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PODCAST · 313 EPISÓDIOS

Pense Nisso

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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Pretexto
30 Abr 20214:01EP 169

Pretexto

PRETEXTO Às vezes, falta-nos coragem para lutar por aquilo que desejamos ou para nos tornarmos aquilo que queremos ser. Não é que tentemos e fracassemos — é pior do que isso. Uma bendita timidez, uma inexplicável covardia nos impede até mesmo de fazer a tentativa. Como explicar esse estranho comportamento? O curioso deste mundo é que aquilo que alguns têm em excesso faz uma falta terrível para outros. A autocrítica, que é a avaliação que alguém faz de si mesmo — seus defeitos e qualidades — em alguns é otimista demais, induzindo a pessoa a julgar-se a oitava maravilha do mundo e a tornar-se até mesmo ridícula por seu convencimento. Em outros, no entanto, a autocrítica é tão pessimista e tão severa que acaba fazendo a pessoa sentir-se incapaz. Um dos modos mais eficientes de nos sentirmos infelizes é vivermos nos comparando sistematicamente com os outros. Há a menina que daria tudo para ser bonita como a amiga. Há o menino que inveja a inteligência do colega de classe. Há o moço pobre que lamenta não ser rico como o moço do outro bairro. São, todos, vítimas do complexo de pequenez. Baixam a cabeça quando o menino inteligente, a menina bonita ou o moço rico passam, porque o sentimento de inferioridade os faz sentir-se ainda mais insignificantes. Quem se compara com os outros, esquece de algo importante: ninguém é igual a ninguém.Todos nós temos aptidões diferentes; uns somos melhores em cálculos, outros temos talentos para idiomas...e assim por diante. É estupidez nos deixarmos escravizar aos modelos que o mundo tenta nos impor à força. Não temos obrigação nenhuma de ser inteligentes, ou magros, ou bonitos, ou instruídos, para merecermos um lugar ao sol. Quem disse que precisamos ser perfeitos ou melhores do que os outros para termos o direito a lutar pela realização dos nossos sonhos? E quem disse que inteligência, beleza, riqueza ou instrução garantem felicidade a alguém? Quantos meninos que eram considerados pequenos gênios nos tempos de escola tornaram-se verdadeiros fracassos na vida adulta! Quantas mocinhas que na juventude arrancavam suspiros apaixonados tornaram-se mulheres frustradas no amor! E, por outro lado, quantos garotinhos atrasados transformaram-se em adultos bem-sucedidos, e quantas adolescentes desajeitadas tornaram-se felizes mães de família! A verdade é que, muitas vezes, nos apegamos a qualquer bobagem para justificar nossa falta de iniciativa. E, enquanto nos apequenamos por nos sentirmos gordinhos ou feinhos, ou por não termos dinheiro ou instrução, homens cegos se tornam astros da música, paraplégicos se tornam gênios da Física, e artistas sem braços pintam obras-primas com os pés... Pense Nisso, e prossiga na luta com resignação. Redação do Pense Nisso. Em 18.4.2014

Sócrates e a imortalidade da alma
29 Abr 20214:35EP 168

Sócrates e a imortalidade da alma

SÓCRATES E A IMORTALIDADE DA ALMA No ano 399 antes da era cristã, o Tribunal dos Heliastas, composto por representantes das dez tribos que compunham a democrata Atenas, reunia-se com seus 501 membros para cumprir uma obrigação bastante difícil. Representantes do povo, escolhidos aleatoriamente, estavam ali para julgar o filósofo Sócrates. O pensador era acusado de recusar os deuses do Estado, e de corromper a juventude. Figura muito controversa, Sócrates era admirado por uns, criticado por outros. Tinha costume de andar pelas ruas com grupos de jovens, ensinando-os a pensar, a questionar seus próprios conhecimentos sobre as coisas e sobre si mesmos. Sócrates desenvolveu a arte do diálogo, sempre na procura da verdade no interior do homem. Seus dizeres “Só sei que nada sei” representam a sapiência maior de um ser, reconhecendo sua ignorância, reconhecendo que precisava aprender, buscar a verdade. Por isso foi sábio, e além de sábio, deu exemplos de conduta moral inigualáveis. Viveu na simplicidade e sempre refletiu a respeito do mundo materialista, dos valores ilusórios dos seres, e das crenças vigentes em sua sociedade. Frente a seus acusadores foi capaz de lhes deixar lições importantíssimas, como quando afirmou: “Não tenho outra ocupação senão a de vos persuadir a todos, tanto velhos como novos, de que cuideis menos de vossos corpos e de vossos bens do que da perfeição de vossas almas.” O grande filósofo foi condenado à morte por cerca de 60 votos de diferença. A grande maioria torcia para que ele tentasse negociar sua pena, assumindo o crime, e tentasse livrar-se da punição capital, com pagamento de algumas moedas. Com certeza, todos sairiam com as consciências menos culpadas. Todos, menos Sócrates que, de forma alguma, permitiu-se ir contra seus princípios de moralidade íntimos. Assim, aceitou a pena imposta. Preso por cerca de 40 dias, teve chance de escapar, dado que seus amigos conseguiram uma forma ilícita de dar-lhe a liberdade. Não a aceitou. Não permitiu ser desonesto com a lei, por mais que esta o houvesse condenado injustamente. Mais uma vez exemplificou a grandeza de sua alma. E foram extremamente tranqüilos os últimos instantes de Sócrates na Terra. Uma calma espantosa invadia seu semblante, e causava admiração em todos que iam visitá-lo. Indagado a respeito de tal sentimento, o pensador revelou o que lhe animava o espírito: “Todo homem que chega aonde vou agora, que enorme esperança não terá de que possuirá ali o que buscamos nesta vida com tanto trabalho! Este é o motivo de que esta viagem que ordenam me traz tão doce esperança.” Sim, Sócrates tinha a certeza íntima da imortalidade da alma, e deixou isso bem claro em vários momentos de seus diálogos. A perspicácia de seus pensamentos e reflexões já haviam chegado a tal conclusão lógica. O grande filósofo partia, certo de que continuaria seu trabalho, de que prosseguiria pensando, dialogando, e de que desvendaria um novo mundo, uma nova perspectiva da vida, que é uma só, sem morte, sem destruição. * * * Que possamos todos, a exemplo de Sócrates, deixar este mundo com o coração repleto de esperança e sem medo. Pense Nisso, mas pense agora! Texto da Redação do Pense Nisso com base no livro O Fédon, de Platão, Coleção Filosofia – Textos nº 4. ed. Porto e no livro Apologia de Sócrates, de Platão, Coleção Aos pensadores, ed. Nova Cultural. Em 28.08.2012

Valores e moedas
28 Abr 20213:50EP 167

Valores e moedas

VALORES E MOEDAS O dinheiro está na pauta diária dos homens. No mundo, tudo gira em torno dele. Os pais necessitam dos recursos amoedados para suprir a mesa com a alimentação rica e sadia, para matricular e manter seus filhos na escola de melhor nível, para garantir a roupa adequada aos pequenos. Os adultos dele precisam para realizar as viagens que acrescentam cultura, enquanto concedem prazer, tanto quanto para se especializar em suas áreas de ação, em cursos de extensão universitária, mestrado, doutorado. Cursos que lhes garantam melhor qualificação profissional. É o dinheiro que movimenta as pesquisas científicas que, em síntese, objetivam a melhoria de vida para o próprio homem. O mesmo dinheiro que propicia bênçãos em mãos generosas como as de Alfred Nobel, industrial e químico sueco que instituiu o Prêmio Nobel para incentivar as obras literárias, científicas e filantrópicas do mundo todo, por vezes, é causador de muitos transtornos. Quantas famílias se digladiam em nome do dinheiro. Irmãos agredindo irmãos pela posse de bens transitórios. Uniões se desfazem porque o dinheiro não é suficiente para satisfazer os desejos do casal, ou de um deles apenas. Filhos que agridem pais porque esses não lhes podem satisfazer todas as vaidades e todos os caprichos, porque o dinheiro que ganham, com o trabalho honrado de cada dia, não é suficiente. Lares que se destroçam ante os desastres econômicos, que muita vez têm por motivo exatamente o desperdício, os exageros e a satisfação de ilusões fantasiosas. Dinheiro que produz bênçãos e alegrias! Dinheiro que é motivador de desamor, guerras e ruína. Há os que o utilizam para o auxílio aos necessitados de toda ordem. Os que utilizam suas riquezas em fontes abençoadas de empregos que geram salários e sustentam famílias. Há os que, com ele, alimentam os vícios de toda espécie, fomentam as guerras, financiam armas, destroem e destroem¬-se nos caminhos das drogas. O mal não está, assim, na posse dos bens materiais mas na forma que são adquiridos e na sua utilização. Os bens materiais são dádivas e objetivam o progresso e o bem-estar do homem e da sociedade, sobretudo, a sua evolução. Sem dinheiro não existem empregos, pesquisas, progresso na tecnologia, nas ciências e nas artes. Devemos aprender a bem utilizar o que nos chega, não nos esquecendo de que no concerto da Criação, somos apenas os usufrutuários das dádivas concedidas, um dia, deveremos prestar contas do seu emprego, perante as Leis Divinas. * * * Para progredir o homem necessita da sabedoria e da moral. Sempre, antes cresce o homem na intelectualidade, isto é, no saber, para depois crescer na moral. Isto porque para abraçar a moral, ele necessita entender, compreender, raciocinar a respeito das leis, conhecê-las para as colocar em prática. Redação do Pense Nisso com base no artigo Vem, segue-me!, publicado na Revista Reformador de dez/1997, ed. Feb. Em 07.08.2012

Música, a voz do mundo
27 Abr 20213:32EP 166

Música, a voz do mundo

MUSICA, A VOZ DO MUNDO Conta-se que, um dia, ao ouvir o silvo do vento passar pelo tronco oco de uma árvore, o homem o desejou imitar. E inventou a flauta. Tudo na natureza tem musicalidade. O vento dedilha sons na vasta cabeleira das árvores e murmura melodias enquanto acarinha as pétalas das flores e os pequenos arbustos. Quando se prepara a tempestade, ribombam os trovões, como o som dos tambores marcando o passo dos soldados, em batidas ritmadas e fortes. Quando cai a chuva sobre a terra seca pela estiagem, ouve-se o burburinho de quem bebe com pressa. Cantam os rios, as cachoeiras, ulula o mar bravio. Tudo é som e harmonia na natureza. Mesmo quando os elementos parecem enlouquecidos, no prenúncio da tormenta. E lembramos das poderosas harmonias do Universo, gigantesca harpa vibrando sob o pensamento de Deus, do canto dos mundos, do ritmo eterno que embala a gênese dos astros e das humanidades. Em tudo há ritmo, harmonia, musicalidade. Em nosso corpo, bate ritmado o coração, trabalham os pulmões em ritmo próprio, escorre o sangue pelas veias e artérias. Tudo em tempo marcado. Harmonia. Nosso passo, nosso falar é marcado pelo ritmo. A música está na natureza e, por sermos parte integrante dela, temos música em nossa intimidade. Somos música. Por isso é que o homem, desde o princípio, compôs melodias para deliciar as suas noites, amenizar a saudade, cantar amores, lamentar os mortos. Também aprendeu que, através das notas musicais, podia erguer hinos de louvor ao Criador de todas as coisas. E surgiu a música mística, a música sacra, o canto gregoriano. Entre os celtas, era considerada bem inalienável a harpa, junto ao livro e à espada. Eles viam na música o ensinamento estético por excelência, o meio mais seguro de elevar o pensamento às alturas sublimes. Os cristãos primitivos, ao marcharem para o martírio, o faziam entre hinos ao Senhor. Verdadeiras preces que os conduziam ao êxtase e os fortaleciam para enfrentar o fogo, as feras, a morte, sem temor algum. A música é a mais sublime de todas as artes. Desperta na alma impressões de arte e de beleza. Melhor do que a palavra, representa o movimento, que é uma das leis da vida. Por isso ela é a própria voz do mundo superior. Ela pode expressar os estados de espírito, todas as sensações de alegria e da dor, desde a invocação de amor até às entonações mais trágicas do desespero. A música é a linguagem dos espíritos. Cantemos. Redação do Pense Nisso, com trechos do cap. VII do livro O espiritismo na arte, de Léon Denis, ed. Arte e cultura. Em 19.07.2012.

 A equipe mais importante
26 Abr 20214:34EP 165

A equipe mais importante

A equipe mais importante Era o dia das profissões na escola municipal. Os pais compareciam e relatavam detalhes de como exerciam sua profissão. Os alunos, curiosos, faziam perguntas. Algumas profissões encantavam a turma pela coragem necessária, como a dos bombeiros; ou excitavam a fantasia da criançada, como a de ator ou músico ou jogador de futebol. Quando o pai de Sérgio entrou na sala, o menino foi escorregando na cadeira, desejando se esconder. Ele ficou imaginando o que o pai iria dizer. Corou de vergonha. No entanto, Roberto, mostrando-se bem à vontade, contou que no momento estava desempregado. Que profissão é esta? O que é, exatamente, que o senhor faz? Perguntou, logo, um afoito garoto. Bom, eu diria que minha principal ocupação, no momento, é procurar trabalho. Um grande silêncio se fez na sala. Corajoso, continuou o seu relato. Imaginem vocês que somos uma equipe de futebol e estamos perdendo de quatro a zero. Então, temos duas alternativas: podemos desistir ou podemos lutar até o final do jogo e tentar reverter o placar. O que vocês fariam? A turma se entusiasmou e cada um foi dizendo que continuaria jogando, que faria cinco gols para ganhar a partida, que daria o melhor de si... Pois é, continuou aquele pai, imagino quantos de vocês têm pais que trabalham o dia todo fora de casa e, à noite, quando chegam cansados, ainda se desdobram com as tarefas domésticas. Penso em quantos de vocês têm irmãos mais velhos que, depois de terem saído de casa, para ganhar a própria vida, sofreram dificuldades e tiveram que voltar para a casa dos pais. Tenho certeza que alguns de vocês vêm para a escola acompanhados por um irmão ou uma irmã. Isso é equipe. Um ajuda o outro, sustenta o outro, ampara. Eu sou o jogador de uma equipe maravilhosa, a mais sensacional equipe que se possa ter: minha família. Nesse momento, Sérgio levantou a cabeça, voltou a se sentar ereto e começou a prestar atenção no que dizia o seu pai. Família é o que há de mais importante na vida. Minha família me sustenta, nesse período, em que saio, a cada dia, tentando conseguir um trabalho. Quando acordo pela manhã, é o sorriso da minha família que me anima a prosseguir lutando, buscando. Minha família suporta meu mau humor quando tenho um dia ruim. Somos uma equipe e, como no futebol, não importa em que posição estejamos jogando, não importa se estamos perdendo a partida, o que importa é como se joga, porque sempre há a possibilidade de se reverter a situação. Por isso, eu continuo, todos os dias, procurando um trabalho que me garanta auxiliar a minha família, enquanto ela mesma me sustenta, sem reclamar, sem acusar. Minha família é a melhor equipe, a mais importante da minha vida. E, para cada um de nós, é com certeza, a equipe, graças à qual, vamos em frente, não paramos perante os obstáculos que possam se fazer maiores. Família é amparo, é união, é auxílio. Quando Roberto concluiu, foi tão aplaudido quanto qualquer outro dos pais que por ali havia passado, descrevendo os lances emocionantes de sua profissão. Nos olhos das crianças havia o brilho da emoção. Em seus corações, a lição de um pai agradecido à esposa e filhos que lhe entendiam o esforço e lhe davam apoio. Uma lição que eles levariam impressa, de forma indelével, para as suas próprias vidas. Redação do Pense Nisso, com base no link www.hirukide.com/es/index.php [visualização em 5.2.2014]. Em 17.3.2014.

O melhor amigo de todo mundo
24 Abr 20214:24EP 164

O melhor amigo de todo mundo

O MELHOR AMIGO DE TODO MUNDO Pai, sabia que você é o meu melhor amigo de todo o mundo? Foi o que Bernardo, de cinco anos, disse ao seu pai algumas vezes. A noção de amizade para uma criança nessa idade é muito especial, e talvez nossa compreensão de adultos não consiga explicá-la racionalmente. O que ele entende como amigo? Quem está sempre junto; quem brinca com ele; quem está ali, por perto, quando ele precisa; alguém em quem ele confia, falando sempre a verdade; alguém com quem tem assuntos em comum. Os pais, que são também amigos de seus filhos, têm a oportunidade de conquistar seu amor de uma forma única e preciosa. Frisamos o também, pois os pais, na posição em que estão, não podem ser apenas amigos, pois têm outras responsabilidades, e há momentos em que a autoridade de pai, de mãe, precisa sobressair. Porém, o ingrediente amizade, na relação pais e filhos é fundamental. Quantos pais de filhos adolescentes estão por aí, hoje, desesperados, pois não conseguem se comunicar com seus filhos. Resolveram, tardiamente, serem amigos deles, bater um papo, serem confidentes, quem sabe... Mas sem nunca antes terem se aproximado, de forma adequada, para que hoje pudessem desfrutar dessa posição. Sim. Quem quer poder ter um bom diálogo com seus filhos adolescentes, precisa merecer essa confiança, necessita ter conquistado esse lugar na vida deles desde cedo. E é isso que vemos pouco nas famílias. Vemos dois mundos afastados: o mundo das crianças e o mundo dos adultos. Crianças não podem falar sobre questões de adultos, e adultos não valorizam os assuntos das crianças. E assim vamos criando um vale entre nós e eles. Um em cada mundo. Os diálogos são poucos. Gradativamente eles vão perdendo o interesse em conversar, em perguntar, pois desmerecemos a compreensão que eles têm de mundo. Grande erro nosso, como pais e educadores. As crianças precisam participar de nosso mundo, de nossos assuntos, de nossos problemas e soluções. Obviamente, com critério e cuidado, adequando a linguagem, as explicações e a profundidade do tema, veremos que podemos falar de tudo com elas hoje em dia. E elas precisam opinar, precisam ter a possibilidade de debater sobre os mais variados temas do dia a dia. Assim, não as ignoremos quando dão suas opiniões, por mais absurdas que possam parecer. Amigos falam de tudo. São confidentes. Não têm vergonha de expor suas fragilidades, suas dúvidas e incertezas. Amigos penetram um no mundo do outro. Assim, que tal, sempre que possível, fazer uma breve viagem pelo mundo das crianças, com seus heróis, brinquedos, com sua imaginação fantástica? Elas gostam tanto quando nos veem mergulhados em suas histórias, em suas brincadeiras! Vamos perceber que nos será agradável também. Basta se deixar levar. Há tanto que eles podem nos ensinar sobre a vida... Criando esse diálogo, essa abertura com eles, desde cedo, desde a barriga da mãe, certamente seremos amigos de nossos filhos também e, com isso ganharemos confiança e uma via segura para alcançar seu coração. Para ser o melhor amigo de todo o mundo, precisamos estar lá, no mundo deles, e sempre que possível, deixá-los conhecer o nosso. Redação do Pense Nisso. Em 18.09.2012.

A dor que causamos
23 Abr 20214:16EP 163

A dor que causamos

Na nossa vida, passamos por muitas situações felizes, mas também enfrentamos momentos tristes... conhecemos a dor. Alguns dizem que a dor é ruim, outros, falam da sua importância e o seu valor. Talvez você não tenha parado pra pensar que a dor física, de um modo geral, é um aviso da natureza, que procura nos preservar dos excessos. Sem ela, abusaríamos de nossos órgãos até ao ponto de os destruirmos antes do tempo. Quando um mal aparece no corpo, são os efeitos desagradáveis da dor que nos informam de que algo não está bem. E podemos buscar o tratamento, a medicação adequada. Em se falando da coletividade, a dor tem um grande papel. Foi graças a ela que se constituíram os primeiros agrupamentos humanos. Foi a ameaça das feras, da fome… que obrigou o indivíduo a procurar o seu semelhante para constituir o grupo. Isso permitiu que da vida comum, dos sofrimentos comuns, da inteligência e do trabalho comuns saísse toda a civilização, com suas artes, ciências e indústrias. A dor ainda tem um efeito terapêutico para a alma, desde que, através dela, possamos resgatar faltas cometidas, em passado próximo ou distante. A dor será uma bênção quando bem sofrida, ou seja, sem revolta e indignação. No entanto, existem dores e dores. Se há a necessidade da dor para tratar determinadas faltas, não está na mão de nenhuma pessoa impor sofrimento ao outro. Nenhum de nós tem o direito de ferir a quem quer que seja. E se o fizermos seremos responsabilizados. Bom pensarmos quantas vezes ferimos o nosso irmão, nosso familiar, nosso colega de trabalho. Quantas vezes erguemos a voz no lar para reclamar de alguma coisa que desejamos que fosse diferente. Reclamamos da falta de sal no arroz, do prato que não ficou muito bom, até do cardápio ser sempre o mesmo. Quantos de nós reclamamos do companheiro de trabalho, por não realizar a tarefa exatamente da forma que a idealizamos, como nós a faríamos. Quantas vezes magoamos corações que buscaram fazer o seu melhor. Mas não deram porque têm suas limitações. Toda dor que causamos ao nosso semelhante nos será computada em nossa carga de débitos. Devemos considerar também o quão fundo agredimos nosso próximo, em sua sensibilidade. Não podemos avaliar a fragilidade do outro. Pode ser que ele não dê muita atenção às nossas reclamações. Ou pode ser que a nossa migalha de dor lhe seja um acréscimo a tantas outras dores que sofre, e ele venha a se desequilibrar, física e psicologicamente. Não temos o direito de ferir ninguém. Tenhamos prudência com nossas palavras faladas ou escritas. Ditas pessoalmente ou enviadas pelas redes sociais, de qualquer forma. O nosso papel nesta terra não é ferir. Que possamos semear paz, acolhimento e alegria através de nossas ações e palavras. É disso que o mundo precisa. Pense nisso, mas... Pense agora. (*) Pense Nisso baseado em texto do Momento Espírita, com informações do livro O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. FEB e o livro O problema do ser, do destino e da dor, de Léon Denis, ed. FEB. Em 15.4.2021.

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