Pense Nisso | Centro América FM Cuiabá - Easy | Cadena

Episódios

Peripatético

Você sabe o que quer dizer peripatético? E quando você não sabe o que significa uma palavra o que faz: pergunta para quem sabe, consulta o dicionário, finge que sabe? A maioria de nós, quase sempre, opta pela terceira forma: finge que sabe, fala como quem sabe, mas não pergunta, nem se informa. Afinal, ninguém deseja que o outro descubra que ele não sabe. Numa reunião de treinadores voluntários em uma empresa, discutia-se a melhor fórmula de ministrar um curso para 200 funcionários. Depois de uma explosão de idéias, alguém propôs que se utilizasse um trecho do Sermão da Montanha como tema do evento. Nesse instante, o professor do grupo que, até então, se mantivera calado, fez a observação: Jesus era peripatético. Um silêncio constrangedor, uma troca de olhares entre os participantes se fez de imediato. Antes que alguém pudesse dizer algo, o professor foi chamado para atender um pedido do Departamento de Recursos Humanos. Mal ele saiu da sala, as manifestações se fizeram: Que comentário de mau gosto! – disse um. De absoluta falta de respeito! – falou outro. Alguém argumentou que talvez o professor tivesse suas razões. Talvez ele fosse ateu e não quisesse misturar religião com treinamento. Mas devia respeitar a religiosidade dos outros! – vociferou alguém. Durante dez minutos, cheios de fúria, os componentes do grupo malharam o professor. Quando ele retornou, olhares hostis o receberam. Contudo, ele estava tão bem que foi logo dizendo: Então, acredito que tenhamos resolvido como fazer o treinamento. Separamos os funcionários em grupos de 20 e cada um de vocês vai fazer a apresentação mais de uma vez. Alguém ousou falar: Professor, veja bem, esse negócio de peripatético... É isso mesmo, completou ele. Foi daí que me veio a idéia. Jesus se locomovia para fazer pregações, como os filósofos também faziam, ao orientar seus discípulos. Jesus foi o Mestre dos mestres, portanto a sugestão de usar o Sermão da Montanha foi muito feliz. Teríamos uma bela mensagem moral e o deslocamento físico... Mas que cara é essa? Peripatético quer dizer "o que ensina caminhando." Todos se entreolharam, corados de vergonha. Nenhum deles sabia o significado da palavra. Encolhidos, se deram conta que seu orgulho era maior do que a vontade de aprender. Aprender para ensinar. Teria sido suficiente um deles ter tido a humildade de confessar que desconhecia a palavra. Os demais concordariam e tudo se resolveria com uma simples consulta ao dicionário. Pense nisso. O fato de todos estarem de acordo a respeito de alguma coisa não transforma o falso em verdadeiro. Informe-se. Nunca se esquive do aprendizado, não tenha vergonha de perguntar, indagar, questionar. E pesquise, leia, nunca se permita estacionar na escalada do conhecimento. E, finalmente, lembre: a sabedoria tende a provocar discórdia, mas a ignorância é quase sempre unânime. Pense de que lado você prefere ficar. Texto elaborado com base em artigo assinado por Max Gehringer Em 18.12.2014

20/07/2020 09:00 | DURAÇÃO 3:39

Advertência

Existem jóias raras na literatura mundial, por vezes até de autor considerado anônimo. Há alguns dias, em uma obra, colhemos a seguinte advertência, exatamente nesses moldes de que falamos: Um dia chegará em que, num determinado momento, um médico comprovará que meu cérebro deixou de funcionar e que, definitivamente, minha vida neste mundo chegou ao seu fim. Quando tal coisa acontecer, não digas que me encontro em meu leito de morte. Estarei em meu leito de vida e cuida para que esse corpo seja doado para contribuir de forma que outros seres humanos tenham uma vida melhor. Dá meus olhos ao desgraçado que jamais tenha contemplado o amanhecer, que não tenha visto o rosto de uma criança ou, nos olhos de uma mulher, a luz do amor. Dá meu coração a alguma pessoa cujo coração só lhe tenha valido intermináveis dias de sofrimento. Meu sangue, dá-o ao adolescente resgatado de seu automóvel em ruínas, a fim de que possa viver até poder ver seus netos brincando ao seu lado. Dá meus rins ao enfermo, que deve recorrer a uma máquina para viver de uma semana à outra. Para que um garoto paralítico possa andar, toma toda a totalidade de meus ossos, todos os meus músculos, as fibras e os nervos todos de meu corpo. Mexe em todos os recantos de meu cérebro. Se for necessário, toma minhas células e faze com que se desenvolvam, de modo que, algum dia, um garoto sem fala consiga gritar com entusiasmo ao assistir a um gol, e uma garotinha surda possa ouvir o repicar da chuva contra o vidro da janela. O que sobrar do meu corpo, entrega-o ao fogo e lança as cinzas, ao vento, para contribuir com o crescimento das flores. Se algo tiveres que enterrar, que sejam os meus erros, minhas fraquezas e todas as minhas agressões contra o meu próximo. Se acaso quiseres recordar-me, faze-o com uma boa obra e dizendo alguma palavra bondosa ao que tenha necessidade de ti. * * * As palavras de advertência desse anônimo nos convidam a meditar no tesouro que possuímos, que é nosso corpo físico. Tantos esquecemos de render graças a Deus por essa maquinaria maravilhosa, tanto quanto nos olvidamos de lhe providenciar, após a morte física, o devido destino. Tantas são as campanhas em prol da doação de córneas, de rins e vamos protelando sempre para mais tarde a decisão de prescrever nossa doação. Sem nos esquecermos de que, enquanto ainda dispondo do corpo de carne, podemos nos tornar regulares doadores do valioso líquido, que representa a vida e se chama sangue. Meditemos se não estamos sendo demasiado egoístas em não disponibilizar esse tesouro para que outros vivam e vivam de forma abundante. * * * A retirada das córneas, após a morte, de forma alguma deforma ou mutila o cadáver. Essa é a preocupação de alguns possíveis doadores, que não desejam agredir a família. Os rins podem ser retirados do cadáver até seis horas após ter ocorrido a morte. Para o Espírito do doador não ocorre mutilação, ao contrário, tais atitudes revelam desprendimento e grandeza d'alma. Texto elaborado com base no texto Em minha lembrança, de autoria anônima. Em 11.12.2012.

18/07/2020 09:00 | DURAÇÃO 4:08

A vaidade

A vaidade é o primeiro pecado capital...usamos a palavra “pecado” de forma metafórica, é claro. Mas a vaidade, a soberba, o orgulho é aquilo que faz com que alguém se ache melhor do que os outros, ou acima do outro. e faz com que o vaidoso deixe de perceber a igualdade...deixe de perceber e de se abrir aos outros. A vaidade é um defeito. Porque a vaidade acaba indicando para as pessoas, que eu quero, ou pretendo, ser diferente e acima delas. A pessoa vaidosa toma decisões erradas, porque se têm numa conta excessiva e sempre se superestima. A pessoa vaidosa é difícil, porque ela só vê a sí. A pessoa vaidosa é pouca estratégica, porque ela leva em conta que o mundo inteiro vai pensar sobre ela, aquilo mesmo que ela pensa sobre sí mesma A pessoa vaidosa é frágil; porque alguns elogios, na sua grande maioria falsos, podem quebrar toda resistência de uma pessoa vaidosa. A pessoa vaidosa se torna pouco produtiva, porque acha suficiente aquilo que faz. A pessoa que é tomada pela vaidade, é uma pessoa que não consegue desenvolver o seu potencial, porque acha que é perfeita. Quando nós olharmos o mundo como um lugar de diferenças, onde todos são iguais na dignidade diante da lei. Mas, todos são absolutamente diferentes na percepção do mundo e nas capacidades; Quando percebermos que temos características boas e ruins, em comparação aos outros; Quando tivermos uma dimensão das nossas próprias personalidades, vamos conseguir dar os primeiros passos para superar o problema da vaidade. As vaidades não nos tornam apenas chatos, a vaidade nos tornam infelizes e incapazes de amarmos. Como todo vício moral, a vaidade impede uma apreciação precisa da realidade. Quem porta esse defeito não percebe que apenas se complica, ao cultivá-lo. Que seria muito mais feliz ao viver com simplicidade. Que ninguém se preocupa muito com sua pessoa e com sua pretensa importância. Que, ao tentar brilhar cada vez mais, frequentemente cai no ridículo e se torna alvo de chacota. Analise seu caráter e reflita se você não possui excesso de vaidade. Você reconhece facilmente seus erros? Elogia as virtudes e os sucessos alheios? Quando se filia a uma causa, o faz por ideal ou para aparecer? Admite quando a razão está com os outros? Caso se reconheça vaidoso, tome cuidado com seus atos. Esforce-se por perceber o seu real papel do mundo. Reflita que a vaidade é um peso a ser carregado ao longo do tempo. Simplifique sua vida, valorize os outros, admita os próprios equívocos. Ao abrir mão da vaidade, seu viver se tornará muito mais leve e prazeroso Texto elaborado com base na palestra do historiador Leandro Karnal. Em 19.05.2017

17/07/2020 08:00 | DURAÇÃO 3:43

Exemplos, lições e experiências

Que modelos temos apresentado aos nossos filhos para que eles possam seguir? Às vezes, buscamos modelos de longe, nomes expressivos que tenham realizado grandes benefícios para a Humanidade. Se são autênticos, naturalmente falam à alma do jovem, que é idealista por natureza. Contudo, existem, por vezes, criaturas bem próximas a nós, que não valorizamos devidamente. Avós, parentes, amigos que traduziram sua vida em legado de paz, que sacrificaram tudo por seus ideais, que exerceram suas atividades para além do dever. Lemos, certa feita, acerca de um prisioneiro político romeno que somente aos setenta e seis anos, graças à queda do regime, pôde visitar seus filhos e conhecer seus netos. Um homem de setenta e seis anos, de profundos olhos azuis que, apesar de toda a dureza e maus tratos sofridos na prisão, manteve seu entusiasmo pela vida, na certeza de que tudo valera a pena. Mesmo o sacrifício da família, do prestígio, do poder que gozava. Contemplando o mar, nas areias das praias americanas, comendo batatas fritas e aprendendo com os netos a atirar um disco de plástico, exclamava: Que belo sonho. Que maravilha. A vida vale a pena ser vivida em toda sua plenitude. Um de seus netos, alguns dias depois, precisou escrever uma redação para a escola. Durante várias horas ele trabalhou duro, sobre as folhas de papel. Quando terminou, leu em voz alta, para sua mãe emocionada: Conheci um verdadeiro herói. O pai de minha mãe foi parar na cadeia por falar abertamente contra o governo. Depois de seis anos de solitária prisão, ele foi libertado. Minha mãe, meu tio e minha avó saíram do país. Ele não foi autorizado a ir embora com eles. Sozinho, ficou em seu país amargando a dor da separação e o desrespeito de amigos e parentes que o consideravam um fracassado. Ouvir falar de meu avô fez com que eu entendesse que lutar por minhas crenças é muito importante para mim. Na quinta série escrevi à professora uma carta de protesto porque considerei que ela tomara uma decisão injusta em relação a um de meus amigos. Atualmente, sou o representante da turma no Conselho de alunos e estou lutando com firmeza para melhorar nossa escola. Tenho orgulho de meu avô romeno. Espero, que de fato, exista uma outra vida para que possa vê-lo outra vez. O exemplo é nobre e, como percebemos, estabeleceu rumos dignos a outras vidas. Sua lição foi a de que não devemos silenciar nossa voz na defesa dos valores e da verdade. Ao contrário, devemos falar para sermos ouvidos. Senão, como já aprendemos a sentir, sempre haverá uma parte em nós que permanecerá insatisfeita. Lutar pelos ideais de enobrecimento é ensinamento que não devemos relegar a segundo plano, em se falando de nossos filhos, nossos tesouros e responsabilidade maior. * * * Aproveitemos todas as lições com que a vida nos honra as horas. Estejamos atentos, tendo olhos de ver e ouvidos de ouvir. Os exemplos passam ao nosso lado e suas experiências são lições significativas que não podemos ignorar. Texto elaborado com base no artigo O que os heróis nos ensinam, da Revista Seleções Reader’s Digest, de fevereiro de 1998. Em 08.5.2002.

16/07/2020 09:00 | DURAÇÃO 4:37

Os miseráveis

Conta-nos Victor Hugo, em seu livro Os miseráveis que, na França, no século dezoito, viveu um homem que se chamava Jean Valjean. Na prisão passou boa parte de sua juventude, embrutecendo seu espírito, acostumando-se a ser tratado como uma fera e agindo como tal. Quando foi posto em liberdade, após o cumprimento da pena, recebeu um documento que, segundo lhe disseram, informava seu nome e mencionava que ele era um ex-condenado muito perigoso. Na verdade, seu crime fora ter quebrado uma janela e ter roubado um pão para se alimentar e aos filhos de sua falecida irmã, que estavam sob seus cuidados. Embora livre, seu futuro era incerto. Vagava entre um vilarejo e outro, quando, numa noite muito fria, atreveu-se a bater na porta de uma casa que alguém lhe indicou como sendo de um homem piedoso. Um senhor de expressão bondosa e serena o atendeu e, sem fazer perguntas, convidou-o para entrar e comer. Valjean entrou, sem acreditar que alguém o pudesse receber com tão poucas reservas e de forma tão acolhedora. Quem assim o recebia era o Monsenhor Benvindo, homem caridoso e bom. Era assim que ele tratava qualquer criatura que batesse à sua porta, a qualquer hora e em qualquer circunstância. Sem questionamentos, servia o que de melhor tinha e tratava o mais simples viajante como se fosse um irmão muito querido. Era esse o tratamento que oferecia a Valjean que, embora desconfiado, comeu sem cerimônias e aceitou, sem hesitação, a oferta para dormir ali. Na calada da noite, porém, abandonou o vilarejo correndo, carregando um pequeno embrulho e levando em seu coração muita culpa. Traindo a confiança e a bondade do monsenhor, Valjean roubara-lhe os talheres de prata e partira sem destino, nem rumo certo. Na manhã seguinte, entretanto, foi levado por guardas à presença do seu anfitrião, uma vez que, tendo sido preso portando tais preciosidades, alegou tê-las recebido de presente do bondoso senhor. O monsenhor recebeu soldados e acusado com tranquilidade dizendo que deveriam soltar Valjean porque ele havia lhe dado toda sua prataria e que, embora Valjean tivesse levado os talheres, havia esquecido de levar os castiçais. Os guardas, espantados, partiram, deixando Valjean com o monsenhor que, sem demora, colocou junto aos talheres os castiçais de prata que possuía. O ex-condenado, ante aquela atitude, arrependeu-se ainda mais de sua vergonhosa conduta da madrugada. O doador, porém, segurou-o pelos braços e olhando-o fixamente nos olhos, disse-lhe: Jean Valjean, empregue o dinheiro obtido com a venda dessa prataria no esforço de tornar-se um homem de bem. Tomado de espanto pela atitude inesperada, Valjean partiu sem jamais esquecer aquela promessa que, embora não tivesse partido de seus próprios lábios, guiou seus passos pelo resto de sua existência. * * * A humanidade auxilia os homens através dos próprios homens. Vale-se daqueles que se dispõem a ser instrumentos, na tarefa de auxílio e conforto aos seus irmãos. Por vezes, gestos inesperados e até singelos, são capazes de verdadeiros prodígios para aqueles que os recebem, modificando-os para sempre, conduzindo-os de forma definitiva para o caminho do bem. Texto elaborado com base no livro Os miseráveis, de Victor Hugo, ed. FTD. Em 12.6.2013

15/07/2020 08:00 | DURAÇÃO 4:27

Dando o melhor

Muitas coisas se falam a respeito de Beethoven. O fato de ter composto extraordinárias sinfonias, mesmo após a total surdez, é sempre recordado. Exatamente por causa de sua surdez, ele era pouco sociável. Enquanto pôde, escondeu o fato de sua audição estar comprometida. Evitava as pessoas porque a conversa se lhe tornara uma prática difícil e humilhante. Era o atestado público da sua deficiência auditiva. Certo dia, um amigo seu foi surpreendido pela morte súbita do filho. Assim que soube, o músico correu para a casa dele, pleno de sofrimento. Beethoven não tinha palavras de conforto para oferecer. Não sabia o que dizer. Percebeu, contudo, que num canto da sala havia um piano. Durante trinta minutos, ele extravasou suas emoções da maneira mais eloquente que podia. Tocou piano. Ao contato dos seus dedos, as teclas acionadas emitiram lamentos e melodiosa harmonia de consolo. Assim que terminou, ele foi embora. Mais tarde, o amigo comentou que nenhuma outra visita havia sido tão significativa quanto aquela. Por vezes, nós também, surpreendidos por notícias muito tristes ou chocantes, não encontramos palavras para expressar conforto ou consolação. Chegamos ao ponto de não comparecer ao enterro de um amigo, por sentir não ter jeito para dizer algo para a viúva, ou aos filhos órfãos. Não vamos ao hospital, visitar um enfermo do nosso círculo de relações, porque nos sentimos inibidos. Como chegar? O que levar? O que dizer? Aprendamos com o gesto do imortal Beethoven. Na ausência de palavras, permitamos que falem os nossos sentimentos. Ofertemos o abraço silencioso e deixemos que a vertente das lágrimas de quem se veste de tristeza, escorra em nosso peito. Ofereçamos os ombros para auxiliar a carregar a dor que extravasa da alma, vergastando o corpo. Sentemo-nos ao lado de quem padece e lhe seguremos a mão, como a afirmar, com todas as letras e nenhum som: Estou aqui. Conte comigo. Sirvamos um copo d’água, um suco àquele que secou a fonte das lágrimas e prossegue com a alma em frangalhos. Isso poderá trazer renovado alento ao corpo exaurido pela convulsão das dores. Verifiquemos se não podemos providenciar um cantinho para um repouso, ainda que breve. Permaneçamos com o amigo, mesmo depois que todos se tenham retirado para seus lares ou se dirigido aos seus afazeres. As horas da solidão são mais longas, quando os ponteiros avançam a madrugada. * * * Sê amigo conveniente, sabendo conduzir-te com discrição e nobreza junto àqueles que te elegem a amizade. A discrição é tesouro pouco preservado nas amizades terrenas. Todas as pessoas gostam de companhias nobres e discretas, que inspiram confiança, favorecendo a tranquilidade. Ouve, vê, acompanha e conversa com nobreza, sendo fiel à confiança que em ti depositem. Texto elaborado com base no cap. O dom de Beethoven, de Philip Yancey, do livro Histórias para o coração 2, de Alice Gray, ed. United Press Em 22.7.2018.

14/07/2020 08:00 | DURAÇÃO 3:55

Os velhos são os outros e só eles morrem

Quanto tempo você quer viver? Quando uma pessoa passa a ser “velha”? Qual é a melhor idade da vida? Se você viver tempo suficiente, todas as respostas que você daria hoje vão mudar. É o que mostra o maior estudo já publicado sobre a percepção que temos do envelhecimento. A pesquisa entrevistou mais de 500 mil pessoas, com idades variando entre 10 e 89 anos. Como você pode imaginar, os participantes mais jovens percebiam a velhice como um futuro a ser temido. Mas, quanto mais velha era a pessoa, mais jovem ela se sentia. Os cientistas perguntaram a idade subjetiva das pessoas – ou seja, que idade elas sentem que têm, independente de quando nasceram. Os participantes de 10 anos se sentiam com 12 anos e os de 20, com 21. Já ouviu alguém dizer “sou maduro pra minha idade” nessa fase? Aposto que sim. Depois disso, todo mundo se sentia mais jovem do que era. Uma pessoa com 40 anos se sentia com uns 37. As de 89 anos garantiam que se sentiam abaixo dos oitentinha. Os pesquisadores perguntaram para esse meio milhão de pessoas quanto tempo elas, idealmente, gostariam de viver. Ou, a versão mais direta e crua dessa pergunta: Com que idade você gostaria de morrer? As crianças consideravam que o tempo ideal para viver era cerca de 91 anos. Mas quando os participantes tinham vinte e poucos anos, esse número caía para 90. Aos 30, 40 e 50 é quando as respostas são mais pessimistas: 88 anos é o máximo que as pessoas, em média, querem viver. Mas, conforme a idade dos entrevistados aumentava, mais tempo pela frente eles desejavam. De maneira bem poética, o tempo de vida ideal para as pessoas de 70 anos era o mesmo que para as de 10 anos. Isto é, 91 anos. Para os autores da pesquisa, a grande conclusão é que, conforme as expectativas mudam e as pessoas descobrem uma vida plena na velhice, a tendência é que a percepção do envelhecimento fique mais positiva. Deixando a pesquisa de lado, para nós, que nos sentimos alarmados diante da nossa mortalidade, é consoladora a citação do poema de David Romano, “Quando o amanhã começar sem mim”: (...) Eu prometo que não haverá amanhã, mas que o hoje durará para sempre. Então, que tal me dar a mão e compartilhar da minha vida?” Logo, quando o amanhã começar sem mim, não pense que estamos separados, pois todas as vezes que pensar em mim, eu estarei dentro do seu coração. Não esperemos a morte chegar para desejar fazer as coisas que nos deixam felizes. Ouçamos o nosso coração e não esperemos a hora de partir para dizer: Amo você! Você é importante na minha vida! Minha vida sem você não teria sido tão maravilhosa! Não economizemos gestos e palavras para manifestar a nossa ternura, o nosso carinho para com aqueles que amamos. Obrigado, minha mãe! Parabéns, meu filho! Você lembra daquele dia? Lembremos: depois da nossa morte, a empresa em que trabalhamos continuará, o trabalho prosseguirá, alguém o fará. Mas ninguém nos poderá substituir no coração dos nossos amores. Por isso, aproveitemos, intensamente, a estadia ao lado deles. Nenhum de nós sabe o dia, nem a hora da partida. E não pense que: os velhos são os outros, e que só os outros, morrem. Pense Nisso Mas pense agora. Texto elaborado com base na reportagem da revista Super Interessante e com transcrição do poema Quando o amanhã começar sem mim, de David M. Romano, que circula pela internet. Em 27.2.2014.

13/07/2020 10:00 | DURAÇÃO 4:58

Janelas da alma

O sentimento e a emoção normalmente se transformam em lentes que filtram os acontecimentos, dando-lhes cor e conotação próprias. De acordo com a estrutura e o momento psicológico, os fatos passam a ter significação que nem sempre corresponde à realidade. Quem se utiliza de óculos escuros, mesmo diante da claridade solar, passa a ver o dia com menor intensidade de luz. Na área do relacionamento humano as ocorrências também assumem contornos de acordo com o estado de alma das pessoas envolvidas. É urgente, portanto, a necessidade de conduzir os sentimentos, de modo a equilibrar os fatos em relação a eles. Uma atitude sensata é um abrir de janelas na alma, a fim de observar bem os sucessos da caminhada humana. De acordo com a dimensão e o tipo de abertura, será possível observar a vida e vive-la de forma agradável, mesmo nos momentos mais difíceis. Há quem abra janelas na alma para deixar que se externem as impressões negativas, facultando o uso de lentes escuras, que a tudo sombreiam com o toque pessimista de censura e de reclamação. Coloca, nas tuas janelas, o amor, a bondade, a compaixão, a ternura, a fim de acompanhares o mundo e o seu cortejo de ocorrências. As janelas da alma são espaços felizes para que se espalhe a luz, e se realize a comunhão com o bem. *** Esta mensagem nos convida a refletir sobre uma realidade especial: a realidade de que tudo na vida conspira a nosso favor; isto é, tudo trabalha para o nosso crescimento íntimo, e que nada que nos acontece visa nosso mal, embora muitas vezes possa parecer assim. Abrir janelas na alma é tornar-se apto a descobrir essas novas realidades, que se bem compreendidas, tornam nosso viver menos árduo. A lei de causa e efeito existe para nos educar, e não para nos punir... A lei do amor existe para nos fazer feliz, pois só haverá júbilo em nossa alma quando concedermos a outros este mesmo sentir – eis o que chamamos “caridade”. Abre janelas em tua alma, uma a cada dia, e deixa o sol da compreensão entrar. Abre janelas em tua alma e mostra ao mundo as muitas belezas que já existem lá. Podes até achar que não existem, mas tenha plena certeza de que sim... Elas estão lá... basta ter olhos de ver e ouvidos de ouvir. Texto elaborado a partir da leitura “Janelas na alma”, de Joanna de Ângelis, da obra “Momentos de Felicidade” psicografia de Divaldo Pereira Franco

11/07/2020 10:00 | DURAÇÃO 3:14

Velocidade máxima

O escritor português José Saramago escreveu: Não ter pressa não é incompatível com não perder tempo. Mas, hoje, o que mais se exige é rapidez. Rapidez em tudo. O computador deve ser de alta velocidade, é preciso pensar rápido, agir rápido para não perder negócios, para não perder audiência, para não perder mercado de trabalho. No mundo dos executivos, ao contrário da realidade do trânsito, não há limite de velocidade. A multa é alta para quem anda lento. A ordem é é ser “The Flash”. Para esses, cada minuto conta. E se estressam somente contando o tempo que perdem aguardando o elevador, o semáforo abrir, o autoatendimento bancário lhes fornecer as informações de que necessitam. São pessoas que se sentem culpadas quando param para um cafezinho, porque poderiam estar produzindo. A sua meta é executar projetos, ler apenas livros técnicos, acelerar a rotina. Tudo o mais é desperdício. E, no entanto, a vida é feita de pequenas coisas. Felizes são aqueles que decidem subir pela escada para exercitar as pernas e a imaginação. Aqueles que têm tempo para um sorriso ao desconhecido que está na fila, logo atrás, esperando sua vez para ser atendido. Os que, em vez de engolirem um sanduíche rápido no escritório, preferem almoçar com um amigo, com calma, bater um papo descontraído. Ou melhor, ir até em casa e observar os filhos crescerem, enquanto a família se reúne em volta da mesa. Essas pessoas não costumam usar atalhos para encurtar caminhos. Elas preferem procurar estradas com paisagens com que se possam deliciar. Quando viajam, vão com calma. Não têm hora para chegar. Como as crianças, a quem o fazer é mais importante do que a tarefa pronta, eles param na beira da estrada para provar uma fruta e conversar com o vendedor, que sempre tem histórias para contar. Histórias de vida. Experiências importantes. Quando descobrem uma paisagem bonita, param para apreciá-la. Alguns fotografam para levar consigo aquele momento mágico. Chegam ao destino com maior disposição e alegria. Esses são os que adotam a filosofia de que menos é mais. Menos velocidade é mais oportunidade de olhar para os lados e apreciar a natureza. Menos horas de trabalho equivalem a mais tempo com a família. Tirando levemente o pé do acelerador das suas vidas têm mais tempo para ouvir música, ler algo mais além do que a profissão lhes exige, assistir um filme, meditar. Em síntese, têm mais tempo para viver. Em verdade, a velocidade máxima permitida para ser feliz é aquela que não nos deixa esquecer de que, além dos negócios, do trabalho, do dinheiro, o mais importante é a vida em si mesma. * * * Viver é uma arte. Por isso, todo momento se faz importante. Também todas as experiências do cotidiano nos enriquecem. Desfrutar de cada uma delas retirando o máximo de proveito, deve ser a meta do homem sábio. Isto significa aproveitar bem a vida. Não desperdiçar nenhuma de suas oportunidades. Texto elaborado com base no texto Velocidade máxima, publicado na revista Exame, de 15.12.1999. Em 22.06.2017.

10/07/2020 11:00 | DURAÇÃO 4:17

Preconceito

Aconteceu num voo da British Airways entre Johanesburgo, na África, e Londres, na Inglaterra. Uma senhora branca, de uns cinquenta anos, senta-se ao lado de um negro. Visivelmente perturbada, ela chama a comissária de bordo. Qual é o problema? - Pergunta a moça. Mas, você não está vendo? - Responde a senhora. Você me colocou ao lado de um negro. Eu não consigo ficar ao lado de gente desta classe. Quero que você me dê outro assento. Por favor, acalme-se. Quase todos os lugares deste voo estão tomados. Vou ver se há algum lugar disponível. A comissária se afasta e volta alguns minutos depois. Minha senhora, como eu suspeitava, não há nenhum lugar vago na classe econômica. Conversei com o comandante e ele me confirmou que não há mais lugar na classe executiva. Entretanto, ainda temos um assento na primeira classe. Antes que a senhora pudesse fazer qualquer comentário ou esboçar um gesto, a comissária continuou: É totalmente inédito o fato de a companhia conceder um assento de primeira classe a alguém da classe econômica. Contudo, dadas as circunstâncias, o comandante considerou que seria verdadeiramente vergonhoso alguém ser obrigado a se sentar ao lado de uma pessoa intratável. E, dirigindo-se ao senhor negro que, até aquele momento ficara sempre calado, ouvindo as agressões da senhora, que parecia tão distinta, a comissária complementou: Senhor, se for de sua vontade, faça o favor de apanhar os seus pertences e me acompanhar. Eu o encaminharei para um assento na primeira classe, que está à sua espera. E todos os passageiros ao redor, que acompanhavam a cena, muito chocados, levantaram-se e bateram palmas. * * * O preconceito é próprio dos orgulhosos. Expressa, em verdade, a estreiteza de visão da criatura. Todos os seres humanos são formados dos mesmos elementos. Têm as mesmas necessidades, como seja de comer, beber, dormir, amar e sonhar. Não há, pois, motivo algum para que alguém se julgue mais importante ou superior a quem quer que seja. Qual a importância da cor da pele? Se apagarmos as luzes de uma sala cheia de pessoas e nos tocarmos no escuro, saberemos distinguir os brancos dos negros e esses dos amarelos? Se chegássemos em uma aldeia indígena, onde os seus componentes jamais tivessem visto um homem branco, eles nos estranhariam. Reclamariam da palidez da nossa pele e seríamos ali um elemento muito diferente. Que se diria se, em um canteiro de rosas viçosas, abertas, perfumadas, as de cor vermelha, aveludadas, desprezassem as amarelas? Não acharíamos grande tolice? Pois o mesmo se aplica aos seres humanos. * * * A única superioridade que devemos perseguir, com ardor, é a superioridade moral. Ela nos conferirá fraternidade, amor e justiça, afastando de nós todo preconceito, egoísmo e orgulho, porque nos elevará à condição de verdadeiros filhos de Deus. Texto elaborado com base no artigo Racismo, de autoria desconhecida. Em 05/09/2012.

09/07/2020 09:00 | DURAÇÃO 3:56

A crítica

Convidada a fazer uma preleção sobre a crítica, a conferencista compareceu ante o auditório superlotado, carregando pequeno fardo. Após cumprimentar os presentes, retirou os livros e a jarra de água de sobre a mesa, deixando somente a toalha branca. Em silêncio, acendeu poderosa lâmpada, enfeitou a mesa com dezenas de pérolas que trouxera no embrulho e com várias dúzias de flores frescas e perfumadas. Logo após, apanhou na sacola diversos enfeites de expressiva beleza, e enfileirou-os com graça. Depois, diante do assombro de todos, depositou em meio aos demais objetos pequenina lagartixa, num frasco de vidro. Só então se dirigiu ao público perguntando: O que é que os senhores estão vendo? E a assembléia respondeu, em vozes discordantes: Um bicho! Um lagarto horrível! Uma larva! Um pequeno monstro! Esgotados breves momentos de expectação, a expositora considerou: Assim é o espírito da crítica destrutiva, meus amigos! Os senhores não enxergaram o forro de seda alva, que recobre a mesa. Não viram as flores, nem sentiram o seu perfume. Não perceberam as pérolas, nem as outras preciosidades. Não atentaram para a luz faiscante que acendi no início. Mas não passou despercebida, aos olhos da maioria, a diminuta lagartixa... E, sorridente, concluiu sua exposição esclarecendo: Nada mais tenho a dizer... * * * Quantas vezes não nos temos feito cegos para as coisas e situações valorosas da vida. Acostumados a ver somente os fatos que denigrem a sociedade humana, volvemos o olhar para os detritos morais das criaturas. Assim, criticamos a mídia por enfatizar as misérias humanas, os desvalores, as fofocas e as intrigas, mas, em verdade, isso tudo só vem a lume porque ainda nos comprazem. Em última análise, é o que vende! Não há espaço para uma mensagem edificante, e os que teimam em veicular coisas e situações nobres, o fazem sob o peso de enormes dificuldades. É imperioso atentarmos para os nossos valores ou desvalores, antes de levantarmos a voz para criticar a sociedade e os meios de comunicação em geral. É importante observarmos os nossos interesses pessoais antes de gritarmos contra os governantes, sem esquecer que eles só ocupam os cargos depois de eleitos por nós. Enfim, é relevante atentarmos para os que buscam divulgar o bem e o belo e candidatarmo-nos a engrossar essas fileiras. Assim, com a exaltação do bem, em detrimento do mal, a sociedade logrará sobrepujar as misérias, evidenciando as belezas e os atos de essência superior, e encontraremos a felicidade perene. Pensemos nisso, mas pensemos agora. Texto elaborado com base no cap. VII do livro O céu e o inferno, de Allan Kardec, ed. Feb e no livro Hahnemann, o apóstolo da medicina espiritual, de Hermínio C. Miranda, ed. Celd. Em 28.06.2012.

08/07/2020 09:00 | DURAÇÃO 3:40

Anjos... Nós Também Somos

ANJOS NÓS TAMBÉM SOMOS Já nos foi ensinado, há muito tempo, de que não deve a mão esquerda tomar conhecimento do que realiza a direita. Ou seja, o bem deve ser feito na surdina, sem alardes. Entretanto, vez ou outra, faz muito bem à mente, ocupada com notas de violência e egoísmo, tomar ciência de algumas inusitadas iniciativas. Por isso, foi com alegria que lemos a respeito do trabalho de Scott Neeson, um australiano que, até os seus quarenta e quatro anos de idade, era um alto executivo do cinema. Apelidado de Mr. Hollywood, ganhando mais de um milhão de dólares por ano, como vice-presidente de marketing da Sony Pictures, morava numa mansão em Beverly Hills, tinha um iate, dois carros de luxo e uma moto caríssima. Mas Scott, sentia-se insatisfeito. Acreditava que devia fazer algo mais do que cinema. Seus colegas acreditaram que ele estava com estafa e lhe recomendaram férias, para esfriar a cabeça. Era o ano de 2003. Ele pegou um avião e partiu para cinco semanas de férias na Ásia, de mochila e motocicleta. O Camboja lhe mostrou uma face da miséria que ele desconhecia. As cenas que viu, no famoso lixão de Phnom Penh,(fenon pe em) o deixaram em lágrimas. Centenas de catadores, entre eles muitas crianças, reviravam as pilhas tóxicas, na esperança de encontrarem material reciclável que lhes pudesse render o mínimo para comer. Foi o suficiente para alterar todo seu plano de vida. Ele se deu conta de que tinha tanto e as crianças tinham tão pouco. Mudou-se para a capital do Camboja e criou uma instituição. Hoje, são mais de quatrocentas crianças que recebem moradia, alimentação, roupas, assistência médica, educação e treinamento vocacional. Quando ele chega, as crianças correm alegremente ao seu encontro, pulam em suas costas e gritam: Quero colo, Scott. E o homem de um metro e oitenta de altura, olhos azuis, chinelos, sorri e comenta: Já viu tanta alegria num lugar só? Várias vezes ao ano, ele retorna a Los Angeles para levantar fundos de que precisa para manter sua instituição. Após anos trabalhando no Camboja, Neeson admite que mal começou e afirma: Essa é a obra da minha vida. Estou comprometido com essas crianças. Scott Neeson, de executivo a um homem que salva e muda vidas, um exemplo de coragem. Coragem de abandonar o conforto, os prazeres mundanos para servir aos seus irmãos, com alegria e desprendimento. Mais um homem de bem sobre a Terra. Um homem que fez e faz a diferença para centenas de vidas.Sim, ouvintes, mais do que anjos mitológicos, devemos acreditar nos anjos reais...nos anjos humanos. Você também pode ser um. Pensemos nisso, e sejamos também anjos, dos nossos próximos menos favorecidos. Texto elaborado com base no artigo Grande Scott, de Robert Kiener, de Seleções Reader´s Digest, de junho de 2010.

07/07/2020 09:00 | DURAÇÃO 3:31

Ainda O Amor

AINDA O AMOR Nos dias que vivemos, muito se ouve falar a respeito do amor. Suspiram os jovens por sua chegada, idealizando cores suaves e delicados tons. Alguns o confundem com as paixões violentas e degradantes e, por isso mesmo, afirmam que o amor acaba. Entretanto, o amor já foi definido como o mais sublime dos sentimentos. Reveste-se de tranquilidade e confere paz a quem o vivencia. Não é produto de momentos, mas construção laboriosa e paciente de dias que se multiplicam na escalada do tempo. Narra o famoso escritor inglês Charles Dickens que dois recém-casados viviam modestamente. Dividiam as dificuldades e sustentavam-se na afeição pura e profunda que devotavam um ao outro. Não possuíam senão o indispensável, mas cada um era portador de uma herança particular. O jovem recebera como legado de família um relógio de bolso, que guardava com zelo. Na verdade não podia utilizá-lo por não ter uma corrente apropriada. A esposa recebera da própria natureza uma herança maravilhosa: uma linda cabeleira. Cabelos longos, sedosos, fartos, que encantavam. Mantinha-os sempre soltos, embora seu desejo fosse adquirir um grande e lindo pente que vira em uma vitrina, em certa oportunidade, para os prender no alto da cabeça, deixando que as mechas, caprichosas, bailassem até os ombros. Transcorria o tempo e ambos acalentavam o seu desejo, sem ousar expor ao outro, desde que o dinheiro que entrava era todo direcionado para as necessidades básicas. Em certa noite de Natal, estando ambos face a face, cada um estendeu ao outro, quase que ao mesmo tempo, um delicado embrulho. Ela insistiu e ele abriu o seu primeiro. Um estranho sorriso bailou nos lábios do jovem. A esposa acabara de lhe dar a corrente para o relógio. Segurando a preciosidade entre os dedos, foi a vez dele pedir a ela que abrisse o pacote que ele lhe dera. Trêmula e emocionada, a esposa logo deteve em suas mãos o enorme pente para prender os seus cabelos, enquanto lágrimas significativas lhe rolavam pelas faces. Olharam-se ambos e, profundamente emocionados descobriram que ele vendera o relógio para comprar o pente e ela vendera os cabelos para comprar a corrente do relógio. Ante a surpresa, deram-se conta do quanto se amavam. * * * O amor não é somente um meio, é o fim essencial da vida. Toda expressão de afeto propicia a renovação do entusiasmo, da qualidade de vida, de metas felizes em relação ao futuro. * * * O amor tem a capacidade de estimular o organismo e de lhe oferecer reações imunológicas, que proporcionam resistência para as células, que assim combatem as enfermidades invasoras. O amor levanta as energias alquebradas e é essencial para a preservação da vida. Eis porque ninguém consegue viver sem amor, em maior ou menor expressão. Texto elaborado com base em conto de Charles Dickens, e no cap. 13 do livro Momentos Enriquecedores, de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. Em 08.12.2015.

06/07/2020 19:38 | DURAÇÃO 3:54

O Silêncio

O SILÊNCIO Na natureza, encontramos preciosas lições a nos dizer que o verdadeiro poder anda de mãos dadas com a quietude. São muitos os acontecimentos que se dão em silêncio. O sol nasce e se põe em profunda calma, penetra suavemente pela vidraça de uma janela, sem a quebrar. As estrelas e as galáxias descrevem as suas órbitas com extraordinária velocidade pelas inexploradas vias do cosmo, mas nunca dão sinal de sua presença pelo mais leve ruído. O oxigênio, poderoso mantenedor da vida, penetra em nossos pulmões, circula discretamente pelo nosso corpo, e nem lhe notamos a presença. * * * Aprenda, com o silêncio, a ouvir os sons interiores da sua alma. Aprenda, com o silêncio, a respeitar o seu eu, a valorizar o ser humano que você é, a respeitar o templo que é o seu corpo e o santuário que é a sua vida. Aprenda, com o silêncio, a valorizar o seu dia e a sua vida. A enxergar em você as qualidades que possui e descobrir as imperfeições, despertando a consciência para o que precisa ser aprimorado. Aprenda, com o silêncio, que a vida é boa, que nós só precisamos olhar para o lado certo, ouvir a música certa, ler o livro certo e escolher as devidas companhias. Aprenda, com o silêncio, a relaxar, mesmo no pior trânsito, na maior das cobranças, nos momentos de dificuldade e de maior discórdia, calando-se para evitar futuros desafetos. Aprenda hoje, com o silêncio, que gritar não traz respeito. Que apenas ouvir, em muitos momentos, é melhor do que falar. Aprenda, com o silêncio, a aceitar alguns fatos, a ser humilde, deixando o orgulho de lado e evitando reclamações vazias e sem sentido. Aprenda, com o silêncio, que a solidão não é a pior companhia. Aprenda, com o silêncio, que tudo tem um ciclo, como as marés que insistem em ir e vir, como os pássaros que migram e voltam ao mesmo lugar e como a Terra, que faz a volta completa sobre seu próprio eixo. * * * Por vezes, o silêncio pode ser confundido com fraqueza, apatia ou indiferença. Porém, ser capaz de calar-se em certos momentos, é uma grande virtude. Os verdadeiros mestres sabem ser firmes sem renegarem a mais perfeita quietude e benevolência. Prossigamos, buscando sempre que possível, o recolhimento e o silêncio que acalma, harmoniza e edifica. Pense Nisso.

04/07/2020 19:37 | DURAÇÃO 3:29

O Homem que Não Se Irritava

O Homem que não se irritava Conta-se uma parábola que, numa cidade do interior, havia um homem que não se irritava e não discutia. Sempre encontrava saída cordial, não feria a ninguém, nem se aborrecia com as pessoas. Morava numa modesta pensão, onde era admirado e querido. Para testá-lo, um dia, seus companheiros combinaram de levá-lo à irritação e à discussão numa determinada noite em que o convidariam a um jantar. Trataram todos os detalhes com a garçonete que seria a responsável por atender à mesa. Assim que iniciou o jantar, como entrada foi servida uma saborosa sopa, da qual o homem gostava muito. A garçonete chegou próximo a ele, pela esquerda, e ele, prontamente, levou seu prato para aquele lado, a fim de facilitar a tarefa de servir. Mas ela serviu todos os demais, e quando chegou a vez dele, foi para outra mesa. Ele esperou calmamente, e em silêncio, que ela voltasse. Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita, ele levou outra vez seu prato na direção da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o. Após servir todos os demais, passou rente a ele, com a sopeira exalando saboroso aroma como quem havia concluído a tarefa ,e retornou à cozinha. Naquele momento não se ouvia qualquer ruído. Todos o observavam discretamente, para ver sua reação. Educadamente ele chamou a garçonete, que se voltou, fingindo impaciência e lhe disse: - O que o senhor deseja? Ao que ele respondeu, naturalmente: - A senhora não me serviu a sopa. Ela retrucou, para provocá-lo, desmentindo-o: - Servi, sim senhor! Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo e ficou pensativo por alguns segundos… Todos pensaram que ele iria brigar… Suspense e silêncio total. Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranquilamente: - A senhorita serviu sim, mas eu aceito um pouco mais! Os amigos, frustrados por não conseguir fazê-lo discutir e se irritar com a moça, terminaram o jantar, convencidos de que nada mais faria com que aquele homem perdesse a compostura. O protagonista desta história nos deixa uma lição: a maneira como reagimos às situações é que determinará os seus efeitos nas nossas vidas. Um único deslize daquele homem poderia manchar algo que ele já tinha construído há muito tempo; Ele era um homem reconhecido e admirado por sua postura. Tinha uma reputação invejável. Talvez você pense: “Mas é injusto o que fizeram com ele”... Sim! Até seria direito dele cobrar um melhor atendimento... ou ele poderia simplesmente ter levantado do seu lugar, decidido sair sem experimentar a sopa; Uma outra pessoa talvez pensasse numa maneira de punir aquela garçonete; mas aquele homem, embora injustiçado, decidiu abrir mão da razão. Na vida, muitas vezes, esta é a melhor escolha. Numa discussão com o cônjuge, os insultos desenfreados não trarão nenhum tipo de benefício, pelo contrário, poderão provocar feridas, desgastes nas emoções e distanciamento. No trânsito, qualquer comportamento errado pode resultar numa grande confusão; discutir não é uma regra. Sempre foi opcional. E como diz um ditado antigo: quando um não quer, dois não brigam. A verdade é que reagir com irritação, em qualquer momento da vida, poderá atrair consequências graves. No trabalho, ou entre amigos, faça também o possível para evitar discussão; se ainda assim o clima pesar por qualquer motivo, experimente um exercício: respire fundo, beba um pouco d’água, peça a Deus sabedoria, releve, perdoe, peça perdão, recomece. Não deixe a ira invadir o seu coração. Não perca a razão, mas seja o primeiro a abrir mão dela. Seja um pacificador. O que as pessoas costumam observar em você? Você é lembrado por aquilo que você faz de bom ou pelas consequências dos seus atos impensados? Pense nisso, mas... pense agora!

03/07/2020 09:00 | DURAÇÃO 5:20

O Poço

O Poço Narra uma lenda chinesa que no fundo de um poço pequeno, mas muito fundo, vivia um sapo. O que ele sabia do mundo era o poço e o pedaço de céu que conseguia ver pela abertura, bem no alto. Certo dia, um outro sapo se abeirou da boca do poço. Por que não desce e vem brincar comigo? É divertido aqui. - Convidou o sapo lá embaixo. O que tem aí? – Perguntou o de cima. Tudo: água, correntes subterrâneas, estrelas, a luz e até objetos voadores que vêm do céu. O sapo da terra suspirou. Amigo, você não sabe nada. Você não tem ideia do que é o mundo. O sapo do poço não gostou daquela observação. Quer dizer que existe um mundo maior do que o meu? Aqui vemos, sentimos e temos tudo o que existe no mundo. Aí é que você se engana, falou o outro. Você só está vendo o mundo a partir da abertura do poço. O mundo aqui fora é enorme. O sapo do poço ficou muito chateado e foi perguntar a seu pai se aquilo tudo era verdade. Haveria um mundo maior lá em cima? O pai confirmou: Sim, havia um outro mundo, com muito mais estrelas do que se podia ver dali debaixo. Por que nunca me disse? – Perguntou o sapinho, desapontado. Para quê? O seu destino é aqui embaixo, neste poço. Não há como sair. Eu posso! Eu consigo sair! – Falou o sapinho. E pulou, saltou, se esforçou. O poço era muito fundo, a terra longe demais e ele foi se cansando. Não adianta, filho. – Tornou o pai a dizer. Eu tentei a vida toda. Seus avós fizeram o mesmo. Esqueça o mundo lá em cima. Contente-se com o que tem ou vai viver sempre infeliz. Quero sair! Quero ver o mundo lá fora! – Chorava o filhote. E passou o resto da vida tentando escapar do poço escuro e frio. O grande mundo lá em cima era o seu sonho. * * * Um pobre camponês de apenas oito anos de idade não se cansava de ouvir esta lenda dos lábios de seu pai. Vivendo a época da revolução cultural na China de Mao Tsé Tung, o menino passava fome, frio e toda sorte de privações. Pai, estamos em um poço? – Perguntava. Depende do ponto de vista. – Respondia o pai. Mais de uma vez o garoto se sentia como o sapo no poço, sem saída. Mas ele enviava mensagens aos Espíritos. Pedia vida longa e felicidade para sua mãe. Pedia pela saúde de seu pai mas, mais que tudo, ele pedia para sair do poço escuro e profundo. Ele sonhava com coisas lindas que não possuía. Pedia comida para sua família. Pedia que o tirassem do poço para que ele pudesse ajudar seus pais e irmãos. Ele pedia, e sonhava, e deixava sua imaginação o levar para bem longe. Um dia, a possibilidade mais remota mudou de modo total o curso da sua vida. Ele foi escolhido entre centenas de camponeses e foi fazer parte de algumas das maiores companhias de balé do mundo. Um dia, ele se tornaria amigo do presidente e da primeira-dama, de astros do cinema e das pessoas mais influentes dos Estados Unidos. Seria uma estrela: o último bailarino de Mao Tsé Tung. Li Cunxin saiu do poço. * * * Nunca deixe de sonhar! Nunca abandone seus ideais. Mantenha aquecido o seu coração e viva as suas esperanças. O amanhã é sempre um dia a ser conquistado! Pense nisso! Texto elaborado com base no cap. 3, do livro Adeus, China – O último bailarino de Mao, de Li Cunxin, ed. Fundamento.

02/07/2020 18:57 | DURAÇÃO 4:46

Bata Nela

BATA NELA! Em tempos em que abunda a violência contra a mulher, é de nos questionarmos o que será das novas gerações? Esses meninos, que crescem assistindo e ouvindo notícias de assassinatos, de violências de toda sorte contra a mulher, o que farão, no futuro? O que pensam a respeito? Alguém teve a ideia de questioná-los e, na cidade de Nápoles, na Itália, se realizou uma enquete com meninos entre sete a onze anos. O experimento consistiu em abordar, na rua, a cada um, de forma individual e gravar as respostas, ações e reações às questões e ordens formuladas. O entrevistador, para deixar bem à vontade os garotos, pergunta o nome, a idade. Depois, o que desejam ser quando crescerem, que variou de arquiteto, jogador de futebol, bombeiro, policial a pizzaiolo. A razão da escolha da profissão mereceu respostas rápidas, como quem sabe o que quer da vida:Quero construir a casa dos meus sonhos; Desejo salvar vidas. Até a mais simples: Porque gosto de pizza. Então, uma terceira personagem entra em cena. Uma simpática garota, de longos cabelos loiros. Ela não fala absolutamente nada. Posta-se em frente ao entrevistado, que recebe a informação: Esta é Marina. Os garotos olham, sorriem. O que você gosta nela? – Indaga o entrevistador. Um respondeu que eram os olhos; outro, que eram os olhos e o cabelo, com certeza, o cabelo; outro ainda falou dos sapatos dela e das mãos. Um mais ousado disse que a achava totalmente linda, e que gostaria que ela fosse sua namorada. Ao comando que se seguiu, todos obedeceram, embora demonstrassem não se sentir muito à vontade: Faça uma careta para ela. E o: Faça um carinho nela, mereceu dos entrevistados um toque de mão, muito rápido, pelos cabelos, pelo ombro ou no rosto, demonstrando certa timidez. Enfronhados na pesquisa, rindo disso, daquilo, de repente, se faz uma pausa e, logo em seguida, o entrevistador dá o comando: Bata nela! Com força! Os meninos olham para a câmera, espantados. Há quem, incrédulo, indague: O quê? A ordem é repetida: Bata nela, vamos! Olhos baixos, olhar intrigante ou surpreso, nenhum deles tira as mãos dos bolsos ou as leva na direção da garota. Tornam a olhar para o entrevistador e a resposta é: Não! Por que você não bate nela? – Insiste quem se encontra por detrás da câmera. E esses meninos deram as mais diversas respostas, que nos dizem que o mundo, sim, está caminhando para dias melhores: Ela é uma menina! Porque sou contra a violência! Porque vou machucá-la! Porque isso é maldade! Porque em mulher não se bate nem com flor, nem com um buquê de flores! Mas, o vídeo que circula pela internet e que, apenas em um dia, teve mais de um milhão de acessos, termina com a resposta de um menino de onze anos. Com certeza, a mais espetacular:Porque eu sou um homem! Homem, ser humano. De quem se espera nobreza, dignidade, para a construção de um mundo melhor. Homem que respeita o outro ser humano porque deseja igualmente ser respeitado. Que mundo maravilhoso estão construindo as novas gerações. Felizes os que andaremos pela Terra no mundo da Nova Era. Redação do Pense Nisso, com base no vídeo Bata nela, do http://sonoticiaboa.band.uol.com.br/noticia.php?i=6120.

01/07/2020 18:56 | DURAÇÃO 4:21

Honestidade em Qualquer Idade

Honestidade em qualquer idade O que você faria se encontrasse uma carteira com mil e quinhentos reais na rua, perdida? Numa das capitais do país, um menino de doze anos não teve dúvida: devolveu! E o pré-adolescente Lucas Eduardo virou exemplo no bairro onde mora. O menino tímido encarou a situação com simplicidade surpreendente. Eu fiz porque era o certo. Imaginei que a pessoa iria precisar do dinheiro para pagar as contas, ir aos médicos, contou Lucas, em entrevista a um jornal daquela cidade. Lucas tinha razão. Evanir havia saído na manhã de segunda-feira com o objetivo de pagar as contas do mês. Viúva há sete anos e aposentada há mais de duas décadas, ela vive sozinha, com renda bem apertada. Para devolver o dinheiro, o menino teve ajuda da direção da escola onde estuda, a fim de localizar o número do telefone e comunicar-se com a idosa. Assim, ela ficou sabendo que os valores que perdera haviam sido encontrados e que estavam em boas mãos. O gesto do estudante comoveu gente de todas as idades e classes sociais na região. Dezenas de pessoas entraram em contato com a escola, onde ele estuda, para elogiar a honestidade do menino e oferecer doações. Lucas, de família humilde, tinha um sonho: ter um videogame. Ao saber da história, uma doadora anônima decidiu presentear Lucas e seus irmãos com o Playstation dos seus filhos. A história do menino não parou por aí. Ganhou repercussão internacional: chegou, inclusive, aos Estados Unidos. Uma brasileira, que lá reside, telefonou, comovida com o gesto, e ofereceu doações ao menino. Um empresário emocionado foi além: conversou com Lucas sobre a importância de sua atitude e retribuiu seu gesto com um presente: deu-lhe a mesma quantia que Lucas devolveu à dona Evanir: mil e quinhentos reais. A idosa, que recebeu a devolução, afirmou: Tão pequeno e com toda essa honestidade. É muito bonito. Às vezes, pessoas da nossa própria família não devolvem o dinheiro. * * * Até quando a honestidade será exceção em nosso mundo? Até quando precisaremos comemorar gestos como esse, que já deveriam ser normais, naturais, como foram para o menino Lucas? A honestidade estava dentro dele. Talvez nem tenha necessitado ser aprendida em casa. Estava no Espírito. Fiz porque era o certo. Quando temos esse contato íntimo com nossa consciência, passamos a ter menos dúvidas entre o certo e o errado. Ambos ficam muito claros em todas as situações. Não se precisa pensar muito se vai se jogar lixo no chão, se vai devolver o troco certo, se vai contar a verdade – tudo isso passa a ser natural. O bem precisa se tornar hábito e ir substituindo o mal aos poucos. É assim que nos transformamos e transformamos a sociedade. Se queremos que o tal jeitinho desapareça, precisamos, de uma vez por todas, incorporar este espírito de fiz porque era o certo, independente se o certo é o melhor para nós ou não. É o certo e pronto. Consultemos a consciência. As respostas estão sempre lá, onde estão inscritas todas as leis . Pensemos nisso. Façamos o certo. Redação do Pense Nisso, com base em reportagem publicada no site www.sonoticiaboa.band.uol.com.br, em 22 de agosto de 2013.

30/06/2020 18:55 | DURAÇÃO 4:09

Somos Responsáveis Pelo Mundo

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29/06/2020 08:00 | DURAÇÃO 4:47

Conversando com Deus

CONVERSANDO COM DEUS Ninguém pode duvidar da eletricidade, mas para que a lâmpada nos ilumine o aposento recorremos a fios condutores que lhe transportem a força, desde a aparelhagem da usina distante até o recesso de nossa casa. A fotografia é hoje fenômeno corriqueiro; contudo, para que a imagem se fixe, na execução do retrato, é preciso que a emulsão gelatinosa sensibilize a placa que a recebe. A voz humana, através da radiofonia, é transmitida de um continente a outro com absoluta fidelidade; todavia não prescinde do remoinho eletrônico que, devidamente disciplinado, lhe transporta as ondulações. Entretanto, como exprimir a fé? Indaga-se muitas vezes. A fé não encontra definição no vocabulário vulgar. É força que nasce com a própria alma, certeza instintiva na sabedoria de Deus que é a sabedoria da própria vida. Palpita em todos os seres. Vibra em todas as coisas. Mostra-se no cristal fraturado que se recompõe humilde, e revela-se na árvore decepada que se refaz, gradativamente, entregando-se às leis de renovação que abarcam a natureza. A prece é filha da fé. Quando cultivamos a fé em nosso íntimo, naturalmente buscamos nos manter sintonizados com a Espiritualidade Maior. Temos na oração o mais eficiente sistema de intercâmbio entre o céu e a Terra. Ela nos liga a Deus e dá-nos a certeza de, no recolhimento e na solidão, estarmos com Ele. Renunciar à prece é recusar a assistência Divina. Nunca duvidemos da Paternidade Celeste. Deus vela por nós e sempre que precisarmos, nos enviará o socorro. Para que nossa prece alcance o Alto, ela deve ser motivada pela verdadeira confiança em Deus. Também deve ser sincera, humilde, vir do coração e não somente dos lábios. Podemos orar em voz alta ou no mais absoluto silêncio, mas o que realmente vale é a intenção com a qual oramos. Se, em algum momento de nossas vidas, sentirmos necessidade de pedir algo a Deus, estejamos atentos a que tipo de súplicas faremos. Deus sempre nos concederá coragem, paciência e resignação. Se fizermos nossas orações com fé e sinceridade, as respostas sempre chegarão. Mas convém mantermos a mente e o coração abertos para que possamos perceber essas respostas, pois, muitas vezes, Deus não nos enviará exatamente o que desejamos e nem da maneira como gostaríamos. Teremos o que for necessário para nos impulsionar ao crescimento espiritual e nos levar à real felicidade. Conversando com Deus, pedi força e vigor, Deus me mandou dificuldades para me fazer forte. Pedi sabedoria, Deus me deu problemas para resolver. Pedi prosperidade, Deus me deu energia e cérebro para trabalhar. Pedi amor, Deus me mandou pessoas com problemas para eu ajudar. Pedi favores, Deus me deu oportunidades. Não recebi nada que eu queria, mas recebi tudo que eu precisava. Minhas preces foram atendidas. ...................... Texto elaborado com base no cap. 6, do livro "Pensamento e vida", pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb e "Frases finais de Prece", de autoria desconhecida.

27/06/2020 14:41 | DURAÇÃO 4:09

Valeu a Pena

Valeu a pena? Você, que é um homem ou uma mulher de negócios, e se diz bem sucedido, está feliz com a vida que leva? Se você sabe dividir bem o seu tempo entre o trabalho e a família, entre as coisas da Terra e os valores espirituais, então você é alguém muito bem sucedido. Todavia, se é daqueles que não trabalha para viver mas vive para trabalhar, chegará um dia em que você perguntará a si mesmo: Valeu a pena? E chegará à conclusão de que não valeu a pena tanta correria, para ganhar dinheiro e não usufruir. Vai ver que o tempo passou e o cansaço tomou conta do seu corpo. Vai perceber que mesmo rodeado de muita gente, você se sente só. Um dia, você vai recolher-se no quarto e vai ter vontade de abraçar o travesseiro, porque não sobrou ninguém para abraçar. Vai ver que o carro já está se tornando um problema, e não um conforto, que o telefone perturba, que a gravata incomoda... Perceberá que o seu patrimônio lhe exige tempo demais, e que acabou sendo possuído ao invés de possuir. E, por mais que tente se livrar de tudo isso, é um escravo, embora invejado por muitos. Vai ver que não tem mais ilusões e a esperança anda com vontade de dormir... Um dia você vai ver que passou pela vida e não viveu. Pensou que foi, mas ficou. Teve tudo e não sentiu nada. Um dia, você verá que o tempo escoa tão rápido como areia fina por entre seus dedos. E, quando chegar esse momento, você vai sentir vontade de voltar no tempo e gastar suas horas de forma diferente. Vai querer sorrir, amar, estar com a família, misturar-se com as crianças e estender a mão ao próximo. Vai desejar o abraço da companheira, do companheiro sempre relegados a segundo plano. Vai querer sentir a mão do seu filho acariciando-lhe os cabelos... Por essa razão, se você se permitiu alguns minutos para refletir sobre esta mensagem, não deixe para depois tudo o que você pode fazer agora. Tire férias, faça um check-up, cuide da saúde, invista um pouco em você. * * * Obserse o crepúsculo ou contemple uma aurora... Dedique-se mais aos familiares... Não morra antes do tempo. Pense nisso, mas pense agora! ................ Texto elaborado com base em redação da página: geocities.com/heartland/village/1660.

26/06/2020 14:44 | DURAÇÃO 2:59

Uma Grande Covardia

Uma grande covardia O hábito da maledicência é bastante arraigado em nossa sociedade. Chega a constituir exceção uma criatura que jamais tece comentários maldosos sobre seus semelhantes. Mesmo amigos, não raro, se permitem criticar os ausentes. Quase todos os homens possuem fissuras morais. Seria sinal de pouca inteligência não perceber essa realidade. Não é possível ver o bem onde ele não existe. Também não é conveniente ser incapaz de perceber vícios e mazelas que realmente existam. Mas há uma considerável distância entre identificar um problema e divulgá-lo. Encontrar prazer em denegrir o próximo constitui indício de grande mesquinharia. Esse gênero de comentário é ainda mais condenável por ser feito de forma traiçoeira. Freqüentemente quem critica o vizinho não tem coragem de fazê-lo frente-a-frente. É uma grande covardia sorrir e demonstrar apreço por alguém e criticá-lo pelas costas. Antes de tecer um comentário, é preciso ter certeza de que ele traduz uma verdade. Sendo verdadeiro um fato, torna-se necessário verificar se há alguma utilidade em divulgá-lo. A única justificativa para apontar as mazelas alheias é a prevenção de um mal relevante. Se o problema apresentado por uma criatura apenas a ela prejudica, o silêncio é a única atitude digna. Assim, antes de abrir a boca para denegrir a reputação de alguém, certifique-se da veracidade dos fatos. Sendo verídica a ocorrência, analise qual o seu móvel. Reflita se seu agir visa evitar um mal considerável, ou é apenas prazer de maldizer. Na segunda hipótese, é melhor calar-se. É relevante também indagar se você tem coragem de comentar a ocorrência na frente da pessoa criticada. Se o fizer, dará oportunidade para defesa. Certamente a pessoa, objeto do comentário, possui a própria versão dos fatos. Por todas essas razões, e outras tantas, jamais seja covarde. A covardia é uma característica muito baixa e lamentável. O fraco sempre escolhe vítimas que não podem oferecer defesa. Agride de preferência as pessoas frágeis. Quando não tem coragem para atacar diretamente, utiliza subterfúgios. Enlameia a honra alheia, faz calúnias, espalha insinuações maldosas aos quatro ventos. Analise seu proceder e verifique se, por leviandade, às vezes você não age de forma maldosa e covarde. Pense nos prejuízos que suas palavras podem causar na vida dos outros. Imagine se fosse você a vítima do comentário ferino. É preciso eliminar o hábito da maledicência. Trata-se de um comportamento eivado de covardia. E sem dúvida o seu ideal de vida não é ser um covarde. Pense nisso! Texto elaborado com base em um artigo da Federação Espírita do Paraná.

25/06/2020 14:45 | DURAÇÃO 3:28

Você Não Está Sozinho

VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO Quando passamos por momentos difíceis, conflitos pessoais, situações no trabalho ou na família, é comum que sentimentos ruins invadam o nosso coração e ocupem os nossos pensamentos. É quando surge o medo, a ansiedade, a tristeza, talvez um desejo de desistência... e muitas vezes, a solução parece muito distante de nós. Há quem pense que Deus o abandonou. E angustiado, pergunta: por que Deus deixou chegar nessa situação? E, agora, o que eu vou fazer? Por que aconteceu isso comigo? Talvez a resposta que você precisa não chegue com a pressa que você espera, mas lá na frente, depois de ter administrado suas emoções e exercido a sua fé, você compreenda o porquê de todos os seus desafios. A verdade é que todos nós, seres humanos, experimentamos do cuidado e da bondade de Deus todos os dias, mas não nos damos conta disso, porque aprendemos a focar nos problemas; focamos com facilidade no contrato que não fechamos, mas não temos um coração grato por todos aqueles que foram bem-sucedidos. Reclamamos dos defeitos dos nossos cônjuges e filhos, mas não agradecemos a Deus por tê-los por perto e por tudo o que aprendemos junto deles; também não paramos pra pensar o quanto somos abençoados em poder respirar... sim, respirar!!.. muitos hoje em dia lutam por esse fôlego de vida, que você, sem nenhum esforço, possui. As roupas que você veste, a casa onde mora.. Tudo isso é cuidado Divino. Ainda que você passe por um momento difícil, se sinta sozinho e enfraquecido, saiba que o Criador nunca se esqueceu de você. Hoje, você tem a oportunidade de olhar além dos desafios. Alimente a sua alma de palavras que gerem conforto, ânimo, otimismo e esperança. Se o fardo está pesado, não sofra sozinho, busque ajuda de um amigo, um parente, ou um profissional. Levante a cabeça e não se esqueça que, até aqui, muita coisa já deu certo. Traga a sua lembrança as suas conquistas ao longo dos anos: os presentes que você recebeu da vida depois de enfrentar tantos obstáculos; certamente você já viveu experiências difíceis que, superadas, te levaram a alcançar seus objetivos. Ou talvez você tenha sido até surpreendido, recebendo algo além daquilo que você esperava. O Salmista já dizia milhares de anos atrás - o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. Mesmo quando tudo parece estar perdido, Deus sempre tem um recomeço. Acredite! O dia mau é, na verdade, só mais uma etapa nesse valoroso processo que é lhe tornar uma pessoa mais forte. Tudo o que você vive é um aprendizado. A boa notícia é que Deus nunca te abandonou. Você não está sozinho. Pense nisso, mas... pense agora

24/06/2020 14:49 | DURAÇÃO 3:53

Pelo Menos... Tente

Pelo menos...TENTE! Ponha de lado antigos conceitos, panacéias, rancores, preconceitos, recalques e estabeleça novos e sólidos rumos para uma vida mais liberta e melhor, evitando o lugar comum. Pratique o encanto que existe no banal e nas coisas mais simples. Curta os sentimentos cotidianos que colorem sua vida: laços familiares, amigos verdadeiros, livros, a natureza, as artes e a vibração cósmica do universo em constante erupção evolutiva. Um dos encantos mais simples, que eu e meus amigos de viagem vivemos, foi o de reencontro de uma boa amiga. Mesmo depois de um incidente com o carro que viajávamos, não desistimos desse reencontro. O abraço, o sorriso e alegria desse encontro valeu muito mais apena. O incidente deixou de ter tanta importância. A vida sempre nós dá a oportunidade de substituir o negativo por algo mais salutar. Aprenda a colher recompensa valiosa, aprofundando-se na necessidade muito íntima que as pessoas têm de serem ouvidas com paciência e respeito e de serem amadas com seriedade. Exprima afeto e admiração para com o próximo. Torne agradável sua companhia; assim como as flores deixam parte do seu perfume nas mãos de quem as oferecem. Seja útil a quantos o procuram nas necessidades. Se você tentar superar-se, acrescentará algo muito especial ao mundo e será recompensado por isto. Dentro de você existe um lugar secreto, onde reinam a paz e a tranqüilidade, sem espaço para preocupações, temores, invejas ou desgostos. Recolha-se nele nas adversidades e comece a viver dias mais felizes; fazendo os outros felizes também. Nunca dê guarida à raiva, ganância, sentimentos de vingança, hostilidade, medo, ansiedade ou insegurança. Todos são falsos aliados. Controle suas emoções e construa sua própria cortina protetora. Cultive a verdadeira coragem. Nenhum grande feito deste mundo se realizou sem ela. Persiga seu ideal para conseguir as boas coisas da vida. Esta pagará o preço estabelecido, mas cobrará caro exigindo que você seja o melhor do que quer que seja. Só se pode usar cada dia uma única vez. Portanto, metodize sua vida e desenvolva seu potencial criador, mostrando todo ouro que há no seu coração; sem tentar ser algum sabe-tudo, nem com presunção de ser perfeito. Perfeito só o Universo. Só Deus! Nem todos podem ser comandantes. Temos que ser tripulação também. Mas seja o melhor que puder, no desempenho de suas atividades e o mundo lhe abrirá as portas. Pense Nisso e Tente!

24/06/2020 14:47 | DURAÇÃO 3:33

Onde Mora a Paz

ONDE MORA A PAZ Pedro mora próximo à Rua 13 de junho há 15 anos. Nos últimos tempos, está à beira de um ataque de nervos, pois não consegue mais suportar o barulho ininterrupto dos carros. Ele tem algumas escolhas: trabalhar pelo fechamento da avenida - ao menos à noite; pela modificação da legislação de poluição sonora ou uso de automóveis; ou ainda, mudar-se. É importante, porém, comentar também sobre seu vizinho, Bernardo. Bernardo vive ao lado de Pedro, também de frente para a Rua 23 de Maio. Perguntado a ele o que achava de viver naquele apartamento, a resposta foi surpreendente. Revelou que adora viver ali. Ele acha linda a vista que tem do apartamento. Disse que pode ver o maravilhoso nascer do sol de sua janela. Adora observar a cidade. Perceber os habitantes caminhando ou em seus carros, e os resistentes passarinhos que aprenderam a viver com a civilização. Numa conversa entre os dois, Pedro não aguentou, e questionou: Mas e o barulho? Você não se incomoda com toda esta barulheira que não tem fim?! Bernardo respondeu: Olhe, fico tão concentrado nos meus afazeres, que eu nem percebo o barulho. Pedro não podia acreditar. Achou, por um instante, que o vizinho tinha problemas auditivos, e falando bem baixo, tentou descobrir se ele era surdo. Mas não era. Ouvia muito bem. Como explicar isso? Ele ouvia muito bem e não se incomodava com o barulho? E à noite? - perguntou ainda Pedro, indignado - Como você faz para dormir? Vou ser bem sincero, caro amigo - respondeu Bernardo - à noite, ao deitar, sinto-me tão feliz com o dia vivido e com as coisas que tenho feito, que também não me incomodo com barulho algum. Pedro pôde ver sinceridade e pureza nos olhos e nas palavras do contérmino morador. Naquele momento ele percebeu a razão de se incomodar tanto com aquelas coisas: ele não era feliz com o dia que tinha, e nem com as coisas que fazia. * * * Um outro personagem também ilustra bem a reflexão proposta: Trata-se de Daniel. Jovem, de família abastada, casado, e morador de um condomínio fechado. Daniel foi presenteado por seus pais com uma casa no litoral. Ficou, a princípio, muito animado com a mudança. Afinal, haveria lugar mais tranqüilo e pacífico do que próximo ao mar? Os dias passaram, e ele percebeu, pouco a pouco, que não seria capaz de suportar aquele estilo de vida. Aquele barulho constante de ondas quebrando; gaivotas gritando logo cedo; aquela umidade de maresia; a areia que insistia em acompanhá-lo em seu carro e em sua casa. Daniel entrou em crise. Variava entre estados de irritação e depressão. Começou a tomar remédios, e decidiu: iria se mudar dali. * * * Onde mora a paz? Será que a paz está na ausência de ruídos externos? Será que para dormir em paz precisamos apenas de silêncio? A paz tem moradia em nosso íntimo, e enquanto não formos felizes com nossos dias, com as coisas que fazemos, não a encontraremos. Não basta mudar deste para aquele local. Faz-se necessário mudar-se na intimidade. Deixar para trás o lar das atividades fúteis, das conquistas passageiras, e fixar morada na casinha aconchegante da alegria de viver, do amor à família, do prazer de servir.

22/06/2020 18:26 | DURAÇÃO 4:03