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COMBATENDO O PRECONCEITO

O Preconceito de Castas Quando Gandhi trabalhava pela independência da Índia, empenhou-se também em combater uma questão interna: o preconceito de castas. Tradição milenar que divide a sociedade indiana em religiosos, guerreiros, agricultores, comerciantes e servos, as castas até hoje persistem. Na base da pirâmide social, há uma categoria desprezada: os párias. Sem casta, os párias são considerados impuros, e acredita-se que quem os toca fica impuro também. Por isso, são chamados intocáveis. Mas Gandhi, ao estudar profundamente os ensinos de Krishna, aprendeu que Deus não faz diferença entre seus filhos. Ele compreendeu que o sistema de castas havia sido modificado pelos homens, que o usaram para fins de dominação política e social. E foi assim que Gandhi passou a combater o preconceito contra os párias, que ele chamava Harijans, palavra que significa “filhos de Deus”. Estava certo Gandhi. Os preconceitos que carregamos são parte de um contexto social e cultural que devemos combater. À medida que a humanidade progride, os preconceitos vão perdendo espaço. A ciência vai demonstrando que certas teorias não têm validade e, aos poucos, vamos expurgando práticas vergonhosas. Vejamos, por exemplo, o preconceito racial. Ele é decorrente de uma visão que data da época da colonização. Os europeus se achavam superiores aos povos indígenas ou africanos. É uma tese absurda que o tempo se encarregou de derrubar. Sim, pois, quando se ofereceu oportunidade, negros e índios mostraram tanta capacidade intelecto-moral quanto os demais. Nunca é demais lembrar que, mesmo na época do mais rigoroso preconceito racial no Brasil, houve quem triunfasse. É o caso do maior escritor brasileiro de todos os tempos, Machado de Assis. Filho de uma ex-escrava que trabalhava como lavadeira, ele trabalhava durante o dia e estudava à noite, sob a luz de um lampião. Demonstrou que o talento e o esforço vencem o preconceito, por mais forte que seja. Hoje, por mais que se combata o preconceito, muitas vezes ele ainda aparece inesperadamente. É porque estava apenas oculto, escondido sob o verniz social. É assim na questão dos homossexuais. Os preconceitos contra eles se manifestam de forma agressiva. Eles são ridicularizados, alvo de piadas e até de violência. Muitos são espancados e assassinados. Será que já conseguimos ver todos os demais seres humanos como irmãos que também amam, sofrem e querem ser felizes? Será que ainda é preciso ter uma data para se conscientizar do quanto o preconceito é sinal de barbarismo e ignorância? Pense nisso, mas pense agora.

23/05/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:53

PRETEXTO

Pretexto Às vezes, falta-nos coragem para lutar por aquilo que desejamos ou para nos tornarmos aquilo que queremos ser. Não é que tentemos e fracassemos; é pior do que isso. Uma bendita timidez, uma inexplicável covardia, nos impede até mesmo de fazer a tentativa. Mas como explicar esse estranho comportamento? O curioso deste mundo é que aquilo que alguns têm em excesso faz uma falta terrível para outros. A autocrítica, que é a avaliação que alguém faz de si mesmo, seus defeitos e qualidades, em alguns é otimista demais, induzindo a pessoa a julgar-se a oitava maravilha do mundo e a tornar-se até mesmo ridícula por seu convencimento. Em outros, no entanto, a autocrítica é terrível, tão pessimista e tão severa que acaba fazendo a pessoa sentir-se incapaz. Um dos modos mais eficientes de nos sentirmos infelizes é vivermos nos comparando sistematicamente com os outros. Há a menina que daria tudo para ser bonita como a amiga. Há o menino que inveja a inteligência do colega de classe. Há o moço pobre que lamenta não ser rico como o moço de outro bairro. São todos vítimas do complexo de pequenez. Baixam a cabeça quando o menino inteligente, a menina bonita ou o moço rico passam, porque o sentimento de inferioridade os faz sentir-se ainda mais insignificantes. Quem se compara com os outros esquece de algo importante: ninguém é igual a ninguém. Todos nós temos aptidões diferentes. Uns somos melhores em cálculos. Outros temos talentos para idiomas. Assim por diante. É estupidez nos deixarmos escravizar aos modelos que o mundo tenta nos impor à força. Não temos obrigação nenhuma de ser inteligentes, ou magros, ou bonitos, ou instruídos para merecermos um lugar ao sol. Quem disse que precisamos ser perfeitos ou melhores do que os outros para termos o direito de lutar pela realização dos nossos sonhos? E quem disse que inteligência, beleza, riqueza ou instrução garantam felicidade a alguém? Quantos meninos que eram considerados pequenos gênios nos tempos de escola tornaram-se verdadeiros fracassos na vida adulta? Quantas mocinhas que, na juventude, arrancavam suspiros apaixonados tornaram-se mulheres frustradas no amor? E, por outro lado, quantos garotinhos atrasados transformaram-se em adultos bem-sucedidos? E quantas adolescentes desajeitadas tornaram-se muito felizes de família? A verdade é que, muitas vezes, nos apegamos a qualquer bobagem para justificar nossa falta de iniciativa. E, enquanto nos apequenamos por nos sentirmos gordinhos, ou feinhos, ou por não termos dinheiro ou instrução, homens cegos se tornam astros da música, paraplégicos se tornam gênios da física e artistas sem braços pintam obras-primas com os pés. Pense nisso e prossiga na luta com resignação.

22/05/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:01

O HOMEM QUE NÃO SE IRRITAVA

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21/05/2026 06:30 | DURAÇÃO 5:44

RENOVAÇÃO

RENOVAÇÃO Você já observou que, de repente, as folhas das árvores começam a nascer, as flores aparecem e tudo passa a ter tons de roxo, amarelo, rosa, branco, uma infinidade de cores, de vida, que começa a substituir o marrom do inverno e, sem perceber, mais uma estação acabou e um novo ciclo começou? A primavera chegou com suas cores e o perfume inigualável das flores no ar e, observando o seu colorido e aproveitando os dias, esquecemos que, algum tempo atrás, tudo estava sem cor e sem vida. O curioso é que nossas vidas são como as passagens das estações. Em algumas delas, estamos felizes e realizados e, em outras, estamos tristes e com dor no coração. Porque uma estação acabou, e as estações da vida de alguém que amamos acabaram. E esses invernos são tristes, sem cor, sem vida, desolados. Sentimos frio e, aparentemente, nada aquecerá nossos corações. Mas tudo é efêmero. Assim como as estações, a vida tem ciclos. E, no transcorrer dos anos, muitas mudanças ocorrem. As estações nos dão a oportunidade de redescobrirmos o significado da vida, de renovarmos o nosso sentido, a nossa cor, e passamos a viver e não apenas existir. Quando os ciclos mudarem e novas estações chegarem, viva o momento. Abrace o inverno; não há mal algum em sofrer. Sorria na primavera, colhe os frutos do outono e aprecie o calor do verão. A vida é uma dádiva divina que nos permite experimentar todas as nuanças. Cada uma delas tem sua beleza, sua lição, seu propósito. Cada uma delas nos prepara para a próxima estação, nos fortalece, nos amadurece, nos enriquece. A cada amanhecer, é uma chance para que um novo ciclo comece. Mas tenha sempre em mente que a renovação é um processo contínuo e pessoal. Cada um tem o seu ritmo e seu estilo de se renovar. O importante é não deixar que ninguém estrague o dom divino de se reinventar. Não tenha medo das mudanças; elas são inevitáveis e necessárias. Não se apegue ao que se foi, mas agradeça o que foi vivido. Não se entristeça pelo que não pode mais ter, nem por aquele que não se pode mais abraçar. Mas alegre-se pelos momentos e memórias que aquecem a alma. Cultive as estações! Aproxime-se das pessoas que te amam e te apoiam. Demonstre o seu amor e o seu apoio a elas, pois o amor é o alimento da vida. Compartilhe momentos bons e ruins. Seja gentil, compreensivo, generoso, seja inteiro. Viva todas as estações e não apenas exista nelas. Renove-se a cada ciclo, porque as almas mais lindas do mundo são moldadas pelas sabedorias dos anos. Pense nisso, mas pense ago

20/05/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:03

O POÇO

O Poço Narra uma lenda chinesa que, no fundo de um poço pequeno, mas muito fundo, vivia um sapo. O que ele sabia do mundo era o poço e o pedaço de céu que conseguia ver pela abertura, bem no alto. Certo dia, um outro sapo se abeirou da boca do poço. — Por que não desce e vem brincar comigo? É divertido aqui — convidou o sapo lá embaixo. — O que tem aí? — perguntou o de cima. — Tudo. Água, correntes subterrâneas, estrelas, a luz e até objetos voadores que vêm do céu. O sapo da terra suspirou. — Amigo, você não sabe nada. Você não tem ideia do que é o mundo. O sapo do poço não gostou daquela observação. — Quer dizer que existe um mundo maior do que o meu? Aqui vemos, sentimos e temos tudo que existe no mundo. — Aí é que você se engana — falou o outro. — Você só está vendo o mundo a partir da abertura do poço. O mundo aqui fora é enorme. O sapo do poço ficou muito chateado e foi perguntar a seu pai se aquilo tudo era verdade. — Haveria um mundo maior lá em cima? O pai confirmou. Sim, havia um outro mundo, com muito mais estrelas do que se podia ver dali de baixo. — Por que nunca me disse? — perguntou o sapinho, desapontado. — Para quê? O seu destino é aqui embaixo, neste poço. Não há como sair. — Eu posso! Eu consigo sair! — falou o sapinho. E pulou, e saltou, e se esforçou. O poço era muito fundo, a terra longe demais, e ele foi se cansando. — Não adianta, filho — tornou o pai a dizer. — Eu tentei a vida toda, seus avós fizeram o mesmo. Esqueça o mundo lá em cima, contente-se com o que tem, ou vai viver sempre infeliz. — Mas eu quero sair! Eu quero ver o mundo lá fora! — chorava o filhote. E passou o resto da vida tentando escapar do poço escuro e frio. O grande mundo lá em cima era o seu sonho. Um pobre camponês, de apenas oito anos de idade, não se cansava de ouvir essa lenda dos lábios de seu pai. Vivendo a época da revolução cultural na China de Mao Zedong, o menino passava fome, frio e toda sorte de privações. — Pai! Estamos em um poço? — perguntava. — Depende do ponto de vista — respondia o pai. Mais de uma vez, o garoto se sentia como o sapo no poço, sem saída. Mas ele enviava mensagens aos espíritos. Pedia vida longa e felicidade para sua mãe. Pedia pela saúde de seu pai. Mas, mais que tudo, ele pedia para sair do poço escuro e profundo. Ele sonhava com coisas lindas que não possuía. Pedia comida para sua família. Pedia que o tirassem do poço para que ele pudesse ajudar seus pais e irmãos. Ele pedia e sonhava. E deixava sua imaginação o levar para bem longe. Um dia, a possibilidade mais remota mudou, de modo total, o curso da sua vida. Ele foi escolhido entre centenas de camponeses e foi fazer parte de algumas das maiores companhias de balé do mundo. Um dia, ele se tornaria amigo do presidente e da primeira-dama, de astros do cinema e das pessoas mais influentes dos Estados Unidos. Seria uma estrela. O último bailarino de Mao Zedong. Li Cunxin saiu do poço. Nunca deixe de sonhar. Nunca abandone seus ideais. Mantenha aquecido seu coração e viva as suas esperanças. O amanhã é sempre um dia a ser conquistado. Pense nisso. Mas pense agora.

19/05/2026 06:30 | DURAÇÃO 5:10

COMEÇANDO O DIA

Começando o dia, o homem acordou pela manhã e recordou-se de algo que lera em um livreto: “Comece o dia na luz da oração. O amor de Deus nunca falha.” Então, decidiu orar: “Senhor, hoje, até o momento, me comportei bem. Não fofoquei, não me zanguei, não fui ganancioso, mal-humorado, precipitado ou egoísta. Estou realmente satisfeito com isso. Mas, em poucos minutos, Senhor, eu vou me levantar. E, daí em diante, provavelmente vou precisar de muito mais ajuda. Obrigado.” Assim mesmo é a oração. É algo franco com Deus, onde o ser expõe a própria alma. Não há necessidade de longas frases, nem de palavras ensaiadas. É o que a alma sente e deixa transbordar. Um pedido simples, mas profundo. Um pedido de quem reconhece que a necessidade maior reside em si mesmo, nas suas deficiências morais. Um exame de consciência e um pedido de socorro. A resposta é exatamente a fortaleza para vencer, pouco a pouco, as dificuldades íntimas e ir vivendo melhor a cada dia, conquistando a paz. Devotando-se ao trabalho, sem se deter a observar defeitos alheios, e muito menos a comentá-los, semeia-se tranquilidade no ambiente profissional. Não se permitindo envolver pelas teias do nervosismo, da inquietação, os problemas vão sendo solucionados um a um, na mesma hora, à medida em que surjam. Sem desejar possuir em demasia, usufruir de todos os prazeres que os bens terrenos oferecem, o homem se entrega às lutas do cotidiano, sereno e confiante. Não se permitindo o mau humor por coisa nenhuma, por um contratempo no trânsito, um defeito mecânico no carro, um funcionário que não atende aos deveres, a criatura distribui serenidade onde se encontre. Sem precipitação, ouve o seu semelhante até o fim, antes de dar respostas que nem sempre atendem ao que o outro deseja. Deixando de lado o egoísmo, o homem se sente feliz em compartilhar o de que disponha e se torna uma pessoa amiga, prestativa. Compartilhar coisas pequenas, simples, como oferecer uma carona a um vizinho, emprestar um livro, indicar uma boa leitura. Compartilhar o que detenhamos inclui os valores intrínsecos do ser, que têm a ver com a vida e os seus objetivos. Portanto, compartilhemos a nossa certeza da existência de Deus, da imortalidade da alma, com aqueles que se debatem no mundo sem fé, sem rumo, sem objetivos. E guardemos a certeza de que, se assim rogarmos a Deus que nos ajude, Ele estará conosco, auxiliando-nos nessas pequenas grandes autoconquistas diárias, que somente redundarão em felicidade para nós mesmos. Cada dia é um presente especial que Deus concede aos homens. Cada dia é de tal forma único que nunca se repete. Observemos como o sol rompe a treva da noite, trazendo a manhã radiante, sempre com um novo colorido. As flores de ontem não estão exatamente iguais hoje. As gotas da chuva que caem em abundância não são aquelas que rolaram em dias anteriores. Novo a cada dia. Essa é a grande mensagem de Deus para os homens: a renovação da oportunidade de crescer, melhorar-se e ser feliz. Pense nisso. Mas pense agora.

18/05/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:45

TER COREGEM

Ter coragem Fala-se, no senso comum, que a coragem é atributo dos bravos, dos fortes, dos conquistadores. A imagem da coragem é sempre associada à figura masculina, vinculada, muitas vezes, à força, quando não à intemperança. Outras vezes, dizem-se corajosos aqueles que se aventuram em situações extremas, esportes radicais ou em atitudes perigosas, colocando a vida em risco desnecessariamente. Assim, habitualmente nasce a ideia de que pessoas corajosas são essas que enfrentam qualquer situação, que ultrapassam os seus limites ou que se expõem a perigos intensos. Contudo, frequentemente, isso que chamamos de coragem não passa de bravata, de destempero do próprio caráter ou, ainda, de atestado de insensatez e leviandade. Tudo travestido com o falso nome de coragem. É verdade que a coragem é um instrumento necessário para enfrentar situações difíceis ou para ultrapassar os próprios limites. Nessa linha de pensamento, há um imenso número de verdadeiros heróis da coragem, anônimos na nossa sociedade, enfrentando situações e ultrapassando limites. É necessária muita coragem para se manter honesto e correto, quando todos ao redor se alimentam da desonestidade e da vilania. É preciso ser corajoso para manter íntegros seus valores, quando seria mais fácil e cômodo agir de forma contrária. É sempre uma questão de coragem viver a vida optando pelo certo, pelo correto, ao invés de buscar as opções que seriam mais fáceis. E aplaudidas. Frequentemente, na vida, somos convidados a fazer nossas opções. Um dia, alguém nos chega oferecendo o consumo fácil de alguma droga, de uso corriqueiro no grupo em que estamos. Seria fácil dizer sim. Porém, corajoso será optar pela posição saudável do não, mesmo arcando com o afastamento de uns pretensos amigos. Em outro momento, alguém, no ambiente de trabalho, nos oferece o caminho perigoso do dinheiro fácil, burlando a legislação, adulterando documentos. Com certeza, seria vantajoso aceitar a oferta. É necessária muita coragem para se manter no ideal da honestidade e da moralidade. Assim, percebamos que todos temos oportunidade de desenvolver a coragem em nosso caráter. Tenhamos os ideais de vida, os valores no bem, o ideal de mundo que desejamos para os nossos filhos. Portanto, armemo-nos de coragem. Coragem para viver, dia após dia, abraçado àquilo que idealizamos. Coragem para enfrentar a dissimulação, o desequilíbrio, a insensatez de tantos que vivem com essas máscaras por covardia. Um dia, eles também, cansados das aparências, terão de enfrentar a si mesmos.

16/05/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:11

TEMPO PARA TUDO

TEMPO PARA TUDO Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria; tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar; tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora; tempo de rasgar e tempo de costurar; tempo de estar calado e tempo de falar; tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz. O livro de Eclesiastes, escrito pelo Rei Salomão, o homem mais rico e o mais sábio de sua época, nos apresenta uma profunda reflexão sobre a natureza dos tempos e das estações da vida. O verso 3, nos versículos 1 a 8, nos lembra que tudo no universo tem seu próprio tempo e propósito. Salomão, que conheceu o auge do poder e da riqueza, compreendeu que a vida é uma sucessão de momentos distintos, cada um com seu valor e importância. Ele nos ensina que não podemos controlar todos os aspectos da vida, mas podemos aprender a viver em harmonia com as mudanças inevitáveis. Há um tempo para cada experiência: para nascer e morrer, para plantar e colher, para chorar e rir. Esses versos nos incentivam a aceitar que as fases de nossa vida são naturais e necessárias para o nosso crescimento pessoal. O desafio é encontrar equilíbrio e sabedoria em cada estação, reconhecendo que tanto as vitórias quanto as perdas, as alegrias e as tristezas são parte essencial do caminho que percorremos. Ao aceitar a natureza cíclica dos tempos, aprendemos a viver com mais serenidade e gratidão. Pense nisso, mas pense agora.

15/05/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:24

CARTA DE DEUS

Carta de Deus Você já pensou ou imaginou em receber uma carta de Deus? Se Deus lhe escrever, o que será que ele teria para te dizer? Talvez a carta comece assim: “Olá! Como você acordou essa manhã? Eu observo e espero, pensando que você falaria comigo, mesmo que fossem apenas umas poucas palavras, para saber minha opinião sobre alguma coisa ou me agradecendo por algo de bom que lhe aconteceu ontem. Mas notei que você estava muito ocupado, tentando encontrar uma roupa que ficasse bem em você para ir ao trabalho. Então, eu esperei outra vez. Quando você andou pela casa, de um lado para o outro, já arrumado para sair, eu estava ali. Eu vi quando você foi para o trabalho e esperei pacientemente o dia inteiro. Com todas as suas atividades, achei que você estaria realmente muito ocupado para dizer alguma coisa. Notei que, antes do almoço, enquanto esperava a refeição, você olhou ao redor, mas ainda não foi dessa vez. Talvez se sinta um pouco sem jeito ou com vergonha de falar comigo em público. O dia ainda não havia acabado, e eu tinha esperança de que você falasse comigo hoje. Você foi para casa e parecia que tinha muitas coisas para fazer. Depois que terminou algumas delas, você ligou a televisão e gastou bastante tempo em frente à TV. Enfim, chegou a hora de ir para a cama. Pensei que, naquele momento, você se lembraria de mim, ao menos para agradecer o dia que passou. Mas você devia estar muito cansado. Depois que disse boa-noite para sua família, pulou na cama e dormiu rapidamente. Bom, amanhã você vai se levantar outra vez para um novo dia. E, mais uma vez, eu o esperarei. Tenham um bom dia. Seu amigo, sempre presente, Deus.” Essa história tocante nos lembra da constante presença de Deus em nossas vidas, mesmo quando estamos imersos em nossas rotinas diárias. Quantas vezes passamos o dia inteiro sem pensar em agradecer ou conversar com Ele, que sempre está à nossa espera, cheio de amor e paciência? Talvez esperemos encontrar um tempo para esse diálogo tão essencial, que traga paz e direção às nossas vidas. Pense nisso, mas pense agora.

14/05/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:21

Á ARVORE CONFUSA

A Árvore Confusa Havia, na Índia, um belo jardim cheio de árvores, flores e arbustos. Todos viviam em harmonia e felizes, exceto por uma árvore que era muito triste. Ela era única de sua espécie nesse jardim. Nunca tinha dado flores ou frutos e, por essa razão, se sentia frustrada. Ela não sabia quem era, nem o seu propósito no jardim. As outras árvores tentavam encorajá-la, dizendo: — Por que você não tenta dar mangas, assim como eu? — falou a mangueira. — Bobagem! Você deveria dar rosas, assim como eu! — falou a roseira. Esses comentários só faziam aumentar a frustração e a tristeza da árvore, que não sabia quem era. Um dia, chegou ao jardim, no início de uma noite quente, uma coruja muito velha. Ela se sentou no galho da árvore confusa e ouviu um choro triste e sofocado. — Por que está chorando? — perguntou a coruja. — Ah, eu não sirvo para nada. Não produzo frutos ou flores e não consigo ser como as outras árvores. — Não se preocupe. Esse seu problema é muito mais comum do que você imagina. Pare de olhar para as outras árvores e olhe para si mesma. Dentro de si mesma, encontrará a sua vocação. — Como assim? Eu não entendo. — Você não dará mangas, porque não é uma mangueira, nem rosas, porque não é uma roseira. Olhe a grande quantidade de pássaros que fazem ninhos em seus galhos. Veja o seu tamanho majestoso. Observe as pessoas que se sentam à sua sombra para descansar ou fazer um piquenique. Você nasceu para ser grande e abrigar a todos que desejam descanso e proteção. Você é um carvalho. Uma alegria imensa tomou conta da grande árvore. Ela se sentiu forte e segura de si mesma. Agora, ela sabia o que era e qual era a sua missão. Deste dia em diante, todo o jardim ficou completamente feliz. Esse conto nos ensina que, muitas vezes, nos sentimos perdidos ao tentar nos comparar com os outros. No entanto, cada um de nós tem um propósito único. E é ao olhar para dentro de si que encontramos nosso verdadeiro valor. Assim como o carvalho, precisamos reconhecer nossas próprias qualidades e a importância do papel que desempenhamos, independentemente das expectativas alheias. Pense nisso. Mas pense agora.

13/05/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:31

AMIGOS

Amigas, você já parou para pensar no que é necessário para que uma amizade se solidifique e se torne profunda? Falando de várias experiências, alguns afirmam que foram momentos de grande dor que fizeram com que as pessoas descobrissem e firmassem uma sólida amizade. A chave, portanto, seria passar por um grave problema juntos. Outros, contudo, falam de coisas pequenas que se somam no tempo, acrescentando, a cada ano, mais uma pedra preciosa ao relacionamento. Neste último caso, identifico a história de Harry e Lawrence, primos em primeiro grau. Nascendo com a diferença de seis meses e separados apenas por poucas quadras, desde a mais tenra idade conviveram. Descobriram que eram muito parecidos. Falavam, gostavam e pensavam de forma muito semelhante. Quando ambos tinham em torno de cinco anos, Lawrence foi para a festa de aniversário do primo. Era mais uma grande reunião de família, onde se misturavam primos, tias e sobrinhos. Harry ganhou de um dos convidados uma maravilhosa coleção de soldadinhos de chumbo, pintados com cores vivas e, aos olhos da criançada, pareciam reais. O aniversariante os pegou e mostrou a todos com orgulho. Na hora da saída, Lawrence enfiou todos os soldadinhos no bolso da calça. Eram tão lindos que ele os desejou para si. Fingindo naturalidade, foi saindo de fininho para a porta. Mas o que ele não sabia é que o bolso da calça estava furado, e os soldadinhos caíram com estardalhaço no chão. Naquele instante, os adultos se viraram todos para o pequeno, com um olhar de acusadores. Até a mãe falou “o que você fez?”, só com um olhar. O garoto se sentiu acuado. Tinha vontade de sair correndo e fugir. “Foi o pior momento de sua vida”, lembra Lawrence, hoje com mais de 70 anos. Então, o primo Harry foi socorrê-lo, se colocando ao lado dele e, com segurança, falou em voz alta e clara: “Eu dei os soldadinhos para ele.” E são amigos até hoje. Mesmo que, crescidos, tenham seguido caminhos diferentes, prosseguiram a cultivar esse sentimento maravilhoso que nos faz florescer e que se chama amizade. A amizade sincera é um oásis de repouso para o caminheiro da vida, na sua jornada de aperfeiçoamento. A amizade leal é a mais formosa modalidade do amor fraterno, que santifica os impulsos do coração. Quem sabe ser amigo verdadeiro é, sempre, o emissário da aventura e da paz. Pense nisso. Ter amizade é ter coração que ama e esclarece, que compreende e perdoa nas horas mais amargas da vida.

12/05/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:11

NUNCA FUJA DA VIDA

Nunca fuja da vida. Quando Hitler invadiu a Polônia e iniciou a perseguição aos judeus, uma jovem e sua família viveram, por alguns meses, escondidos em um porão. Descobertos, foram separados, e ela nunca mais viu seus pais ou teve notícias de seus irmãos. No campo de concentração onde foi colocada, ela suportou os maiores horrores. A comida era pouca, o tratamento, rude. As companheiras enlouqueciam, eram mortas ou se matavam. Durante uma entrevista, um repórter perguntou se ela nunca pensara em se matar. “Sim”, respondeu, “mais de uma vez. Quando o frio era muito grande, quando a fome parecia me devorar e eu não via perspectiva de salvação. Mas, nesses momentos, eu lembrava de meu pai. Logo que fomos para o porão nos ocultar dos nazistas, ele me disse: ‘Filha, aconteça o que acontecer, nunca fuja da vida. Resista até o fim.’” Quando os aliados foram vitoriosos, aquela jovem e mais algumas mulheres foram encontradas em um campo de concentração, desnutridas; algumas sequer podiam se erguer, tal era o estado. Ela mesma confessa que tinha dificuldades para andar, pesava 30 e poucos quilos somente e não tomava banho há três anos. Então, um oficial americano se aproximou dela e a tomou nos braços, carregando-a até um caminhão. Durante o trajeto, ele foi lhe dizendo que ficasse calma, que tudo daria certo, que ela receberia o socorro necessário. Cinquenta e oito anos depois, frente às câmeras, ela e o marido mostravam a alegria de sua união. O marido não era outro senão o jovem oficial americano que a encontrou magra, suja, desnutrida e a carregou nos braços. Naquele dia, ela não somente teve a sua vida salva, sendo resgatada de uma situação de penúria, como encontrou o seu grande amor. Deus tem mesmo inimagináveis caminhos para dar a vitória àqueles que acreditam e cultivam o dom mais lindo de todos: a vida. Se os dias lhe parecem demasiado pesados, carregados de problemas, dores e sofrimento, não desista de lutar. Se você está a ponto de abandonar tudo, espere um pouco. Aguarde o amanhecer, espere o dia passar e deixe o sol retornar outra vez. Quando você menos espera, o socorro chega, a situação se modifica, o problema alcança solução. Nem todo amanhecer é como imaginamos, e, às vezes, a dor da batalha e as aflições transmitem a sensação de que não terá mais jeito e de que não há luz no fim do túnel. Mas, para aqueles que insistem e acreditam, sempre haverá um plano de Deus para a solução, para a paz e para a felicidade. Acredite que boas coisas acontecem mesmo quando nos deparamos com coisas ruins. Procure sorrir sempre, mesmo diante das dificuldades, e também não se envergonhe das lágrimas diante da necessidade. Chore, sofra, mas lute para vencer, sem deixar o cansaço derrotar, nem o desânimo ou o preconceito dominar. Ser frágil não significa ser fraco. Significa, acima de tudo, ver e entender a realidade a partir da sua perspectiva e lutar com todas as forças que tem. Não se esqueça: o amor de Deus nunca falha. Aguarde. Pense nisso, mas pense agora.

11/05/2026 06:30 | DURAÇÃO 5:02

O DIA QUE EU PAREI DE DIZER ANDA LOGO

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09/05/2026 06:30 | DURAÇÃO 6:35

TUDO VAI FICAR BEM

Let It Be é o 13º e último álbum do grupo inglês The Beatles. Foi gravado entre janeiro de 1969 e março/abril de 1970 e lançado em 8 de maio de 1970. Inicialmente, o nome previsto para o álbum era outro, mas acabou sendo o mesmo nome da balada composta por Paul McCartney. Paul a escreveu em homenagem à sua mãe, Mary McCartney, vítima de câncer de mama, quando ele tinha 14 anos de idade. À época, a morte da mãe o abalara profundamente. Conta Paul que, certa noite, sonhou com a mãe vindo em sua direção e lhe dizendo “Let It Be”, algo como “deixa estar” ou “vai ficar tudo bem”. Quando acordou, já estava com a melodia da música na cabeça, e os versos foram brotando. “Quando eu me encontro em tempos difíceis, Mãe Maria vem para mim, falando palavras de sabedoria: vai ficar tudo bem. E, nas minhas horas de escuridão, ela está em pé bem na minha frente, falando palavras de sabedoria, sussurrando palavras de sabedoria: vai ficar tudo bem. E, quando as pessoas de coração partido, morando no mundo, concordarem, haverá uma resposta: vai ficar tudo bem. Pois, embora possam estar separados, há ainda uma chance de que eles verão. Haverá uma resposta: vai ficar tudo bem. E, quando a noite está nublada, há ainda uma luz que brilha em mim. Brilha até amanhã: vai ficar tudo bem. Eu acordo ao som da música. Mãe Maria vem para mim. Não haverá tristeza. Vai ficar tudo bem.” Os versos traduzem a alegria. Alegria ante a constatação de que a mãe vive a imortalidade do espírito e, de onde quer que esteja, nesse imenso universo de Deus, vem ao encontro do filho quando as dificuldades se fazem maiores, quando as dores se tornam superlativas. É o atestado do amor materno, que jamais abandona os seus filhos, sublimando-se no sentimento de amar incondicionalmente. Muitos filhos, como Paul McCartney, detectam essa presença generosa. Outros podem nem perceber, nem se dar conta. Mas mãe é essa criatura especial que vela sempre, que faz da vida do filho a sua própria, que renuncia aos seus prazeres e necessidades para suprir o que carece ao filho. Também é uma canção de esperança. Esperança de que, um dia, todos possam perceber essa realidade. Tudo é passageiro na Terra. Tudo passa. A morte separa as pessoas fisicamente, mas ninguém pode separar espíritos que se amam, porque o amor é indestrutível. Tudo vence: vence o tempo, vence as fronteiras da morte, brilha na imortalidade. E, para amenizar a saudade da ausência física, nas asas do sono os seres se encontram: uns ainda prisioneiros na carne, outros já libertos no mundo espiritual. E, enquanto as horas do sono se fazem reparadoras para o corpo cansado, o espírito sonha nos campos espirituais. Finalmente, depois dos dias de separação, dos anos de paciente espera, o grande reencontro das almas se faz. Pensemos nisso e não nos permitamos o mergulho no poço da depressão. Nossos amores vivem, e a dor que nos castiga agora vai passar. Tudo vai ficar bem, logo mais. Pense nisso. Mas pense agora.

08/05/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:22

A VIDA QUE NOS É DADA

A vida que nos é dada. Um dia, com a permissão de Deus, chegamos a este mundo. Alguns de nós fomos intensamente aguardados e com grande alegria recebidos pela nossa família. Meses de confecção do enxoval, preparação do berço, até um quarto especial, todo decorado para nos receber. Outros, muitos de nós, não tivemos tudo isso. Mas, independente das diferenças em relação ao nosso passado, o que podemos construir hoje pode fazer toda a diferença. O essencial é lembrar que, apesar das adversidades, chegamos a este mundo. Fomos acalentados, alimentados por alguém, e aqui estamos. Temos a oportunidade de escrever a nossa história, não só como filhos, mas também na posição de pais. Pais conscientes aguardam o passar dos meses da gestação e pensam nos mínimos detalhes para bem receber o filho amado. Passam, por vezes, por conflitos pessoais. Se perguntam: “E agora? Tudo novo? Como será?” Reconhecem a imensa responsabilidade que têm no cuidado e educação da criança. Mas aqueles que confessam uma fé optam por buscar, no ser supremo, a ajuda para que possam desempenhar bem a missão. Pais amorosos e comprometidos são aqueles que conduzem os filhos na seara do bem, através de conselhos e exemplos. Que nós, pais e mães, homens e mulheres, possamos, de fato, auxiliar os nossos filhos, levando-os ao crescimento individual. Que tenhamos sabedoria em oferecer os conselhos para as melhores decisões. Que nunca esqueçamos do nosso dever de educar, amparar, proteger, jamais sufocar os seus anseios e os seus ideais. Que nossas atitudes possam inspirar os nossos filhos a viver o amor: a si mesmo, ao próximo, à natureza. Que possamos despertá-los a cuidar do corpo, mas também do emocional e espiritual. Desde o momento em que entramos neste mundo, todos temos a oportunidade de nos aprimorar. Os nossos pais tiveram um papel essencial, especialmente em nossos primeiros anos. Foram eles que nos conduziram pela jornada do progresso, que nos exemplificaram as boas ações, o bem viver. Hoje, como pai e mãe, temos o privilégio de imprimir nos nossos filhos uma versão melhor que a nossa. É responsabilidade dos pais observar os filhos, corrigi-los e também ajudá-los a detectar e preservar as virtudes. Que sejamos gratos, sobretudo, a Deus e aos nossos pais, que nos permitiram abrir os olhos e nos prepararam para este mundo. Aproveitemos a vida que nos é dada em mais este dia. Pense nisso, mas pense agora.

07/05/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:08

QUANTO VALE SER UMA PESSOA SABIA?

Quanto vale ser uma pessoa sábia? Certa vez, uma moça simples, órfã, ainda jovem, criada por seu primo Mardokeu, ouviu falar que o rei estava à procura de uma nova rainha. Por sua vez, a primeira havia desobedecido as ordens dele e sido banida do palácio. Ela, mais que depressa, começou a se preparar. Recebeu alguns meses para isso e usou, prontamente, perfumes de mirra, entre outras iguarias da época. Quando chegou o dia de conhecer o rei, a moça, que se chamava Ster, entre tantas outras mulheres, foi a escolhida. Encantou seu futuro marido com sua beleza, doçura e sorriso. Ela se tornou a nova rainha, ganhando muito mais do que havia sonhado. Essa moça, tempo depois, resolveu um grande problema, salvou o seu povo, que estava prometido de morrer, que iniciou com seu primo. Ele recusou de se curvar perante uma autoridade, chamado Hamam, que ficou irado e foi pedir permissão para o rei, informou que queria matar todo o povo judeu. O rei Açueiro, esposo de Ester, concedeu o pedido. Ester, sabendo disso, agiu com muita sabedoria, pediu permissão para entrar na presença do rei e, com sua delicadeza e humildade, pediu para que ele não matasse esse povo, no qual era considerado sua família, onde ela cresceu. O rei concedeu e admirou a coragem de sua esposa, pois, na época, as esposas só podiam entrar na presença do marido com a ordem dele. Ester se tornou referência para outras pessoas, inclusive hoje tem um capítulo todo no livro mais lido do mundo. Afinal, como tal pôde ser tão corajosa? Esther sabia o que queria. Ela sabia sua identidade. Amava a si mesma com todo seu coração. Sabia também que seu sucesso era cuidar do seu esposo, de forma gentil, de sua família e do seu povo. Uma mulher sábia, que se tornou inesquecível. Mas quanto vale ser uma pessoa sábia? Vale saber que sua felicidade está nos detalhes, no sentir, no falar, no agir e, principalmente, no amor por si mesma. A lição de hoje é para você: se cuide. Tire um tempo para si. Leia bons livros. Faça atividade física. Medite. Cante. Dança. Viaje. Compre as melhores roupas e divirta-se. Essa pessoa sempre vai contagiar a todos que estão ao redor. Não espere. Pense nisso. Mas pense agora.

06/05/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:39

INGREDIENTES PARA O EXITO

INGREDIENTES PARA O ÊXITO Todos desejamos ter êxito em nossas vidas. Queremos alcançar os melhores resultados possíveis. E isso está ao nosso alcance. Basta estarmos atentos às oportunidades que nos surgem no caminho diário, na vontade e disposição de realizar ações que nos permitam construir a trajetória exitosa. Podemos deixar no passado os sentimentos e pensamentos negativos que nos perturbam. Se cometemos erros, que nos sirvam como aprendizado para não errarmos de novo. Seja nosso o propósito de não cair nos mesmos equívocos. Cada superação se constitui em degrau acima em nossa ascensão. Salientemos as qualidades nossas e do nosso próximo e esqueçamos os defeitos. As qualidades podem nos possibilitar boas ações. Os defeitos devem ser analisados para que possamos ir transformando-os em virtudes. Mobilizemos nossos pensamentos na construção de uma vida nova. Busquemos aprender sempre. Os novos conhecimentos nos permitirão ampliar nossa compreensão e agir com maior segurança. Fortaleçamos o recurso da simpatia. Ela nos permitirá viver de forma mais harmoniosa e nos aproximará das pessoas. Acostumemo-nos a sorrir. Um sorriso alegre ao dia. Podemos oferecer sorrisos sem qualquer custo no transcorrer das horas. Melhoremos nosso vocabulário. As boas palavras podem ser poderosos recursos de auxílio ao próximo. Uma palavra de incentivo e de esperança pode mudar a vida de alguém. Saibamos usar nossas palavras para o progresso e a transformação positiva ao nosso redor. Criemos a disposição da escutatória. Importante é saber ouvir. Quem se encontra em um momento de aflição muitas vezes quer apenas compartilhar sua dor. Cedamos algum tempo para ouvir quem precisa dizer das suas dores e dos seus desconfortos, criando um vínculo de amorosidade que a aconchega e a acalenta. Valorizemos a ação das pessoas que estão ao nosso redor. Significa a gratidão reconhecer as boas iniciativas praticadas por quem nos beneficia. Saibamos desenvolver o reconhecimento das potencialidades daqueles que caminham pelas nossas mesmas estradas. Abençoemos a vida. Saibamos ser gratos por viver mais um dia, mesmo quando as dificuldades surgem. Saibamos também agradecer as bênçãos do sol, da chuva, do ar que respiramos. Se conseguirmos desenvolver esses recursos, com certeza melhoraremos nossas vidas e conseguiremos contribuir para a melhoria daqueles que estão ao nosso redor. O êxito verdadeiro vem das conquistas íntimas. O desenvolvimento desses recursos se faz ferramenta de transformação moral. O próprio tempo é um grande recurso de que devemos nos servir da melhor forma: viver o presente sem perder a vida, sem perder tempo com aflições do passado, que geram mágoas e ressentimentos. Pensemos no futuro com proposições de sermos melhores, com desejos de construir o bem. Desenvolvamos novos recursos íntimos. Potencializemos nossas conquistas. Comecemos no hoje, no agora. Pensem nisso, mas pense agora.

05/05/2026 06:30 | DURAÇÃO 5:01

COMPARAÇÕES

Comparações Você tem o costume de se comparar com alguém? Escute a história sobre o Jardim do Rei. Certa vez, o Rei foi visitar o seu jardim e ficou surpreso com o que viu. O jardim estava murcho, as árvores estavam secas e as flores não brotavam. Imediatamente, ele chamou o jardineiro, que também não soube explicar o porquê de o jardim estar da maneira que estava. Ele explicou que estava irrigando, adubando, podando e cuidando da melhor maneira, mas não adiantava. Então, o rei resolveu perguntar às plantas o que estava acontecendo e, para sua surpresa, elas responderam. O carvalho estava triste porque não era tão alto quanto o pinheiro. O pinheiro estava triste porque não produzia uvas como a parreira. A parreira queria produzir flores como a roseira. E a roseira queria ser uma árvore como o carvalho. Somente um pé de amor-perfeito estava belo e florido. Intrigado com tudo aquilo, o rei foi falar com o amor-perfeito, que respondeu: “Como posso querer ser alguém além de mim mesmo? Somente tento ser o melhor que posso ser a cada dia.” Essa história de hoje nos ensina a importância de se aceitar e reconhecer as suas próprias qualidades. Nessa história, o jardim pode ser interpretado como uma metáfora da vida humana, onde cada planta representa um indivíduo com características próprias. O rei percebeu a tristeza e a insatisfação de suas plantas e perguntou a elas o que estava acontecendo. Ele entendeu as inquietações delas, mas somente quando falou com o amor-perfeito, aprendeu uma lição valiosa. O amor-perfeito representa a autenticidade e a integridade do eu. Ele não aspira a ser outra planta, mas se esforça para ser o melhor em sua própria natureza. É preciso cultivar a autoaceitação e a gratidão pelas próprias características e conquistas. Assim como o amor-perfeito, devemos buscar a autenticidade e nos valorizar, ao invés de nos confundir, comparando-nos constantemente com os outros. A verdadeira beleza e contentamento vêm de aceitar e prosperar em nossa própria essência. Uma pensadora disse, certa vez, que a comparação é a mãe da insatisfação, e a insatisfação é o parente mais próximo do fracasso. Outro do ser humano: é hora de olhar para si apenas. O quanto já evoluiu do eu do passado? E quanto pretende evoluir para ser o eu do futuro? Não se compare. Cada um tem uma jornada, um ponto de partida e uma linha de chegada. Não é uma corrida. Viva a sua vida enxergando a maravilha da singularidade. Você não precisa ser o carvalho almejando ser o pinheiro. Seja como o amor-perfeito: único e feliz por ser quem é e ter o que tem. Pense nisso, mas pense agora.

04/05/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:16

ACOLHIMENTO QUE ARREBATA

Acolhimento que arrebata Francisco de Assis, em seu tempo, revolucionou ideias e inaugurou parâmetros de comportamento. Tinha uma forma toda especial de tratar com os desertados da sorte, os pobres, os equivocados. Conta-se que, certa feita, três ladrões que viviam atormentando a cidade de Monte Casale foram pedir comida a Freangelo. Ciente de quem eram e dos danos que poderiam provocar, ele os afugentou. Tão logo se fez a oportunidade, tudo narrou a Francisco, confiante de que receberia agradecimentos pelo que fizera. No entanto, Francisco de imediato não concordou com essa atitude, pois não condizia com a proposta de amor dos evangelhos e com os exemplos do mestre, Jesus. Chamando os frades, a todos determinou outro padrão de tratamento para com os irmãos ladrões. Disse-lhes que, caso tornassem a encontrá-los, deveriam ter para com eles um procedimento diferente do comum das pessoas. Propôs, então, que os frades adentrassem a floresta, onde costumavam se esconder os malfeitores, levando alimento e uma toalha, oferecendo a refeição, mais ou menos nos seguintes termos: Irmãos ladrões, venham comer. Não precisam assaltar as pessoas. E, quando assaltarem, por favor, não batam nelas. O ritual deveria ser repetido dia após dia e, finalmente, quando conseguissem a presença dos ladrões para a refeição, deveriam aproveitar para lhes falar de outra forma: Irmãos ladrões, não seria melhor que vocês trabalhassem em vez de roubar? Podemos ajudá-los? Arrumar alguma ocupação? Que tal? A proposta de acolhimento e regeneração, nessa aproximação gradativa e singela, feita de forma sincera e interessada, acabou por convencer alguns dos ladrões a modificarem a sua vida, aderindo à proposta de amor e fraternidade pregada e vivenciada por Francisco. É possível que, nos dias atuais, com tanta violência vigorando e a criminalidade alcançando patamares inimagináveis, nenhum cidadão se sinta seguro a qualquer hora do dia ou da noite, nas ruas, nem em sua casa ou em seu local de trabalho. Por isso mesmo, dificilmente buscaria um diálogo com malfeitores de qualquer ordem, até mesmo por temor à sua própria vida, pela sua integridade física. Mas o exemplo vivenciado pelos frades, sob a batuta de amor de Francisco, pode nos servir para meditarmos a respeito de novas fórmulas de tratarmos com os que qualificamos de malfeitores ou criminosos. Uma proposta de regeneração, de reeducação, iniciando pela conquista através da pedagogia do acolhimento. Também uma maneira de nos conduzir a reflexões sobre nossa própria forma de tratar os malfeitores da nossa paz: os que nos causam problemas, levantam calúnias, estabelecem obstáculos na harmonia das nossas vidas. Como poderíamos interagir de forma positiva com eles? Talvez iniciando por não estabelecer sintonia com sua maldade. Depois, vibrando de forma diversa, endereçando-lhes, como resposta às suas agressões, o desejo de que se reabilitem, que se deem conta do desastre que estão causando para si mesmos. Que, quem semeia ventos colhe tempestades, já sentencia o provérbio popular. Com certeza, essa nossa mudança de comportamento nos conduziria a melhores dias, a horas mais harmônicas e produtivas. Pensemos nisso. Tentemos a proposta franciscana.

02/05/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:46

O ZELADOR DA FONTE

O Zelador da Fonte Conta uma lenda austríaca que, em determinado povoado, havia um pacato habitante da floresta que foi contratado pelo conselho municipal para cuidar das piscinas que guarneciam a fonte de água da comunidade. O cavaleiro, com silenciosa regularidade, inspecionava as colinas, retirava folhas e galhos secos, limpava o limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de água fresca. Ninguém lhe observava as longas horas de caminhada ao redor das colinas, nem o esforço para a retirada de entúrios. Aos poucos, o povoado começou a atrair turistas. Cisnes graciosos passaram a nadar pela água cristalina. Rodas d'água de várias empresas da região começaram a girar dia e noite. As plantações eram naturalmente irrigadas. A paisagem triste dos restaurantes era de uma beleza extraordinária. Os anos foram passando. Certo dia, o Conselho da Cidade se reuniu, como fazia semestralmente. Um dos membros do Conselho resolveu inspecionar o orçamento e colocou os olhos no salário pago ao zelador da fonte. De imediato, alertou aos demais e fez um longo discurso a respeito de como aquele velho estava sendo pago a âmbito, pela cidade. E para quê? O que é que ele fazia, afinal? Era um estranho guarda da reserva florestal, sem utilidade alguma. Seu discurso a todos convenceu. O Conselho Municipal dispensou o trabalho do zelador da fonte de imediato. Nas semanas seguintes, nada de novo. Mas, no outono, as árvores começaram a perder as folhas. Pequenos galhos caíam nas piscinas formadas pelas nascentes. Certa tarde, alguém notou uma coloração meio amarelada na fonte. Dois dias depois, a água estava escura. Mais uma semana, e uma película de lodo cobria toda a superfície ao longo das margens. O mau cheiro começou a exalar. Os cisnes emigraram para outras bandas. As rodas d'água começaram a girar lentamente. Depois, pararam. Os turistas abandonaram o local. A enfermidade chegou ao povoado. O conselho municipal tornou a se reunir em sessão extraordinária e reconheceu o erro grosseiro cometido. Imediatamente, tratou de novamente contratar o zelador da fonte. Algumas semanas depois, as águas do rio da vida começaram a clarear. As rodas d'água voltaram a funcionar. Voltaram os cisnes, e a vida foi retomando o seu curso. Assim como o conselho da pequena cidade, somos muitos de nós que não consideramos determinados servidores. Aqueles que se desdobram todos os dias para que o pão chegue à nossa mesa, para que o mercado tenha as prateleiras abarrotadas, os corredores do hospital e da escola se mantenham limpos. Há quem limpe as ruas, recolha o lixo, dirija o ônibus, abra os portões da empresa. Servidores anônimos; quase sempre passamos por eles sem vê-los. Mas, sem seu trabalho, o nosso não poderia ser realizado, ou a vida seria inviável. O mundo é uma gigantesca empresa, onde cada um tem uma tarefa específica, mas indispensável. Se alguém não executar o seu papel, o todo perecerá. Dependemos uns dos outros, para viver, para trabalhar, para ser felizes. Pensem nisso, mas pense agora.

01/05/2026 06:30 | DURAÇÃO 5:16

O VALOR DE UM ABRAÇO

O VALOR DE UM ABRAÇO Cansado de mais um dia árduo de trabalho, um feirante sentou-se à beira da calçada onde sua banca de legumes ficava. Pensativo por não ter vendido o suficiente naquela semana e exausto da sua rotina, resolveu fechar seus olhos e pedir aos céus que lhe desse forças para continuar. Ao voltar para casa, foi recebido com um prolongado abraço do seu filho, que saiu contando do seu dia na escola. E, quando a noite se encerrou, o feirante se deu conta de como o abraço do seu filho trouxe alívio e esperança de dias melhores. Todos os dias, levantamos cedo e vamos trabalhar. Enfrentamos as dificuldades, os desafios. Superamos obstáculos, buscamos nossos objetivos, nos dedicamos, nos esforçamos e sacrificamos momentos preciosos com as pessoas que amamos. E nem sempre as coisas saem como planejamos, não ganhamos o suficiente para viver como queríamos, não economizamos o necessário, nem sempre temos tempo, energia, disposição para tentar mais uma vez. Cansados, não damos atenção a nossos familiares, que esperaram ansiosos pelo nosso retorno. E, no outro dia, estamos outra vez correndo atrás do material e, muitas das vezes, não vemos esboço de felicidade, não nos sentimos motivados ou esperançosos com o futuro. Contudo, a vida tem uma maneira especial de nos surpreender, de nos fazer recarregar as energias, de nos dar o combustível. O combustível que precisamos para continuar. E esse combustível é o amor. O amor é capaz de transformar a dor em alegria, a tristeza em esperança, o medo em coragem. O amor é capaz de curar as feridas, de renovar as energias, de iluminar as trevas. O amor pode ser encontrado nas coisas mais simples da vida, nas pequenas atitudes, nos gestos cotidianos, em um olhar, um sorriso, em um abraço. O abraço é uma das formas mais puras e sinceras de recarregar as energias. É uma forma de dizer: eu estou aqui, eu me importo, eu te apoio. É a forma mais singela de dizer: eu te amo. Aproxime-se mais das pessoas que você ama. Tente sentir do que um abraço é capaz de fazer com a nossa alma. Quando bem apertado, ele ampara tristezas, combate incertezas, diminui o medo, divide alegrias e ternuras. Um abraço pode fazer milagres na vida. Aliviar o cansaço, acalmar o coração, tranquilizar a mente, fortalecer a autoestima, aumentar a confiança, melhorar o humor. Não deixe de dar e receber abraços sempre que puder. Não deixe de expressar o seu amor através dos seus braços. Não deixe de sentir o amor através do seu peito. Lembre-se: um abraço pode mudar o seu dia e o dia de alguém. Um abraço pode mudar a sua vida e a vida dos outros. Um abraço pode mudar o mundo. Então, abra os seus braços e abrace. Abra o seu coração e sinta. Abra a sua mente. E perceba o valor de um abraço. Pense nisso, mas pense agora.

30/04/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:39

FOLHA DE PAPEL

A confiança é a base de qualquer relacionamento, seja pessoal ou profissional. É ela que nos permite abrir nossos corações e mentes para os outros, compartilhar nossos sentimentos, nossos sonhos, nossos medos. É o que nos faz sentir seguros, respeitados, valorizados. Mas o que acontece quando essa confiança é quebrada? Quando alguém nos trai, mente, nos decepciona? Como podemos lidar com essa situação? Como podemos recuperar a confiança perdida? Pegue uma folha de papel e amasse bem. Agora tente desamassar e deixar a folha lisa novamente. Conseguiram? Provavelmente. A folha ficou cheia de marcas, de dobras, de rugas. Ela nunca mais será a mesma. Assim é a confiança. Quando alguém nos machuca, nos fere, nos magoa, a confiança fica amassada. Ela nunca mais será a mesma. Podemos até tentar consertar, perdoar, esquecer, mas as marcas ficam lá, nos lembrando do que aconteceu, e isso afeta a forma como nos relacionamos com as outras pessoas, como nos vemos e como vemos o mundo. Mas então, o que devemos fazer? Devemos desistir da confiança? Devemos nos fechar para os outros? Devemos viver com medo de sermos feridos novamente? Claro que não. A confiança é essencial para a nossa felicidade, para o nosso crescimento e para o nosso sucesso. Não podemos deixar que uma experiência ruim nos impeça de confiar novamente. Mas como podemos restaurar a confiança? Como podemos voltar a acreditar nas pessoas ou em nós mesmos? Não há uma resposta fácil para isso. Cada caso é um caso. Cada pessoa é uma pessoa. Mas podemos trabalhar nossos sentimentos e educar as nossas emoções. E o primeiro passo para a cura é: Não negue. Não minimize. Não ignore o que aconteceu. Encare a realidade. Admita que você foi ferido, que você se sentiu traído, que você perdeu a confiança. Isso é importante para se libertar da culpa, da raiva, da mágoa. Isso é importante para você se curar. Não se isole. Nem se feche. Compartilhe seus sentimentos com alguém de confiança, que possa te ouvir, te apoiar, te compreender, fazer sentir acolhido, respeitado, valorizado. Desabafa. Falar lava a alma. A confiança é como uma folha de papel, quando amassado, nunca mais será o mesmo. Mas isso não significa que ela não possa ser usada novamente. Podemos transformar essa folha em um aviãozinho, em um barquinho, em um origami. Podemos transformar essa folha em uma obra de arte, em uma mensagem de amor, em um bilhete de esperança. Podemos transformar essa folha em algo novo, algo melhor, algo mais bonito. Podemos transformar essa dor em uma lição, em uma oportunidade, em um desafio. Transformar essa dor em crescimento, em superação, em uma vitória. Por isso, não desista de mais. De confiar. Não desista de acreditar na bondade do próximo, de confiar na vida e, principalmente, confiar em si mesmo. A confiança é o que nos move, o que nos inspira, o que nos faz felizes. A confiança é o que nos torna humanos. Pense nisso, mas pense agora.

29/04/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:54

PREOCUPAÇÃO

Preocupação Há um oponente que nos persegue a todo instante, surrupiando nossa paz interior, impedindo-nos de viver o agora. Ele nos persegue implacavelmente, nos ataca incansavelmente, comprometendo até nossa saúde, nos angustiando e arrancando de nós o maior presente da vida: a felicidade do aqui e agora. Com ele, não conseguimos aproveitar as coisas simples e até grandiosas da vida. Deixamos de vibrar por algo e damos lugar a um medo. Esse inimigo é a preocupação. Palavra originalizada do latim Preocupazione, que significa preocupação. E quantas vezes não estamos preocupados previamente pelas diversas ocasiões? Por elas somos bombardeados desde que acordamos e, às vezes, é o motivo de nem dormirmos. A preocupação com o amanhã nos assusta mais do que deixar de viver o hoje. E, às vezes, essas aflições são diversas. Por vezes, são as questões financeiras, contas e dívidas que parecem não ter fim; as demandas do trabalho e o futuro na carreira; ainda a família, amigos e pessoas que estão em conflitos; a saúde; e, ainda, situações globais, como doenças e pandemias. Você consegue pensar, lembrar do que te traz aflições? O que tem te deixado angustiado? Quais são as situações da sua vida que lhe geram preocupação? O que tira a sua paz? O mestre Jesus, quando passou aqui na Terra, instruiu a não nos preocuparmos com o amanhã, pois basta a cada dia o seu mal, o seu leão por dia. O Nazareno ainda nos orienta a observarmos as aves do céu, pois, quando olhamos para elas, percebemos que não semeiam nem colhem e, mesmo assim, nada lhes falta, pois o Criador cuida delas. Elas não se preocupam com a comida de amanhã, apenas vivem o hoje. Um líder budista disse, certa vez, que só existem dois dias do ano em que não podemos fazer nada: um se chama ontem e o outro, amanhã. Talvez você esteja deixando de viver momentos preso na preocupação do dia que ainda nem chegou, do problema que nem aconteceu, da falta que não surgiu, do imprevisto que nem aconteceu. O poeta William Shakespeare explanou que é possível perder-se a vida quando a pretendemos resgatar à custa de demasiadas preocupações. O que tira a sua energia? Quais preocupações tiram a sua paz? O que você pode fazer sobre elas? Às vezes, a melhor saída é viver o agora, crendo que o amanhã será melhor. Pense nisso, mas pense agora.

28/04/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:01

O SILENCIO É OURO

O silêncio é ouro. Creio que todos já ouvimos o provérbio que diz que a palavra é prata e o silêncio é ouro. Mas poucos conseguem, de fato, colocar essa sabedoria de vida na prática cotidiana. Infelizmente, existe um equívoco em pensar que ficar calado, em determinadas situações, é uma covardia, insegurança e falta de posicionamento. Mas o silêncio é, na verdade, uma atitude necessária e importante. Muitas situações se resolvem de modo mais construtivo e pacífico quando fazemos alguns segundos de silêncio, ao invés de discutir, criticar ou agredir verbalmente. No silêncio, é possível acalmar os ânimos, refletir com o corpo, com calma, e observar os fatos e situações com lucidez, tomando decisões com acerto. O destempero das palavras tem causado inúmeros problemas. Uma palavra, depois de proferida, possui um efeito devastador. Tenhamos cuidado com o que dizemos. O mestre de Nazaré nos alertou: o que contamina o homem não é o que entra pela boca, mas o que sai dela, porque a boca fala do que o coração está cheio. Calar em discussões desnecessárias é evitar tragédias e desafetos. No silêncio, respeitamos a opinião dos outros, por mais que a nossa seja contrária. Falar sobre o que estamos sentindo e acontecimentos necessários é importante. Jamais ficamos calados diante das injustiças, do que é errado, ou aceitamos agressões verbais quietos. Todavia, sejamos cuidadosos com o que sai da boca. Da nossa boca e no momento que sai, pois existem palavras certas em horas erradas, palavras erradas em hora certa e, o pior de tudo, palavras erradas em horas erradas. No mundo em que vivemos, cheios de informações e notícias, nos vemos obrigados a proferir a nossa opinião, a comentar a respeito de tudo que nos acontece ou que presenciamos, que, muitas das vezes, esquecemos de praticar a reflexão da situação antes de falarmos. O silêncio é valioso quando verdadeiramente compreendemos a sua importância. De vez em quando, é necessário ser silencioso, habituar-se à própria presença, inteirar-se de solidão e entendê-lo e sentimentos. No silêncio, conseguimos ouvir o interior da alma, aprendemos a humildade, a deixar o orgulho de fora, a reparar nas coisas simples e a valorizar o que realmente nos importa, evitando reclamações vazias e aprendendo a praticar a gratidão. Silêncio é, em verdade, atitude necessária e importante na vida, pois o homem sábio vive em quietude e só rompe o silêncio para falar o que é verdadeiro, útil e bom. Pense nisso, mas pense agora.

24/04/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:53

A EDUCAÇÃO E A MUSICA

A educação e a música A música faz parte da história da humanidade desde os mais remotos tempos. As pinturas rupestres, achadas em sítios arqueológicos e que descrevem a rotina de grupamentos humanos primitivos, sugerem danças e uso de instrumentos musicais. A história das civilizações antigas é repleta de manifestações musicais, algumas delas ligadas a rituais religiosos ou a festas tradicionais de cada povo. Desde a vida intra-uterina, a música parece influir no bebê. Mulheres grávidas relatam menor agitação da criança quando escutam música suave. Durante os primeiros meses de vida, a criança já mostra percepção musical. Estudos demonstram que os recém-natos parecem se acalmar ao ouvir uma melodia suave. As crianças comumente se alegram quando ouvem música e, nessa fase da vida, podemos influenciar seu gosto musical através do hábito. Entre os séculos XIII e XIX, a humanidade foi presenteada com compositores que criaram um estilo de música elevado, conhecido hoje como música clássica e erudita, que significa música de qualidade. Entre os compositores desse período estão Johann Sebastian Bach, Ludwig van Beethoven, Wolfgang Amadeus Mozart, Frederic Chopin. Esse tipo de música, originalmente composta na Europa, ganhou adeptos no mundo todo. Hoje, grandes orquestras, em todos os países, se dedicam a apresentar obras desses gênios da humanidade. Beethoven costumava dizer que Deus se comunicava com ele através da música. Mozart dizia que a música não era sua, mas sim fruto de uma inspiração superior. Muitas composições de Bach foram influenciadas por sua religiosidade e, até hoje, emocionam o mundo, como o famoso oratório de Natal. Os espectadores de um concerto de música clássica sentem-se, comumente, enlevados, desfrutando de uma emoção muitas vezes indescritível. Comumente, tal gosto musical se associa a outros hábitos culturais. Por esse motivo, esse estilo musical é também chamado erudito, palavra que significa vasta cultura. A plateia dos concertos clássicos costuma manter-se em silêncio, comportamento bastante diverso das apresentações de estilos musicais populares, que convidam à agitação. No entanto, ainda hoje, em muitas sociedades, o gosto pela música clássica não é o mesmo. Não é o que predomina, talvez porque tal estilo não seja apresentado às crianças. Assim como a educação formal é necessária para que a criança aprenda a ler e a escrever e desenvolva um conhecimento básico que a habilite para a sua vida, a educação musical pode formar o hábito do indivíduo. Ao ouvir música de elevada qualidade desde a infância, o indivíduo poderá incorporá-la a seus hábitos com maior facilidade. Educar é desenvolver a capacidade física, intelectual, moral e afetiva de um indivíduo. Educar uma criança é uma tarefa da mais alta responsabilidade. É dever de quem educa mostrar caminhos de qualidade a uma criança e dar a ela bases morais para escolher o caminho que, mais tarde, usando seu livre arbítrio, ela escolherá. Pense nisso, mas pense agora.

22/04/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:30