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PODCAST · 521 EPISÓDIOS

Música e Vinho

Descubra a harmonia perfeita entre sons e sabores no Música & Vinho. Em cada episódio, histórias envolventes se encontram com vinhos selecionados, criando uma experiência sensorial que convida você a apreciar, com calma, tudo aquilo que agrada ao ouvido e ao paladar.

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FUNÇÃO DO SOMMELIER
11 Nov 20251:27EP 313

FUNÇÃO DO SOMMELIER

Uma excelente manhã para você que curte o Música e Vinho! E que tal falar um pouquinho sobre o papel do sommelier? Eu já acompanho o mercado de restauração, como dizemos, o mercado de restaurantes, há muitos anos. Já vi várias fases de serviço. Peguei desde o mais clássico, quando o maître era quase um semideus no salão. Era inaceitável qualquer erro, e essa rigidez seguia para o atendimento duro e robótico dos garçons e também do sommelier. Há pouco tempo, mais ou menos uns dez anos atrás, os consumidores descobriram a figura do sommelier, e ele era muito requisitado. Havia pouca informação disponível no mercado, por isso precisava da orientação do sommelier. Atender uma mesa poderia levar tempo, porque era preciso conversar muito até entender o gosto do cliente e as suas preferências, até sugerir o melhor vinho. Hoje, o acesso à informação é muito simples, normalmente, o cliente sabe o que quer. O sommelier passa, então, para uma nova fase: cada vez mais, gerenciar estoque, fazer boas compras, promover eventos, orientar a escolha quando solicitado e cuidar dos serviços sem dar aulas. Ouvir o cliente quanto às suas preferências de temperatura, decantação e harmonizações. Eu já achei o meu caminho: compartilhar aqui, no Música e Vinho, com vocês, e também nas minhas redes sociais, a vida de sommelier. Lembre-se sempre: mantenha a moderação e, se beber, não dirija.

VINHOS BRASILEIROS
10 Nov 20252:43EP 312

VINHOS BRASILEIROS

Música e Vinho é só aqui, na Centro América FM. Uma ótima manhã para você! Vamos falar sobre vinhos brasileiros. Degustei três vinhos brasileiros: o Aurora Procedências Rosé Brut, o Aurora Chardonnay, da região de Pinto Bandeira, e o Pequenas Partilhas Cabernet Franc. São três vinhos diferentes, um espumante, um branco e um vinho tinto, de excelente renome em todo o território nacional. Vamos entender um pouquinho sobre esses três estilos de vinhos que fazem sucesso não só no Brasil, mas fora também, participando até de grandes premiações. O Rosé Brut é elaborado com as uvas Pinot Noir, que é tinta, e Riesling Itálico, que é uma uva branca. Sem o contato com a casca da Pinot Noir, você tem um vinho branco. Neste caso, no Aurora Procedências Rosé Brut, o enólogo quis fazer um vinho rosado, por isso ele ganha a coloração bem delicada da uva Pinot Noir. É um vinho seco e de bom corpo, da região de Pinto Bandeira. Você sabia que a região de Pinto Bandeira é considerada a melhor indicação de procedência para os melhores espumantes brasileiros? Isso quer dizer que ela tem uma certificação para a elaboração dos melhores espumantes do Brasil. Essa região é reconhecida como o melhor terroir, perfeito para uvas brancas com boa acidez, a maior característica de qualidade dos nossos espumantes. Já o Chardonnay, também elaborado na região de Pinto Bandeira, é um chardonnay um pouquinho diferente. Ele não tem a nota frutada tão acentuada quanto a maioria dos vinhos da uva branca Chardonnay. Tem muita elegância e notas que lembram amêndoa e certa mineralidade. Já o apelidei de petit Chablis pela elegância e mineralidade, perfeito para nossos peixes de água doce regionais, mas aceita também frutos do mar. Já o vinho tinto Pequenas Partilhas Cabernet Frank, elaborado com essa uva, a Cabernet Frank, já foi muito plantada no Brasil até a década de 70. A origem é francesa, no Vale do Loire, mas é uma das uvas permitidas na famosa região de Bordeaux. É mais perfumada, menos tânica e mais leve que a famosa Cabernet Sauvignon. Agora, começa a aparecer sozinha. Antes, a Cabernet Frank aparecia só em pequenos cortes, ou assemblages, que são as misturas de uvas. No Brasil, as videiras de Cabernet Frank foram atacadas por fungos na década de 90, e as videiras foram replantadas. Agora, temos excelentes opções de vinhos tintos da uva Cabernet Frank pra gente aproveitar aqui no Brasil.

BLEND TANNAT-SIRRA
8 Nov 20251:13EP 311

BLEND TANNAT-SIRRA

É uma excelente manhã para você que curte as canções da Centro América FM e que quer saber mais sobre o mundo do vinho. Na província de Carmelo, no Uruguai, está localizada a bodega boutique El Legado. Produz entre 8 e 10 mil garrafas por ano, e a produção, com as atuais uvas Sirra, Taná e Vionier, começou somente em 2007. Degustei o blend Taná-Sirra, com 14% de graduação alcoólica. Tive que decantar, é claro, muito álcool. O vinho era negro: 80% de Taná e 20% de Sirra. Então, ele ganha muita coloração das duas uvas. Aromas de frutas negras, tostado, especiarias. Um vinho super complexo, encorpado, mas de taninos extremamente aveludados. Daqueles vinhos musculosos, de tão encorpados. Um vinhaço! Um achado do meu amigo Marcelo Pádua. Harmonizei com ossobuco e polenta, porque precisava de maciez e suculência. Eu quero saber o que você também está degustando, o que você encontrou de novos vinhos. É só compartilhar conosco usando a hashtag #musica&vinho, através das redes sociais.

VINHO CARAVAGGIO
7 Nov 20251:35EP 310

VINHO CARAVAGGIO

E uma excelente manhã pra você, sintonizado na Centro América FM! Pronto para curtir mais uma edição do Música e Vinho? Já encontrei vários vinhos com rótulos lindíssimos de artistas famosos. Quando o vinho encontra a arte, surge o Vinho Caravaggio, em homenagem a um dos mais notados pintores italianos. Caravaggio pintou a famosa obra Baco, o Deus do Vinho, e também a obra chamada O Musicista, só pra mostrar a você que Caravaggio também amava música e vinho. Fui presenteada pela Marilene, que trouxe o Vinho Caravaggio Sauvignon Blanc, da Marsovã, de Malta, um país-ilha minúsculo, que eu nunca imaginei que produzisse vinho. Mas produz! E muito bom. É que a produção é pequena e quase toda consumida pelos milhares de turistas que visitam Malta a cada ano. A vinícola Marsovã foi fundada em 1919, e Malta produz vinhos desde o ano 800 a.C. Uma vinícola prestigiada pela crítica internacional e que organiza vários festivais de música e vinho em sua propriedade. Voltando ao meu vinho: um Super Cabernet Sauvignon, com notas de ervas, frutas intensas, chocolate e tabaco. Um vinho bem encorpado, com taninos perfeitos, pode disputar com supervinhos pelo mundo! A linha Caravaggio homenageia o pintor que atuou não só na Itália, mas também na ilha de Malta. Mais uma sugestão de vinho pra você: Caravaggio Sauvignon Blanc. E lembre-se sempre, moderação é o segredo.

RIOJA RED BLEND
6 Nov 20251:49EP 309

RIOJA RED BLEND

E uma excelente manhã para você, sintonizado na Centro América FM! Descobri uma terminologia usada no vocabulário do vinho que eu não sabia: Rioja Red Blend. É o termo usado para descrever a combinação das uvas tintas da região espanhola de Rioja, que usa normalmente as uvas tempranillo. Além da tempranillo, esse corte tem também garnacha, mazuelo e graciano. A base é a tempranillo, com sua variedade de sabores e aromas que vão das frutas vermelhas, como morango e cereja, até sabores mais ricos e suculentos, como ameixa, chocolate e frutas cozidas. A garnacha traz corpo ao vinho e adiciona sabores como framboesa e uma certa picância. A mazuelo, também conhecida como carignan, traz coloração escura ao vinho e taninos bem presentes. Já a uva graciano incorpora ao vinho perfumes e estrutura. Que tal experimentar um Rioja Red Blend e sair do lugar comum? Lembre-se: a Espanha não é só tempranillo! O Promesa Crianza é uma boa opção, com pelo menos 12 meses em carvalho e 2 anos de envelhecimento geral. E essa mistura de uvas, o Rioja Red Blend, pode ser encontrada não só na Espanha, mas também na Califórnia e na Austrália. Eu entendi esse estilo como um corte bordalês, das três principais uvas tintas da região de Bordeaux, que unem Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot. Juntas, elas formam uma bela parceria, e esse corte típico é copiado em várias regiões vinícolas do mundo. O corte do Rioja Red Blend também começa a ser copiado e, por isso, aparece não só na Espanha, mas na Califórnia e na Austrália. Talvez a gente comece a ver mais Rioja Red Blend no mercado. Por enquanto, a minha sugestão é o Promesa Crianza.

NERO D´ AVOLA
5 Nov 20251:37EP 308

NERO D´ AVOLA

Centro América FM, Música e Vinho. Uma excelente manhã pra você! A vinícola italiana Botter Carlo tem sua sede em Fossalta di Piave, no Vêneto, ao norte da Itália, mas produz vinhos em terras espalhadas por todo o país, até chegar à Sicília. A vinícola preserva as uvas nativas de cada região e explora ao máximo suas características, que são extremamente distintas em cada pedacinho da Itália. Degustei mais um Nero d’Avola, aquela uva da Sicília que eu torcia o nariz… e agora eu amo! A Sicília é a terra do solo vulcânico e também considerada a terra do sol, de verões quentes e invernos amenos, típico clima mediterrâneo da ilha. Provei o Caleu Nero d’Avola, de coloração intensa, bem fechada, com notas de pimentas e frutas negras. Super pegadas de taninos rústicos, um vinho com tons fortes, mas ao mesmo tempo amadurecido, digamos, domado. Integra fruta e tanino de forma equilibrada. Mas nem por isso é delicado: é um vinho mais bruto, cheio de personalidade. Os aromas de fumaça, vindos da terra vulcânica, lembram um leve defumado, e aí, claro, já vem churrasco à cabeça! Sim, o Nero d’Avola fica ótimo com carnes tostadas, não queimadas, é claro, com aquela tosta leve de carvão. Também harmoniza muito bem com risotos de queijos fortes e bem maduros. Essa é a combinação perfeita para um Nero d’Avola! E você? Tem alguma uva ou estilo de vinho que não gostava e agora ama? Então compartilhe comigo a sua experiência usando a hashtag #MúsicaEVinho.

CUVELIER DE LOS ANDES
4 Nov 20251:52EP 307

CUVELIER DE LOS ANDES

Uma excelente manhã para você que me faz companhia! O estilo é francês em terras argentinas, este é o estilo dos vinhos da linha Cuvellier de Los Andes, elaborados em Mendoza. A bodega Cuvellier de Los Andes é de 1998, ano em que as atividades na Argentina iniciaram. Porém, a família Cuvellier vem de uma longa história vitivinícola na França, desde 1804. O fundador Henri Cuvellier desenvolveu super bem o negócio de vinhos, vendendo aos seus amigos burgueses na França. A partir daí, adquiriu novos châteaux, como o famoso Château Le Croc, em Saint-Estèphe, e o Léoville Poyferré, em Saint-Julien. Atualmente, a família possui, além da bodega argentina Cuvellier de Los Andes, o Clos de Los Siete e a Agrícola Cuvellier, no Chile. Por falar em Clos de Los Siete, esse é um projeto que eu curto muito! Idealizado por Michel Rolland, o super enólogo francês, reúne quatro super vinícolas para elaborar um assemblage argentino com cinco uvas: Malbec, que é a base da Argentina, além de Merlot, Cabernet Sauvignon, Syrah e Petit Verdot. Assim são também os cortes da linha Cuvellier de Los Andes, como o Grand Vin, o Collection e o Top El, que usam os assemblages das principais uvas plantadas por esse produtor: Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec, Syrah e Petit Verdot. A Cuvellier de Los Andes se dedica às variedades tintas em um estilo de plantio orgânico e biodinâmico, aproveitando ao máximo o potencial do Vale do Uco. O vale é perfeito para as uvas tintas mais intensas com terrenos de pedra, clima quente e seco, noites frias e altitude de mil metros. Mais um super produtor com vinhos de alta qualidade e super assemblages... porque a Argentina não é só Malbec!

CABERNET SAUVIGNON
3 Nov 20252:14EP 306

CABERNET SAUVIGNON

Uma excelente manhã pra você! No Musica & Vinho de hoje, o tema é a Cabernet Sauvignon, a famosa rainha das uvas tintas. Engraçado como eu fujo de tudo que é muito comum, óbvio, especialmente o que está na moda. Se todo mundo gosta... eu já desconfio. E havia muito tempo que eu não parava pra degustar um Cabernet Sauvignon 100%, a não ser em degustações técnicas. Mas eu mesma escolher um Cabernet Sauvignon pra beber... é coisa rara. Resolvi me render à moda de um Cabernet Sauvignon e escolhi um vinho para o dia a dia pro almoço, com carne de porco ao molho barbecue. Lembrei daquele aroma de barbecue que encontrei num vinho tinto espanhol, Marquês de Griñón, da Rioja. Mas, já que não era possível encontrá-lo, vamos a um Cabernet Sauvignon. Degustei o Petirorro, chileno, 100% da uva Cabernet Sauvignon. Um vinho supercorreto e um Cabernet Sauvignon fácil de beber. Pode-se dizer que é um Cabernet Sauvignon dos leves, de cor média, corpo médio, já que não existe Cabernet Sauvignon totalmente leve. Apenas 30% do vinho passa em carvalho, então mantém bem o frutado. Na madeira, ganha um toque de tostado que harmoniza muito bem com a carne de porco bem assada e com aromas defumados. Talvez você se lembre que eu falei no Música & Vinho outro dia sobre vinho e pássaros. Pássaros têm a simbologia de mensageiros da paz, e muitos rótulos de vinhos têm pássaros estampados, como este vinho, o Petirorro, que é um pássaro vermelho e preto da região do Colchagua, no Chile. A Cabernet Sauvignon é a rainha das uvas tintas, a que melhor se adapta em todo o mundo, e é uma unanimidade: todo mundo gosta. Eu prefiro os Cabernet Sauvignon como base e soberana, sim, mas com assemblage de outras uvas. Como os vinhos australianos, que misturam Cabernet Sauvignon com Syrah; ou os franceses, com Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot; e até os Cabernet Sauvignon com Sangiovese, na região da Toscana. A mistura, como sempre digo, traz mais complexidade, mais camadas, mais aromas, e tem mais a se descobrir. Lembre-se sempre de manter a moderação. E, se beber, não dirija!

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