PINOT NOIR
26/12/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:31
Notas do Episódio
Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar, está começando Música & Vinho, com a sommelier Kézia Giugni. No famoso Vale do Limarí, no Chile, a temperatura é naturalmente mais baixa devido aos ventos frios vindos do Oceano Pacífico. Em contrapartida, a região apresenta uma alta intensidade solar, se comparada a outras áreas produtoras do país. Esse contraste favorece um amadurecimento lento das uvas, resultando em vinhos com maior concentração de aromas e sabores. Outro ponto marcante do Limarí é o solo, rico em carbonato de cálcio, característica que confere aos vinhos uma mineralidade intensa. Já citei aqui alguns Sauvignon Blanc da região que chegam a apresentar uma sensação quase salgada em boca. Desta vez, a degustação foi de um Pinot Noir. Eu não sei você, mas eu tenho dia de Pinot, dia de Sauvignon Blanc, dia de Syrah, de assemblage, de vinhão, de vinho francês, de Porto… Eu não consigo ser fiel a um único vinho — nem a uma marca, nem a um país, nem a um produtor. Como já dizia minha amiga Josiane: somos índios — infiéis e aventureiras. E é justamente essa curiosidade que traz toda a riqueza e diversidade do mundo do vinho. O vinho degustado foi o Tabalí Pinot Noir: delicado, sedoso, com notas aromáticas de cereja e um leve toque terroso, típico da variedade. A mineralidade aparece de forma elegante, trazendo frescor e equilíbrio ao conjunto. Fica aqui uma ótima sugestão de Pinot Noir para você degustar. Lembre-se sempre da moderação e, principalmente, de compartilhar conosco nas redes sociais usando a hashtag #musicaevinho. Quero saber: o que você está degustando?