Pense Nisso | Centro América FM Cuiabá - Easy | Cadena

Episódios

Correr Riscos

Correr riscos Sêneca foi um filósofo e poeta romano que viveu sob o império de Calígula, depois Cláudio e, finalmente, Nero. Seu talento como advogado lhe valeu a inimizade do imperador Calígula. Sob o império de Cláudio foi exilado durante oito anos. Chamado de volta a Roma, foi tutor de Nero e, durante algum tempo, conseguiu exercer uma influência benéfica sobre o jovem imperador. Mais tarde, adotou uma posição de complacência com as tantas loucuras cometidas pelo imperador, o que não impediu que viesse a receber ordem para se suicidar. Vivendo em climas tão adversos, manteve sua preocupação com as conquistas morais individuais. E teve oportunidade de escrever: Chorar é correr o risco de parecer sentimental demais. Rir é correr o risco de parecer tolo. Estender a mão é correr o risco de se envolver. Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu. Defender seus sonhos e ideias diante da multidão é correr o risco de ser mal interpretado e perder as pessoas. Amar é correr o risco de não ser correspondido. Viver é correr o risco de morrer. Confiar é correr o risco de se decepcionar. Tentar é correr o risco de fracassar. Mas devemos correr os riscos, porque o maior perigo é não arriscar nada. Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada. Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem. Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade. Somente a pessoa que corre riscos é livre. * * * A decisão de correr riscos ou não, é nossa. Agora, podemos continuar a deter o choro porque nos foi dito na infância que homem não chora. Ou, no caso da mulher, para não demonstrar eventual fraqueza. Ou nos permitirmos as lágrimas demonstrando que somos seres humanos, com sentimentos. Podemos ser daqueles que defendem as suas ideias nobres, lutando pela vida, expondo-nos ou nos calarmos diante da injustiça. Podemos nos engajar no movimento pela vida, expondo a nossa opinião contra o preconceito, contra a exploração religiosa; que usa a boa fé das pessoas humildes para se ganhar dinheiro. Ou simplesmente continuarmos calados e permitir que tudo vá acontecendo, sem nos preocuparmos. Podemos nos envolver em movimentos pela paz, pelos direitos dos desfavorecidos, ou permanecermos apáticos, deixando que tudo corra a bel prazer. Podemos, enfim, lutar por melhorar a nossa condição de humanidade, burilando as nossas paixões e vencendo a nossa acomodação. Ou optarmos por continuar onde estamos, como estamos, não encetando nenhum esforço por granjear outras virtudes ou valores de nobreza humana. A decisão é sempre individual e intransferível. * * * A caminhada é longa e tortuosa. A escolha do caminho ou a velocidade com que se deseja andar, é de cada um. Optar pelo crescimento ou aguardar ser arrastado pela lei inexorável do progresso é de cada criatura. Mas, quem deseje alcançar antes a felicidade, idealize mudanças desde hoje, enquanto as oportunidades sorriem e as chances se fazem abundantes. Elaborado com base em texto atribuído a Sêneca e no verbete Sêneca, da Enciclopédia Mirador, v. 18, Encyclopaedia Britannica do Brasil.

22/05/2020 09:00 | DURAÇÃO 4:20

Dias de Desafios

Dias de desafios Quem de nós não desejaria que a existência transcorresse à semelhança de um rio calmo, onde a barca de nossa vida singrasse por águas tranquilas e serenas? Todos temos o desejo de que, na vida, os embates não surjam, as dificuldades não se apresentem, e as dores não ocupem espaço em nosso caminhar. Contudo, viver é muito mais do que atender ao escoar dos dias, ou esperar a velhice chegar e a morte encerre a vida do corpo físico. Temos o desafio, a cada vez que nascemos, a cada vez que nos vestimos de carne, de que novos aprendizados se façam. Esse é o propósito da Divindade para conosco: que o corpo físico seja a possibilidade de progresso para a alma. Assim, naturalmente haverá dias mais amargos em nossa jornada. Ocorrerão fases em que o peso sobre nossos ombros se avolumará, e os problemas se apresentarão mais complexos. Passaremos por dias tumultuosos, em que seremos testados em nossos valores, nossa perseverança, nossa fé. Surgirão situações de grande monta, exigindo que desenvolvamos capacidades morais de que não dispúnhamos ou nem imaginávamos dispor. Haverá situações nas quais a prova se mostrará mais rude, em que enfrentaremos nossos limites morais, em que bordejaremos o extremo de nossa capacidade. Nada disso acontecerá, no entanto, sem a plena anuência da Divindade. Nenhuma sem o pleno conhecimento da Providência Divina. Nada que nos ocorra é inútil ou destituído de alguma razão, mesmo que de momento não consigamos entender o propósito. Contrariando o adágio popular, podemos dizer que Deus escreve certo por linhas retas. Nós é que somos, algumas vezes, os míopes que não conseguimos ver o amor e sabedoria de Seus desígnios. Assim, se os dias se mostram desafiadores, ali está a bondade de Deus nos oferecendo o aprendizado. Para alguns, o desafio é lidar com o retorno do ser amado à pátria espiritual, deixando o rastro das saudades e uma imensa ausência. Para outros, é a dor, a doença, as deformidades, as limitações físicas que chegam inesperadamente, provocando desequilíbrio em seus dias. Para muitos, é a família a se desarticular, pela inconstância de uns, despautério de outros, desestruturando relações de alegria e fraternidade. * * * Assim é nossa jornada. Feita de desafios e lições. Quando essas nos chegam, na forma da dor ou da saudade, da doença ou de alguma carência qualquer, é sempre o convite para aprender. Vistamo-nos de coragem e fé. Enfrentemos o que nos chegue com a serenidade daqueles que entendem os desafios como necessários ao crescimento moral. * * * Os desafios existenciais fazem parte da vida. Sem eles, o homem seria destruído pela paralisia da vontade, dos membros, das aspirações, que se transformariam em doentia aceitação dos níveis inferiores do estágio da evolução. Enriquecer-se com a luz do discernimento elevado é a finalidade essencial da vida. Pense Nisso. **** Texto elaborado com pensamentos finais do cap. 11, do livro "Vida: desafios e soluções, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.

21/05/2020 19:06 | DURAÇÃO 4:15

A Importância dos nomes

A importância dos nomes Certa feita, um discípulo muito ansioso por conhecer a verdade, perguntou ao mestre Confúcio: Se o rei o chamasse para governar o país, qual seria sua primeira providência? Aprender os nomes de meus assessores, respondeu o sábio. Que bobagem! Essa é a grande preocupação de um primeiro-ministro? Um homem nunca pode receber ajuda do que não conhece, afirmou o mestre. Se ele não entender a natureza, não compreenderá Deus. Da mesma maneira, se não sabe quem está do seu lado, não terá amigos. Sem amigos, não pode estabelecer um plano. Sem um plano, não consegue dirigir ninguém. Sem direção, o país mergulha no escuro, e nem os dançarinos sabem decidir com que pé devem dar o próximo passo. Então, uma providência aparentemente banal, que é saber o nome de quem vai estar ao nosso lado, pode fazer uma diferença gigantesca. O mal do nosso tempo é que todo mundo quer consertar tudo de uma vez só, e ninguém se lembra de que é preciso muita gente para fazer isso. * * * O sábio Confúcio estava certo. E, a cada dia que passa, vamos descobrindo o quanto são importantes as pessoas que estão ao nosso lado, sejam como amigos, colegas de trabalho, subalternos ou superiores. Essa lição é válida para todas as esferas, desde a ocupação profissional mais simples que temos, até as grandes responsabilidades dos cargos políticos do país. No mundo da tecnologia, dos avanços científicos constantes, das grandes corporações, precisamos lembrar que os responsáveis por tudo isso são pessoas, seres humanos que têm suas famílias, seus sonhos, suas preocupações e, o mais importante, estão ofertando suas habilidades ao mundo para que ele continue se desenvolvendo. O presidente de uma grande empresa disse que seu maior capital desce as escadas todos os dias às dezoito horas, demonstrando que tem plena consciência do valor das pessoas em sua corporação, e que se não fossem elas, não alcançaria o sucesso que alcançou. Assim funciona em todos os ambientes que frequentamos. Saber o nome de quem está trabalhando conosco é um início de respeito ao próximo, de valorização do trabalho dos outros. É demonstrar interesse pela vida alheia, buscando conhecê-la mais a fundo. Seja qual for a profissão que exerçamos, lembremo-nos sempre disso, pois ao nosso lado estão vivendo seres humanos, almas como a nossa, que buscam o mesmo que buscamos. Fomos colocados em sociedade para nos entender e nos ajudar mutuamente. Na competição destrutiva retardamos nossa evolução moral, pois deixamos de lado o amor ao próximo. * * * Caro ouvinte, é importante entendermos, que nenhum homem tem as faculdades completas. É pela convivência social que eles se completam uns aos outros, para assegurar seu bem-estar e progredir. Por isso, tendo necessidade uns dos outros, são feitos para viver em sociedade e não isolados.Pense Nisso, mas pense agora! Texto elaborado com base em palavras de Confúcio, "A importância de saber os nomes" e nos itens 766 a 768 de "O livro dos Espíritos", de Allan Kardec, ed. FEB.

20/05/2020 19:04 | DURAÇÃO 3:59

Pretexto

PRETEXTO Às vezes, falta-nos coragem para lutar por aquilo que desejamos ou para nos tornarmos aquilo que queremos ser. Não é que tentemos e fracassemos — é pior do que isso. Uma bendita timidez, uma inexplicável covardia nos impede até mesmo de fazer a tentativa. Como explicar esse estranho comportamento? O curioso deste mundo é que aquilo que alguns têm em excesso faz uma falta terrível para outros. A autocrítica, que é a avaliação que alguém faz de si mesmo — seus defeitos e qualidades — em alguns é otimista demais, induzindo a pessoa a julgar-se a oitava maravilha do mundo e a tornar-se até mesmo ridícula por seu convencimento. Em outros, no entanto, a autocrítica é tão pessimista e tão severa que acaba fazendo a pessoa sentir-se incapaz. Um dos modos mais eficientes de nos sentirmos infelizes é vivermos nos comparando sistematicamente com os outros. Há a menina que daria tudo para ser bonita como a amiga. Há o menino que inveja a inteligência do colega de classe. Há o moço pobre que lamenta não ser rico como o moço do outro bairro. São, todos, vítimas do complexo de pequenez. Baixam a cabeça quando o menino inteligente, a menina bonita ou o moço rico passam, porque o sentimento de inferioridade os faz sentir-se ainda mais insignificantes. Quem se compara com os outros, esquece de algo importante: ninguém é igual a ninguém.Todos nós temos aptidões diferentes; uns somos melhores em cálculos, outros temos talentos para idiomas...e assim por diante. É estupidez nos deixarmos escravizar aos modelos que o mundo tenta nos impor à força. Não temos obrigação nenhuma de ser inteligentes, ou magros, ou bonitos, ou instruídos, para merecermos um lugar ao sol. Quem disse que precisamos ser perfeitos ou melhores do que os outros para termos o direito a lutar pela realização dos nossos sonhos? E quem disse que inteligência, beleza, riqueza ou instrução garantem felicidade a alguém? Quantos meninos que eram considerados pequenos gênios nos tempos de escola tornaram-se verdadeiros fracassos na vida adulta! Quantas mocinhas que na juventude arrancavam suspiros apaixonados tornaram-se mulheres frustradas no amor! E, por outro lado, quantos garotinhos atrasados transformaram-se em adultos bem-sucedidos, e quantas adolescentes desajeitadas tornaram-se felizes mães de família! A verdade é que, muitas vezes, nos apegamos a qualquer bobagem para justificar nossa falta de iniciativa. E, enquanto nos apequenamos por nos sentirmos gordinhos ou feinhos, ou por não termos dinheiro ou instrução, homens cegos se tornam astros da música, paraplégicos se tornam gênios da Física, e artistas sem braços pintam obras-primas com os pés... Pense Nisso, e prossiga na luta com resignação.

19/05/2020 19:03 | DURAÇÃO 3:37

Se o amanhã não vier

SE O AMANHÃ NÃO VIER... Se eu soubesse que essa seria a ultima vez que eu veria você dormir Eu aconchegaria você mais apertado, E rogaria ao senhor que protegesse você. Se eu soubesse que essa seria a última vez que veria você sair pela porta, Eu abraçaria, beijaria você e a chamaria de volta, Para abraçar e beijar uma vez mais. Se eu soubesse que essa seria a última vez que ouviria sua voz em oração Eu filmaria cada gesto, cada palavra sua, Para que eu pudesse ver e ouvir de novo, dia após dia. Se eu soubesse que essa seria a última vez, Eu gastaria um minuto extra ou dois, para parar e dizer: EU TE AMO Ao invés de assumir que você já sabe disso. Se eu soubesse que essa seria a última vez, Eu estaria ao seu lado, partilhando do seu dia, ao invés de pensar: “Bem, tenho certeza que outras oportunidades virão, então eu posso deixar passar esse dia.” É claro que haverá um amanhã para se fazer uma revisão, E nós teríamos uma segunda chance para fazer as coisas de maneira correta. É claro que haverá outro dia para dizermos um para o outro: “EU TE AMO”, E certamente haverá uma nova chance de dizermos um para o outro: “Posso te ajudar em alguma coisa?” Mas no caso de eu estar errado, e hoje ser o último dia que temos, Eu gostaria de dizer O QUANTO EU AMO VOCÊ, E espero que nunca esqueçamos disso. O dia de amanhã não está prometido para ninguém, jovem ou velho, E hoje pode ser sua última chance de segurar bem apertado, a mão da pessoa que você ama. Se você está esperando pelo amanhã, porque não o fazer hoje? Porque se o amanhã não vier, você com certeza se arrependerá pelo resto de sua vida, De não ter gasto aquele tempo extra num sorriso, num abraço, num beijo, Porque você estava muito ocupado para dar para aquela pessoa, aquilo que acabou sendo o último desejo que ela queria. Então, abrace seu amado, a sua amada HOJE. Bem apertado. Sussurre nos seus ouvidos, dizendo o quanto o ama e o quanto o quer junto de você. Gaste um tempo para dizer: “Me desculpe” “Por favor” “Me perdoe” “Obrigado” ou ainda: “Não foi nada” “Está tudo bem” Porque, se o amanhã jamais chegar, você não terá que se arrepender pelo dia de hoje. Pois o passado não volta, e o futuro talvez não chegue. Texto elaborado com base na carta de despedida do marido de uma das vitimas do acidente aéreo com o avião da Tam em 17 de julho de 2007.

18/05/2020 09:00 | DURAÇÃO 3:17

A Verdade

A verdade Você já pensou algum dia no poder da verdade? Ou você pensa que a verdade chega sempre tarde, quando a injustiça já se consumou? Quando foi coroado rei da Pérsia, Dario mandou dar uma grande festa para todos os seus súditos, espalhados em cento e vinte e sete províncias. Terminada a festa, adormeceu, mas foi despertado pelas vozes alteradas de três rapazes que discutiam acerca do que seria a coisa mais forte do Mundo. Em vez de admoestá-los, ficou a escutá-los. Decidiram que cada um escreveria uma frase dizendo o que era a coisa mais forte e colocariam os papéis debaixo do travesseiro do rei. Pela manhã, o rei e os príncipes da Pérsia julgariam qual a opção mais sábia. No dia seguinte, na sala dos julgamentos, leu-se a primeira frase: "O vinho é o mais forte." Aquele que escrevera a frase, considerou que o vinho tem muita força. Tanta que pode transformar em tolos os homens mais grandiosos. O rei poderoso e a criança ignorante se igualam sob sua força. Coloca nuvens na memória e torna discussões sem valor porque tudo cai mesmo no esquecimento. A segunda frase dizia: "O rei é o mais forte." A justificativa do autor foi de que o rei tudo manda e é obedecido. Envia soldados à guerra, condena pessoas à morte ou lhes concede o perdão. Todos os súditos o obedecem e ele faz o que lhe agrada. É apenas um homem, mas por ele os soldados cruzam montanhas, derrubam muralhas, atacam torres e depois de conquistado o país, trazem os frutos para ele. A terceira frase afirmava: "Acima de tudo, a verdade prevalecerá." O jovem que a escreveu falou: "A verdade é mais forte que todas as coisas. O rei pode ser perverso, o vinho é perverso. Os homens podem ser maus. Todos eles perecerão. Mas a verdade é eterna. É sempre forte. Nunca morre. Tampouco é derrotada. Faz o que é justo. Não pode ser corrompida. Não necessita do respeito das pessoas para existir. É grandiosa e soberana sobre todas as coisas." E Dario julgou que o terceiro jovem era o mais sábio, dizendo-lhe que pedisse o que quisesse. O jovem era um judeu e lembrou ao rei que ele deveria cumprir a promessa de reconstruir Jerusalém. Que ele deveria reconstruir o Templo, conforme compromisso assumido no dia em que subiu ao trono. E o rei da Pérsia cumpriu a promessa. * * * Esta história se baseia em eventos descritos no Primeiro Livro de Esdras, na Bíblia. O jovem sábio judeu se chamava Zorobabel. Ele foi um líder do povo judeu na época de seu retorno do exílio na Babilônia, cerca de 520 antes de Cristo Texto elaborado com base no cap. "A verdade vencerá", de Ella Lyman Cabot, de "O livro das virtudes", v. I, de William J. Bennett, ed. Nova Fronteira.

16/05/2020 17:44 | DURAÇÃO 4:02

Ciúme devastador

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15/05/2020 17:43 | DURAÇÃO 4:13

O Poder do Amor Silencioso

O Poder do Amor Silencioso Roberta estava a caminho de Nova York, onde faria uma palestra em um congresso médico. A caminho do aeroporto, passou pela casa da Sra. Hillary Withers, que morrera há pouco e onde se realizava uma grande venda de utensílios, roupas, calçada. Roberta entrou e foi verificando o que havia por ali. Chamou-lhe a atenção, no sótão, a grande quantidade de sacos de embalagem amarelados, de todos os tamanhos, contendo produtos ainda intactos. Reconheceu um deles. Lembrou-se de quando se tornara representante de uma empresa de perfumaria e cosméticos. Naquele remoto dia de junho, ela havia percorrido toda a avenida, batido a todas as portas e não vendera nada. Desanimada, chegara à última casa. A casa da Sra. Withers. Foi convidada a entrar, vendeu cremes e perfumes, num total de mais de cem dólares. Uma enorme compra! Roberta disse que pretendia, com o dinheiro da comissão, comprar uma malha de lã para sua mãe e economizar para pagar o curso de enfermagem. A Sra. Withers lhe ofereceu chá e, enquanto o preparava, devagar, deixando-o em infusão em um bule especial, foi lhe dizendo que ela poderia conseguir qualquer coisa que tivesse em mente. Após aquela visita, Roberta recebera prêmios como vendedora distrital e nacional. E realizara o seu sonho de ser enfermeira. De volta ao presente, ela perguntou à senhora que cuidava das embalagens por que a Sra. Withers comprava produtos se não os usava. Em tom confidencial, ela segredou: Hillary tinha um carinho especial pelos vendedores. Nunca os dispensava. Comprava seus produtos. Também emprestava um ouvido amigo e compartilhava o seu amor e as suas orações. Acreditava que alguém, com um pouco de estímulo, poderia alcançar metas inimagináveis. Depois, repassava a outros os produtos. Nem todos, como se vê. Eram tantos, que alguns acabavam esquecidos. Quando Roberta chegou ao congresso e caminhou até a tribuna, olhou todos aqueles especialistas da área da saúde e sentiu tremerem as pernas. Recordou-se então, das palavras da Sra. Withers. E começou dizendo: Costuma-se afirmar que o trabalho de enfermagem significa tornar visível o amor. Nesta manhã, aprendi o extraordinário poder do amor silencioso, manifestado em segredo. Um tipo de amor que não é para ser exibido, mas que realiza o bem na vida das outras pessoas. Alguns de nossos mais importantes gestos de amor podem passar despercebidos. Contudo, um dia, eles irão florescer, quando seu aroma se desprender. E contou aos colegas a história emocionante da sua benfeitora. * * * Leve em sua bagagem pessoal, para onde quer que você vá, algumas frases especiais, como: Seu trabalho foi excelente. Suas palavras me ajudaram. Obrigado por me servir. Senti sua falta. Estou muito feliz por você. Orei por você hoje. Se existem palavras que você gostaria de ouvir, tenha certeza de que elas também servem para encorajar os outros. Texto elaborado com base no cap. "Um bule de chá muito especial", de Roberta Messner e no cap. "Palavras de incentivo", de Susan Maycinik, do livro Histórias para o coração 2, de Alice Gray, ed. United Press.

14/05/2020 19:20 | DURAÇÃO 4:08

Ser gentil

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13/05/2020 19:19 | DURAÇÃO 3:59

Veja de Um Ponto Mais Alto

Veja de um ponto mais alto Quando somos pequenos, tem muita coisa que não entendemos direito. Mas, na medida em que vamos crescendo e vemos as coisas de um ponto de vista mais abrangente, muitas coisas que antes não entendíamos, ficam claras. É o caso do menino que conta a sua história singela, da qual podemos tirar profundos ensinamentos. Diz o garoto: Quando era pequeno, minha mãe bordava muito. Eu me sentava no chão, perto dela, e lhe perguntava o que ela estava fazendo. Ela me respondia que estava bordando. Eu observava seu trabalho de uma posição mais baixa de onde ela estava sentada e lhe dizia que o que ela estava fazendo me parecia muito confuso. Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente dizia: Filho, saia um pouco para brincar. Quando eu terminar meu bordado chamarei você e o colocarei sentado em meu colo e o deixarei ver o bordado da minha posição. Perguntava-me porque ela usava alguns fios de cores escuras e porque me pareciam tão desordenados de onde eu estava. Minutos mais tarde, eu a escutava a chamar-me: Filho, venha e sente-se em meu colo. Eu o fazia de imediato e me surpreendia... E me emocionava ao ver a formosa flor e o belo entardecer no bordado. Não podia crer: de baixo parecia tão confuso! Então minha mãe me dizia: Filho, de baixo para cima o bordado parecia confuso e desordenado porque você não podia ver que acima havia um desenho. Agora, olhando-o da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo. Os anos se passaram, mas a lição ficou para sempre naquele coração de menino. Hoje ele é um homem e, muitas vezes, ao longo dos anos, ele olha para o céu e diz: Pai, o que o Senhor está fazendo? E, na acústica da alma ele ouve a resposta do Criador do Universo: Estou bordando sua vida, filho. E o homem replica: Mas me parece tudo tão confuso... tudo em desordem. Os fios parecem tão escuros... Por que não são mais brilhantes? O Pai parece dizer-lhe: Meu filho, ocupe-se do seu trabalho... Eu farei o Meu. Um dia, Eu o colocarei em Meu colo e você verá o plano de um ponto mais alto. E perceberá que tudo faz sentido, que tudo está sob controle. * * * Por vezes, olhamos o mundo em redor e tudo nos parece confuso, desordenado, sem rumo nem direção. Isso acontece porque vemos as situações de um ponto de vista muito acanhado, por causa da nossa pequenez. No entanto, o Criador sabe que tudo está correto, muito embora não consigamos compreender Seus objetivos. Mas, se é certo que ainda não compreendemos totalmente os planos de Deus, também é certo que nos cabe uma parcela de contribuição para a realização desses objetivos. Por isso, ainda que tudo nos pareça confuso, façamos a parte que nos cabe e tenhamos certeza de que um dia veremos as coisas de um ponto mais alto e as compreenderemos. * * * Deus, que é a Inteligência Suprema do Universo, deseja que Seus filhos cresçam e aprendam as lições por si mesmos. É por essa razão que Ele nos confia missões de acordo com as nossas possibilidades. Os insetos, as plantas, os fenômenos naturais e tudo o que existe sobre a face da Terra exercem importante função na obra da Criação. Os seres humanos, por serem dotados da capacidade de raciocínio, são, sem dúvida alguma, os que têm as missões mais importantes.

12/05/2020 09:00 | DURAÇÃO 4:34

Vá ao oeste

Vá ao Oeste Durante o século XV, os desbravadores dos mares passaram por muitas empreitadas difíceis. Eles estavam em busca de novas terras. Colombo descobriu a América do Norte, em 1492 e Cabral, o Brasil, em 1500. Descobriram essas terras ao Oeste de onde residiam, a milhas e milhas de distância. Tempos depois, houve outras empreitadas. Os americanos buscaram novas terras, mais ao Oeste de onde estavam. Afinal, Colombo ficou apenas no descobrimento da parte leste do continente americano, e assim também foi com Cabral. No Brasil, a incumbência de ir em busca do Oeste do território coube aos bandeirantes. Em nenhum momento essas empreitadas foram fáceis. Muitas pessoas sucumbiram diante desse desafio. A conquista das novas terras ao Oeste foi um marco de superação da História humana. Procuremos nos imaginar como os esportistas. Todos eles buscam a sua superação. No início, sofrem muitas derrotas, são quedas inúmeras e muitas frustrações, mas, em seguida, conseguem alcançar o seu Oeste. É o alpinista chegando ao cume de uma montanha, o surfista pegando uma onda perfeita, o paraquedista executando com maestria suas manobras. Esses são apenas alguns exemplos de superação desses atletas. Para chegar a isso, com certeza, muito trabalho, dedicação, persistência e outros adjetivos foram necessários para que a meta traçada por eles fosse alcançada. Eles conseguiram conquistar o seu Oeste. Um Oeste que não é fácil de ser alcançado, mas também não é impossível. E para nós, onde está o nosso Oeste? Temos um a buscar? Seria a busca de um melhor salário? De uma família perfeita? De amigos e familiares compreensivos e cooperativos ao máximo? Nosso Oeste está tão distante como estava para Colombo e Cabral? É algo mais fácil ou mais difícil de ser alcançado? Muitas são as perguntas, e várias são as respostas. Cada um de nós tem a sua, cada um tem o seu Oeste a buscar. Resta saber agora se essa busca é uma busca nobre, uma busca que nos fará permanecer no caminho do bem. * * * Reflitamos bem qual Oeste estamos buscando. Se estamos no rumo onde, no futuro, veremos um caminho de luz, ótimo, sigamos em frente. No entanto, se no atual caminho percebemos que logo mais à frente enxergaremos um céu cinza e carregado, paremos e busquemos uma nova rota. Os desbravadores dos mares, por certo, enfrentaram várias tempestades e souberam contorná-las, tiveram que mudar a sua rota, mas não o seu destino. Vários Oestes existem e podem ser alcançados, mas apenas você é o dono do seu destino

11/05/2020 09:00 | DURAÇÃO 3:45

Sonho de mãe

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09/05/2020 17:56 | DURAÇÃO 5:54

O que fazemos nós

O que fazemos nós? Muito embora conte-se a mãos cheias, no mundo, as calamidades, as dores e as dificuldades, em todos os cantos há quem semeie amor, paz e solidariedade. Muito embora fale-se em catástrofes, crimes hediondos e barbáries, nunca houve, como hoje, tanta solidariedade, abnegação e amor ao próximo. Assim, será sempre o que cada um de nós escolher para valorizar que dará as tintas do que nossa sociedade vem passando. O mundo sempre foi feito de contrastes. Na multidão, que somos todos nós, estamos cada um na sua faixa de evolução e amadurecimento, fruto da própria conquista individual. Assim, nada mais natural que alguns se comprazam com a guerra, enquanto outros semeiem a paz. Não soa tão incoerente que alguns colecionem fortunas vazias e sem nexo, enquanto outros trabalhem na solidariedade fraterna. Alguns mais amadurecidos, outros nem tanto. Vale a pena lembrar que, neste caldo que é nossa humanidade, cada um de nós responde apenas por aquilo que faz. Assim, a maldade alheia será sempre do outro, enquanto não a abrigarmos em nossa intimidade. A violência do próximo estará manchando apenas as mãos dos outros, enquanto não nos apropriarmos dela como forma de conduta pessoal. Inevitavelmente, esses comportamentos, tantas vezes esdrúxulos e desequilibrados, nos chocam, nos provocam repulsa, gerando comentários de indignação. Nada obstante, resta-nos indagar: o que fazemos nós diante de tanta desfaçatez? Se tantos se locupletam no roubo e na corrupção, estamos educando nossos filhos nas virtudes da honestidade e da honradez? Se muitos se utilizam da violência para conseguir destaque, amealhar seguidores, ou como conduta de vida, será que estamos promovendo a paz com nossas atitudes e comentários? A sociedade é o espelho de seus cidadãos, com sua maturidade e seus valores. Se desejamos que ela se modifique, comecemos por nós. Nossos valores e atitudes contribuirão para um mundo melhor, ou somarão para o desequilíbrio vigente. Tudo é uma questão de escolha. Dessa forma, todas as vezes que desejarmos mudar o mundo, que anelarmos por valores elevados, essa é a hora de começarmos a mudar a nós mesmos. A reestruturação do mundo passa inevitavelmente pela reestrutura de cada um de nós. Dia virá em que, cansada e exaurida dos valores vazios e infelizes com os quais elegeu caminhar, nossa sociedade buscará outros parâmetros. Enquanto isso, que possamos dar início a essa sociedade mais equilibrada e nobre com a qual todos sonhamos. Ante a espera de mudanças mais intensas e significativas, busquemos implementar em nosso mundo íntimo tudo o que desejamos seja um dia a tônica do nosso mundo. Pensemos nisso. Façamos isso.

08/05/2020 17:51 | DURAÇÃO 3:52

A Ingratidão

A INGRATIDÃO Muitos de nós já sofremos o gosto amargo da ingratidão, não é verdade amigo ouvinte? É uma atitude louvável acudir o semelhante na hora da dificuldade — louvável e necessário. Nenhum de nós nesta vida está livre de um momento ruim. Nenhum de nós nesta vida pode garantir que jamais precisará de uma ajuda, um apoio, um ombro para chorar. Além do mais, seria muita crueldade vermos alguém no fundo do poço e simplesmente virarmos as contas, como se o sofrimento alheio não fosse da nossa conta. No entanto, o troco que às vezes recebemos de alguns por nossa solidariedade nos deixa, no mínimo, pensativos. Cá entre nós: há pessoas tão ingratas que nos fazem pensar duas vezes antes de estendermos a mão. Muitas vezes, tiramos de nós mesmos para dar a uma pessoa. Muitas vezes, empenhamos nosso nome, nossa palavra, nosso tempo, nosso dinheiro, nossa fé no semelhante, unicamente para acudir uma pessoa, libertá-la de um embaraço, livrá-la do abismo. Às vezes, comprometemos até mesmo nossa segurança, suportamos críticas, enfrentamos cara feia e resistência, tudo para defender e ajudar alguém que, na nossa opinião, é merecedor daquele sacrifício. Quando prestamos um favor, ou fazemos um bem, ou socorremos alguém em dificuldade, não estamos, evidentemente, visando retribuição. É natural de uma pessoa sensível querer ajudar, dar apoio, livrar o semelhante das situações ingratas que a vida tantas vezes impõe. Mas, embora não sejamos caçadores de recompensa, como é triste vermos alguém que ajudamos num momento difícil nos virar as costas quando mais precisamos. Nada dói mais do que a ingratidão. Existe uma lenda segundo a qual uma mulher viu-se perdida na selva, com dois filhos pequenos. Sem armas ou coragem para caçar, ela decidiu cortar pedaços de sua própria carne para dar de comer às crianças, até que chegasse ajuda. Ajuda que, infelizmente, não chegou. Mutilada e já sem forças, a pobre mãe acabou morrendo. Um dos meninos então comentou com o outro: “ainda bem. Eu já estava enjoado de comer todos os dias a mesma coisa...” Por essas e outras, é que o escritor americano do século 19 mark twain,disse um dia: “se apanhares um cão faminto e lhe deres comida, ele jamais te morderá: eis a principal diferença entre um cachorro e um ser humano...

07/05/2020 17:49 | DURAÇÃO 3:12

Os Invisíveis

OS INVISIVEIS Você acredita no invisível? Há aqueles que afirmam depositar sua confiança somente naquilo que enxergam os olhos, que as mãos tocam e que ouvem os ouvidos. Todavia, são irrefutáveis as provas científicas de que há uma gama de seres em nosso entorno, invisível aos nossos olhos e sentidos primários mas que, em relação constante conosco, exerce pleno exercício de influenciação sobre o nosso cotidiano. Tal é o caso, por exemplo, do universo microscópico. Seres uni e multicelulares que, sem que os possamos enxergar, são responsáveis por uma série de reações bioquímicas em nosso organismo. A verdade é que o invisível existe. Todavia, se aperfeiçoarmos nosso olhar, ele pode tornar-se visível. Para tal, a boa vontade, o amor, a caridade, o bem... * * * Somos todos invisíveis. Nossa presença não faz diferença para ninguém, apenas para aqueles que passam por nós e sentem medo ou raiva. Acham que todos somos ociosos, mas estão enganados. Eu sou um homem de bem, de família, estou aqui de passagem. Foram estas as palavras concedidas a um jornalista de um famoso periódico de circulação nacional, por um homem que vive nas ruas há dois anos, em mendicância. Por vergonha, ele preferiu não se identificar. Outros moradores de rua tiveram coragem de contar ao jornal os motivos que os levaram a viver sob as marquises, sem amparo de um amigo, da família e até mesmo do poder público. São os invisíveis sociais. São moradores de rua, catadores de papel. São garis, faxineiras, porteiros, jardineiros, pedreiros, ascensoristas e tantos outros. Irmãos nossos, espíritos em evolução, seres humanos com histórias de vida, sentimentos, fragilidades, aspirações, ideais, sonhos e que, na grande maioria das vezes, são simplesmente ignorados, como se não existissem. Durante seu doutorado, como parte do estágio de uma das disciplinas que cursava, o psicólogo Fernando Braga da Costa resolveu acompanhar a rotina dos garis da Universidade de São Paulo. Em sua experiência, ele relata que, ao vestir o uniforme desse profissional, não conseguiu ser reconhecido nem mesmo por seus professores e colegas de curso. Isto não significa que fui menosprezado ou rejeitado, afirmou o psicólogo. Era pior: simplesmente eu não estava lá. As pessoas não me viam, não olhavam para mim. Era como não ser. * * * Você acredita no invisível? Acredita que existem milhões de pessoas, em todo o mundo, que são invisíveis? Um bom dia, um sorriso, um aperto de mão, um olá, tudo bem? são formas de materializá-las e torná-las tangíveis, dignificando-as e exaltando a criatura humana, em detrimento de nossos preconceitos e egoísmo. Pensemos nisso . Texto elaborado com base em reportagem do site http://g1.globo.com e experiência relatada no http://invisibilidadesocial2010.blogspot.com, ambos acessados em 4.11.2015.

06/05/2020 17:48 | DURAÇÃO 3:56

Desejo

DESEJO Desejo também que nenhum de seus afetos morra, Por ele e por você, Mas que se morrer, você possa chorar Sem se lamentar e sofrer sem se culpar. Desejo por fim que você sendo homem, Tenha uma boa mulher, E que sendo mulher, Tenha um bom homem E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes, E quando estiverem exaustos e sorridentes, Ainda haja amor para recomeçar. E se tudo isso acontecer, Não tenho mais nada a te desejar ". Nota: deixar a trilha tocar por 6 segundos. Locutor entra e finaliza. Esse de fato é um dos mais belos poemas de Victor Hugo. Se você gostou e quer ouvir de novo, acesse o nosso site: centroamericafm.com.br manhã: Obrigado pela sua audiência e tenha um abençoado dia. Tarde: Agradeço o carinho da sua audiência e que a tarde lhe seja proveitosa. Noite : Que a noite lhe seja de boas inspirações, e que o peso e as dores do dia de hoje, sejam ceifados por uma excelente noite de sono. Texto elaborado com base no poema "Desejo”, de Victor Hugo.

05/05/2020 17:47 | DURAÇÃO 4:30

Apaixone-se

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04/05/2020 22:15 | DURAÇÃO 3:15

A Fofoca

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02/05/2020 22:14 | DURAÇÃO 4:25

A Benção do Trabalho

A benção do trabalho. Em todos os quadrantes das atividades humanas, é possível observar criaturas queixosas e insatisfeitas por terem que trabalhar. A maioria revolta-se contra o gênero de seu trabalho. Os que varrem a rua querem ser comerciantes. Os comerciantes desejam a condição de industriais. Os trabalhadores do campo preferem a existência na cidade. Quem obedece almeja mandar. Os convocados aos altos postos falam do peso de suas atribuições. O problema, contudo, não é de gênero de tarefa, mas de compreensão da oportunidade recebida. De modo geral, as queixas, nesse sentido, são filhas da preguiça inconsciente. O anseio pelas altas posições sinaliza uma visível vaidade. O desejo de muito ganhar e pouco fazer evidencia ganância e preguiça. Todo homem é herdeiro de si mesmo, em especial quanto a seus pendores e aptidões. Ele é sabiamente colocado pela vida nas posições mais adequadas ao próprio burilamento. Por certo o esforço individual tem o seu papel a cumprir nos destinos humanos. É sempre louvável o homem que vence as injunções de sua vida e supera todos os obstáculos. Contudo, enquanto atua em determinada área, deve honrá-la e honrar-se com o seu desempenho profissional. No contexto de uma única vida material, nem todos podem mandar ou deter as posições de fortuna. Estas se alteram conforme as necessidades de experiência das criaturas. As posições modestas costumam ser das mais úteis no aprendizado da obediência, da humildade e da frugalidade. Já as altas colocações são convites à doação ao semelhante. Não se destinam a satisfazer a vaidade, mas a realizar o bem coletivo. O importante é valorizar o trabalho, conforme se apresente. Trabalhar é uma bênção e um dever incontornável. Assim, quando sentir cansaço ou vontade de reclamar, lembre-se de que o universo trabalha incessantemente, e você, é o herdeiro das estrelas. A Humanidade começou ontem seu humilde labor. Mas o universo , a quanto tempo esta no trabalho para a nossa existência? Pense nisso.

01/05/2020 22:13 | DURAÇÃO 2:59

Não venha roubar a minha solidão se não tiver algo mais valioso para oferecer em troca

Não venha roubar minha solidão, se não tiver algo mais valioso para oferecer em troca. O titulo do Pense Nisso de hoje foi transcrito da frase proferida pelo filosofo alemão Friedrich Nietzsche, conhecido como o “filosofo da afirmação da vida”. Nos tempos atuais, tempos de vidas liquidas, onde tudo é descartável, as pessoas se agarram cada vez mais na solidão. E tem na solidão como um estilo de vida positivo. Dias desses, numa enquete feita por um programa radiofônico, fi feita a seguinte pergunta: - Você acha que é possível ser feliz vivendo sozinho? Pelas respostas percebemos que a solidão, nos dias de hoje, seja mais atraente do que imaginamos. Pessoas diziam que: “Com tanta gente fútil que nos cerca, solidão está mais para um remédio” Haviam aqueles que opinavam dizendo que; “a solidão é luxo, nos dias atuais. Muitos afirmavam que, preferem a solidão como um modo de se protegerem da infâmia do politicamente correto. Onde você corre o risco de ser processado por dizer "Oi”,que pode ser acusado de assédio ou estupro.E arrematam: “É melhor viver num casulo,do que ter uma dor de cabeça explicando o inexplicável. O que fica claro, diante dessas afirmações, é que a solidão se tornou uma amiga protetora para a nossa sociedade que tudo é tão liquido, que vê no relacionamento interpessoal, como um problema que somente a solidão resolve! Se perguntar para alguns homens, porque não se casam e constituem uma família, eles respondem: prefiro um pet, que num provável divorcio, não leva metade dos meus bens e nem me processa. Muitas mulheres diziam que preferem uma vida de solidão do que ter que conviver com pessoa machista, controladora e sofrer violência doméstica. O que estão corretas. Será que as redes sociais tem ajudado pra esse processo de individualização da sociedade e esse apego tão grande pela solidão? É lá, nas redes sociais, que vivemos a fantasia de sermos o que não somos. Garantimos o nosso momento de sermos aquilo que todos querem que sejamos. Só não podemos ser aquilo, que de fato, queremos ser. A solidão se tornou a nossa amiga. Porque é ela que, aparentemente, nos oferece a proteção. Parece, que é na solidão que encontramos a nos mesmos. Na solidão, nos permitimos tirar as mascaras que precisamos usar para agradar as pessoas da nossa igreja, da nossa família, as pessoas que trabalham conosco e que exigem de nós uma vida que elas querem que vivamos. E não uma vida que seja uma opção nossa; com os acertos e erros. E aqueles de nós que ousamos viver segundo as nossas covicções, corremos o risco de sermos taxados de machistas, feministas, esquerdistas, direitistas, marxistas, fascistas... e outros “istas”. Talvez, a solidão seja o melhor remédios para uma condição psíquica que assola o mundo: a normose. Mas, o que é a normose? Normose é um conceito que se refere a normas, crenças e valores sociais que causam angústia e podem ser fatais, em outras palavras, normose é um conjunto de "comportamentos normais de uma sociedade que causam sofrimento e morte" Mas, isto é um assunto para outro dia...para um outro Pense Nisso.. *** E quanto a frase de Nietzsche, que diz "Não venha roubar minha solidão, se não tiver algo mais valioso para oferecer em troca” -Vamos oferecer algo mais valioso em troca: Ofereçamos em troca, aquelas coisas, entre aspas, “antiquadas”. Como por exemplo: as visitas entre amigos, com os intermináveis bate-papos, que hoje se extinguiram, graças a dispositivos tecnológicos que permitem contatos na nossa aldeia global, sem sair da frente de um visor; . Cultivar amizades, distribuir afagos, buscar companheiros para o entretenimento sadio, aplaudir um teatro, sair com colegas de trabalho para uma tarde de lazer junto à natureza são atos a que todos podemos nos propor. Para espantar a solidão existem fórmulas especiais e muito fáceis. Basta programar-se e convidar amigos para o final de semana. Abrir o lar para um encontro simpático, sem a exagerada preocupação de servir petiscos muito elaborados, que demandam tempo enorme no seu preparo, quando o tempo deve ser dispensado aos que elegemos para estarem conosco, algumas horas. Aprendamos a desfrutar da companhia do outro. Deus criou o homem para viver em sociedade. No contato humano é que burilamos experiências e sentimentos, aprendendo a disciplina do próprio proceder. E, se acaso, formos daquelas criaturas que afirmamos não ter amigos, colegas ou seja quem for para recepcionar ou visitar, há muitos seres no mundo, sem ninguém. Crianças que foram abandonadas e que precisam de um lar e de afeto. Há os que temem assumir a responsabilidade de adoção plena. Contudo, por que não lhes dispensar algumas horas de carinho por semana? Preparemos o lar, com brinquedos, alguns pratos diferentes, saborosos e repletemos a alma de felicidade, doando amor. A mais expressiva técnica para espantar a solidão é dispor-se a amar. E há tantos que esperam pela nossa disposição de amar! Se temermos buscar em instituições que abrigam esses pequenos, por qualquer questão pessoal que ainda não consigamos vencer, olhemos ao redor. Não haverá, perto de nós, crianças solitárias e tristes, que anseiem por um gesto de carinho? O mundo aguarda nosso amor. Espanquemos as nuvens espessas da solidão em que nos abrigamos e comecemos a ser felizes, fazendo alguém feliz, porque o amor somente beneficia a quem ama. Portanto, vamos viver uma vida menos liquida e parar de solicitar que a solidão seja sólida. Pense Nisso, mas pense agora

30/04/2020 22:12 | DURAÇÃO 5:01

O Exemplo de João

O Exemplo de João Carlos A capacidade do ser humano de superar adversidades é inacreditável. E certos exemplos nos levam a acreditar que o ser humano ainda não descobriu tudo de que é capaz. Também nos servem de exemplos para nossas próprias vidas. Um desses é o pianista João Carlos Martins. Começou a estudar piano aos oito anos de idade. Após nove meses de aula vencia, com louvor, o concurso da Sociedade Bach, de São Paulo. Um prodígio. Rapidamente ele desenvolveu uma carreira de pianista internacional. Tocou nas principais salas de concerto do mundo. Dedicou-se à obra de Bach. No auge da fama, sofreu um grande revés. Jogando futebol, sua outra paixão além da música, caiu sobre o próprio braço. O acidente o privou dos movimentos da mão. Para qualquer pessoa, uma tragédia. Para ele, um desastre total. Mas não se deu por vencido. Submeteu-se a cirurgias, dolorosas sessões de fisioterapia, injeções na palma da mão. E voltou ao piano e às melhores salas de concerto. Com dor e com paixão. Mas a persistência de Martins voltaria a ser testada. Anos depois, vítima de um assalto na Bulgária, foi violentamente agredido. Como consequência, teve afetado o movimento de ambas as mãos. Para recuperar as suas ferramentas de trabalho, voltou às salas de cirurgias e à fisioterapia. Conseguiu voltar ao amado piano mais uma vez. Finalmente, em 2002, a sequela das lesões venceu. A paralisia definitivamente dominou suas duas mãos. Era o fim de um pianista. Afastou-se do piano, não da sua grande paixão, a música. Aos sessenta e três anos de idade, ele foi estudar regência. Dois anos depois regeu a Orquestra Inglesa de Câmara, em Londres. Em um concerto, em São Paulo, surpreendeu outra vez. Regeu a Nona Sinfonia de Beethoven, totalmente de cor. Ele precisou decorar todas as notas da obra por ser incapaz de virar a página da partitura. A plateia rompeu em aplausos. Mas João Carlos Martins ainda tinha mais uma surpresa para o público, naquela noite. Pediu que subissem um piano pelo elevador do palco. E, com apenas três dedos que lhe restaram, ele tocou uma peça de Bach. A ária da quarta corda foi originalmente escrita para violino. É uma peça musical em que o violinista usa apenas a corda sol para executar a bela melodia. Bom, Martins a executou ao piano com três dedos. E, embora não fosse a sua intenção, a impressão que ficou no ar é que todos os presentes se sentiram muito pequenos ante a grandeza de João Carlos Martins. * * * Como Martins, existem muitos exemplos. Criaturas que têm danificado seu instrumento de trabalho e dão a volta por cima, não se entregando à adversidade. Recordamos de Beethoven, compositor, perdendo a audição e, nem por isso deixando de compor. De Helen Keller, cega, surda, muda se tornando a primeira pessoa com tripla deficiência a conseguir um título universitário. Tornou-se oradora, porta-voz dos deficientes, escritora. Pense nisso e não se deixe jamais abater porque a adversidade o abraça. Pense: você a pode vencer. Vença-a. Redação do Pense Nisso, com base na biografia de João Carlos Martins, colhida em pt.wikipedia.org.wiki/João_Carlos_Martins.

29/04/2020 19:10 | DURAÇÃO 4:26

Eu me tornar amor

Eu me tornar amor Nenhum pássaro jamais saberá cantar, se a música não existir em mim. Nenhum por do sol, nem a voz da criança, a chuva, o abraço, a presença, nada carregará nenhum tipo de beleza se, em minha interioridade, predominar a escuridão. Não haverá luz que ilumine o caminho, esperança em noites difíceis, serenidade para escolhas de paz, calma para enxergar com isenção, sabedoria para discernir os dias, significado para projetar nos acontecimentos, sem que eu perceba que é dentro, em mim, onde moram todas as coisas. As montanhas serão apenas acúmulos de terra, ou pedra e nada mais. Os oceanos, nada além de muita água e as flores, sem beleza, sem perfume, sem diversidade, não passarão de caprichos da natureza, se, antes, em mim, não houver um extenso jardim, com montanhas formadas pelos aclives e declives da existência, oceanos que me refrescam, me arejam, me espantam com seus estrondos que somente eu posso ouvir. Amor será sinônimo de fraqueza, de espírito pobre, amedrontado e servil. Jamais passará de título de música popular, inspiração de algum poeta alienado, ou quem sabe gancho de novela, sem sentido, sem densidade, sem nenhuma utilidade, se minha alma estiver seca, se meu medo servir de bloqueio e continuar me impedindo de saltar, de correr riscos e assumir as implicações de responder as demandas da vida em amor. Amor será apenas uma palavra açucarada enquanto estiver fora de mim, enquanto não estiver claro que só posso experimentá-lo quando de fato eu me tornar amor. Deus? O que será Deus além do chefe da religião, do "cara lá de cima", fora, desconectado, cruel, mau, manipulador que se diverte com o sofrimento alheio, alienado enquanto ignora a pobreza, a fome, o abandono de seus filhos? Enquanto nos alimentarmos de nossas teologias, tentarmos encaixotar o que não cabe em nenhum lugar, a não ser no universo que somos nós. Quem pode descrevê-lo? Quem pode anunciar-se como representante divino, portador de alguma mensagem, dono da "palavra de Deus", sem que se esvazie de si mesmo, que entregue-se ao mistério, que mergulhe na presença e, perplexo, descubra Deus na gente, aqui, dentro, em mim e, sem condições de encará-lo, renda-se ao Eu Sou em profunda gratidão, humilde, reverente, em estado de quietude interior? Tudo o que você enxerga no mundo, as cores que tingem sua realidade, são apenas reflexos. Nenhuma verdade, nenhum significado, nenhum valor, nenhuma esperança. Sem sentido, sem absolutamente nenhuma conexão com nada, caos, desordem, bagunça, loucura, assim será seu mundo, sempre, até que você mude a perspectiva e, finalmente entenda, que tudo mora dentro, que nada lá fora existe desconectado do que você tem se tornado e, ainda que a vida continue difícil, interpretá-la a partir da própria interioridade abre uma outra dimensão, iluminada pela consciência de que, no fim das contas, todas as experiências, todas elas, tem por finalidade nos fazer aprender a amar.

28/04/2020 19:08 | DURAÇÃO 4:21

Tédio

Tédio Muitas pessoas estabelecem objetivos de vida, que passam a ser buscados com intensa determinação. Limitam seus interesses na conquista de seus sonhos e quando os alcançam nem sempre encontram neles o sentido e o significado que esperavam. A meta, que por tanto tempo representou a razão de viver, cede lugar ao tédio, empurrando os seres para os abismos da depressão ou dos vícios. Por vezes, são pais que colocam na vida dos filhos os próprios sonhos. Projetam no futuro de seus rebentos os desejos que eles próprios não puderam realizar. No entanto, os filhos crescem e devem enfrentar as próprias lutas e dar curso às próprias vidas. Por vezes a constatação dessa verdade causa nos pais, mais despreparados, amarga aflição. Outros, ainda, anseiam por alcançar um patamar elevado na carreira para amealhar, assim, consideráveis recursos financeiros. Porém, quando seus objetivos se realizam, sentem-se desestimulados. Há aqueles que se esforçam para ter fama e destaque na sociedade e que, quando os alcançam, amargurados e vazios, entregam-se às drogas e aos abusos do sexo. Inquietação e desequilíbrio costumam servir de base na busca por objetivos imediatos de prazer e de satisfação. Tais metas são frutos do egoísmo que ainda move os seres, e quando alcançadas produzem tão-somente rápida e passageira satisfação. Em pouco tempo a antiga e conhecida sensação de aborrecimento e de vazio volta a exercer forte influência no cotidiano. Como se todo o esforço tivesse sido vão. Como se toda a luta não tivesse valido a pena. Nos lábios, a impressão de que alguma palavra ficou faltando. Na boca, a permanente sensação de sede. É a fome de realização plena. É uma sensação de que, em sonho, tudo era mais belo e satisfatório. É o tédio, terrível flagelo que consome existências. Silencioso e ardiloso, penetra suavemente no comportamento, instalando-se na mente e no sentimento, depauperando e dominando os indivíduos. Quando te percebas a um passo do tédio, assume nova postura e busca uma atividade que te preencha o tempo físico e mental de forma útil. Nunca te consideres impossibilitado de trabalhar, de agir no bem e de produzir. Considera o esforço dos artistas sem braços, sem pernas, que se revelaram excelentes pintores, escultores, desenhistas, ricos de inspiração e de alegria de viver. Reflete sobre a vida de outros deficientes que se transformaram em mensageiros da renovação interior, tornando-se membros indispensáveis da economia moral e social no mundo. O esforço que lhes foi exigido não lhes concedeu tempo para qualquer forma de tédio ou de desinteresse, entregando-se à lamentação ou ao desencanto. Não cesses de edificar, nem te permitas contemplar a retaguarda do já feito. Examina a perspectiva do quanto ainda necessitas realizar. Aspira à conquista do infinito e nunca te sentirás entediado com os logros conseguidos. Quem se basta com as aquisições meramente materiais ainda não alcançou a real maturidade, nem descobriu as prioritárias metas existenciais. Aquele que anela pela alegria de viver, não apenas pelo que consiga deter nas mãos, jamais será vítima do tédio, porque estará sempre em ação, sentindo-se útil e pleno. Texto elaborado com base no capítulo 13 do livro "Diretrizes para o êxito", de Divaldo Pereira Franco.

27/04/2020 18:36 | DURAÇÃO 4:25

Acolhimento que arrebata

ACOLHIMENTO QUE ARREBATA Francisco de Assis, em seu tempo, revolucionou ideias e inaugurou parâmetros de comportamento. Tinha uma forma toda especial de tratar com os deserdados da sorte, os pobres, os equivocados. Conta-se que, certa feita, três ladrões que viviam atormentando a cidade de Monte Casale, foram pedir comida a Frei Ângelo. Ciente de quem eram e os danos que poderiam provocar, ele os afugentou. Tão logo se fez a oportunidade, tudo narrou a Francisco, confiante de que receberia agradecimentos pelo que fizera. No entanto, Francisco, de imediato, não concordou com essa atitude, pois não condizia com a proposta de amor dos Evangelhos e com os exemplos do Mestre Jesus. Chamando os frades, a todos determinou outro padrão de tratamento para com os irmãos ladrões.Disse-lhes que, caso tornassem a encontrá-los, deveriam ter para com eles um procedimento diferente do comum das pessoas. Propôs, então, que os frades adentrassem a floresta, onde costumavam se esconder os malfeitores, levando alimento e uma toalha, oferecendo a refeição, mais ou menos nos seguintes termos: Irmãos ladrões, venham comer. Não precisam assaltar as pessoas. E quando assaltarem, por favor, não batam nelas. O ritual deveria ser repetido dia após dia e, finalmente, quando conseguissem as presenças dos ladrões para a refeição, deveriam aproveitar para lhes falar de outra forma: Irmãos ladrões, não seria melhor que vocês trabalhassem em vez de roubar? Podemos ajudá-los a arrumar alguma ocupação. Que tal? A proposta de acolhimento e regeneração, nessa aproximação gradativa e singela, feita de forma sincera e interessada, acabou por convencer alguns dos ladrões a modificarem a sua vida, aderindo à proposta de amor e fraternidade pregada e vivenciada por Francisco. * * * É possível que, nos dias atuais, com tanta violência vigorando, a criminalidade alcançando patamares inimagináveis, nenhum cidadão se sinta seguro, a qualquer hora do dia ou da noite, nas ruas, nem em sua casa ou em seu local de trabalho. Por isso mesmo, dificilmente buscaria um diálogo com malfeitores de qualquer ordem, até mesmo por temor à sua própria vida, pela sua integridade física. Mas o exemplo vivenciado pelos frades, sob a batuta de amor de Francisco, pode nos servir para meditarmos a respeito de novas fórmulas de tratarmos com os que qualificamos de malfeitores ou criminosos. Uma proposta de regeneração, de reeducação, iniciando pela conquista através da pedagogia do acolhimento. Também uma maneira de nos conduzir a reflexões sobre nossa própria forma de tratar osmalfeitores da nossa paz, os que nos causam problemas, levantam calúnias, estabelecem obstáculos na harmonia das nossas vidas. Como poderíamos interagir de forma positiva com eles? Talvez iniciando por não estabelecer sintonia com sua maldade. Depois, vibrando de forma diversa, endereçando-lhes, como resposta a suas agressões, o desejo de que se reabilitassem, que se dessem conta do desastre que estão causando para si mesmos. Isso porque quem semeia ventos, colhe tempestades, já sentencia o provérbio popular. Com certeza, essa nossa mudança de comportamento nos conduziria a melhores dias, a horas mais harmônicas e produtivas. Pensemos nisso. Tentemos a proposta franciscana. Texto elaborado com base em biografia de Francisco de Assis.

25/04/2020 18:35 | DURAÇÃO 4:48

Qual o sentido da vida?

QUAL O SENTIDO DA VIDA? Há uma pergunta que é recorrente. Uma pergunta, que quase todos nós já formulamos: Qual é o sentido da vida? Caro ouvinte, espero que não crie nenhuma expectativa que eu dê uma resposta definitiva, e que vá ao encontro do que você acredita a respeito do qual é o sentido da vida. Assim, vou compartilhar com você ouvinte, o meu pensamento do qual é o sentido da vida. - Eu acho que as pessoas fazem essa pergunta no pressuposto que, abre aspas, “sentido”, fecha aspas, é algo que você possa procurar. Ai exclamam: “encontrei!!! Aqui está o sentido...eureca! Eis o que é, estive procurando e encontrei”. Entretanto, não consideramos a possibilidade, de que talvez, o sentido da vida é o que criamos e fabricamos pra nós mesmo e para os outros. Assim, quando penso em sentido da vida, eu pergunto: será que aprendi algo hoje que não sabia ontem? Me trazendo um pouco mais perto de saber tudo o que pode ser conhecido no Universo. Só um pouquinho mais perto, mesmo estando muito longe de onde o conhecimento fica, estou um pouco mais perto. Se eu viver um dia e não souber um pouco mais do que ontem, acho que desperdicei esse dia. Então, as pessoas, quando os anos de escola terminam, dizem: “Me formei! Não tenho que pensar mais!” Mas como podemos pensar dessa maneira? Se aprender é ficar mais perto da natureza...mais perto de nós mesmos. E aprender como as coisas funcionam te dá poder de influenciar eventos, Te dar poder para ajudar pessoas que talvez precisem. Poder para ajudar a si mesmo e moldar sua trajetória. Então, quando eu penso, “qual é o sentido da vida?”para mim não é uma pergunta eterna e irrespondível. Para mim, é o que está ao alcance de minhas mãos todos os dias. E então, para você que se pergunta qual é o sentido da vida, sugiro que explore a natureza tanto quanto puder. Se suje, corra, tire todos os potes e pratos dos armários e bata neles com uma colher...mergulhe em um rio...só certifique-se antes que não tenha uma pedra submersa...você ainda é uma criança...somos ainda crianças.E parte de ser uma criança é explorar o mundo ao seu redor.Vpocê vai perceber que as leis da natureza influenciam esse mundo. Então, peque potes e panelas diferentes e bata com uma colher, e todas elas soarão diferentes. Soam diferentes com colheres diferentes. Algumas panelas são de alumínio, outras de aço inoxidável, algumas de cobre, todas soam diferentes. Algumas pessoas vão gritar com você: “pare de fazer isso, você está fazendo muito barulho.” Mas não se perturbe com isso, afinal você é uma criança. E há uma razão porque as crianças deixam as coisas bagunçadas e são barulhentas, porque elas estão explorando o mundo ao redor delas. É possível que você se encrenque por isso. Mas faz parte do aprendizado. E assim, o seu sentido na vida será melhorado, se for dado à você toda a liberdade que puder para explorar o mundo. Então quando ficar mais velho você estará tão perto de como o mundo funciona que quando os problemas surgirem que precisem de uma solução, você dirá:“eu sei como resolver isso!...já havia pensado nisso antes! Já havia pensado desde quando batia nas panelas no chão da cozinha!” Ou então, desde quando pulava com os dois pés em uma poça lamacenta! Então, você deve para você mesmo, e para todos os outros, quem será curado por algum remédio que talvez você invente algum dia. Você deve a você mesmo e para todos os outros a continuar sendo curioso. E ao fazer isso, você terá criado um sentido na vida, que os outros pensam estar esperando debaixo de uma pedra para eles algum dia. E você... você que foi curioso, terá feito isso acontecer por você mesmo. Esse é o sentido da vida...para o autor deste texto: fazer por você, para que possa fazer a toda humanidade.

24/04/2020 18:34 | DURAÇÃO 4:54