiar, tendo um filho pequeno, ela se sentiu obrigada a fazer salgadinhos para vender. Depois, conseguiu trabalho como teleoperadora. Um sentimento, no entanto, era sempre o mesmo: nada daquilo era o que desejava fazer. Optou por continuar os estudos e adentrou à universidade, cursando psicologia, do qual, finalmente, sentiu que eram valorizados os seus talentos. Todavia, guardava certa mágoa pelos trabalhos que tivera anteriormente. Em um de seus momentos difíceis, foi conversar com uma professora em quem confiava e expôs seus conflitos. Analisada a situação, a professora propôs que ela passasse em revista detalhada seu passado e pensasse no que aprendera em cada profissão que exercera. E Marcela relatou que, como babá, aprendera a cuidar de criança e observar o seu desenvolvimento. Doméstica, aprendera a cozinhar, limpar, lavar, passar a ferro. Fazendo salgadinhos, aprendera a administrar o dinheiro e a lidar com pessoas diferentes. Como teleoperadora, conhecer a muita gente, melhorar a sua conversação e aprender, principalmente, a escutar. A professora disse que todas essas profissões estavam lhe preparando para o sucesso na área da psicologia. Ser babá lhe adiantou, na prática, um ponto básico, considerando que o curso que frequenta estuda esse período da vida humana. Enquanto empregada doméstica, você se preparou para cuidar de sua própria casa, também a respeitar os desejos e vontades dos outros. Como vendedora de salgadinhos, aprendeu a lidar com pessoas diferentes e com o dinheiro, uma tarefa que nos acompanha a vida toda. Como teleoperadora, aprendeu a escutar, que é o ponto primordial no exercício da psicologia. Marcela não teve opção senão concordar e concluir: é verdade. O exercício de tarefas nos são sempre importantes. Trabalho útil é sempre trabalho abençoado que nos prepara para a vida. Todo trabalho que produz o bem e o belo tem o seu valor. Tanto o trabalho braçal como o trabalho mental são talentos que Deus nos concede para colaborarmos com o próximo e em prol do nosso melhoramento. Não existe profissão mais ou menos digna. Somos nós que valorizamos aquela em que nos encontramos, com nossa forma de executá-la. Pensemos: o que seria da salubridade do mundo sem os lixeiros? O que seria do centro cirúrgico sem quem se encarregasse da sua sepsia e dos instrumentos? Não importa a profissão, mas sim a dedicação com a qual a exercemos.

09/12/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:20

A PROCURA DA FELICIDADE

A Procura da Felicidade. Quem de nós não deseja ser feliz? Salvo os casos patológicos, as pessoas estão sempre em busca da felicidade, ainda que não se deem conta disso. Mas, afinal, o que é a felicidade? A felicidade varia de pessoa para pessoa e, em cada momento da nossa vida, ela pode assumir aspectos diferentes. Quando estamos enfermos, a recuperação da saúde seria a nossa felicidade, e envidamos todos os esforços para conquistá-la. Se estamos desempregados, um emprego se constituiria em felicidade por algum tempo. Se somos solteiros e desejamos unir-nos a alguém, nossa felicidade seria encontrar a pessoa certa. No entanto, os que padecem fome e frio encontrariam a felicidade num agasalho e na alimentação que refaz. Já para o torcedor, a explosão de felicidade se dá quando a bola atinge o fundo da rede do time adversário. Enfim, a felicidade tem tantas faces quanto os anseios de cada criatura, variando de acordo com as circunstâncias. Certa vez, lemos uma história que nos levou a refletir em que consiste a verdadeira felicidade. Foi narrada por uma moça e uma filha, que se sentia momentaneamente infeliz e, andando pela rua, viu um homem puxando uma carroça. Ao observar a cena, pensou: pobre homem, fazendo o trabalho de um animal irracional, isso é que deve ser infelicidade. Pensando em ouvir de seus lábios lamentações e queixas, aproximou-se e lhe perguntou: o senhor é muito infeliz, não é? Afinal, fazendo um trabalho desses? Confessa ela que o homem fez mudar a paisagem íntima ao responder, entusiasmado: não, senhora, sou uma pessoa muito feliz. Tenho saúde que nem mesmo preciso de um animal para puxar minha carroça. Tenho força, consigo meu sustento passeando pela cidade e ainda ganho saudações de pessoas bonitas como a senhora. Como podemos perceber, a felicidade consiste em cada um contentar-se com o que tem e fazer da sua felicidade a alegria dos outros. A verdadeira felicidade é aquela sem mescla, a felicidade plena. Todavia, podemos viver com alegria, valorizando as coisas que temos e as conquistas morais que já logramos, sem enfericitar-nos com o que não possuímos e não está ao nosso alcance. Muitos de nós buscamos a felicidade distante de onde ela se encontra. A cada momento, o universo nos oferece mil motivos para nos alegrar: a oportunidade de viver, de ter uma família, amigos, trabalho, a natureza, o sol, a chuva, a noite para o repouso, as chances de aprendizado em cada minuto que passa por nós. Até mesmo os obstáculos do caminho são motivos de alegria, por nos ensinarem a superá-los, preparando-nos para conquistar da felicidade perene que a todos nos aguarda. Pense nisso, mas pense agora.

08/12/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:12

PORQUE OS CAES VIVEM MENOS

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06/12/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:00

OTIMISMO OU DESANIMO

Otimismo ou desânimo? Sabe aquele dia em que parece que tudo dá errado? Que você já acordou com o pé esquerdo, como se o pé direito fosse a garantia de um dia bom? Aquele dia em que o despertador não funciona e você já começa o dia todo atrasado, com muita pressa; não dá nem tempo de tomar café. Você perde o ônibus ou o carro quebra e precisa ir para o mecânico, gerando custo não previsto, e se atrasa para os compromissos marcados. Aquela reunião. Se acorda no horário e tudo dá certo no percurso, quando chega no local lembra que esqueceu aquele documento que precisava levar. No trabalho, parece que é o dia de feedbacks negativos. Ou é aquele dia que amanhece com uma gripe, que acaba comprometendo todo seu desempenho devido ao mal-estar. São situações, às vezes comuns como essas, que parecem estragar o nosso dia. São nesses dias, em que tudo parece dar errado, que devemos nos lembrar que os dias difíceis são apenas um pedaço do nosso dia, e não ele completo. Acreditar que, mesmo nas situações cotidianas, elas vão passar. Precisamos manter o otimismo, mas não para fingir que a diversidade não ocorreu no nosso caminho, mas para que ela não atrapalhe o resto da nossa jornada. Não podemos deixar que momentos ruins estraguem o nosso dia, estraguem todo nosso dia; que dias ruins estraguem nossa semana e que períodos difíceis estraguem nossa jornada. Quando essas situações chegarem e baterem cuidadosamente na porta, ou até chegarem arrombando-a com os dois pés, precisamos respirar fundo, tentar manter a calma para que o nosso racional não vá embora, para podermos seguir em frente e ainda permitirmos, para nós mesmos, desfrutarmos de um dia bom, mesmo com esse infortúnio que aconteceu. Porque tudo pode mudar. Da mesma forma que, de repente, vem o problema, de repente vem a solução e tudo muda. Assim como o tempo fecha e, do nada, parece vir a chuva; logo depois, as nuvens escuras se vão e volta o sol, às vezes ainda acompanhado de um arco-íris. O cronista Armando Nogueira disse uma vez que é melhor ser otimista do que ser pessimista: até que tudo dê errado, o otimista sofreu menos. Que seja o momento de pensarmos nisso, de sermos mais otimistas e enxergarmos beleza em meio ao caos. Talvez precisemos mudar a forma de enxergarmos as coisas, com mais otimismo, para podermos ser mais felizes. Pensemos nisso, mas pensemos agora.

05/12/2025 06:30 | DURAÇÃO 3:34

SUPERE-SE

Está no ar Pense nisso. A mensagem de otimismo e reflexão. Oferecimento Guaporé Vidros. Qualidade e segurança. A mais de 60 anos. Telefone (65)3617-8787. transformou em pantera. Então ele começou a temer os caçadores; a essa altura o mágico desistiu, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se tornou um gato, e o caçador se torn. Costumamos permitir que o medo, as preocupações e as inseguranças dominem e definam as nossas vidas. Permitimos que nos roubem os sonhos, a esperança e as nossas ilusões mais apreciadas. Há momentos em nossas vidas que nos sentimos inseguros demais, incapazes de reagir aos problemas e muito fracos para superarmos os obstáculos. Todavia, é preciso ter coragem para enfrentarmos os nossos temores. E na vida, muitas vezes, é necessário corremos alguns riscos para que consigamos evoluir. Precisamos correr o risco de sair machucados, de enfrentar a rejeição ou mesmo de falhar. Quando decidimos evoluir, muitas dificuldades e o medo da mudança vêm. Dizer adeus e sair do seguro é assustador, mas avançar contra todos os medos é imenso. A evoluir e a amadurecer. Nesse tempo tão imediatista que vivemos, o temor tem sido um dos grandes potencializadores das crises emocionais. A todo momento somos cercados por críticas, cobranças, competitividade, que nos colocam numa posição exaustiva de comparações e aguça as nossas inseguranças, tornando-nos propensos a absorver sensações e dúvidas que não nos pertencem. Somente nós podemos enfrentar e eliminar das nossas vidas esses temores que nos atrasam. Eles não vão simplesmente desaparecer de uma hora para outra. É você que vai ficar mais forte, com mais autoconfiança, mais segurança e com os demais recursos necessários para progredir em suas tarefas e projetos. Sabe, a evolução requer tempo e maturidade. Então não fique ansioso, ansiosa, achando que é um processo rápido e fácil. O importante é não deixar que sua vida se esconda atrás das suas inseguranças. Não se permita entregar ao medo. Supere-se todos os dias. Só assim fará as suas conquistas ter valor. Pense nisso, mas pense agora.

04/12/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:00

A SUTIL ARTE

Está no ar, pense nisso. A mensagem de otimismo e reflexão. Oferecimento Guaporé Vidros. Qualidade e segurança. Há mais de 60 anos. Telefone (65)3617-8787. A sutil arte. Você já recebeu um convite para reexaminar as suas prioridades e abraçar as imperfeições e problemas da vida? Parece estranho, não é mesmo? Afinal, as coisas têm que dar certo para a gente. Tudo deve ocorrer bem e sair como planejado. A resposta é não. Nem tudo na nossa vida vai sair como planejado. E sabe o que devemos fazer mesmo, muitas vezes? Aceitá-las. O autor do best-seller norte-americano Mark Manson fala sobre isso em seu livro The Subtle Art of Notting Givin' That, a sutil arte de não dar a mínima. Ele aborda que não devemos buscar desenfreadamente por sucesso e perfeição, mas, sim, focar naquilo que verdadeiramente nos traz sentido e significado. A vida é repleta de desafios e adversidades. Muitas vezes tentamos negá-los para podermos seguir, só que, para podermos seguir de fato, é necessário aceitar as adversidades, aceitar que não deu certo e talvez nem dê. É preciso enfrentá-los com coragem e responsabilidade para, depois disso, sim, poder seguir em frente. Hoje ouvimos muito se falar de sucesso, alta performance, ganhar, ganhar, ganhar. Não que isso seja um problema. Na verdade, seria uma maravilha se a vida fosse somente isso. E ela, de fato, não é assim. Só nos aceitando e aceitando a vida como de fato ela é, descobriremos que a verdadeira felicidade está em aprender a lidar com os altos e baixos da vida. Encare a vida como uma montanha-russa. Às vezes ela está no alto, embaixo e até de cabeça para baixo. E sabe o que você faz enquanto está na montanha-russa? Aceita o trajeto. Na vida é assim. Devemos entender que dessa vez não deu certo, que estamos embaixo. Mas, assim como a montanha-russa, ela uma hora volta a subir e, em outra situação, as coisas podem fluir. Ainda no livro de Mark é explicado que se faz necessário não nos levarmos tão a sério, que precisamos rir de nossas pernas e encontrar significado na simplicidade da vida. Aceitar que nem tudo está sob nosso controle nos permite liberar a ansiedade e nos concentrar no que podemos mudar. Como já mencionado, a sociedade moderna muitas vezes nos pressiona a buscar sucesso, felicidade e perfeição. Mas, na verdade, encontrar sentido na vida é mais sobre aceitar nossas limitações, enfrentar nossos problemas e aprender a lidar com as adversidades. Muitas vezes alimentamos o narcisismo puro, que as coisas precisam dar certo pra gente, que o caminho da felicidade é cheio de acertos e conquistas, ao invés de obstáculos e abatimento. Ou até adotamos a positividade excessiva em acreditar que tudo tem que dar certo. Às vezes não vai dar certo. E o mais saudável é aceitar isso. Só entendendo isso conseguiremos, de fato, prosseguir em meio ao caos que pode aparecer na nossa jornada. Estamos todos na montanha-russa da vida, cheios de altos e baixos. Não se compare, se cobre, ou ache que tudo deve ser perfeito. A vida não é assim. Como você tem encarado a vida e lidado com os problemas? Você os tem negado? Persistindo neles? Ou tem aprendido e deixando ir? Pense nisso. Mas pense agora.

03/12/2025 06:30 | DURAÇÃO 4:44

JULGAMENTOS

Está no ar Pense nisso. A mensagem de otimismo e reflexão. Oferecimento Guaporé Vidros. Qualidade e segurança. Há mais de 60 anos. Telefone (65)3617-8787. Julgamentos. Certa vez um mestre budista e seu discípulo estavam em peregrinação até a Montanha da Fé. Porém, para chegar à montanha, era preciso atravessar a pé um rio chamado Rio da Discórdia. Quando chegaram às margens do rio, encontraram uma moça muito bonita e bem vestida que também queria chegar ao outro lado. Ela pediu ajuda ao discípulo, mas com o bolo, o monge; ele não poderia tocar nenhuma mulher, por isso ele continuou o seu caminho e ignorou a moça. Quando começou a atravessar o rio, o monge olhou para trás e viu seu mestre carregando a moça em seus ombros. Eles atravessaram o rio, o mestre a colocou no chão, ela agradeceu e eles seguiram caminhos diferentes. O mestre percebeu a cara carrancuda do discípulo, mas não disse nada. Depois de algumas horas de caminhada em silêncio, o discípulo por fim falou: você sabe que nós, monges, não podemos tocar em nenhuma mulher? Por que carregou aquela moça no rio? Naquele momento, joguei ser mais importante ajudar outro ser humano em dificuldade do que seguir essa regra. Porém, eu já deixei a moça algumas horas. Por que você continua carregando essa moça em seu pensamento? Você já parou para pensar sobre suas próprias preocupações e julgamentos e o peso delas? O mestre budista demonstrou profunda sabedoria ao priorizar ajuda a alguém necessitado, mesmo que fosse mulher, em detrimento das regras estabelecidas pelo mosteiro, dando espaço a atos de compaixão e empatia. O discípulo, por outro lado, sucumbiu às regras sem considerar o contexto ou as necessidades do momento. Sua confusão sobre a atitude de seu mestre mostra como é difícil para ele abandonar seus preconceitos e regras. Quando o mestre é questionado, ele traz um ensinamento esclarecedor. Ele ressalta que o peso real que carregamos muitas vezes não são os eventos externos, mas sim as nossas próprias preocupações. Talvez você deixe de ajudar os outros ou até mesmo de viver experiências únicas devido ao julgamento. Às vezes, soltar um pouco as rédeas, as regras e as cortas permite que você experimente coisas novas e sem qualquer culpa. Pense nisso, mas pense agora.

02/12/2025 06:30 | DURAÇÃO 3:29

OS INVISIVEIS

Está no ar, Pense Nisso, a mensagem de otimismo e reflexão. Oferecimento Guaporé Vidros. Qualidade e segurança, há mais de 60 anos. Telefone (65) 3617-8787. Os invisíveis. Você acredita no invisível? Há aqueles que afirmam depositar sua confiança somente naquilo que enxergam os olhos, o que as mãos podem tocar e o que ouvem os ouvidos. Todavia, são irrefutáveis as provas científicas de que há uma gama de seres em nosso entorno, invisíveis aos nossos olhos e sentidos primários, mas que, em relação constante conosco, exercem pleno exercício de influenciação sobre o nosso cotidiano. Tal é o caso, por exemplo, do universo microscópico. Seres uni e multicelulares que, sem que os possamos enxergar, são responsáveis por uma série de reações bioquímicas em nosso organismo. A verdade é que o invisível existe. Todavia, se aperfeiçoarmos nosso olhar, ele pode tornar-se visível. Para tal: a boa vontade, o amor, a caridade, o bem. Somos todos invisíveis. Nossa presença não faz diferença para ninguém, apenas para aqueles que passam por nós e sentem medo ou raiva. Acham que todos somos ociosos, mas estão enganados. Eu sou um homem de bem, de família. Estou aqui de passagem. De circulação nacional, por um homem que vive nas ruas há dois anos, em mendicância. Por vergonha, ele preferiu não se identificar. Outros moradores de rua tiveram coragem de contar ao jornal os motivos que os levaram a viver sob as marquises, sem amparo de um amigo, da família e até mesmo do poder público. São os invisíveis sociais. São moradores de rua, catadores de papel. São garis, faxineiras, porteiros, jardineiros, pedreiros, ascensoristas e tantos outros. Irmãos nossos, espíritos em evolução, seres humanos com histórias de vida, sentimentos, fragilidades, aspirações, ideais, sonhos e que, na grande maioria das vezes, são simplesmente ignorados, como se não existissem. Durante seu doutorado, como parte do estágio de uma das disciplinas que cursava, o psicólogo Fernando Braga da Costa resolveu acompanhar a rotina dos garis da Universidade de São Paulo. Em sua experiência, ele relata que, ao vestir o uniforme desse profissional, não conseguiu ser reconhecido nem mesmo por seus professores e colegas de curso. “Isso não significa que fui menosprezado ou rejeitado”, afirmou o psicólogo. “Era pior. Simplesmente eu não estava lá. As pessoas não me viam. Não olhavam para mim. Era como não ser.” Você acredita no invisível? Acredita que existem milhões de pessoas em todo o mundo que são invisíveis? Um bom dia, um sorriso, um aperto de mão, um ‘olá, tudo bem?’ são formas de materializá-las e torná-las tangíveis, dignificando-as e exaltando a criatura humana em detrimento de nossos preconceitos e egoísmo. Pense nisso, mas pense agora.

01/12/2025 06:00 | DURAÇÃO 4:19

SOMOS RESPONSAVEIS PELO MUNDO

Está no ar Pense nisso. A mensagem de otimismo e reflexão. Oferecimento Guaporé Vidros. Qualidade e segurança. A mais de 60 anos. Telefone (65)3617-8787. Somos responsáveis pelo mundo. Em tudo que fazemos, afetamos as pessoas de três modos: alteramos o seu tempo, a sua memória e as suas reações. Os mínimos comportamentos podem interferir na história da humanidade. Quando um alguém, em uma região isolada da Amazônia, abate um pássaro, ele afeta a história. O pássaro não porá ovos. Chocados e não gerarão descendentes. Isso afetará o consumo das sementes, dos predadores e toda a cadeia alimentar. Afetará o ecossistema, a biosfera terrestre. A ausência do pássaro abatido afetará o processo de observação dos biólogos, interferindo em suas pesquisas, seus livros, sua universidade e sua sociedade. Quando um aluno tem problemas na leitura perante uma classe e é obrigado a repetir muitas vezes o mesmo trecho, sob deboche dos colegas, registra a experiência. Isso pode se transformar em um bloqueio da sua inteligência. Pode gerar gagueira, insegurança, afetando de forma drástica seu futuro como pai e como profissional. Eventualmente, poderá nunca mais conseguir falar em público. Que se suicida altera o tempo dos amigos e dos parentes. Ele despedaçará a emoção e a memória deles. Terão lembranças tristes, pensamentos perturbadores que afetarão as suas histórias. Consequentemente, cada um deles interferirá na história de outras pessoas, alterando o futuro da sociedade. Quando Hitler se mudou para a Viena, em 1908, tinha objetivo de se tornar um pintor. Rejeitado pelo professor da Academia de Belas Artes, ele teve afetada a sua afetividade, a sua emotividade. Tudo isso influenciou sua compreensão do mundo, suas reações, sua luta no partido nazista, sua prisão e seu livro. O processo interferiu na Segunda Guerra Mundial, afetando a Europa, o Japão, a Rússia. Os Estados Unidos. Os rumos da humanidade foram alterados. É possível que, se Hitler tivesse sido aceito na Escola de Belas Artes, tivéssemos um artista plástico medíocre, mas não um dos maiores sociopatas da história. Não que a sociopatia de Hitler seria resolvida pelo seu ingresso nas artes, mas poderia ter sido abrandada, ou até mesmo deixado de se manifestar. E, como consequência, se teria poupado quase 70 milhões de vidas que foram perdidas nos 6 anos da Segunda Guerra Mundial. Não somos uma ilha. Somos uma grande família. Uma única espécie. Dessa forma, cada um de nós é responsável, em maior ou menor proporção, pela violência do mundo, pelo terrorismo, pela fome. O que fazemos influencia as pessoas, que influenciam outras, que alimentam os sistemas e desencadeiam reações. Somos mutuamente afetados pelas reações uns dos outros. Assistir a um filme, conversar com um amigo, elogiar alguém, promover um ato cívico, auxiliar a outra em acolher uma criança, pode mudar pouco ou muito o curso de nossas vidas. O que fazemos afeta a nossa vida e a de outras pessoas. Pensemos, assim, em tudo que dizemos e fazemos. Em meio a um incêndio, podemos usar nosso verbo para acalmar as pessoas ou para aumentar o desespero. Da nossa forma de agir poderão resultar muitas mortes ou muitas vidas salvas. Pensemos nisso. Antes de agir no próximo minuto. Somos responsáveis pelo mundo.

28/11/2025 06:30 | DURAÇÃO 5:08

RELACIONAMENTO DE UM SÓ

Está no ar Pense nisso. A mensagem de otimismo e reflexão. Oferecimento Guaporé Vidros. Qualidade e segurança. A mais de 60 anos. Telefone (65)3617-8787. Relacionamento de um só. Por mais que amemos, por mais que nos dediquemos e alimentemos esperanças em relação aos nossos relacionamentos, por mais que queiramos, nem sempre o outro está disposto a oferecer retorno. Ou tentamos, então, manter uma relação unilateral que pende somente sobre nossas cabeças, ou tomamos fôlego e percebemos que chega de sermos tontos. Não é fácil termos a noção exata de quando estamos embarcando em um barco furado, quando já fizemos tudo que estava ao nosso alcance, sem resultados consistentes. Da mesma forma, podemos nos enganar quanto às reais intenções do parceiro, caso sejamos o tipo de pessoa que espera demais, além da conta, sem prestar atenção no que o outro tem para dar. Muitas vezes idealizamos um romance açucarado, esperamos que o outro corresponda àquilo que queremos, da forma como desejamos. No entanto, cada um tem a sua maneira própria de se expressar e de se importar, ou seja, muitas vezes o parceiro não corresponderá de forma fidedigna às expectativas que criamos, e nem sempre isso quer dizer que ele não nos ama. No entanto, quando prestamos atenção de vida e completimos com sobriedade acerca da forma como nosso relacionamento vem sendo construído, teremos, sim, a resposta aos nossos questionamentos, por mais dolorosa que seja. No fundo, sabemos se estamos recebendo amor verdadeiro, se estamos vivendo a troca, a partilha, a soma de que se devem constituir as trocas amorosas. Infelizmente, muitas pessoas mal percebem que o parceiro está se despedindo, a pouco e pouco; que os olhares deixaram de se cruzar; que as mãos pararam de se procurar; que o coração arrefeceu o ritmo e a intensidade de suas batidas; que o adeus há muito já se instalou. Então, quando se dão conta, o outro já nem estava mais ali ao lado e tomou a decisão de partir em busca de ares menos densos, onde pudesse respirar tranquilo, onde não fosse invisível. É preciso se conscientizar de que a única coisa que o vazio nos devolve é o eco da nossa própria e inútil insistência. É assim que muitas pessoas se perdem umas das outras, após o sofrimento calado e solitário da única parte que se entregou por inteiro, em vão, por dias, meses, anos. E, quando tomamos a decisão de sair dali, de nos libertarmos daquele vazio que suga e achata nossa essência, nada mais importará, nada mais nos fará tentar de novo, porque o cansaço então terá varrido qualquer afetividade de dentro de nós. Já não estaremos mais por ali, nem junto, nem perto de fato, apenas distantes o bastante para sobrevivermos longe do terreno arenoso da entrega inútil. Felizmente seguiremos prontos para recomeçar, pois estaremos levando conosco a nossa capacidade de amar com verdade, com entrega, de corpo e alma. Mas, para que esse… esse amor não seja um relacionamento de um só, devemos nos ater nos detalhes, nas pequenas observações, nas respostas às perguntas mais simples, que consigamos alimentar a relação com demonstrações de generosidade e de amor. Como um lubrificante a facilitar o movimento das engrenagens, esses sentimentos permitem que a vida a dois ganhe profundidade e solidez. Frente à resposta ríspida, utilizemos-nos da bondade da palavra suave e compreensiva. Substituamos o julgamento severo e rígido, muitas vezes já desgastado pelo tempo, pela generosidade de quem percebe e reconhece valores em quem nos acompanha. Pensemos nesses detalhes, mas pensemos agora.

27/11/2025 06:30 | DURAÇÃO 5:03

O INCERTO TAMBEM TEM O SEU ENCANTO

Está no ar: Pense Nisso, a mensagem de otimismo e reflexão. Oferecimento Guaporé Vidros. Qualidade e segurança há mais de 60 anos. Telefone (65) 3617‑8787. O incerto também tem seu encanto. O que eu vou falar não deve ser confundido com descompromisso com a vida, para com as nossas responsabilidades do dia a dia. Mas, se você ao final dessa mensagem me achar um irresponsável… bem, eu não vou me preocupar com isso. Convenhamos: são tantas as regras, tantas convenções que devemos seguir, tantos conhecimentos que devemos ter, que chega um momento em que é preciso se desligar. Então, hoje eu pensei o seguinte: se está ventando muito, eu não vou me agarrar ao primeiro cobertor que ver na frente. Aproveitarei o impulso e jogarei alguns sentimentos antigos para serem levados pela direção do vento — junto com o teto, se for preciso. Darei um tchauzinho e um grande aceno, pois já não me servem mais. Aquele teto já estava aí há tanto tempo mesmo. Vou ter a experiência de morar debaixo das estrelas, acampando em meio ao nada e tendo apenas o balançar das folhas como paredes. Eu sou tarja preta, sim, confesso que sou. Mas vou aprender a me acalmar e a respirar, ao invés de suspirar. Confesso também que sou um caos sentimental, mas estou aprendendo a chover menos em copos d’água. Eu, que vivi sempre estufado, sem espaço pra nada de tanto estar cheio de tudo, aprendi a abrir a válvula de escape e esvaziar um pouco. Que mal tem? Mal tem é passar a vida com o coração acelerado pelos motivos errados. Isso é um desperdício de hormônios. Acelera quando sai algo errado. Acelera quando não te falam o que queria ouvir. Acelera quando alguém vai embora. Acelera quando não entendem o que você sente. Ah… pra que se esforçar tanto, afinal? Se virou rotina se esforçar ao máximo para acalmar os batimentos, está mais que na hora de tomar uma dose do calmante mais forte já inventado: o santo soberano de qualquer medicamento à venda em farmácia, que não vem com bula, mas é tão fácil de usar que nem precisa de instruções. O nome desse remédio é TEMPO. Dê um tempo. Tome um tempo. Não culpe o tempo. Sinta o tempo e recolha. O que não pode acontecer é ter tanto medo da vida a ponto de se esconder atrás de tantas chaves, pois tudo passa. Eu já me enchi com tantos cadeados, mas poucos segundos depois já não lembrava mais o que estava guardando. Já corri tanto da solidão que, quando percebi, estava de mãos dadas com ela. Então parei de correr. Joguei as fechaduras, abri as janelas e sorri com o vento. Se funciona? Dia sim… dia não. Mas passa. O dia bom passa. E o ruim também. A chuva é fase. Por que eu não seria? O incerto também tem seu encanto. É verdade. Juro que é. Pare… e pense nisso.

26/11/2025 06:30 | DURAÇÃO 3:57