Pense Nisso | Centro América FM Cuiabá - Easy | Cadena

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A ÚLTIMA VIAGEM

Era tarde da noite quando o taxista recebeu o chamado. Ao chegar, ele pensou em buzinar e aguardar. Mas imaginou que alguém que chamasse o taxi tão tarde poderia estar com alguma dificuldade. Saiu do carro, foi até a porta e tocou a campainha. Uma senhora idosa, pequena, franzina, com o vestido estampado, abriu a porta. Equilibrava-se em uma bengala e, na outra mão, trazia a senhora. E uma pequena valise. Ele olhou para dentro e percebeu que todos os móveis estavam cobertos com lençóis. Ele apanhou a mala e ajudou a passageira a entrar no táxi. Ela forneceu endereço e perguntou: podemos ir pelo centro da cidade? Mas o caminho que a senhora sugere é mais longo, observou o taxista. Não tem importância, afirmou ela, resoluta. Não tenho. Eu estou indo para um asilo porque não tenho mais família, e o médico me disse que morrerei em breve. O taxista, que começara a dar a partida, desligou o taxímetro, sutilmente. Olhou para trás, fixou-a nos olhos e perguntou: aonde mesmo a senhora gostaria de ir? Ele a levou até um prédio na área central da cidade. Ela mostrou o edifício onde fora a senhorita quando jovem. Depois, foram a um bairro onde ela morou, recém-casada, com seu marido. Apontou mais adiante o clube onde dançou com seu amor muitas vezes. De vez em quando, ela pedia que ele fosse mais devagar ou parasse em frente a algum edifício. Parecia olhar na escuridão, no vazio. Suspirava e olhava. Assim, as horas passaram e ela manifestou cansaço. Por favor, agora estou pronta. Vamos para o asilo. Era uma casa cercada de alvoredo e, apesar do horário, ela foi recepcionada de forma cordial por dois atendentes. Ela se despediu do taxista. Quanto lhe devo? Nada, disse ele, é uma cortesia. Mas você tem que ganhar a vida, meu rapaz. Há outros passageiros, ele respondeu. Sensibilizado, a envolveu em um abraço. Afetuoso. Ela retribuiu com um beijo e palavras de gratidão. Sabe, você deu a esta velhinha um grande presente. Deus o abençoe. Naquela madrugada, o taxista resolveu não trabalhar mais. Ficou a sismar. E se ele apenas tivesse tocado a buzina duas ou três vezes e ido embora? E se tivesse recusado a corrida pelo adiantado da hora? E se tivesse querido encerrar o turno de forma apressada para ir para casa? Deus se conta da riqueza que é ser gentil. Por vezes, pensamos que grandes momentos são motivados por grandes feitos. Contudo, existem coisas mínimas que representam muito para uma vida. O importante é estar atento, a fim de não perder essas ricas oportunidades de dar felicidade a alguém. Mesmo que seja um simples passeio pela cidade. Uma ida ao cinema, uma volta pelo jardim, um bate-papo num final de tarde, atender um telefonema na calada da noite. Estejamos atentos para as coisas mínimas, os gestos quase insignificantes. Eles podem representar para alguém toda a felicidade. Pense nisso, mas pense agora.

29/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:31

OPORTUNIDADES

Escondido em seu pântano, vivia um pequeno sapo acostumado ao seu espaço de grande magnitude. Sonhador, talvez, afinal, vale a pena sonhar. Perto dele havia outro sapo que vivia em uma poça, na estrada. Quando o vizinho o ouviu, chamou-o para que morasse com ele. Você estará melhor e mais seguro, informou o sapo. Mas, embora ele repetisse várias vezes, o sapo da estrada não quis sair dali. Ele lhe disse, eu não quero sair daqui, eu me sinto bem aqui. Além disso, estou satisfeito, como você pode ver. Poucos dias depois, alguém passou com um carrinho pela estrada e, imediatamente, o esmagou. Aproveite as oportunidades quando elas se apresentam. Não se contente em ficar no mesmo canto apenas por hábito. A vida é uma jornada cheia de surpresas, desafios e escolhas. A cada momento temos a chance de fazer algo diferente, de mudar o rumo da nossa história, de realizar os nossos sonhos. Mas, para isso, precisamos estar atentos às oportunidades que a vida nos oferece e saber aproveitá-las da melhor forma possível. As oportunidades são situações favoráveis que surgem em nosso caminho, que nos permitem crescer, aprender, evoluir, contribuir, se divertir, se expressar, se conectar. São portas que se abrem para novas possibilidades, novas experiências, novos horizontes. São presentes que a vida nos dá e que dependem da nossa vontade e da nossa ação para serem desfrutados. Muitas vezes, as oportunidades estão disfarçadas de problemas, de dificuldades, de obstáculos. Muitas vezes, elas exigem que saímos da nossa zona de conforto, que enfrentemos os nossos medos, que arrisquemos o desconhecido. Precisamos estar atentos aos sinais que a vida nos envia, às pistas, aos convites que ela nos faz. Precisamos estar abertos a um novo, ao diferente, ao inesperado. Precisamos estar dispostos a mudar, a experimentar, a ousar. Não basta apenas reconhecê-las, é preciso agir sobre elas. É preciso ter coragem para tomar decisões, para assumir responsabilidades, para seguir em frente. É preciso ter determinação para persistir nos nossos objetivos, para superar os obstáculos, para vencer os desafios. É preciso ter flexibilidade para se adaptar às circunstâncias, para lidar com as mudanças, para aprender com os erros. É preciso ter gratidão por tudo que a vida nos oferece, por tudo o que conseguimos realizar, por tudo o que somos capazes de ser. Aproveitar as oportunidades é uma forma de valorizar a vida, de honrar o nosso potencial, de expressar o nosso propósito. Aproveitar as oportunidades é uma forma de ser feliz, de fazer feliz os outros, de fazer o mundo melhor. Não deixe as oportunidades passarem por você. Não perca tempo com medos, dúvidas ou arrependimentos. Não se contente com o pouco quando você pode ter muito mais. Não se limite pelo que é possível quando você pode fazer o impossível. Aproveite as oportunidades que a vida lhe dá. Elas são únicas e podem não se repetir. Elas são o seu caminho para a realização pessoal e profissional. Elas são o seu combustível para a felicidade e a plenitude. Aproveite as oportunidades e faça a sua vida valer a pena ser vivida. Pense nisso, mas pense agora.

28/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:59

PRECIOSIDADES

Como sempre, hoje o nosso Pense Nisso trará um tema muito profundo. O que é precioso para nós? Quais as preciosidades da vida que devemos guardar com todas as nossas forças? O que nos dá sentido, propósito, valor? O que nos faz acordar todos os dias com vontade de viver, de aprender, de crescer, de querer ser melhor? Melhor que fomos ontem. Certo dia, caminhando pelo centro da cidade, vi um casal de idosos. Seus corpos, já arquejados pela idade, seus passos pequenos e seus cabelos brancos exalavam anos e mais anos vividos. Com as mãos dadas fortemente, como se tivessem medo de se perder em um do outro, paravam em frente às lojas e comentavam sobre como o lugar havia mudado e como tinha gente demais em um local que outra hora era tranquilo e isolado. Observei com curiosidade as lembranças deles, e a nostalgia de uma época nunca vivida me trouxe um misto de admiração e melancolia pela história que eles construíram juntos, enfrentando as mudanças do tempo e do espaço. Melancolia pela consciência de que tudo é passageiro e que nada permanece igual, e também a admiração pela paciência. De compartilhar suas vidas. Eu me perguntei: o que é precioso para guardar? Talvez seja o amor, que é a força mais poderosa do universo, a energia mais pura da vida, a essência mais profunda da alma. É o que nos faz sentir bem, que nos faz querer cuidar, compartilhar, valorizar e respeitar. Ou talvez seja a sabedoria, que é fruto do conhecimento e do avanço da idade. A conquista mais elevada da mente, a virtude mais admirável do caráter. A sabedoria é o que nos faz entender a realidade, interpretar os fatos, solucionar os problemas, que nos faz aprender com as experiências, refletir sobre as ideias, questionar as verdades. A sabedoria é o que nos faz ser sábios para vivermos melhor. Eu sei que essa não é a. Cada um de nós tem uma história diferente, uma personalidade diferente, uma essência diferente. E por isso temos uma resposta diferente, uma visão diferente, uma experiência diferente. Cada um de nós tem uma forma de ver o mundo, de se relacionar com os outros, de se expressar. Mas eu acredito que existem algumas coisas que são preciosas para todos nós. Coisas que são universais, que são comuns, que são humanas. Coisas que nos conectam, que nos unem, que nos tornam iguais. Coisas que nos fazem sentir parte de algo maior, algo melhor, algo mais bonito e precioso. E essa preciosidade são as lembranças vividas ao lado das pessoas que amamos e que nos fazem bem. São momentos que ficarão para sempre guardados nas nossas memórias. E que, quando relembrarmos delas, mesmo que tenham sido forjadas no meio das dificuldades e de muitas lutas, nos fazem bem. Fazem-nos sentir felizes e sentir que valeu a pena passar por tudo aquilo. Aquele casal me fez questionar se eu estou vivendo da melhor forma possível. Se estou aproveitando cada momento. Me fez lembrar da minha infância, dos meus pais, dos velhos amigos que há tanto tempo a vida separou. Da minha família e dos meus filhos. E me perguntei: será que estou adquirindo preciosidades da vida? E você, já se questionou quais preciosidades quer guardar na sua vida? Pense nisso. Mas, pense agora.

27/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 5:05

ESPINHOS

Conta-se que, durante a Era Glacial, quando parte do globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e, em defesos, morreram. Foi então que uma grande manada de porcos e espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir e juntar-se mais e mais. Assim, cada um de nós não podia sentir o calor do corpo do outro e, todos juntos, bem unidos, aqueciam-se, enfrentando por mais tempo aquele inferno tenebroso. Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de ferida ou morte, e feridos e magoados afastaram-se, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus companheiros. Aqueles espinhos que aqueciam também feriam e doíam muito, mas descobriram depois que essa não era a melhor solução. Afastados, separados, logo começaram a morrer congelados. Os que não morreram voltaram a se aproximar, pouco a pouco, com jeito, com precauções, compreensão, de tal forma que, unidos, cada qual conservava certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver, resistindo a longa era glacial. Essa história dos porcos espinhos tem muito a nos ensinar como seres humanos e vivendo em coletividade. Algumas relações parecem não ter espinho nenhum, já outras espinhos se fazem presentes e com muita intensidade. E, por vezes, tentamos fazer igual aos porcos espinhos, já cansados de serem espetados e importunados pela dor. Mas só quando eles ficaram longe uns dos outros, passíveis de morrer do tenebroso frio, eles perceberam que, mesmo incomodando, ainda assim se fazia necessário estar perto. Muitas relações ao longo da nossa vida serão assim, vão nos gerar incômodo, porém também serão necessários para sobreviver. Avançarmos, e aprendermos, e evoluirmos. Existe um lado positivo. Às vezes o espinho incomoda e a dor fala mais alto. E esquecemos de olhar também para o calor que aquela pessoa nos proporciona. É mais fácil olhar para o lado ruim das coisas, para os espinhos, ou esquecemos de olhar o aquecer que o outro também nos proporciona. Que possamos ser mais humildes e menos orgulhosos para enxergarmos no próximo, nas situações e na vida, mais calor e menos espinhos. Pense nisso, mas pense agora.

26/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:48

A IMPORTÂNCIA DO ÓCIO

Com o passar do tempo, nós perdemos a nossa essência, o nosso lado lúdico. Perdemos a nossa singularidade, isto é, deixamos de ser criativos por não usarmos a nossa imaginação. Albert Einstein disse que, enquanto a ciência é limitada, a imaginação abrange o mundo inteiro. A imaginação é a mãe de toda criação, pode ter certeza disso. Em certo momento, nos perguntamos: quem éramos quando crianças? Com o passar do tempo, a vida nos carrega feito um rio, e nos esquecemos da nossa essência mais pura. A nossa curiosidade sobre as coisas vão diminuindo, e passamos a dar preferência por fórmulas e situações mágicas, seguras, que não exigem de nós uma busca dos porquês da vida. Passamos a não ter mais tempo para as coisas simples e buscamos somente o acúmulo de dinheiro, poder e status. Entramos no que chamamos de zona de conforto, que no bem da verdade deveria se chamar de a zona da morte, da morte do nosso criativo, a morte dos sonhos, a morte da nossa imaginação. Os primeiros sintomas, quando você está entrando nessa zona da morte, é a ansiedade e melancolia, e a sua criatividade vai aos poucos murchando, e com ela a sua luz vai se apagando. Quem éramos quando criança? Éramos ávidos por coisas novas, enlouquecidos para desvendar mistérios, éramos cheios de ósseos. Sim, o ócio, tão mal compreendido, pode ser o grande motivador de novas ideias e soluções para muitos problemas que estamos enfrentando. Existem estudos que comprovam que o ócio te leva a fazer muito mais. Foram em momentos do mais puro ócio que grandes obras musicais foram compostas. Foi no momento de ócio que Albert Einstein começou a desenvolver a teoria da relatividade, que iria transformar a humanidade. Quando éramos crianças, as nossas tardes duravam para sempre. E hoje, elas duram uma fração de segundo. Por isso, pare o tempo para voltar a ser você mesmo. Pare um pouco de focar somente nas metas, no objetivo, no resultado, na meta final. Isso é um grande erro que estamos cometendo contra nós mesmos. Porque o processo é que é fundamental. É no ato da busca que se encontram os melhores resultados. Por isso, a importância do ócio. O sociólogo italiano Domenico Di Masi, que revolucionou o conceito de trabalho, dizendo que as pessoas devem incluir no seu dia a dia um momento que tenham atividades para descansar, momentos de lazer, e conciliar isso com o trabalho e a aprendizagem. Levar a vida em loop pode parecer glamoroso, mas traz muitos perigos. Para a psicanálise, os momentos de relaxamento são fundamentais, pois é nessas horas que o cérebro começa a devanear. Essa divagação não é tempo jogado fora, pelo contrário. Devagar é caminhar pelo inconsciente e, porventura, encontrar, ter insights interessantes e preparar os circuitos para ter novas ideias. Você deve lembrar que, quando éramos crianças, nós tínhamos soluções para todos os problemas. Porque tínhamos o ócio, tínhamos tempo para a imaginação. Então, pare um pouco. Deixe espaço para a sua imaginação. Você vai ver que, como por encanto, muitas soluções para os seus problemas surgirão. Pense nisso e não se sinta culpado pelo seu próprio ócio.

24/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 5:11

O SEMEADOR

Todos os dias, um coletor de materiais recicláveis andava pelas ruas da pequena cidade onde morava, em busca de insumos para o seu trabalho. Por onde passava, desejava bom dia para todos. Ajudava quem precisava e, sempre que possível, tirava dos rostos das pessoas um largo sorriso. Era tão querido pela vizinhança que os próprios moradores deixavam os recicláveis prontos para que ele pudesse pegar os insumos sem precisar se sujar. Certo dia, esse coletor, já avançado na idade e cansado com os fartos anos, veio a adoecer. Embora estivesse com a saúde debilitada, não podia deixar de se preocupar em como iria alimentar sua família. Seu ganha pão era semanal e, se não trabalhasse, não teria como comprar alimentos e nem suprir as necessidades básicas do seu lar. Melancólico, não deixava de pensar em quanto se esforçou para ser uma boa pessoa, tratando todos como gostaria de ser tratado, trabalhando duro e honestamente dia após dia. E o que isso lhe trouxe? Perguntava consigo mesmo. Não tenho condições de comprar os remédios de que preciso e, muito menos, conseguir cuidar da minha família. Enquanto estava perdido em seus lamentos, chegou uma enfermeira informando que ele seria transferido para a ala nobre do hospital. Chegando em seu novo leito, viu que estava rodeado de flores e frutas, com cartões de melhoras. Questionando, a enfermeira respondeu: são dos moradores da nossa cidade, estão preocupados e estimam a sua melhora. Quem foram os moradores? Não, esse foi eu, respondeu o homem mais rico da cidade, que estava sentado no canto da sala. Sabe, há mais ou menos 20 anos atrás, eu estava sentado na beira de uma rua, deprimido, pois tinha acabado de falir no meu empreendimento e estava pensando no pior, quando o Senhor passou por mim e me deu um bom dia, com um grande sorriso no rosto. Sem que houvesse resposta da minha parte, o Senhor voltou, sentou do meu lado e disse: a vida é muito dura, meu jovem, mas é terrível para aqueles que só veem o lado ruim dela. Colocando uma semente em minha mão, o Senhor continuou: seja como um semeador, por onde passar deposite uma semente que logo terá um arvoreto. O Senhor continuou o seu caminho e eu me levantei determinado a tentar novamente. Os anos passaram e eu nunca esqueci o que me disse. Vi o Senhor plantar a sua semente por toda a sua vida. E aqui está o seu arvoredo. Separei da minha fortuna esses títulos que irão te ajudar na sua velhice e no provimento para você e sua família. Na vida, todos somos semeadores. Semeamos as sementes da paz, do amor, do respeito, da discórdia também, do ódio ou do rancor. Cada reação nossa é uma semente que plantamos. E cada semente traz consigo o bem ou o mal que causamos às pessoas. Cada semente que plantar, mesmo que não perceba, pode mudar a vida de uma pessoa. Às vezes pode ser difícil. E a sua forma de ser pode incomodar muitos, que irão tentar te machucar. Mas cada atitude que você faz é uma semente. De sua é uma semente plantada, por mais que possa demorar. Ela irá crescer e render-lhe frutos, sejam eles bons ou ruins. Desejar o bem traz o bem. Seja positivo com todos à sua volta e igualmente será tratado. Semeia sempre o bem, ame sem julgar, pratique colocar-se nos lugares dos outros para que possas entender o que eles estão passando. Usando a parábola de um dos livros mais conhecidos da humanidade, a Bíblia, algumas sementes irão cair entre espinhos, outras entre pedregais e não produzirão. Mas as que caírem em boas terras, essas te darão bons frutos e você colherá boas amizades, boas energias e terá mudado para sempre a sua vida e a vida de alguém. Pense nisso, mas pense agora.

23/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 5:31

ATITUDES

É normal sentirmos medo ou ansiedade quando novos desafios e novas oportunidades surgem em nossas vidas. No entanto, para que possamos enfrentá-los e usufruí-los de forma positiva, é importante colocar em prática a atitude. A atitude é significado de concretização de uma intenção ou um propósito. Para cada passo da nossa vida é necessário um propósito e uma intenção. Às vezes é difícil. Há momentos em que estamos obscurecidos por preocupações, por obrigações. Fixamos tanto nossos olhos no futuro e comparamos com o passado que esquecemos que precisamos deixar o passado no passado e abraçar o presente para alcançar o nosso futuro. São as nossas atitudes que escrevem o nosso destino, e somos nós os responsáveis pela vida que temos. Viva o presente, porque o amanhã não saberemos se vai existir, e, caso ele exista, não saberemos se estaremos aqui. Tome decisões hoje. Perdoar hoje. Abraçar seu filho. Tome todas as atitudes que precisam ser tomadas hoje, porque o amanhã. Não sejamos daquelas pessoas que não tomam iniciativas para progredir e ficam sentadas esperando que algo bom aconteça em sua vida para, enfim, progredir. E, caso não aconteça, reclama que a vida é injusta. O mundo não se importa com seus problemas. Todos estão imersos nos seus próprios infortúnios. Então, não espere que o mundo te dê aquilo que você quer. Para que os seus propósitos se realizem, é preciso ter atitudes. Levante, corra atrás, saia da sua comodidade. Se a razão aponta uma necessidade, avalie os anseios e não se engane a modificar velhas atitudes e antigas opiniões. Porque apenas os sábios amadurecem com a vida. Todas nossas conquistas vêm da atitude e dos esforços necessários que fizermos para alcançar os nossos propósitos. E todas essas atitudes geram frutos, direta ou indiretamente, em nossas vidas, impactando nosso momento atual e o nosso futuro. Mantenha o coração aberto e alimenta-o de sentimentos capazes de projetar luz, paz e amor para uma reconstrução pessoal melhor. E assim, a atitude será apenas uma questão de ser e não de ter. A felicidade é uma escolha. O perdão é uma escolha. A simpatia é uma escolha. E toda escolha é uma atitude. Pense nisso, mas pense agora. Atitude é uma escolha.

22/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:06

PAZ

Certa vez, um rei ofereceu um grande prêmio aos seus artistas para fazer uma pintura que representasse a paz perfeita. Vários artistas apresentaram suas obras como a representação do que é ter paz. De todas, o rei escolheu duas finalistas. Uma: um lago espelhado, perfeito, onde se refletia um place das montanhas, montanhas que o rodeavam. E a outra: um céu furioso, do qual saía um impetuoso aguaceiro, com raios e trovões, e as montanhas pareciam retumbar uma forte e espumosa torrente de água. Então, perguntaram ao rei qual seria a pintura ganhadora, e ele respondeu: a segunda. Sabem por quê? Atrás de uma cascata cresce um delicado arbusto na fenda de uma rocha, e ali, no meio da violenta queda d'água, tem um ninho e um passarinho dormindo serenamente. A paz não significa estar num lugar sem barulhos, sem problemas, sem trabalho duro ou sem dor. A paz significa que, apesar de estar em meio a todas essas coisas, podemos permanecer calmos dentro do nosso coração. Este é o verdadeiro significado da paz. Hoje vivemos em meio a mísseis, explosões e infrações, devido a guerra que o mundo está vivenciando. Ficamos apreensivos e desejando que tudo se acalme para que possamos viver em paz. A paz é um dos tesouros mais desejados, só que, ao contrário do que se acredita, a paz não engloba apenas a simples inexistência de um confronto armado. A paz começa no íntimo de cada um. É a força interior que precisamos para manter o equilíbrio, nos livrando de cair nas armadilhas da frustração, dos desgostos e da negatividade. A guerra sempre existiu e sempre esteve presente em nossas vidas, seja entre países, família, vizinhos. E os impactos emocionais que essas guerras trazem é negativo para nossa existência. Nos traz dor, tristeza, caos. A paz é possível, mas demanda esforços. Comecemos por praticar a paz em nossos lares e, aos poucos, vamos transbordando para os nossos círculos de pessoas, garantindo a estabilidade física e emocional de todos. Sejamos artesãos da paz ao nosso redor. Busquemos sempre viver em harmonia com o nosso próximo. Busquemos sempre a solução diplomática e, em toda a circunstância, busquemos fazer o bem. Aprecie a vida e as boas dádivas que recebemos. Acalma a tua alma e a tua mente, porque, quanto mais buscamos a paz, mais podemos viver em uma vida longínqua, profícua e prazerosa, com sabedoria e benevolência. Benditos sejam aqueles que conseguem encontrar a paz. Pense nisso, mas pense agora.

21/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:12

INDAGAÇÕES

Você acredita na vitória do bem, sem que nos disponhamos a trabalhar para isso? Admite você a sua capacidade de errar, a fim de aprender, ou, acaso, se julga infalível? Se estamos positivamente ao lado do bem, o que estamos aguardando para cooperar em benefício dos outros? Nas horas de crise, você se coloca no lugar da pessoa em dificuldade? E se a criatura, enganada pela sombra, fosse um de nós? Se você diz que não perdoa quem lhe ofende, porventura crê que amanhã não precisará do perdão de alguém? Você está ajudando a extinguir os males do caminho ou está agravando esses males com atitudes ou palavras inoportunas? Irritação ou amargura, algum dia, terão rendido paz ou felicidade para você? Quem mais lhe atrai na convivência com o próximo: a carranca negativa ou o sorriso da animação? Que importa o julgamento menos feliz dos outros a seu respeito, se você traz a consciência tranquila? É possível que determinados companheiros nos incomodem presentemente? No entanto, será que temos vivido até agora sem incomodar a ninguém? Você acredita que alguém pode achar a felicidade admitindo-se infeliz? É necessário refletir diariamente sobre o que queremos para nossa vida, realmente. É necessário pensar diariamente sobre o universo e suas leis perfeitas, colocando-nos no lugar certo, na hora certa, ao lado das pessoas que precisam de nós. Olhamos ao nosso redor. Tudo está onde deveria estar. E nós? Como estamos? Conseguimos perceber isso? Conseguimos extrair disso forças para enfrentar os desafios? Conseguimos entender que tudo é um grande processo de aprendizado? Não somos um acidente de percurso, como pode até nos ter sido dito, mencionando uma possível gravidez inesperada. Assim, não gastemos nosso tempo com futilidades. Não nos afastemos dos caminhos que nos levam adiante. Não abdiquemos das oportunidades que a vida nos dá para entender melhor as questões importantes para nosso desenvolvimento. Pensemos antes de agir. Repensemos antes de reagir. Peçamos ajuda antes de tomar decisões importantes. Indaguemo-nos. Autoconheçamos nos. Não aceitemos verdades sem antes de uma análise minuciosa. As respostas sempre virão para os que realmente estamos interessados em nos melhorarmos, para os que não pensamos apenas em nós mesmos, egoisticamente, para aqueles que vivemos o amor e queremos aprender mais sobre ele. Pense nisso, mas pense agora.

20/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:46

VOCÊ É DEUS?

Narra, Charles Windol, que logo depois do término da Segunda Guerra Mundial, a Europa começou a juntar os cacos que restaram. Grande parte da Inglaterra estava destruída. As ruínas estavam por todo lugar e, possivelmente, o lado mais triste da guerra tem sido assistir as criancinhas órfãs morrendo de fome nas ruas das cidades devastadas. Certa manhã de muito frio, na capital Londrina, um soldado americano estava retornando ao acampamento. Numa esquina, ele viu um menino com o nariz pressionado contra o vidro de uma confeitaria. Parou o veículo, desceu e se aproximou do garoto. Lá dentro, o confeiteiro sovava massa para uma fornada de rosquinhas. Os olhos arregalados do menino diziam da fome que lhe devorava as entranhas. Ele observava todos os movimentos do confeiteiro, sem perder nenhum. Através do vidro embaçado pela fumaça, o soldado viu as rosquinhas quentes e de dar água na boca, sendo retiradas do fundo. Logo mais, o confeiteiro as colocou no balcão de vidro com todo cuidado. Ele ouviu o gemido do menino e percebeu que ele salivava. Comoveu-se diante daquele órfão desconhecido. Filho, você gostaria de comer algumas rosquinhas? O menino se assustou. Nem perceber a presença do homem ao observá-lo, tão absorto estava na sua contemplação. Sim, respondeu, eu gostaria. O soldado entrou na confeitaria e comprou uma dúzia de rosquinhas. Colocou-as dentro de um saco de papel e se dirigiu ao local onde o menino se encontrava, na Jélida e Nevoenta, amanhã de Londres. Sorriu e lhe entregou as rosquinhas. Virou-se para se afastar. Entretanto, sentiu um puxão em sua farda. Olhou para trás e ouviu o menino perguntar baixinho. Moço, você é Deus? Existem gestos pequenos, mas que significam muito para algumas vidas. Para uma criança faminta, um pedaço de pão é a glória. Para uma criança com fome desejosa de doces, conseguir ter alguns para saciar sua vontade é a suprema delícia. Aprendamos a observar o que te necessitam as pessoas ao nosso redor. Quase sempre são coisas pequenas que podemos realizar, ocasionando pequenas ou grandes alegrias. E sempre, em todas as ocasiões, a nossa atitude estará obedecendo, com certeza, ao desejo da nossa natureza, que para muitos, nós somos Deus na atenção aos filhos do universo e são menos favorecidos. Pensemos nisso e não permitamos que as chances se percam nas vielas do mundo. Sejamos, neste planeta azul, as mãos que atendem os filhos da Mãe Terra. E para isso, não se fazem necessários extraordinários feitos nem saciar a fome de todos. Por vezes, basta alimentar uma criança ou satisfazer a enorme necessidade de alguém de comer um prato bem feito, um pãozinho bem quente ou tomar um copo de leite. Ou mesmo, adotar um cãozinho abandonado ou ao menos dar-lhe algo para comer. Não és um observador distante da vida. Estás na condição de membro do organismo universal, investido de tarefas e responsabilidades, de cujo desempenho, por ti, resultarão a ordem e o sucesso de muitas coisas. Considera-te pessoa valiosa no conjunto da criação, tornando-te cada dia mais atuante na obra universal. Não te permitas andar pela vida como quem observa de fora, mas, ao contrário, participa de forma consciente e ativa das ações que iluminam e enriquecem outras vidas. Isso faz com que a nossa vida tenha um sentido. Pense nisso. Faça isso.

19/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:51

AINDA AMOR

Nos dias que vivemos, muito se ouve falar a respeito do amor. Suspiram os jovens por sua chegada, idealizando cores suaves e delicados tons. Alguns o confundem com as paixões violentas e degradantes e, por isso mesmo, afirmam que o amor acaba. Entretanto, o amor já foi definido como o mais sublime dos sentimentos. Reverse-se de tranquilidade e confere paz a quem o vivencia. Não é produto de momentos, mas construção laboriosa e paciente de dias que se multiplicam na escalada do tempo. Narra o famoso escritor inglês Charles Dickens que dois recém-casados viviam modestamente. Dividiam as dificuldades e sustentavam-se na afeição pura e profunda que devotavam um ao outro. Não possuíam senão o indispensável, mas cada um era portador de uma herança particular. O jovem recebera como legado de família um relógio de bolso que guardava conselo. Na verdade, não podia utilizá-lo por não ter uma corrente apropriada. A esposa recebera da própria natureza uma herança maravilhosa, uma linda cabeleira. Cabelos longos, sedosos, fartos, que encantavam. Mantinha-os sempre soltos, embora seu desejo fosse adiante. Adquirir um grande, lindo pente que vira em uma vitrina, em certa oportunidade, para os prender no alto da cabeça, deixando que as mexas caprichosas bailassem até os ombros. Transcorria o tempo e ambos acalentavam o seu desejo, sem ousar expor ao outro, desde que o dinheiro que entrava era todo direcionado para as necessidades básicas. Em certa noite de Natal, estando ambos face a face, cada um estendeu ao outro, quase que ao mesmo tempo, um delicado embrulho. Ela insistiu e ele abriu o seu primeiro. Um estranho sorriso bailou nos lábios do jovem. A esposa acabara de lhe dar a corrente para o relógio. Segurando a preciosidade entre os dedos, foi a vez dele pedir a ela que lhe dê o pacote que ele lhe dera. Trêmula e emocionada, a esposa logo. Ele teve em suas mãos o enorme pente para prender os seus cabelos, enquanto lágrimas significativas lhe rolavam pelas faces. Olharam-se ambos e, profundamente emocionados, descobriram que ele venderam o relógio para comprar o pente e ela vender os cabelos para comprar a corrente do relógio. Ante a surpresa, deram-se conta do quanto se amavam. O amor não é somente um meio, é o fim essencial da vida. Toda expressão de afeto propicia a renovação do entusiasmo, da qualidade de vida, de metas felizes em relação ao futuro. O amor tem a capacidade de estimular o organismo e de lhe oferecer reações imunológicas, que proporcionam resistência para as células, que assim combatem as enfermidades invasoras. O amor levanta as energias ao quebradas e é essencial para a preservação da vida. Eis porque ninguém consegue viver sem amor, em maior ou menor expressão. Pense nisso, mas pense agora.

17/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:17

SERVOS E ANJOS

Quando tuas mãos ainda cabiam dentro das minhas e, num abraço, eu te fazia como que desaparecer, a ventania passava veloz e enfurecida e, feito árvore de raiz profunda, nada nos fazia mover. Quando teus sonhos ainda cabiam dentro dos meus e uma dúzia e meia eram os habitantes da terra, nem um dia sequer de sorriso se perdeu. E de meu rosto sempre tiveste a expressão mais sincera. Quando teus deuses do Olimpo eram apenas dois, socorrendo-te e atendendo-te na velocidade do pensar, percebi que servir me fez feliz, pois a entrega me deu sentido. Viver é se entregar. Quando tua mente ainda era a casa de brinquedo, que eu conhecia cômodo a cômodo, do teto ao chão, quando ainda tua morada não possuía sequer um segredo e o teu respirar no colo era a letra da minha canção, quando tua voz no mundo ainda era a minha, eu me desafiava tentando te entender. Perdi-me de mim e encontrei a linha, teci no teu linho e aceitei te ensinar a tecer. Quando teu ir e vir dependia do meu e ainda te levava para onde meu coração queria, já aceitava o futuro meu, o futuro teu, o dia em que esse meu amor, sem pesar, te libertaria. Estudos mostram que até em torno dos seis meses os bebês se percebem como extensão das mães. Isto é, não se vê ainda como um outro ser. As mães, por sua vez, pela intensa ligação que têm com os filhos desde a vida intrauterina, acabam tendo a impressão de que os filhos são como partes de si mesmas. Os filhos crescem, enxergam-se como individualidades, pensam por si só, têm vontade própria e tornam-se independentes em quase tudo. Por outro lado, muitos corações de mãe e de pai ainda permanecem com aquela impressão singela de que continuam sendo seus bebês, como se uma parte do seu amor tivesse ficado mergulhado no passado. Tornam-se nostálgicos. Voltam a olhar os álbuns de fotografias para tentar entender quando foi que cresceram, quando foi que mudaram tanto. E não conseguem encontrar. Tudo isso é saudável quando serve para reforçar os laços, quando torna os vínculos cada vez mais fortes e perenes, impossíveis de serem afetados por qualquer dificuldade encontrada pelo caminho. Os pais devem apenas ter atenção quando esses sentimentos descambam para as esferas da superproteção, do excessivo cuidado que sempre trazem prejuízo para todos na família. Há o tempo de carregar no colo, de atender as vontades, de seguir as escolhas dos pais. Depois há o tempo de caminhar ao lado, atender uma ou outra vontade, Eles dar a chance de fazer algumas escolhas. E, por fim, o tempo de observar sua nova caminhada à distância, de permitir que eles mesmos satisfaçam suas vontades, aceitando as consequências de todas suas decisões e escolhas. Não se trata de um abandono, mas é o momento em que os pais deixam de ser servos, e não há nada depreciativo nesta palavra, e passam a ser anjos de guarda. Os anjos guardiões estão sempre presentes, atuam prontamente em toda a necessidade, porém não interferem no livre arbítrio das criaturas. Aconselham, advertem, consolam. A decisão final é sempre do protegido.

16/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 5:01

SOLIDÃO NUMA MULTIDÃO

O sociólogo polonês Sigmund Bauman declara que vivemos em um tempo que escorre pelas mãos. Um tempo líquido, em que nada é para persistir. Não há nada tão intenso que consiga permanecer e se tornar verdadeiramente necessário. Tudo é transitório. Não há observação pausada daquilo que experimentamos. É preciso fotografar, filmar, comentar, curtir, mostrar, comprar e comparar. O desejo habita a ansiedade e se perde no consumismo imediato. A sociedade está marcada pela ansiedade. Reina uma inabilidade de experimentar profundamente o que nos chega. O que importa é poder descrever aos demais o que se está fazendo. Em tempos de Facebook, Instagram, WhatsApp, não há desagrados. Se não gosto de uma declaração ou um pensamento, deleto, desconecto, bloqueio. Perde-se a profundidade das relações. Perde-se a conversa que possibilita a harmonia e também o destoar. Nas relações virtuais não existem discussões que terminem em abraços vivos. As discussões são mudas, distantes. As relações começam ou terminam sem contato algum. Analisamos o outro por suas fotos e frases de efeito. Não existe a troca vivida. Ao mesmo tempo em que experimentamos um isolamento protetor, vivenciamos uma absoluta exposição. Não há o privado. Tudo é desvendado. O que se come, o que se compra, o que nos atormenta e o que nos alegra. O amor é mais falado do que vivido. Vivemos um tempo de secreta angústia. Filosoficamente, a angústia é o sentimento do nada. O corpo se inquieta e a alma sufoca. Há uma vertigem permeando as relações. Tudo se torna vacilante. Tudo pode ser deletado. O mundo, o amor e os amigos. Nunca o nosso mundo teve ao seu dispor tanta comunicação. E nunca foi tão dramática a nossa solidão. Nunca houve tanta estrada. E nunca nos visitamos tão pouco. Assim, raros são os momentos em que estamos sozinhos. E o medo de estarmos sozinhos nos faz cada vez mais mergulhar nas comunicações, nos contatos. Não poucas vezes vazios e sem significados reais. E o medo da solidão nasce muitas vezes do medo de encontrarmos a nós mesmos. Nossa essência. Como se isso não fosse necessário e inevitável. Assim, fugimos de nós mesmos. Mergulhando nos barulhos do mundo. Afastamo-nos de nós mesmos buscando respostas que, ao final, só poderão ser encontradas em nossa atividade. Por isso, se faz necessário que busquemos a nós mesmos de tempos em tempos. Buscar a solidão para encontrarmo-nos conosco em um reencontro com a própria alma. De maneira tranquila e serena. Sabendo que guardamos em nossa atividade a chave para a nossa felicidade. Será nesses momentos de introspecção que conseguiremos analisar nossas atitudes, nossos valores e sentimentos. Quando fazemos silêncio exterior, damos vazão ao mundo interno. Intenso e palpitante e que, muitas vezes, relegamos ao esquecimento. Nessas horas, teremos a oportunidade de entender nossas reações. Repensar nossos atos. Ponderar valores e atitudes para os próximos embates. Somente assim, ao permitirmos esse encontro conosco mesmos, conseguiremos alçar a patamares mais maduros e tranquilos em nosso mundo emocional. Dessa forma, a solidão será oportuna, companheira, a ser buscada. Para que possamos nos encontrar e conhecer. Permitamo-nos, assim, com regularidade, evadirmo-nos do mundo. Buscando momentos de solidão, onde teremos apenas a nós mesmos para conversar. Aproveitemo-nos para rever, repensar ações, horas de dificuldade e apreensão. Serão esses espaços de solidão que nos permitirão reavaliar atitudes para, nas próximas experiências, evitar que venhamos a repetir os mesmos erros em idênticas situações. Se nos permitirmos esse encontro interior, continuaremos a ser aqueles que tropeçamos em nós mesmos, sem saber por que, nem como, tentando achar algum culpado, quando, na verdade, somos apenas nós a andar, sem rumo e sem autoconhecimento. A sós, todos os dias, alguns momentos para reflexionar a respeito do que fazemos. Como fazemos nos permitirá o autoconhecimento. E essa é a chave do progresso individual. Pensemos nisso, mas pensemos agora.

15/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 6:30

O UNIVERSO É UM GRANDE PENSAMENTO

No dia 23 de novembro de 1793, em discurso na Catedral de Notre Dame, em pleno coração de Paris, diante de muitas pessoas, um cientista proclamou a desnecessidade de Deus. Pensadores acreditavam, naqueles dias, que Deus era totalmente dispensável. Para a humanidade, bastavam a razão e o bom senso para que tudo se explicasse de maneira satisfatória. E, porque a ousadia do homem não tivesse limites, ordenou-se que fossem apagados todos os sinais de Deus, que se julgava fossem os templos religiosos. Num final de tarde, quando os destruidores chegaram para colocar por terra as paredes de uma das igrejas, se depararam com o velho jardineiro que cuidava das flores. Chegar. Perguntou curioso porque estavam ali com tantas ferramentas. Um dos indivíduos lhe respondeu com ousadia: “Viemos aqui para apagar de vez os sinais de Deus da face da terra”. O jardineiro olhou admirado para o grupo e perguntou: “E onde estão as escadas?”. O rapaz, um tanto inquieto, retrucou: “Mas para que precisamos de escadas?”. O jardineiro complementou: “Se vocês querem apagar os sinais de Deus, precisarão de uma escada, e de uma escada muito, muito longa, a fim de que possam apagar as estrelas”. Muitos homens, quando adentram o campo das ciências sem entendê-las em profundidade, tornam-se ateus, por acreditarem que descobriram todos os mistérios do universo. Já os homens que penetram profundamente as ciências com. Entendem os mecanismos que regem a vida. Reconhecem a necessidade lógica da existência de uma inteligência que em tudo pensa e a tudo coordena no universo. Um conceituado biólogo escreveu um livro fantástico que intitulou O Homem Não Está Só. Nesse livro, cita vários motivos pelos quais ele crê em Deus. Um deles é o fato de a distância que medeia entre Sol e Terra estar matematicamente calculada, o que não poderia ser obra do acaso. Se o Sol não estivesse a 150 milhões de quilômetros da Terra, mas apenas a metade dessa distância, não haveria possibilidade de vida, porque as altas temperaturas a tudo aniquilariam. E, se a distância fosse 50% a mais, a vida também seria impossível devido à falta de luz e calor. Se o movimento de rotação da Terra não tivesse sido calculado de forma eficiente e, ao invés de. De 1600 km por hora fosse dez vezes menor, os dias e as noites teriam 120 horas, e a vida seria impossível. O calor dos dias, a sombra e o gelo das noites, ambos longos demais, a tudo aniquilariam. Esses, entre outros tantos exemplos, provam que tudo está matematicamente calculado. Há uma inteligência suprema por trás de cada fenômeno da natureza, e é a essa inteligência que chamamos de Deus. Após apuradas pesquisas nas áreas da astrofísica, da biologia, da embriogenia, entre outras, os homens chegaram à conclusão de que o universo é um grande pensamento. Pense nisso, mas pense agora.

14/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:25

GENEROSIDADE

Quando tinha 13 anos, Severino saiu de olho d'água seco, no sertão de Pernambuco, para morar com um tio na capital, Recife. Certo dia, ele perdeu-se na cidade grande. Sem saber ler, não conseguia encontrar o caminho de volta, olhando as placas e o nome das ruas. Era como se fosse cego, ele diz. Quando, afinal, achou o endereço, pediu ao tio para lhe comprar uma cartilha de alfabetização. Sozinho, aprendeu a ler e a escrever. Um ano depois, voltou ao sertão e tratou de ensinar o que sabia à irmã. Não era muito, mas era o bastante. Depois, improvisou uma escolinha para alfabetizar outros moradores. Já tinha ensinado 231 pessoas a ler quando deixou o Pernambuco por uma vida melhor em São Paulo. “Gosto de passar adiante tudo que aprendo. Não vou levar nada para o caixão. Então tenho de compartilhar o que sei com quem precisa. Se não, esse conhecimento morre comigo”, conta ele. Estamos acostumados a reconhecer a generosidade em gestos grandiosos, como o de Bill Gates, fundador da Microsoft e um dos homens mais ricos do planeta, que doou 29 bilhões de dólares à instituição de combate à pobreza que fundou com a mulher Melinda. Mas a história de Severino não deixa dúvidas de que a generosidade pode ser praticada mesmo por quem tem pouco ou quase nada e de várias formas, muito além de dardens que sobram. Alguns exemplos são Antônio, um desembargador de justiça que conta histórias para crianças no hospital; Elcio, que incentiva a solidariedade na empresa que lidera e ajudou a fazer dela um dos melhores lugares do mundo para trabalhar; Danieli, que aos 63 anos ajuda milhares de deficientes visuais a ter acesso a livros. Todos podemos ser generosos e, se desejamos realmente um mundo melhor, começar pela benevolência nas pequenas coisas, nos gestos singelos, é fundamental. Proponha a você mesmo esse desafio: pratique um ato de generosidade no dia de hoje e veja os resultados, não o resultado do reconhecimento, pois ele quase sempre não vem e não deve ser o nosso foco, mas o resultado em sua alma, em sua alegria interior. Doe-se ao outro, doe-se ao mundo, doe sua vida ao amor e ganhe a felicidade tão sonhada. Pense nisso, mas pense agora.

13/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:26

A TEORIA PRÁTICA DO COMPARTILHAR

Você já sentiu dificuldade em compartilhar seu conhecimento com as pessoas? Talvez uma das coisas mais frustrantes que podemos experimentar é ter o conhecimento. A vontade de passar para alguém e não ter ninguém que se interesse. Pensando a respeito, lembramos de um velho amigo que nos contou algo insólito, impressionante. Desde muito jovem e antes mesmo de se graduar em física, ele desenvolvia pesquisas em iniciação científica e se interessava por questões ligadas aos fundamentos da física e a lógica matemática. Fez pós-graduação no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, entrando no campo da teoria da prova. Seu projeto era provar uma proposição da Escola Escandinava de teoria da prova, denominado Teorema de Normalização Simples para a Lógica Clássica de Primeira Ordem Completa. Em sua tese de doutorado, defendida na mesma instituição, assumiu o problema proposto por Per Martin Lough, que consiste em definir um conceito de pior sequência de redução para as derivações. Esse trabalho lhe valeu o Prêmio Santista Juventude. Mas você deve estar se questionando, o que vem a ser tudo isso? Eu não entendi absolutamente nada. Foi justamente isso que nos impressionou na história desse amigo. Profundo, estudioso e conhecedor da teoria da prova, resolveu deixar tudo isso de lado. E sabe por quê? Bem, porque ele sentia muita dificuldade em dividir seus conhecimentos com alguém, pois poucas pessoas conheciam essa área. Deixei de lado essa matéria porque conhecia somente mais cinco pessoas com quem podia falar sobre o assunto, e algumas delas viviam fora do Brasil. Sinto necessidade de compartilhar minhas ideias, concluiu o matemático. O ser humano tem necessidade de dividir seus sentimentos com alguém. Por mais feliz que seja, se não houver ninguém para compartilhar, a felicidade não faz sentido. De que vale uma grande conquista sem alguém que nos abrace e nos diga parabéns, você venceu. De que adianta sentir uma grande alegria se não tiver alguém para compartilhar? Não faz sentido sorrir se não houver alguém para rir conosco. Quando vemos um filme e algo nos chama a atenção, logo queremos falar sobre isso, contar para alguém, mesmo que se alguém seja um desconhecido. Enfim, a felicidade e a infelicidade são estados da alma para serem compartilhados. Foi por essa razão que o jovem matemático resolveu deixar de lado aquela área da lógica e tratar de assuntos que pudesse compartilhar, trocar ideias, discutir. É verdade que existem áreas do conhecimento humano com as quais raros missionários assumem o compromisso de estudar e descobrir meios de torná-las úteis à humanidade. Mas mesmo esses ilustres missionários não deixam de sentir, vez ou outra, a necessidade de compartilhar suas descobertas. Se a gente não tem mais alguém para compartilhar, é bem provável que a depressão lhes faça companhia. Ainda assim, decidem-se pelo isolamento, por amor à causa que assumiram perante suas próprias consciências e pelo bem de seus semelhantes. Sem alguém para compartilhar, não haveria como dividir os medos, os anseios, os sonhos, as alegrias. E agradeçamos se tivermos com quem compartilhar nossas experiências. Descobrimo-nos a arte de compartilhar e perceberemos que a vida nos mostrará um colorido todo especial.

12/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:56

DETERMINAÇÃO E FÉ

A força de vontade e a determinação de algumas pessoas nos deixam, muitas vezes, surpresos com o sucesso que alcançam. Uma garota filipina, de apenas 11 anos, deu uma grande demonstração a respeito disso. Ela tinha uma competição de atletismo para participar. Com o seu empenho diário, ela se preparou para competir. Havia, no entanto, um problema maior a ser vencido. Para participar, ela precisava estar calçando tênis. Houve quem desistisse da competição por causa desse detalhe, mas a pequena Rhea Boulos estava determinada. Sem condições de comprar o calçado, se serviu de toda a sua criatividade. Conseguiu fita adesiva e enrolou dedos e pés. Com um marcador verde, desenhou o logotipo de uma marca conhecida. Ela estava equipada para a disputa. Não era um tênis de verdade, mas lhe permitiram competir nas corridas de 400, 800 e 1500 metros. Venceu em todas as modalidades e conquistou três medalhas de ouro. Esse dia, com certeza, ficará marcado em sua memória. Gratificante é partirmos na busca de nossos objetivos, dispostos a alcançá-los. Dificuldades sempre surgem, mas a alma corajosa e determinada tem fatores de sucesso a seu favor. Com persistência, podemos transformar em conquistas as adversidades da vida, bem como ir solucionando, pouco a pouco, os problemas. Os momentos que parecem difíceis são oportunidades para mudarmos na direção do que não está bem em nossa rotina. Surgem curvas pelo caminho que nos exigem providências. Fazer das curvas e contracurvas momentos de meditação e introspecção, de humildade e fé, para superar as dificuldades, é buscar nossa própria superação. Por mais difíceis que possam parecer os desafios, a disposição em arriscar e a determinação em não desistir do objetivo nos caracteriza. A vontade é a grande mola impulsionadora de tudo o que desejamos realizar. Tudo o que nos exija determinação, esforço, persistência e suor, tudo o que idealizamos e conseguimos tornar realidade, passa a ser ponto marcante em nossa evolução. A confiança na nossa própria força e fé nos permite executar grandes feitos. Ganhamos também quando reconhecemos a importância da paciência. Por meio dela, tendo seu ponto de apoio na inteligência e na compreensão das coisas, temos a certeza de alcançar, em algum momento, o nosso alvo. Sim, os desafios podem ser grandes, mas a conquista ainda é possível. Pense nisso, mas pense agora.

10/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:05

A VERDADEIRA PAZ PROFUNDA

Havia um rei muito sábio que ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz de captar, em uma pintura, a paz profunda. Muitos artistas começaram a pintar suas telas. Procuravam as cores mais tranquilas, as pinceladas mais suaves, os motivos mais calmantes. Um deles quis pintar o silêncio, mas não conseguiu. Outro quis pintar a brisa suave, mas só conseguiu fazer um furacá. Muitos tentaram retratar a paz das formas mais variadas. No dia marcado, várias telas foram apresentadas ao rei. O monar colheu atentamente cada uma das obras. Eram realmente belíssimas, mas ele queria encontrar aquela que representaria a paz. Finalmente, ficou com duas pinturas que mais gostou e tinha que escolher entre elas. A primeira representava um lago muito tranquilo. Este lago era um espelho magnífico, onde se refletia uma paisagem maravilhosa, com árvores, montanhas e as nuvens do céu. Tudo suave, delicado e plácido. Era a visão do paraíso mais perfeito. Todos que olharam para essa pintura acharam que ela representava perfeitamente a paz profunda. A segunda pintura também tinha montanhas, mas estas eram cheias de escarpas e sem nenhuma vegetação. Sobre elas havia um céu onde se armava uma tempestade, com uma chuva forte, raios e trovões. Descia pela montanha uma cachoeira agitada, com a água batendo em rochas e formando espumas. As pinceladas eram vigorosas e fortes, as cores vibrantes. Nada naquele quadro parecia ter paz. Quando todos já olhavam com estranheza para aquela obra, o rei reparou um pequeno detalhe. Atrás da cachoeira havia um arbusto crescendo de uma fenda na rocha. Neste arbusto, um delicado ninho de passarinho. No meio da turbulência da água, o pássaro estava calmamente sentado, observando a natureza, na mais profunda paz. O rei escolheu a segunda tela. Todos ficaram espantados, e o sábio monarca explicou: A paz profunda não é estar em um lugar calmo, sem ruídos, sem problemas, livre de dores e de tentações. A paz profunda é estar calmo e confiante, independente do meio que nos cerca. Qual é o seu conceito de paz? É igual a este lago tranquilo? Parece uma simbologia perfeita para definir essas palavras tão buscadas por todos ao longo da vida. Mas quantas vezes, de fato, a nossa vida se encontra como este lago? Muitos momentos são semelhantes ao quadro da cachoeira agitada, onde o temporal se arma. No entanto, ter paz em meio ao caos é uma habilidade valiosa para preservar o equilíbrio emocional e mental, mesmo em situações desafiadoras. Encontrar a serenidade no tumulto requer a capacidade de focar no que pode ser controlado, deixando de lado o que está além do nosso alcance. Cultivar a resiliência emocional e buscar momentos de tranquilidade, mesmo que breves, são fundamentais para manter a paz interior em meio às adversidades. Até porque, uma hora, a cachoeira pode vir mais calma e a tempestade ir embora. Não é um estado permanente. Por isso, é necessário aprender a ter equilíbrio, tranquilidade e a tão requisitada paz nesses momentos. Pense nisso, mas pense agora.

09/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:45

INTERAÇÕES HUMANAS

Interações Humanas Certa vez, um homem estava viajando e passou por uma aldeia para descansar. Aquele local era um lugar de descanso para vários viajantes. O homem, depois de se hospedar em uma pousada, foi até a praça para comer em uma barraquinha que vendia macarrão. Encontrou um velho e começou a conversar com ele. — Que tipo de pessoas vive nesse lugar? — perguntou o homem ao velho. — Que tipo de pessoas vive no lugar de onde você vive? — O pior tipo de gente. A minha cidade é cheia de pessoas da pior espécie. — Pois o mesmo tipo de pessoas você encontrará aqui — respondeu o velho. No dia seguinte, o homem foi embora. Dia depois, um jovem chegou na aldeia da mesma maneira que o outro. Se hospedou, foi até a praça para comer e encontrou, na barraquinha de macarrão, o mesmo velho. — Que tipo de pessoas vive nesse lugar? — perguntou o jovem ao velho. — Que tipo de pessoas vive no lugar de onde você veio? — O melhor tipo de gente. Lá, as pessoas são amáveis e amigas. — O mesmo tipo de gente você vai encontrar aqui. Depois de comer, o jovem foi embora, e o dono da barraquinha perguntou ao velho: — Como é possível que você dê respostas tão diferentes para duas pessoas? — Cada um vê o ambiente onde vive de acordo com o seu coração. A maneira que você vê o mundo à sua volta é igual aos seus sentimentos internos. Portanto, para que o mundo mude, é preciso mudar o seu coração e sua maneira de enxergá-lo. Esse conto nos ensina que a vida está intrínsecamente ligada ao ato de dar. No tecido complexo das interações humanas, descobrimos que a energia que emanamos para o mundo muitas vezes retorna para nós de maneiras inesperadas, podendo ser positiva ou negativa. Essa dinâmica essencial é um lembrete constante de que aquilo que oferecemos ao próximo e ao mundo ecoa de volta em nossa própria vida. É uma forma de semear e colher, dar e receber. O que você tem recebido do outro? Ou melhor, o que tem dado ao outro na vida? Pense nisso, mas pense agora.

08/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:11

TUDO PASSA

Um príncipe da Pérsia muito generoso tinha em sua corte um sábio cuja função era orientá-lo em suas decisões, esclarecê-lo em suas dúvidas e corrigi-lo em seus erros e injustiças. Um dia, bem cedo, o príncipe ordenou que o conselheiro viesse à sua presença e disse: — Acabo de receber este pequeno cofre, dentro do qual havia apenas este anel de ouro. O conselheiro examinou a joia e, depois de refletir durante algum tempo, falou: — Afirmo que este anel é uma das mais antigas e valiosas peças do tesouro persa. Como vê, no rico escudo em forma de tâmara, ele ostenta, em letras bem talhadas, a palavra Iazu. Iazu é a palavra mais expressiva e eloquente entre todas as que figuram no riquíssimo vocabulário persa. Tem o dom de nos tornar alegres, quando estamos tristes, e de moderar nossas alegrias nos momentos de extrema felicidade e ventura. — Singular, muito singular — refletiu o soberano —, mas insisto em perguntar: o que significa tal palavra? Iazu, ao príncipe, dentro da sua espantosa simplicidade, significa apenas isso passa, ou tudo passa. Há ocasiões em que nos sentimos aniquilados pelos sofrimentos, pelas enfermidades, feridos pelas aflições, pelos golpes imprevistos do infortúnio. Para que o ânimo volte ao nosso espírito, proferimos, cheios de fé, fortalecidos de esperanças e azul: — Sim, tudo passa. Virão dias melhores, dias calmos e felizes. A prosperidade voltará a iluminar a nossa jornada. A saúde será reconquistada. E a serenidade procurará pouso em nosso atribulado coração. O príncipe tomou o anel em suas mãos e, examinando-o serenamente, concluiu: — No meio de estonteantes triunfos ou sob grandes dificuldades, em todos os momentos culminantes de minha vida, jamais esquecerei tal ensinamento. Isso passa. Lembremos deste ensinamento. Tudo é transitório. Passa a dor, passa o problema. Passa a tempestade. Passa a abundância. Às vezes parece difícil demais. Os problemas se acumulam. As frustrações nos abatem. As tristezas nos invadem. Os momentos de felicidade passam. Os sorrisos vão embora. O amor acaba. Disponhamo-nos a viver o hoje. Viver o agora. O momento. Porque, seja ele bom ou ruim, isso passará. O ontem se foi. E o amanhã não nos pertence. O que nos resta é o hoje. Nos momentos de tristeza, mantenhamos a calma e busquemos a paz. E, nos momentos de felicidade e de tranquilidade, pensemos no futuro. Construamos boas amizades, bons momentos, para que sirva como alicerce do nosso bem-estar. E, em todos os momentos, aproximemo-nos de Deus. Para tudo há uma esperança e uma solução. A compreensão de viver é entender a vida no sentido mais amplo. Nesta razão, traçamos objetivamente a vida, através da boa vivência, da fé e do amor que distribuímos ao próximo. E, dia após dia, que esse seja nosso lema diário. E azul, tudo passa. Pensemos nisso, mas pensemos agora. Mantenhamos a paz.

07/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 5:05

QUANTO VALE SER UMA PESSOA SÁBIA?

Certa vez, uma moça simples, órfã, ainda jovem, criada por seu primo Mardoqueu, ouviu falar que o rei estava à procura de uma nova rainha. Por sua vez, a primeira havia desobedecido as ordens dele e sido banida do palácio. Ela, mais que depressa, começou a se preparar. Recebeu alguns meses para isso e usou prontamente perfumes de mirra, entre outras iguarias da época. Quando chegou o dia de conhecer o rei, a moça que se chamava Ester, entre tantas outras mulheres, foi a escolhida. Encantou seu futuro marido com sua beleza, doçura e sorriso. Ela se tornou a nova rainha, ganhando muito mais do que havia sonhado. Essa moça, tempo depois, resolveu um grande problema. Salvou seu povo, que estava prometido de morrer, que iniciou com seu primo. Ele recusou de se curvar perante uma autoridade, chamada Hamã, que ficou irado e foi pedir permissão para o rei. Informou que queria matar todo o povo judeu. O rei Assoeiro, esposo de Esther, concedeu o pedido. Esther, sabendo disso, agiu com muita sabedoria. Pediu permissão para entrar na presença do rei e, com sua delicadeza e humildade, pediu para que ele não matasse a moça. Esse povo, no qual era considerado sua família, onde ela cresceu. O rei concedeu e admirou a coragem de sua esposa, pois, na época, as esposas só podiam entrar na presença do marido com a ordem dele. Ester se tornou referência para outras pessoas, inclusive hoje tem um capítulo todo no livro mais lido do mundo. Afinal, como tal pôde ser tão corajosa? Ester sabia o que queria, ela sabia sua identidade, amava a si mesma com todo seu coração. Sabia também que seu sucesso era cuidar do seu esposo de forma gentil, de sua família e do seu povo. Uma mulher sábia, que se tornou inesquecível. Mas quanto vale ser uma pessoa sábia? Vale saber que sua felicidade está nos detalhes, nos sentir, nos sentir? No falar, no agir e, principalmente, no amor por si mesma. A lição de hoje é para você. Se cuide. Tire um tempo para si. Leia bons livros. Faça atividade física. Medite, cante, dança, viaje. Compre as melhores roupas e divirta-se. Essa pessoa sempre vai contagiar a todos que estão ao redor. Não espere. Pense nisso. Mas pense agora.

06/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 3:38

QUEM DOBROU SEU PAREQUEDAS HOJE?

Quem dobrou seu paraquedas hoje? Charles Plomb foi piloto de caça na guerra do Vietnã. Certo dia, seu avião foi derrubado durante uma missão de combate. Ele saltou de paraquedas, salvando a sua vida. Caiu em campo inimigo, foi capturado e passou seis anos como prisioneiro no norte vietnamita. Após sobreviver a esse período e retornar aos Estados Unidos, começou a fazer palestras, relatando a sua audição e o que a prisão lhe ensinara. Um dia, num restaurante, foi saudado por um homem. Olá, você é Charles Plumb, o piloto que teve seu avião derrubado, não é mesmo? Sim, respondeu. Como você sabe? Ora, era eu quem dobrava o seu paraquedas. Parece que funcionou bem, não é verdade? Charles Plumb, o piloto, ficou boquiaberto. Claro que funcionou. Caso contrário, eu não estaria aqui hoje. Naquela noite, ele não conseguiu dormir, pensando e perguntando-se quantas vezes via esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse nenhum bom dia. Eu era um piloto arrogante e ele um simples marinheiro. Pensou nas horas que o marinheiro passou humildemente no barco, em meio a tantos outros pilotos tão senhores de si como ele próprio. Mas a sua tarefa bem realizada era a responsável por vários deles continuarem a viver. Pensou também nas horas que o marinheiro passou humildemente no barco, enrolando os fios de seda de vários paraquedas, tendo em suas mãos a vida de alguém que não conhecia. Hoje, Charles Plumb inicia suas palestras e o faz perguntando à plateia: Quem dobrou seu paraquedas hoje? Como Charles Plumb, aprendemos a importância de valorizar as contribuições dos outros em nossas vidas. Através de suas experiências de vida, o piloto aprendeu lições valiosas sobre humildade e reconhecimento. O momento de autoconsciência o fez retençar suas atitudes e perceber a importância de cada pessoa, por mais simples ou insignificante que possa parecer seu papel. E, como tal, convida-nos a refletir sobre as muitas pessoas que nos ajudam todos os dias, mas que muitas vezes não recebem o reconhecimento que merecem. Precisamos valorizar e apreciar as contribuições dos outros, independentemente da sua posição ou estatuto. A história nos lembra que todos dependemos uns dos outros para sobreviver e prosperar. E é importante reconhecer e valorizar o apoio que recebemos ao longo do caminho, grande ou pequeno. Todas as pessoas são importantes. Quando desprezamos alguém, esquecemos que a roda da vida pode virar e um dia nossa vida pode estar nas mãos dela. Uma pergunta para encerrar. Quem dobrou seu paraquedas hoje? Pense nisso. Mas pense agora.

05/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:13

FAÇA SEMPRE UM POUCO MAIS

Viver é mais do que simplesmente existir. É mergulhar profundamente na correnteza da vida, deixando que suas águas nos levem a lugares inexplorados, onde as experiências transformam a jornada e descobrimos que não somos meros espectadores, mas, sim, protagonistas da própria história. Nessa jornada, cada gesto de bondade é uma onda suave, tocando corações e transformando toda a realidade ao nosso redor em um mundo onde a empatia é a linguagem universal e todos compreendem o valor de estender a mão ao próximo. Não importa a distância ou as diferenças, pois todos fazem parte de uma mesma teia de conexões. Diante dos desafios globais, como enchentes devastadoras, conflitos armados e escassez de recursos básicos, a empatia e a bondade se destacam. Vemos isso quando locais de arrecadação transbordam e voluntários enfrentam mísseis e adversidades em nome da solidariedade. Embora nem sempre seja evidente, cada passo dado e cada decisão tomada têm o potencial de mudar o futuro. É como uma árvore que cresce lentamente, fincando raízes no solo, enquanto sementes de esperança e compaixão são lançadas. Ao olhar para o próximo, enxergamos não apenas rostos anônimos, mas almas sedentas por amor e compreensão. Pessoas atravessando os momentos mais sombrios de suas vidas, muitas vezes tendo perdido não só lares e posses, mas também entes queridos. Estender a mão aos que sofrem, partilhar sorrisos solidários e oferecer abrigo aos desamparados é saber que as sementes da empatia estão sendo plantadas e que, mais tarde, florescerão em gratidão e solidariedade. É entender que, ao cuidarmos uns dos outros, também cuidamos de nós mesmos e crescemos como pessoas. Acredite que cada conversa pode ser um raio de luz, iluminando o caminho de alguém. As palavras e as ações são como sementes lançadas ao vento, capazes de disseminar gentileza, inspiração e gratidão. Ao nos expressarmos com amor, criamos laços que transcendem o tempo e o espaço. Assim, transformamos o mundo ao nosso redor não com gestos grandiosos ou mirabolantes, mas com pequenas atitudes diárias: um sorriso, uma palavra de encorajamento, um gesto de solidariedade. E, ao olhar para trás, percebemos que a jornada não foi em vão. As sementes plantadas agora oferecem sombra aos que vêm depois. Os rios da vida continuam a fluir, nutrindo a terra e tudo o que ela sustenta, e os corações tocados permanecem aquecidos pela chama da compaixão e da empatia. Portanto, viva com propósito. Transforme o mundo por meio de suas escolhas, palavras e ações. Seja a mudança que deseja ver, desenvolvendo a empatia, a sustentabilidade e o cuidado com o próximo. Pois, afinal, viver é muito mais do que simplesmente existir. É deixar uma marca memorável, indelével, no coração da humanidade. Lembre-se: seja a revolução que deseja ver no mundo. Faça sempre um pouco mais. Pense nisso... mas pense agora.

03/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:47

VIVA GRANDEMENTE

Mariana era uma menina curiosa e sensível. Caminhava com seu pai pelas ruas da pequena cidade quando viu um menino, magro, mal trapinho, rodeando algumas latas de lixo. Seus olhos, fundos e tristes, encontraram os da menina por um breve instante, antes que ele se escondesse numa densa mata que margeava a estrada. Mariana era uma menina curiosa e sensível. Caminhava com seu pai pelas ruas da pequena cidade quando viu um menino, magro, mal trapinho, rodeando algumas latas de lixo. Sem pensar, chamou a atenção do seu pai. Aquele homem justo e compassivo não hesitou, chamou as autoridades para averiguar e logo descobriu que o menino havia fugido de uma casa em guerra, onde era constantemente maltratado por seus cuidadores. Mariana aproximou-se do menino e perguntou: por que você não pediu ajuda? Assustado, o menino respondeu: a floresta é melhor do que os humanos. Elas não machucam. O pai de Mariana ajoelhou em frente do garoto e disse: algumas pessoas podem ser cruéis, sim, e a natureza é boa, mas você precisa de cuidados humanos para crescer e se tornar uma pessoa maravilhosa. E lembre-se, não é porque você veio de uma família infeliz que sua história precisa ser triste. Agarre essa nova oportunidade que a vida te dá e viva grandemente. Anos depois, Mariana soube que o menino havia sido adotado, cresceu o restante da sua vida com amor e agora é um médico pediátrico e voluntário no orfanato que o abrigou nos seus dias difíceis. Em um mundo onde as sombras do egoísmo e da indiferença se estendem, a luz da empatia brilha como um farol de esperança. Empatia não é apenas sentir o que o outro sente, é a ponte que conecta corações e mentes, permitindo que as pessoas vejam além de si mesmas e estendam a mão para ajudar quem precisa. Cada ato de compreensão é uma semente plantada no solo fértil da humanidade, e cada gesto de bondade nutre essa semente, incentivando-a a crescer e florescer. A história é um testemunho de que, quando regadas com empatia, amor e compreensão, as sementes da mudança podem romper o concreto da apatia, a dor e a desilusão. A mudança no rumo da história começa com a escolha que cada indivíduo tem ao agir com compaixão e altruísmo, bem como a escolha que cada um faz diariamente diante das dificuldades e da dor. Não devemos guardar rancor, nem pensar que o mundo é culpado pelo nosso sofrimento, pois isso só aprisiona o coração, impedindo que ele se desenvolva para a vitória. A compreensão é como um eco que se propaga. Um simples ato de bondade tem o poder de iniciar uma onda de mudanças positivas, transformando a narrativa de uma era. O Evangelho nos ensina que não devemos ser prisioneiros do ciclo da retaliação, mas sim libertadores da graça. Romanos, capítulo 12, verso 21, diz: não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem. Este versículo ressoa como um chamado para quebrar as correntes do rancor e retribuir o mal com o bem, iluminando o caminho para um futuro em que a empatia é a chave para desbloquear o potencial ilimitado da história humana. Pense nisso, mas pense agora.

02/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:40

UM ANO NOVO PELA FRENTE

Estamos no primeiro mês do ano. Quando o mês de janeiro chega, é sempre um momento de renovação das esperanças. Espera-se o Ano-Novo para começar uma vida nova, estabelecer novas metas e renovar propósitos para tantas coisas. É comum as pessoas elaborarem suas listas de bons propósitos para os próximos meses, pararem para pensar em seus projetos. Mesmo sabendo que o tempo só existe em função dos movimentos estabelecidos pelo planeta, é interessante essa movimentação individual toda vez que um novo período se inicia. Mas, falando em lista de bons propósitos, você já se deu conta de que quase sempre esquecemos o que listamos? Muitas vezes, nem sabemos onde guardamos a tal lista. O Ano-Novo deve ter um significado especial. Embora o tempo seja sempre o mesmo, essa convenção ganha importância na medida em que nos condiciona ao início de uma etapa diferente, renovada, fazendo com que nos sintamos motivados à renovação. Renovação de hábitos, de atitudes, de prioridades, como estar mais com a família e reorganizar as horas dedicadas ao trabalho profissional. Agora, talvez seja o momento de colocarmos em prática todo o nosso aprendizado. Podemos e devemos nos importar mais com os filhos, lembrando-nos de não apenas perguntar se já fizeram a lição de casa, mas participar, acompanhar, interessar-nos pelos conteúdos escolares. Devemos dedicar mais tempo às crianças, não apenas em passeios à praia ou nas viagens de férias, mas também no dia a dia: um momento para o lanche, uma boa conversa, uma saída para saborear um sorvete e apreciar a carinha lambuzada de chocolate. Também vale reservar uma tarde para conversar com os mais velhos, ainda que à distância, por telefone ou pela internet. Trocar e-mails afetuosos, e não apenas aqueles relacionados a decisões ou finanças. Usar o telefone simplesmente para dar um "olá", desejar boa viagem, feliz aniversário ou dizer que sentiu saudades. Bom, você também pode fazer o propósito de comer menos doces, diminuir os carboidratos da sua dieta, visando uma melhor qualidade de vida ou, simplesmente, adequar-se ao seu peso. Também pode pensar em mudar o visual. Quem sabe modificar o corte de cabelo, pentear os fios para o outro lado, aprender um novo idioma, fazer uma visita ao dentista e, é claro, realizar um bom check-up. Cuidar da saúde é essencial. Melhor ainda é não esquecer de formular propósitos para a sua alma. Acrescente à lista estudar mais, ler mais, compreender melhor o outro, dedicar-se a um trabalho voluntário, servir alguém com alegria e bom ânimo. Com certeza, cada um terá muitos outros itens para acrescentar à lista. Até mesmo coisas simples, como mudar o caminho de ida e volta do trabalho para casa. Ou desafios maiores, como se dispor a pensar um pouco mais no outro e não exclusivamente em si, especialmente nos relacionamentos a dois. Imprescindível, no entanto, é que você deixe essa lista em um lugar visível, para olhá-la muitas vezes durante todo o ano. É importante lembrar-se de lê-la com frequência, acompanhando aquilo que já conseguiu realizar e identificando onde ainda precisa investir mais, persistindo até alcançar a vitória. Ainda estamos no mês de janeiro. Você tem o ano inteiro pela frente. Que este seja um ano de concretas realizações em sua vida. Faça algo diferente. Pense nisso... mas pense agora.

01/01/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:53