Pense Nisso | Centro América FM Cuiabá - Easy | Cadena

Episódios

Desânimo

DESANIMO Você se encontra cansado. O dia nem bem despertou e você já sente o corpo todo a reclamar das canseiras que deverão chegar. Sente que as forças físicas devem entrar em pane a qualquer momento. Que as suas energias psíquicas estão em queda. Você se ergue da cama e anda arrastando os pés, como se o corpo pesasse uma tonelada. Vai até o espelho, olha-se e observa. As olheiras estão aí. É como se não tivesse dormido. Incrível. As horas de sono parecem que não lhe bastam. Que você precisa sempre mais e mais. Talvez umas férias mais prolongadas, mais lazer. Contudo, as horas reclamam agilidade. Você se prepara e sai para o trabalho. O estresse do trânsito está terrível. Pior a cada dia. É o engarrafamento, obras que não nunca terminam,o acidente, as buzinas, a chuva forte que dificulta a visão. Difícil estacionar. Que dia! Finalmente você chega ao local de trabalho e começa a lamentar-se. A mesa está sempre mais atulhada de papéis. A impressão é que quanto mais você faz, mais serviço aparece. E hoje o chefe parece estar mais irritado do que de costume. Você continua a se lamentar. Afinal, você está muito cansado. Aliás, vem dizendo isso há muito tempo. * * * Pare um momento. Observe como as pessoas reagem às suas queixas. Porque você está se tornando repetitivo, alguns, para não o magoar, concordam com você. Outros silenciam, pensando no tempo que você está jogando fora, reclamando, sem tomar nenhuma providência. Alguns se mostram indiferentes. Pensam que o problema é seu e quem deve resolvê-lo é você mesmo. Talvez alguém até chegue a se irritar com as suas lamentações. Pode ser que alguns se afastem para não mais ouvir você, porque toda vez que você reclama se torna excessivo, aborrecido, cansativo. Pense um pouco. Se o cansaço é físico, tome uma providência. As leis Divinas recomendam o repouso. Se for demasiado o cansaço, talvez você esteja doente e precise de atendimento profissional. Procure um médico, realize exames, trate-se. Se o seu cansaço o preocupa, tome o caminho mais conveniente. Mas, se por qualquer motivo não puder fazer isso, então silencie. Trabalhe e medite, buscando apoio e refazimento nas fontes espirituais. Ilumine os campos da alma com atividades que o enriqueçam espiritualmente, que o alegrem verdadeiramente. Evite reclamações constantes, porque elas não melhorarão o seu cansaço, nem seu esgotamento. Procure atividades que o refaçam. Escolha um local onde necessitem de braços amigos e se ofereça como voluntário. Mudança de atividade é também repouso. Para o seu lazer escolha o que o possa refazer. Um passeio tranquilo, a observação atenta de um quadro da natureza. Delicie-se com uma música. Desfrute o aconchego familiar. Ore e seja feliz. * * * O sono foi dado ao homem para a reparação das forças físicas e das forças morais. Enquanto o corpo se recupera dos efeitos da atividade do dia, o espírito também se reabastece no mundo espiritual. Por isso mesmo a prece, antes do sono físico, se faz tão importante. Com ela, sintonizamos com as mentes superiores com as quais, logo mais, quando dormirmos, poderemos nos encontrar para os diálogos que alimentam a alma e fortificam a disposição para as lutas. Com base no item 38, do cap. XXVIII, de O evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb e no cap. XXIV, do livro Para uso diário, pelo Espírito Joannes psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter. Em 9.4.2013.

24/01/2020 15:42 | DURAÇÃO 4:49

Fama e Glória

FAMA E GLORIA Como já foram ainda jovens, Elvis Presley, Jim Morrison, Jimmy Hendrix, Michael Jackson, Amy Winehouse e tantos outros... Por que será que pessoas aparentemente com tudo para serem felizes caem na Depressão e abreviam a própria vida? Os seres humanos, de modo geral, estão sempre muito preocupados em alcançar o sucesso. O mundo convencionou que sucesso é o triunfo nos negócios, nas profissões, nas posições sociais, com destaque da personalidade, aplausos e honrarias. Causam impacto as pessoas que desfilam no carro do poder. Despertam inveja a juventude elegante, a beleza física, os jogos do prazer imediato. Produzem emoções fortes as conquistas dos lugares de relevo e projeção no show-bussines, na sociedade. Esse sucesso, porém, é de efêmera duração. Todos passam pelo rio do tempo e transformam-se. Risos se convertem em lágrimas... Primazias cedem lugar ao abandono... Bajulações são substituídas pelo desprezo... Beleza e juventude são alteradas pelos sinais da dor, do desgaste e do envelhecimento. O indivíduo que luta pela projeção exterior, sofre solidão, vazio, frustrações e tédio. Aquele tido pela sociedade como uma pessoa de sucesso não é, necessariamente, uma pessoa feliz. Todavia, muitos perseguem esse sucesso com sofreguidão e, para mantê-lo, desgastam-se emocionalmente, entram em depressão e procuram saídas nas drogas e acumulam desgostos. Todavia, há um outro sucesso, efetivo e duradouro, que muitos têm esquecido: é a vitória sobre si mesmo e sobre as paixões primitivas. Dessa conquista ninguém toma conhecimento. Mas a pessoa que a busca, sente-se vencedora, por dominar-se, alterando o temperamento, as emoções degradantes, e sente a paz como conseqüência. O indivíduo que experimenta o sucesso interno torna-se gentil, afável, irradiando bondade, e conquista, em profundidade, aqueles que dele se acercam. Quando, no entanto, é externo esse triunfo, a pessoa torna-se ruidosa, impondo preocupação para manter o status, chamar a atenção, atrair os refletores da fama. O sucesso sobre si mesmo acentua a harmonia e aumenta a alegria do ser, que se candidata a contribuir em favor do grupo social mais equilibrado e feliz, levando o indivíduo a doar-se. O sucesso de Júlio César, conquistador do mundo, entrando em Roma em carro dourado e sob aplausos da multidão, não o isentou do punhal de Brutus nas escadarias do Senado. O sucesso de Nero, suas conquistas e vilezas, não o impediram da morte infamante a que se entregou desesperado. O sucesso de Hitler, em batalhas cruéis nos campos da Europa e da África, não alterou a sua covardia moral, que o conduziu ao suicídio vergonhoso. O sucesso, porém, de Gandhi, fê-lo enfrentar a morte proferindo o nome de Deus. O sucesso de Pasteur auxiliou-o a aceitar a tuberculose com serenidade. O sucesso dos mártires e dos santos, dos cientistas e pensadores, dos artistas e cidadãos que amaram, ofereceu-lhes resistência para suportarem as afrontas e crueldades com espírito de abnegação, de coragem e de fé. * * * Sem ficarmos alheios ao mundo, ou abandonarmos a luta do convívio social, busquemos o sucesso - a vida correta, os valores de manutenção do lar e da família, o brilho da inteligência, da arte e do amor - e descobriremos que, nessa boa luta, teremos tempo e motivo para o outro sucesso, o de natureza interior. Pense Nisso, mas pense agora. Redação do Pense Nisso, com base no cap. 15 do livro Desperte e seja feliz, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal Em 07.03.2013..

23/01/2020 17:51 | DURAÇÃO 5:09

Resposta Divina

RESPOSTA DIVINA Foi depois da Primeira Guerra Mundial, na Tchecoslováquia. O jovem Arão precisava sustentar a esposa e o filho recém-nascido. Ele trabalhava numa pequena loja com a mãe, mas o lucro não era suficiente para sustentar as duas famílias. Por isso, ele decidiu pensar em alguma coisa que o tornasse independente. Naquela época havia muita escassez em todos os setores. A indústria de couros era uma delas. Era muito difícil encontrar sapatos bons e resistentes. Eles eram fabricados com papelão e papel e não duravam muito. O jovem Arão logo concluiu que aquele era um ramo a ser explorado. Um empreendimento no setor de calçados lhe permitiria sustentar com dignidade a família. Tomou emprestado uma quantia muito grande de dinheiro de amigos, vizinhos e parentes. Foi até a grande cidade e voltou com quinhentos pares de calçados militares fortes, resistentes. Enorme foi seu desespero ao abrir as caixas e descobrir que fora enganado. O negociante lhe vendera mil pés direitos. Retornou à cidade, procurou o negociante e não o encontrou. Parecia que ele nunca tinha existido. Arão voltou para sua casa e começou a chorar. A esposa o abraçou e disse: Não desista. Por fim, ele procurou um homem sábio que lhe falou para que ele fosse ao templo e orasse. Que recitasse salmos. Tivesse fé. Deus o ajudaria. Arão obedeceu. Durante vários dias chorou e rezou, concentrado em seus tormentos. Os amigos e a esposa o vinham ver, lhe traziam alimento que ele engolia sem prestar atenção. E continuava a orar e chorar. Até que um estranho entrou no templo e também começou a soluçar. Depois a gritar, tão grande era o seu desespero. Arão pareceu despertar da sua dor e foi se sentar ao lado do desconhecido. Bem-vindo, disse. Sinto compaixão do seu sofrimento. Posso ajudar? Ninguém pode me ajudar. Peguei muito dinheiro emprestado e comprei mercadoria para começar um negócio. Pobre de mim. O negociante me enganou e me vendeu mil sapatos para o pé esquerdo! O estranho pousou os olhos vermelhos de chorar nos olhos de Arão e viu que um brilho alegre dançava neles. Meu querido amigo! - Disse Arão. Tenho ótimas notícias para você. O estranho e Arão juntaram os pares de sapatos, que combinavam direitinho, os venderam e ganharam uma grande quantidade de dinheiro. * * * O conselho somente terá valor se estiveres disposto a segui-lo. Quando estejas com dificuldade em qualquer assunto, recorre a uma pessoa mais experiente, melhor equipada, pedindo-lhe ajuda e orientação. Todavia, não leves a tua própria opinião, tentando provar que é a verdadeira. Ouve com cuidado. Reflexiona. Depois, toma a decisão que te pareça a mais acertada. Examina tudo, dizia o Apóstolo Paulo, e retém o que é bom. Redação do Pense Nisso, com base em história do livro Pequenos milagres, v. 2, de Yitta Halberstam e Judith Leventhal, ed. Sextante e pensamentos do cap. LXXXVII do livro Vida feliz, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. Em 01.03.2013.

22/01/2020 17:52 | DURAÇÃO 4:06

O Rico Vigilante

O RICO VIGILANTE O desejo de ser rico é bastante comum. Em geral, ele se origina do egoísmo e da vontade de gozar dos bens do mundo em regime de ócio e saciedade. Mas há quem o justifique com a ideia de dar conforto e segurança para os seus. A respeito desse sonho tão comum, há uma narrativa bem esclarecedora. Conta-se que um homem honrado animou-se com o propósito de enriquecer para beneficiar sua família. Aflito por alcançar seus fins, envolveu-se em várias empresas. Por vinte anos consecutivos, ajuntou moeda sobre moeda, formando o patrimônio de alguns milhões. Quando se deu por satisfeito, reconheceu que todos os quadros da própria vida se haviam alterado. O lar, dantes simples e alegre, adquirira feição sombria. A esposa fizera-se escrava de mil obrigações destinadas a matar o tempo. Os filhos cochichavam entre si a respeito da herança que a morte do pai lhes reservaria. Os vizinhos, acreditando-o completamente feliz, cercaram-no de inveja e ironia. Os negociantes visitavam-no a cada instante, propondo-lhe transações criminosas ou descabidas. Servidores o bajulavam, com declarado fingimento, quando ao lado de seus ouvidos. Em razão de tantos distúrbios, era compelido a transformar a residência em uma fortaleza. Sobrava-lhe tempo, agora, para registrar as moléstias do corpo, cada vez mais presentes. Em poucas semanas de observação, concluiu que a fortuna trancafiada no cofre era motivo de crises sem fim. A partir daí, passou a libertar suas enormes reservas. Junto dele, amigos e vizinhos passaram a ter as bênçãos do serviço e do bom ânimo. Desde o primeiro sinal de semelhante renovação, a esposa fixou-o com estranheza e revolta. Os filhos odiaram-no e os próprios beneficiados o julgaram louco. Todavia, o milionário vigilante passou a possuir no domicílio um santuário aberto e alegre. * * * Essa história pitoresca simboliza a necessidade do equilíbrio na vida humana, em especial no que tange aos bens materiais. Toda riqueza que corre, à maneira das águas cristalinas da fonte, é uma bênção viva. Já a riqueza em inútil repouso converte-se em poço venenoso de água estagnada. Não há lógica em querer um rio inteiro, quando um simples copo de água pode saciar a sede. Os bens do mundo são instrumentos e não a finalidade do existir. Qualquer que seja a posição do homem, ele enfrenta problemas e desafios. Na busca de bens cada vez mais vastos, não compensa esquecer a essência do existir. Família, amigos e a própria dignidade constituem o tesouro mais importante que se pode ter. Pense nisso.Mas Pense Agora Redação do Pense Nisso, com base no cap. 21, do livro Jesus no lar, pelo Espírito Neio Lúcio, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb. Em 01.03.2013.

21/01/2020 17:50 | DURAÇÃO 4:08

Conjugando Esforços

CONJULGANDO ESFORÇOS O BRASIL É UM PAÍS COM MUITAS DIFICULDADES EM VÁRIOS CAMPOS E ISSO NÃO É NOVIDADE PARA NÓS, BRASILEIROS. FALA-SE DAS DIFICULDADES NA ÁREA DA EDUCAÇÃO, DA SAÚDE E DO TRANSPORTE PUBLICO. TODAVIA, ESSAS QUESTÕES NÃO DIZEM RESPEITO SOMENTE AOS GOVERNOS E SIM À SOCIEDADE COMO UM TODO, JÁ QUE SÃO DE INTERESSE GERAL. AS DIFICULDADES QUE SE APRESENTAM NA VIDA DE UM PAÍS SÃO PARA SEREM SUPERADAS E NÃO PARA SEREM LAMENTADAS PASSIVAMENTE. ASSIM SENDO, AO INVÉS DE CRUZARMOS OS BRAÇOS , SERIA MAIS SENSATO SE CONJUGÁSSEMOS ESFORÇOS COM VISTAS A SUPERAR OS OBSTÁCULOS. ALGUMAS EMPRESAS, GERIDAS POR CIDADÃOS CONSCIENTES, JÁ ESTÃO CONTRIBUINDO NESSE SENTIDO. SE NÃO PODEM RESOLVER TODOS OS PROBLEMAS RESOLVEM UMA PARCELA DELES, CRIANDO OPORTUNIDADES PARA QUE SEUS FUNCIONÁRIOS TENHAM ACESSO À INSTRUÇÃO E À SAÚDE. PESSOAS DESEMPREGADAS CONJUGAM ESFORÇOS E ABREM PEQUENAS EMPRESAS COM DIVISÃO DE LUCROS. NÃO É MUITO, DIZEM, MAS DÁ PARA SUPERAR A CRISE. MÉDICOS, CONSCIENTES DOS SEUS DEVERES DE CIDADÃO, ATENDEM UM NÚMERO DE PESSOAS CARENTES POR SEMANA, SEM ACARRETAR PREJUÍZOS NO SEU ORÇAMENTO. SE, COMO CIDADÃOS, NÃO PODEMOS FAZER NADA INDIVIDUALMENTE, BUSQUEMOS UMA INSTITUIÇÃO FILANTRÓPICA SÉRIA E OFERTEMOS A NOSSA AJUDA. E ESSA AJUDA NÃO É APENAS FINANCEIRA MAS DE ARREGAÇAR AS MANGAS E PÔR MÃOS À OBRA. SE TODOS OS PROFISSIONAIS QUE ESTUDARAM EM UNIVERSIDADES PÚBLICAS, DE GRAÇA, RESOLVESSEM DAR SUA CONTRIBUIÇÃO ESPONTÂNEA A BENEFÍCIO DA SOCIEDADE EM QUE VIVEM, EM POUCO TEMPO ESSA SOCIEDADE ESTARIA MODIFICADA PARA MELHOR. MAS, TUDO ISSO DEPENDE DE UMA TOMADA DE CONSCIÊNCIA POR PARTE DE CADA INDIVÍDUO. QUANDO CADA CIDADÃO CONJUGAR ESFORÇOS PARA MELHORAR O MUNDO À SUA VOLTA, PENSANDO NO CONJUNTO E NÃO COMO UM ESPECTADOR PASSIVO, A SOCIEDADE TERÁ NOVOS E BELOS COLORIDOS. E, NESSA SOCIEDADE, O ANALFABETISMO NÃO TERÁ VEZ. A SAÚDE DE CADA UM SERÁ PRESERVADA POR TODOS. A EDUCAÇÃO TERÁ PRIMAZIA, UMA VEZ QUE UMA SOCIEDADE BEM EDUCADA É MELHOR QUE OUTRA APENAS INSTRUÍDA. E, POR ESSAS RAZÕES, A VIOLÊNCIA BATERIA EM RETIRADA, POR FALTA DE AMBIENTE. A CORRUPÇÃO NÃO ENCONTRARIA CAMPO PARA PROLIFERAR, POR FALTA DE CORRUPTORES. TALVEZ VOCÊ DIGA QUE ISSO TUDO NÃO PASSA DE UTOPIA, MAS SÓ O SERÁ ENQUANTO NÓS CONTINUARMOS A CRITICAR DE BRAÇOS CRUZADOS. DEVEMOS EXIGIR ESCOLAS, HOSPITAIS E TRANSPORTE PUBLICO, NOS MESMOS PADRÕES QUE NOS SÃO EXIGIDOS PARA SEDIAR UM EVENTO ESPORTIVO. MAS DEVEMOS, COM BOM SENSO E ORDEM, LUTAR CONTRA A MAIOR CRISES DE TODAS: A CRISE MORAL. SIM, OS PROTESTOS QUE HOJE VEMOS, SÃO SALUTARES E JUSTOS. PORÉM, DEVEMOS LEMBRAR, QUE MUITOS QUE PROTESTARAM DÉCADAS PASSADAS PELOS MESMOS MOTIVOS, SÃO OS MESMOS QUE HOJE MANCHAM A NOSSA AMADA PÁTRIA COM DESVIOS DE VERBAS, LAVAGEM DE DINHEIROS E OUTRAS NEGOCIATAS. SIM, VAMOS PROTESTAR, MAS VAMOS TAMBÉM CONJUGAR ESFORÇOS PARA NÃO COMETERMOS OS MESMO ERROS DAQUELES QUE NOS ANTECEDERAM. NÃO BASTA SAIRMOS AS RUAS E PROTESTARMOS, TEMOS SIM, QUE SAIR A CAMPO E FAZER A NOSSA PARTE, COM TRABALHO SOLIDARIO E FRATERNO. E NÓS QUE DESPERTAMOS PARA OS NOSSOS DIREITOS, DEVEMOS TAMBÉM DESPERTAR PARA AS NOSSAS OBRIGAÇÕES.APROVEITEMOS ENTÃO, PARA MUDAR AS NOSSAS ATITUDES. VAMOS PROTESTAR PARA QUE PAREMOS DE FURAR A FILA. DE ESTACIONAR EM LUGAR PROIBIDO.DAR PRIORIDADE AOS IDOSOS. NÃO JOGAR LIXO NA RUA. NÃO DIRIGIR DEPOIS DE CONSUMIR BEBIDA ALCOOLICA. ENFIM, VAMOS PROTESTAR PARA QUE PAREMOS COM O JEITINHO BRASILEIRO. E NÃO PODEMOS ESQUECER QUE, AO LADO DE QUALQUER DIREITO, HÁ TAMBÉM UM DEVER. AMBOS DEVEM ANDAR SEMPRE JUNTOS PARA SEREM LEGÍTIMOS. PENSE NISSO, MAS PENSE AGORA!

20/01/2020 17:48 | DURAÇÃO 5:14

Planete Terra, nossa breve passagem

PLANETA TERRA, NOSSA BREVE PASSAGEM A expressão Estou só de passagem, ao se referir à vida física, atesta que a pessoa tem convicção imortalista. Ela sabe que é breve sua passagem pelo planeta. Mesmo que chegue aos cem anos, se considerar a eternidade, é um lapso temporal breve. A pessoa, que assim se expressa, manifesta a convicção de quem tem os olhos postos no futuro. Vive no mundo, mas com a inabalável certeza de que sua preocupação deve ser com o Espírito imortal, esse que sobreviverá à morte corporal. Se isso é louvável, um detalhe, no entanto, não pode ser esquecido. É que a vida corporal é etapa imprescindível ao progresso do Espírito. É na carne que se experimentam as provas. É nas vicissitudes da vida que o Espírito cresce, utilizando sua inteligência e criatividade, para superar transtornos e desafios. Isso nos diz que os mundos materiais são importantes. São moradas, estâncias, onde o Espírito se reveste de carne e habita. E progride. Dessa forma, há que se considerar o que estamos fazendo com o planeta, enquanto nos encontramos somente de passagem. O que estamos fazendo com nossa morada, lar, escola e algumas vezes, hospital? Estamos auxiliando na sua conservação ou somos dos que não nos preocupamos com coisa alguma porque logo estaremos partindo? Seria importante nos perguntarmos se estamos colaborando com as medidas de sustentabilidade do planeta. Coisas simples, como diminuir o impacto ambiental, substituindo plástico por outros materiais menos agressivos ao meio ambiente. É de nos indagarmos se somos dos que, a cada vez que nos servimos de água, nos bebedouros do escritório, da empresa, apanhamos um novo copo plástico. Já nos preocupamos com o meio ambiente e temos nosso próprio copo de vidro, para uso particular, no local de trabalho? Ou, ao menos, nos servimos de um único copo plástico, durante todo o dia? Lembramos de utilizar a impressão de documentos, artigos e tudo o mais, somente quando imprescindível, poupando árvores? Recordamos de utilizar a folha de papel de ambos os lados? De reutilizar papel escrito em uma só face, transformando-o em bloco de anotações ou lembretes? Preocupamo-nos com a separação do lixo orgânico do lixo reciclável? São coisas pequenas, mas que têm muita importância. Não podemos nos esquecer que estamos de passagem, mas nossos filhos, netos, quanto tempo mais terão sobre a Terra? E, além disso, um detalhe importante: para aqueles que acreditamos na reencarnação, deveremos retornar em algum momento. Já pensamos em como desejamos encontrar o planeta, nesse retorno? O que fazemos reflete no todo. E não nos preocupemos com os que não colaboram. Poderão aprender com nosso exemplo. Enquanto isso, sejamos como a ave que, levando gotas de água em suas asas, tenta apagar o incêndio na floresta. Em resumo: façamos nossa parte. A propósito, já plantamos uma árvore, em nossa vida? Semeamos um jardim? Pensemos nisso.

18/01/2020 17:45 | DURAÇÃO 4:21

Telha de Vidros

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17/01/2020 17:46 | DURAÇÃO 5:03

Melindres e Melindres

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16/01/2020 17:42 | DURAÇÃO 5:07

Agir ou Reagir

AGIR OU REAGIR É possível ser “easy” o tempo todo? É possível sempre levar tudo de boa? Embora considere um sinal de sabedoria não jogar tempero em cima de problemas menores nem supervalorizar pequenos imprevistos, pequenas alfinetadas, creio que nem sempre a gente consegue segurar a onda. Nem sempre a gente consegue respirar fundo antes de soltar um comentário maldoso ou sentir um forte incômodo pela situação vivida. Estamos cercados constantemente por pessoas e circunstâncias. A nossa paciência é posta à prova diariamente, nas mais variadas situações cotidianas, desde pegar um transporte público lotado às sete da manhã até conviver com pessoas que nos desagradam. Passamos por imprevistos que incluem desde um pequeno atraso por conta do trânsito até a necessidade de engolirmos a nossa opinião para não ferir as pessoas, até o ponto de fingir que certas atitudes não magoam tanto assim para manter a paz no ambiente de trabalho, no ambiente familiar , entre os amigos , entre parceiros amorosos. Me parece que sublimar algumas frustrações e ofensas é bastante salutar para a vida. Por outro lado, segurar tudo na garganta, não expressar as emoções, não falar a respeito do que nos fere pode ser um bom começo para o acúmulo nocivo de mágoas que começam pequenas e desimportantes, mas que vão ganhando corpo com o decorrer do tempo. Não digo que devemos botar tudo em discussão, que devemos debater cada mínimo detalhe da relação. Debater o tempo todo por tudo pode ser bem desgastante. Pode ampliar problemas insignificantes. Porém, nunca conversar sobre nada, nunca tentar aparar arestas, pode gerar um desinteresse pela relação, pode gerar um sentimento de que nada pode ser transformado para algo melhor, mais significativo. Sim, nem tudo deveria ser debatido, mas quando uma questão realmente nos incomoda e nos faz perder um pouco da vontade de estar junto, me parece importante conversar a respeito. Nem sempre conseguimos ser compreensivos. Nem sempre conseguimos relevar, passar por cima, deixar para lá. Nem sempre conseguimos ser “easy. Por mais que seja importante exercitar a paciência, forte qualidade de pessoas emocionalmente maduras, nem sempre é possível ficar de boa com tudo. Sim, a vida tem um lado pesado, querendo ou não aceitá-lo. Se , por um lado, não é saudável fazer uma guerra por tudo, por outro, me soa estranho achar tudo normal, não se indignar com nada , concordar com tudo. Me soa estranho não nos sentirmos abalados por nada nem ninguém. Quando nada nos afeta é porque estamos com as emoções amortecidas. Estamos impregnados pela indiferença. Claro, devemos ter uma ação diante de uma injustiça. Mas, nunca uma reação que cause o mesmo efeito. O grande desafio é deixar de reagir, escolhendo o agir, que gerará sempre melhores resultados, posto que é fruto do equilíbrio e da reflexão. E a transformação do nosso comportamento acontecerá paulatinamente e será o resultado da disciplina no pensar, que gera o hábito da reflexão, culminando pelo desarmar de nossas atitudes. Portanto, já não mais vítima das palavras rudes, do comportamento infeliz ou da atitude impensada. Que a análise e reflexão de nossas atitudes possam fazer com que, aos poucos, a reação ceda lugar a ações, pautadas em um comportamento de paz, lucidez e fraternidade. * * * Quando reagimos, revidando ofensas, agressões, descuidos alheios, passamos a sintonizar com quem as produziu. A partir daí, mantemos uma interdependência psíquica, que nos aprisiona em nuvens mentais de sentimentos malsãos, que somente nos prejudicam, física e espiritualmente. Optemos sempre pela ação ponderada e gozemos de saúde, de tranquilidade, vivendo sem sintonia com aqueles que ainda transitam pelas faixas da inconsequência ou da maldade. Façamos isso e nos sentiremos leves, felizes, plenificando-nos com as celestes bênçãos.

15/01/2020 17:41 | DURAÇÃO 5:15

A Raiva

A Raiva o que há por trás de "explosões" de raiva? Sabe aquele ódio escaldante que bate quando a internet está lenta? Ou aquele impulso violento de buzinar no trânsito quando alguém fecha sua passagem? Pois esse fenômeno muito comum – a "explosão" de raiva – está sendo estudado. E pode até ser contornado. Em uma entrevista recente para o Science of Us, o pesquisador R. Douglas Fields explicou os motivos que nos levam a sentir essa raiva tão intensa. Fields esmiuçou todas as causas que nos levam a "explodir" e agrupou-as em nove seções: integridade física, insulto, família, ambiente, sexo, ordem social, dinheiro, tribo e impedimento, esta última relacionada a tudo que nos tolhe, fisica ou psicologicamente, e causa a sensação de encarceramento. Sempre que nos sentimos ameaçados em qualquer um desses setores, é como se algo essencial para nossas vidas estivesse em risco – e nosso cérebro se prepara para a briga como meio de defesa. "Todos temos esses 'circuitos' em nossos cérebros, porque os seres humanos se desenvolveram em uma natureza selvagem, em um ambiente em que sobrevive quem é o melhor. Nossos cérebros são os mesmos que tínhamos há cem mil anos. Mas nosso ambiente é totalmente diferente agora". É preciso entender que a "explosão" não é consciente e acontece muito rápido. Isso ocorre porque a parte do cérebro responsável por essas respostas é aquela que detecta ameaças e cria uma forma de responder a elas. Pense em alguém jogando uma bola para você: mesmo que esteja distraído, seu cérebro vai perceber a esfera em sua direção e preparar sua defesa em segundos, antes mesmo que você se dê conta disso. Vale lembrar que existe uma parte gigante do seu cérebro que se ocupa em perceber ameaças, externas e internas, e essas informações estão sempre alimentando seu cérebro – de forma totalmente subconsciente. A resposta física também é automática. O mais curioso disso tudo é que o instinto responsável pela explosão de raiva que sentimos quando a internet não colabora é exatamente o mesmo que nos move a agir de maneira positiva e instantânea – como muitos atos de "heroismo" de pessoas que salvam alguém em risco e mal se lembram do que fizeram depois. "Esse instinto funciona maravilhosamente na maior parte do tempo. Às vezes, dá errado. E é isso que que precisamos controlar". E como controlar a raiva? O próprio Fields admite: tentar acalmar alguém nervoso, muitas vezes, só deixa a situação pior. "Mas identificando o que gera essa raiva, é possível virar o jogo", explicou. Quando a pessoa se torna consciente de que este gatilho vem de um instinto ancestral, é mais fácil perceber que reagir raivosamente pode ser um exagero. "De repente, você percebe que isso não é motivo para briga – e o sentimento ruim vai embora". Entender como alguma coisa funciona sempre é o primeiro passo para usá-la melhor e ter controle sobre ela. Quantas vezes sentimos raiva de alguém ou de alguma situação, por muito tempo? Quantas vezes escolhemos continuar alimentando raiva de uma pessoa que nos magoou, ou que simplesmente não atendeu nossas expectativas? As causas que disparam a emoção da raiva podem ser muitas, mas o tempo de permanência desse sentimento em nós é uma escolha. Quando o Mestre Jesus nos disse para perdoarmos setenta vezes sete vezes, ele nos deu a chave para não sentirmos raiva, para não desejarmos vingança. Porém, nosso orgulho nos domina e, muitas vezes, nos induz a atos dos quais nos arrependeremos num futuro próximo. Alimentar a raiva é contaminar-se diariamente e enviar aos que nos rodeiam vibrações carregadas de negatividade. Também comprometer nosso organismo, envenenar órgãos nobres, criando possibilidades para o aparecimento de enfermidades. Mas, como podemos evitar que sentimentos negativos perdurem em nós? Primeiramente, observando a nós mesmos. Por que nos irritamos? Por que nos abalamos tanto com o que os outros fazem e falam? Se conseguirmos observar o outro que nos fere e tentar compreender o que o move, talvez possamos perceber um irmão ferido, doente, que sofre e ainda não tem condição de agir de outra forma. Não temos controle sobre a forma do nosso próximo agir, mas podemos controlar a forma como nós reagiremos ao que ele nos apresenta. Pensemos nisso. Redação do Pense Nisso, com base no livro “Por que explodimos: entendendo os circuitos da raiva em seu cérebro"

14/01/2020 17:28 | DURAÇÃO 6:04

Um Amor Especial

Um amor especial Quando Jéssica veio ao mundo, trazia a cabeça amassada e os traços deformados, devido ao parto difícil vivido por sua mãe. Todos a olhavam e faziam careta, dizendo que ela se parecia com um jogador de futebol americano espancado. Todos tinham a mesma reação, menos a sua avó. Quando a viu, a tomou nos braços, e seus olhos brilharam. Olhou para aquele bebê, sua primeira netinha e, emocionada, falou: Linda. No transcorrer do desenvolvimento daquela sua primeira netinha, ela estaria sempre presente. E um amor mútuo, profundo, passou a ser compartilhado. Quando a avó recebeu o diagnóstico, anos depois, de mal de Alzheimer, toda a família se tornou especialista no assunto. Parecia que, aos poucos, ela ia se despedindo. Ou eles a estavam perdendo. Começou a falar em fragmentos. Depois, o número de palavras foi ficando sempre menor, até não dizer mais nada. Uma semana antes de morrer, seu corpo perdeu funções vitais e ela foi removida, a conselho médico, para uma clínica de doentes terminais. Jéssica insistiu para ir vê-la e seus pais a levaram. Ela entrou no quarto onde a avó Nana estava e a viu sentada em uma enorme poltrona, ao lado da cama. O corpo estava encurvado, os olhos fechados e a boca aberta, mole. A morfina a mantinha adormecida. Lentamente, Jéssica se sentou à sua frente. Tomou a sua mão esquerda e a segurou. Afastou daquele rosto amado uma mecha de cabelos brancos e ficou ali, sentada, sem se mover, incapaz de dizer coisa alguma. Desejava falar, mas a tristeza que a dominava era tamanha, que não a conseguia controlar. Então, aconteceu... A mão da avó foi se fechando em torno da mão da neta, apertando mais e mais. O que parecia ser um pequeno gemido se transformou em um som, e de sua boca saiu uma palavra: Jéssica. A garota tremeu. O seu nome. A avó tinha quatro filhos, dois genros, uma nora e seis netos. Como ela sabia que era ela? Naquele momento, a impressão que Jéssica teve foi que um filme era exibido em sua cabeça. Viu e reviu sua avó nos quatorze recitais de dança em que ela se apresentou. Viu-a sapateando na cozinha, com ela. Brincando com os netos, enquanto os demais adultos faziam a ceia na sala grande. Viu-a, sentada ao seu lado, no Natal, admirando a árvore decorada com enfeites luminosos. Então Jéssica olhou para ela, ali, e vendo em que se transformara aquela mulher, chorou. Deu-se conta de que ela não assistiria, no corpo, ao seu último recital de dança, nem voltaria a torcer com ela pelo seu time de futebol. Nunca mais poderia se sentar ao seu lado, para admirar a árvore de Natal. Não a veria toda arrumada para o baile de sua formatura, ao final daquele ano. Não estaria presente no seu casamento, nem quando seu primeiro filho nascesse. As lágrimas corriam abundantes pelas suas faces. Acima de tudo, chorava porque finalmente compreendia como a avó havia se sentido no dia em que ela nascera. A avó olhara através da sua aparência, enxergara lá dentro e vira uma vida. Lentamente, Jéssica soltou a mão da avó e enxugou as lágrimas que molhavam o seu rosto. Ficou de pé, inclinou-se para a frente e a beijou. Num sussurro, disse para a avó: Você está linda. * * * Se desejas ensinar a teu filho o que é o amor, demonstra-o. Não lhe negues a carícia, a atenção, a palavra. O que faças ou digas é hoje a semeadura farta de bênçãos que o mundo colherá, no transcurso dos anos dos teus rebentos. E o mundo te agradecerá, por teres sido alguém que entregou ao mundo um ser que saiba amar, de forma incondicional e irrestrita. Redação do Pense Nisso, com base no cap. Linda, de autoria de Jéssica Gardner, do livro Histórias para aquecer o coração dos adolescentes, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen e Kimberly Kirberger, ed. Sextante. Em 23.10.2017.

13/01/2020 17:37 | DURAÇÃO 5:51

A Procura da Felicidade

A procura da felicidade Quem de nós não deseja ser feliz? Salvo os casos patológicos, as pessoas estão sempre em busca da felicidade, ainda que não se deem conta disso. Mas, afinal, o que é a felicidade? A felicidade varia de pessoa para pessoa, e em cada momento da nossa vida, ela pode assumir aspectos diferentes. Quando estamos enfermos, a recuperação da saúde seria a nossa felicidade. E envidamos todos os esforços para conquistá-la. Se estamos desempregados, um emprego se constituiria em felicidade, por algum tempo. Se somos solteiros e desejamos unir-nos a alguém, nossa felicidade seria encontrar a pessoa certa. No entanto, os que padecem fome e frio, encontrariam a felicidade num agasalho e na alimentação que refaz. Já para o torcedor, a explosão de felicidade se dá quando a bola atinge o fundo da rede do time adversário. Enfim, a felicidade tem tantas faces quanto os anseios de cada criatura, variando de acordo com as circunstâncias. Certa vez, lemos uma história que nos levou a refletir em que consiste a verdadeira felicidade. Foi narrada por uma moça que se sentia momentaneamente infeliz e, andando pela rua viu um homem puxando uma carroça. Ao observar a cena, pensou: Pobre homem! Fazendo o trabalho de um animal irracional.. Isso é que deve ser infelicidade! Pensando em ouvir de seus lábios lamentações e queixas, aproximou-se e lhe perguntou: O senhor é muito infeliz, não é? Afinal, fazendo um trabalho desses... Confessa ela que o homem fê-la mudar a paisagem íntima, ao responder entusiasmado: Não, senhora! Sou uma pessoa muito feliz. Tenho saúde que nem mesmo preciso de um animal para puxar minha carroça. Tenho força, consigo o meu sustento passeando pela cidade e ainda ganho saudações de pessoas bonitas como a senhora. * * * Como podemos perceber, a felicidade consiste em cada um contentar-se com o que tem e fazer da sua felicidade a alegria dos outros. A verdadeira felicidade é aquela sem mescla, à felicidade plena. Todavia, podemos viver com alegria, valorizando as coisas que temos e as conquistas morais que já logramos, sem infelicitar-nos com o que não possuímos e não está ao nosso alcance. * * * Muitos de nós buscamos a felicidade distante de onde ela se encontra. A cada momento o Universo nos oferece mil motivos para nos alegrar. A oportunidade de viver, de ter uma família, amigos, trabalho... A natureza, o sol, a chuva, a noite para o repouso, as chances de aprendizado em cada minuto que passa por nós. Até mesmo os obstáculos do caminho são motivos de alegria, por nos ensinarem a superá-los, preparando-nos para a conquista da felicidade perene, que a todos nos aguarda.Pense Nisso, mas pense agora. Redação do Pense Nisso, com base em história publicada no Jornal Caridade, de maio/junho de 1997... Em 19.06.2012.

10/01/2020 17:36 | DURAÇÃO 4:07

Sócrates e a Imortalidade da Alma

SÓCRATES E A IMORTALIDADE DA ALMA No ano 399 antes da era cristã, o Tribunal dos Heliastas, composto por representantes das dez tribos que compunham a democrata Atenas, reunia-se com seus 501 membros para cumprir uma obrigação bastante difícil. Representantes do povo, escolhidos aleatoriamente, estavam ali para julgar o filósofo Sócrates. O pensador era acusado de recusar os deuses do Estado, e de corromper a juventude. Figura muito controversa, Sócrates era admirado por uns, criticado por outros. Tinha costume de andar pelas ruas com grupos de jovens, ensinando-os a pensar, a questionar seus próprios conhecimentos sobre as coisas e sobre si mesmos. Sócrates desenvolveu a arte do diálogo, sempre na procura da verdade no interior do homem. Seus dizeres “Só sei que nada sei” representam a sapiência maior de um ser, reconhecendo sua ignorância, reconhecendo que precisava aprender, buscar a verdade. Por isso foi sábio, e além de sábio, deu exemplos de conduta moral inigualáveis. Viveu na simplicidade e sempre refletiu a respeito do mundo materialista, dos valores ilusórios dos seres, e das crenças vigentes em sua sociedade. Frente a seus acusadores foi capaz de lhes deixar lições importantíssimas, como quando afirmou: “Não tenho outra ocupação senão a de vos persuadir a todos, tanto velhos como novos, de que cuideis menos de vossos corpos e de vossos bens do que da perfeição de vossas almas.” O grande filósofo foi condenado à morte por cerca de 60 votos de diferença. A grande maioria torcia para que ele tentasse negociar sua pena, assumindo o crime, e tentasse livrar-se da punição capital, com pagamento de algumas moedas. Com certeza, todos sairiam com as consciências menos culpadas. Todos, menos Sócrates que, de forma alguma, permitiu-se ir contra seus princípios de moralidade íntimos. Assim, aceitou a pena imposta. Preso por cerca de 40 dias, teve chance de escapar, dado que seus amigos conseguiram uma forma ilícita de dar-lhe a liberdade. Não a aceitou. Não permitiu ser desonesto com a lei, por mais que esta o houvesse condenado injustamente. Mais uma vez exemplificou a grandeza de sua alma. E foram extremamente tranqüilos os últimos instantes de Sócrates na Terra. Uma calma espantosa invadia seu semblante, e causava admiração em todos que iam visitá-lo. Indagado a respeito de tal sentimento, o pensador revelou o que lhe animava o espírito: “Todo homem que chega aonde vou agora, que enorme esperança não terá de que possuirá ali o que buscamos nesta vida com tanto trabalho! Este é o motivo de que esta viagem que ordenam me traz tão doce esperança.” Sim, Sócrates tinha a certeza íntima da imortalidade da alma, e deixou isso bem claro em vários momentos de seus diálogos. A perspicácia de seus pensamentos e reflexões já haviam chegado a tal conclusão lógica. O grande filósofo partia, certo de que continuaria seu trabalho, de que prosseguiria pensando, dialogando, e de que desvendaria um novo mundo, uma nova perspectiva da vida, que é uma só, sem morte, sem destruição. * * * Que possamos todos, a exemplo de Sócrates, deixar este mundo com o coração repleto de esperança e sem medo. Pense Nisso, mas pense agora! Texto da Redação do Pense Nisso com base no livro O Fédon, de Platão, Coleção Filosofia – Textos nº 4. ed. Porto e no livro Apologia de Sócrates, de Platão, Coleção Aos pensadores, ed. Nova Cultural. Em 28.08.2012

09/01/2020 17:38 | DURAÇÃO 4:53

Grandeza da Renúncia

Grandeza da renúncia Alberto Dürer, o excelente pintor alemão, antes de ser famoso, necessitando estudar, combinou com um jovem amigo, igualmente artista, sobre a necessidade de procurarem um núcleo de maior cultura. Mudariam de cidade para que ambos pudessem aprimorar seu estilo. Porque não dispusessem de um mecenas, ou seja, um financiador ou padrinho que os ajudasse, estabeleceram um plano: um trabalharia como lavador de pratos, enquanto o outro iria estudar pintura. Assim, com a venda dos primeiros quadros, o que trabalhava passaria também a estudar. Chegando ao local pretendido, Alberto afirmou: Eu me dedicarei ao trabalho de lavar pratos. Contudo, o companheiro respondeu: Não. Eu sou mais velho e já tenho emprego no restaurante. Dessa forma, graças à disposição do amigo, Dürer começou a estudar e a pintar. Depois de um tempo, Alberto reunira uma soma que permitiria que o companheiro estudasse. Ele deixou o trabalho no restaurante e se dirigiu à escola. Percebeu, porém, que a atividade rude lhe destruíra a sensibilidade táctil, desequilibrara o ritmo motor.Deu-se conta de que nunca atingiria a genialidade, ainda mais, descobrindo a qualidade superior de Dürer. Dotado de sentimentos nobres, renunciou à carreira e retornou ao trabalho de lavador de pratos. Numa noite em que Dürer voltou ao estúdio, ao abrir silenciosamente a porta, estacou na sombra, vendo pela claraboia do teto o reflexo do luar que adentrava pelo cômodo. A luz alumiava duas mãos postas em atitude de prece. Era o amigo, ajoelhado, que rogava bênçãos para o companheiro triunfar na pintura. O artista, comovido ante a cena, imortalizou-a numa pequena tela, que passou à posteridade como Estudo para as mãos de um Apóstolo, para o altar de Heller, hoje na galeria Albertina, em Viena. * * * E nós ouvintes, será que somos capazes de viver tal grau de renúncia? Em dias em que a competição nos desespera e afoga, exigindo que sejamos sempre melhores do que os outros, senão não somos ninguém – será que já descobrimos o caminho seguro da renúncia? A renúncia é a emoção dos Espíritos superiores transformada em bênçãos pelo caminho dos homens. Quem renuncia estabelece, para o próximo, a diretriz do futuro em clima de paz. A renúncia é melhor para quem a oferta. Poder ceder, quando é fácil disputar; reconhecer o valor de outrem, quando se lhe está ao lado, ensejando-lhe oportunidade de crescimento; ajudar sem competir, são expressões elevadas da renúncia que dá à vida um sentido de significativa grandeza. Felizes aqueles que hoje cedem para amanhã receber; os que agora doam para mais tarde enriquecer-se; os que compreendem que a verdadeira felicidade consiste em ajudar e passar, sem impor nem tomar. Quem renuncia, enfloresce a alma de paz, granjeando a gratidão da vida pelo que recebe. Com base no cap. 8, do livro "Receitas de paz", pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal

08/01/2020 16:57 | DURAÇÃO 4:26

Influências na Infância

INFLUÊNCIAS NA INFÂNCIA Na França, ele foi um dos mais ardorosos adeptos do romantismo. Foi membro da Academia Francesa e chamado de Leão das tulherias, em razão do seu espírito combativo. No Brasil, influenciou escritores e poetas como Castro Alves, Gonçalves Dias, José de Alencar e Casimiro de Abreu. Idealista, não se atemorizava pelas consequências das suas iniciativas. Foi defensor dos excluídos e sua obra é farta em demonstrar as injustiças sociais do seu tempo. Falamos do poeta, escritor e jornalista Victor Hugo. Pois essa figura ímpar, quando tinha onze anos, escreveu estes versos: Eu tive em minha loira infância ah, tão efêmera, três mestres: um jardim, um velho padre e minha mãe... Tem fundamento semelhante afirmativa. O jardim deve ter sido o da casa onde habitou, na capital francesa, quando criança. O contato com a natureza lhe moldou a observação minuciosa que o transformaria em um escritor detalhista. Olhando a grama crescer no jardim, aprendeu a abençoar a chuva generosa e o sol que assim a fazia brotar viçosa. Observando as formigas minúsculas transitando pelas alamedas, transportando seus tesouros para o formigueiro, aprendeu a respeitar os pequenos, dos quais jamais se esqueceria. O velho padre, do convento próximo de sua casa, com certeza foi quem lhe ministrou as lições do Evangelho de Jesus. Lições que ele aprendeu muito bem: amor ao próximo, compaixão para com a dor alheia, igualdade de direitos, justiça. Dos lábios maternos recebeu as primeiras lições de Deus, Pai generoso e bom. Victor Hugo passou com sua mãe a maior parte da infância porque o pai, um militar, sempre estava longe, em serviço. Ela o instruiu a respeito da vida imortal do Espírito. Certeza que ele tinha e que o levou a escrever a um amigo, cuja esposa desencarnara: Caro Lamartine, uma grande desgraça vos fere. Necessito pôr meu coração junto do vosso. Eu venerava aquela que amáveis. Vosso alto Espírito vê além do horizonte. Percebeis distintamente a vida futura. Não é a vós que se precisa dizer: Esperai. Sois daqueles que sabem e esperam. Ela é sempre vossa companheira, invisível, mas presente. Perdestes a esposa, mas não a alma. Esse é o discurso de quem é amigo, de quem crê na Imortalidade e distribui esperanças. Discurso de quem viveu na natureza, foi alimentado pelo Evangelho de Jesus e a doçura de um coração materno. * * * Todo investimento educativo na infância frutificará positivamente, ofertando às nações homens dignos e cidadãos honrados. Se à educação se acrescentar o ensino do Evangelho de Jesus, que é a condução do Espírito imortal para os verdadeiros objetivos da vida, que transcendem a materialidade, então poderemos ficar tranquilos. Isso nos permitirá ter a certeza de que o mundo do amanhã se constituirá de governantes corretos, executivos responsáveis, pais e mães de família exemplares, enfim, homens de bem. Invistamos na infância. Com base no artigo Duas naus, um capitão..., da revista Reformador, de fevereiro de 2001, ed. Feb. Em 12.12.2012.

07/01/2020 17:20 | DURAÇÃO 4:35

Apenas o Essencial

APENAS O ESSENCIAL Eu contei os meus anos, e descobri que tenho menos tempo para viver daqui para frente, do que já vivi até agora. Eu tenho muito mais passado, que futuro. Então, não tenho mais tempo para lidar com a mediocridade. Eu não quero reuniões, em que desfilam egos inflamados. Inquieto-me com os invejosos, cobiçando lugar de quem eles admiram. Eu já não tenho tempo para conversas inúteis, sobre vidas alheias, que nem fazem parte da minha. Eu já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas idosas, mas ainda imaturas. Eu detesto pessoas que não debatem conteúdos, mas apenas rótulos. Eu quero viver ao lado de gente que sabe rir...sabe rir de seus tropeços. Quero viver ao lado de pessoas que não se encanta com os seus triunfos, não se considera eleita, antes da hora. Quero viver ao lado de gente que não foge da sua mortalidade...eu quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade; Apenas o essencial faz a vida valer apena...e para mim, basta o essencial. É essencial livrar-se dos falsos valores que levam a julgamentos igualmente falsos; abandonar tolas crendices, filhas da angústia e do medo do desconhecido. Existe ainda o perigo do deslumbre que cega a mente e ilude nossa capacidade de julgar; a vaidade tola e a megalomania, caminhos que levam a bezerros de ouro, à paixão pela conquista do poder pelo poder, ou como forma de submeter o próximo. Nossos olhos, muitas vezes, emprestam lentes de Narciso, capazes de distorcer nossa real imagem e os julgamentos que fazemos dos nossos atos. Só o tempo permite àqueles que dele fazem bom uso, cultivando o saber e examinando a vida em profundidade, perceber as coisas realmente importantes e belas. Nós, humanos, como as flores, os pássaros e tudo que é vivo, temos um ciclo que se inicia com o nascimento, prossegue com o florescer da maturidade e termina com a morte. Morremos todos, sem a beleza ou o vigor físico. De nada adiantam nossas conquistas terrestres, todas são fugazes. Se algo for eterno, será apenas a consciência que adquirimos neste viver. Esse enorme mistério da vida e da morte é o mais tranquilo, límpido e belo espetáculo ao qual nenhum outro se compara, mas que só pode ser observado e compreendido com o tempo, com o passar do tempo. Esse é um privilégio reservado aos que usaram bem seu tempo de vida. É contraditório, mas é preciso aceitar a nossa morte para se entender e vislumbrar toda a beleza da vida. Daí, talvez, a sabedoria popular do velho ditado que diz: "Neste mundo, quem mais olha menos vê, quem não morre não vê Cristo." Acreditamos que, no ditado popular, a palavra Cristo significa "ter consciência do processo da vida". Se fôssemos capazes de menores ilusões e maior consciência, certamente seríamos muito mais felizes. Teríamos maior prazer no trabalho, trataríamos o próximo com mais amor e respeito; seríamos mesmo capazes de amá-lo, não por nossos interesses, mas sim por ele mesmo. Não teríamos a maioria das nossas preocupações, dormiríamos melhor, administraríamos melhor nossas energias e não permitiríamos que tolas fantasias e angústias desnecessárias se apossassem de nosso ser. Viveríamos em paz, teríamos mais tempo para as crianças, as flores e os pássaros. Não necessitaríamos do consumo de drogas ou de bens supérfluos, usaríamos nosso tempo e nossa energia para coisas muito mais prazerosas: pensar e examinar a vida, livrar-nos de falsos valores, fantasias e miragens, encontrar a essência da vida, ver com os olhos da alma. Apague as luzes, dilate as pupilas da alma e veja. Baseado no texto de Mario de Andrade e do Professor Oriovisto Guimarães, do Centro Universitário Positivo - UNICENP.

06/01/2020 15:35 | DURAÇÃO 4:59

A Vida em Transformação

A VIDA EM TRABSFORMAÇÃO Há quem diga que a vida está perfeita e que não querem mudá-la em nada, ou então o oposto (dizendo que a vida é sempre insatisfatória). São pessoas que não aprenderam uma regra básica da vida, a qual se manifesta no médio e no longo prazo. É a constatação de que a vida sempre muda. Bom mesmo é experimentar a mudança com curiosidade, buscando aprender a interpretá-la, mesmo que nos cause dor ao invés de prazer. Afinal nenhuma mudança é permanente a ponto de estagnar e, justo por isso, não temos que nos lamentar por algum revés que se apresente a nós. Sempre há uma perspectiva nova. No entanto, já repararam que às vezes passamos longos períodos (dias, meses...) sonhando com pessoas que há muito tempo não vemos? Na verdade, às vezes até mesmo encontramos alguém fisicamente. Ao contrário do senso comum, o tempo é cíclico. Há um padrão triplo: sempre se busca algo, sempre se consolida alguma coisa, e sempre se desestabiliza o que se construiu. Só para se começar de novo. Ao invés de prosseguirmos em uma linha infinita do passado para o futuro, estamos na verdade dando uma volta e formando um círculo. Cada ponto da circunferência do círculo tem sua própria memória, seu próprios personagens (embora às vezes mudem os atores que os representam) e um enredo próprio. É como se vivêssemos histórias repetidamente, sem nos darmos conta. Há quem chame estas histórias de kharma, mas vou lhes contar um segredo. Podemos quebrar esse kharma se entendermos as histórias e mudarmos nosso papel nelas. Podemos, por exemplo, nos reconciliar com alguns de seus personagens. Podemos também mudar o padrão de nossas decisões para obter resultados diferentes. O resultado é que criamos outras histórias. No esoterismo e no ocultismo, usualmente refere-se ao tempo cíclico como a passagem de grandes eras. Só que o macrocosmo se assemelha ao microcosmo de forma que normalmente não se suspeita ser possível. Uma pequena mudança de estratégia e pode ficar mais fácil atingir um objetivo, alcançar uma meta, chegar a um resultado. Por vezes nós perdemos muito tempo em tentativas vãs e não nos damos conta de que uma pequena mudança bastaria para facilitar a nossa vida. Se você está sentindo que seus passos não estão lhe conduzindo numa direção segura, pare um instante. Reflita sobre onde quer chegar e, se for necessário, corrija a bússola da sua existência e siga em frente. * * * Quando você bate numa porta por muito tempo e ela se recusa a abrir, talvez esttá na de você buscar outra saída. Embora muitas situações nos pareçam fruto do acaso, não imaginemos que estamos à revelia das leis que regem o Universo do qual fazemos parte. Pense nisso e procure ouvir seguir essa sugestão para que faça uma pequena mudança na estratégia. E lembre-se: Se a porta na qual você está insistindo em bater não se abre, talvez seja o momento de buscar outra alternativa. Transforme sua vida. Pense nisso.

03/01/2020 15:37 | DURAÇÃO 4:06

E Não Aconteceu

E NÃO ACONTECEU Os dias agitados, as conturbações sociais, as dificuldades destes tempos fazem com que sejamos tocados, com frequência, por problemáticas inúmeras. Ora somos vitimizados pela violência social que nos chega na forma de furtos, roubos ou agressões. Doutras vezes cruzamos com pessoas desequilibradas, que nos envolvem com seus desatinos e insensatez. Outros despejam sobre nós seus discursos e ações doentias, nos prejudicando ou nos conduzindo a distonias comportamentais, que se refletem, como consequência, em nosso organismo. E, de tal forma essas ações impactam nosso cotidiano que, muitas vezes, passamos a relatar tal ou qual fato que nos ocorreu, multiplicando, dezenas de vezes, o ato infeliz do qual fomos vítimas. Passamos, em nossos relatos, nas nossas conversas, a reproduzir o mal recebido, revivendo as tormentas e dificuldades da situação ocorrida. E assim vamos valorizando o mal de maneira exagerada, desnecessária e sempre prejudicial. Vamos contaminando outras pessoas e ambientes, com nossos relatos, sem atentarmos onde estamos e com quem estamos, infundindo medos, receios, sentimentos de pavor. Totalmente desnecessários. Por outro lado, quase nunca nos damos conta de quantas coisas não nos acontecem. Se somos alvo da maldade de uns, imprevidência de outros, desequilíbrio de alguns, sem dúvida, temos muito mais a relatar de fatos que poderiam ter ocorrido conosco e não chegaram a acontecer. Enquanto preocupados em reclamar e enfatizar o mal que respinga em nós, deixamos de valorizar os recursos que a Providência Divina oferece para nos amparar e proteger. Não percebemos que os descuidos que nos permitimos oferecem oportunidade para grandes dificuldades. E a bondade de muitos que nos rodeiam encontra os meios para minimizar, até mesmo neutralizar consequências nefastas que poderiam decorrer da nossa imprevidência. Quantas vezes pessoa que achávamos pouco simpática já nos direcionou os passos a outros trajetos, em nossos percursos diários, evitando que viéssemos a sofrer acidentes, percalços, dificuldades de qualquer sorte. Poucas vezes nos damos conta dessa ação benfazeja da Divindade, protegendo-nos, através de inúmeros mecanismos, simplesmente para que o mal não no alcance. Portanto, ante pequenos contratempos que fogem ao nosso controle e à nossa vontade, ou algo inconveniente que nos atinja, busquemos, antes de tudo, refletir. Antes de reclamar, de gastar nosso tempo a reviver emoções desagradáveis, reflitamos se não devemos agradecer. Reflitamos a respeito do mal que nos sucedeu e o tanto mais que poderia ter ocorrido e constataremos quanto estamos sendo amparados. Essa breve reflexão nos permitirá perceber como somos cuidados pelo amor de Deus. Por isso, mantenhamos nos lábios e no coração o agradecimento as oportunidades que a vida diariamente nos oferece, através de pessoas que nos ampara, nos protege, nos sustenta a vida. Aprendamos a agradecer pela dificuldade, pelo mal ou pelo problema que simplesmente não nos aconteceu, graças à interferência de alguém, que algumas vezes, nem sabemos quem é. E lembremos sempre; as pessoas fazem aquilo que nós permitimos. Por isso, não passemos o recibo, e sejamos os portadores do equilíbrio, bom senso e benevolência. Pense Nisso

02/01/2020 10:11 | DURAÇÃO 4:44

E Já É Ano Novo Outra Vez

E já é Ano Novo, outra vez Quando chega, é sempre pleno de esperanças. Espera-se o Ano Novo para começar vida nova, para estabelecer novas metas de vida, propósitos renovados para tantas coisas... É comum as pessoas elaborarem suas listas de bons propósitos para o novo ano. Mesmo sabendo que o tempo somente existe em função dos movimentos estabelecidos pelo planeta em que nos encontramos, é interessante essa movimentação individual, toda vez que o novo período convencional de um ano reinicia. Mas, falando de lista de bons propósitos, já se deu conta que, quase sempre, esquecemos o que listamos? Alguns até esquecemos onde guardamos a tal lista, o que atesta da pouca disposição em perseguir os itens elencados. Ano Novo deve ter um significado especial. Embora o tempo seja sempre o mesmo, essa convenção se reveste de importância na medida em que, nos condicionando ao início de uma etapa diferente, renovada, sintamo-nos emulados a uma renovação. Renovação de hábitos, de atitudes, como estar mais com a família, reorganizando as horas do trabalho profissional. Importar-se mais com os filhos, lembrando-se de não somente indagar se já fizeram a lição, mas participar, olhando, lendo as observações feitas pelos professores nos cadernos, interessando-se pelos conteúdos disciplinares. Sair mais com as crianças, não somente para passeios como a praia, a viagem de férias. Mas, no dia a dia, um momento para um lanche e uma conversa, uma saída para deliciar-se com um sorvete. Outros, para só ficar olhando a carinha lambuzada de chocolate, literalmente afundando-se na taça de sorvete. Outros, mais longos, para acompanhar o passo vacilante de quem está aprendendo a andar. Uma tarde para um papo com os que já estão preparando a mochila para se retirar do cenário desta vida, quem sabe, nos próximos meses? Isto é viver Ano Novo. Sair com amigos, abraçar amigos, sorrir pelo simples prazer de sorrir. Trocar e-mails afetuosos, não somente os corriqueiros que envolvam decisões e finanças. Usar o telefone para dar um olá, desejar boa viagem, feliz aniversário! Bom, você também pode fazer propósitos de comer menos doces ou diminuir os carboidratos da sua dieta, visando melhor condição de vida ou simplesmente adequar seu peso. Também pode pensar em mudar o visual. Quem sabe modificar o corte de cabelo, tentar pentear para outro lado, fazer uma visita ao dentista. E é claro, um bom check-up. Porque cuidar da saúde é essencial. Bom mesmo é não esquecer de formular propósitos para sua alma. Assim, acrescente na lista: estudar mais, ler mais, entender mais o outro, devotar-se a um trabalho voluntário, servir a alguém com alegria e bom ânimo. Com certeza, cada um terá outros muitos itens a serem acrescentados à lista. Até mesmo coisas simples como alterar os roteiros de idas e vindas do trabalho-lar-escola. Ou coisas mais complicadas, como se dispor a pensar um pouco no outro e não exclusivamente em si, no relacionamento a dois. Imprescindível, no entanto, é que você coloque a lista à vista, para olhar muitas vezes, durante todo o novo ano. Importante que se lembre de lê-la, para ir acompanhando o que já conseguiu e onde ou em que ainda precisa investir mais, insistindo, até a vitória. Seja este Ano Novo o ano de concretas realizações na sua vida! A todos que estiveram ao nosso lado em 2014, agradecemos e renovamos, a nossa amizade para 2015. Que seja um ano bem “Easy” para todos nós.

01/01/2020 09:00 | DURAÇÃO 4:49

Desejo, vontade e felicidade

Desejo, Vontade e Felicidade Nesta edição do Pense Nisso, vamos nos dedicar aos nossos desejos, vontades e felicidades...o que é propicio para essa época de fim de ano. Quando os nossos desejos e vontades, estão aflorados. E pra falar sobre os desejos e vontades , e consequentemente, da pretensa felicidade, convocamos o filosofo alemão Immanuel Kant. O pensador, em sua obra “Crítica da Razão Pura”, nos contempla com uma profunda análise moral e distintiva de desejo e vontade; e convida-nos à reflexão sobre as nossas escolhas. Desejo é tudo o que emerge do pensamento, sem que se possa controlar; é o impulso instintivo, é a avidez pelo prazer das sensações. Vontade é a ação regida pela razão, independentemente da corrente dos desejos, ou seja, é o uso da razão para deliberar escolhas. Muito diferente de desejo, vontade é o saber materializado em conduta; é tudo o que o pensamento produz para se sobrepor aos instintos, a fim de viver melhor. Em suma, Vontade é o controle dos nossos Desejos cegos e sem limites. A vontade percebe que, apesar do desejo, é possível viver na contramão dos instintos. A isso chamamos liberdade, que é quando adquirimos a competência deliberativa sobre as próprias inclinações. Sou livre quando, ao perceber os meus desejos, consigo agir racionalmente, contrariando o que sugerem meus impulsos. A moral não é uma vigilância castradora, mas um olhar sobre si mesmo; é um lugar na mente onde a reflexão impõe os limites que imperam a conduta. No entanto, se nós não conhecermos as nossas fraquezas, seremos escravos dos nossos desejos. O que difere o homem dos outros animais é a sua capacidade de pensar para agir, de modo que aquele que se conduz pelos seus instintos e inclinações, aproxima-se da animalidade; mas aquele que age pela via da razão aproxima-se de sua destinação moral. E aqui não falamos da moral teológica, que é dogmática. E sim, falamos da moral indulgente, flexível e condescendente. Ao entender a felicidade como acúmulo de desejos saciados, o homem tende a priorizar a busca pelos prazeres dos sentidos e das vaidades, sem perceber que quanto mais se sacia um prazer biológico ou vaidoso, mais extravagantes e intensos estes prazeres terão de ser futuramente, a fim de se obter o mesmo nível de satisfação. Usemos como a analogia, a cocaína; que para produzir o mesmo efeito de felicidade, é necessário aumentar a dose. A fase da vontade surge, frequentemente, quando os excessos dos desejos atendidos, resulta em adoecimento físico e psicológico. Observando o comportamento humano na sociedade atual percebemos que a maioria necessita do sofrimento para compreender que a saciação de desejos não representa um estado real de felicidade ao longo do tempo. Por isso que no mundo dos famosos e dos bem servidos financeiramente, vemos tantos descaídos em depressões, que, em alguns casos, acabam em suicídios. É importante, que quando o sentimento de total insatisfação nos aflige, busquemos a compreensão de nós mesmos. Libertos da prisão dos desejos que nos faz sofrer, conquistamos a liberdade, balizada na razão. Num mundo caótico, caracterizado somente pelo desejo do poder, dinheiro e fama, o preço final é a infelicidade. Mas quando usamos da nossa vontade, que é a razão inclinada ao aprendizado ético-moral, nos trará, por consequência, a serenidade, o equilíbrio e a felicidade. Por isso, nesse novo ano, tenhamos mais vontades... para controlar os nossos desejos. Pense nisso...e tenha um feliz ano novo. Texto baseado na aula do professor Clovis de Barros Filho e na obra de Immanuel Kant ““A Crítica da Razão Pura”

31/12/2019 11:04 | DURAÇÃO 5:25

Tudo é Transitório

TUDO É TRANSITÓRIO Um redator de importante revista nacional escreveu, em um de seus artigos, algo que nos levou a reflexões a respeito da vida que levamos. Escreveu ele que pode até não ser verdade. Talvez a História não comprove o fato, contudo, é uma excelente ideia. Na Roma antiga, quando um general voltava de uma campanha vitoriosa no estrangeiro, fazia-se uma grande procissão pela cidade. O povo saía às ruas para assistir o desfile triunfal do comandante vencedor e homenagear a grandeza que ele trazia para a pátria. Era a honra máxima que um cidadão romano podia almejar. Mas, para chegar a isso, ele devia ter trabalhado muito por Roma. Ele devia ter matado em combate pelo menos cinco mil soldados inimigos; tinha de mostrar os chefes derrotados, que desfilavam atrás do seu carro; devia ter enfrentado um exército, no mínimo, equivalente ao seu. E, acima de tudo, devia trazer a sua tropa de volta para casa porque um líder é responsável pelos seus liderados. Entretanto, os romanos, que passaram à História como os símbolos do orgulho, paradoxalmente tinham em alta conta a modéstia pessoal. Como, então, receber toda essa homenagem, desfilar vitorioso pela multidão como um rei, ser ovacionado como o grande triunfador e não se encher de soberba? É aí que aparece a grande ideia. Logo atrás do general vitorioso, no mesmo carro puxado por quatro cavalos, que ele conduzia, ficava um escravo. De tanto em tanto tempo, ele dizia baixinho, no ouvido do triunfador: Memento mori. Ou seja:Lembre-se de que você vai morrer um dia. Com certeza, nada melhor para baixar a soberba de qualquer alta autoridade que começa a se achar o bom, o melhor. Lembre-se de que você vai morrer um dia. Essa a reflexão que, de tempos em tempos, seria oportuno nos permitirmos. Não somos imortais na carne, embora alguns, antecipando novas e surpreendentes conquistas da ciência médica, apregoem que chegará o dia em que não mais haveremos de morrer. Seria trágico e enfadonho. Isso se chama dinamismo e renovação. Mas, lembrar que teremos fim um dia, que nossos eventuais inimigos também haverão de morrer, que tudo passa, é medida salutar. Nada é perene, sobre a Terra. Passam as questões corriqueiras, o poder, a autoridade humana, a vida física. O que hoje é, amanhã poderá deixar de ser. Assim reflexionando, não ficaremos agarrados a pretensos cargos, a fortunas, a interesses mesquinhos. Tudo é transitório na Terra. Hoje detemos o cargo, amanhã estará em outras mãos. Hoje comandamos centenas de pessoas,amanhã essas mesmas pessoas poderão estar acompanhando nosso funeral. Assim sendo, semeemos o bem, façamos nosso melhor como se hoje fosse nosso último dia neste mundo. Amemos, abracemos, façamos nosso melhor porque o amanhã poderá nos surpreender nos campos de uma realidade que apenas supomos, mas temos a certeza absoluta. Pensemos nisso. Ccom dados iniciais colhidos no artigo de J. R. Guzzo, publicado na revista Veja, de 29 de agosto de 2012.

30/12/2019 17:14 | DURAÇÃO 4:17

A Melodia do Amor

A MELODIA DO AMOR Ataques terroristas, independente de onde sejam realizados, são violências contra a Humanidade inteira. Assombro, destruição, medo. Ameaças invisíveis que levam para longe a pouca paz de que dispomos, instaurando um reinado de insegurança. Representam o que há de mais triste e baixo no ser humano. É o mal representado em ações, o mal que ainda encontra guarida em tantas almas no globo. Ao longo dos tempos, tentamos combater o mal com outro mal maior. Vimos que não deu certo. A dor só aumentou. Vestimos a vingança de justiça e saímos por aí como loucos, cheios de justificativas, tentando aplacar nossa sede de paz, de amor, repletos de ódio no coração. Ainda hoje, tanto no plano material, como no mundo espiritual, grande quantidade de Espíritos se enraiza na raiva, na indignação e na mágoa, acreditando ser o revide a solução que irá lhes acalmar o íntimo desequilibrado. Não... Esse não pode ser o único caminho. Causar dor ao outro nos traz paz? Anula ou faz desaparecer o que nos fizeram? Acalma o coração desesperado? Será que séculos e séculos de sofrimento não nos fizeram enxergar a verdade ainda? Os que tentaram nos dar as respostas foram calados de súbito. Ouvir falar em perdão, compreensão e bem, quando estamos feridos, chega a ser ofensivo. Escondemo-nos da verdade. A verdade pode ser difícil num primeiro instante. Lutar contra nossos ímpetos e tendências milenares exige esforço fora do comum. Porém, compensa, tenhamos certeza. A verdade liberta. Ela sempre esteve ao nosso alcance. O caminho alternativo sempre esteve em nossas rotas, nos chamando. A outra face. A outra face... A face do amor frente ao ódio. A face dos braços abertos que aceitam, frente à intolerância que repudia. A face da caridade que constrói frente às bombas que despedaçam. A outra face. Não a face da indiferença, mas a da ação inteligente no bem, pois se o mal é ardiloso, perspicaz, sorrateiro, o bem é articulado, amoroso e vigilante. Assim, quando atacados, de que forma for, apresentemos uma face diferente daquela que nos atingiu. O ódio e a violência podem persistir por um tempo, mas não resistem ao poder absoluto e superior do amor. Quando do terrível ataque sofrido pela cidade de Paris, em 2015, foram muitos que resolveram oferecer a face do amor. Um pianista anônimo ousou trazer seu piano de cauda para a rua, posicionou o instrumento em frente a um dos locais onde diversas pessoas haviam morrido, e tocou lindamente para todos que passavam. Ao som de Imagine, de John Lennon, lágrimas se misturavam a sorrisos através da arte. A música, como oração e canto de esperança, convidava todos a refletirem sobre seu futuro, sobre suas vidas e objetivos maiores. Nos dedos do pianista misterioso não havia ódio nem desejo de vingança. Havia empatia para com a dor de seus conterrâneos e um profundo desejo de paz. Naquele lugar de tanta aflição, ao som dos tiros e bombas, que ainda ecoavam cruéis pelas construções, misturava-se agora a melodia do amor. * * * Imagine todas as pessoas partilhando todo o mundo. Você pode dizer que eu sou um sonhador, mas não sou o único. Espero que algum dia você se junte a nós. E o mundo viverá como um só. Redação do Pense Nisso, com citação de versos da música "Imagine", de John Lennon.

28/12/2019 10:49 | DURAÇÃO 5:07

Não basta ser executivo, tem que ser pai

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27/12/2019 10:46 | DURAÇÃO 2:59

Vontade

Vontade A vontade é a maior de todas as potencialidades da alma. Sua ação é comparável a de um imã. A vontade de viver desenvolve em nós a vida. Atrai-nos novos recursos vitais. A vontade de evoluir oportuniza-nos chances de crescimento e de progresso. O uso persistente e tenaz dessa faculdade soberana permite-nos modificar nossa natureza, vencer todos os obstáculos. É pela vontade que dirigimos nossos pensamentos para alvos determinados. Na maior parte dos homens os pensamentos flutuam sem cessar. Essa mobilidade constante impossibilita a ação eficaz da vontade. É necessário saber concentrar-se, sintonizando com as esferas superiores e com as nobres aspirações. A vontade pode agir tanto durante o sono quanto durante a vigília. Isso porque a alma valorosa que, determinada, busca alcançar um objetivo na vida procura-o com tenacidade em todos os momentos da vida. Funciona como uma correnteza poderosa e constante que mina devagar e silenciosamente todos os obstáculos que se apresentem. Se o homem conhecesse a extensão dos recursos que nele germinam, ficaria deslumbrado. Não mais temeria o futuro, tampouco se julgaria fraco. Compreenderia sua força e acreditaria na possibilidade de ele próprio alterar seu presente e seu futuro. O poder da vontade é ilimitado. O homem consciente de si mesmo e de seus recursos latentes sente crescer suas forças na razão de seus esforços. Sabe que tudo o que de bem e bom desejar há de, mais cedo ou mais tarde, realizar-se. É consolador e belo poder dizer: “Sou uma inteligência e uma vontade livres. Edifico lentamente minha individualidade e minha liberdade. Conheço a grandeza e a força que existem em mim. Hei de amparar-me nelas e elevar-me acima de todas as dificuldades. Vencerei até mesmo o mal que existe em mim. Hei de me desapegar de tudo que me acorrenta às coisas grosseiras e levantar vôo para realidades mais felizes. Para frente, sempre para frente. Tenho um guia seguro que é a compreensão das leis da vida. Aprendi a conhecer-me, a crer em mim e a crer em Deus. Hei de me conservar firme na vontade inabalável de enobrecer-me e elevar-me. Atrairei, com o auxílio de minha inteligência, riquezas morais e construirei para mim uma personalidade melhor.” É chegada a hora de despertar do pesado sono que nos envolve. É necessário rasgar o véu da ignorância que nos prejudica o entendimento. Cabe-nos aprender a conhecer a nós próprios e as nossas potencialidades. Compete-nos utilizá-las. Não nos entreguemos ao desespero. Não nos julguemos fracos. Basta-nos querer para sentirmos o despertar de forças até então desconhecidas. Creiamos em nossos destinos imortais. Creiamos em Deus. Lembremo-nos: podemos ser o que efetivamente quisermos. Baseado na terceira parte, item XX, do livro “O problema do ser, do destino e da dor”, de Léon Denis.

26/12/2019 10:30 | DURAÇÃO 3:53

Amanheceu o dia

PENSE NISSO Amanheceu o dia... O dia apenas amanhecera... Mas aquele não era um dia comum. Era o primeiro dia de uma nova era que se iniciava para a Humanidade inteira... A partir daquele acontecimento, o Mundo jamais seria o mesmo. Um acontecimento que constituiria um novo marco na História... Amanheceu o dia... E as luzes daquele amanhecer se espalharam lentamente sobre Israel para, logo mais, pairar soberanas por sobre toda a Terra... As almas se aquietaram ante a mensagem silenciosa que envolvia o Oriente... Os sofredores sentiram que um novo alento chegava para balsamizar seus corações em brasa... Os cegos vislumbraram uma chama que despontava além da escuridão... E os pobres desprezados ouviram, naquele amanhecer, uma canção de esperança a ecoar por todos os rincões da Terra... O dia apenas amanhecera... E os equivocados, que se julgavam donos absolutos do poder, sentiram suas bases tremerem diante Daquele que viera investido de todos os poderes e glórias, em nome do Pai... Os hipócritas se confundiram, e os ricos de alma pobre perceberam a fragilidade de suas posses temporárias... Em Belém... Ele chega silencioso, puro, soberano, e fica... Ele reúne os aflitos e os agasalha junto ao próprio peito... Nada solicita, não exige coisa alguma... Apenas ampara. Libertador por excelência, canta o hino da verdadeira liberdade, ensinando a destruir os grilhões da inferioridade que prende o homem às mais cruéis cadeias... Sol de primeira grandeza, espanca com a Sua claridade as sombras dos milênios... A suavidade da Sua voz mansa acorda as esperanças adormecidas e faz que se levantem os ideais esquecidos... Ao forte clamor do Seu verbo erguem-se os dias, e as horas do futuro vibram, aprofundando na alma do Mundo os alicerces da Humanidade feliz do porvir... Jesus, Rei Celeste, aceita como berço a manjedoura de uma estrebaria singela, deixando para a Humanidade a profunda lição da humildade, inaugurando um reinado diferente entre as criaturas. Senhor do Mundo, deixa-Se confundir com a multidão esfarrapada, espalhando Seu suave perfume entre os sofredores. Troca as glórias dos céus pelas tardes quentes de Jericó... Deixa a companhia dos Espíritos puros para caminhar entre os miseráveis de toda sorte... Aceita o pó das estradas e enfrenta fome e frio para acalentar os infelizes sem esperanças que se arrastavam sobre a Terra. Abandona os esplendores da Via Láctea para pregar a Boa Nova nas madrugadas mornas de Cafarnaum... Deixa as melodias celestes para cantar a esperança embalada pela orquestra espontânea da natureza, no cenário das primaveras e verões, entre as aldeias e o lago. É traído, desprezado e pregado numa cruz... Mas ressurge numa tranqüila e luminosa manhã para dizer que a Vida não cessa e reafirmar que estaria conosco para todo o sempre... * * * O dia apenas amanhece... É Natal... Que as luzes desse amanhecer se espalhem lentamente sobre seu coração, sobre o seu lar, sobre a Terra inteira... E que o suave perfume do aniversariante penetre em sua intimidade, discreto, silencioso e aí permaneça para sempre, para que você possa sentir um Feliz Natal. Baseado no cap. 1 do livro "Primícias do reino", de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

25/12/2019 10:29 | DURAÇÃO 4:47