Pense Nisso | Morena FM - Easy | Cadena

Episódios

SERVOS E ANJOS

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27/12/2022 06:30 | DURAÇÃO 5:13

O EXEMPLO DE JOÃO CARLOS

O Exemplo de João Carlos A capacidade do ser humano de superar adversidades é inacreditável. E certos exemplos nos levam a acreditar que o ser humano ainda não descobriu tudo de que é capaz. Também nos servem de exemplos para nossas próprias vidas. Um desses é o pianista João Carlos Martins. Começou a estudar piano aos oito anos de idade. Após nove meses de aula vencia, com louvor, o concurso da Sociedade Bach, de São Paulo. Um prodígio. Rapidamente ele desenvolveu uma carreira de pianista internacional. Tocou nas principais salas de concerto do mundo. Dedicou-se à obra de Bach. No auge da fama, sofreu um grande revés. Jogando futebol, sua outra paixão além da música, caiu sobre o próprio braço. O acidente o privou dos movimentos da mão. Para qualquer pessoa, uma tragédia. Para ele, um desastre total. Mas não se deu por vencido. Submeteu-se a cirurgias, dolorosas sessões de fisioterapia, injeções na palma da mão. E voltou ao piano e às melhores salas de concerto. Com dor e com paixão. Mas a persistência de Martins voltaria a ser testada. Anos depois, vítima de um assalto na Bulgária, foi violentamente agredido. Como consequência, teve afetado o movimento de ambas as mãos. Para recuperar as suas ferramentas de trabalho, voltou às salas de cirurgias e à fisioterapia. Conseguiu voltar ao amado piano mais uma vez. Finalmente, em 2002, a sequela das lesões venceu. A paralisia definitivamente dominou suas duas mãos. Era o fim de um pianista. Afastou-se do piano, não da sua grande paixão, a música. Aos sessenta e três anos de idade, ele foi estudar regência. Dois anos depois regeu a Orquestra Inglesa de Câmara, em Londres. Em um concerto, em São Paulo, surpreendeu outra vez. Regeu a Nona Sinfonia de Beethoven, totalmente de cor. Ele precisou decorar todas as notas da obra por ser incapaz de virar a página da partitura. A plateia rompeu em aplausos. Mas João Carlos Martins ainda tinha mais uma surpresa para o público, naquela noite. Pediu que subissem um piano pelo elevador do palco. E, com apenas três dedos que lhe restaram, ele tocou uma peça de Bach. A ária da quarta corda foi originalmente escrita para violino. É uma peça musical em que o violinista usa apenas a corda sol para executar a bela melodia. Bom, Martins a executou ao piano com três dedos. E, embora não fosse a sua intenção, a impressão que ficou no ar é que todos os presentes se sentiram muito pequenos ante a grandeza de João Carlos Martins. * * * Como Martins, existem muitos exemplos. Criaturas que têm danificado seu instrumento de trabalho e dão a volta por cima, não se entregando à adversidade. Recordamos de Beethoven, compositor, perdendo a audição e, nem por isso deixando de compor. De Helen Keller, cega, surda, muda se tornando a primeira pessoa com tripla deficiência a conseguir um título universitário. Tornou-se oradora, porta-voz dos deficientes, escritora. Pense nisso e não se deixe jamais abater porque a adversidade o abraça. Pense: você a pode vencer. Vença-a. Redação do Pense Nisso, com base na biografia de João Carlos Martins, colhida em pt.wikipedia.org.wiki/João_Carlos_Martins. Em 18. 11.2017.

26/12/2022 06:30 | DURAÇÃO 5:01

GENTILEZA VIRILIZADA

Gentileza virilizada O executivo estava na capital e entrou em um táxi com um amigo. Quando chegaram ao destino, o amigo disse ao taxista: Agradeço pela corrida. O senhor dirige muito bem. E, ante o espanto do motorista, continuou: Fiquei impressionado em observar como o senhor manteve a calma no meio do trânsito difícil. O profissional olhou, um tanto incrédulo, e foi embora. O executivo perguntou ao amigo por que ele dissera aquilo. Muito simples. – Explicou ele. Estou tentando trazer a fraternidade de volta a esta cidade e iniciei com uma campanha da gentileza. Você sozinho? – Disse o outro. Eu, sozinho, não. Conto que muitos se sintam motivados a participar da minha campanha. Tenho certeza de que o taxista ganhou o dia com o que eu disse. Imagine agora que ele faça vinte corridas hoje. Vai ser gentil com todas as vinte pessoas que conduzir, porque alguém foi gentil com ele. Por sua vez, cada uma daquelas pessoas será gentil com seus empregados, com os garçons, com os vendedores, com sua família. Sem muito esforço, posso calcular que a gentileza pode se espalhar pelo menos em mil pessoas, num dia. O executivo não conseguia entender muito bem a questão do contágio que o amigo lhe explicava. Mas, você vai depender de um taxista! Não só de um taxista, respondeu o otimista. Como não tenho certeza de que o método seja infalível, tenho de fazer a mesma coisa com todas as pessoas que eu contatar hoje. Se eu conseguir que, ao menos, três delas fiquem felizes com o que eu lhes disser, indiretamente vou conseguir influenciar as atitudes de um sem número de outras. O executivo não estava acreditando naquele método. Afinal, podia ser que não funcionasse, que não desse certo, que a pessoa não se sensibilizasse com as palavras gentis. Não tem importância, foi a resposta pronta do entusiasta. Para mim, não custou nada ser gentil. * * * Você já pensou como seria bom se agradecêssemos ao carteiro por nos trazer a correspondência em nossa residência? Ao médico que nos atenda, ao balconista, ao caixa do supermercado... E a um professor, então? Quantos se mostram desestimulados porque ninguém lhes reconhece o trabalho! Se receber um elogio, se alguém lhe disser como é bom o trabalho que está realizando com seu filho, como ele influenciará todos os alunos das várias classes em que leciona! E cada aluno levará a mensagem para suas casas, seus amigos, seus vizinhos. Pode não ser fácil, mas se pudermos recrutar alguém para a nossa campanha da gentileza... Diz um provérbio de autoria desconhecida que as pessoas que dizem que não podem fazer, não deviam interromper aquelas que estão fazendo alguma coisa. Pensemos nisso e procuremos nos engajar na campanha da gentileza. Pode não dar certo com uma pessoa muito mal-humorada. Mas também pode ser que ela se surpreenda por ser cumprimentada, e responda. Melhor do que isso: pode ser que ela decida cumprimentar alguém. E, em fazendo isso, se sinta bem. E passe a cumprimentar as pessoas todos os dias. Assim estaremos espalhando o gérmen da gentileza, que torna as pessoas mais próximas umas das outras. Uma campanha que espalha confiança, tranquilidade... Afinal, se viriliza tantas coisas inúteis e com teor duvidoso, por que não virilizar algo tão salutar como a fraternidade? Pensemos nisso e façamos nossa adesão à campanha da gentileza, transformando a nossa cidade num oásis de paz. Redação do Pense Nisso, com base no cap. O amor e o taxista, de autoria de Art Buchwald, do livro Histórias para aquecer o coração, de Jack Canfield e Mark Victor Hansen, ed. Sextante. Em 23.11.2017.

23/12/2022 06:30 | DURAÇÃO 5:01

COM AFETO E FIRMEZA

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22/12/2022 06:30 | DURAÇÃO 4:39

UM AMOR ESPECIAL

Um amor especial Quando Jéssica veio ao mundo, trazia a cabeça amassada e os traços deformados, devido ao parto difícil vivido por sua mãe. Todos a olhavam e faziam careta, dizendo que ela se parecia com um jogador de futebol americano espancado. Todos tinham a mesma reação, menos a sua avó. Quando a viu, a tomou nos braços, e seus olhos brilharam. Olhou para aquele bebê, sua primeira netinha e, emocionada, falou: Linda. No transcorrer do desenvolvimento daquela sua primeira netinha, ela estaria sempre presente. E um amor mútuo, profundo, passou a ser compartilhado. Quando a avó recebeu o diagnóstico, anos depois, de mal de Alzheimer, toda a família se tornou especialista no assunto. Parecia que, aos poucos, ela ia se despedindo. Ou eles a estavam perdendo. Começou a falar em fragmentos. Depois, o número de palavras foi ficando sempre menor, até não dizer mais nada. Uma semana antes de morrer, seu corpo perdeu funções vitais e ela foi removida, a conselho médico, para uma clínica de doentes terminais. Jéssica insistiu para ir vê-la e seus pais a levaram. Ela entrou no quarto onde a avó Nana estava e a viu sentada em uma enorme poltrona, ao lado da cama. O corpo estava encurvado, os olhos fechados e a boca aberta, mole. A morfina a mantinha adormecida. Lentamente, Jéssica se sentou à sua frente. Tomou a sua mão esquerda e a segurou. Afastou daquele rosto amado uma mecha de cabelos brancos e ficou ali, sentada, sem se mover, incapaz de dizer coisa alguma. Desejava falar, mas a tristeza que a dominava era tamanha, que não a conseguia controlar. Então, aconteceu... A mão da avó foi se fechando em torno da mão da neta, apertando mais e mais. O que parecia ser um pequeno gemido se transformou em um som, e de sua boca saiu uma palavra: Jéssica. A garota tremeu. O seu nome. A avó tinha quatro filhos, dois genros, uma nora e seis netos. Como ela sabia que era ela? Naquele momento, a impressão que Jéssica teve foi que um filme era exibido em sua cabeça. Viu e reviu sua avó nos quatorze recitais de dança em que ela se apresentou. Viu-a sapateando na cozinha, com ela. Brincando com os netos, enquanto os demais adultos faziam a ceia na sala grande. Viu-a, sentada ao seu lado, no Natal, admirando a árvore decorada com enfeites luminosos. Então Jéssica olhou para ela, ali, e vendo em que se transformara aquela mulher, chorou. Deu-se conta de que ela não assistiria, no corpo, ao seu último recital de dança, nem voltaria a torcer com ela pelo seu time de futebol. Nunca mais poderia se sentar ao seu lado, para admirar a árvore de Natal. Não a veria toda arrumada para o baile de sua formatura, ao final daquele ano. Não estaria presente no seu casamento, nem quando seu primeiro filho nascesse. As lágrimas corriam abundantes pelas suas faces. Acima de tudo, chorava porque finalmente compreendia como a avó havia se sentido no dia em que ela nascera. A avó olhara através da sua aparência, enxergara lá dentro e vira uma vida. Lentamente, Jéssica soltou a mão da avó e enxugou as lágrimas que molhavam o seu rosto. Ficou de pé, inclinou-se para a frente e a beijou. Num sussurro, disse para a avó: Você está linda. * * * Se desejas ensinar a teu filho o que é o amor, demonstra-o. Não lhe negues a carícia, a atenção, a palavra. O que faças ou digas é hoje a semeadura farta de bênçãos que o mundo colherá, no transcurso dos anos dos teus rebentos. E o mundo te agradecerá, por teres sido alguém que entregou ao mundo um ser que saiba amar, de forma incondicional e irrestrita. Redação do Pense Nisso, com base no cap. Linda, de autoria de Jéssica Gardner, do livro Histórias para aquecer o coração dos adolescentes, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen e Kimberly Kirberger, ed. Sextante. Em 23.10.2017.

20/12/2022 06:30 | DURAÇÃO 6:08

COMO VIVEM AS FLORES

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19/12/2022 06:30 | DURAÇÃO 5:33

SEJA PATRÃO

SEJA PATRÃO Você é empregado? ... Desculpe, usei o termo errado. Nesses tempos do politicamente correto e de eufemismos, a pergunta correta é: Você é um colaborador? Vivem reclamando da empresa, do chefe...do Patrão? Se sente um injustiçado e acha que merece ganhar mais? Tudo bem. Não há mal algum em querer um soldo maior, é um direito seu. Mas, será que você tem ideia do que é administrar uma empresa e ter sobre os seus ombros a responsabilidade de centenas, quando não, milhares de famílias que dependem das suas decisões nos negócios, para que ganhem os seus sustentos? Então, aconselho que você abra uma empresa e se torne Patrão. Eu indico a todos abrirem uma empresa um dia e experimentar por alguns anos o que é a responsabilidade de enfrentar uma folha de pagamento, a regularização de impostos e equipe, o processo de seleção do time, o investimento em equipamentos, estrutura e conforto para o trabalho. Indico a todos que façam esse experimento. Que aprendam a calcular o valor hora de um trabalho. Aprenda a calcular o valor de um salário. Que invistam incontáveis horas com contadores. Que fiquem outras noites sem conseguir dormir preocupado com as contas. Indico também que experimentem formar pessoas, inspirar o melhor em cada um. Motivar com palavras, com respeito, honestidade e com dinheiro. Invista em marketing, vista a camisa e saia pelas ruas e redes sociais para atrair clientes. Experimente também segurar a onda quando os” haters”(inimigo em inglês) e as críticas chegarem. Quando duvidarem de você e quando você mesmo duvidar. De verdade eu recomendo isso. Recomendo ficar no cheque especial para não atrasar um dia a folha. Experimente também olhar no olho de um funcionário e demiti-lo. Chegar em casa detonado por cada plano, ideia, estratégia que não deu certo. Mas mesmo assim continuar firme e animado tentando. Faça esse teste. Vai se ver acordando as 3 da manhã sem razão e com o pensamento num produto, numa conversa de escritório ou num plano para evitar a falência. Faça esse favor a você mesmo. Tente ser o filho da puta (colocar o bip de censura) do patrão por alguns anos. Ser visto como explorador. Faça esse teste. Mas faça por acreditar que seu negócio vai muito além de dinheiro. E quando você cansar, falir, ou tiver sucesso... lembre-se de tudo que você passou. Guarde isso na alma. Você um dia vai precisar, quando a maré virar e transformar a vaidade em humildade, o ego em me desculpe, a marra em companheirismo, a malandragem em dedicação, a inveja em desejo de sucesso e as certezas em dúvidas. Faça esse experimento um dia. Abra uma empresa...ou pelo menos, Pense Nisso. Redação do Pense Nisso Em 01.12.2018

17/12/2022 06:30 | DURAÇÃO 4:32

NO EXERCÍCIO PROFISSIONAL

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16/12/2022 06:30 | DURAÇÃO 4:32

CHEGOU A HORA DE RECOMEÇAR

Certo dia, uma criança e sua mãe estavam passeando pelo parque quando avistaram várias árvores repletas das mais variadas flores e cores. Empolgada a criança gritou – olha mamãe quantas flores, viemos aqui esses dias e essas árvores estavam todas secas, e agora estão todas floridas e bonitas. Sorridente a mãe responde: não minha filha, elas não estavam secas, apenas descansando para enfrentar mais um ciclo da sua vida. Descansando? Pergunta a criança Sim minha querida, essas árvores floresceram na primavera passada, logo após no outono, seus frutos amadureceram e durante o inverno ela precisou se transformar, deixar as folhas que não servia mais cair e descansou por um período para recuperar suas forças para mais um ciclo de produção. E assim, é a vida, tudo floresce e produz, mas é chegada uma hora que é preciso mudar, abandonar tudo aquilo que não te representa, e tirar um período de repouso, pois o repouso é essencial para poder recomeçar. *************** Recomeçar é acreditar que a vida se renova, nossos pensamentos se renovam, e, sobretudo, as nossas atitudes se renova no fazer e refazer das nossas condutas. Todos nós somos como as arvores, temos missões na vida que precisamos concluir. Muitas das vezes não sabemos quais são essas missões e como ela tornará realidade. Outrora temos medo do renovo e mesmos cansados da estagnação, continuamos tentando. As oportunidades são inexauríveis, e o ciclo da vida se recomeça a cada novo dia, mas para que haja um florescimento de coisas boas, é preciso renunciar às velhas, as que não faz mais sentindo nas nossas vidas. Como humanos temos medo do recomeço e sabemos o quanto pode ser difícil, renovar não significa fracassar, apenas consiste em saber renunciar a algo que se esgotou. Pode ser uma relação afetiva, uma demissão, a falência de um negócio. Às vezes é preciso dar uma pausa, um tempo de descanso, repouso, fazer reflexão, saber quais são os nossos objetivos e como alcançar; para podermos recomeçar. A Sabedoria Divina, é atenta à fragilidade humana e providenciou um novo recomeço a cada amanhecer. Então, assim como a árvore aproveite cada ciclo da vida com sabedoria e abnegação faça sempre o seu melhor, mas não se aborreça quando for a hora de se transforar e deixar sair tudo aquilo que você não precisa para poder recomeçar novamente. Pense nisso...Mas pense agora. Redação Centro América Fm: Texto baseado na Redação do Momento Espírita: Nosso recomeço

15/12/2022 06:30 | DURAÇÃO 4:10

UM HERÓI, 669 VIDAS

UM HERÓI, 669 VIDAS Quando alguém nos pergunta, o que imaginamos ao ouvir a palavra “herói”, é praticamente unanime que nos venha à cabeça a figura masculina com um uniforme colado ao corpo, musculoso, uma capa esvoaçante, com o peito estufado e de mãos na cintura. Aposto que foi exatamente isso que você imaginou. Quando na verdade, esse é apenas um arquétipo que habita o nosso inconsciente coletivo. Poucos imaginaram, um bombeiro, médico, policial...enfim, uma pessoa comum. O jovem britânico Nicolas Winton, não se encaixaria nesse padrão de herói que a maioria de nós temos no inconsciente. Mas, ele foi um grande herói. Um herói de verdade; de carne e osso. Tudo começou no ano de 1938, quando ele tinha somente 29 anos e viu cancelado seu plano de férias de final de ano. Atendendo ao convite de um amigo, ele foi para a Tchecoslováquia. O que Winton viu o deixou estarrecido. Eram milhares de refugiados desesperados que tinham que deixar o país rapidamente. De imediato ele percebeu que deveria fazer algo por eles. E fez. Teve a ideia de retirá-los daquela terra, já sob o poder da Alemanha nazista. Por conta própria, escreveu a vários países pedindo ajuda. Organizou uma primeira lista de nomes e recebeu resposta positiva da Suécia e da Grã-Bretanha. De volta ao seu país, conseguiu o apoio de organizações beneficentes e encontrou pessoas dispostas a adotar os refugiados. Também obteve os recursos necessários para o transporte e quando o primeiro trem chegou à Grã-Bretanha, lá estava ele, na plataforma, para a recepção. Foram salvas 669 crianças por esse jovem. Crianças que se transformaram em escritores, engenheiros, biólogos, cineastas, construtores, jornalistas, guias turísticos. Todos adultos generosos, que adotaram crianças, trabalham como voluntários, fazem o bem, como gratidão pelas suas próprias vidas. Infelizmente, lamentou Nicolas, um novo grupo com quase 200 passageiros não pôde partir para a liberdade, porque no dia 1º de setembro de 1939 eclodiu a guerra. Todos os meios de transporte foram bloqueados e os que não conseguiram sair, foram enviados aos campos de concentração. Dizem que quem salva uma vida, salva a Humanidade. Que se pode dizer de alguém que salvou 669? Mas, um herói não para depois de um ato heroico. E, por isso, Nicolas tornou-se voluntário da Cruz Vermelha, na França, durante a guerra. Trabalhou posteriormente nas Nações Unidas e, ao se aposentar, dedicou-se exclusivamente ao trabalho voluntário. Vivendo no interior da Inglaterra, ele cuidava do seu jardim e ainda ocupava o seu tempo para ajudar um asilo. Não se considera um herói porque diz que fez o que todos consideravam impossível, simplesmente porque o seu lema é: Se não é obviamente impossível, deve haver uma maneira de fazer. Discreto, nem à esposa com quem se casou em 1948, ele narrou o que fizera. Foi somente 1988 que o fato se tornou conhecido, quando sua esposa Grete, encontrou os documentos no sótão da velha casa do casal. E desde então, passou a receber homenagens do Governo tcheco, da Rainha da Inglaterra, dos Estados Unidos e dos que foram salvos por sua atitude heroica e anônima. Sua vida, seus méritos e a operação de resgate estão contidas na biografia escrita por nada menos do que uma das crianças que ele salvou: Vera Gissing, que o conheceu nos seus 80 anos de idade. Nicholas Wendi, teve uma vida longa, tranquila e produtiva. Faleceu de forma serena, aos 106 anos, no dia primeiro de julho de 2015 * * * Nicolas Wendi, sempre será um símbolo da coragem, de profunda humanidade e incrível humildade Um herói se faz com umas gotas de amor, idealismo e uma grande vontade de promover o bem. Redação do Pense Nisso, com base em fatos da vida de Nicolas Winton. Em 30.10.2016

14/12/2022 08:53 | DURAÇÃO 6:13

PARA AQUELES QUE NÃO PODEM VER

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13/12/2022 06:30 | DURAÇÃO 4:54

RELACIONAMENTO DE UM SÓ

RELACIONAMENTO DE UM SÓ Por mais que amemos, por mais que nos dediquemos e alimentemos esperanças em relação aos nossos relacionamentos, por mais que queiramos, nem sempre o outro está disposto a oferecer retorno. Ou tentamos então manter uma relação unilateral, que pende somente sobre nossas cabeças, ou tomamos fôlego e percebemos que chega de sermos tontos. Não é fácil termos a noção exata de quando estamos embarcando em um barco furado, quando já fizemos tudo o que estava a nosso alcance, sem resultados consistentes. Da mesma forma, podemos nos enganar quanto às reais intenções do parceiro, caso sejamos o tipo de pessoa que espera demais, além da conta, sem prestar atenção no que o outro tem para dar. Muitas vezes, idealizamos um romance açucarado, esperamos que o outro corresponda àquilo que queremos, da forma como desejamos. No entanto, cada um tem a sua maneira própria de se expressar e de se importar, ou seja, muitas vezes o parceiro não corresponderá de forma fidedigna às expectativas que criamos e nem sempre isso quer dizer que ele não nos ama. No entanto, quando prestamos a atenção devida e refletimos com sobriedade acerca da forma como o nosso relacionamento vem sendo construído, teremos, sim, a resposta aos nossos questionamentos, por mais dolorosa que seja. No fundo, sabemos bem se estamos recebendo amor verdadeiro, se estamos vivendo a troca, a partilha, a soma de que se devem constituir as trocas amorosas. Infelizmente, muitas pessoas mal percebem que o parceiro está se despedindo a pouco e pouco, que os olhares deixaram de se cruzar, que as mãos pararam de se procurar, que o coração arrefeceu o ritmo e a intensidade de suas batidas, que o adeus há muito já se instalou. Então, quando se dão conta, o outro já nem estava mais ali ao lado e tomou a decisão de partir, em busca de ares menos densos onde pudesse respirar tranquilo, onde não fosse invisível. É preciso se conscientizar de que a única coisa que o vazio nos devolve é o eco da nossa própria e inútil insistência. É assim que muitas pessoas se perdem umas das outras, após o sofrimento calado e solitário da única parte que se entregou por inteiro, em vão, por dias, meses, anos. E, quando tomamos a decisão de sair dali, de nos libertarmos daquele vazio que suga e achata a nossa essência, nada mais importará, nada mais nos fará tentar de novo, porque o cansaço então terá varrido qualquer afetividade de dentro de nós. Já não estaremos mais por ali, nem junto, nem perto de fato, apenas distantes o bastante para sobrevivermos longe do terreno arenoso da entrega inútil. Felizmente, seguiremos prontos para recomeçar, pois estaremos levando conosco a nossa capacidade de amar com verdade, com entrega, de corpo e alma. *** Mas, para que esse amor não seja um relacionamento de um só, devemos nos ater nos detalhes, nas pequenas observações, nas respostas às perguntas mais simples que conseguimos alimentar a relação com demonstrações de generosidade e de amor. Como um lubrificante a facilitar o movimento das engrenagens, esses sentimentos permitem que a vida a dois ganhe profundidade e solidez. Frente à resposta ríspida, utilizemo-nos da bondade da palavra suave e compreensiva. Substituamos o julgamento severo e rígido, muitas vezes já desgastado pelo tempo, pela generosidade de quem percebe e reconhece valores em quem nos acompanha. Pensemos nesses detalhes.

12/12/2022 06:30 | DURAÇÃO 5:14

A VIDA: CORAGEM, BELEZA, MAGIA E ROMANTISMO

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09/12/2022 06:30 | DURAÇÃO 7:17

RENOVAR A CONFIANÇA

RENOVAR A CONFIANÇA O Evangelista Mateus teve oportunidade de assinalar, em seu Evangelho, capítulo seis, versículo trinta e um: Não andeis, pois, inquietos. Muitos andamos inquietos nestes dias. Inquietos com a economia, com a política, com a família. Inquietos em relação ao futuro; inquietos em relação ao passado; inquietos com nós mesmos. A inquietude da criatura revela, no âmago, a falta de confiança, a falta de fé e, também a falta de conhecimento. Inquientos com aqueles que se vangloriam; se auto denominando como os salavadores da pátria, aproveitando-se da auto estima baixa dos cidadãos.E no final, nada são que, usurpadores da fé alheia.Que usam essa fé, como escudo das suas improbidades para não serem alcançados pela lei. Não estamos incentivando a indiferença nem a irresponsabilidade. Preconizamos a vigilância, não aconselhamos a despreocupação ante o acervo do serviço a fazer. O que devemos é combater o pessimismo crônico. Ser pessimista é estar condenado a perder a batalha antes dela mesmo começar. Ser pessimista é boicotar a si mesmo e aos outros, pois nossas palavras e pensamentos transformam o mundo à nossa volta para o bem ou para o mal. Ainda vivemos os tempos de nos defrontar, inúmeras vezes, com pântanos e desertos, espinheiros, animais daninhos e serpentes. São os tempos de transição. Urge, porém, renovar atitudes mentais na obra a que fomos chamados, aprendendo a confiar em nos mesmos, sem arrongância e impávia. Em todos os lugares há derrotistas intransigentes. Sentem-se nas trevas, ainda mesmo quando o sol fulgura no zênite. Enxergam baixeza nas criaturas mais dignas. Marcham atormentados por desconfianças atrozes. E, por suspeitarem de todos, acabam inabilitados para a colaboração produtiva em qualquer serviço nobre. Aflitos e angustiados, desorientam-se a propósito de mínimos obstáculos, inquietam-se, com respeito a frivolidades de toda sorte e, se pudessem, pintariam o firmamento com a cor negra para que a mente do próximo lhes partilhasse a sombra interior. nós precisamos confiar... Não há treva que dure para sempre. Não há coração destinado ao mal. O tempo de escuridão é passageiro, é momento de aprendizagem, de provas necessárias. A sabedoria dos mais experientes, dos antepassados que aqui estiveram e lutaram por um Mundo Maior, revelaram que o Universo é regido por uma Inteligência dotada de justiça e bondade. Dessa forma, como não confiar? Assim, ao observarmos o mal aparentemente dominante ainda, escandaloso, bulhento, não colaboremos com seu estardalhaço desproporcional. Divulgá-lo sem propósito benéfico, propagá-lo sem fim útil, apenas para causar espanto, é dar-lhe mais forças. O otimista não é aquele que se nega a enxergar o mal à sua frente. É simplesmente aquele que dá mais valor ao bem do que ao mal que alguém promova. O otimista é aquele que sempre vê uma saída, que sempre vê um aprendizado em toda experiência, por mais penosa que tenha sido. Esses levam a vida com mais leveza e, muitas vezes, confiam sem saber que estão confiando. Têm fé imensa sem saber que a têm ou sem mesmo precisar dar rótulos a ela. Lutemos. Perseveremos. Amemos e confiemos sempre. Redação do Pense Nisso, com base no cap. Saibamos confiar, do livro Vinha de Luz, de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB. Em 8.3.2016.

08/12/2022 06:30 | DURAÇÃO 5:12

INDAGAÇÕES

INDAGAÇÕES Você acredita na vitória do bem, sem que nos disponhamos a trabalhar para isso? Admite você a sua capacidade de errar a fim de aprender ou, acaso, se julga infalível? Se estamos positivamente ao lado do bem, que estamos aguardando para cooperar em benefício dos outros? Nas horas de crise você se coloca no lugar da pessoa em dificuldade? E se a criatura enganada pela sombra fosse um de nós? Se você diz que não perdoa a quem lhe ofende, porventura crê que amanhã não precisará do perdão de alguém? Você está ajudando a extinguir os males do caminho ou está agravando esses males com atitudes ou palavras inoportunas? Irritação ou amargura, algum dia, terão rendido paz ou felicidade para você? Que mais lhe atrai na convivência com o próximo: a carranca negativa ou o sorriso de animação? Que importa o julgamento menos feliz dos outros a seu respeito, se você traz a consciência tranquila? É possível que determinados companheiros nos incomodem presentemente, no entanto, será que temos vivido, até agora, sem incomodar a ninguém? Você acredita que alguém pode achar a felicidade admitindo-se infeliz? * * * É necessário refletir diariamente sobre o que queremos para nossa vida realmente. É necessário pensar diariamente sobre o Universo e suas leis perfeitas, colocando-nos no lugar certo, na hora certa, ao lado das pessoas que precisam de nós. Olhemos ao nosso redor: tudo está onde deveria estar. E nós? Como estamos? Conseguimos perceber isso? Conseguimos extrair disso forças para enfrentar os desafios? Conseguimos entender que tudo é um grande processo de aprendizado? Não somos um acidente de percurso, como pode até nos ter sido dito, mencionando uma possível gravidez inesperada. Assim, não gastemos nosso tempo com futilidades. Não nos afastemos dos caminhos que nos levam adiante. Não abdiquemos das oportunidades que a vida nos dá para entender melhor as questões importantes para nosso desenvolvimento. Pensemos antes de agir. Repensemos antes de reagir. Peçamos ajuda antes de tomar decisões importantes. Indaguemo-nos. Autoconheçamo-nos. Não aceitemos verdades sem antes uma análise minuciosa. As respostas sempre virão para os que realmente estamos interessados em nos melhorarmos; para os que não pensamos apenas em nós mesmos, egoisticamente; para aqueles que vivemos o amor e queremos aprender mais sobre ele. Redação do Pense Nisso, com base no cap. 35, drancisco Cândido Xavier, ed. Comunhão Espírita Cristã. Em 01.o livro Sinal verde, pelo Espírito André Luiz, psicografia de F4.

07/12/2022 06:30 | DURAÇÃO 3:58

ATITUDES

ATITUDES É normal sentirmos medo ou ansiedade quando novos desafios e novas oportunidades surgem em nossas vidas. No entanto, para que possamos enfrentá-los e usufruí-los de forma positiva, é importante colocar em prática: A atitude A atitude é significado de concretização de uma intenção ou um propósito. Ou seja, para cada passo da nossa vida é necessário um propósito, e uma intenção. Às vezes é difícil, há momentos em que estamos obscurecidos por preocupações, por obrigações, fixamos tanto os nossos olhos no futuro e comparamos com o passado que esquecemos que precisamos deixar o passado no passado e abraçar o presente para alcançar o nosso futuro. São as nossas atitudes que escrevem o nosso destino. E somos nós os responsáveis pela vida que temos. Viva o presente porque o amanhã não saberemos se vai existir e caso ele exista não saberemos se estaremos aqui. Tome decisões hoje, perdoa hoje, abraçar seu filho, tome todas as atitudes que precisam ser tomadas hoje, porque o amanhã a Deus proverá... Não seja daquelas pessoas que não tomam iniciativa para progredir, e ficam sentados esperando que algo bom aconteça em sua vida para enfim progredir, e caso não acontece reclama que a vida é injusta. O mundo não se importa com os seus problemas, todos estão imersos nos seus próprios infortúnios, então não espere que o mundo te dê aquilo que você queira. Para que os seus propósitos se realizem, é preciso ter atitudes. Levante, corre atrás saia das suas comodidades. Se a razão aponta uma necessidade, avalie os seus anseios e não se negue a modificar velhas atitudes e antigas opiniões, porque apenas os sábios amadurecem com a vida. Todas as nossas conquistas vêm da atitude e dos esforços necessários que fizemos para alcançar os nossos propósitos, e todas essas atitudes geram frutos, direta ou indiretamente em nossas vidas, impactando nosso momento atual e o nosso futuro. Mantenha o coração aberto e alimenta – o de sentimentos capazes de projetar luz, paz e amor, para uma reconstrução pessoal melhor, e assim a atitude será apenas uma questão de ser e não de ter. A Felicidade é uma escolha. O perdão é uma escolha. A Simpatia é uma escolha, e toda escolha é uma atitude. Pense nisso...Mas pense agora. Redação Centro América Fm: Texto baseado na Redação do Momento Espírita: A arte de agir.

06/12/2022 06:30 | DURAÇÃO 4:18

A RAIVA

A Raiva o que há por trás de "explosões" de raiva? Sabe aquele ódio escaldante que bate quando a internet está lenta? Ou aquele impulso violento de buzinar no trânsito quando alguém fecha sua passagem? Pois esse fenômeno muito comum – a "explosão" de raiva – está sendo estudado. E pode até ser contornado. Em uma entrevista recente para o Science of Us, o pesquisador R. Douglas Fields explicou os motivos que nos levam a sentir essa raiva tão intensa. Fields esmiuçou todas as causas que nos levam a "explodir" e agrupou-as em nove seções: integridade física, insulto, família, ambiente, sexo, ordem social, dinheiro, tribo e impedimento, esta última relacionada a tudo que nos tolhe, fisica ou psicologicamente, e causa a sensação de encarceramento. Sempre que nos sentimos ameaçados em qualquer um desses setores, é como se algo essencial para nossas vidas estivesse em risco – e nosso cérebro se prepara para a briga como meio de defesa. "Todos temos esses 'circuitos' em nossos cérebros, porque os seres humanos se desenvolveram em uma natureza selvagem, em um ambiente em que sobrevive quem é o melhor. Nossos cérebros são os mesmos que tínhamos há cem mil anos. Mas nosso ambiente é totalmente diferente agora". É preciso entender que a "explosão" não é consciente e acontece muito rápido. Isso ocorre porque a parte do cérebro responsável por essas respostas é aquela que detecta ameaças e cria uma forma de responder a elas. Pense em alguém jogando uma bola para você: mesmo que esteja distraído, seu cérebro vai perceber a esfera em sua direção e preparar sua defesa em segundos, antes mesmo que você se dê conta disso. Vale lembrar que existe uma parte gigante do seu cérebro que se ocupa em perceber ameaças, externas e internas, e essas informações estão sempre alimentando seu cérebro – de forma totalmente subconsciente. A resposta física também é automática. O mais curioso disso tudo é que o instinto responsável pela explosão de raiva que sentimos quando a internet não colabora é exatamente o mesmo que nos move a agir de maneira positiva e instantânea – como muitos atos de "heroismo" de pessoas que salvam alguém em risco e mal se lembram do que fizeram depois. "Esse instinto funciona maravilhosamente na maior parte do tempo. Às vezes, dá errado. E é isso que que precisamos controlar". E como controlar a raiva? O próprio Fields admite: tentar acalmar alguém nervoso, muitas vezes, só deixa a situação pior. "Mas identificando o que gera essa raiva, é possível virar o jogo", explicou. Quando a pessoa se torna consciente de que este gatilho vem de um instinto ancestral, é mais fácil perceber que reagir raivosamente pode ser um exagero. "De repente, você percebe que isso não é motivo para briga – e o sentimento ruim vai embora". Entender como alguma coisa funciona sempre é o primeiro passo para usá-la melhor e ter controle sobre ela. Quantas vezes sentimos raiva de alguém ou de alguma situação, por muito tempo? Quantas vezes escolhemos continuar alimentando raiva de uma pessoa que nos magoou, ou que simplesmente não atendeu nossas expectativas? As causas que disparam a emoção da raiva podem ser muitas, mas o tempo de permanência desse sentimento em nós é uma escolha. Quando o Mestre Jesus nos disse para perdoarmos setenta vezes sete vezes, ele nos deu a chave para não sentirmos raiva, para não desejarmos vingança. Porém, nosso orgulho nos domina e, muitas vezes, nos induz a atos dos quais nos arrependeremos num futuro próximo. Alimentar a raiva é contaminar-se diariamente e enviar aos que nos rodeiam vibrações carregadas de negatividade. Também comprometer nosso organismo, envenenar órgãos nobres, criando possibilidades para o aparecimento de enfermidades. Mas, como podemos evitar que sentimentos negativos perdurem em nós? Primeiramente, observando a nós mesmos. Por que nos irritamos? Por que nos abalamos tanto com o que os outros fazem e falam? Se conseguirmos observar o outro que nos fere e tentar compreender o que o move, talvez possamos perceber um irmão ferido, doente, que sofre e ainda não tem condição de agir de outra forma. Não temos controle sobre a forma do nosso próximo agir, mas podemos controlar a forma como nós reagiremos ao que ele nos apresenta. Pensemos nisso. Redação do Pense Nisso, com base no livro “Por que explodimos: entendendo os circuitos da raiva em seu cérebro" Em 20.12.2016.

05/12/2022 06:30 | DURAÇÃO 6:20

APRENDER A FLORESCER

Aprender a florescer Ela era uma jovem das famílias mais ricas de Los Angeles. Prestes a se casar, seu noivo foi convocado para o Vietnã. Antes, deveria passar por um treinamento de um mês. Enamorada, ela optou por antecipar o casamento e partir com ele. Ao menos poderia passar o mês do treinamento próximo dele, antes de sua partida para terras tão longínquas e perigosas. Próximo à base do deserto da Califórnia onde se daria o treinamento, havia uma aldeia abandonada de índios Navajos e uma das cabanas foi especialmente preparada para receber o casal. O primeiro dia foi de felicidade. Ele chegou cansado, queimado pelo sol de até 45 graus. Ela o ajudou a tirar a farda e deitar-se. Foi romântico e maravilhoso. Ao final da semana, ela estava infeliz e ao fim de dez dias estava entrando em desespero. O marido chegava exausto do treinamento, que começava às cinco horas da manhã e terminava às dez horas da noite. Ela era viúva de um homem vivo, sempre exaurido. Escreveu para a mãe, dizendo que não aguentava mais e perguntando se deveria abandoná-lo. Alguns dias depois, recebeu a resposta. A velha senhora, de muito bom senso, lhe enviou uma quadrinha em versos livres que dizia mais ou menos assim: Dois homens viviam em uma cela de imunda prisão. Um deles olhava para o alto e enxergava estrelas. O outro, olhava para baixo e somente via lama. Abraços. Mamãe. A jovem entendeu. Ela e o marido estavam em uma cela, cada um a seu modo. Ver as estrelas ou contemplar a lama era sua opção. Pela primeira vez, em vinte dias de vida no deserto, ela saiu para conhecer os arredores. Logo adiante, surpreendeu-se com a beleza de uma concha de caracol. Ela conhecia conchas da praia, mas aquelas eram diferentes, belíssimas. Quando seu marido chegou naquela noite, quase que ela nem o percebeu, tão aplicada estava em separar e classificar as conchas que recolhera durante todo o dia. Quando terminou o treinamento e ele foi para a guerra, ela decidiu permanecer ali mesmo. Descobrira que o deserto era um mar de belezas. De seus estudos e pesquisas resultou um livro que é considerado a obra mais completa acerca de conchas marinhas, porque o deserto da Califórnia um dia foi fundo de mar e é um imenso depósito de fósseis e riquezas minerais. Mais tarde, com o retorno do esposo do Vietnã, ela voltou a Los Angeles, com a vida enriquecida por experiências salutares. Tudo porque ela aprendera a florescer onde Deus a colocara. * * * Existem flores nos jardins bem cuidados. Existem flores agrestes em pleno coração árduo do deserto. Existem flores perdidas pelas orlas dos caminhos, enfeitando veredas anônimas. Muitas sementes manifestam sua vida florescendo a partir de um pequeno grão de terra, perdido entre pedras brutas, demonstrando que a sabedoria está em florescer onde se é plantado. Florescer, mesmo que o jardineiro sejam os ventos graves ou as águas abundantes. Florescer, ainda que as condições de calor e umidade nem sempre sejam as favoráveis... Redação do Pense Nisso, com base na palestra Floresça onde for plantado, proferida por Divaldo Pereira Franco. Em 25.01.2013.

03/12/2022 06:30 | DURAÇÃO 5:00

O INCERTO TAMBEM TEM O SEU ENCANTO

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01/12/2022 06:30 | DURAÇÃO 4:10

PAZ

PAZ Certa vez, um rei, ofereceu um grande prêmio aos seus artistas para fazer uma pintura que representasse a paz perfeita, vários artistas, apresentaram sua representação do que é ter paz. De todas o rei escolheu 2 finalistas: uma um lago espelhado perfeito onde se refletiam umas plácidas montanhas que o rodeavam e a outra um céu furioso do qual saia um impetuoso aguaceiro com raios e trovões e as montanhas parecia retumbar uma forte e espumosa torrente de água. Perguntaram ao rei qual seria a pintura ganhadora? o Qual calmamente respondeu: a segunda. Sabem por quê? atrás de uma cascata cresce um delicado arbusto na fenda de uma rocha, e ali, no meio da violenta queda d’água tem um ninho e um passarinho dormindo serenamente. A Paz não significa estar num lugar sem barulho, sem problemas, sem trabalho duro ou sem dor. A Paz significa que, apesar de estar em meio a todas essas coisas consigamos permanecer calmos dentro do nosso coração. Este é o verdadeiro significado da paz. ************************************* Hoje muito se fala em mísseis, explosões e altas nas infrações devido a guerra que o mundo está vivenciando. Ficamos apreensivos, e desejado que tudo se acalme para que possamos viver em paz. A paz é um dos tesouros muito desejado. Só que ao contrário do que se acredita, a paz não engloba apenas a simples inexistência de um confronto armado. A paz começa no íntimo de cada um, é a força interior que precisamos para manter o equilíbrio, nos livrando de cair nas armadinhas da frustação, dos desgostos e da negatividade. A guerra sempre existiu e sempre esteve presente em nossas vidas, seja entre países, família, vizinhos e os impactos emocionais que essas guerras trazem é negativo para a nossa existência, trazendo dor, tristeza e caos. A Paz é possível, mas demanda esforços. Começamos por praticar a paz nos nossos lares, e aos poucos vamos transbordando para os nossos círculos de pessoas, garantindo a estabilidade física e emocional de todos. Sejamos artesãos da paz ao nosso redor, busquemos sempre viver em harmonia com o nosso próximo, busquemos sempre a solução diplomática, e em toda a circunstância, busquemos fazer o bem. Aprecie a vida e as boas dádivas que recebemos e acalma a sua alma e a sua mente, porque quanto mais busquemos a paz mais podemos viver uma vida longínqua e prazerosa com sabedoria e benevolência. Bendito seja aqueles que conseguem encontrar a paz. Redação Centro América Fm: Texto baseado na Redação do Momento Espírita: A paz começa em nossa intimidade Texto: autor desconhecido; site guiainfantil.com

30/11/2022 06:30 | DURAÇÃO 4:25

PARA AQUELES QUE NÃO PODEM VER

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29/11/2022 06:30 | DURAÇÃO 4:53

GENÉTICA NÃO TEM PRECONCEITO

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28/11/2022 06:30 | DURAÇÃO 5:08

O QUE FAZEMOS NÓS?

O que fazemos nós? Muito embora conte-se a mãos cheias, no mundo, as calamidades, as dores e as dificuldades, em todos os cantos há quem semeie amor, paz e solidariedade. Muito embora fale-se em catástrofes, crimes hediondos e barbáries, nunca houve, como hoje, tanta solidariedade, abnegação e amor ao próximo. Assim, será sempre o que cada um de nós escolher para valorizar que dará as tintas do que nossa sociedade vem passando. O mundo sempre foi feito de contrastes. Na multidão, que somos todos nós, estamos cada um na sua faixa de evolução e amadurecimento, fruto da própria conquista individual. Assim, nada mais natural que alguns se comprazam com a guerra, enquanto outros semeiem a paz. Não soa tão incoerente que alguns colecionem fortunas vazias e sem nexo, enquanto outros trabalhem na solidariedade fraterna. Alguns mais amadurecidos, outros nem tanto. Vale a pena lembrar que, neste caldo que é nossa humanidade, cada um de nós responde apenas por aquilo que faz. Assim, a maldade alheia será sempre do outro, enquanto não a abrigarmos em nossa intimidade. A violência do próximo estará manchando apenas as mãos dos outros, enquanto não nos apropriarmos dela como forma de conduta pessoal. Inevitavelmente, esses comportamentos, tantas vezes esdrúxulos e desequilibrados, nos chocam, nos provocam repulsa, gerando comentários de indignação. Nada obstante, resta-nos indagar: o que fazemos nós diante de tanta desfaçatez? Se tantos se locupletam no roubo e na corrupção, estamos educando nossos filhos nas virtudes da honestidade e da honradez? Se muitos se utilizam da violência para conseguir destaque, amealhar seguidores, ou como conduta de vida, será que estamos promovendo a paz com nossas atitudes e comentários? A sociedade é o espelho de seus cidadãos, com sua maturidade e seus valores. Se desejamos que ela se modifique, comecemos por nós. Nossos valores e atitudes contribuirão para um mundo melhor, ou somarão para o desequilíbrio vigente. Tudo é uma questão de escolha. Dessa forma, todas as vezes que desejarmos mudar o mundo, que anelarmos por valores elevados, essa é a hora de começarmos a mudar a nós mesmos. A reestruturação do mundo passa inevitavelmente pela reestrutura de cada um de nós. Dia virá em que, cansada e exaurida dos valores vazios e infelizes com os quais elegeu caminhar, nossa sociedade buscará outros parâmetros. Enquanto isso, que possamos dar início a essa sociedade mais equilibrada e nobre com a qual todos sonhamos. Ante a espera de mudanças mais intensas e significativas, busquemos implementar em nosso mundo íntimo tudo o que desejamos seja um dia a tônica do nosso mundo. Pensemos nisso. Façamos isso. Redação do Pense Nisso. Em 25.4.2014.

26/11/2022 06:30 | DURAÇÃO 4:28

NÃO DESANIME

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25/11/2022 06:30 | DURAÇÃO 3:33

O DIA QUE EU PAREI DE DIZER ANDA LOGO

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24/11/2022 06:30 | DURAÇÃO 6:47