Pense Nisso | Centro América FM Cuiabá - Easy | Cadena

Episódios

Não basta ser executivo, tem que ser pai

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27/12/2019 10:46 | DURAÇÃO 2:59

Vontade

Vontade A vontade é a maior de todas as potencialidades da alma. Sua ação é comparável a de um imã. A vontade de viver desenvolve em nós a vida. Atrai-nos novos recursos vitais. A vontade de evoluir oportuniza-nos chances de crescimento e de progresso. O uso persistente e tenaz dessa faculdade soberana permite-nos modificar nossa natureza, vencer todos os obstáculos. É pela vontade que dirigimos nossos pensamentos para alvos determinados. Na maior parte dos homens os pensamentos flutuam sem cessar. Essa mobilidade constante impossibilita a ação eficaz da vontade. É necessário saber concentrar-se, sintonizando com as esferas superiores e com as nobres aspirações. A vontade pode agir tanto durante o sono quanto durante a vigília. Isso porque a alma valorosa que, determinada, busca alcançar um objetivo na vida procura-o com tenacidade em todos os momentos da vida. Funciona como uma correnteza poderosa e constante que mina devagar e silenciosamente todos os obstáculos que se apresentem. Se o homem conhecesse a extensão dos recursos que nele germinam, ficaria deslumbrado. Não mais temeria o futuro, tampouco se julgaria fraco. Compreenderia sua força e acreditaria na possibilidade de ele próprio alterar seu presente e seu futuro. O poder da vontade é ilimitado. O homem consciente de si mesmo e de seus recursos latentes sente crescer suas forças na razão de seus esforços. Sabe que tudo o que de bem e bom desejar há de, mais cedo ou mais tarde, realizar-se. É consolador e belo poder dizer: “Sou uma inteligência e uma vontade livres. Edifico lentamente minha individualidade e minha liberdade. Conheço a grandeza e a força que existem em mim. Hei de amparar-me nelas e elevar-me acima de todas as dificuldades. Vencerei até mesmo o mal que existe em mim. Hei de me desapegar de tudo que me acorrenta às coisas grosseiras e levantar vôo para realidades mais felizes. Para frente, sempre para frente. Tenho um guia seguro que é a compreensão das leis da vida. Aprendi a conhecer-me, a crer em mim e a crer em Deus. Hei de me conservar firme na vontade inabalável de enobrecer-me e elevar-me. Atrairei, com o auxílio de minha inteligência, riquezas morais e construirei para mim uma personalidade melhor.” É chegada a hora de despertar do pesado sono que nos envolve. É necessário rasgar o véu da ignorância que nos prejudica o entendimento. Cabe-nos aprender a conhecer a nós próprios e as nossas potencialidades. Compete-nos utilizá-las. Não nos entreguemos ao desespero. Não nos julguemos fracos. Basta-nos querer para sentirmos o despertar de forças até então desconhecidas. Creiamos em nossos destinos imortais. Creiamos em Deus. Lembremo-nos: podemos ser o que efetivamente quisermos. Baseado na terceira parte, item XX, do livro “O problema do ser, do destino e da dor”, de Léon Denis.

26/12/2019 10:30 | DURAÇÃO 3:53

Amanheceu o dia

PENSE NISSO Amanheceu o dia... O dia apenas amanhecera... Mas aquele não era um dia comum. Era o primeiro dia de uma nova era que se iniciava para a Humanidade inteira... A partir daquele acontecimento, o Mundo jamais seria o mesmo. Um acontecimento que constituiria um novo marco na História... Amanheceu o dia... E as luzes daquele amanhecer se espalharam lentamente sobre Israel para, logo mais, pairar soberanas por sobre toda a Terra... As almas se aquietaram ante a mensagem silenciosa que envolvia o Oriente... Os sofredores sentiram que um novo alento chegava para balsamizar seus corações em brasa... Os cegos vislumbraram uma chama que despontava além da escuridão... E os pobres desprezados ouviram, naquele amanhecer, uma canção de esperança a ecoar por todos os rincões da Terra... O dia apenas amanhecera... E os equivocados, que se julgavam donos absolutos do poder, sentiram suas bases tremerem diante Daquele que viera investido de todos os poderes e glórias, em nome do Pai... Os hipócritas se confundiram, e os ricos de alma pobre perceberam a fragilidade de suas posses temporárias... Em Belém... Ele chega silencioso, puro, soberano, e fica... Ele reúne os aflitos e os agasalha junto ao próprio peito... Nada solicita, não exige coisa alguma... Apenas ampara. Libertador por excelência, canta o hino da verdadeira liberdade, ensinando a destruir os grilhões da inferioridade que prende o homem às mais cruéis cadeias... Sol de primeira grandeza, espanca com a Sua claridade as sombras dos milênios... A suavidade da Sua voz mansa acorda as esperanças adormecidas e faz que se levantem os ideais esquecidos... Ao forte clamor do Seu verbo erguem-se os dias, e as horas do futuro vibram, aprofundando na alma do Mundo os alicerces da Humanidade feliz do porvir... Jesus, Rei Celeste, aceita como berço a manjedoura de uma estrebaria singela, deixando para a Humanidade a profunda lição da humildade, inaugurando um reinado diferente entre as criaturas. Senhor do Mundo, deixa-Se confundir com a multidão esfarrapada, espalhando Seu suave perfume entre os sofredores. Troca as glórias dos céus pelas tardes quentes de Jericó... Deixa a companhia dos Espíritos puros para caminhar entre os miseráveis de toda sorte... Aceita o pó das estradas e enfrenta fome e frio para acalentar os infelizes sem esperanças que se arrastavam sobre a Terra. Abandona os esplendores da Via Láctea para pregar a Boa Nova nas madrugadas mornas de Cafarnaum... Deixa as melodias celestes para cantar a esperança embalada pela orquestra espontânea da natureza, no cenário das primaveras e verões, entre as aldeias e o lago. É traído, desprezado e pregado numa cruz... Mas ressurge numa tranqüila e luminosa manhã para dizer que a Vida não cessa e reafirmar que estaria conosco para todo o sempre... * * * O dia apenas amanhece... É Natal... Que as luzes desse amanhecer se espalhem lentamente sobre seu coração, sobre o seu lar, sobre a Terra inteira... E que o suave perfume do aniversariante penetre em sua intimidade, discreto, silencioso e aí permaneça para sempre, para que você possa sentir um Feliz Natal. Baseado no cap. 1 do livro "Primícias do reino", de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

25/12/2019 10:29 | DURAÇÃO 4:47

O Valor das Coisas

O VALOR DAS COISAS Era uma vez um homem que tinha muitos pés de romãs em seu pomar. Por muitos outonos ele colocava suas romãs em bandejas de prata, do lado de fora de sua casa, e em cima punha cartazes com os seguintes dizeres: Apanhe uma, de graça. Seja bem-vindo. As pessoas passavam, olhavam, mas nenhuma delas apanhava uma fruta. Então, depois de muitos outonos, o homem refletiu e tomou uma decisão. No próximo outono ele não pôs as romãs em bandeja de prata fora de sua residência. Pôs apenas um cartaz bem alto que dizia: Temos aqui as melhores romãs da terra, mas as vendemos por um valor maior que quaisquer outras romãs. Qual não foi sua surpresa quando todos os homens e mulheres da vizinhança vieram correndo comprar. * * * Essa pequena parábola de Khalil Gibran, embora pareça simples, nos traz lições valiosas. Nos dias atuais há pessoas que, a exemplo daquele povo, desprezam as coisas simples ou que são de graça e passam a valorizá-las quando têm que pagar alto preço por elas. É um conceito equivocado de que o que é de graça ou muito barato, não presta. Se ouvimos o anúncio de um espetáculo qualquer, um concerto, uma peça teatral, cuja entrada seja franca, logo pensamos que não vale a pena assistir. Se é o convite para uma palestra em que não se cobrará ingresso, logo imaginamos que não pode ser coisa boa. Mas, se ao contrário, ouvimos a chamada para uma palestra de um profissional qualquer, cujo ingresso custará um alto valor, ficamos logo entusiasmados e pensamos que vai ser muito boa. O que costumamos fazer, nesses casos, é julgar o valor das coisas pelo seu preço, o que nem sempre é uma realidade. O verdadeiro afeto de um amigo, por exemplo, não é cobrado. E muitas vezes nós não o valorizamos tanto quanto valorizamos um cliente, que significa para nós um investimento financeiro. O carinho de uma mãe não nos custa nada, mas é mais valioso que qualquer bem da Terra. Há muitas coisas que nos chegam de graça, mas são de valor inestimável. Talvez seja por isso que não tenham preço em moeda. O ar que respiramos nos chega gratuitamente, e sem ele não viveríamos. A água que nos sustenta a vida, Deus nos dá de graça. O perfume que as flores espalham, não nos custa nenhum centavo. * * * É importante que passemos a ver as coisas pelo seu real valor e pela importância que pode representar em nossas vidas. Há coisas que custam muito e nada acrescentam na nossa economia moral. E há outras que não custam nenhuma moeda, mas que são de alta valia para nosso bem-estar físico e mental. Pense nisso!

24/12/2019 10:22 | DURAÇÃO 2:29

Oh! Como eu a amei

OH, COMO EU A AMEI O padre estava terminando o serviço fúnebre na hora do sepultamento. De repente, o homem de 78 anos, cuja esposa de 70 anos acabara de morrer, começou a gritar: - “Oh, como eu a amei!” Seu lamento desolado interrompeu o silêncio da formalidade. Os outros familiares e amigos permaneceram de pé em torno da sepultura, parecendo chocados e embaraçados. Seus filhos, envergonhados, tentaram silenciar seu pai. Está certo, papai; nós entendemos. O velho homem olhava fixamente o caixão descer lentamente na sepultura. O padre continuou. Terminando, ele cumprimentou os familiares que, um a um, foram deixando o local. Todos, exceto o velho homem. - “Oh, como eu a amei!” Gemeu ruidosamente. Sua filha e dois filhos novamente tentaram contê-lo, mas ele continuou. -“Como eu a amei!” Aquele homem permaneceu olhando fixamente para o sepulcro. O padre o abordou dizendo: “eu sei como você deve se sentir, mas está na hora de irmos embora.” Todos devemos ir e continuar nossa vida. “Oh, como eu a amei!” Disse novamente o velho homem ao padre. “Você não faz idéia...” “Eu quase disse isso a ela, uma vez...” *** Incontável número de pessoas passa por uma situação semelhante a essa. São esposas e esposos, filhos, irmãos, tios, amigos, que passam uma vida inteira juntos e não têm coragem de declarar seus sentimentos. No momento em que o criador, pai amoroso e bom, vem requisitar nosso ente querido, e este viaja com destino ao mundo espiritual, muitas vezes fazemos como aquele esposo e gritamos com todas as forças que nós o amamos, mas é demasiadamente tarde... Para que você não fique com uma declaração de amor presa na garganta, diga hoje mesmo o que você sente pelos seus afetos. Diga ao seu filho o quanto você o ama. Fale para os irmãos que eles são importantes para você. Talvez a felicidade deles dependa dessa declaração. Confidencie aos seus pais que você os ama, se é que ainda não o fez. Isso lhes trará uma alegria inesperada. Não esconda dos seus amigos o que você sente por eles. Talvez eles desconheçam seus sentimentos de ternura. Abrace seus avós, se ainda os tem por perto. Um abraço de neto representa o maior dos tesouros. E, talvez, o melhor dos remédios. Confesse ao seu esposo ou a sua esposa o seu amor. Isso fará com que o relacionamento se torne mais agradável e os eventuais problemas se tornem mais fáceis de superar. Às vezes pensamos que as pessoas sabem o que sentimos por elas e por isso não dizemos, mas nem sempre elas adivinham. Pense nisso e tome uma atitude agora. Conjugue o verbo amar no tempo presente. Baseado em texto intitulado "Oh, how i loved her", de Hanonch Mccarty,

23/12/2019 10:17 | DURAÇÃO 3:47

Balada das Mãos

BALADA DAS MÃOS Mãos. Na anatomia é apenas mais um membro que compõe a máquina, que é o corpo humano. Mas através dos gestos das mãos podemos ser concolados e consoladores. Através das mãos podemos levantar um irmão caído. Um poema, composto e interpretado por Moacyr Franco em 1969, fala sobre as mãos de uma maneira bastante emocionante. A seguir reproduziremos esse poema: Se os teus olhos faltaram um instante da vida, Se o coração vacilar, retardando a batida, Se o teu corpo cansado, curvar-se vencido, Na estrada comprida, Na batalha perdida. Tuas mãos, Só, tuas mãos, Gêmeas no riso e na dor, Manterão, sempre acesa a luz, Votiva do amor, Mãos que se juntam na prece, Num momento supremo, Quando no altar duas vidas se juntam também, Mãos que abençoam o filho Que parte talvez, para sempre, E depois vão tecer um casaco de lã, Para o neto que vem, Mãos que dão lenitivo, Aos que foram vencidos na vida, Mãos que nunca recusam, Num gesto o perdão. Mãos que arrancam das cordas, De um violino , A música divina Que torna todos os homens irmãos. Mãos que após o silêncio que cai Sobre a vida que cai Juntam o silêncio àquelas que um dia também foram mãos.

21/12/2019 09:00 | DURAÇÃO 2:27

Norte, Sul... Lugar Nenhum

NORTE, SUL. LESTE, OESTE: LUGAR NENHUM Tem gente que não ouve ninguém. Tem gente que faz pouco da experiência e da opinião de todo o mundo. Mas há também quem não saiba fazer outra coisa senão ir atrás de tudo quanto é conversa que não agrega em nada. Alguns sentem dificuldade para encontrar seu caminho na vida porque acreditam em tudo o que ouvem, pouco importando a procedência, a consistência ou a conveniência da mensagem. Pela manhã, seu rumo é o norte, porque ouviram no cabeleireiro que a felicidade se encontra lá. Ao meio-dia, já estão indo para o sul, pois o artigo de uma revista garante que é no sul que mora alegria. Já à tarde, lá vão eles em direção ao leste, pois uma cartomante jurou que o caminho do sucesso é por ali. Mas, à noite, seu destino já é o oeste, pois uma vizinha falou que uma amiga disse que a cunhada dela ouviu a empregada contando que, no colégio da filha, tem uma menina que viu na televisão que... Conclusão: depois de ameaçar para todos os lados, não vão mesmo a lugar nenhum. Claro que é importante ponderar o que acontece à nossa volta e escutar com atenção as opiniões e experiências de todas as pessoas. Ignorar as lições que nos são oferecidas pelos outros seria jogar fora um material valioso, que nos pode ser útil num momento de aperto. Porém, não menos necessário é saber adaptar a história dos outros ao contexto da nossa vida. É saber avaliar a utilidade de uma experiência que vem de fora à nossa realidade. E, sobretudo, é ter a sabedoria de separar o que nos serve daquilo que é somente fantasia, folclore, crendice, conversa pra boi dormir. E, acima de tudo, é prioritário que, antes de dar ouvidos a quem quer que seja, nos perguntemos a nós mesmos: quem realmente eu sou? O que realmente eu quero da vida? O que é mesmo importante para mim? Do que na verdade eu preciso para ser feliz? Sim, porque cada pessoa é um universo à parte. Não é porque seja moda, ou porque o vizinho esteja fazendo tal coisa, que nós devemos fazer também. A verdade é que, só mesmo depois de saber com clareza quem somos de fato, é que temos condições de avaliar e aproveitar a experiência dos outros em nosso benefício. Antes disso, estamos sempre correndo o risco de enveredar por caminhos que jamais nos levarão ao lugar com o qual sonhamos. E quem sabe daqui a dez anos estejamos ainda indo para o norte pela manhã, para o sul ao meio-dia, para o leste à tarde, para o oeste à noite, só porque uma vizinha falou que uma amiga disse que a cunhada dela ouviu a empregada contanto que, no colégio da filha, tem uma menina que viu na televisão que... E estaremos, então, exatamente no ponto onde estamos agora, viajando para lugar nenhum. Portanto, pense nisso.Mas, pense agora. ****** Redação do Pense Nisso com base do Livro Melhores Pensamentos Vol II de Renato Gaúcho.

20/12/2019 09:00 | DURAÇÃO 3:32

Nuvens Negras

Há dias que nos sentimos tão cansados, inseguros e com a nossa bússola quebrada. E como uma naus a deriva em um mar de tormentas, nos sentimos fracos e sozinhos. A nossa vida, nesses momentos, não nos tem muita importância. E é aí que nos damos conta da nossa fraqueza, e nos ajoelhamos.Deixamos a nossa alma murmurar as nossas dores ao Pai Celestial. *** Me guarde esta noite, estou caindo nas profundezas Estou exausto e agora quero dormir Então feche meus olhos e me absorva Me lançarei na noite como o vento Eu deixo meu corpo, deixo minha espada Então me guarde Deus Pai Me guarde esta noite, meu coração está fraco Muito para dar e para pedir Irei mergulhar num mar sonífero Este mar de sonhos, tão vermelho e profundo Eu deixo meu espírito, deixo minhas palavras Então me guarde Mãe Terra Me guarde esta noite, estou me entregando Deixe as lições de vida começarem Suas lições de graça Senhor da Crianção! Me entrego em sua própria paz. Me abençoe Deus Pai , me conforte Mãe Terra. **** Quando as nuvens negras dos pensamentos tormentosos cobrirem com escuro véu o horizonte de tuas esperanças, e a barca de teu coração agitar-se, desgovernada, sobre as ondas... Quando as obrigações diárias, as dificuldades e os problemas, as surpresas - nem sempre agradáveis - levarem-te a dizer: - Que dia! Lembra-te... Acorda a mensagem da esperança adormecida em ti e... Acalma-te!

19/12/2019 17:38 | DURAÇÃO 2:26

Servir Sempre

Saber-se útil é essencial para um viver equilibrado. Por isso, convém desenvolver o hábito de servir. Não apenas em dias de arrependimento ou reparação. Em todas as circunstâncias, o serviço é o antídoto do mal. Talvez você tenha caído na trama de terríveis enganos e sonhe em se reabilitar. Sendo assim, não desperdice a riqueza das horas, em inúteis lamentações. Levante-se e sirva nos próprios lugares onde espalhou a sombra do erro. Com essa atitude humilde, granjeará apoio infalível ao reajuste. Quem sabe você enfrente duros problemas em sua vida particular. Nessa hipótese, livre-se do fardo inútil da aflição sem proveito. Reanime-se e sirva, no quadro de provações e dificuldades em que se situa. A diligência e o labor funcionarão como preciosas tutoras, abrindo a senda ao concurso fraterno. Quiçá você padeça obscura posição no edifício social. Nessa situação, convém se prevenir do micróbio da inveja. Movimente-se e sirva no anonimato. A conduta digna e o devotamento funcionarão como luminosa escada rumo ao Alto. É provável que você sofra o assalto de ferozes calúnias. Esqueça a vingança, que seria aviltamento e baixeza. Silencie e sirva, olvidando ofensas. Ao eleger o perdão e a atividade no bem como estandartes, você forjará um invencível escudo contra os dardos da injúria. Quem o vir trabalhador e nobre não conseguirá acreditar na maledicência. Pode ser que você suporte o assédio de Espíritos inferiores. Antigos desafetos de outras vidas podem estar a persegui-lo, no desejo de vê-lo recair em velhos vícios. Abstenha-se da queixa sem utilidade. Resista e sirva, dedicando-se ao socorro dos que choram em dificuldades maiores. A dedicação à beneficência terminará por conquistar a simpatia de seus próprios adversários. Ao vê-lo incansável no serviço ao próximo, eles se envergonharão de desejar seu mal. A preguiça é ópio das trevas. Os que não trabalham transformam-se facilmente em focos de tédio e ociosidade, revolta e desespero. Tornam-se desequilibrados, pessimistas e ressentidos. Como prestam muita atenção nos próprios problemas, acham-se os mais desafortunados do mundo. Também estão sempre dispostos a fiscalizar o comportamento alheio e a apontar falhas. Ao contrário, quem se dispõe a amparar raramente encontra tempo para criticar. Assim, servir é um imperativo de saúde física e espiritual. Para ser feliz e equilibrado, impõe-se adquirir esse saudável hábito. Quem busca sinceramente servir nunca encontra motivos para se arrepender. Pense nisso. Redação do Pense Nisso, com base no cap. LXXI, do livro Justiça Divina, de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.

18/12/2019 17:39 | DURAÇÃO 3:55

Tato de Pais

TATO DE PAIS Um menino, com um breve poeminha à mão, entrou correndo pela porta do quarto dos pais, ansioso para que o lessem. Encontrou os pais numa discussão acirrada a respeito de um tema que desconhecia. À maneira que só as crianças conseguem fazer, ficou ali, ao lado, quase invisível, tentando ser escutado. Pai, mãe, olha o que escrevi! Repetiu esse acalanto algumas vezes, falando cada vez mais alto, tornando a balbúrdia no aposento quase insuportável. Ninguém se entendia e todos queriam ser ouvidos. Repentinamente, o pai, já sem paciência, tomou a folha de papel das mãos do filho, amassou com força e disse: Já não expliquei que agora não posso!? Atirou o papelote na lixeira mais próxima, o que deixou o filho sem chão e repleto de lágrimas. Mais tarde, a mãe, que não havia ficado satisfeita com a cena presenciada e se enchia de compaixão, procurou o menino. Ela carregava na mão esquerda uma folha de papel enrugada. Tinha a expressão emocionada e condoída. Filho... Foi você quemescreveu este poema? O menino, que ainda estava cabisbaixo, apenas acenou com a cabeça que sim. Que coisa mais linda! Você é um poeta, meu filho! Você é um poeta! –E abraçou, carinhosamente, a criança. A partir daquele dia, diz a história desse menino, ele resolveu definitivamente ser poeta. O relato é do próprio autor que conta que, se não fosse pela destreza e tato de sua mãe, possivelmente não se dedicaria à poesia. Assim, graças à sensibilidade daquela mulher, o mundo pôde conhecer a arte e inspiração de Pablo Neruda. * * * O tato é essa capacidade que temos, ou não, de lidar com situações delicadas. Saber dizer as coisas certas na hora certa. Saber calar. Saber abraçar e chorar junto. Para se ter tato faz-se necessário desenvolver a empatia, essa capacidade sublime de colocar-se no sentimento do outro. O amor também faz parte da conquista do tato, pois tudo aquilo que é dito com carinho, tem muito mais chance de ser bem recebido pelo outro. Ficamos a pensar quantos Neruda deixamos de conhecer no mundo, pela simples falta de tato de pais e educadores, que não promoveram o incentivo necessário ou que simplesmente abafaram, silenciaram talentos tão importantes. Assim, olhemos nossas crianças com atenção. Operemos sempre com muito tato, psicologia, em tudo que façamos, falemos ou deixemos de falar a eles. Nem sempre serão grandes talentos ou gênios. Porém, um incentivo aqui, um elogio ali são os responsáveis primeiros pela formação de uma boa autoestima. Tratemos o lar como a terra que necessita estar sempre fértil, preparada para receber as mudas da filiação bendita, que Deus nos dá como presente e responsabilidade.

17/12/2019 09:50 | DURAÇÃO 3:38

Seja Patrão

Você é empregado? ... Desculpe, usei o termo errado. Nesses tempos do politicamente correto e de eufemismos, a pergunta correta é: Você é um colaborador? Vivem reclamando da empresa, do chefe...do Patrão? Se sente um injustiçado e acha que merece ganhar mais? Tudo bem. Não há mal algum em querer um soldo maior, é um direito seu. Mas, será que você tem ideia do que é administrar uma empresa e ter sobre os seus ombros a responsabilidade de centenas, quando não, milhares de famílias que dependem das suas decisões nos negócios, para que ganhem os seus sustentos? Então, aconselho que você abra uma empresa e se torne Patrão. Eu indico a todos abrirem uma empresa um dia e experimentar por alguns anos o que é a responsabilidade de enfrentar uma folha de pagamento, a regularização de impostos e equipe, o processo de seleção do time, o investimento em equipamentos, estrutura e conforto para o trabalho. Indico a todos que façam esse experimento. Que aprendam a calcular o valor hora de um trabalho. Aprenda a calcular o valor de um salário. Que invistam incontáveis horas com contadores. Que fiquem outras noites sem conseguir dormir preocupado com as contas. Indico também que experimentem formar pessoas, inspirar o melhor em cada um. Motivar com palavras, com respeito, honestidade e com dinheiro. Invista em marketing, vista a camisa e saia pelas ruas e redes sociais para atrair clientes. Experimente também segurar a onda quando os” haters”(inimigo em inglês) e as críticas chegarem. Quando duvidarem de você e quando você mesmo duvidar. De verdade eu recomendo isso. Recomendo ficar no cheque especial para não atrasar um dia a folha. Experimente também olhar no olho de um funcionário e demiti-lo. Chegar em casa detonado por cada plano, ideia, estratégia que não deu certo. Mas mesmo assim continuar firme e animado tentando. Faça esse teste. Vai se ver acordando as 3 da manhã sem razão e com o pensamento num produto, numa conversa de escritório ou num plano para evitar a falência. Faça esse favor a você mesmo. Tente ser o filho da puta (colocar o bip de censura) do patrão por alguns anos. Ser visto como explorador. Faça esse teste. Mas faça por acreditar que seu negócio vai muito além de dinheiro. E quando você cansar, falir, ou tiver sucesso... lembre-se de tudo que você passou. Guarde isso na alma. Você um dia vai precisar, quando a maré virar e transformar a vaidade em humildade, o ego em me desculpe, a marra em companheirismo, a malandragem em dedicação, a inveja em desejo de sucesso e as certezas em dúvidas. Faça esse experimento um dia. Abra uma empresa...ou pelo menos, Pense Nisso.

16/12/2019 10:05 | DURAÇÃO 3:56

Resignação

Quando precisamos aceitar uma circunstância que não foi planejada, o primeiro impulso que temos é o de ser resistente à nova situação. É difícil aceitar as perdas materiais ou afetivas, a dificuldade financeira, a doença, a humilhação, as traições. A nossa tendência natural é resistir e combater tudo o que nos contraria e que nos gera sofrimento. Agindo assim, estaremos prolongando a situação. Resistir nos mantém presos ao problema, muitas vezes perpetuando-o e tornando tudo mais complicado e pesado. Em outras ocasiões, nossa reação é a de negação do problema e, por vezes, nos entregamos a desequilíbrios emocionais como revolta, tristeza, culpa e indignação. Todas essas reações são destrutivas e desagregadoras. Quando não aceitamos, nos tornamos amargos e insatisfeitos. Esses padrões mentais e emocionais criam mais dificuldades e nos impedem de enxergar as soluções. Pode parecer que quando nos resignamos diante de uma situação difícil, estamos desistindo de lutar e sendo fracos. Mas não. Apenas significa que entendemos que a existência terrestre tem uma finalidade e que a vida é regida pela lei de ação e reação; que a luta deve ser encarada com serenidade e fé. Na verdade, se tivermos a verdadeira intenção de enfrentar com equilíbrio e sensatez as grandes mudanças que a vida nos apresenta, devemos começar admitindo a nova situação. A aceitação é um ato de força interior que desconhecemos. Ela vem acompanhada de sabedoria e humildade, e nos impulsiona para a luta. É detentora de um poder transformador que só quem já experimentou pode avaliar. Existem inúmeras situações na vida que não estão sob o nosso controle. Resta-nos então acatá-las. É fundamental entender que esse posicionamento não significa desistir, mas sim manter-se lúcido e otimista no momento necessário. No instante em que aceitamos, apaga-se a ilusão de situações que foram criadas por nós mesmos e as soluções surgem naturalmente. Aceitar é exercitar a fé. É expandir a consciência para encontrar respostas, soluções e alívio. É manter uma atitude saudável diante da vida. É nos entregarmos confiantes ao que a vida tem a nos oferecer. * * * Estamos nesta vida pela misericórdia de Deus, que nos concedeu nova oportunidade de renascimento no corpo físico. Os sentimentos de amargura, desespero e revolta, que permeiam nossa existência, são frutos das próprias dificuldades em lidar com os problemas. Lembremos que todas as dores são transitórias. Quando elas nos alcançarem, as aceitemos com serenidade e resignação. Olhemos para elas como mecanismos da Lei Universal que o Pai utiliza para que possamos crescer em direção a Ele. Redação do Pense Nisso, com base no texto Aceitação, de autoria desconhecida e com parágrafo final do cap. 20, do livro Terapêutica de emergência, por diversos Espíritos, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

14/12/2019 17:54 | DURAÇÃO 3:54

Disciplina

Muitos de nós, quando ouvimos falar em disciplina, logo imaginamos estruturas militares rigorosas, normas que amedrontam, ou algo assim. No entanto, disciplina é “a ordem que convém ao funcionamento regular de uma organização”, observação de preceitos ou normas”. Nosso lar é a primeira organização da qual fazemos parte, e é aí, portanto, que deve começar a disciplina. Sem dúvida, alguns de nós damos aos filhos uma comodidade que resulta mais tarde em indisciplina. Talvez não o façamos com essa intenção, mas o resultado nos escapa e nos desagrada. Movidos pelo afeto, tantas vezes nos esquecemos de estabelecer normas que convêm ao bom funcionamento dessa organização chamada de lar. Envolvemos os pequeninos em cuidados e zelos, e às vezes exageramos na dose, prejudicando a sua formação moral. Alguns de nós criamos nossos filhos como se fossem príncipes ou princesas, fazendo tudo por eles. Ensinandolhes que só têm direitos, e nenhum dever. Em contrapartida, passamos a eles a idéia de que nós, pais, só temos deveres e nenhum direito. Se chegamos em casa e vamos fazer nossa refeição, e o pequeno solicita nossa atenção, imediatamente largamos o prato e vamos atendêlo. Se estamos ao telefone e ele fala conosco, deixamos de dar atenção ao outro lado da linha para ouvílo. Ele tem o direito a falar quando quiser, no volume que achar conveniente. Tem o direito a fazer suas refeições tranqüilamente, dormir a hora que desejar, jogar as roupas sujas onde quiser. Deixar seus brinquedos espalhados pela casa inteira. Alguém fará tudo por ele. Nossos filhos crescem. Envolvemse numa outra organização a que chamamos sociedade, e aí começam os problemas. Aqueles a quem ensinamos que só tinham direitos, agora cobram da sociedade o mesmo tratamento que lhes foi dispensado dentro do lar, ao longo da infância e adolescência. Quando saem no trânsito, querem que todos abram alas. Afinal eles querem passar. Não se importam se irão obstruir os cruzamentos, nos semáforos, impedindo a passagem dos outros, ou se irão atrapalhar em filas duplas. Afinal eles sempre tiveram a preferência. Quando necessitam de algum processo junto aos órgãos competentes, querem ser atendidos primeiro. Seus direitos vêm sempre em antes. É importante que reflitamos acerca de como tem sido o nosso comportamento diante dos filhos. É importante estabelecer limites, que devem ser respeitados. Importante dar aos filhos responsabilidades desde a infância, como ajudar a manter a casa em ordem, respeitar os direitos dos demais membros da família, etc. E jamais devemos esquecer que o exemplo é a melhor forma de educação. Se somos daqueles que acreditamos que a disciplina não é necessária, observemos um veículo rodando sem freios, e poderemos ter uma ideia do que seja a falta de limites. Pense nisso! Se queremos ver nossos direitos respeitados, comecemos por respeitar os dos outros. Se queremos um trânsito organizado, sejamos disciplinados, respeitando os direitos de todos os que circulam pelas ruas. Se todos observarmos nossos limites, nossos deveres, nossas obrigações, teremos uma sociedade harmoniosa. Pense nisso, mas pense agora!

13/12/2019 17:41 | DURAÇÃO 3:02

Vozes Amigas

Pedro e Ana se conheceram no colégio. De início, não simpatizaram muito um com o outro, mas reconheceram a inteligência e a integridade mútuas e se tornaram amigos. A amizade foi se consolidando e, em pouco tempo, evoluiu para algo mais forte, mais intenso. Eram companheiros de ideias e ideais. Um até sabia o que o outro estava pensando. Casaram-se, tiveram filhos, alguns cachorros, gatos, peixes. Fizeram amigos, viajaram, trabalharam em parceria. A vida nem sempre foi fácil, mas encararam unidos as dificuldades. O amor crescia, amadurecia e se fortalecia. Entraram na meia idade planejando a aposentadoria e as viagens que fariam. Os filhos, criados, não precisavam mais de dedicação integral. Estavam batendo asas, independentes e autônomos. Em meio a planos resgatados do fundo do baú e o nascimento de novos sonhos, Ana começou a sentir que algo não estava bem. Evitou alarmar o marido e foi ao médico. Para sua surpresa, foi diagnosticada com um tipo de câncer raro e agressivo. Passado o choque inicial, ela não se rendeu. Buscou informações, médicos e tratamentos alternativos. As perspectivas, no entanto, eram bastante sombrias. A família se uniu e Ana decidiu seguir a vida até o momento em que não seria possível fazer mais nada. Foram anos de batalha com quimioterapia, cirurgias para a retirada de tumores, testes com novos medicamentos. Uma noite, internada na Unidade de Terapia Intensiva e desenganada pelos médicos, pediu ao marido para conversar com familiares e amigos distantes. Como seria possível, contudo, se a entrada na UTI era restrita e nem todos conseguiriam chegar a tempo? Além disso, conversar com todos lhe seria exaustivo e desgastante. Pedro teve uma ideia. Conversou com o médico de plantão e obteve autorização para permanecer ao lado dela e usar o celular. Fez contato com quase toda a sua lista de amigos e familiares, solicitando que gravassem, num dos aplicativos do celular, mensagens de afeto para Ana. Muitos não conseguiram gravar, por conta da emoção. Mas vieram mensagens de todos os cantos, com palavras entoadas, cantadas, sussurradas. Todas carregavam carinho, respeito e a esperança de um reencontro. Ana passou a noite ouvindo as mensagens, que Pedro tocava de tempos em tempos, em seu celular. Lágrimas escorriam dos olhos de ambos. Lágrimas escorriam também dos olhos de enfermeiros e médicos. Aquela UTI estava cheia de pessoas, não fisicamente, mas em boas energias, em luz. Ana atravessou aquela noite, acordou na manhã seguinte e permaneceu por mais uma semana, tranquila e serena, até a sua morte. Nesse período, pedia para ouvir as vozes amigas que tanto bem lhe haviam feito, que tanto carinho lhe haviam transmitido. Partiu em paz, sabendo que não estava só. As vozes amigas a ladeavam, amparavam e a preparavam para retornar, segundo a sua crença, à pátria espiritual, onde iria se encontrar com outras vozes amigas, igualmente cheias de amor e saudade, ansiosas por aquele tão esperado reencontro.

12/12/2019 17:41 | DURAÇÃO 4:29

Criando um sentido para a vida

Tempos atrás, este redator, escreveu, ou tentou escrever, uma mensagem com o título –“Qual o Sentido da Vida?. Naquela Ocasião, muitos dos nossos fãs não entenderam muito bem a proposta da mensagem do Pense Nisso. Sendo Assim, resolvemos abordar o mesmo assunto, mas de uma maneira mais simples. No bem da verdade, vamos usar um fato que ocorreu durante uma das palestras do astrofísico americano, Neil Degrasse Tyson. Na ocasião, o famoso cientista estava fazendo uma palestra, quando um garotinho de 7 anos, de surpresa fez a pergunta: -“Qual o sentido da vida? E a Resposta do cientista foi maravilhosa. Ele começou dizendo que as pessoas fazem esta pergunta acreditando que sentido é algo que se possa procurar. Não consideram a possibilidade de que sentido da vida é algo que se cria. Exatamente isso: sentido da vida é algo que a pessoa produz para si e para os outros. Ele, como homem da ciência, quando pensa nisso, questiona-se: Será que aprendi algo hoje que não sabia ontem? Será que estou pelo menos um pouquinho mais perto de tudo o que há para se saber no Universo? O astrofísico acredita que se vive um dia sequer em que nada aprendeu, desperdiçou aquele dia. São pensamentos poderosos. Vale a pena refletir um pouco a respeito deles. Em vários momentos da vida buscamos esse tal sentido. Em cada fase do viver ele tem características distintas, dependendo de nossa maturidade. Alguns chegam a pensar que esse sentido está longe de onde nasceram e partem em jornadas pelo mundo. Jornadas, muitas vezes intermináveis, buscando algo que não sabem bem o que é. Há quem busque nas religiões da Terra. Migram dessa para aquela, dependendo da que lhes satisfaça, nesse ou naquele momento de vida ou estado de espírito. Porém, voltemos à proposta do astrofísico: criar um sentido para a vida e não encontrar um. Encontrar dá a impressão de algo que está lá fora, é externo. Criar diz respeito a um movimento que parte de nós, apenas de nós. São forças que mobilizamos para alcançar algo valioso. Assim, se acionamos nossas energias e as direcionamos para o estudo sério de uma determinada área do conhecimento, que poderá trazer bons frutos para a comunidade à nossa volta, estamos criando um sentido. Se abraçamos a paternidade, a maternidade com consciência, entendendo nosso papel de orientadores, de educadores, de promotores de paz para a nova era, estamos criando um sentido para nossa vida. Se conseguimos dedicar parte do nosso tempo a alguma causa social nobre, como trabalhador voluntário, sabendo que estamos mudando o mundo, eis-nos dando sentido à nossa vida. Se somos uma pessoa de bem; se recebemos de braços abertos quem nos chega; se estamos sempre prontos para ajudar e não medimos esforços para isso; se somos amigos verdadeiros e construímos nossa vida sobre estas bases, aí está o sentido para nossa vida. São muitas as formas de criar esse sentido. Cada um encontrará a sua na intimidade de seu próprio ser. * * * Pensemos. Questionemo-nos diariamente: Será que aprendi algo hoje que não sabia ontem? Não apenas na esfera do conhecer do intelecto, mas também na área moral. Será que estou melhor? O que fiz para estar melhor? Que esforços empreendi? e congratulemo-nos quando percebermos as vitórias e encontrarmos o sentido, a motivação, a felicidade. A lei do progresso é uma das leis Divinas que nos coloca sempre no caminho da ascensão. texto baseado na palestra do astrofísico Neil Degrasse Tyson – "Criando um sentido para a Vida".

11/12/2019 17:25 | DURAÇÃO 4:39

Sentir na própria pele

Uma determinada ONG alemã apresentou, de forma inusitada, um excelente exemplo de marketing social. Em alguns cinemas da Alemanha, o público entrava para assistir aos filmes e se deparava com diversos cobertores dobrados, colocados um em cada poltrona. Nada foi dito ou explicado e, conforme os primeiros anúncios e trailers iam passando, a sala começava a esfriar, chegando a temperaturas baixíssimas, similares às das madrugadas de inverno naquela região. Então, subitamente, uma mensagem começava a aparecer, mostrando moradores de rua em muita dificuldade, assim como seus próprios relatos narrando os problemas causados pelo frio intenso. Ao final da mensagem, um deles, inclusive, em tom de bom humor, dizia para que não incomodassem mais as pessoas no cinema e as deixassem assistir a seus filmes. A campanha finalizava avisando às pessoas que, em cada cobertor que receberam, havia um código, que poderiam ler com seus celulares, e efetuar uma doação espontânea para ajudar os moradores de rua, os sem teto. O resultado foi surpreendente. Após realizarem a experiência em diversas salas de cinema de todo o país, computaram um retorno de noventa e cinco por cento, isto é, noventa e cinco por cento das pessoas que estiveram nessas salas de cinema se comoveram e fizeram doações. * * * A interessante experiência revela que ainda precisamos sentir na própria pele para que desenvolvamos a verdadeira empatia para com o outro. Colocar-se no lugar do outro é fundamental para que possamos entender a situação do nosso próximo e ajudá-lo sem ressalvas e sem medo. Deus e Sua providência, nos processos das vidas sucessivas, nos coloca em tais situações, para que aprendamos a enxergar a vida, as pessoas, estando do outro lado. Assim, renascemos, muitas vezes, em condições opostas às que antes tínhamos no planeta, como por exemplo, tendo que lidar com a miséria material, muitos de nós que, em existência anterior, tivemos tudo e nem sequer olhamos para os lados para encontrar o próximo necessitado. Em países, onde ainda se vive a realidade de castas, de segregações de raças etc, aqueles que detinham o poder, que viviam privilégios, renascem por vezes entre os subjugados; tanto quanto os que antes ocupavam posições de inferioridade, retornam como ricos, como poderosos – quando necessário. Essas variações, essas mudanças de lado se fazem necessárias para que alarguemos nossos horizontes e enxerguemos a vida de forma diferente, com menos egoísmo, com menos orgulho. Costumamos dizer que só quem passou por esta ou aquela situação sabe como é estar lá. Porém, podemos desenvolver em nós esse costume, essa prática saudável de nos colocarmos no lugar do outro, buscando estar em seu sentimento e, assim, compreendê-lo melhor em todas as situações. Seremos mais indulgentes e, por consequência natural, mais caridosos com nosso próximo. A empatia nos tira da indiferença, da estagnação, desse como que sono profundo onde ainda estamos todos nós que insistimos em enxergar apenas nosso próprio umbigo. Pensemos no outro. Sintamo-nos como o outro. Ajudemos.

10/12/2019 17:27 | DURAÇÃO 4:19

A Soberba

Carl Segan escreveu que a astronomia é uma experiência que forma o caráter e ensina a humildade. Certamente, não há melhor demonstração da tolice das vaidades humanas do que se observar um mapa astronômico em que o nosso planeta aparece como um minúsculo ponto. E basta se estudar um pouco a História da Humanidade para se ter ainda mais a dimensão da tolice das nossas ambições. Lemos a respeito dos grandes conquistadores e nos perguntamos: De que lhes valeu tantos crimes, em nome de conquistas de territórios e submissão de povos? Lembramos de Temujin, que comandou a Mongólia, sucedendo ao pai. Bastou uma vitória militar e o povo o declarou Gêngis Khan, que quer dizer imperador universal. Para fazer jus à homenagem, ele saiu em uma campanha militar, que durou vinte e cinco anos. Conquistou os tártaros e a China. Depois, as hordas mongóis varreram a Rússia, detonaram o Império Persa, engoliram a Polônia, a Hungria e ameaçaram a Europa como um todo. Temujin morreu aos sessenta e cinco anos. Foi sucedido por seu filho Ogedei e, por algum tempo, as conquistas continuaram. Mas, depois, o Império começou a se esfacelar e as hordas mongóis tomaram o rumo de casa. Recordamos de Alexandre, o grande, o mais célebre conquistador do mundo antigo. Tornou-se rei aos vinte anos, após o assassinato de seu pai. Sua carreira é muito conhecida. Conquistou um império que ia dos Balcãs à Índia, incluindo o Egito e o atual Afeganistão. Foi o maior e mais rico império que já existiu. Morreu antes de completar trinta e três anos, não se sabe se por envenenamento, malária, febre tifoide ou alcoolismo. Não se discutem os benefícios das campanhas, pois Gêngis Khan uniu as tribos mongóis e tornou conhecidos do Ocidente os povos do Oriente, enquanto Alexandre, admirador das ciências e das artes, transformou Alexandria em centro cultural, científico e econômico, por trezentos anos. No entanto, de que lhes valeu tanto sangue derramado, tantas terras conquistadas? A morte lhes encerrou as carreiras e seus impérios bem cedo se esfacelaram. Isso nos remete a reflexionarmos a respeito de nós mesmos. O que estamos fazendo para alcançar nossa realização pessoal? Estamos agindo de forma ética, correta, ou buscamos destruir quem esteja à frente, exatamente como faziam os grandes conquistadores? Certo, não nos servimos do assassinato físico, mas quantos sonhos alheios teremos destruído, em nosso propósito de ascensão? Os verdadeiros valores são morais. Esses não são destruídos pelo tempo e nem são amaldiçoados pela memória dos que foram derrotados, no decorrer da nossa jornada de conquistas. Pensemos nisso: os verdadeiros objetivos da vida são transcendentais. Afinal, a vida neste planeta é transitória. Rapidamente se esvai. O importante é o que levaremos em nossa bagagem individual, dentro d’alma. Pensemos nisso e, aproveitando os dias que se nos oferecem à frente, estabeleçamos um planejamento estribado no amor. Assim, por curta ou longa que seja nossa existência, sempre seremos lembrados como quem semeou a boa semente, em algum canteiro do mundo. Sermos benevolentes e justos, eis a meta a ser batida.

09/12/2019 17:28 | DURAÇÃO 4:29

Serenidade

A Serenidade Você já parou para observar, algum dia, como as pessoas andam pelas ruas apreensivas? O semblante sempre carregado e o cenho franzido traduzem a angústia íntima. A problemática em que se encontram mergulhados. Em alguns momentos, a impressão que se tem é que a maioria das gentes anda em batalha interior constante. E nos perguntamos: Onde a serenidade? Em especial daqueles de nós que ostentamos o adjetivo de sermos religiosos. Acaso teremos esquecido a exortação que diz: A cada dia basta o seu cuidado? É por essa razão que, com regularidade, a Providência Divina permite que Seus missionários visitem a Terra, travestidos em corpos humanos e nas mais variadas frentes de trabalho. Recordamos que em 1958, o Mundo assistiu à posse de mais um Papa. Aos 77 anos, Ângelo Giuseppe Roncalli assumiu o papado com o nome de João XXIII. Ângelo Roncalli era um homem que causava um impacto sempre favorável nas pessoas. Reconhecia claramente suas limitações e era dotado de um vivo senso de humor. Surpreendeu pela coragem de inaugurar debates sobre temas intocáveis até então. Em um documento asseverou que todos os homens têm direito de escolher a sua religião. Em 1960, num dos seus escritos, ele registrou uma página com notável sentimento de religiosidade universal. Chama-se O Decálogo da Serenidade e contém dez sugestões de conduta para o homem que deseja a paz. 1ª primeiro Procurarei viver pensando apenas no dia de hoje, exclusivamente neste dia, sem querer resolver todos os problemas da minha vida de uma só vez. 2ª segundo - Hoje, apenas hoje, procurarei ter o máximo cuidado na minha convivência; cortês nas minhas maneiras, a ninguém criticarei, nem pretenderei melhorar ou corrigir à força ninguém, senão a mim mesmo. 3ª terceiro - Hoje, apenas hoje, serei feliz, na certeza de que fui criado para a felicidade, não só no outro Mundo, mas também já neste. 4ª quarto - Hoje, apenas hoje, adaptar¬-me-ei às circunstâncias, sem pretender que sejam todas as circunstâncias a se adaptarem aos meus desejos. 5ª quinto - Hoje, apenas hoje, dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, recordando que, assim como o alimento é necessário para a vida do corpo, assim a boa leitura é necessária para a vida da alma. 6ª sexto - Hoje, apenas hoje, farei uma boa ação e não direi a ninguém. 7ª sétimo - Hoje, apenas hoje, farei ao menos uma coisa que me custe fazer, e se me sentir ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba. 8ª oitavo - Hoje, apenas hoje, executarei um programa pormenorizado. Talvez não o cumpra perfeitamente, mas ao menos escrevê-lo-ei. E fugirei de dois males: a pressa e a indecisão. 9ª nono - Hoje, apenas hoje, acreditarei firmemente, embora as circunstâncias mostrem o contrário, que a Providência de Deus se ocupa de mim como se não existisse mais ninguém no Mundo. 10ª décimo - Hoje, apenas hoje, não terei nenhum temor. De modo especial não terei medo de gozar o que é belo e de crer na bondade. * * *   O homem do futuro, que define as conquistas das virtudes nos esforços do presente, descobre o imenso prazer de ser bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus. Pense nisso! Mas, pense agora. Texto baseado na obra "O decálogo da serenidade", da Revista Reformador de agosto de 1996, ed. Feb.

07/12/2019 17:44 | DURAÇÃO 5:08

Criaturas Únicas

CRIATURAS ÚNICAS Um jovem procurou seu professor porque se sentia um inútil. Achava-se lerdo, não conseguia fazer nada bem. Desejava saber como poderia se melhorar e o que devia fazer para que o valorizassem. O professor, sem olha-lo, lhe disse: “sinto muito, mas antes de resolver o seu problema, preciso resolver o meu próprio. Talvez você possa me ajudar.” Tirou um anel que usava no dedo pequeno e deu ao rapaz, recomendando: “vá até o mercado. Preciso vender este anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que você consiga por ele o máximo, mas não aceite menos do que uma moeda de ouro.” O rapaz pegou o anel e foi oferece-lo aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, mas quando ele dizia o quanto pretendia por ele, desistiam. Quando ele mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saíam sem ao menos olhar para ele. Somente um velhinho muito amável lhe explicou que uma moeda de ouro era muito valiosa para aquele anel. Abatido pelo fracasso, o rapaz retornou à presença do professor, dizendo que o máximo que lhe ofereceram foram duas ou três moedas de prata. Ouro, nem pensar! O dono do anel respondeu que seria importante, então, saber o valor exato do anel. Sugeriu que o jovem fosse ao joalheiro para uma correta avaliação. E fez outra recomendação: não importa o valor que lhe ofereçam, não venda este anel. O jovem foi, um tanto desanimado. O joalheiro, depois de examinar com uma lupa a jóia, pesou-a e lhe disse: “diga ao seu professor que, se ele quiser vender agora, não posso lhe dar mais do que cinqüenta e oito moedas de ouro.” O rapaz teve um sobressalto: “cinqüenta e oito moedas de ouro?” “Sim”, retornou o joalheiro. “com tempo, eu poderia oferecer cerca de setenta moedas. Mas, se a venda é urgente...” O discípulo recusou a oferta e voltou correndo para dar a boa notícia ao professor. Depois de ouvi-lo, o professor falou: “sente-se, meu rapaz. Você é como este anel, uma jóia única e valiosa. Como toda jóia preciosa, somente pode ser avaliada por quem entende do assunto.” Por acaso você imaginou que qualquer um poderia descobrir o seu verdadeiro valor?” Tomando o anel das mãos do rapaz, tornou a colocá-lo no dedo, completando: “todos somos como esta jóia: muito valiosos. No entanto, andamos por todos os mercados davida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.” Pense: ninguém pode nos fazer sentir inferiores, sem nosso consentimento.” *** A divindade não se repete. Cada criatura sua é única, é especial e valiosa. Por isso existe na terra a diversidade das cores, dos tamanhos, das formas. E você também é uma dessas criaturas especiais, por mais que se julgue destituída de valor. Você pode não ser o maior intelecto do mundo, mas se tem disposição para o estudo, pode adquirir muitos conhecimentos. Você pode não ser a pessoa mais bondosa da face da Terra, mas com vontade pode se exercitar todos os dias para se tornar mais paciente, mais caridoso e mais gentil. Você, enfim, pode não ser o melhor, mas é peça valiosa no concerto da vida, porque foi criado por Deus, que ama a todos e a cada um, de uma forma particular e especial. Pense: não há ninguém neste imenso universo de Deus, igual a você!

06/12/2019 17:42 | DURAÇÃO 4:28

Tempo e Oportunidade

TEMPO E OPORTUNIDADE Troca-se um relógio com tempo rápido, por um relógio de horas longas. Para olhar a natureza, e apreciar os pássaros. Troca-se um dia apavorado, preso, rápido, por um dia solto, leve e comprido. Para brincar e aproveitar a vida. O poema singelo é de uma jovem estudante, de alguém que, mesmo em tenra idade, descobriu que o tempo é um dos bens mais preciosos que temos. Nenhum dia é igual ao outro na natureza. Eles não se repetem, são únicos. O homem é que os torna iguais, repetitivos, cansativos, quando simplesmente se esquece de dirigir a sua vida e permite que a vida o carregue. É certo que o mundo moderno nos exige muito para acompanhá-lo, para estar em sintonia com tudo de novo que surge, mas poderíamos questionar: precisamos realmente de tudo isso? Precisamos deixar que o trabalho nos escravize, que ocupe grande parte de nosso tempo, de nossas forças? Precisamos estar sempre pensando na competição, em ser melhores do que os outros, em estar na frente das outras ideias, em estar sempre na vanguarda de tudo? Será preciso acompanhar os modismos, as novidades das mídias, para nos sentirmos bem? Se fizermos uma análise profunda, veremos que não, que não precisamos de muito do que temos, de muito do que dizem que devemos ter para construir uma vida agradável e feliz. Para quem raciocina que tempo é dinheiro, talvez olhar a natureza seja perda de tempo, mas para quem já aprendeu a ver que tempo é oportunidade, descobrirá que apreciar os pássaros, passar mais tempo com a família, ouvir uma boa música, ler um bom livro, são oportunidades da vida bem aproveitadas. Um pai, ou uma mãe que tomem a resolução de abrir mão de um sucesso maior na profissão, por acreditarem que necessitam estar mais próximos dos filhos, com certeza se sentirão mais realizados do que aqueles que lutam incansavelmente para dar tudo à família, e esquecem que a sua presença, a sua atenção, o seu tempo, é o que de mais valioso podem dar a eles. Esta existência é uma oportunidade única, e é chegado o momento de despertar para os verdadeiros objetivos que devemos ter aqui. É chegado o instante de redescobrir o tempo e a sua utilidade. Que tal pensarmos: quando foi a última vez que dedicamos o dia para estar com os nossos afetos? Quando foi a última vez que conseguimos nos desligar dos problemas profissionais, para nos ocuparmos com atividades filantrópicas? Quando foi a última vez que paramos para ouvir, de corpo e alma uma música, deixando-nos penetrar pela harmonia? Quando foi a última vez que lemos um livro nobre, uma página edificante? Quando foi a última vez que lembramos que somos um Espírito imortal, e que nada levaremos deste mundo além das nossas conquistas morais? Pensemos nisso. Texto com base em poema de Aline Bescrovaine Pereira, da coletânea Palavra viva, do Colégio Positivo, ano 1998.

05/12/2019 17:10 | DURAÇÃO 3:58

Amar a Vida

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04/12/2019 11:47 | DURAÇÃO 4:30

A Perda Gera Descobertas

A PERDA GERA DESCOBERTAS A rotina, as discussões, a mágoa, a vaidade, o orgulho, o egoísmo, a insensatez – essas coisas, às vezes, nos cegam à verdadeira importância que determinada pessoa tem para nós. Quem está sempre perto – por vezes cobrando, chamando a atenção, discordando e, de certa forma, colocando-se à mercê de nosso julgamento – perde seu valor justamente por isso: por estar sempre ali, ao alcance da mão. Porém, a importância de alguém para ti, não a podes avaliar na presença. Porque, na presença, bem provavelmente te iludas de que esse alguém é dispensável e até tua vida sem essa pessoa talvez fosse melhor. O verdadeiro valor de alguém em tua vida, só o podes avaliar na ausência: é normalmente quando aperta a saudade que aquele monte de defeitos, antes intolerável, assume sua real dimensão. E, estranho... Começas a te lembrar de qualidades que já tinhas até esquecido! Talvez quando a distância for uma realidade, percebas que aquele que te parecia dispensável passou a te fazer falta como se uma parte de teu corpo tivesse sido amputada. Se tens alguém que te quer bem, não embarques na tolice de esperar o leite derramar para, então, verter lágrimas inúteis. Afasta o cisco do olho que te faz enxergar só os defeitos e te cega às qualidades do outro. Em vez de valorizar encantos transitórios e superficiais, aprende a reconhecer a importância do companheirismo e do afeto: na hora do sufoco e da solidão, é disso que a gente sente falta. Por que provocares o castigo da distância, quando é tão mais fácil reconheceres o valor de quem te ama? Acorda, sufocando o egoísmo e oferecendo ao outro o que tens de bom, em vez de ficares só criticando, só exigindo, só esperando para ti. Pois haverá um momento de tua vida em que nada, nada exceto o amor – mesmo cego e coxo – só o verdadeiro amor poderá saciar tua fome e preencher o vazio de teu coração...

03/12/2019 11:46 | DURAÇÃO 2:47

Créditos de Vida

CRÉDITOS DE VIDA Jamais esqueça seus sonhos, eles serão o motor da sua existência, eles serão o gosto e o odor das suas manhãs." "A dúvida e a escolha que o acompanham são as duas forças que fazem vibrar as cordas das nossas emoções. Lembre-se sempre de que a única que conta é a harmonia dessa vibração." "Todos os começos das manhãs são silenciosos, mas só alguns silêncios são sinônimos de ausência, outros, ás vezes, são ricos de cumplicidade." "Nada é impossível, só os limites de nossas mentes definem certas coisas como inconcebíveis. Muitas vezes é preciso resolver muitas equações para admitir um novo raciocínio. É uma questão de tempo e de limites do nosso cérebro. Transplantar um coração, fazer voar um avião de 350 toneladas, andar na Lua deve ter dado muito trabalho, mas foi preciso, sobretudo, de imaginação. Então, quando nossos sábios, tão sábios, declaram impossível transplantar um cérebro, viajar à velocidade da luz, clonar um ser humano, digo a mim mesmo que, afinal, não aprenderam nada sobre seus próprios limites, deve-se pensar que tudo é possível e que é uma questão de tempo, o tempo de compreender como é possível." "Todas as manhãs, ao acordar, recebemos um crédito de 86.400 segundos de vida para aquele dia, e quando vamos dormir à noite não há transporte dessa quantia. O que não foi vivido naquele dia está perdido, o ontem acabou de passar. Todas as manhãs essa magia recomeça, ganhamos um novo crédito de 86.400 segundos de vida e essa regra do jogo é incontornável: o banco pode fechar nossa conta a qualquer momento, sem nenhum aviso prévio; a qualquer momento a vida pode ser interrompida. E o que fazemos com nossos 86.400 segundos cotidianos?" "Sempre gostei muito da noite, por causa do silêncio das silhuetas sem sombra, dos olhares que não cruzamos durante o dia. Como se dois mundos compartilhassem a cidade sem se conhecer, sem imaginar a reciprocidade da existência do outro." "Identificar a felicidade quando ela está a seus pés, ter a coragem e a determinação de se abaixar para pegá-la... E para mantê-la. Essa é a inteligência do coração." "Acredito que o cotidiano é a fonte da cumplicidade, é aí que, em vez de hábitos, podemos inventar “o luxo e o banal”, o incomensurável e o comum." "- Não pertenço a um sistema, sempre lutei contra isso. Vejo as pessoas de quem gosto, vou aonde quero ir, leio um livro porque ele me atrai e não porque ele “deve ser lido”, e toda a minha vida é assim." "Já que não se pode viver tudo, o importante é viver o essencial, e cada um de nós tem o “seu essencial.” "Acredite que a coisa de que o homem tem menos consciência é da própria vida." "Você quer entender o que é um ano de vida: pergunte a um estudante que acabou de ser reprovado no exame de fim de ano. Um mês de vida: fale com a mãe que acabou de dar à luz um filho prematuro e que está esperando que ele saia da incubadora para segurar o bebê nos braços, são e salvo. Uma semana: pergunte a um homem que trabalha numa fábrica ou numa mina para alimentar a família. Um dia: pergunte a duas pessoas loucamente apaixonadas que estão esperando para se encontrar. Uma hora: pergunte a um claustrófobo, preso num elevador quebrado. Um segundo: olhe a expressão de um homem que acabou de escapar de um acidente de carro, e um milésimo de segundo: pergunte ao atleta que acabou de ganhar a medalha de prata nas Olimpiadas e não a medalha de ouro pela qual treinou durante toda a sua vida."

02/12/2019 16:30 | DURAÇÃO 4:45

Fanatismo e Tolerância

FANATISMO E TOLERÂNCIA É natural que nas nossas escolhas, nas nossas andanças, encontremos essa ou aquela filosofia de vida que mais nos pareça adequada. É compreensível que a escolha religiosa de cada um de nós tenha um caráter próprio e pessoal, que mais concorde com nossa visão de mundo e de um Deus...ou mesmo que não se acredite em um criador. Assim também escolhemos o partido político, o time de futebol, o esporte preferido para praticar, o hobby para os momentos de lazer, que nos pareça o melhor, e que tenha mais significado para nós. Como temos histórias de vida diferentes, percepções de mundo, valores, capacidades intelectuais e emocionais muito pessoais e individualizadas, cada um de nós faz suas escolhas externas em coerência com aquilo que já conquistou intimamente. Dessa forma, mesmo que não concordemos com a opção de vida de outrem, mesmo que tal ou qual situação jamais possa ser nossa escolha, para alguém isso pode ser o melhor. Portanto, compreender que não serão todos que aceitarão a nossa religião como a melhor, que verão nossa profissão como a mais acertada escolha ou que conseguirão entender nossas opções, tudo isso faz parte da vida. Todas as vezes que tentarmos forçar alguém a pensar como nós, entraremos em campo perigoso. Quando somos intolerantes com as opções distintas das nossas, quando não vemos com naturalidade outros caminhos trilhados por tantos, estamos demonstrando nossa inflexibilidade com a diversidade do pensar e do agir alheios. O próximo passo, seguido à intolerância, será certamente o do fanatismo. Quando não conseguimos aceitar as opções alheias, não conseguimos ver outros caminhos para trilhar, tendemos a impor nossas escolhas como a única verdade e a única opção lícita e saudável. Seremos aqueles que tentaremos impor nossa religião, nossa filosofia de vida, nosso esporte ou nosso hobby aos que nos cercam, para que eles se convençam da nossa certeza, esquecendo-nos de que ela é nossa e de mais ninguém. Disso concluímos que não nos cabe impor a ninguém nossa crença, seja religiosa, seja de vida, ou de qualquer matiz. * * * Se convidados a opinar sobre o que seja, que possamos expor nosso ponto de vista com naturalidade e tranquilidade, mas sem pretensão ou arrogância, como se o nosso caminho fosse o único que conduz para a felicidade, para o bem-estar. Quando temos necessidade de impor o que pensamos, mostramos não só a fragilidade e incertezas que carregamos, como a necessidade constante de auto afirmar nossas crenças. Numa sociedade tão diversificada como a nossa, pratiquemos a tolerância e a compreensão para com o próximo. Mesmo as opções errôneas que o outro, porventura, tenha feito, serão lições preciosas para seu aprendizado, que talvez não ocorressem se não fosse de tal maneira. Permitamos a cada um a liberdade do pensar e do agir, fazendo, de nossa parte, as opções que nos levem à felicidade, à paz e à consciência tranquila.

30/11/2019 16:14 | DURAÇÃO 4:03

Importante Lição

IMPORTANTE LIÇÃO Numa época em que um sorvete custava muito menos do que hoje, um menino de dez anos entrou numa lanchonete e se sentou a uma mesa. Uma garçonete colocou um copo d'água na frente dele. Quanto custa um sundae? Ele perguntou. Cincoenta centavos, respondeu a garçonete. O menino puxou as moedas do bolso e começou a contá-las. Bem, quanto custa o sorvete simples? Perguntou outra vez. A essa altura, mais pessoas estavam esperando por uma mesa. A garçonete foi se irritando. De maneira brusca, respondeu: Trinta e cinco centavos. O menino, mais uma vez, contou as moedas e disse: Eu vou querer, então, o sorvete simples. Depressa, a moça trouxe o sorvete simples e a conta, colocou na mesa e saiu. O menino acabou o sorvete, pagou a conta no caixa e saiu. Quando a garçonete voltou e começou a limpar a mesa, não pôde deixar de chorar. Ali, do lado do prato, havia duas moedas de cinco centavos e cinco moedas de um centavo. Ou seja, o menino não pôde pedir o sundae porque ele queria que sobrasse a gorjeta da garçonete. * * * Ser grato aos que nos servem é um dever tanto quanto servir com alegria. Quem serve, deve mostrar gratidão pela oportunidade do trabalho. Quem é servido deve demonstrar gratidão pelo serviço do outro, de que necessita. Afinal, todos somos, na Terra, dependentes uns dos outros. Já imaginou em que se transformaria o panorama do mundo sem a contribuição de faxineiros, pedreiros, carpinteiros, jardineiros? O que seria do hospital, com médicos, enfermeiras e gente especializada nos laboratórios, se faltasse a faxina para garantir a limpeza? Como poderia garantir a qualidade dos seus pães e doces, o padeiro, sem o concurso do produtor que lhe entregasse a farinha de boa qualidade? De que valeria o trabalho muito bem pensado e estruturado de engenheiros e arquitetos, se faltasse a preciosa mão de obra de serventes e carpinteiros? Em todo lugar, sempre, dependemos uns dos outros. O que abre a loja e expõe a mercadoria, necessita do cliente que observe, goste e compre. Clientes e vendedores, patrões e empregados, superiores e subordinados, necessitamos e muito uns dos outros. Não podemos sobreviver, muito menos viver uns sem os outros. Por isso, a melhor técnica é nos unir, dar as mãos, valorizarmo-nos uns aos outros e sermos gratos pela oportunidade de servir e receber serviços. * * * O comércio é também uma escola de fraternidade. Realmente, precisamos da atenção do vendedor, mas o vendedor espera de nós a mesma atitude. Sempre que nos sintamos no direito de reclamar, não façamos do nosso verbo um instrumento de agressão. Por vezes, a pessoa mal-humorada, em seus contatos públicos, carrega um pesado fardo de inquietação e doença. Acostumemo-nos a pedir por favor aos que trabalham em repartições, armazéns, lojas, lanchonetes e hotéis. Antes de serem empregados à disposição de clientes, são seres humanos que sentem alegria, dor, têm seus problemas e esperam compreensão dos demais seres humanos. Com base em história de autoria ignorada e no cap. 11 do livro Sinal verde, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Cec.

29/11/2019 16:17 | DURAÇÃO 4:16