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PODCAST · 521 EPISÓDIOS

Música e Vinho

Descubra a harmonia perfeita entre sons e sabores no Música & Vinho. Em cada episódio, histórias envolventes se encontram com vinhos selecionados, criando uma experiência sensorial que convida você a apreciar, com calma, tudo aquilo que agrada ao ouvido e ao paladar.

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VÍTIO VINÍCOLA
22 Out 20251:22EP 297

VÍTIO VINÍCOLA

Centro América FM, música e vinho, e uma ótima manhã para você. A história da Vítio Vinícola do Chile tem mais de 500 anos, porém, os últimos anos são de grande desenvolvimento e profissionalização do mercado. Novas vinícolas, novos enólogos e antigas vinícolas formando grupos ou se associando a grandes holdings do setor, como a Chatolos Voldos, estabelecida desde 1991, mas que só em 2008 se associou à Sogrape, um dos maiores grupos de produtores e distribuidores de vinhos do mundo. A associação trouxe reformas e evoluções com a finalidade de aumentar a qualidade em cada processo de elaboração dos vinhos da Chatolos Voldos. Deguste o Tradition Reserve, uma assemblage de 50% Cabernet Sauvignon e 50% Syrah. Um vinho para você ter de caixa em casa, agrada a todos, combina com quase tudo e tem um bom custo. Super frutadinho, lembrando frango, amboesa, ameixa e até um toque de tabaco, pelo seu amadurecimento de seis meses em carvalho francês. Um vinho perfeito para carnes, churrascos, queijos, massas ao molho de carnes, molho vermelho e até molhos de linguiça. Uma delícia para você ter em casa, lembrando sempre, claro, de manter a moderação para aproveitar o seu próximo vinho.

CHÂTEAU VALANDRAUD
21 Out 20251:27EP 296

CHÂTEAU VALANDRAUD

Centro América FM, Música e Vinho, e uma ótima manhã pra você! A história toda dos vinhos de garagem começou na França, na região de Saint-Émilion, com o famoso Jean-Luc Thunevin e a ajuda do seu amigo, enólogo super famoso, Michel Roland. É claro que tudo deu certo. Eles começaram, literalmente, na garagem de casa — por falta de dinheiro mesmo — até comprarem o Château Valandraud. Receberam pontuação do crítico Robert Parker e, além disso, Jean-Luc ganhou o apelido de “Bad Boy”. Era considerado um vinhateiro na contramão e fez pegar a moda dos vinhos de garagem, que permanece até hoje. São produções pequenas, com poucos exemplares, mas que resultam em algumas raridades. Degustei o Passo a Passo, um blend tinto argentino, um vinho de garagem que, até agora, não consegui descobrir sequer o nome do produtor. Era um Bonarda bem intenso, com aroma muito forte de ervas, frutas, menta e mineral — bem típico de vinhas velhas. Intenso no nariz, mas nem tanto na boca, já que os vinhos de garagem são mais naturais. Não têm tanta extração de polpa e fogem dos processos mecânicos tradicionais. Por isso, você pode encontrar também turvações e, às vezes, borras no vinho — é normal! São vinhos mais crus, mais vivos… afinal, são vinhos de garagem. Lembre-se de manter a moderação sempre. Se beber, não dirija.

VINOTERAPIA
20 Out 20251:30EP 295

VINOTERAPIA

É um bom dia pra você que está curtindo a Central América FM! E agora tem música e vinho. Vocês sabem que uma das minhas grandes referências é a revista Adega, que traz as melhores publicações do mundo do vinho. E eles trouxeram uma matéria sobre vinoterapia, o tratamento estético à base de vinhos e seus elementos. O termo vinoterapia é patenteado e só pode ser usado em seis espaços de vinhos pelo mundo. O termo é super antigo. Os gregos já registravam os tratamentos estéticos à base de uvas desde a Antiguidade. O tratamento é baseado na utilização de nutrientes da uva: casca, mosto, óleo de semente e bagaço pra realizar esfoliações, massagens e banhos. O vinho mesmo é usado só pra beber enquanto relaxa na banheira com cremes e sais, porque o álcool não é indicado pra ter contato com a pele — pode causar irritação e produção de oleosidade. São desde o relaxamento, a redução de rugas e anti-envelhecimento. Como todo tratamento, a vinoterapia precisa ter a orientação do seu médico, mas alguns dos benefícios são: hidrata a pele, elimina toxinas, acelera a cicatrização de feridas, auxilia na produção de colágeno — e, por isso, mantém a pele mais firme —, ativa a circulação sanguínea. A história é bem clara: Cleópatra, a rainha do Egito e a mais bela da sua época, já tomava banhos de vinho.

VINHO GLEN CARLOU SYRAH
18 Out 20251:53EP 294

VINHO GLEN CARLOU SYRAH

O Música e Vinho é exclusivo da Centro América FM e uma ótima amanhã para você. Se você também gosta de pão com linguiça como eu, se liga na armonização. Linguiça Cuiabana bem temperada combina com vinho, é claro. A linguiça Cuiabana original é feita de carne bovina, com leite, queijo minas e temperos. Mas hoje há variações com carne suínas, frango e até com peixes. O mais curioso é que a origem da linguiça Cuiabana é paulista do interior de São Paulo. E aqui em Mato Grosso era pouco conhecida, mas já está fazendo sucesso. Sanduíche de linguiça Cuiabana com vinho sul-africano foi a minha escolha. Degustei o Glen Carlou Syrah da região vinícola do Paral, na África do Sul, que fica acima da famosa região de Stellenbosch. A região tem clima mediterrâneo com invernos chuvosos e verões quentes e calorosos, perfeitos para se plantar e degustar bons vinhos. Como eu adoro assemblagens, escolhi o . Que Glen Carlou Syrah tem o corte de 5% de muvedre e 1% da uva branca vionier para equilibrar o vinho. Usar uvas brancas em cortes de vinhos tintos traz leveza ao vinho, como esses 1% de vionier já bastam. O Glen Carlou passa 12 meses em carvalho francês e americano e traz complexidade de notas terciárias à uva cirrá. A cor é bem fechada e os aromas de frutas negras, couro, chocolate e especiarias bem típicos dos vinhos da África do Sul. É um vinho rico com final longo e pode ser decantado para abrir ainda mais os aromas e baixar os seus altos 14,5 de álcool. E você pode seguir da linguiça Cuiabana para Toscana e as carnes assadas e fica perfeito o seu churrasco com o vinho sul-africanoGlen Carlou Syrah . Uma ótima manhã para você, lembre-se sempre de manter a moderação.

BORDEAUX
17 Out 20252:01EP 293

BORDEAUX

O Música e Vinho é exclusivo da Centro América FM e uma ótima manhã para você. É possível sim achar um Bordeaux simples e para o dia a dia. Só para recordar, Bordeaux é a famosa região francesa dos vinhos caros do famoso corte das uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot, além de brancos de sobremesa como os caríssimos Soternes. São os vinhos mais cultuados do mundo, mas nos últimos anos vimos uma leva de Bordeaux mais acessíveis e com uma qualidade boa para se beber no almoço de domingo com a família. Degustei o Duc de Rosan, um Bordeaux bom e barato de Cabernet Sauvignon e Merlot. Um vinho sem passagem na madeira, só tanque de aço inox mesmo e apenas 12% de álcool. Então já se vê que é para consumo rápido. Degustei o 2015 com três anos, estava super macio. Harmonizei com comida italiana, massa ao molho de fungo e creme branco e filés. Mungui tem sempre o sabor forte que lembra a carne vermelha, essa é uma harmonização clássica, vinhos de médio corpo tintos, de Cabernet Sauvignon e Merlot, uma boa presença com massa e carnes. Bordeaux é tão cheio de subregiões e classificações que às vezes assusta a escolher, mas a classificação bordeaux superior já é bastante para começar. E a média de preços entre 60 e 120 reais também ajuda a nortear uma boa compra. Para não deixar cair sua reputação, mas ainda assim ganhar o mercado, os produtores bordaleses se dispuseram a fazer esses vinhos de um estilo com custo mais barato, sem perder a qualidade histórica e copiada em todo o mundo. Bordeaux ainda é referência e essa história começou por volta do ano 48 antes de Cristo, quando o Império Romano se estabeleceu em Saint-Emilion, até hoje nos brinda com belos vinhos. Lembre-se sempre de manter a moderação para aproveitar e descobrir. Novos bordôs.

SAUVIGNON BLANC
16 Out 20252:22EP 292

SAUVIGNON BLANC

Uma ótima manhã para você que curte a Centro América FM e ainda as novidades do Musique Vinho. Quando a uva sobrevive às temperaturas geladas e até neve da Serra Catarinense no Brasil, dizem ser uma uva selvagem ou uma Sauvignon. E é assim que se comporta a Sauvignon Blanc. Ela vem se destacando no terroir catarinense e já se discute uma criação de uma doc, uma denominação de origem controlada para proteger as características da Sauvignon Blanc na região da Serra Catarinense. A Serra, na região de São Joaquim, tem altitudes entre 900 e 1400 metros. Um dos fatores atribuídos pelos enólogos para o destaque da Sauvignon Blanc em terras catarinenses é o ciclo intermediário da uva, que consegue escapar das grandes geadas no período de brotação e não tem maturação nem precoce nem tardia. A Sauvignon Blanc é resistente aos ventos fortes. Que tem uma casca espessa e resistente. E a uva, diferente das demais, se beneficia da loucura climática que acontece na região, fazendo as quatro estações em um único dia. A amplitude térmica, e eu traduzo é a variação de temperatura entre o dia e a noite, faz com que a uva absorva e mantenha o calor durante o dia e se refresque à noite, liberando os ácidos que compõem o vinho de maneira bem lenta. Assim, a uva é colhida na sua plena maturação de açúcares e aromática perfeita. Na taça, em linhas gerais, os vinhos da uva Sauvignon Blanc de Santa Catarina são bastante minerais, elegantes, complexos aromaticamente e sutis. São vinhos intensos, com boa acidez e aromas que lembram maracujá, abacaxi, além de aspargos, folhas, vegetais e um cítrico bem intenso. Os produtores têm preferido colher a uva um pouco antes da completa maturação para preservar o aromático. Minerais e não deixar sobressair tanto os aromas de frutas tropicais mais doces. Esse é o estilo do Sauvignon Blanc de Santa Catarina. Nos últimos anos, os melhores vinhos brancos brasileiros vieram de lá e tudo indica que esse caminho de sucesso é só o começo. Lembre-se sempre de manter a moderação e se beber, não dirija!

ITÁLIA, A PÁTRIA DOS COGUMELOS
15 Out 20251:48EP 291

ITÁLIA, A PÁTRIA DOS COGUMELOS

O músico vinho está no ar e eu lhe desejo uma excelente manhã. A Itália é considerada a pátria dos cogumelos. São centenas de espécies e o consumo é tão popular que virou atração turística ao período da colheita, chamado de Andaria funghi, e todos vão em busca do tesouro nas florestas. O funghi portini é o mais famoso e cresce ao norte da Itália. O cogumelo chamado cantarela tem a coloração laranja. Os cardoncelli são os mais populares ao sul da Itália e são servidos assados, fritos ou cozidos em azeite. As trufas crescem embaixo da terra e têm sabor único, ou você ama ou odeia. Todos fazem parte dos ingredientes de diversas receitas na Itália e pelo mundo que pedem vinho para harmonizar. Pela variedade de sabores e intensidade dos cogumelos, não se pode generalizar e dizer que cogumelos combinam com pinot noir, como já ouvi dizer. Suave e fresco, enquanto as trufas negras ou brancas são uma explosão de sabores. Seguindo a intensidade de aromas e sabores, harmoniza-se o vinho. Do pinot noir ao barolo de nebiolo para as trufas. Além desses cogumelos italianos, que são mais raros por aqui, temos o shiitake e o shimeji que parecem carne vermelha, o paris que é bastante fresco, o portobello que vai bem com carnes, o champignon que eu amo fresco e todos pedem vinho. A receita vai da sua criatividade desde os cremes de cogumelos, fatiado na salada, assados, molhos de cogumelos e muito mais. Cogumelos são ricos em vitamina D e super combina com vinhos. Lembre-se sempre de manter a moderação para criar a sua próxima harmonização.

PESQUERA CRIANZA
14 Out 20251:27EP 290

PESQUERA CRIANZA

E uma excelente manhã para você que está curtindo a Centro América FM. Paixão pela uva e pela terra. Tem mais, muito mais para você descobrir e degustar. A família Fernández Rivera da Espanha é a produtora do famoso pesqueira, o vinho que impulsionou a criação da denominação de origem Ribeira Del Duero. Pesqueira está comemorando 50 anos. A vinícola foi fundada em 1972 e a primeira propriedade foi a pesqueira. Alejandro Fernández foi quem começou o projeto e logo ganhou o reconhecimento de Robert Parker, que classificou a vinícola como cinco estrelas. O vinho pesqueira criança é considerado soberbo pelo crítico americano. É um 100% tempranilo, 18 meses em carvalho americano e seis meses em garrafa. São camadas e camadas de frutas sedoso, encorpado e com um retrogosto intenso de frutas negras. A maturação acontece em carvalho e ela trouxe ainda um toque balsâmico e um suave sabor licoroso ao vinho. Fica muito tempo em boca. Vale abrir umas horas antes, mas sugiro só abrir, sem decantar, para você curtir a evolução e complexidade do pesqueira na sua taça. Perfeito para um bom churrasco, carneiro e embutidos espanhóis. Bom pesqueira para você!

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