COLLE PETRITO
28/10/2025 08:00 | DURAÇÃO 1:57
Notas do Episódio
Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. O dia estava muito quente e eu estava sem companhia para tomar um vinho. Todos procuravam uma bebida para gelar, para refrescar, e eu concordei. Mas, depois de alguns minutos, minhas papilas gustativas pediram um vinho, e lá fui eu a mais um desafio: agradar a quem não era tão fã de vinho e, para completar, ao meio-dia, em um calor imenso. Os pratos eram linguiça suína com ervas, bife de angus e carneiro assados. Escolhi o país dos vinhos mais gastronômicos: a Itália. Decidi por álcool mais baixo, apenas 12%, que permite gelar um pouco mais o vinho sem amargar. Escolhi um vinho tinto para acompanhar as carnes e, depois, o preço que, aliás, era o vinho mais barato da carta. Um vinho jovem chamado Colle petrito Rosso. Rosso, tinto e italiano. O vinho agradou em cheio, porque é um estilo muito simples e fácil de beber, com notas aromáticas de chá preto, frutas vermelhas e orégano. E era exatamente o aroma de orégano, que é uma especiaria que dá muita vontade de comer,que tornou perfeita a harmonização, já que a linguiça tinha ervas, entre elas o orégano. O Colle petrito Rosso é feito com a uva Montepulciano. Essa é a segunda variedade mais plantada na Itália, atrás somente da uva Sangiovese. A Sangiovese, ao lado da Syrah, são as duas uvas que formam belos assemblages com a Montepulciano. Desafio concluído. Só ouvia as descrições: “acidez boa”, “o sabor combina com a comida”, “vinho equilibrado, de médio corpo, macio, melhor ainda com a comida”, e por aí vai. Desafio concluído. Consegui agradar a turma. Lembre-se sempre: se beber, não dirija.