Pense Nisso | Centro América FM Cuiabá - Easy | Cadena

Episódios

SEJA PATRÃO

-

04/11/2024 06:30 | DURAÇÃO 4:20

A TEORIA PRÁTICA DO COMPARTILHAR

-

02/11/2024 06:30 | DURAÇÃO 4:58

PREOCUPAÇÕES

-

01/11/2024 06:30 | DURAÇÃO 4:17

COMO VIVEM AS FLORES

-

31/10/2024 06:30 | DURAÇÃO 5:24

O SEMEADOR

-

30/10/2024 08:00 | DURAÇÃO 5:32

NUNCA DESISTA DOS SEUS SONHOS

-

29/10/2024 06:30 | DURAÇÃO 3:58

QUANTO VALE SER UMA PESSOA SÁBIA

-

28/10/2024 06:30 | DURAÇÃO 3:40

COLABORAÇÃO

-

26/10/2024 06:30 | DURAÇÃO 3:35

A ARVORÉ CONFUSA

-

25/10/2024 06:30 | DURAÇÃO 3:33

A DOR QUE CAUSAMOS

-

24/10/2024 06:30 | DURAÇÃO 4:41

RENOVAÇÃO INTELIGENTE

-

23/10/2024 06:30 | DURAÇÃO 4:38

TUDO PASSA

-

22/10/2024 06:30 | DURAÇÃO 5:06

O SABIO INDIANO

-

21/10/2024 06:30 | DURAÇÃO 3:08

LEVE VANTAGEM VOCÊ TAMBÉM

-

19/10/2024 06:30 | DURAÇÃO 4:01

O DIA QUE EU PAREI DE DIZER ANDA LOGO

-

18/10/2024 06:30 | DURAÇÃO 6:35

BENEFICIOS DO AUTO CONHECIMENTO

-

17/10/2024 06:30 | DURAÇÃO 4:49

TELHA DE VIDROS

-

16/10/2024 06:30 | DURAÇÃO 5:09

A VAIDADE

A vaidade A vaidade é o primeiro pecado capital. Usamos a palavra pecado de forma metafórica, é claro. Mas a vaidade, a soberba, o orgulho, é aquilo que faz com que alguém se ache melhor do que os outros, ou acima do outro, e faz com que o vaidoso deixe de perceber a igualdade, deixe de perceber e de se abrir aos outros. A vaidade é um defeito, porque a vaidade acaba indicando para as pessoas que eu quero ou pretendo ser diferente e acima delas. A pessoa vaidosa toma decisões erradas, porque se tem numa conta excessiva e sempre se superestima. A pessoa vaidosa é difícil, porque ela só vê a si. A pessoa vaidosa é pouco estratégica, porque ela leva. Em conta que o mundo inteiro vai pensar sobre ela aquilo mesmo que ela pensa sobre si mesma. A pessoa vaidosa é frágil porque alguns elogios, na sua grande maioria falsos, podem quebrar toda a resistência de uma pessoa vaidosa. A pessoa vaidosa se torna pouco produtiva porque acha suficiente aquilo que faz. A pessoa que é tomada pela vaidade é uma pessoa que não consegue desenvolver o seu potencial porque acha que é perfeita. Quando olhamos o mundo como um lugar de diferenças, todos são iguais na dignidade diante da lei, mas todos são absolutamente diferentes na percepção do mundo e nas capacidades. Quando percebermos que temos características boas e ruins em comparação aos outros, quando tivermos uma dimensão das nossas próprias personalidades. Vamos conseguir dar os primeiros passos para superar o problema da vaidade? As vaidades não nos tornam apenas chatos. A vaidade nos torna infelizes e incapazes de amarmos. Como todo vício moral, a vaidade impede uma apreciação precisa da realidade. Quem porta esse defeito não percebe que apenas se complica ao cultivá-lo. Que seria muito mais feliz ao viver com simplicidade. Que ninguém se preocupa muito com sua pessoa e com sua pretença importância. Que, ao tentar brilhar cada vez mais, frequentemente cai no ridículo e se torna alvo de chacota. Analise seu caráter e reflita se você não possui excesso de vaidade. Você reconhece facilmente seus erros? Elogia as virtudes e os sucessos alheios? Quando se filia a uma causa, o faz por ideal? Para aparecer. Admite quando a razão está com os outros. Caso se reconheça vaidoso, tome cuidado com seus atos. Esforce-se por perceber o seu real papel no mundo. Reflita que a vaidade é um peso a ser carregado ao longo do tempo. Simplifique sua vida. Valorize os outros. Admita os próprios equívocos. Ao abrir mão da vaidade, seu viver se tornará muito mais leve e prazeroso. Pense nisso, mas pense agora.

15/10/2024 06:30 | DURAÇÃO 4:07

DE VOLTA PRA CASA

-

14/10/2024 06:30 | DURAÇÃO 5:03

A MELODIA DO AMOR

-

12/10/2024 06:30 | DURAÇÃO 5:14

A RAIVA

-

11/10/2024 06:30 | DURAÇÃO 6:10

SERVIDORES DA HUMANDIDADE

-

10/10/2024 06:30 | DURAÇÃO 5:05

EXEMPLOS, LIÇÕES E EXPERIENCIAS

-

09/10/2024 06:30 | DURAÇÃO 4:59

SERVOS E ANJOS

Quando tuas mãos ainda cabiam dentro das minhas, e num abraço eu te fazia como que desaparecer, a ventania passava veloz e enfurecida, e feito árvore de raiz profunda, nada nos fazia mover. Quando teus sonhos ainda cabiam dentro dos meus, e uma dúzia e meia eram os habitantes da terra, nem um dia sequer de sorriso se perdeu, e de meu rosto sempre tiveste a expressão mais sincera. Quando teus deuses do Olimpo eram apenas dois, socorrendo-te e atendendo-te na velocidade do pensar, percebi que servir me fez feliz, pois a entrega me deu sentido. Viver é se entregar. Quando tua mente ainda era casa de brinquedo, que eu conhecia cômodo a cômodo, do teto ao chão, quando ainda tua morada não possuía sequer um segredo. E o teu respirar no colo era a letra da minha canção. Quando tua voz no mundo ainda era minha, eu me desafiava tentando te entender. Perdi-me de mim e encontrei a linha. Teci no teu linho e aceitei te ensinar a tecer. Quando teu ir e vir dependia do meu e ainda te levava para onde meu coração queria, já aceitava o futuro meu, o futuro teu, o dia em que esse meu amor, sem pesar, te libertaria. Estudos mostram que até em torno dos seis meses os bebês se percebem como extensão das mães, isto é, não se vê ainda como um outro ser. As mães, por sua vez, pela intensa ligação que têm com os filhos desde a vida intrauterina, acabam com os filhos. Estão tendo a impressão de que os filhos são como partes de si mesmas. Os filhos crescem, enxergam-se como individualidades, pensam por si só, têm vontade própria e tornam-se independentes em quase tudo. Por outro lado, muitos corações de mãe e de pai ainda permanecem com aquela impressão singela de que continuam sendo seus bebês. Como se uma parte do seu amor tivesse ficado mergulhado no passado. Tornam-se nostálgicos, voltam a olhar os álbuns de fotografias para tentar entender quando foi que cresceram, quando foi que mudaram tanto e não conseguem encontrar. Tudo isso é saudável quando serve para reforçar os laços, quando torna os vínculos cada vez mais fortes e perenes, impossíveis de serem afetados por qualquer dificuldade encontrada pelo caminho. Os pais devem apenas ter atenção quando esses sentimentos descambam para as esferas da super proteção, do excessivo cuidado que sempre trazem prejuízo para todos na família. Há o tempo de carregar no colo, de atender as vontades, de seguir as escolhas dos pais. Depois há o tempo de caminhar ao lado, atender uma ou outra vontade e lhes dar a chance de fazer algumas escolhas. E por fim, o tempo de observar sua nova caminhada à distância, de permitir que eles mesmo satisfaçam suas vontades, aceitando as consequências de todas suas decisões e escolhas. Não se trata de um abandono, mas é o momento em que os pais deixam de ser servos, e não há nada depreciativo nesta palavra, e passam a ser anjos de guarda. Os anjos guardiões estão sempre presentes, atuam prontamente em todas as necessidades, porém, não interfere no livre arbítrio das criatura, aconselham, advertem, consolam. A decisão final, é sempre do protegido. Pense Nisso, mas pense agora!

08/10/2024 06:30 | DURAÇÃO 5:03

NÃO VENHA ROUBAR A MINHA SOLIDÃO

Se não tiver algo mais valioso para oferecer em troca. O título do Pense Nisso de hoje foi transcrito da frase proferida pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche, conhecido como o filósofo da afirmação da vida. Nos tempos atuais, tempos de vidas líquidas, onde tudo é descartável, as pessoas se agarram cada vez mais na solidão. E tem na solidão como estilo de vida positivo. Dia desses, numa enquete feita por um programa radiofônico, fora feita a seguinte pergunta. Você acha que é possível ser feliz vivendo sozinho? Pelas respostas, percebemos que a solidão nos dias de hoje seja mais atraente do que imaginamos. Pessoas diziam que, com tanta gente fútil que nos cerca, solidão está mais para um remédio. Haviam aqueles que opinavam. Dizendo que a solidão é luxo nos dias atuais. Muitos afirmavam que preferem a solidão como um modo de se protegerem da infâmia do politicamente correto. Onde você corre o risco de ser processado por dizer oi? E arrematam, é melhor viver num casulo do que ter uma dor de cabeça explicando o inexplicável. O que fica claro diante dessas afirmações é que a solidão se tornou uma amiga protetora para nossa sociedade onde tudo é tão líquido que vê no relacionamento interpessoal como um problema que somente a solidão resolve. Em suma, estamos nos tornando misantropos, isto é, vivemos com desconfianças da sociedade da qual fazemos parte. Existe em nós o dilema do porco-espinho criado pelo filósofo Arthur Chopin Hauer, dos porcos espinhos. Quando sentimos frio, nos aproximamos, por necessidade das pessoas. Mas ao fazermos isso, espetamos e somos espetados pelos espinhos. E assim, vivemos essa tensão. Eu quero calor, eu quero proximidade com outras pessoas, mas essas pessoas têm ideias diferentes, gostos diferentes, opiniões dissonantes das minhas. Essas pessoas têm espinhos e, desta forma, nos afastamos para, logo mais, sentirmos a necessidade de nos aquecer de novo. Aqui fica a lição de que devemos viver em comunhão, mas sem ocupar o espaço sagrado de cada um. Sim, isso é a arte que poucos dominam. É por isso que, em nossos dias, as redes sociais fazem tanto sucesso. Ela te aproxima das pessoas, mas sem que fiquem tão próximas a ponto de te espetarem com seus espinhos. Então, com o smartphone nas mãos eu controlo as distâncias. Com o celular resolvemos o dilema do porco-espinho. Ele aproxima, mas sem o risco de ser espetado. E por outro lado, eu consigo um certo calor humano. Tépido, tênue, mas com algum calor. E ao mesmo tempo, mantenho a minha solidão controlada. Não venha roubar minha solidão se não tiver algo mais valioso para oferecer em troca. Ofertamos então aquelas coisas, entre aspas, antiquadas. Como por exemplo, as visitas entre amigos com os intermináveis bate-papos que hoje se extinguiram. Graças a dispositivos tecnológicos que permitem contatos na nossa aldeia global sem sair da frente de um visor. Cultivar amizades, distribuir afagos, buscar companheiro para entretenimento sadio, aplaudir um teatro, sair com colegas de trabalho para uma tarde de laser junto a natureza, são atos a que todos podemos nos propor, aprendamos a desfrutar da companhia um do outro, mesmo que de vez em quando, haja alguns espinhos, isso faz parte de uma relação menos líquida, no contato humano é que burlamos experiências e sentimentos, aprendemos a disciplina do próprio proceder, portanto, vamos viver uma vida, menos líquida e parar de solicitar que a solidão seja sólida. Pense nisso, mas pense agora.

07/10/2024 06:30 | DURAÇÃO 5:25