Pense Nisso | Centro América FM Cuiabá - Easy | Cadena

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Relacionamento de um Só

RELACIONAMENTO DE UM SÓ Por mais que amemos, por mais que nos dediquemos e alimentemos esperanças em relação aos nossos relacionamentos, por mais que queiramos, nem sempre o outro está disposto a oferecer retorno. Ou tentamos então manter uma relação unilateral, que pende somente sobre nossas cabeças, ou tomamos fôlego e percebemos que chega de sermos tontos. Não é fácil termos a noção exata de quando estamos embarcando em um barco furado, quando já fizemos tudo o que estava a nosso alcance, sem resultados consistentes. Da mesma forma, podemos nos enganar quanto às reais intenções do parceiro, caso sejamos o tipo de pessoa que espera demais, além da conta, sem prestar atenção no que o outro tem para dar. Muitas vezes, idealizamos um romance açucarado, esperamos que o outro corresponda àquilo que queremos, da forma como desejamos. No entanto, cada um tem a sua maneira própria de se expressar e de se importar, ou seja, muitas vezes o parceiro não corresponderá de forma fidedigna às expectativas que criamos e nem sempre isso quer dizer que ele não nos ama. No entanto, quando prestamos a atenção devida e refletimos com sobriedade acerca da forma como o nosso relacionamento vem sendo construído, teremos, sim, a resposta aos nossos questionamentos, por mais dolorosa que seja. No fundo, sabemos bem se estamos recebendo amor verdadeiro, se estamos vivendo a troca, a partilha, a soma de que se devem constituir as trocas amorosas. Infelizmente, muitas pessoas mal percebem que o parceiro está se despedindo a pouco e pouco, que os olhares deixaram de se cruzar, que as mãos pararam de se procurar, que o coração arrefeceu o ritmo e a intensidade de suas batidas, que o adeus há muito já se instalou. Então, quando se dão conta, o outro já nem estava mais ali ao lado e tomou a decisão de partir, em busca de ares menos densos onde pudesse respirar tranquilo, onde não fosse invisível. É preciso se conscientizar de que a única coisa que o vazio nos devolve é o eco da nossa própria e inútil insistência. É assim que muitas pessoas se perdem umas das outras, após o sofrimento calado e solitário da única parte que se entregou por inteiro, em vão, por dias, meses, anos. E, quando tomamos a decisão de sair dali, de nos libertarmos daquele vazio que suga e achata a nossa essência, nada mais importará, nada mais nos fará tentar de novo, porque o cansaço então terá varrido qualquer afetividade de dentro de nós. Já não estaremos mais por ali, nem junto, nem perto de fato, apenas distantes o bastante para sobrevivermos longe do terreno arenoso da entrega inútil. Felizmente, seguiremos prontos para recomeçar, pois estaremos levando conosco a nossa capacidade de amar com verdade, com entrega, de corpo e alma. *** Mas, para que esse amor não seja um relacionamento de um só, devemos nos ater nos detalhes, nas pequenas observações, nas respostas às perguntas mais simples que conseguimos alimentar a relação com demonstrações de generosidade e de amor. Como um lubrificante a facilitar o movimento das engrenagens, esses sentimentos permitem que a vida a dois ganhe profundidade e solidez. Frente à resposta ríspida, utilizemo-nos da bondade da palavra suave e compreensiva. Substituamos o julgamento severo e rígido, muitas vezes já desgastado pelo tempo, pela generosidade de quem percebe e reconhece valores em quem nos acompanha. Pensemos nesses detalhes.

18/08/2020 19:04 | DURAÇÃO 4:43

Começando O Dia

COMEÇANDO O DIA O homem acordou pela manhã e recordou-se de algo que lera em um livreto: Comece o dia na luz da oração. O amor de Deus nunca falha. E então decidiu orar: Senhor, hoje, até o momento, me comportei bem. Não fofoquei. Não me zanguei. Não fui ganancioso, mal-humorado, precipitado ou egoísta. Estou realmente satisfeito com isso. Mas, em poucos minutos, senhor, vou me levantar, e daí em diante, provavelmente vou precisar de muito mais ajuda. Obrigado. * * * Assim mesmo é a prece. Um diálogo franco com a Divindade, onde o ser expõe a própria alma. Não há necessidade de longas frases, nem de palavras ensaiadas. É o que a alma sente e deixa transbordar. Um pedido simples, mas profundo. Um pedido de quem reconhece que a necessidade maior reside em si mesmo, nas suas deficiências morais. Um exame de consciência e um pedido de socorro. A resposta é exatamente a fortaleza para vencer, a pouco e pouco, as dificuldades íntimas e ir vivendo melhor a cada dia, conquistando a paz. Devotando-se ao trabalho, sem se deter a observar defeitos alheios e muito menos a comentá-los, semeia-se tranquilidade no ambiente profissional. Não se permitindo envolver pelas teias do nervosismo, da inquietação, os problemas vão sendo solucionados um a um, na medida em que surjam. Sem desejar possuir em demasia, usufruir de todos os prazeres que os bens terrenos oferecem, o homem se entrega às lutas do cotidiano, sereno e confiante. Não se permitindo o mau humor por coisa nenhuma, por um contratempo no trânsito, um defeito mecânico no carro, um funcionário que não atende aos deveres, a criatura distribui serenidade onde se encontre. Sem precipitação, ouve o seu semelhante até o fim, antes de dar respostas que nem sempre atendem ao que o outro deseja. Deixando de lado o egoísmo, o homem se sente feliz em compartilhar o de que disponha e se torna uma pessoa amiga, prestativa. Compartilhar coisas pequenas, simples, como oferecer uma carona a um vizinho, emprestar um livro, indicar uma boa leitura. Compartilhar o que detenhamos inclui os valores intrínsecos do ser, que tem a ver com a vida e os seus objetivos. Portanto, compartilhemos a nossa certeza da existência de Deus, da imortalidade da alma com aqueles que se debatem no mundo, sem fé, sem rumo, sem objetivos. E guardemos a certeza de que ,se assim rogarmos a Deus que nos ajude, Ele estará conosco, auxiliando-nos nessas pequenas grandes autoconquistas diárias, que somente redundarão em felicidade para nós mesmos. * * * Cada dia é um presente especial que Deus concede aos homens. Cada dia é de tal forma único, que nunca se repete. Observemos como o sol rompe a treva da noite, trazendo a manhã radiante, sempre com um novo colorido. As flores de ontem não estão exatamente iguais hoje. As gotas da chuva que caem em abundância não são aquelas que rolaram em dias anteriores. Tudo é novo a cada dia. Essa é a grande mensagem de Deus para os homens: a renovação da oportunidade de crescer, melhorar-se e ser feliz.

17/08/2020 09:00 | DURAÇÃO 4:21

Amor Sem Fim

AMOR SEM FIM Vivemos o Terceiro Milênio. Anunciado e intensamente aguardado. Mas, como estamos vivendo estes dias? As redes sociais se tornaram as extravasadoras de manifestações de afeto. As pessoas desejam que todos saibam que elas amam demais a Fulano ou Beltrana. Declarações como: Encontrei o grande amor da minha vida. Viverei ao seu lado, eternamente, são frases escritas, gravadas, que emocionam. No entanto, quando olhamos para os nossos idosos, nos surpreendemos pelo abandono e descaso que muitos deles ainda padecem. Basta que visitemos um lar de idosos e encontraremos dezenas deles que aguardam, ansiosamente, a cada dia, a cada data especial, a visita do filho, da filha... que nunca vem. No dia das mães, no dia dos pais, no dia do seu aniversário, Natal, Ano Novo, eles se vestem com o que têm de melhor. Colocam perfume, arrumam o cabelo e fixam os olhos no portão de entrada. A qualquer momento, dizem, o filho amado entrará por ali e os virá abraçar. Ano após ano a esperança persiste. Até que a chama interior morre e eles fenecem, roídos pela saudade e amortalhados pela enfermidade que os abraça. Doença, muitas vezes, desencadeada pela dor do abandono, o carinho sempre esperado e nunca sentido. Por isso, quando somos pródigos nas nossas declarações de amor é bom nos perguntarmos: Amo verdadeiramente essa pessoa? Ou somente a digo amar porque ela é útil para mim? Porque ela atende os meus desejos, antes mesmo de eu os expressar? Ela é alguém que está sempre a postos quando preciso, me oferecendo o ombro para chorar, o braço para servir de apoio, a mão para me conduzir no rumo das minhas conquistas. Pensemos: Quando a utilidade dessa pessoa acabar, eu ainda a amarei? Meu amor é verdadeiro ou somente tem a sazonalidade do me servir, aqui e agora? Se essa pessoa deixar de ser útil, se sofrer algum problema físico, eu ficarei ao seu lado? Continuarei amando e então serei eu a lhe ser útil, até o final dos seus dias? E quando ela se for, ainda haverei de sentir a sua falta? Falta da sua presença física? Falta de ter a quem alimentar, a quem deverei levar para tomar sol, acomodar as almofadas, levar a passeio na cadeira de rodas, limpar a face, vestir, dar o remédio nas horas certas... Se tivermos essa capacidade de ficar ao lado de quem já não pode nos servir, nos oferecer algo em troca; se tivermos esse desejo de amar mesmo que o outro nada mais nos possa dar, então nosso amor é verdadeiro. E, felizmente, existem desses amores verdadeiros. Esposos enfermos, idosos, pais e mães que somaram muitos anos, e continuam a ser amados. Lembramos de Gamaliel, o mestre de Saulo de Tarso, mais tarde Apostolo Paulo, quando este adotou a doutrina Cristã. Gamaliel já idoso, se retirara para um oásis de propriedade de seu irmão Ezequias, onde lia e meditava interminavelmente sobre os textos do Evangelista Mateus. Abandonara as práticas religiosas do judaísmo, e a família, embora não o entendesse, o tratava com muito amor. O diagnóstico médico afirmava que padecia de singular astenia orgânica, que lhe consumia as últimas forças vitais. Respeitado, amado, atendido. Oxalá amemos concretamente e possamos adentrar a velhice ao lado de quem igualmente nos ame, não por nossa utilidade em sua vida, mas por nós mesmos. Texto elaborado com dados do cap. 26, do livro "Personagens da Boa Nova," de Maria Helena Marcon, ed. FEP.

15/08/2020 09:00 | DURAÇÃO 4:41

Morreu A Pessoa Que Atrapalhava A Sua Vida

Morreu a pessoa que atrapalhava a sua vida. Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito: "Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes". No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa. A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava: - Quem será que estava atrapalhando o meu progresso ? - Ainda bem que esse infeliz morreu ! Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas. Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles. A pergunta ecoava na mente de todos: "Quem está nesse caixão"? No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo... Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO! Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida. Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo. "SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU NAMORADO, OUNAMORADA, MUDA. SUA VIDA MUDA... QUANDO VOCÊ MUDA! VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA." O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e seus atos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença. A vida muda, quando "você muda". Pense Nisso, mas pense agora! Texto elaborado com parte do artigo de Luis Fernando Verissimo.

14/08/2020 09:00 | DURAÇÃO 2:54

Toda Conquista Possui Uma História

Era uma tarde de domingo, quando um escultor recebeu a visita de um amigo. O escultor estava ocupado, fazendo o que gostava, trabalhando na produção de uma estátua. Os dois conversaram um pouco e, para não tomar tanto tempo, logo o amigo foi embora. Dias depois, esse mesmo amigo voltou a visitar o escultor, que continuava trabalhando. Olhando a estátua, o amigo disse: “mas você não fez nada nessa estátua desde a última vez que eu te vi?”. Ele respondeu: “Rapaz, eu trabalhei muito! Retoquei o lado esquerdo, poli o lado direito, ajustei as afeições, e esculpi um músculo. Dei mais expressão ao lábio e mais força aos braços, veja!”, disse ele apontando para a estátua. O amigo disse: “Ah, mas foi pouca coisa!”. O escultor então falou: “Sim, talvez tenha sido pouca coisa, mas lembre-se que são as pequenas coisas, juntas, que levam algo à excelência”. O escultor desta história era alguém seguro nas suas convicções. Ele entendia que a pressa não o levaria ao resultado desejado e que os detalhes fariam toda a diferença. Defendia ações bem empregadas, zelo em cada processo, e o exercício da paciência. O escultor sabia exatamente o que fez, e o porquê fez. Entendia que a dedicação poderia trazer bons resultados. A inconveniência do amigo não o entristeceu; pelo contrário, foi uma oportunidade para que o escultor, com sabedoria, pudesse lhe transmitir um ensinamento. Até aquela hora, aquele rapaz tinha uma visão limitada sobre a estátua, mas depois da conversa, a visão foi ampliada. Ele entendeu que a estátua tinha um alto valor, não só pelo produto físico que se formava diante dos seus olhos, mas pela motivação com que ela era idealizada... fruto de maturidade. É fato que a maturidade não se consolida em apenas um, dois dias, uma semana ou um mês. Leva tempo, preparação, entrega. Esta é uma recompensa para quem se permite viver uma série de etapas, no campo intelectual, profissional, ou mesmo no relacionamento com as pessoas. A verdade é que o amadurecimento é resultado de experiências, erros, acertos, renúncias, aprendizados... É como um atleta que, antes, se prepara durante meses e anos, pra vencer um campeonato.. São raríssimas as conquistas que se consolidam da noite para o dia. Uma pessoa bem-sucedida provavelmente pagou um alto preço pra isso... Talvez, por causa da correria do dia a dia, você não tenha se dado conta que todo mundo, cada um na sua realidade, enfrenta uma grande batalha para conquistar seus objetivos. As batalhas podem ser práticas ou até mesmo interiores, como traumas vividos em alguma época da vida, problemas na família, dificuldade financeira, ou um problema de saúde... A verdade é que não conhecemos o que as pessoas passaram na vida até alcançarem seus objetivos; Não conhecemos os sonhos que elas carregam. Muitas, apesar dos seus gigantes, não desistiram, persistiram, conseguiram com fé e determinação romper as limitações, tiveram ideias criativas, e hoje se destacam de alguma maneira. Outras, levaram um longo período trabalhando num projeto, num produto, colocaram em prática o conhecimento, receberam críticas, e continuam em busca de um lugar ao sol... São inúmeras as pessoas que passam um longo período se preparando, estudando, se atualizando... porque entendem a importância de cada processo... Quando foi a última vez que você admirou os talentos e a dedicação de outras pessoas? Você conhece quais foram os desafios que elas enfrentaram até aqui? Converse mais, admire mais, permita-se aprender mais. Toda conquista possui uma história... PENSE NISSO, MAS... PENSE AGORA.

13/08/2020 08:00 | DURAÇÃO 5:04

Hábito

Hábito O hábito é o conjunto de reflexos mentais acumulados, operando constante indução à rotina. A maioria de nós que estamos na Terra vem de incontáveis séculos nos quais viveu sem muita reflexão e nem resistência moral. Há a tendência generalizada de consumir os pensamentos alheios, ajustando-se a eles. Por conta disso, exagera-se nas necessidades e se aparta da simplicidade com que seria fácil viver em paz. Porque são muitas as pretensas necessidades, ergue-se todo um sistema defensivo em torno delas. Para assegurar o que entende ser um mínimo necessário, o homem se torna egoísta e cruel. Dando vazão ao instinto da posse, cria reflexos de egoísmo, orgulho, vaidade e medo. Caminha ao sabor das influências mundanas, suscetível à opinião alheia, aos ditames da moda e da mídia. Por não refletir detidamente sobre os propósitos superiores da existência, engana-se depois do berço para se desenganar depois do túmulo. Aprisiona-se no binômio ilusão-desilusão, no qual gasta longos séculos, começando e recomeçando a senda em que lhe cabe avançar. Não é lícito desprezar a rotina construtiva. É por ela que o ser se levanta no espaço e no tempo e conquista os recursos que lhe enobrecem a vida. Contudo, a evolução impõe a instituição de novos costumes, a fim de que o ser se liberte de fórmulas inferiores. . Ainda hoje, no mundo, a justiça cheira a vingança e o amor tem laivos de egoísmo. Tal se dá pelo reflexo condicionado de atitudes adotadas há milênios. Entretanto, a ciência da vida que jamais se esgota precisa induzir reflexões que rompam com esses automatismos infelizes. Mais do que ser bonito, refinado, rico ou influente importa dignificar e purificar o próprio íntimo. Para isso, nada melhor do que se habituar a servir, a perdoar e a compreender as dificuldades alheias. A automatização de hábitos dignos, pela repetição constante, liberta da dor e da decepção. Pense nisso. Texto elaborado, com base no cap. XX do livro "Pensamento e vida", pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.

12/08/2020 18:30 | DURAÇÃO 2:48

Nossos Pesos

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11/08/2020 18:25 | DURAÇÃO 3:38

Alguém Melhor

Alguém Melhor Qual foi a experiência de vida que transformou você em alguém melhor? Não responda essa pergunta agora.Espere até o final desta edição do pense nisso. * * * A vida tem costume de surpreender. De repente, aparece alguém que, com um gesto, abre nossos olhos. Ou um acidente no percurso, apontando para novas direções. A noticia de uma grave enfermidade, a partida para o além tumulo de um ente amado. Às vezes, é uma viagem ou um encontro programado que segue rumos inesperados e nos transforma. É a soma de eventos assim, , que nos faz melhores, mais fortes, mais maduros. Pode ser uma soneca no ônibus, um encontro com um desconhecido, um raio que clareia tudo ou a proximidade da morte. O que importa é olhar para essas experiências e reconhecer que elas nos ensinaram e, do seu jeito, nos fizeram mais felizes. Sem pedir nada em troca, são pequenas graças plantadas no cotidiano. Como se fossem sinais, apontando para lugares onde podemos ser mais leves e alegres. Então, quando olhamos para trás e enxergamos o caminho percorrido, só nos resta agradecer, do fundo do coração, à vida, que nos faz uma versão melhor de nós mesmos. * * * Todas as forças da natureza nos impulsionam para frente, rumo ao progresso inevitável. Progresso da alma, que vai se tornando mais sensível, mais amorosa, mais madura. Progresso também da mente, mais esclarecida, com capacidade de tomar decisões com mais segurança. Aproveite esses momentos de reflexão, onde você estiver, para lembrar que experiências fizeram de você alguém melhor, e se você soube ou está sabendo aprender com os acontecimentos da vida. Todos eles, julgados como bons ou maus por nós, trazem dentro de si o objetivo de depurar o Espírito aprendiz. Bem, agora você pode responder a pergunta para si mesmo. Qual foi a experiência de vida que transformou você em alguém melhor? Tenha um dia de luz e não desperdice mais um dia de aprendizado. Pense nisso. (Tarde)Que a sua tarde seja abençoada e repleta de novos aprendizados. Nesta noite, não importa onde você esteja, seja uma noite de reflexões e que você possa dizer: “ O dia foi bom, mesmo não sendo como eu queria.Mas, foi o dia que eu precisava para o meu amadurecimento”. Pense Nisso e tenha uma boa noite. Texto elaborado com base em matéria da revista Sorria nº 23, de dezembro/janeiro 2012, de autoria de Jaqueline Li, Jéssica Martineli, Karina Sérgio Gomes, Rafaela Dias, Rita Loiola, Tissiane Vicentin e Valéria Mendonça.

10/08/2020 18:33 | DURAÇÃO 2:45

Seguir com fé

SEGUIR COM FÉ Dia 29 de agosto de 2005. Uma tempestade tropical de escala 5 atinge a costa sudeste dos Estados Unidos da América. Os ventos do furacão, que recebeu o nome de Katrina, atingiram 280 quilômetros por hora, e devastaram a histórica cidade de Nova Orleans. Mais de um milhão de pessoas foram evacuadas. Seiscentas mil casas, na grande maioria de pessoas pobres, foram destruídas. Um dos furacões mais destrutivos a ter atingido os Estados Unidos, deixou cerca de mil e trezentos mortos. Muitos relatos se misturam ao do senhor J.R., habitante de 65 anos de idade, sem automóvel, cartão de crédito ou dinheiro poupado. Ouvira pelo rádio, três dias antes, que a tempestade se aproximava, e que a desocupação era fortemente recomendada. Mas, sem ter para onde ir, e com a esposa numa cadeira de rodas, a saída era quase impossível. O Sr. J.R. decide permanecer e enfrentar a tempestade, a exemplo do que sempre fizera antes. Com estoque de comida e água, a família se sentia preparada. Porém, na segunda-feira, a ruptura dos diques inundou em poucas horas aquela área, uma das regiões mais baixas de Nova Orleans. A subida rápida da água forçou J.R. a tirar a mulher da cadeira de rodas, mas mesmo seus consideráveis 1 metro e 90 centímetros não foram suficientes para evitar a tragédia. Escapando de seus braços, sua amada morre submersa. * * * Como seguir adiante depois de acontecimentos como este? Como lidar com essas tragédias do cotidiano, sem nos deixar esmorecer e desistir? Certamente, cada um deverá encontrar a sua maneira, o seu alicerce, mas possivelmente todos eles passem, mesmo que sem perceber, por um maior: a confiança em Deus. Não falamos desse deus, com d minúsculo, que criamos ao longo do tempo, à nossa imagem e semelhança. Não, esse deus está desgastado, cansado, e talvez em seus últimos dias... Referimo-nos à Inteligência Suprema, o Criador, onipresente, bom e justo. Referimo-nos ao Deus das Leis perfeitas, que não se vinga, que não é tomado pela ira em circunstância alguma, e que ama todas as Suas criaturas, não preterindo ninguém. E neste amor supremo, que ainda escapa de nossa compreensão, estão desígnios, experiências, ensinamentos que, por vezes, ainda temos dificuldades em entender. Esta inteligência está no controle de tudo. Nada acontece sem que Ele e Suas leis permitam. Deus não Se esquece, nada deixa de lado, não privilegia. Ele nos dá o que precisamos neste ou naquele momento, para que continuemos nosso crescimento moral e intelectual rumo à felicidade. Seus desígnios, por vezes ainda nos deixam perplexos, mas se dermos a Ele uma chance, uma chance apenas, vislumbraremos suas razões logo adiante. Veremos que Ele apenas atendia nossa necessidade íntima, como um Pai amoroso que faz sempre o melhor ao filho, mesmo este ainda não compreendendo Suas ações. * * * Adiante... É forçoso seguir adiante. Estagnados no agora, sem horizonte, perde-se a razão de ir, de continuar. Não esmoreças... Dá mais uma chance à vida e verás que ela e o Criador te reservam dias melhores... Confia... E segue sempre... Adiante...com fé.

08/08/2020 18:32 | DURAÇÃO 4:51

Driblando a Dor

DRIBLANDO A DOR Mais de uma vez me recordo. Na infância, quando eu reclamava de alguma dor e como se costuma dizer fazia corpo mole para não cumprir alguma tarefa, escutava a história outra vez. Certa vez, a dor veio visitar a Terra. Vestiu-se de forma adequada e chegou a uma casa pobre. Havia crianças, uma mulher cansada de tantos afazeres e um homem marcado pelas horas de trabalho exaustivo. A dor gostou do lugar e se aninhou no dedão do pé direito daquele pai de família. Naquele dia, quase noite, ele se recolheu e nem deu muita atenção para a tal da dor porque o cansaço era maior do que ela. Mal despertou a madrugada o homem acordou, pulou da cama e começou a se preparar para sair. Não desejando despertar as crianças e a esposa, ele se ergueu no escuro e logo bateu o dedão num brinquedo esquecido no chão. Ai, disse ele baixinho. Ui, que dor! Acariciou o dedo dolorido com a mão calosa e enfiou o pé no calçado. A dor lhe deu uma espetada. Afinal, ela não estava gostando nada de ficar ali, apertada. O homem, responsável, saiu mancando. O dedo latejava. Ele sentiu a dor diminuir um pouco quando tirou o pé do calçado, no trajeto que fez de ônibus. Contudo, logo mais chegou ao destino. Calçou o sapato e andou. Assim foi o dia inteiro. A dor reclamando, o homem sentindo mas dizendo: Eu preciso continuar. Não posso perder este emprego. Meus filhos dependem de mim. E tudo acontecia. Ora o dedão topava na quina de um móvel, ora o sapato apertava mais, ora... A noite surpreendeu o homem na labuta, suando, trabalhando. A dor já não aguentava mais. E, quando ao ir para casa, o dedão topou numa pedra do caminho, foi o fim. A dor ficou muito zangada e disse: Vou embora. Este homem não sabe me tratar bem. E lá se foi. Perto dali, ela encontrou uma casa muito bonita, confortável e entrou. Um homem estava largado no sofá da sala, assistindo televisão. A dor gostou de tudo que viu e se instalou no dedão do pé. Ai, gritou ele. Que coisa esquisita. Que dor terrível! Já providenciou uma almofada para acomodar o pé. Ao recolher-se para dormir, enfaixou o local e no dia seguinte, fez repouso. E no outro, e no outro. A dor adorou aquele tratamento vip e tomou uma resolução: Não saio mais daqui! * * * Quando a história terminava, eu já sabia que teria que dar conta das minhas responsabilidades. Era a forma que a freira do orfanato, onde fiquei por quatro anos, me ensinar que eu devia ser forte; que pequenas dores deviam ser suportadas e de forma alguma serem motivo para não se cumprir as obrigações. Essa atitude serviu para me tornar alguém com maior capacidade de suportar reveses e dificuldades. Quando tudo parecia conspirar contra mim e eu tinha vontade de desistir, lembrava da história da dor. E retomava a luta. * * * A dor física é sempre sinal de que algo não está bem no organismo. O bom senso nos diz que se deve procurar auxílio médico para a adequada verificação do que seja, antes que o mal avance. No entanto, pequenos incômodos levam algumas pessoas, por vezes, a logo optarem por ausências na atividade profissional e descumprimento de suas obrigações. São desculpas, fugas com vistas a se furtar ao dever. Pensemos nisso e não nos permitamos entregar por pequenas coisas. Afinal, quem aprende a bem administrar pequenas questões físicas angaria fortaleza moral para eventuais dificuldades orgânicas graves que possa vir a ter e, mesmo, fortalecimento para as dores morais que tenha que enfrentar. Pensemos nisso. Texto elaborado com base na obra de Og Mandino

07/08/2020 09:00 | DURAÇÃO 5:01

A Vida, Coragem, Beleza, Magia e Romantismo

A vida: coragem, beleza, magia e romantismo. “A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.” Com essa pequena citação de um dos maiores clássicos da literatura brasileira; Grande Sertão Veredas de Guimarães Rosa, damos início com a mensagem do Pense Nisso de hoje. Sempre me pego pensando sobre o sentido da vida. Pergunto-me se cumprimos um destino ou se fazemos o nosso próprio destino, se há um sentido maior para tudo que fazemos ou se estamos apenas flutuando na brisa, se a vida vale à pena ou se é uma causa perdida. Estamos sempre com pressa, correndo aqui e acolá, em tentativas desesperadas de encontrar um lugar para nos encaixar, de sermos mais amados, de prolongar os instantes de eternidade que escoam pelas nossas mãos. A complexidade da vida não permite que consigamos defini-la em um único sentido, já que somos precários e finitos, de tal modo que nunca conseguiremos ter a totalidade do que a define. Assim como, nunca estivemos do outro lado para saber o que de fato na espera. Dessa maneira, a única certeza que possuímos é que estamos vivos e que enquanto estamos vivos, devemos impor à vida, que por ora possuímos, a grandeza que ela necessita. Se devemos ter uma vida grandiosa, consequentemente, algo, a meu ver, nós podemos concluir: a vida não é uma causa perdida. Por mais que na maior parte do tempo encontremos um mundo duro e seco, que vai aos poucos minando o nosso interesse e, sobretudo, a nossa capacidade de sentir; a vida está cheia de belezas e magia. O grande problema é que estamos sempre ocupados demais para perceber as alegrias que a vida nos proporciona. Possuímos uma cegueira seletiva, a qual não nos permite enxergar o que é essencial na vida. As nossas vidas burocráticas e automatizadas retiram a sensibilidade e a poesia que possibilitam o olhar lúdico sobre as coisas e que nos permite reparar nos pequenos prazeres da vida, os quais escondem a verdadeira beleza e felicidades que esta possui. Por que uma criança fica encantada com a chuva, com uma flor ou com um pássaro? Por que as crianças se divertem fazendo desenhos ou comendo um biscoito? Porque em tudo isso há beleza, no entanto, conforme vamos “crescendo”, vamos deixando a criança que há em nós morrer e, assim, deixamos de enxergar o mundo de forma poética, isto é, com o coração, para tão somente vê-lo com os olhos. É por esse motivo que Saint-Exupéry dedicou “O Pequeno Príncipe” à criança que seu amigo Léon Werth foi um dia, já que para enxergar o que há de belo no mundo, deve-se necessariamente se olhar com o coração. Até mesmo para aqueles que somos gestores, e vivemos o competetivo mundo corporativo, devemos colocar o encantamento, a paixão, o romantismo para que de fato, consigamos melhores resultados financeiros. O olhar poético não torna o mundo mais belo por ser mais ingênuo, e sim por ser mais lúcido, uma vez que percebe todas as tristezas que retiram nossa potência e nossa vontade de viver, bem como, enxerga as verdadeiras belezas da vida, desvinculadas das mentiras disfarçadas de felicidade que nós adultos compramos para preencher o nosso vazio. Sendo assim, é preciso coragem para ser criança e explorar a vida, com curiosidade para descobrir o que ela esconde, permitindo-se estar sem a padronização da vida adulta, apenas brincando de forma distraída, já que como bem atenta Guimarães Rosa: “Alegria só em raros momentos de distração”. Até que o ciclo se encerre e os sinos toquem, a vida é como uma noite fria puxando o nosso cobertor, cheia de dor e penúria. É o abismo que olha profundamente nossos olhos numa tentativa de sedução. É tristeza, porque há tanto para se fazer em apenas uma vida. Todavia, a vida é também um desafio que está repleto de alegria. É a aurora que vem sobre as colinas toda manhã, é o canto dos pássaros, é o cheiro da chuva, é a conversa gostosa, é o abraço apertado, é o riso demorado. Até a morte a vida pode não ter um sentido maior, mas ela não é uma causa perdida, porque o que é essencial está a nossa espera em raros momentos de distração se estivermos atentos observando com os olhos poéticos do coração. Até que o ciclo se encerre e os sinos toquem ou até a morte, a vida é cheia de momentos tristes, de perdas e derrotas que nos levam para o fundo do poço, que tornam nosso coração tão seco e quebradiço que perdemos a capacidade de sentir. Mas é também uma experiência maravilhosa, repleta de momentos de felicidades que representam a eternidade que possuímos. Até a morte a vida é sinuosa e complexa, sem qualquer manual de instrução, mas, como dito, para quem sabe prestar atenção, ela está repleta de alegria e é isso que a torna bela e grande. Assim, a grandeza da vida consiste em ter a coragem de nunca deixar a criança que existe em nós morrer para que sempre consigamos ter poesia nos olhos e enxergar as felicidades, pois lembrando mais uma vez Guimarães Rosa: “A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.” Texto elaborado com citação do livro “Grande Sertão: Veredas” de Guimarães Ros. Base no artigo de Erick Morães, “A Vida precisa é de Coragem”.

06/08/2020 18:38 | DURAÇÃO 6:43

Depreciação

Um texto, que pode não ser tão novo, está circulando pela internet e sendo compartilhado aos montes. Nele, uma mulher bonita envia uma carta para uma central de relacionamentos em busca de um homem milionário. O anuncio da jovem diz assim: “Olá! Antes de começar, posso afirmar que sou uma pessoa muito bonita (eu diria linda, de verdade), 25 anos, bem educada e eu tenho classe. Quero me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Existe algum homem assim aí, que ganhe US$ 500.000 ou mais? Quem sabe a esposa de alguém que ganhe acima desse valor pudesse me dar alguns conselhos. Eu estive envolvida com homens que ganhavam até US$ 250 mil. E US$ 250 mil não vai me fazer morar no Central Park West. Conheci uma mulher, na minha classe de yoga, que se casou com um banqueiro e hoje ela vive em Tribeca. E ela não é tão bonita ou inteligente quanto eu. Então, o que ela tem que eu não tenho? Como posso chegar ao nível dela? Rafaela S.” A resposta veio rapidamente, com uma surpresa. Quem respondeu o anúncio foi, na verdade, um milionário interessado, mas provavelmente não do jeito que a jovem esperava. Com muita ousadia, o homem usou seu conhecimento nos negócios para oferecer a jovem um contrato, que segundo ele, seria bom para ambos. Veja a carta enviada pelo milionário: “Olá, querida Rafaela. Eu li sua carta com grande interesse, pensei cuidadosamente em seu caso e fiz uma análise da situação. Primeiro, eu não posso ficar perdendo tempo, já que eu trabalho bastante e ganho mais de US$ 500 mil por ano. Dito isto, considero os fatos da seguinte forma: O que você oferece, visto da perspectiva de um homem como você quer, é simplesmente um péssimo negócio. Aqui está o motivo: Deixando de lado rodeios, o que propomos é um negócio simples: você coloca sua beleza física e eu coloco o dinheiro. Proposta clara, sem recessos. No entanto, há um problema. Certamente, sua beleza vai desaparecer e, um dia, isso vai acabar e, muito provavelmente, o meu dinheiro vai continuar crescendo. Assim, em termos econômicos, você é um ativo que sofre depreciação e eu sou um ativo que paga dividendos. Esclarecendo ainda mais, você tem hoje 25 anos e vai continuar a ser bonita durante os próximos 10 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano e, de repente, quando for você comparar com uma foto de hoje, verás que já não estas tão bela. Isto significa que agora você está “up” no momento ideal para ser vendida, não para ser comprada. Usando a linguagem de Wall Street, agora você está em “posição de negociação” (posição para comercializar), não de “buy and hold” (comprar e manter), que é o que você está oferecendo. Portanto, ainda em termos comerciais, o casamento (que para você é um “comprar e manter”) não é um bom negócio a médio e longo prazo, mas o aluguel pode ser comercialmente, um negocio razoável para nós dois discutirmos. Acho que, por auto certificar como “bem educada, elegante e maravilhosamente bonita”, gostaria de ser um provável futuro locatário dessa “máquina”. Porém, como é uma prática comum nos negócios, gostaria também de fazer um teste ou como você preferir um “test drive …” para concretizar o negócio. Em suma: Já que seu negócio pode ter uma desvalorização crescente, então, eu sugiro alugá-la no momento em que o material está em bom uso. Espero notícias suas. Me despeço cordialmente. Atenciosamente: Um milionário” Caros ouvintes, o relato que acabamos de ouvir, nos convida para uma reflexão mais profunda sobre a auto depreciação. Será isso uma vida boa? Vale a pena trocar a tranquilidade de uma vida simples pelo conforto que custa a paz íntima? Será esse o nosso ideal de vida? Valerá a pena? Certamente que não. Não há riqueza que possa pagar por sentimentos reais, pelas pequenas alegrias da família. Não. A felicidade, definitivamente, não está no dinheiro. Ela está, gloriosa, na consciência tranquila, nos pequenos prazeres que são fruto do amor, numa vida feita de trabalho e de sonhos. Pense nisso.

05/08/2020 09:00 | DURAÇÃO 5:08

Pesos e Medidas

Pesos e medidas Segundo os dicionários, justiça quer dizer conformidade com o direito. Virtude de dar a cada um o que é seu. Todavia, nós que, tantas vezes, temos cobrado da Divindade que sacie a nossa sede de justiça, se analisarmos profundamente, não estamos verdadeiramente com sede de justiça, no real sentido do termo. No convívio diário, muitas vezes nos surpreendemos agindo de forma injusta. O trato com as pessoas que nos rodeiam é diferenciado conforme a posição social ou financeira, de subalternidade ou de autoridade, de que cada uma esteja investida. Se nos dirigimos à serviçal que faz a faxina, por exemplo, falamos de determinada forma, num tom de voz e atenção distinto do que empregamos para falar com pessoas que ocupam cargos que, a nosso ver, são mais importantes. Se a pessoa que nos procura está vestida com trajes elegantes, mesmo que não saibamos de quem se trate, a nossa deferência é imediata. Mas, se está envolta de farrapos, bem diferente é a nossa atenção. Outro exemplo, é quando nosso veículo começa a demonstrar sinais de que em breve terá o motor fundido. Qual a primeira idéia que nos vem à mente? Se fôssemos pessoas justas, certamente faríamos uma boa revisão reparando os danos e, ao ofertá-lo a alguém, no caso de venda, falaríamos a verdade ao comprador. Mas o que normalmente ocorre é a idéia de passá-lo adiante o mais rápido possível. E quem comprá-lo que fique com o prejuízo. E pensamos:” me dei bem, sou muito esperto.” Mas nos achamos pessoas justas. Se o inverso acontece conosco, imediatamente nos indignamos diante do que chamamos uma grande desonestidade. Como pôde alguém nos vender um veículo prestes a fundir o motor? Que injustiça! Se observamos os governantes corruptos a tirar vantagens pessoais com os recursos públicos, imediatamente levantamos a voz para criticar e exigir justiça. Mas, quantos de nós compramos atestados falsos para ludibriar o patrão e receber o salário integral? No transito estacionamos em fila dupla, pouco nos importando se estamos atrapalhando o bom andamento do já confuso transito. Usamos, nos vários momentos, dois pesos e duas medidas. E como nos conhecemos, sabemos porque agimos dessa maneira. Sabemos quais são as nossas verdadeiras intenções. Assim, podemos nos perguntar: Será que temos mesmo sede de justiça? Ou será que nos pesos e medidas só temos pensado em nós mesmos? A justiça Divina é real e se cumprirá quando efetivamente tivermos sede de justiça, usando um único peso e uma única medida, com imparcialidade. * * * Os Mestres superiores nos ensinam que, caso tenhamos dúvidas quanto ao procedimento que devamos adotar com alguém, que nos coloquemos no lugar desse alguém e façamos exatamente o que desejaríamos que nos fosse feito. Dessa forma, jamais nos equivocaremos, uma vez que todos queremos o melhor para nós mesmos. Pensemos nisso!

04/08/2020 18:54 | DURAÇÃO 3:48

Os 13 Passos Para o Bem

OS 13 PASSOS PARA O BEM Caros ouvintes do pense nisso; Durante a nossa existência deparamos com vários manuais e livros de auto-ajuda , que nos indicam formulas para o sucesso... Mas, para construirmos os alicerces de uma vida mais feliz e fraterna, devemos seguir 13 passos para o bem. Não é fácil, mas devemos pelo menos tentar. A seguir o pense nisso, traz os 13 passos para um bem viver: 1- por mais que lhe falem da tristeza . . . . . . Prossiga sorrindo ! 2- por mais que lhe demonstrem rancor . . . . . . Prossiga perdoando ! 3- por mais que lhe tragam decepções . . . . . . Prossiga confiando ! 4- por mais que lhe ameacem de fracasso . . . . . . Prossiga apostando na vitória ! 5- por mais que lhe apontem erros . . . . . . Prossiga com os seus acertos ! 6- por mais que discursem sobre a ingratidão . . . . . . Prossiga ajudando ! 7- por mais que noticiem a miséria . . . . . . Prossiga crendo na prosperidade ! 8- por mais que lhe mostrem destruições . . . . . . Prossiga na construção ! 9- por mais que acenem doenças . . . . . . Prossiga vibrando saúde ! 10- por mais que exibam ignorância . . . . . . Prossiga exercitando sua inteligência ! 11- por mais que o assustem com a velhice . . . . . . Prossiga sentindo-se jovem ! 12- por mais que plantem o mal . . . . . . Prossiga semeando o bem ! 13- por mais que contem mentiras . . . . . . Prossiga na sua verdade ! Por mais difícil que lhe pareçam essas 13 tarefas . . . . . . Prossiga acreditando na capacidade que deus lhe deu para cumprí-las ! Pense nisso, e construa uma vida melhor pra você e para a sua família.

03/08/2020 09:00 | DURAÇÃO 2:29

Deserto Florido

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01/08/2020 14:30 | DURAÇÃO 4:29

Servidores da Humanidade

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31/07/2020 18:17 | DURAÇÃO 4:41

Síndrome do Elefante Preso

Síndrome do Elefante Preso Você já pensou porque o elefante, um animal enorme, fica preso a uma corda frágil que, com poucos esforços ele arrebentaria? Isso ocorre porque o homem usa um meio eficaz de submetê-lo, quando o elefante ainda é um bebê e desconhece a força que tem. Preso a uma corda, o bebê elefante tenta escapar. Faz esforços, se debate, se machuca, mas não consegue arrebentar as amarras. A cena se repete por alguns anos. As tentativas de libertar-se são inúteis. O elefante desiste. Vencido pelas amarras, ele acredita que todos os seus esforços serão inúteis, para sempre. Assim é que, depois de adulto, o gigante fica preso a uma fina corda que ele poderia romper com esforços insignificantes. Fazendo um paralelo com o ser humano, poderíamos indagar: Por que um ser tão grandioso, com tantos talentos, se deixa vencer por amarras tão sutis e sem fundamento? São cordas invisíveis que vão imobilizando um gigante e, por fim, ele se conforma e se submete, sem questionamentos. Desde a tenra idade até a adolescência somos amarrados com cordas ou correntes - conceitos, doutrinas, costumes, escala social, ensinamentos de obediência, subordinação - e crescemos carregando estas fictícias amarras na mente e não importa a cultura ou o país em que se vive. E mais, tudo isso em nome da tradição e do bem-estar social! Quem não segue a tradição é considerado um desajustado! Se teimar em continuar a desobedecer é tido como subversivo - em relação a governos -, herege - em relação a igrejas -, ou um louco ou demente -, pela sociedade. Fugir do padrão imposto incomoda aos líderes; pais, governantes e religiosos, ninguém gosta de ser desobedecido e adoram impor normas! Claro, quando somos pequenos é necessário que alguém cuide de nós, nos eduque, nos proteja, nos encaminhe para a vida, porém, toda esta didática emprega o medo! Desde a mais inocente história nos contada tem fundo de submissão; o Bicho papão, a Cuca vem pegar, Saci-Pererê, Mula sem cabeça, o medo do escuro, a religião dominante onde se reside é que a correta, o pecado, Deus castiga... Todos elogiam e gostam de pessoas humildes, mas poucos desejam possuir esta “virtude”. Entretanto, os costumes mudam, mesmo sem a anuência dos que tentam manter as rédeas de tudo. Surgem novas religiões, novos meios de comunicações, o saber se espalha via livros, jornais, rádios, televisão, internet, a ciência desmente boa parte de mitos e lendas, e, mesmo assim, muitos ainda continuam presos às correntes fictícias que os aprisionam a vida inteira. Surge nova safra dos donos do poder entupindo-nos e massacrando-nos de “verdades” e conceitos, e, tudo volta a ser como antes, mas com uma nova metodologia de se fazer a mesma coisa: obedecer, submissão! Todos pregam a liberdade, mas para propagar livremente sua causa, criticam ou rebaixam outras doutrinas ou qualquer outro estilo de pensamento para se sentiram por cima, mas se está no mesmo lugar, pois foi o outro que foi rebaixo e não a sua organização que subiu. Não é por ter mais torcedores que um time de futebol é o melhor time ou sempre é o campeão. Portanto, ter ou pertencer à maioria não significa possuir a “verdade”. Ser livre é não pertencer a nenhuma causa, mas ter a sua própria causa, é ter conhecimento de todas para não ser engessado, criar sua própria base de ensinamentos para orientar-se na vida. Quem pertence a uma determinada causa não é livre o bastante para falar em liberdade, a causa o torna preso a determinados conceitos, sua visão é míope e distorcida para poder opinar sem paixões sobre outros assuntos. Jamais devemos nos ater a um só princípio ou causa. Quanto mais se sabe sobre outras coisas melhor entendemos e respeitamos nossos semelhantes. Devemos sempre dar uma peneirada em tudo que nos falam e ensinam e toda doutrina tem seu ponto fraco, então, exclua-os, assim, sempre se terá a parte mais benéfica e saudável, e se cria por si só um compêndio de boas coisas. Sempre veja os dois lados de tudo. * * Você é um ser especial. Seu destino lhe pertence. Não se permita prender pelas cordas invisíveis que outras mentes desejam impor a você. Você tem um sol interior e sua força é muito maior do que possa imaginar. Rompa com todas as amarras e busque as alturas... Você é filho da luz e herdeiro das estrelas. Pense Nisso, mas pense agora.

30/07/2020 08:00 | DURAÇÃO 5:59

Como se pode definir a saudade?

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29/07/2020 08:00 | DURAÇÃO 4:35

No exercício profissional

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28/07/2020 08:00 | DURAÇÃO 3:57

Impasse

IMPASSE A Escolha de Sofia é um clássico que se transformou-se em exemplo de impasse, de dilema a ser resolvido. Sofia vive atormentada pela escolha que teve de fazer quando estava no campo de concentração. Entre todos os horrores pelos quais passou, o pior foi ter de escolher entre seu filho e sua filha qual dos dois deveriam ser mortos. Esta é a escolha de Sofia, uma mãe diante de um grande dilema .... em um documentário, foi proposto um experimento teórico para estudar a lógica da decisão . Imagine que um trem lotado encaminha-se para um precipício, redundando numa queda da qual não restariam sobreviventes. Posicionado em um entroncamento, você pode ativar uma alavanca para desviar o comboio, fazendo-o atingir um pequeno grupo de pessoas. Sua intervenção certamente causaria um número menor de vítimas. Como você agiria? Pesquisas sobre esse dilema mostram que as pessoas agiriam segundo o princípio do "menor dano". Em mais de 90% dos casos os sujeitos apertariam a barra salvando muitas pessoas, assumindo a responsabilidade pela morte de algumas outras. Porém, dizer nem sempre é fazer. Experimentos nos quais é preciso agir - e não apenas declarar as intenções - apontam outro resultado. A convicção em torno de valores, princípios e regras pode se mostrar incrivelmente frágil diante da experiência real. Situações concretas, por sua vez, são muito sensíveis à contagem dos participantes. Sozinhos na situação do trem, você e sua consciência provavelmente tomariam atitude diferente daquela que teriam se houvesse testemunha. Isto nos levam a pensar sobre situações difíceis que precisam ser encaradas de frente e que vamos jogando de mão em mão como se fosse uma batata quente. Alguém espera que alguém resolva, este alguém que resolveria pode ser qualquer um, inclusive Deus, para quem acredita nele. Temos, nos últimos anos aprendido muitos termos, palavras que significam viver ou morrer. Eutanásia, que é a prática pela qual se abrevia a vida de um enfermo incurável de maneira controlada e assistida. Crime pelo código penal. Distanásia, um prolongar da vida de modo artificial, mesmo sabendo que não há mais esperanças, não há chances de cura. Morte lenta, sofrida. Ortotanásia, que significa morte correta, ou seja, a morte pelo seu processo natural. Neste caso o doente já está em processo natural da morte e recebe uma contribuição do médico para que este estado siga seu curso natural. Conversar sobre isso é difícil, questionar se uma pessoa em coma tem capacidade de ouvir, e se ouve, tem ela condições ou poder de decidir se vive ou se desiste? Prefiro acreditar que sim. Há um apego e um apelo muito grande em se prolongar a vida, mesmo sabendo que não há mais esperanças, mesmo sabendo que o que vem pela frente pode tornar-se insuportável para todos. Então aqui entra a decisão do maquinista do trem. Alguém precisa fazer o papel do maquinista. O inconsciente é composto por figuras que o habitam e é sempre em companhia delas que você terá que decidir. A defesa inócua do criminoso comum é alegar que está em paz com sua consciência. Mas nunca estamos em paz com nossa consciência - ela é feita para nos atormentar, para rever continuamente as consequências, causas e razões de nossos atos. Estar "em paz com a consciência" É, no fundo, não ter consciência. Em seu Projeto de psicologia científica para neurólogos, de 1895, Freud estabeleceu alguns fundamentos para uma lógica da escolha. Em um verdadeiro processo de decisão, temos de comparar situações de tal forma que proposições se formem em nossa consciência. Antes de qualquer escolha há uma espécie de metadecisão envolvendo os caminhos pelos quais a opção pode ser feita. Podemos até estar bem-intencionados, e acreditar que escolha é apenas uma elaboração de pensamento. Mas temos um júri coletivo que será destinatário de nosso juízo. Perguntamos como agiriam as pessoas que conhecemos, amamos ou respeitamos e reciprocamente como seríamos julgados por elas. A diferença entre a verdade do que dizemos e o real do que fazemos emana do fato de que agir compromete, custa. Movendo a alavanca nos tornamos responsáveis diretos pela morte de inocentes. Esperando passivamente que o trem caia no precipício, ficamos em paz com nossa consciência, afinal "alguém" deveria ter pensado nisso antes, alguém da companhia de trens ou da vigilância antiprecipícios. Aqui surgem os dois outros elementos da lógica freudiana da decisão: a angústia e o tempo. A verdadeira escolha nunca é tomada sem a incerteza de um tempo de angústia. Há os que e deixam a alavanca intacta e contam com a teoria neurótica do tempo indefinidamente elástico no qual alguém tomará ou já a tomou a decisão certa por nós. Há aqueles que se lançam heroicamente para a alavanca seguem outra forma de temporalidade neurótica na qual o "alguém" sou eu mesmo livrando-me da angústia de decidir. De uma forma mais simples, vem a pergunta: você é quem decide, ou espera que alguém decida por você? Pense Nisso, mas pense agora. Redação do Pense Nisso. Em 01.8.2015.

27/07/2020 08:00 | DURAÇÃO 6:58

Amor Sentimental

Quantas vezes você mulher, olhou para o seu companheiro e não se indagou: - bem que ele poderia ser como o personagem da novela tal; romântico, seguro, observador... E você marido?Muitas vezes devem ter fantasiado o mesmo com relação a sua esposa. Ah se ela fosse mais magra ou se reclamasse menos das coisas, se fosse mais compreensiva, mais envolvente. Tal como a personagem do filme. Fantasias. Devaneios.Utopias. A atriz Rita Hayworth tornou-se famosa vivendo nas telas o mito da mulher sensual. Em 1946, tornou-se deusa do amor interpretando o papel que lhe daria maior glória: Gilda. Dali em diante foi sempre difícil para ela conseguir que as pessoas separassem Rita de Gilda. As pessoas a olhavam e a viam como Gilda, a personagem do filme. Por isso mesmo, Rita chegou a se casar por sete vezes. Em suas entrevistas, ela dizia que jamais conseguira ser verdadeiramente amada. Os homens procuram Gilda, namoram Gilda, casam-se com Gilda e depois descobrem que sou Rita, simplesmente Rita. O que a famosa atriz queria dizer é que os homens não conseguiam vê-la como o ser humano, com defeitos, com desejos e anseios muito diferentes daqueles da personagem que interpretava no filme. Por isso, acabavam se desiludindo e abandonando-a. Isso acontece muito. Trata-se do que Erich Fromm chama de amor sentimental. É o amor que só é experimentado em fantasia e não nas relações concretas com a pessoa, que é real. Assim, homens e mulheres, que não se sentem felizes em seus casamentos, encontram satisfação no consumo de filmes, novelas, contos amorosos e canções de amor. Comovem-se até às lágrimas quando participam da feliz ou infeliz história de amor do casal, na tela, como se fosse a sua própria história. As mulheres que ficam aguardando um gesto de gentileza do marido, alguma atitude romântica e nada recebem, escolhem como seu ideal o galã da telenovela da atualidade. Sim, aquele é um homem verdadeiramente gentil. Ele sabe elogiar o cabelo, a roupa nova da sua amada. Tem a capacidade de renunciar à companhia dos amigos para estar com ela. Manda flores, escreve e fala frases bonitas. Assim também o homem que vê no papel da atriz o seu ideal de mulher e se torna espectador do amor alheio. Vibra com tudo o que a cena lhe mostra, mas quando retorna à sua vida real, se torna frio. No entanto, amar, antes de tudo, consiste em dar, não em receber. E o que uma pessoa pode dar para outra? A mais importante maneira de dar não está nas coisas materiais, está em dar de si mesmo, do que tem de mais precioso, dar de sua vida. Dar da sua alegria, da sua compreensão, da sua atenção, da sua tristeza, enfim, de todas as expressões e manifestações daquilo que vive em si. * * * Diferentemente do amor –paixão, o amor sublime é de essência divina. Todos os homens, do primeiro ao último, têm, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado. O amor é o mais elevado dos sentimentos. É esse sol interior que reúne em seu ardente foco todas as aspirações sobre-humanas. Quem ama encontra, todos os dias, razões para a própria felicidade que é, em síntese, a felicidade daqueles que ama. Pense Nisso, e viva o amor real, o amor sublime. Texto elaborado com base nos caps. II e III, do livro A arte de amar, de Erich Fromm, ed. Itatiaia e nos itens 8 e 9 do cap. XI de O evangelho segundo o espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb. Em 06.7.2012.

25/07/2020 08:00 | DURAÇÃO 4:36

O sonho de Martin

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24/07/2020 08:00 | DURAÇÃO 4:14

Ajudando a chorar

AJUDANDO A CHORAR Como anda seu envolvimento com as outras pessoas? Você é daqueles que se fecha em seus problemas, em suas dificuldades, nem sequer querendo saber se existe alguém a sua volta que precisa de ajuda? Ou você é daquelas almas que já conseguem se envolver com as dores alheias, procurando diminuí-las ou, pelo menos, não deixando que alguém sofra na solidão? Há uma certa passagem que pode ilustrar isso. Foi vivida pelo autor, Leo Buscaglia, quando certa vez foi convidado a ser jurado de um concurso numa escola. O tema da competição era "A criança que mais se preocupa com os outros". O vencedor foi um menino, cujo o vizinho, um senhor de mais de 80 anos, acabara de ficar viúvo. Ao notar o velhinho no seu quintal, em lágrimas, o garoto pulou a cerca, sentou-se no seu colo e ali ficou por muito tempo. Quando voltou para sua casa, a mãe lhe perguntou o que dissera ao pobre homem. "Nada", disse o menino, ele tinha perdido a sua mulher e isso deve ter doído muito, eu fui apenas ajudá-lo ao chorar. A pureza do coração das crianças é sempre fonte de ensinamentos profundos. Geralmente, costumamos dizer que não estamos aptos a ajudar alguém, por não sermos capazes ou porque sabemos tão pouco para consolar. Para muitos, essa é uma posição de fuga, uma desculpa que encontramos para mascarar o egoísmo que ainda grita dentro de nossa alma, dizendo que precisamos primeiro cuidar de nós mesmos e que os outros são menos importantes. Para outros, isso reflete a falta de esclarecimento, pois precisamos compreender que todos temos capacidade de auxiliar. Não nos preocupemos se não conhecemos palavras bonitas para dizer ou se não podemos conceber uma saída miraculosa para uma dificuldade que alguém atravessa. Nossa companhia, nosso ombro amigo, nosso dizer "eu estou aqui com você", são atitudes muito importantes. Muitas vezes, o que as pessoas precisam é de alguém para chorar ao seu lado, para estar ali, afastando fantasma da solidão para longe, e não permitindo que os pensamentos depressivos tomem conta de seu senso. Outras vezes, mais importantes que os conselhos, que as lições de moral, é o nosso abraço apertado, nosso tempo para ouvir o desabafo de alguém. Não precisamos ter todas as respostas e soluções dos problemas do mundo em nossas mãos para conseguir ajudar. Os verdadeiros heróis são aqueles que ofertam o que tem, o que sabem e, mais do que tudo, ofertam seus sentimentos, suas lágrimas aos outros. Não nos preocupemos em termos algo para dizer. Um abraço fala mais do que mil palavras. Uma prece silensiosa é como uma brisa suave consolando os corações que passam por esse momento. Pense nisso, mas pense agora. Texto elaborado com base no cap. O que mais se preocupava, do livro Histórias para pais, filhos e netos, de Paulo Coelho, ed. Globo. Em 25.10.2013.

23/07/2020 08:00 | DURAÇÃO 3:28

Transitoriedade

TRANSITORIEDADE Em face das preocupações que te ocupam a tela mental, levando-te a inquietações desnecessárias, seria válido que fizesses uma avaliação em torno de teu comportamento. Convidamos a uma rápida análise de fatos ocorridos em tua existência. Retorna, psiquicamente, há apenas cinco anos, no teu passado recente e procura recordar as aflições que então te maceravam a alma. Enfermidades que te minavam o organismo, ameaçando-te a existência física; problemas de sentimento emocional que te entristeciam; solidão amarga em que te refugiavas; incertezas no trabalho que te oferecia recursos para uma vida honrada; expectativa em torno de metas que pareciam tardar; abandono de amigos que se apresentavam como irmãos... Mudemos a tônica das lembranças. Talvez estivesses cercado pela ternura de afetos que te afirmavam ser de natureza eterna; possuías saúde e equilíbrio orgânico invejáveis; quem sabe tivessesmotivações emocionais para avançar; independência econômica, segurança no trabalho, bem-estar social e harmonia doméstica. Cinco anos. Em apenas cinco anos, observa quantas mudanças ocorreram no trânsito das tuas horas. As enfermidades ameaçadoras partiram, os males desapareceram, o trabalho se te afirmou ideal, novos amigos vieram ter contigo... Surgiram metas promissoras e não poderias supor, naquela ocasião que, em determinado momento futuro, te encontrarias fortalecido e alegre, considerando os problemas então vigentes. Cinco anos... Provavelmente, o afeto que acariciavas saiu do teu lado, deixando-te em aflição; a saúde bateu em retirada, os sentimentos ficaram em transtorno... O ganha-pão tornou-se-te lugar de sofrimento; os recursos de que dispunhas mudaram de mãos; a convivência social modificou-se em relação às pessoas... E ainda, o lar, que parecia tão bem estruturado, encontra-se em frangalhos... Essas ocorrências tiveram lugar em somente sessenta meses! * * * A existência humana é transitória e cheia de surpresas. O que parece duradouro, torna-se de rápida permanência. A segurança diminui ou a intranquilidade asserena-se. Tudo está em constante modificação. O importante é saber como conduzir-se nas múltiplas etapas em que a vida se manifesta. Ninguém se encontra, na Terra, em regime de exceção, portanto, sem ocorrências inesperadas, tanto boas quanto más, alegres quanto aflitivas. Sendo um planeta de provações e de expiações, a transitoriedade é a sua marca. O que é muito bom, porque, da mesma forma que as questões gentis e felizes alteram-se, também aquelas de natureza destrutiva, angustiante, cedem lugar a outras mais amenas e confortadoras. Não fosse assim, e ninguém suportaria a presença do sofrimento sem consolo, nem esperança. Desse modo, nunca te permitas perturbar por acontecimentos que fazem parte do teu currículo evolutivo, já que tudo ocorre de acordo com a programação básica mais útil à tua libertação espiritual. Nos momentos bons, carreguemos as forças, o ânimo. Nos momentos pesarosos, aprendamos, reflitamos e, em todos eles, continuemos crescendo para uma sociedade mais justa e fraterna. Pense Nisso, mas pense agora. Convido você, fã da Centro América FM, acessar o nosso site. Lá você encontra esse e muitos outros textos e áudios do Pense Nisso: centroamericafm.com.br Texto elaborado com base no cap. 28, do livro O amor como solução, Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL. Em 25.7.2015.

22/07/2020 09:00 | DURAÇÃO 4:20

Meu filho, você é a luz do sol

Não há dor maior dor que a perda de um filho... Aprendemos a amá-los de uma forma tão grandiosa, tão completa, que não conseguimos mais enxergar o mundo sem a sua presença ao nosso lado. Descobrimos um tipo de amor que nos faz crescer e nos faz amar a vida como nunca antes havíamos amado. E subitamente são levados... aos poucos meses, nos primeiros anos... Ou um pouco mais tarde. Levados de nosso regaço através da morte tão cruel. "Um pai, uma mãe, nunca deveriam enterrar seus filhos" - diz o pensamento popular, fazendo menção à ordem natural da vida para os que deveriam partir antes. Mas infelizmente essa não é uma lei. Em setembro de 2015, Nolan Rayn de quatro anos, estava com o nariz entupido. Seus pais pensaram que era apenas um resfriado simples. No entanto, ele logo começou a ter dificuldade em respirar e os medicamentos não estavam a ajudar. Dois meses depois, os médicos descobriram que era um tumor que estava causando o bloqueio das suas vias aéreas. Nolan foi diagnosticado com rabdomiossarcoma, uma forma rara e normalmente incurável de câncer. Ruth, sua mãe, compartilhou o dia a dia da luta de seu filho. Depois de vários tratamentos, Nolan foi ficando mais fraco. Infelizmente, o câncer se espalhou por todo o corpo. Quando a doença se espalha dessa forma, isso diminui as chances de sobrevivência de 40% para 20%. Quando Nolan foi ao hospital pela última vez, o menino não comia há dias e vomitava constantemente. A mãe de Nolan descreve os últimos dias no hospital: "Eu me sentei e coloquei minha cabeça contra a dele e tive a seguinte conversa: Dói para respirar, não é meu filho? Bem… sim mamãe. Respondeu Nolan Você está com muita dor não é bebê? O pequeno, olhando para baixo, respondeu que Sim. Ruth, com o coração de mãe despedaçado, disse: - Esse câncer é uma porcaria. Você não precisa lutar mais meu anjinho! Não? Mas eu vou lutar..por você mamãe, eu vou lutar. Não! – É isso que você tem feito? Lutar pela mamãe? Sim, mamãe. Nolan Ray - disse a sua mãe bem séria - qual é o trabalho da mãe? Me manter seguro! Respondeu o pequeno com um grande sorriso. Então meu Doce… Eu não posso mais fazer isso aqui. A única maneira de mantê-lo seguro é no céu. Disse Ruth em pratos. Nolan, fitando os olhos de sua mãe disse: - Entãooo…. vou para o Céu e brincar até você chegar lá! Você virá certo? Claro! Você não vai se livrar da mamãe tão facilmente! Obrigado, mãe!!!” – agradeceu o pequeno enfraquecido pela terrível doença. Nos dias seguintes, Nolan só dormia. Seus pais pensaram em ir para casa passar uma última noite juntos – mas quando terminaram de fazer as malas, Nolan agarrou a mão de sua mãe e disse que estava bem, eles poderiam ficar no hospital. "Meu herói de 4 anos estava tentando me certificar de que as coisas eram fáceis para mim”, escreve Ruth em seu post na rede social. Por volta das 21:00, nós estávamos assistindo YouTube na cama (Peppa Pig, mais precisamente) e eu perguntei a Nolan se podia entrar no banho, pois não tinha permissão para deixá-lo e precisava toáa-lo a todo instante.Ele disse: ‘Ummmm, ok, mãe. Peça ao tio Chris que venha se sentar comigo e irei por esse caminho para que eu possa te ver." Ruth ficou, de pé na porta do banheiro, virou-se para Nolan e disse: “Continue olhando aqui, vou só demorar dois segundos". Depois, Ruth correu e pulou na cama com ele, e colocou a mão no lado direito do rosto de seu filhinho. Então , algo emocionante aconteceu, descrito por Ruth assim: Meu anjo respirou fundo, abriu os olhos, sorriu para mim e disse: “Eu amo você, mamãe... Em seguida, virou a cabeça em direção à sua mãe, a fitou com os seus castanhos e com o brilho da ternura às 23:54, Rollin Nolan Scully, de quatro anos, faleceu enquanto a sua mãe cantava ‘You’re My Sunshine’ em seu ouvido. ...Abrace o seu filhinho e ouça a canção. Texto elaborado com base nas postagens no facebook de Nolan Strong. Em 16.3.2018.

21/07/2020 09:00 | DURAÇÃO 6:19