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PODCAST · 313 EPISÓDIOS

Pense Nisso

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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ENVELHEÇA BEM
2 Jun 20264:13EP 273

ENVELHEÇA BEM

Envelheça Bem Um jovem universitário, no seu primeiro dia de aula, conheceu uma senhora de 87 anos que, assim como ele, estava em seu primeiro dia. Curioso, perguntou a ela o que estava fazendo ali naquela idade. Rindo, ela respondeu: "Estou aqui para encontrar um marido rico, casar-me, ter uns dois filhos e, logo, me aposentar e viajar"."Eu falo sério", disse seu jovem colega. "Quero saber o que a motiva a enfrentar esse desafio na sua idade".Gentilmente, ela respondeu: "Sempre sonhei em ter uma educação universitária e, agora, vou ter". Os anos passaram e, durante o curso, ela se fez muito popular na universidade. Fazia amizades onde quer que fosse e todos gostavam dela. Durante o discurso de encerramento do curso, algumas das palavras que aquela senhora falou marcaram muito aquele jovem. Ela disse: "Não deixamos de brincar porque estamos velhos, ficamos velhos porque deixamos de brincar. Há alguns segredos para manter-se jovem, ser feliz e triunfar. Temos que rir e encontrar o bom humor todos os dias. Temos que ter um ideal, porque, quando perdemos de vista nosso ideal, começamos a morrer. Só envelhece quem deixa de viver a vida. Há uma diferença entre envelhecer e amadurecer. O envelhecer é a mera passagem do tempo, é algo natural e inevitável, é o destino de todos nós. Mas o curso da vida não deve ser encarado como algo fácil, e sim com fé, com alegria de viver e otimismo. O importante não é acumular muitos anos de vida, mas adquirir sabedoria em todos os momentos que os anos nos oferecem. É aceitar que os traços dos sorrisos e das preocupações são a graduação na escola da vida. Aceitar que a vida foi boa e deixou que a usufruíssemos, que aprendêssemos a aceitar o destino sem querer pegar atalhos. Aceitar que o fogo do amor não se apaga com a idade, mas que, com o amadurecimento, podemos viver livres, fleumáticos e sem medos. Muitas vezes, o medo de envelhecer nos impede de refletir sobre as oportunidades e as conquistas da maturidade: as experiências vividas, os amores, os ganhos e as perdas. Tudo o que faz de nós pessoas ímpares. E, como o poeta José Saramago deixou no texto: 'Quantos anos tenho? Isso a quem importa? Tenho os anos necessários para perder o medo e fazer o que quero e sinto'. Não importa a idade que você tenha: cinquenta, sessenta ou até mais. Não se lamente pelas suas rugas e nem pelos seus cabelos brancos, pois este é um privilégio divino negado a muitos. Alegre-se com seu amadurecimento e viva intensamente. Pense nisso. Mas pense agora.

 PERDENDO A NOÇÃO DO TEMPO
1 Jun 20263:10EP 272

PERDENDO A NOÇÃO DO TEMPO

A frase estampada em uma arte divulgada em uma rede social me chamou a atenção: “Compromisso não é chegar sempre no horário. Por vezes, quer dizer perder a noção do tempo.” Tempo é algo tão precioso que, hoje em dia, muitos têm dificuldade em administrá-lo. Já não temos mais tempo para quase nada. Não temos paciência para uma longa conversa ao telefone. Optamos por mensagens em grupo, respostas rápidas, e assim a vida segue. Utilizamos ferramentas para otimizar o nosso tempo, mas deixamos de lado o essencial: o contato, o afeto, a presença. Quando pensamos em programar algo diferente com as pessoas que amamos, precisamos encontrar uma brecha, fazer alguns ajustes, porque, geralmente, as agendas não coincidem. No dia a dia, temos que concluir um trabalho até determinado horário porque, logo na sequência, temos outros compromissos. As reuniões presenciais e as aulas foram substituídas por encontros virtuais. E, aos poucos, começamos a perceber que nossa agenda está cheia novamente. O ano passa em uma velocidade assustadora. E o que temos feito com o nosso tempo? Muitos aproveitaram o período de quarentena para estudar mais; outros, para ajustar a vida espiritual e até mesmo a vida familiar. Por causa da pandemia, para muitos de nós, a noção de tempo mudou. O valor dele também. Aprendemos que os momentos em família são necessários, mas também aprendemos, da maneira mais difícil, que o tempo não para e que não podemos voltar atrás quando perdemos uma pessoa importante para nós. Precisou que tudo parasse lá fora por um período para enxergarmos onde estávamos falhando e como é bom ficar perto de quem amamos. E passamos a entender que o tempo pode ser o nosso maior aliado ou o nosso pior inimigo. Depende da forma como lidamos com ele. De todos os compromissos, os que têm a ver com afeição são os mais preciosos. Precisamos, sim, aprender a administrar cada minuto para tornar o nosso trabalho mais produtivo, mas não podemos nos esquecer das nossas prioridades. Que possamos nos permitir perder a noção do tempo com quem amamos: andando de bicicleta com os filhos, tomando um sorvete com a família, sem pressa alguma. A vida está passando. Será que é tempo o que nos falta para perceber isso? Hoje temos o privilégio de estarmos juntos. Parafraseando Lenine, será que temos esse tempo para perder? A vida é tão rara. Pense nisso. Mas pense agora.

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