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PODCAST · 521 EPISÓDIOS

Música e Vinho

Descubra a harmonia perfeita entre sons e sabores no Música & Vinho. Em cada episódio, histórias envolventes se encontram com vinhos selecionados, criando uma experiência sensorial que convida você a apreciar, com calma, tudo aquilo que agrada ao ouvido e ao paladar.

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LAURENT GENEROSO SYRAH
4 Jul 20261:47EP 497

LAURENT GENEROSO SYRAH

Hoje falaremos sobre um vinho chileno produzido com a união de conhecimentos de dois enólogos franceses, que, inclusive, são casados: Lorena e Damien Laurent, proprietários da vinícola Laurent. Um de seus vinhos é chamado Laurent Generoso Syrah e é produzido 100% com a variedade syrah, oriunda do terroir do Vale do Maipo. É um vinho de autor e busca, em uma pequena produção, se traduzir em uma coloração rubi profunda, aromas que remetem a frutas vermelhas, tais como morangos, framboesas e amoras bem maduras, além de um toque sutilmente herbáceo e de especiarias. Em boca, é aveludado e natural, apresentando equilíbrio entre taninos e acidez e teor alcoólico de 14%. Os sabores remetem à noz-moscada e às frutas vermelhas maduras. O vinho representa, de forma ímpar, o microterroir do Vale do Curicó dentro do Vale do Maipo. Sensacional! O mais interessante é que o casal Laurent tem experiência de mais de 10 anos na renomada vinícola bordalesa Chateau-Elscartes, que é mundialmente conhecida pelos vinhos biodinâmicos. Toda essa experiência se traduz em vinhos espetaculares, que são produzidos de forma natural. Sensacional! Um brinde a Lorena e Damien e, em especial, a você, ouvinte do Música e Vinho, que pode sugerir um tema para o nosso programa através do meu Instagram. Aproveite e curta a página. Será um prazer.

OLD VINES: O QUE MUDA NA TAÇA?
3 Jul 20261:49EP 496

OLD VINES: O QUE MUDA NA TAÇA?

Hoje falaremos sobre as vinhas velhas e seus efeitos, ou diferenciais, para o vinho. Será que eles existem? Muitas vinícolas, pelo mundo, estampam em seus rótulos as palavras Old Vines ou até mesmo vinhas centenárias. Mas, afinal, o que isso tem de interessante? Existem diversas opiniões sobre o tema das vinhas velhas. Vamos a algumas. As vinhas velhas têm baixo rendimento natural, e isso faz com que seus frutos sejam mais concentrados, gerando vinhos mais complexos e com mais qualidade. As vinhas velhas se adaptaram plenamente ao terroir ao longo do tempo, e isso faz com que expressem melhor, em seus frutos, as características do próprio terroir, como também as características da própria variedade. É fato que não existem argumentos que garantam que vinhos de vinhas velhas sejam melhores do que vinhos de vinhas novas. Tudo isso envolve muita complexidade, pois não existe um órgão regulador que determine a idade ideal para uma vinha ser considerada velha. Isso varia entre países e regiões. Atualmente, o termo está muito inserido em questões de marketing. Eu, particularmente, vejo o termo como algo que mexe com a imaginação, pois saber que as vinhas estão há anos no mesmo local, que podem ter sido manejadas por diferentes gerações e que sobreviveram a diversas irregularidades e safras desperta um certo respeito e curiosidade em um mundo cheio de histórias e particularidades, como é o mundo do vinho. Um brinde às vinhas velhas e, em especial, a você, ouvinte do Música em Vinho.

VINHOS ESTILOSOS DA ÁFRICA DO SUL
2 Jul 20261:42EP 495

VINHOS ESTILOSOS DA ÁFRICA DO SUL

Vamos à nossa taça de conhecimento de hoje. A África do Sul é, para muitos especialistas do mundo do vinho, considerada uma ponte entre os vinhos do Novo e do Velho Mundo. A região do Cabo Ocidental é onde a produção se concentra. Por lá, os vinhedos se misturam às paisagens naturais, que são uma mescla entre montanhas, vales e planaltos. E isso é interessante, pois permite uma grande diversidade de estilos de vinhos. Sensacional! O cultivo de videiras se iniciou na África do Sul pelas mãos dos holandeses, por volta de 1650. Porém, a produção de vinho começa a ter intensidade com a chegada dos franceses, que trouxeram seu rico conhecimento em meados de 1680. A uva emblemática deste país é a tinta Pinotage, uma variedade com muita história e singularidade. Hoje, o Musica&Vinho destaca um vinho sul-africano conhecido em todo o mundo. O vinho Chocolate Block é um blend composto pelas tintas Grenache, Syrah, Cabernet e Cinsaut, e pela branca Viognier. O vinho é robusto, mostrando intensidade em aromas e sabores que vão desde floral, frutos vermelhos e negros maduros, até especiarias, tostado e couro. Um brinde aos vinhos estilosos da África do Sul! E um brinde especial a você, ouvinte do Musica&Vinho, que pode sugerir um tema para o nosso programa lá no meu Instagram. Será um prazer.

ESPUMANTE CAVE ANTIGA
1 Jul 20261:43EP 494

ESPUMANTE CAVE ANTIGA

Hoje, nossa taça de conhecimento traz mais um vinho alegre. Este vinho só podia ser brasileiro, trazendo qualidade como nos vinhos dos grandes países produtores. O espumante Cave Antiga é ideal para a família, desde os consumidores mais experientes até os mais iniciantes. Produzido pelo método Tcharmá, onde a segunda fermentação é realizada em tanques de aço pressurizados, gerando o gás carbônico do vinho, o solo é do terroir da Serra Gaúcha, em uma localidade rica em areia e argila. O espumante é pronto para consumo e deve ser consumido ainda muito jovem, para assim sentir as suas características principais, tais como a coloração amarelo-palha sutil, perlage evidente e constante, aromas de frutas brancas e maduras e um toque floral. Hummm... Em boca, tem agradável doçura e acidez bem integrada, além de notas cítricas. Sua graduação alcoólica é de 7.7, o que é considerada baixa. A harmonização deste espumante é versátil e pode ser combinada com salgadinhos fritos, saladas em geral, peixes grelhados e até mesmo com um pedacinho de fruta da sua preferência. E por que não uma salada de frutas? Sensacional! Um brinde doce e fresco com este espumante brasileiro. Um brinde especial a você, ouvinte do Música em Vinho, que pode sugerir um tema para o nosso programa no meu Instagram, @jonas.somelhiero. Será um prazer!

VALE DE CASABLANCA
29 Jun 20261:40EP 493

VALE DE CASABLANCA

Que satisfação estar com você para mais um episódio da nossa Taça de Conhecimento, aqui no Música e Vinho. Seja bem-vindo! Hoje falaremos sobre o Vale de Casablanca, uma região em grande ascensão no Chile. O vale está em uma localização privilegiada entre a capital, Santiago, e a cidade de Valparaíso, em uma linda planície costeira, onde os dias são bem quentes e as noites bastante frescas. Tal clima proporciona excelente maturação para as veridades cultivadas por lá. Casablanca carregou, durante muito tempo, um rótulo de produzir vinhos baratos, principalmente com a uva Sauvignon Blanc. Porém, o cenário vem mudando, e é possível encontrar excelentes vinhos, como a Riesling, por exemplo, e até mesmo. Mesmo Gevustraminer, sensacional. A espetacular vinícola Mattetite produz um vinho biodinâmico com a ova Sauvignon Blanc, com aromas que remetem a frutas cítricas e tropicais, como, por exemplo, papaya e, além disso, traz notas minerais que elevam o frescor do vinho. Hummm... Em boca, é salino, frutado, rico, perfeito para harmonizar com ceviche, frutos do mar cozidos ou grelhados. Um brinde ao Chile e à sua grande gama de vinhos sensacionais! E um brinde, obviamente, especial a você, que pode sugerir um tema para o nosso programa através do meu Instagram, @jonas.sommelier. Aproveite e curta a página. Será um prazer!

VINHO CABEÇA DE TOIRO RESERVA
26 Jun 20261:28EP 492

VINHO CABEÇA DE TOIRO RESERVA

Hoje, nossa Taça de Conhecimento é sobre um vinho português proveniente da região do Tejo. O vinho tinto Cabeça de Toiro Reserva é, de fato, um vinho com muita personalidade. Sua rotulagem tem um recorte que remete à cabeça de um touro. O vinho, que é de uma denominação de origem controlada, tem em sua composição as castas Syrah, com 34%, Castelão, com 33%, e Touriga Nacional, com 33%. O vinho estagia em barricas de carvalho francês de primeiro uso por 9 meses, proporcionando aromas e sabores equilibrados. Seus aromas são bastante frutados e apresentam notas tostadas bem integradas ao vinho. O vinho Cabeça de Toiro tem excelentes pontuações pela renomada *Wine Enthusiast*, uma revista. E, para harmonizar este vinho do Tejo, podemos valorizar a sua potencialidade e permitir peixe ou carne. Para o peixe, um bom cassoulet de bacalhau; ou uma carne de panela. Sensacional. Um brinde à Quinta de São João Batista, onde nasce o vinho Cabeça de Toiro. Um brinde especial a você, ouvinte do *Música e Vinho*, que pode sugerir um tema para o nosso programa através do meu Instagram, @jonas.sommelier Será um prazer.

VINHOS SUIÇOS
15 Jun 20261:48EP 491

VINHOS SUIÇOS

Uma ótima manhã para você que é apaixonado por vinhos. Vinhos suíços, eu nunca degustei. E você? Mas, só pelas paisagens dos vinhos da região de Lac Léman, já me deu vontade de encontrar um vinho suíço para conhecer. O Lac Léman é o maior lago da Europa Ocidental e tem um clima particular. Está protegido do rigor do inverno, pois o lago e os muros de pedra armazenam calor e, no verão, o próprio lago ajuda a refrescar. A exposição solar é de nascente, o que é propício à viticultura. São duas as regiões mais importantes dos vinhos na Suíça: La Côte e Lavaux. La Côte quer dizer encosta, pela sua localização na suave colina. Produz vinhos brancos, como os da uva Chasselas, uma uva de coloração dourada, lembrando a Chardonnay, e aromas de frutos como pêssego e maçã, além de nozes e mel. Perfeito para um fondue de queijos ou massas com molhos brancos. Além da Chasselas, a região produz ainda vinhos com as uvas Chardonnay, Müller-Thurgau, Sylvaner, Pinot Gris e os tintos mais leves, como Pinot Noir e Gamay. A outra região vinícola da Suíça é a Lavaux, considerada Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO desde 2007. O motivo de tal título são as paisagens incríveis dos vinhedos. Dizem sobre a região de Lavaux que ela tem a sorte de amadurecer sob um sol triplo: um sol que vem de cima, generoso e acolhedor; um sol que vem de baixo, reflexo do lago espelhado; e um sol retido nos velhos muros de pedra, que é liberado à noite.

VINHO NERO D´AVOLA
13 Jun 20261:37EP 490

VINHO NERO D´AVOLA

Centro América FM, música e vinho, e uma excelente manhã para você. A vinícola italiana Botter Carlo tem a sua sede em Fossalta di Piave, no Vêneto, ao norte da Itália, mas produz em terras espalhadas por toda a Itália, até chegar à Sicília. A vinícola preserva as uvas nativas de cada região e explora ao máximo suas características, que são extremamente distintas em cada pedacinho da Itália. Degustei mais um Nerodávola, aquela uva da Sicília para a qual eu torcia o nariz e agora amo. A Sicília é a terra do solo vulcânico e também considerada a terra do sol, de verões quentes e invernos bem amenos, em clima mediterrâneo. Degustei o Caleu Nerodávola, com coloração intensa, bem fechada, e notas de pimentas e frutas negras, super presentes, além de taninos bem rústicos. Um vinho com tons rústicos, mas, ao mesmo tempo, bem modurado, digamos, domado, integrando fruta e tanino. Mas nem por isso delicado: é um vinho mais bruto. E os aromas de fumaça da terra vulcânica lembram um defumado e aí já vem churrasco à cabeça. Sim, o Nerodávola fica super bom com carnes tostadas, não queimadas, é claro. Com uma tosta leve de carvão e com risoto de queijos bem fortes, extremamente maduros. Essa é a harmonização perfeita para um Nerodávola. E você, tem alguma uva ou estilo de vinho que não gostava e agora ama? Então compartilhe comigo a sua experiência usando a hashtag Música e Vinho.

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