O BOM EXEMPLO NASCE NO LAR
02/02/2026 06:30 | DURAÇÃO 4:21
Notas do Episódio
O bom exemplo nasce no lar. Você já se deu conta de que as guerras, tanto quanto a violência, nas suas múltiplas faces, nascem dentro dos lares? Em tese, é no lar que aprendemos a ser violentos ou pacíficos, viciosos ou virtuosos. Sim, porque quando o filho chega da rua contando que um colega lhe bateu, qual é a reação? Existem pais que logo perguntam: e o que você fez? Na expectativa de ouvir que o filho se saiu melhor. Muitos ainda dizem: filho meu não traz desaforo para casa não, se apanhar na rua, apanha em casa outra vez. Quando o amiguinho pega o brinquedo do filho, os pais intercedem dizendo: tire dele, você é mais forte, não seja bobo. Ao invés de ensinar a importância de compartilhar, de ser generoso. Essas atitudes são muito comuns, e os filhos que crescem ouvindo essas máximas aprendem facilmente cada uma dessas orientações, boas ou não. Isso acontece porque os pais de fato são referências para eles. O que dizem tem um valor, mas o que geralmente acontece é que aprendem a lição e se tornam cidadãos agressivos, orgulhosos, vingativos e violentos. Ingredientes perfeitos para fomentar guerras e outros tipos de violências. Se ao contrário os pais orientassem o filho com conselhos sábios, como: perdoe, tolere, compartilhe, ajude, colabore, esqueça a ofensa, os filhos certamente cresceriam alimentando outra disposição íntima. Seriam cidadãos capazes de lidar com as próprias emoções e dariam outro colorido à sociedade, da qual fazem parte. Formariam uma sociedade pacífica, pois quando uma pessoa age diante de uma agressão, ao invés de reagir, a violência não se espalha. A paz só será uma realidade quando os homens forem pacíficos, e isso só acontecerá investindo-se na educação da infância. Os pais talvez não tenham se dado conta disso, mas a maioria dos vícios também é adquirida dentro dos lares, quando os filhos são incentivados a beber, a fumar, a se prostituir das mais variadas formas. Isso tudo fará diferença mais tarde, quando esses meninos e meninas estiverem ocupando suas posições de cidadãos na sociedade. Então, veremos pessoas caminhando sem propósito, se agredindo, medindo forças e perdendo a compostura. Adultos desvalorizados. Lamentavelmente, muitos pais ainda não acordaram para essa realidade e continuam plantando sementes de violência e vícios no reduto do lar, que deveria ser um santuário de bênçãos. Já é hora de pensar com mais seriedade a esse respeito, tomar atitudes. É hora de compreender que, se quisermos construir um mundo melhor, os alicerces dessa construção devem ter suas bases firmes no lar. Uma boa instrução e um tempo de qualidade com sua família, dia a dia, podem fazer toda a diferença. A família, a fé, o amor, a compaixão, o real desejo de querer bem são fundamentais nesse processo, na busca por uma geração mais feliz. São pequenos passos capazes de transportar realidades. Da ignorância, a sabedoria. Do instinto, a razão. Da força, ao direito. Do egoísmo, a fraternidade. Da tirania, a compaixão. Da violência ao entendimento, do ódio ao amor, da extorsão à justiça, do desequilíbrio à harmonia, do caos à glória. Pense nisso, mas pense agora.