Capa de Pense Nisso

PODCAST · 313 EPISÓDIOS

Pense Nisso

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Compartilhar

Episódios

Ordenar por:Mais recentes
A Raiva
13 Mar 20215:45EP 129

A Raiva

A Raiva o que há por trás de "explosões" de raiva? Sabe aquele ódio escaldante que bate quando a internet está lenta? Ou aquele impulso violento de buzinar no trânsito quando alguém fecha sua passagem? Pois esse fenômeno muito comum – a "explosão" de raiva – está sendo estudado. E pode até ser contornado. Em uma entrevista recente para o Science of Us, o pesquisador R. Douglas Fields explicou os motivos que nos levam a sentir essa raiva tão intensa. Fields esmiuçou todas as causas que nos levam a "explodir" e agrupou-as em nove seções: integridade física, insulto, família, ambiente, sexo, ordem social, dinheiro, tribo e impedimento, esta última relacionada a tudo que nos tolhe, fisica ou psicologicamente, e causa a sensação de encarceramento. Sempre que nos sentimos ameaçados em qualquer um desses setores, é como se algo essencial para nossas vidas estivesse em risco – e nosso cérebro se prepara para a briga como meio de defesa. "Todos temos esses 'circuitos' em nossos cérebros, porque os seres humanos se desenvolveram em uma natureza selvagem, em um ambiente em que sobrevive quem é o melhor. Nossos cérebros são os mesmos que tínhamos há cem mil anos. Mas nosso ambiente é totalmente diferente agora". É preciso entender que a "explosão" não é consciente e acontece muito rápido. Isso ocorre porque a parte do cérebro responsável por essas respostas é aquela que detecta ameaças e cria uma forma de responder a elas. Pense em alguém jogando uma bola para você: mesmo que esteja distraído, seu cérebro vai perceber a esfera em sua direção e preparar sua defesa em segundos, antes mesmo que você se dê conta disso. Vale lembrar que existe uma parte gigante do seu cérebro que se ocupa em perceber ameaças, externas e internas, e essas informações estão sempre alimentando seu cérebro – de forma totalmente subconsciente. A resposta física também é automática. O mais curioso disso tudo é que o instinto responsável pela explosão de raiva que sentimos quando a internet não colabora é exatamente o mesmo que nos move a agir de maneira positiva e instantânea – como muitos atos de "heroismo" de pessoas que salvam alguém em risco e mal se lembram do que fizeram depois. "Esse instinto funciona maravilhosamente na maior parte do tempo. Às vezes, dá errado. E é isso que que precisamos controlar". E como controlar a raiva? O próprio Fields admite: tentar acalmar alguém nervoso, muitas vezes, só deixa a situação pior. "Mas identificando o que gera essa raiva, é possível virar o jogo", explicou. Quando a pessoa se torna consciente de que este gatilho vem de um instinto ancestral, é mais fácil perceber que reagir raivosamente pode ser um exagero. "De repente, você percebe que isso não é motivo para briga – e o sentimento ruim vai embora". Entender como alguma coisa funciona sempre é o primeiro passo para usá-la melhor e ter controle sobre ela. Quantas vezes sentimos raiva de alguém ou de alguma situação, por muito tempo? Quantas vezes escolhemos continuar alimentando raiva de uma pessoa que nos magoou, ou que simplesmente não atendeu nossas expectativas? As causas que disparam a emoção da raiva podem ser muitas, mas o tempo de permanência desse sentimento em nós é uma escolha. Quando o Mestre Jesus nos disse para perdoarmos setenta vezes sete vezes, ele nos deu a chave para não sentirmos raiva, para não desejarmos vingança. Porém, nosso orgulho nos domina e, muitas vezes, nos induz a atos dos quais nos arrependeremos num futuro próximo. Alimentar a raiva é contaminar-se diariamente e enviar aos que nos rodeiam vibrações carregadas de negatividade. Também comprometer nosso organismo, envenenar órgãos nobres, criando possibilidades para o aparecimento de enfermidades. Mas, como podemos evitar que sentimentos negativos perdurem em nós? Primeiramente, observando a nós mesmos. Por que nos irritamos? Por que nos abalamos tanto com o que os outros fazem e falam? Se conseguirmos observar o outro que nos fere e tentar compreender o que o move, talvez possamos perceber um irmão ferido, doente, que sofre e ainda não tem condição de agir de outra forma. Não temos controle sobre a forma do nosso próximo agir, mas podemos controlar a forma como nós reagiremos ao que ele nos apresenta. Pensemos nisso. Redação do Pense Nisso, com base no livro “Por que explodimos: entendendo os circuitos da raiva em seu cérebro" Em 20.12.2016.

O porquê da dor
12 Mar 20214:16EP 128

O porquê da dor

Por que sofremos é uma indagação que fazemos muitas vezes. Para que serve a dor, afinal? Em alguns momentos, ela é o alerta, dando-nos ciência dos excessos que estamos nos permitindo, prejudicando a maquinaria orgânica, solicitando-nos ponderação. Constitui-se em sinal da natureza que nos informa que algum órgão não anda bem, o que, para os prudentes, significa buscar o médico, a correta medicação, seguir a prescrição devida, repouso ou exercícios. Em outros momentos, ela funciona como elemento que convida à reflexão, a passar em revista atos e lembranças de nossa vida. Assim é, por exemplo, nos dias da velhice que, para muitos, significa horas de imobilidade, inação e sofrimento. É uma prova necessária para a alma que, por esse meio, adquire madureza, critério e o correto juízo a respeito das coisas da Terra e do Mundo Invisível. Avalia, pondera, conclui. A dor tem, portanto, não somente a propriedade do resgate das culpas do passado. Executa igualmente o papel do hábil artista frente a um bloco de mármore. A estátua, nas suas formas perfeitas, ideais, está escondida no imenso bloco. É a dor que toma do martelo, do cinzel e, a golpes violentos, ou então sob o cuidadoso trabalho do buril, desenha a estátua viva em contornos maravilhosos. Para que a forma seja extraída em linhas delicadas, para que o Espírito triunfe da matéria, precisamos do sofrimento, desde que não vivemos somente pelo amor e pelo bem. E que frutos tem dado o sofrimento! Reiteradas vezes, é sob o aguilhão do luto e das lágrimas, da ingratidão, da traição das amizades e do amor, das angústias multiplicadas que o poeta verseja de forma mais terna e o músico encontra os mais sublimes acordes. Cumpre-nos analisar a incidência da dor, em nossas vidas, atribuindo-lhe o efetivo valor. Sob a ação das marteladas sucessivas, a moleza, a apatia e a indiferença desaparecem. Também a cólera, a dureza e a arrogância. Em todos nós, provoca ou desenvolve a sensibilidade, a delicadeza, a bondade e a ternura. Entendamos, pois, a dor como um dos meios de que usa o Poder Infinito para nos chamar a Si e, ao mesmo tempo, para nos tornar mais rapidamente acessíveis à felicidade espiritual. O sofrimento que nos fere objetiva sempre a nossa correção, exatamente como a mãe corrige o filho para educá-lo e melhorá-lo. Faz-nos sentir também que o mundo em que vivemos é um lugar de passagem e não o ponto de chegada, que deveremos alcançar após exaustiva jornada. * * * Os animais estão sujeitos ao trabalho de evolução para o princípio inteligente que neles existe. Através de certos padecimentos naturais os animais adquirem os primeiros rudimentos de consciência. A dor, num sentido amplo de entendimento, será necessária enquanto o homem não tiver colocado o seu pensamento e os seus atos de acordo com as Leis Divinas. Depois disso, ela deixará de se fazer sentir pois logo se fará a harmonia. Redação do Pense Nisso, com base no cap. 26 do livro O problema do ser, do destino e da dor, de Léon Denis, ed. Feb. Em 29.05.2013.

Planeta Terra, nossa breve passagem
10 Mar 20214:03EP 126

Planeta Terra, nossa breve passagem

PLANETA TERRA, NOSSA BREVE PASSAGEM A expressão Estou só de passagem, ao se referir à vida física, atesta que a pessoa tem convicção imortalista. Ela sabe que é breve sua passagem pelo planeta. Mesmo que chegue aos cem anos, se considerar a eternidade, é um lapso temporal breve. A pessoa, que assim se expressa, manifesta a convicção de quem tem os olhos postos no futuro. Vive no mundo, mas com a inabalável certeza de que sua preocupação deve ser com o Espírito imortal, esse que sobreviverá à morte corporal. Se isso é louvável, um detalhe, no entanto, não pode ser esquecido. É que a vida corporal é etapa imprescindível ao progresso do Espírito. É na carne que se experimentam as provas. É nas vicissitudes da vida que o Espírito cresce, utilizando sua inteligência e criatividade, para superar transtornos e desafios. Isso nos diz que os mundos materiais são importantes. São moradas, estâncias, onde o Espírito se reveste de carne e habita. E progride. Dessa forma, há que se considerar o que estamos fazendo com o planeta, enquanto nos encontramos somente de passagem. O que estamos fazendo com nossa morada, lar, escola e algumas vezes, hospital? Estamos auxiliando na sua conservação ou somos dos que não nos preocupamos com coisa alguma porque logo estaremos partindo? Seria importante nos perguntarmos se estamos colaborando com as medidas de sustentabilidade do planeta. Coisas simples, como diminuir o impacto ambiental, substituindo plástico por outros materiais menos agressivos ao meio ambiente. É de nos indagarmos se somos dos que, a cada vez que nos servimos de água, nos bebedouros do escritório, da empresa, apanhamos um novo copo plástico. Já nos preocupamos com o meio ambiente e temos nosso próprio copo de vidro, para uso particular, no local de trabalho? Ou, ao menos, nos servimos de um único copo plástico, durante todo o dia? Lembramos de utilizar a impressão de documentos, artigos e tudo o mais, somente quando imprescindível, poupando árvores? Recordamos de utilizar a folha de papel de ambos os lados? De reutilizar papel escrito em uma só face, transformando-o em bloco de anotações ou lembretes? Preocupamo-nos com a separação do lixo orgânico do lixo reciclável? São coisas pequenas, mas que têm muita importância. Não podemos nos esquecer que estamos de passagem, mas nossos filhos, netos, quanto tempo mais terão sobre a Terra? E, além disso, um detalhe importante: para aqueles que acreditamos na reencarnação, deveremos retornar em algum momento. Já pensamos em como desejamos encontrar o planeta, nesse retorno? O que fazemos reflete no todo. E não nos preocupemos com os que não colaboram. Poderão aprender com nosso exemplo. Enquanto isso, sejamos como a ave que, levando gotas de água em suas asas, tenta apagar o incêndio na floresta. Em resumo: façamos nossa parte. A propósito, já plantamos uma árvore, em nossa vida? Semeamos um jardim? Pensemos nisso. Redação do Pense Nisso. Em 10.10.2012.

 Ludwing Van Beethoven
9 Mar 20214:23EP 125

Ludwing Van Beethoven

Ludwing Van Beethoven A Terra já recebeu em seu seio almas generosas, Espíritos superiores, que trazem valiosas contribuições para o seu progresso. Alguns desses Espíritos vêm com o objetivo de alavancar o progresso e fazer evoluir a Humanidade. Suas vidas deixam marcas luminosas, que desafiam os tempos. Ludwig Van Beethovenfoi uma dessas criaturas. Nasceu em Bonn, na Alemanha, no ano de 1770 e morreu em Viena, na Áustria, em 1827. Seu viver foi uma vertente constante da música que sublima e enleva os sentimentos. Foi o autêntico médium da arte refinada de compor. Para ele, a música era uma revelação divina, uma revelação mais sublime que toda a ciência e toda a filosofia. Seu viver foi um calvário pontilhado por muitos sofrimentos físicos, destacando-se a surdez que o isolou do mundo. Ele nos deixou nove sinfonias, doze sonatas, concertos, quartetos e uma única ópera, Fidelio. Tudo de imensa beleza. Seu psiquismo refinado lhe permitia constante permuta com os Espíritos superiores. Diante dos muitos padecimentos que o acometiam, afirmava, sereno e confiante: Deus nunca me abandonou. Perguntado, certa vez, se desejava receber determinado título honorífico, apontou para o Alto e respondeu: Meu reino não é deste mundo. Meu império está no ar. A seguir, concluiu: Não conheço outro título de superioridade, senão o da bondade. Bondade da qual ele deu mostras, mais de uma vez. Em certa oportunidade, um amigo estava em grandes dificuldades. Beethoven o presenteou com uma das suas criações, para que fosse vendida e o dinheiro usado na solução do problema que o afligia. Era nos bosques que ele mantinha contato com as nobres entidades ligadas à música e à harmonia. Ali ele fazia suas orações e refazia suas energias. Quando voltava desses encontros, com a fisionomia alterada, respondia a quem lhe perguntava: O meu anjo bom me visitou. Em um desses momentos, transformou uma de suas orações, em uma peça musical de grande elevação e apurada sensibilidade: Hino à alegria. É, ao mesmo tempo, uma exaltação à fé em Deus. Seus versos podem ser traduzidos da seguinte maneira: Escuta irmão a canção da alegria, o canto alegre do que espera um novo dia. Vem, canta, sonha cantando. Vive sonhando um novo sol Em que os homens voltarão a ser irmãos. Se em teu caminho só existe a tristeza, o pranto amargo da solidão completa, Se é que não encontras alegria nesta Terra, Busca-a, irmão, mais-além das estrelas. O lema que norteou os passos de Beethoven, entre nós, foi: Fazer o bem que possa. Amar, sobretudo, a liberdade. E, mesmo que seja por um trono, jamais renegar a verdade. Redação do Pense Nisso, com base em texto de Giovani Scognamillo, intitulado Beethoven: Deus, acima de tudo, publicado no jornal Tribuna Espírita de jan/fev. 2005 e versos do Hino à alegria, gentilmente traduzidos por Enrique Baldovino. Em 05.10.2012.

O mundo das mulheres
8 Mar 20213:31EP 124

O mundo das mulheres

Toda mulher possui um brilho especial. Não falo apenas sobre beleza, embora essa seja uma qualidade que talvez nos chame mais a atenção em um primeiro momento. Mas é também a força, a disposição, a sensibilidade e inúmeras habilidades que ela possui... Todos os dias, as mulheres enfrentam desafios como todo mundo, e por muitas vezes vão além. São os compromissos no trabalho, os filhos, o cuidado com a casa e outras tantas missões nas quais elas abraçam com muito afinco. Aprendem a lidar com a exaustão, administram a saúde física e emocional num período tão delicado, e permanecem ativas, dispostas, nesse mundo corrido e cheio de circunstâncias. Por muitas vezes, chegam ao final do dia com a sensação de fracasso, de que deveriam ter mais braços, ou simplesmente… ser de aço… pra fazer mais ainda. E tem também o sentimento de que não fizeram tudo o que poderiam, que estão em dívida, especialmente com elas mesmas. Cabelo nem sempre arrumado, unhas por fazer... As mães, por exemplo, sempre se deixarão por último. Pra elas, o importante é que, antes, a família esteja bem. Existem mulheres que se destacam como empreendedoras, são líderes em determinadas instituições ou organizações, participam de iniciativas importantes no desenvolvimento de uma comunidade e por isso tem seus nomes lembrados em diferentes meios… outras, embora não tenham nomes conhecidos, nem uma conta bancária que as permitem viajar e desenvolver projetos grandes aos olhos do mundo... vivem no anonimato, fazendo a diferença em outros campos... na vida de muita gente. Possuem na sua essência valores incalculáveis... Mas como todo mundo, a mulher possui também suas fraquezas.. às vezes chora, se estressa, perde a paciência, por causa da sobrecarga… Absolutamente normal. Um dia estamos bem, outros não. Isso faz parte da vida. Mas, neste dia internacional da mulher, o convite é para que você, que está nos ouvindo, dedique alguns minutos ou horas para observar a mulher que está ao seu lado. Seja ela sua esposa, mãe, irmã, filha ou colegas de trabalho. Cada uma delas carrega uma série de qualidades que merecem ser identificadas e valorizadas. Não é só uma companhia, ou vínculo familiar. Não são apenas sorrisos e almoços de domingos. Podemos ser aqueles que estendem a mão, que reconhecem essas mulheres como realmente são: Que se desdobram pra dar conta de muita coisa, todos os dias. Que faz a diferença na nossa vida. Podemos ser quem auxilia, acalma, alivia os fardos dessas mulheres tão valiosas... A mulher é uma fonte de inspiração, emoção, aprendizado e competências… É um grande presente. Alguém que tem muito a nos ensinar... Pense nisso... mas, pense agora.

Quando não vale a pena insistir
6 Mar 20212:04EP 123

Quando não vale a pena insistir

QUANDO NÃO VALE A PENA INSISTIR Há coisas difíceis de serem conquistadas nesta vida, em função das quais empenhamos nosso esforço, nossa esperança, e mesmo assim permanecem inatingíveis. Às vezes, isso apenas significa que devemos insistir um pouco mais e até redobrar o esforço, pois o que queremos, por ser uma coisa especial, deve exigir mesmo o máximo de nossa disposição, o máximo de nossa energia – e aí qualquer esforço se justifica, toda dedicação vale a pena. No entanto, uma dificuldade exagerada, absurda, pode significar que talvez devamos mudar de rumo, deslocar o canal de nossa atenção. E então, mais do que sinal de fraqueza ou desistência, uma mudança de interesse pode ser, ao contrário manifestação de inteligência e bom senso. Porque há coisas no mundo que são boas e bonitas, e qualquer sacrifício vale a pena. Mas, às vezes, perdemos nosso tempo com coisas e pessoas durante anos, despendendo em seu favor o melhor que temos e podemos oferecer, e não recebemos resposta nem retribuição. Então, o mais sensato é pararmos de perder tempo, de gastar energias em vão; é voltarmos nossos olhos e nossa atenção para um outro lado, onde haja atenção para nosso esforço, retribuição ao nosso interesse. Onde, enfim, haja pessoas que também nos queiram e precisem de nós... Se a vida o impede de entrar por uma porta, abra outra. Contorne os obstáculos, vença os desafios. Você é capaz. Pense nisso! Redação do Pense Nisso. Em 12.08.2013.

Nada tocando
Pense Nisso
0:00
0:00