Pense Nisso | Centro América FM Cuiabá - Easy | Cadena

Episódios

FISSURAS

Imagine uma parede que era robusta e aparentemente inabalável, que suportava ventos fortes e chuvas intensas há anos. Ela fazia parte de uma grande fortaleza que ninguém arriscava atacar, porque parecia ser inconquistável. No entanto, na sua face sul, onde o sol raramente tocava, havia uma irregularidade quase imobiliária. Imperceptível. Era o resultado da pressa em sua execução ou, quem sabe, do descuido de um dos executores da obra. Agora, porém, isso pouco importava. Afinal, aquela muralha foi erguida há muito tempo, e os responsáveis por ela nem mais andavam sobre a terra. No entanto, aquela imperfeição foi servindo de depósito natural da água da chuva e dos detritos trazidos pelo vento. A água foi se infiltrando no muro e trilhando um caminho próprio, em busca de uma saída entre as rochas reunidas por espessar da massa. Com o passar do tempo, uma fissura surgiu onde antes havia uma depressão quase invisível. Alimentada pelas águas das chuvas e pelo limo que invadira a parede, úmida e fria, foi se expandindo até tornar-se uma sustadora rachadora. Agora era vista mesmo à distância e parecia ameaçar a solidez de toda a estrutura. O tempo corria veloz, sem que providência alguma fosse tomada. A rachadura corrompeu a parte inferior do muro que, atingido pela umidade, deteriorava-se a olhos vistos. Em uma noite fria, quando o temporal ruidoso e inclemente avançava sobre a praia próxima, a ventania atingiu a muralha com violência. E ela, que suportara ventos ainda mais fortes, dessa vez não resistiu. Corrompida pela água, que a agredir a sua base e parte de seus materiais, a grande parede tombou, pesadamente, como se estivesse cansada de resistir. Como um robusto carvalho se permite, um dia, tombar depois de anos de majestade, também ela, traída pela pequena fissura, entregou-se à ação do tempo. Uma simples fissura, decorrente de uma imperfeição aparentemente insignificante, causou a queda do grande muro. Os que passam ao lado das ruínas daquilo que um dia foi uma imponente fortaleza ignoram que a destruição daquele monumento grandioso se iniciou com uma mera e banal rachadura. Assim também somos nós com os nossos vícios. Nos perdemos em meio a alguns hábitos infelizes, considerados muitas vezes como atitudes comuns na sociedade, que podem corromper as nossas mentes. Hoje são fofoquinhas a servir de passar tempo aos desocupados; amanhã serão mentiras ardilosas a destruir lares e prejudicar vidas. Hoje são apenas alguns goles de bebida alcoólica para descontrair; amanhã serão drogas pesadas a arruinar centros nervosos e a lesionar profundamente os destinos. Os vícios surgem como pequeninas fissuras na conduta humana. Em um primeiro momento, não despertam grandes receios e chegam até a ser ignorados pelos menos avisados. No entanto, com o passar do tempo, vão se agigantando e invadindo o espaço que deveria ser da virtude. Abalam estruturas que pareciam sólidas e destroem futuros venturosos. Portanto, estejamos sempre atentos e pensemos nisso. Mas pensemos agora, e com seriedade.

25/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 5:08

IMPRESSÕES NEGATIVAS

Impressões negativas. Conduzir os jovens e adolescentes a um templo religioso muitas vezes não é uma tarefa fácil. Talvez seja em virtude da situação conflitante que a nossa sociedade tem passado. Isso faz recordar uma experiência vivida por um casal de amigos. Eles tinham um filho de 14 anos que não se interessava em frequentar as reuniões religiosas junto com os pais. Todas as vezes que eles foram a reuniões, falavam sobre a necessidade de buscar ajuda de Deus para enfrentar, com fé e confiança, as aflições da vida, e o filho se mantinha calado, dedilhando sua guitarra, da qual poucas vezes se separava. Um dia, já cansados de tentar convencê-lo, os pais aproximaram-se do rapaz e começaram a lhe falar da importância de ele os acompanhar ao templo religioso. O garoto, que até então estava calado, segurou as cordas da guitarra com uma das mãos, olhou para eles firmemente e disse: meus queridos pais, há quanto tempo vocês professam essa religião? O pai, imediatamente, respondeu que já fazia vinte anos, e a mãe disse que ela professava desde o berço. O jovem abaixou a cabeça e continuou a acariciar a sua guitarra, mas os pais insistiram. Então ele disse: eu não queria magoá-los, mas, já que insistem, vocês acabaram de falar os anos que cada um frequenta o templo religioso, e eu, que na verdade já sabia disso, peço que me digam com toda a sinceridade: para que serve a religião, se vocês vivem brigando dentro de casa? De que adianta buscar um Deus que não consegue fazer com que vocês se entendam e se perdoem, ao invés de viverem aos gritos um com o outro? Eu realmente não vou perder o meu tempo com coisas que não são eficientes nem para vocês mesmos. A história desses amigos vale como um motivo de sérias reflexões para todos nós. Esquecidos de que os filhos são portadores de inteligência e bom senso, os pais querem que eles acreditem no que falam, e não no que eles acabam observando no dia a dia. Devemos entender e aprender que é importante ensinar pelo exemplo e não tentar convencer ninguém com teorias vazias. Geralmente, os responsáveis pelo distanciamento dos jovens e o seu Criador são aqueles que se cercam com a sua falta de fé ou hipocrisia. Por isso, para apontar um caminho correto aos seus filhos e filhas, ou para quem quer que seja, é importante que você esteja nele também. É necessário que, além de crer e falar, você possa viver para impressionar. Pense nisso e viva de acordo com os conceitos que acredita.

24/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:03

APRESSADA AVALIAÇÃO

Apressada avaliação. Conta-se que um açougueiro trabalhava em um dia normal, quando entrou no estabelecimento um cachorro. Ele se preparou para enxotá-lo, quando percebeu que o animal trazia um saco à boca. Verificou que, dentro do saco, havia um bilhete. Atendeu ao que estava ali escrito, devolvendo ao cão o saco com carne bem acondicionada e o troco dos valores que encontrava. O animal, com o saco à boca, saiu tranquilamente do açougue e foi andando pela calçada. O açougueiro ficou intrigado com quem seria aquele cão tão bem treinado e resolveu segui-lo. O cão chegou à esquina, levantou-se nas patas traseiras e apertou o botão do semáforo para a travessia de pedestres, parando o trânsito. Então, atravessou a rua na faixa de pedestres. Mais adiante, outro semáforo estava vermelho, e o cão parou. Quando o sinal ficou verde, o cão atravessou a rua. Chegando a um ponto de ônibus, esperou. Quando o primeiro ônibus parou, o cão olhou para o letreiro e não entrou. Quando outro ônibus parou, um pouco depois, o animal voltou a olhar o letreiro. Dessa vez, entrou e ficou perto da porta, acompanhando o trajeto com atenção. O açougueiro estava perplexo. Nunca viu nada igual. Depois de várias quadras, o cão desceu do ônibus e andou um pequeno trecho. Em frente a uma casa, abriu o pequeno portão e entrou. Parou à porta e começou a bater com a cabeça na madeira. Depois, foi à janela e tornou a bater a cabeça contra o vidro várias vezes. Finalmente, a porta se abriu. Um homem grande e zangado veio para fora e começou a agredir o cão, chamando-o de bobão, inútil, traste. O açougueiro não aguentou, deteve a agressão e falou ao dono do cão: — Que é isto? Você tem um animal extraordinário, treinado, inteligente, e o agride desta maneira? — Inteligente? — gritou o dono. — Ele é um tonto! Já falei um milhão de vezes, e este inútil ainda não aprendeu a abrir a porta! Naturalmente, o conto é fictício, mas vale a reflexão. Quantas vezes agimos como o dono desse cão? As pessoas nos servem, nos agradam, e nós só reclamamos. Reclamamos da mãe que não nos preparou a sobremesa que pedimos e esquecemos de agradecer a roupa limpa, impecável, no armário, os pratos preparados com amor, as frutas, o suco, o cereal no café da manhã. Reclamamos dos pais que não entendem nossos sonhos, nosso papo, nossa turma legal, e não lembramos dos braços que nos carregaram depois das brincadeiras na praia, das horas exaustivas de trabalho deles para nos garantir a escola, o lazer, as viagens. Reclamamos do funcionário que não atendeu a uma ordem em todos os detalhes. Lembramos das mil coisas que ele faz todos os dias, sem errar, diligente, atento, vendendo sempre muito bem o bom nome da nossa empresa. Reclamamos sempre, numa atitude tola de quem não tem capacidade de avaliar o real valor dos que nos cercam. Pensemos nisso e tomemos ciência, primeiro, de que, por vezes, nos tornamos pessoas um tanto desagradáveis com esse tipo de atitudes. Segundo, perguntemo-nos se nós mesmos faríamos melhor. É possível que a nossa incapacidade, preguiça ou acomodação nos digam que estamos reclamando, na verdade, por nos darmos conta de como somos dependentes dessas pessoas. Pensemos nisso e foquemos no que realmente importa.

23/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 5:13

TUDO É TRANSITÓRIO

Tudo é transitório. Um relator de importante revista nacional escreveu, em um de seus artigos, algo que nos levou a reflexões a respeito da vida que levamos. Escreveu ele que pode até não ser verdade. Talvez a história não comprove o fato. Contudo, é uma excelente ideia. Na Roma Antiga, quando um general voltava de uma campanha vitoriosa no estrangeiro, fazia-se uma grande procissão pela cidade. O povo saía às ruas da cidade para assistir ao desfile triunfal do comandante vencedor e homenagear a grandeza que ele trazia para a pátria. Era a honra máxima que um cidadão romano podia almejar. Mas, para chegar a isso, ele devia ter trabalhado muito por Roma. Ele devia ter matado, em combate, pelo menos cinco mil soldados inimigos. Tinha de mostrar os chefes derrotados, que desfilavam atrás do seu carro. Devia ter enfrentado um exército, no mínimo, equivalente ao seu. E, acima de tudo, devia trazer a sua tropa de volta para casa, porque um líder é responsável pelos seus liderados. Entretanto, os romanos, que passaram à história como os símbolos do orgulho, paradoxalmente, tinham em alta conta a modéstia pessoal. Como, então, receber toda essa homenagem? Desfilar vitorioso pela multidão como um rei? Ser ovacionado como grande triunfador? E não se encher de soberba? É aí que aparece a grande ideia. Logo atrás do general vitorioso, no mesmo carro puxado por quatro cavalos que ele conduzia, ficava um escravo. De tanto em tanto tempo, ele dizia baixinho no ouvido do triunfador: memento mori. Ou seja, lembre-se de que você vai morrer um dia. Com certeza, nada melhor para baixar a soberba de qualquer alta autoridade que começa a se achar o bom, o melhor. Lembre-se de que você vai morrer um dia. Essa reflexão que, de tempos em tempos, seria oportuno nos permitirmos. Não somos imortais na carne, embora alguns, antecipando novas e surpreendentes conquistas da ciência médica, apregoem que chegará o dia em que não mais teremos de morrer. Seria trágico. E enfadonho. Isso se chama dinamismo e renovação. Mas lembrar que teremos fim um dia, que nossos eventuais inimigos também haverão de morrer, que tudo passa, é medida salutar. Nada é perene sobre a Terra. Passam as questões corriqueiras, o poder, a autoridade humana, a vida física. O que hoje é, amanhã poderá deixar de ser. Assim, reflexionando, não ficaremos agarrados a pretensos cargos, a fortunas, a interesses mesquinhos. Tudo é transitório na Terra. Hoje detemos o cargo. Amanhã estará em outras mãos. Hoje comandamos centenas de pessoas. Amanhã, essas mesmas pessoas poderão estar acompanhando o nosso funeral. Assim sendo, semeemos o bem. Façamos nosso melhor como se hoje fosse nosso último dia neste mundo. Amemos, abracemos, façamos o nosso melhor, porque o amanhã poderá nos surpreender nos campos de uma realidade que apenas supomos, mas da qual temos certeza absoluta. Pensemos nisso, mas pensemos agora.

21/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:22

SÍNDROME DO ELEFANTE PRESO

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20/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 6:22

SOMOS RESPONSAVEIS PELO MUNDO

Somos responsáveis pelo mundo. Em tudo que fazemos, afetamos as pessoas de três modos: alteramos o seu tempo, a sua memória e as suas reações. Os mínimos comportamentos podem interferir na história da humanidade. Quando alguém, em uma região isolada da Amazônia, abate um pássaro, ele afeta a história. O pássaro não porá ovos, chocados, e não gerarão descendentes. Isso afetará o consumo das sementes, dos predadores e toda a cadeia alimentar. Afetará o ecossistema, a biosfera terrestre. A ausência do pássaro abatido afetará o processo de observação dos biólogos, interferindo em suas pesquisas, seus livros, sua universidade e sua sociedade. Quando um aluno tem problemas na leitura perante uma classe e é obrigado a repetir muitas vezes o mesmo trecho, sob deboche dos colegas, registra a experiência. Isso pode se transformar em um bloqueio da sua inteligência. Pode gerar gagueira, insegurança, afetando de forma drástica seu futuro como pai e como profissional. Eventualmente, poderá nunca mais conseguir falar em público. Quem se suicida altera o tempo dos amigos e dos parentes. Ele despedaçará a emoção e a memória deles. Terão lembranças tristes, pensamentos perturbadores que afetarão as suas histórias. Consequentemente, cada um deles interferirá na história de outras pessoas, alterando o futuro da sociedade. Quando Hitler se mudou para Viena, em 1908, tinha o objetivo de se tornar um pintor. Rejeitado pelo professor da Academia de Belas Artes, ele teve afetada a sua afetividade, a sua emotividade. Tudo isso influenciou sua compreensão do mundo, suas reações, sua luta no partido nazista, sua prisão e seu livro. O processo interferiu na Segunda Guerra Mundial, afetando a Europa, o Japão, a Rússia e os Estados Unidos. Os rumos da humanidade foram alterados. É possível que, se Hitler tivesse sido aceito na Escola de Belas Artes, tivéssemos um artista plástico medíocre, mas não um dos maiores sociopatas da história. Não que a sociopatia de Hitler seria resolvida pelo seu ingresso nas artes, mas poderia ter sido abrandada, ou até mesmo deixado de se manifestar. E, como consequência, se teria poupado quase 70 milhões de vidas que foram perdidas nos 6 anos da Segunda Guerra Mundial. Não somos uma ilha. Somos uma grande família, uma única espécie. Dessa forma, cada um de nós é responsável, em maior ou menor proporção, pela violência do mundo, pelo terrorismo, pela fome. O que fazemos influencia as pessoas que influenciam outras, que alimentam os sistemas e desencadeiam reações. Somos mutuamente afetados pelas reações uns dos outros. Assistir a um filme, conversar com um amigo, elogiar alguém, promover um ato cívico, auxiliar a outra pessoa em acolher uma criança pode mudar pouco ou muito o curso de nossas vidas. O que fazemos afeta a nossa vida e a de outras pessoas. Pensemos, assim, em tudo que dizemos e fazemos. Em meio a um incêndio, podemos usar nosso verbo para acalmar as pessoas ou para aumentar o desespero. Da nossa forma de agir poderão resultar muitas mortes ou muitas vidas salvas. Pensemos nisso, antes de agir no próximo minuto. Somos responsáveis pelo mundo.

19/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 5:08

A SOLIDÃO DE UMA VIDA LÍQUIDA

A Solidão de uma Vida Líquida A primeira vez que ouvi os termos Mundo Líquido, Vida Líquida, Tempos Líquidos, eu confesso que não entendi, até conhecer a obra do sociólogo e filósofo polunês Zygmunt Bauman, morto em 2017, aos 91 anos, com suas faculdades mentais intactas. Em seus livros, ele fala sobre a comunicação através das mídias sociais e suas dificuldades. Zygmunt chamou a história, momento pós-moderno, de relações líquidas, isto é, relações efêmeras, sem laços sólidos de afetividades. E um dos maiores efeitos colaterais das mídias sociais, isso já abordamos aqui no Pense Nisso, é a solidão interativa. O sociólogo afirma que podemos passar horas, dias na internet e sermos incapazes de ter uma verdadeira relação humana, ser seja com quem for. A solidão interativa se espalha nas redes sociais, especialmente no Facebook. São fotos e fotos postadas, a maioria forjando uma felicidade, quando, na verdade, é tudo fake. As mais usuais são aquelas em que o autor se autofotografa, as famosas selfies, e sai espalhando-as de um dia para o outro, quando não de uma hora para o outro. E aquelas dos momentos felizes. Sim, tem gente que acha que os seus instantes de lazer e diversão têm que, obrigatoriamente, ser vistos por todos. E lá vai mais um poste ao lado do namorado ou namorada, dos amigos, geralmente com áreas de forçação de barra. Porque a gaiola do tempo, forjada por nós mesmos, só pode ser aberta pela chave da felicidade plena. Temos milhares de amigos nessa cornucópia virtual, nessa caixa de pandora do século XXI. Eis-nos diante de mais uma quimera: o alto engano. O alto engano é peça-chave para a nossa sobrevivência. Mentimos não só para os outros, mas, principalmente, para nós mesmos. Mesmo protegidos na redoma da interatividade, continuamos sós, ali, onde apenas a solidão nos alcança. E, enquanto declamamos a torto e a direito, sugerindo que estamos sempre on, a vida verdadeira continua off. E nunca nos damos conta de que, no fim, toda a solidão que nos rodeia, essa sim, é real. Porque bytes, bits e pixels não transmitem calor, e o verbo sem o hálito quente é apenas palavra morta. E, no final, só informamos as nossas quimeras, as nossas fantasias, e nos comunicamos cada vez menos como pessoas reais. E é a isso que chamamos de solidão interativa. Sigmund Baumann definiu o mundo líquido em que vivemos com estas palavras: é uma situação muito ambivalente e consecutiva, frequentemente um fenômeno curioso dessa pessoa solitária numa multidão de solitários. Estamos todos numa solidão, inseridos numa multidão, ao mesmo tempo. Assim, não será a tecnologia que nos afastará da solidão. Ela ainda se faz presente em nosso existir, porque não vivenciamos os valores da solidariedade, da compaixão, da fraternidade. E, por mais que a tecnologia se desenvolva, por mais recursos nos ofereça, jamais eliminará a solidão de dentro de nós. Poderá, sim, agregar milhares de nomes em nossas redes de relacionamento. Porém, para preencher as necessidades do nosso coração, para que nele não haja mais espaço para a solidão, necessitamos cultivar a fraternidade, que pode até se iniciar no mundo virtual. Mas será que, inevitavelmente, migrar para a realidade das ações do nosso coração? Desta forma, a felicidade não será líquida, e sim sólida. Pense nisso. Mas pense agora.

18/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 5:27

PARA AQUELES QUE NÃO PODEM VER

Para aqueles que não podem ver. Aquela parecia ser apenas mais uma cerimônia de formatura de grau superior. Muitas pessoas reunidas para celebrar a conquista de seus amores. Nomes gritados com empolgação. Convenções ritualísticas antigas. Enfim, tudo que sempre se encontra nessas celebrações. Excelentíssimos, ilustríssimos, dissentes, docentes. Todos estavam lá. Os formandos, um a um, desciam de suas cadeiras, organizadas em fileiras atrás da mesa principal. A cada nome, ouvia-se uma pequena algazarra de 10, 15, 20 pessoas, homenageando aquele jovem, em meio ao grande público, que só prestava atenção quando ouvia o nome do formando que estavam prestigiando. Seguia o cerimonial: mais um nome chamado e um silêncio. A formanda demorou um pouco mais para chegar à mesa de autoridades e o fez com o apoio de um auxiliar da empresa organizadora do evento. Ela recebeu o diploma simbólico, e o público, que até agora apenas esperava um momento de felicitar seus parentes, iniciou uma demorada salva de palmas. As pessoas estavam surpresas. Uma jovem com deficiência visual, recebendo o grau de pedagoga das mãos do representante da universidade. Pensamentos ganharam os ares do anfiteatro. Os mais objetivos e práticos pensavam como ela conseguia, como conseguiu estudar, como fazia as provas. Outros, céticos e insensíveis, com a ideia de que ninguém consegue sucesso por merecimento próprio, pensavam: ah, ela deve ter recebido ajuda dos professores que se apiedaram da sua condição, ou deve ter facilitado sua vida para que ela pudesse conseguir. Muitos estavam simplesmente com uma expressão de admiração em suas faces. Sensibilizados, compreendiam que aquilo era possível: uma deficiente visual se formar na universidade. Sua comemoração, com o diploma nas mãos, foi vibrante, digna de uma autêntica vencedora. Prosseguiu a cerimônia, iniciando-se as homenagens. Na homenagem a Deus, lá estava ela novamente, levantando-se e sendo guiada até o púlpito. Havia um brilho especial em sua face. Uma alegria radiante, vinda de um espírito que enxergava melhor do que todos aqueles que estavam ali, que viam apenas com o sentimento da visão. Sua homenagem a Deus foi emocionante e sergela. Seus dedos passavam suavemente sobre os pequenos pontos em relevo da folha de discurso. Pontos criados por um outro jovem, o francês Louis Braille, no século XIX, e que se tornaram uma das janelas de acesso ao mundo para os deficientes visuais. Suas palavras eram claras, sua dicção perfeita e sua mensagem, divina. Ela agradecia a Deus por estar ao seu lado naquela conquista. Seu coração mostrava ao mundo o verdadeiro amor ao Criador, através da sua resignação e perseverança na existência. Para aqueles que não podem ver, que tudo é possível se persistirem, se lutarem e não desanimarem. E, sem palavras, apenas com sua presença, dizia que há muito mais beleza neste mundo do que podemos imaginar e que sonhar sempre será preciso. Ela dizia isso para aqueles que ali estavam e que ainda não haviam aprendido realmente a ver. Pense nisso, mas pense agora.

17/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:41

A DOR QUE CAUSAMOS

A dor que causamos. Na nossa vida passamos por muitas situações felizes, mas também enfrentamos momentos tristes. Conhecemos a dor. Alguns dizem que a dor é ruim, outros falam da sua importância e do seu valor. Talvez você não tenha parado pra pensar que a dor física, de um modo geral, é um aviso da natureza que procura nos preservar dos excessos. Sem ela, abusaríamos de nossos órgãos até ao ponto de os destruirmos antes do tempo. Quando um mal aparece no corpo, são os efeitos desagradáveis da dor que nos informam de que algo não está bem, e podemos buscar o tratamento, a medicação adequada. Em se falando da coletividade, a dor tem um grande papel. Foi graças a ela que se constituíram os primeiros agrupamentos humanos. Foi a ameaça das feras, da fome, que obrigou o indivíduo a procurar o seu semelhante para constituir o grupo. Isso permitiu que, da vida comum, dos sofrimentos comuns, da inteligência e do trabalho comuns, saísse toda a civilização, com suas artes, ciências e indústrias. A dor ainda tem um efeito terapêutico para a alma, desde que, através dela, possamos resgatar faltas cometidas em passado próximo ou distante. A dor será uma bênção quando bem sofrida, ou seja, sem revolta e indignação. No entanto, existem dores e dores. Se há a necessidade da dor para tratar determinadas faltas, não está na mão de nenhuma pessoa impor sofrimento ao outro. Nenhum de nós tem o direito de ferir a quem quer que seja. E, se o fizermos, seremos responsabilizados. Bom pensarmos quantas vezes ferimos o nosso irmão, nosso familiar, nosso colega de trabalho. Quantas vezes erguemos a voz, irados, para reclamar de alguma coisa que desejamos que fosse diferente. Reclamamos da falta de sal no arroz, do prato que não ficou muito bom, até do cardápio ser feito sempre o mesmo. Quantos de nós reclamamos do companheiro de trabalho por não realizar a tarefa exatamente da forma que a idealizamos, como nós a faríamos? Quantas vezes esmagamos corações que buscaram fazer o seu melhor, mas não deram mais porque têm suas limitações? Toda dor que causamos ao nosso semelhante nos será computada em nossa carga de débitos. Devemos considerar também o quão fundo agredimos nosso próximo em sua sensibilidade. Não podemos avaliar a fragilidade do outro. Pode ser que ele não dê muita atenção às nossas reclamações, ou pode ser que a nossa migalha de dor lhe seja um acréscimo a tantas outras dores que sofre, e ele venha a se desequilibrar, física e psicologicamente. Não temos o direito de ferir. Tenhamos prudência com nossas palavras, faladas ou escritas. Escritas, ditas pessoalmente ou enviadas pelas redes sociais, de qualquer forma. O nosso papel nessa terra não é ferir. Que possamos semear paz, acolhimento e alegria através de nossas ações e palavras. É disso que o mundo precisa. Pense nisso, mas pense agora.

16/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:39

BRUNO GIORDANO

Bruno Giordano. Um voo à liberdade. A cidade de Roma estava abarrotada de gente. Eram peregrinos vindos de toda a Europa para as celebrações do jubileu do ano de 1600, que aconteceriam durante o ano todo. Especialmente naquele dia, a população se aglomerava para contemplar um espetáculo singular. As tochas acesas ao longo do caminho iluminavam a pala e da manhã de fevereiro. O filósofo e monge de 52 anos caminhava lentamente sobre as pedras frias, descalço e acorrentado pelo pescoço. Vestiam lençol branco estampado com cruzes, demônios e chamas verneiras. Aquele homem magro vencia, a passos lentos, os 800 metros desde a Torre Nona, onde estiver encarcerado, e o Campo das Flores, ampla praça onde seria executado. Alguns monges seguiam ao seu lado, convidando-o ao arrependimento. De tempos a tempos aproximavam o crucifixo dos seus lábios, dando-lhe oportunidade de salvar-se. A população se acotovelava para ver um herége famoso morrer na fogueira. Chegando à praça, onde a morte o aguardava, o filósofo se negou mais uma vez a beijar a cruz. Então foi amordaçado, despido, atado a uma estaca de ferro e coberto com lenhas e palhas até o queixo. O fogo foi ateado, e enquanto as labaredas chamuscavam-lhe a barba e seus pulmões se enchiam de fumaça, Giordano Bruno tinha um olhar fixo no infinito. Enquanto a pele estalava sob o calor das chamas e o sangue fervia nas veias, o notável filósofo ainda guardava uma convicção: não iria para o inferno. A certeza de que veria outros inúmeros mundos celestiais e viajaria através do infinito lhe dava uma paz indescritível. Em seu julgamento, no ano de 1592, em Veneza, Giordano Bruno disse aos seus julgadores que a terra não era o único planeta criado por Deus e cada estrela possuía vários planetas. Bruno foi morto na fogueira por defender a ideia de que a terra não era o único planeta que existia no universo e que muitos orbitam outras estrelas. Ironicamente, ele acreditava que suas ideias apenas engrandeciam a glória do Criador. O monge Giordano Bruno escreveu: Deus é reverenciado não apenas em um, mas em muitos incontáveis sóis. Não em uma única terra, num único mundo, mas em milhares, milhões, numa infinidade de planetas. Isso é um convite para que todos nós celebremos um Criador muito maior, o Criador do universo infinito. Foi graças às suas convicções que Bruno não titubeou ante a fogueira que o aguardava. Bastaria apenas beijar a cruz, mas ele preferiu a liberdade da verdade. Sabia que as chamas nada mais fariam do que enviar sua alma na direção de outros sóis, onde poderia viajar através do infinito. Há muitas moradas na casa de meu pai. Se assim não for, eu vou. Diz que a casa do Pai, o universo, é um local de muitos lares, de muitas humanidades. Não estamos sós neste imenso universo. Nossa terra não é o único planeta habitado. A vida é farta e infinita no cosmos, que é a casa do nosso Pai. Do nosso Pai. Somos herdeiros. Pense nisso.

14/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:37

RESPEITO PELA VIDA

Respeito pela vida. O respeito pela vida abrange o sentimento de alta consideração por tudo quanto existe. Não apenas se detém na pessoa, mas em todas as expressões da natureza. Quando não existe essa manifestação, os valores éticos se enfraquecem e todos os anseios superiores perdem o significado. A criatura humana, impulsionada por ilusões, tem se esquecido disso, sem se dar conta da gravidade de tal atitude. O egoísmo tem controlado os sentimentos, impondo seu interesse em detrimento de todos os valores mais dignos. Os membros da sociedade têm sido separados, lamentavelmente, dividindo-se em classes, considerando os recursos sociais e econômicos, porém nunca os morais. Surge, então, um abismo entre os seres. As emoções e anseios individuais se convertem em ódios tolos, abrindo campo para as batalhas da violência doméstica e urbana. Alguns acreditam que, possuindo dinheiro e desfrutando de projeção política ou social, serão capazes de conseguir afeição e companheirismo. Amargo engano. Afeto e amizade não se compram, nem tampouco se impõem. Alguns se deixam seduzir por esses recursos transitórios e, lá na frente, se frustram. Iludem-se pensando que a criatura pode ser identificada pelo que possui e não pelo que realmente é. Todas essas fantasias, no entanto, são passageiras, porque as riquezas trocam de mãos rapidamente. A beleza e o poder não enfeitam as mesmas faces por longos anos. Tocadas pela brisa do tempo, elas desaparecem e cedem lugar à verdadeira essência, que pode ser boa ou ruim. Ninguém consegue ser feliz individualmente no deserto que cria para si mesmo ou numa ilha isolada de convivência social. Tentando ignorar essa verdade, muitos se valem de práticas infelizes. Tornam-se pessoas agressivas, insensatas. Esse é outro equívoco que conduz a tragédias ainda mais dolorosas. A vida só se faz digna e próspera quando se estrutura na pedra fundamental do respeito. O respeito pela vida eleva o padrão de conduta, dignificando aqueles a quem é direcionado e elevando moralmente quem assim se comporta. A honestidade, por sua vez, indispensável no sucesso dos relacionamentos humanos, proporciona confiança e bem-estar aos seres. Nesse dia, temos a oportunidade de refletir: quais são os desafios íntimos que nos levam a situações embaraçosas? Trabalhemos item a item, a cada dia, experimentando as alegrias que decorrem do respeito pela vida. Assim, vamos redescobrir o amor e a satisfação de compartilhar os júbilos com os outros. Respeitando a vida, passaremos a ser respeitados e estimados. Notaremos em nós mesmos a satisfação de estar em paz com a própria consciência. A vida é a sublime concessão de Deus, que não pode ser desconsiderada por quem quer que seja. Pense nisso, mas pense agora!

13/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:29

SOLIDARIEDADE ENTRE AS GERAÇÕES

Solidariedade entre as gerações. De um modo geral, temos uma grande tendência para reclamar da vida. Reclamação que não se restringe apenas a pequenas desventuras individuais. Reclamamos do país onde vivemos, dos políticos, das escolas, dos vizinhos. Comparamos a nossa estrutura social com outras que julgamos melhores e nos sentimos injustiçados. Alguns países do primeiro mundo parecem um paraíso. Lá, há educação e saúde de qualidade, bons empregos, segurança. Há menos violência e desonestidade. Ocorre que a vida não é feita de acasos. Bênçãos e desgraças não são sorteadas de forma aleatória. Como protagonistas do próprio destino, temos liberdade de atuação, mas devemos assumir as consequências dos próprios atos. As opções do passado influenciam decisivamente o presente. Dessa forma, vivemos no ambiente que ajudamos a construir. Quem nasce em um meio social bem estruturado certamente teve alguém que colaborou para que ele assim se tornasse. Se o mundo que nos rodeia não é agradável, constitui nosso dever agir para torná-lo melhor. Muitas vezes, colocamos a culpa do caos social na falta de atuação precisa das gerações passadas. Ocorre, porém, que nós mesmos deixamos de buscar alternativas para melhorar a nossa realidade. Se ontem agimos de forma indigna e egoísta, hoje experimentamos o resultado desse agir. Assim, é importante assumir o papel que nos cabe na construção de uma sociedade melhor. É de nosso interesse direto que nossa cidade, estado e país melhorem, que as criaturas que nos rodeiam evoluam em todos os sentidos. Muitas vezes, ouvimos com desinteresse notícias relativas ao meio ambiente. Equivocadamente, pensamos que isso não nos diz respeito. Afinal, estaremos mortos há muito tempo quando não houver mais água no planeta ou o ar se tornar difícil de respirar. Trata-se de um erro enorme de planejamento. Não nos atentamos que nossas ações e omissões produzirão um efeito. Devemos cuidar do planeta, educar as pessoas, vigiar o governo. As gerações são solidárias, muito mais do que pensamos. Pensemos na herança que estamos deixando para as gerações futuras. Sim, pense nisso, mas pense agora.

12/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:31

SEJA PATRÃO

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11/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:19

NÃO VENHA ROUBAR A MINHA SOLIDÃO

Não venha roubar minha solidão, se não tiver algo mais valioso para o meu destino. O título do Pensemisso de hoje foi transcrito da frase proferida pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche, conhecido como o filósofo da afirmação da vida. Nos tempos atuais, tempos de vidas líquidas, onde tudo é descartável, as pessoas se agarram cada vez mais à solidão e têm na solidão um estilo de vida positivo. Dia desses, numa enquete feita por um programa radiofônico, foi feita a seguinte pergunta: você acha que é possível ser feliz vivendo sozinho? Pelas respostas, percebemos que a solidão, nos dias de hoje, seja mais atraente do que imaginamos. Pessoas diziam que, com tanta gente fútil que nos cerca, a solidão está mais para um remédio. Havia aqueles que opinavam dizendo que a solidão é luxo nos dias atuais. Muitos afirmavam que preferem a solidão como um modo de se protegerem da infâmia do politicamente correto, onde você corre o risco de ser processado por dizer “oi”. E arrematam: é melhor viver num casulo do que ter uma dor de cabeça explicando o inexplicável. O que fica claro diante dessas afirmações é que a solidão se tornou uma amiga protetora para nossa sociedade, onde tudo é tão líquido, que vê no relacionamento interpessoal um problema que somente a solidão resolve. Em suma, estamos nos tornando misantropos, isto é, vivemos com desconfianças da sociedade da qual fazemos parte. Existe em nós o dilema dos porcos-espinhos, criado pelo filósofo Arthur Schopenhauer. Quando sentimos frio, nos aproximamos, por necessidade, das pessoas. Mas, ao fazermos isso, espetamos e somos espetados pelos espinhos. E assim vivemos essa tensão: eu quero calor, eu quero proximidade com outras pessoas, mas essas pessoas têm ideias diferentes, gostos diferentes, opiniões dissonantes das minhas. Essas pessoas têm espinhos, e desta forma nos afastamos, para logo mais sentirmos a necessidade de nos aquecer de novo. Aqui fica a lição de que devemos viver em comunhão, mas sem ocupar o espaço sagrado de cada um. Sim, isso é uma arte que poucos dominam. É por isso que, em nossos dias, as redes sociais fazem tanto sucesso. Elas te aproximam das pessoas, mas sem que fiquem tão próximas a ponto de te espetarem com seus espinhos. Então, com o smartphone nas mãos, eu controlo as distâncias. Com o celular resolvemos o dilema do porco-espinho: ele aproxima, mas sem o risco de ser espetado. E, por outro lado, eu consigo um certo calor humano — tépido, tênue — mas com algum calor. E, ao mesmo tempo, mantenho a minha solidão controlada. Não venha roubar minha solidão, se não tiver algo mais valioso para oferecer em troca. Ofertamos, então, aquelas coisas, entre aspas, antiquadas, como, por exemplo, as visitas entre amigos, com os intermináveis bate-papos que hoje se extinguiram, graças a dispositivos tecnológicos que permitem contatos na nossa aldeia global sem sair da frente de um visor. Cultivar amizades, distribuir afagos, buscar companheiros para o entretenimento sadio, aplaudir um teatro, sair com colegas de trabalho para uma tarde de lazer junto à natureza são atos a que todos podemos nos propor. Aprendamos a desfrutar da companhia do outro, mesmo que, de vez em quando, haja alguns espinhos. Isso faz parte de uma relação menos líquida. No contato humano é que burilamos experiências e sentimentos. Aprendemos a disciplina do próprio proceder. Portanto, vamos viver uma vida menos líquida e parar de solicitar que a solidão seja sólida. Pense nisso, mas pense agora.

10/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 5:24

PATO OU AGUIA

Pato ou águia? Estávamos no aeroporto quando um taxista se aproximou. A primeira coisa que notamos foi um táxi limpo e brilhante. O motorista, vestido de forma simples, mas como diziam os antigos, estava bem “nulinho”: camisa branca, bem passada, e com gravata. O taxista saiu, nos abriu a porta e disse: “Eu sou Willy, seu chauffeur. Enquanto guardo sua bagagem, gostaria que o senhor lesse nesse cartão qual é a minha missão.” Então estava escrito: Missão de Willy: levar meus clientes a seu destino de forma rápida, segura e econômica, oferecendo um ambiente amigável. Ficamos impressionados. O interior do táxi estava igualmente limpo. Willy nos perguntou: “O senhor aceita um café?” Brincando com ele, dissemos: “Não, preferimos um suco.” Imediatamente ele respondeu: “Sem problema. Eu tenho uma térmica com suco normal e também um diet, bem como água.” E continuou: “Se desejar ler, tenho o jornal de hoje e também algumas revistas.” Ao começar a corrida, Willy nos disse: “Essas são as estações de rádio que tenho e esse é o repertório que elas tocam.” Como se já não fosse muito, Willy ainda me perguntou se a temperatura do ar-condicionado estava boa. Daí nos avisou qual era a melhor rota para nosso destino e se queríamos conversar com ele ou se preferíamos ficar em silêncio. Perguntamos: “Você sempre atendeu seus clientes assim?” “Não”, ele respondeu. “Sempre somente nos últimos dois anos. Nos meus primeiros anos como taxista, passei a maior parte do tempo me queixando, igual aos demais taxistas. Um dia ouvi um doutor especialista em desenvolvimento pessoal. Ele escreveu um livro que dizia: ‘Se você levanta pela manhã esperando ter um péssimo dia, certamente o terá. Não seja um pato, seja uma águia.’” “Os patos só fazem barulho e se queixam. As águias se elevam acima do grupo. Eu estava todo o tempo fazendo barulho e me queixando. Então decidi mudar minhas atitudes e ser uma águia.” “Olhei os outros táxis e motoristas: os táxis sujos, os motoristas pouco amigáveis e os clientes insatisfeitos. Decidi fazer algumas mudanças. Quando meus clientes responderam bem, fiz mais algumas mudanças.” “No meu primeiro ano como águia, dupliquei meu faturamento. Este ano já quadrupliquei. O senhor teve sorte de tomar meu táxi hoje. Já não estou mais na parada de táxis. Meus clientes fazem reserva pelo meu celular ou mandam mensagens. Se não posso atender, consigo um amigo taxista águia confiável para o serviço.” Willy era fenomenal. Oferecia um serviço de limusine em um táxi normal. Willy, o taxista, decidiu deixar de fazer ruído e queixar-se, como fazem os patos, e passou a voar por sobre o grupo, como fazem as águias. Não importa se você trabalha em um escritório, com manutenção, professor, servidor público, político, executivo, empregado ou profissional liberal. Você se dedica a fazer barulho e se queixar? Ou está se elevando acima dos demais? A concorrência sempre vai existir, e ela é positiva. Faz com que as coisas e as pessoas progridam. A decisão é sua, e cada vez você tem menos tempo para mudar. Afinal, você é um pato ou uma águia? Pense nisso, mas pense agora.

09/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:36

A SABEDORIA DO SAMURAI

A sabedoria do samurai. Conta-se que, perto de Tóquio, capital do Japão, vivia um grande samurai. Já muito idoso, ele agora se dedicava a ensinar o zen aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário. Certa tarde, apareceu por ali um jovem guerreiro, conhecido por sua total falta de escrúpulos. Assim que soube da reputação do velho samurai, propôs-se a não sair dali sem antes derrotá-lo e aumentar sua fama. Todos os discípulos do samurai se manifestaram contra a ideia, mas o velho aceitou o desafio. E, diante dos olhares espantados, o jovem guerreiro começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, ofendendo inclusive seus ancestrais. Mas o velho permaneceu sereno e impassível. No final da tarde, sentindo-se exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se. Desapontados pelo fato de o mestre ter aceitado calado tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram: — Mestre, como o senhor pode suportar tanta indignidade? O sábio ancião olhou calmamente para os alunos e, fixando o olhar em um deles, perguntou: — Se alguém chega até você com um presente e lhe oferece, mas você não o aceita, com quem fica o presente? — Com quem tentou entregá-lo — respondeu o discípulo. — Pois bem, o mesmo vale para qualquer outro tipo de provocação, e também para a inveja, a raiva e os insultos — disse o mestre. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carrega consigo. Assim, aceitar provocações ou deixá-las com quem nos oferece é uma decisão que cabe exclusivamente a cada um de nós. Pensemos nisso.

07/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 2:54

STEPHEN HAWKING - UM HOMEM NOTAVEL

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06/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 6:04

GENTILEZA VIRILIZADA

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05/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:48

IMPASSE

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04/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 7:21

CONTEMPLAÇÃO DO EXCELENTEE

Contemplação do Excelente Atravessamos, na Terra, fase de dificuldade sem conta, nas áreas de cultura geral. Desconhece-se a estrutura da própria linguagem que se fala. Usam-se gírias ou expressões chulas que denunciam a pobreza dos falantes relativamente à formação cultural. Ignoram-se os fatos históricos que envolvem a sociedade em que se vive. Espalham-se infames zombarias. Inventam-se lendas sem beleza e sem sentido, refletindo a pouca madureza social. Não se cogita de penetrar as razões desse ou daquele monumento, sentindo-se tantos impulsionados pelo instinto destruidor e vândalo que, incapazes de compreender, por descaso, preferem pichar, destroçar ou poluir, de modo drástico, o que encontram pela frente. O gosto pelas bibliotecas, pelas salas de arte, por museus, por teatros e pela literatura excelente de todos os tempos, tudo tem ficado na retaguarda das preferências. Os desportos nobres e educativos ainda contam com poucos adeptos. Temos, ao revés, um quadro enorme dos que procuram os exercícios desportivos excitantes e violentos, que pouco ou nada acrescentam no âmbito das conquistas do espírito. Encontram-se, com maior frequência, muitos que se ajustam a espetáculos pornográficos, do palco ou da tela, em franco deboche à sensibilizante arte. Diante de tudo isso, precisamos, com urgência, de educação e de boas referências. O bom gosto se forma pela contemplação do excelente e não do sofrível, diz Gate, compreendendo com perfeição a construção do aprendizado na alma humana. Cabe aos pais e aos educadores mostrarem o excelente, preencher os educandos de boas referências desde cedo, se desejarem desenvolver neles uma cultura rica e útil. As crianças, os jovens, precisam estar mergulhados num caldo cultural que favoreça o desenvolvimento de uma massa crítica que proporcione a contemplação do belo, que os ensine a pensar e a sentir. As grandes mídias estão repletas de um verdadeiro lixo cultural, se podemos chamar assim, porque nós, a grande maioria, consumimos isso. É uma das preferidas dos tempos atuais, inclusive evadindo áreas em que não há como se conjugar o verbo consumir, na essência. Pois o que não é material, o que não é tangível, não se consome. Na verdadeira arte, nada se consome; a arte se contempla, se admira. Ela alimenta a todos quando é instrumento do belo e do bem e nunca se acaba, pois o que se consome se finda. Podemos consumir um CD, um arquivo de MP3, mas nunca uma bela música. É tempo de retirar as cascas e máscaras que criamos através de nossos vícios morais e nos permitir enxergar tudo como realmente é. O que verdadeiramente importa para mim? Não sou um consumidor, sou um ser e estou aqui para crescer moral e intelectualmente. Quero aprender com quem já esteve aqui, com a história do meu povo, com os grandes, com os misturados, com aqueles que deram a vida para que hoje tivesse o conforto de que desfruto. Estou aqui para me tornar mais sábio. Não o sábio de biblioteca apenas, mas o que tem condições de aplicar em sua vida tudo aquilo que aprende, faz de seu conhecimento uma mola propulsora e possa amar mais e melhor. Cultura e amor: eis o que precisamos, com urgência. Pense nisso, mas pense agora.

03/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:34

A SOBERBA

A soberba. Carl Sagan escreveu que a astronomia é uma experiência que forma o caráter e ensina a humildade. Certamente, não há melhor demonstração da tolice das vaidades humanas do que se observar um mapa astronômico em que o nosso planeta aparece como um minúsculo ponto. E basta estudar um pouco a história da humanidade para se ter ainda mais a dimensão da tolice das nossas ambições. Lemos a respeito dos grandes conquistadores e nos perguntamos de que lhes valeu tantos crimes em nome de conquistas de territórios e submissão de povos. Lembramos de Gengis Khan, que comandou a Mongólia, sucedendo ao pai. Bastou uma vitória militar e o povo o declarou Gengis Khan, que quer dizer imperador universal. Para fazer jus à homenagem, ele saiu em uma campanha militar que durou 25 anos. Conquistou os tártaros e a China. Depois, as hordas mongóis varreram a Rússia, detonaram o Império Persa, engoliram a Polônia, a Hungria e ameaçaram a Europa como um todo. Temujin morreu aos 65 anos. Foi sucedido por seu filho Ogedei Khan e, por algum tempo, as conquistas continuaram. Mas, depois, o império começou a se esfacelar, e as hordas mongóis tomaram o rumo de casa. Recordamos de Alexandre, o Grande, o mais célebre conquistador do mundo antigo. Tornou-se rei aos 20 anos, após o assassinato de seu pai. Sua carreira é muito conhecida. Conquistou o império que ia dos Balcãs à Índia, incluindo o Egito e o atual Afeganistão. Foi o maior e mais rico império que já existiu. Morreu antes de completar 33 anos. Não se sabe se por envenenamento, malária, febre tifoide ou alcoolismo. Não se discutem os benefícios das campanhas, pois Gengis Khan uniu as tribos mongóis e tornou conhecidos do Ocidente os povos do Oriente, enquanto Alexandre, admirador das ciências e das artes, transformou Alexandria em centro cultural, científico e econômico. No entanto, de que lhes valeu tanto sangue derramado, tantas terras conquistadas? A morte lhes encerrou as carreiras, e seus impérios bem cedo se esfacelaram. Isso nos remete a reflexionarmos a respeito de nós mesmos. O que estamos fazendo para alcançar nossa realização pessoal? Estamos agindo de forma ética, correta, ou buscamos destruir quem esteja à frente, exatamente como faziam os grandes conquistadores? Certo, não nos servimos do assassinato físico, mas quantos sonhos alheios teremos destruído em nosso propósito de ascensão? Os verdadeiros valores são morais. Esses não são destruídos pelo tempo, nem são amaldiçoados pela memória dos que foram derrotados no decorrer da nossa jornada de conquistas. Pensemos nisso. Os verdadeiros objetivos da vida são transcendentais. Afinal, a vida nesse planeta é transitória. Rapidamente se esvai. O importante é o que levaremos em nossa bagagem individual, dentro da alma. Pensemos nisso e, aproveitando os dias que se nos oferecem à frente, estabeleçamos um planejamento estribado no amor. Assim, por curta ou longa que seja a nossa existência, sempre seremos lembrados como quem semeou a boa semente em algum canteiro do mundo. Sermos benevolentes e justos. Eis a neta acerbativa. Pense nisso, mas pense agora.

02/03/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:52

NAO É UMA TRAGEDIA

Não é uma tragédia. Essas coisas acontecem. Um jovem adoece no verão. Um senhor é atropelado por um táxi. A biópsia aponta que o tumor é maligno. Essas coisas acontecem todos os dias. E todos os dias saímos de casa achando que jamais acontecerá conosco. Uma doença leva embora um pai. O médico comunica um exame preocupante. Um neuropediatra fecha o diagnóstico, informando que seu filho é autista. Uma moto atravessa um sinal fechado. Todos os dias isso acontece. E todos os dias nossos planos são os mesmos: trabalho, almoço, trabalho, jantar. Não acho que seja uma tragédia quando essas coisas acontecem com a gente. Dizemos que tragédia é morrer tão cedo. Não acho que seja uma tragédia. Acho que a vida é um amontoado de causas e coincidências. Acho que hoje estamos aqui e amanhã não estamos mais. Não acho isso uma tragédia. Sabe o que é uma tragédia? Uma tragédia é não agradecer por esse tempinho que estamos aqui. Uma tragédia é não valorizar a vida em família. Uma tragédia é trocar o sorriso do nosso filho por um celular. Um passeio em família pelas preocupações do trabalho. E, cá entre nós, ouvinte, nós fazemos isso inúmeras vezes, não é mesmo? Uma tragédia é não abraçar as pessoas hoje. Uma tragédia é passar a vida em branco. Uma tragédia é achar que um dia vamos ser felizes, hoje não. Uma tragédia é achar que não vai acontecer com a gente. E a vida vai ficando para depois. Um dia eu mudo de emprego. Um dia eu digo que amo aquela pessoa. Um dia eu faço essa viagem. Um dia eu vou ser voluntário nesse projeto. Acho uma tragédia quando aprendemos a valorizar o que temos só depois de perder. Acho uma tragédia viver só de aparências. Acho uma tragédia ter comprado coisas, achando que isso seria a felicidade. Acho uma tragédia trabalhar em algo que você odeia. A morte não é uma tragédia. Tragédia é quando a gente não viveu. Vou te perguntar. Responda só para você: qual foi a sua tragédia de hoje? Pense nisso. Mas pense agora.

28/02/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:37

CIDADANIA E RESPEITO AO PRÓXIMO

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27/02/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:13

DEIXE O OUTRO FALAR

.Deixe o outro falar. Vivemos um momento em que nossas demandas diárias consomem demais o nosso tempo. Nossos compromissos profissionais, sociais, o horário na academia, a consulta médica, o trânsito… Tudo, de alguma forma, exige um pouco de nós. E equilibrar tudo isso numa agenda não é uma tarefa fácil. Por muitas vezes, falamos com tanta gente. Resolvemos os problemas. Delegamos. Mas erramos quando deixamos de ouvir. Quando permitimos entrar no automático. Bárbara sentiu isso na pele. Ela relacionava-se muito mal com sua filha, Samantha. O relacionamento se deteriorava pouco a pouco. Samantha, que foi uma criança serena e complacente, tornou-se uma filha pouco cooperativa, às vezes provocadora. A mãe passava-lhe sermões, ameaçava, punia, sem sucesso. Certo dia, contou Bárbara, simplesmente desistiu. Samantha tinha desobedecido à mãe. Foi para a casa de uma amiga antes de terminar seus afazeres domésticos. Quando voltou, Bárbara estava prestes a estourar com a filha pela milésima vez, mas não teve forças para isso. Limitou-se a dizer: por que, Samantha? Por quê? Samantha percebeu o estado em que a mãe se encontrava e, com uma voz calma, perguntou: você quer mesmo saber, mãe? Bárbara disse que sim e Samantha contou, primeiro hesitante, depois com uma fluência impressionante. A mãe fez uma reflexão e concluiu que nunca deu a devida atenção a Samantha. Nunca a ouvira. Sempre lhe dizia para fazer isso ou aquilo. Quando sentia a necessidade de conversar com a mãe sobre as coisas dela, sentimentos, ideias, era interrompida com mais ordens. Então, Bárbara começou a compreender que a filha precisava mais da mãe. Não como uma mãe mandona, mas como uma confidente, uma saída para as suas confusões de adolescente. E tudo o que fazia era falar, falar, quando deveria ouvir. Nunca a ouvira. A partir daquele momento, a mãe passou a ser uma perfeita ouvinte. Hoje, a filha conta o que lhe passa pela cabeça, e o relacionamento entre as duas melhorou de maneira imensurável. Quantos pais neste mundo têm problemas similares com seus filhos? Problemas que seriam amenizados se soubéssemos apenas ouvir um pouco mais. Como pais, como educadores, por vezes temos a falsa impressão de que precisamos falar, ensinar, proferir lições, etc., e eles, os filhos, precisam apenas ouvir. Quantos pais reclamam que seus filhos não os ouvem? E tudo parece que entra por um ouvido e sai pelo outro. Mas será que esses pais sabem ouvir seus filhos? Será que esses pais não sabem que o aprendizado não se dá apenas por sermões, por conselhos? Um tempo de qualidade pode fazer toda a diferença. E, para muitos, esta é uma importante linguagem de amor. O processo de aprendizado e, mais, o processo de construção de uma boa relação familiar, tem que passar pelo diálogo. E, quando estamos no campo do diálogo, precisamos entender que esta é uma via de mão dupla. Falamos, mas também ouvimos. Ouvir exige autocontrole, disciplina, respeito ao outro e humildade. Por isso, talvez ainda seja tão difícil para a humanidade. Ouvir nos pede reflexão, paciência e empatia. Desta forma, procuremos sempre deixar o outro falar. Ouçamos as razões do outro, suas explicações. Elas podem não justificar certos atos, mas explicam as razões da outra alma e nos fazem compreendê-la melhor. Pais, deixemos os filhos falarem. Filhos, deixemos nossos pais falarem. Famílias, conversem mais. O amor e a paz familiar sairão lucrando sempre. Pense nisso, mas pense agora.

26/02/2026 06:30 | DURAÇÃO 5:32

COLABORAÇÃO

Colaboração. Uma virtude pouco lembrada é a colaboração. A vida, generosa de sabedoria em toda parte, demonstra o princípio da cooperação em todos os seus planos. O solo ampara a semente e a semente valoriza o solo. As águas formam as nuvens e as nuvens alimentam as águas. A abelha ajuda na fecundação das flores e as flores contribuem com as abelhas na fabricação. Podemos perceber, nesses exemplos de colaboração, um convite para que também sejamos colaboradores. Sem nos darmos conta, muitos colaboram conosco no decorrer dos dias. É alguém gentil que nos cede a passagem no trânsito. Um motorista anônimo que avisa do perigo na estrada. Um pedestre que ajuda um idoso ou cego a atravessar a rua. São os médicos que nos atendem com presteza e afeto, doando-se além da sua obrigação. São os professores que se empenham um tanto mais para que os alunos aprendam as lições. São enfermeiros atenciosos que se esforçam por atender bem a um paciente, porque seu coração assim o determina. É mais que uma demanda, é um propósito de vida. Se é certo que pagamos por alguns serviços, também é certo que a dedicação e o carinho de cada profissional, ninguém e nenhum dinheiro. Se não nos damos conta disso, é porque talvez estejamos indiferentes para as coisas boas ou porque estamos acostumados a perceber somente as coisas ruins. É importante que tenhamos disposição para ver os fatos positivos que nos cercam. Dessa forma, poderemos dar a nossa colaboração, por mais singela que seja, onde quer que estejamos, para que a nossa vida e a vida dos que caminham conosco, nessa estrada evolutiva, possa ser mais suave. Agindo assim, em tudo que fizermos, estaremos colaborando de forma efetiva para o nosso próprio progresso espiritual. Quando vamos além das nossas obrigações, exercemos a função que nos cabe no progresso moral da humanidade. A vida na Terra é uma abençoada oportunidade de aprendizado para cada um de nós. Na colaboração de uns para com os outros, encontramos a chave que abrirá novos caminhos, quebrando as barreiras do individualismo e nos permitindo viver a verdadeira fraternidade. Que possamos colaborar em algo hoje, agora. Aproveitemos o momento que passa. Pense nisso, mas pense agora. Na colaboração de uns para com os outros.

25/02/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:34