Capa de Música e Vinho

PODCAST · 521 EPISÓDIOS

Música e Vinho

Descubra a harmonia perfeita entre sons e sabores no Música & Vinho. Em cada episódio, histórias envolventes se encontram com vinhos selecionados, criando uma experiência sensorial que convida você a apreciar, com calma, tudo aquilo que agrada ao ouvido e ao paladar.

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VINHO ESTILO  RASTEAU
20 Nov 20251:41EP 321

VINHO ESTILO RASTEAU

E que delícia ter a sua companhia para falar de música e vinho. E se o vinho te inspira a explorar assim como eu, somos amigos do vinho. Quanto mais eu exploro, mais descubro e mais me apaixono por cada nome, cada apelação, mesmo as pouco conhecidas, como a Rastaud, que só foi reconhecida em 2010. Rastaud é uma apelação de vinhos fortificados e também de vinhos não fortificados dentro da famosa região do Rhône, ao sul da França. Ser reconhecida como uma apelação de origem controlada foi uma independência dos Cotes do Rhône, nome que aparecia antigamente nos rótulos destes vinhos. Os vinhos no estilo Rastaud utilizam as uvas regionais como Grenache Noir, Grenache Gris e Grenache Blanc. Os tintos são produzidos 100% com Grenache Noir, e os fortificados chegam até 15% de graduação alcoólica, por isso são chamados de fortificados. Ainda temos poucas opções no Brasil, mas não demora a surgir opções como o Rastô da Maison Chapoutier, feito 100% com a uva Grenache e 14,5% de álcool. O vinho passa 15–20 dias em vinificação, com duas remoagens diárias. Amadurece parte em barrica e parte em cubas de aço durante 12 a 16 meses. Um supervinho saboroso e profundo, daqueles vinhos negros e condimentados, lembram aromas de tâmaras e amêndoas. Vinhos extremamente diferentes, mas uma opção para você explorar, descobrir e se inspirar no mundo do vinho. Vinhos no estilo Rastô, do sul da França.

SANTIAGO DE COMPOSTELA
19 Nov 20251:45EP 320

SANTIAGO DE COMPOSTELA

Centro-América FM, música e vinho e uma ótima manhã para você! Já ouviram o provérbio que diz: com pão e vinho se faz um bom caminho? Serve para descrever o caminho de Santiago de Compostela, que percorre todo o norte da Espanha, de leste a oeste. Começando com as cavas da Catalunha, passando pelos vinhos da uva garnacha da região de Navarra, entrando pela maior área vinícola da Espanha, Arquioja, onde 75% dos vinhos produzidos são tintos, 100% ou com assemblages da uva tempranilo, encerrando a jornada na Galícia. A Galícia está localizada logo acima da famosa região dos vinhos verdes portugueses e tem vinhos com características e estilos bem parecidos. A Galícia é famosa pelos vinhos brancos da uva Alvarinho, assim como a região dos vinhos verdes em Portugal. Mas esse caminho cheio de histórias, fé e milagres tem ainda a famosa fonte de Hirache, que oferece vinho aos peregrinos. Segundo a placa da fonte, o peregrino que quiser chegar a Santiago com força e vitalidade, deste grande vinho tome um gole e brinde pela felicidade. A fonte de Hirache está quase no início do caminho, na região produtora de Navarra, e abriga ainda um museu do vinho e a bodega Hirache, ambos abertos à visitação. O caminho de Santiago de Compostela passa por plantações de videiras, pequenos vilarejos, construções históricas, passa também por reflexões e vinhos à mesa para avivar o corpo e a mente. O caminho de Santiago de Compostela é também patrimônio itinerário cultural europeu e patrimônio da humanidade.

VINHOS LARANJAS
18 Nov 20252:14EP 319

VINHOS LARANJAS

É uma ótima manhã para você que curte a Centro América FM e o Musica & Vinho! Outro dia, li uma matéria da revista Adegas sobre vinhos laranjas que dizia que essa busca pelo que é simples é uma reafirmação de valores da humanidade. E os vinhos naturais buscam trazer essa inocência perdida e mostram os anseios de pequenos grupos sociais. Pequenos, mas nem tanto, eles vêm crescendo junto com a consciência alimentar. Comida e bebida cada vez mais naturais. Quem curte e acompanha o Musica & Vinho deve se lembrar do programa sobre vinhos coloridos. Falei sobre as colorações de vinhos brancos, tintos, azuis, verdes, rosés e também dos laranjas. E você pode ouvir mais no nosso site da Centro América FM. Pois bem, os vinhos laranjas são vinhos brancos tratados como tintos. A técnica vem da Geórgia e da Armênia, onde o suco da uva fica em contato com as cascas para adquirir a cor. A cor laranja, ou seja, casca de uva branca também tem cor. O enólogo Josco Gravner, o rei dos vinhos laranjas, é um esloveno radicado em Friuli, na Itália. Foi ele quem trouxe à tona a metodologia dos vinhos laranja. E ainda, a vinificação acontece com cachos, engaços e sementes, o que pode trazer certo amargor ao vinho laranja, além do tanino da casca, que, neste caso, fica em contato com o mosto. Neste estilo de vinhos, há duas controvérsias conhecidas no mundo do vinho: casca de uva branca não tem cor, tem sim, a coloração laranja; e vinho branco não tem taninos, a não ser que fique em contato com a casca, como é o caso dos vinhos laranjas. O estilo laranja é um vinho com frescor de branco, que ganhou coloração, ganhou corpo, ganhou tanino. E eu harmonizaria vinhos laranjas com uma bela galinhada ou um frango no estilo indiano com molho ao curry. E você, compartilhe comigo e com todos os amantes do Música e Vinho usando a #Música&Vinho. Lembre-se sempre de manter a moderação para aproveitar e conhecer novos vinhos, como os estilos de vinhos laranjas.

LENDAS DO MUNDO DO VINHO
17 Nov 20251:41EP 318

LENDAS DO MUNDO DO VINHO

E uma excelente manhã para você, apaixonado por música, vinho e histórias do mundo do vinho. Eu adoro as lendas do mundo do vinho. Conta-se que, no século XII, os monges da ordem de Cartucha, os mesmos do vinho português Cartucha famoso, procuravam um lugar para construir um novo mosteiro. Encontraram um pastor que lhes informou sobre um lugar onde os anjos subiam aos céus por uma escada. Construíram exatamente nesse local o mosteiro chamado Scaladei e plantaram vinhas e elaboraram vinhos. Ao redor do mosteiro, nasceu o vilarejo Scaladei. Mais tarde, a região ficou conhecida como Priorat ou Priorato, que significa comunidade religiosa. Para entender melhor a região, a denominação de origem controlada Priorat, que faz parte da Catalunha, é uma região que cultiva uvas no estilo Garnacha Tinta e Carinhenha. Elabora vinhos clássicos de aromas de cereja em calda. Os vinhos do Priorato costumam estagiar pelo menos 12 meses em carvalho. O Priorato recebeu a denominação de origem de qualidade, o título máximo de denominação espanhola. A região tem produzido vinhos espetaculares, potentes, concentrados e longevos. Lembrando que a Catalunha tem baixa produtividade pela condição climática de baixo índice pluviométrico. São vinhos de coloração intensa, boa textura e taninos afinados. Um dos principais produtores chama-se Álvaro Palácios. Se você também busca novidades, experimente o espanhol do Priorato, porque Espanha não é só Tempranilo.

ESPUMANTE SUR LIE
15 Nov 20251:15EP 317

ESPUMANTE SUR LIE

É sempre bom ter a sua companhia para compartilhar experiências do mundo do vinho. Espumante Brut na forma mais bruta mesmo, sem degorgement e sem licor de expedição. Assim é o espumante Surly da Valduga, elaborado com 80% da uva branca Chardonnay e 20% da uva tinta Pinot Noir no Vale dos Vinhedos. O vinho utiliza a técnica de surly, em que a bebida permanece em constante evolução na presença de leveduras. 10% do vinho passa em carvalho francês, e a maturação mínima é de 30 meses, e o vinho continua a evolução em garrafa até a sua abertura. Por isso, não estranhe a coloração turva na taça: está tudo ali, o vinho é muito vivo. Já os aromas amendoados e de frutas tropicais frescas são intensos. Na boca apresenta uma super cremosidade. Degustei com carpaccio de salmão e peixes frescos marinados em leite de tigre, com muito sabor, muito limão e ervas. A harmonização, então, foi por total similaridade: acidez, frescor e cremosidade. E você, está degustando o que? Compartilhe conosco usando a hashtag #musica&vinho nas redes sociais.

VINHO POINT NOIR
14 Nov 20251:48EP 316

VINHO POINT NOIR

O músico vinho está no ar, e eu lhe desejo uma excelente manhã. A Itália é considerada a pátria dos cogumelos. São centenas de espécies e o consumo é tão popular que virou atração turística ao período da colheita, chamado de andaria funghi, e todos vão em busca do tesouro nas florestas. O funghi portini é o mais famoso e cresce ao norte da Itália. O cogumelo chamado cantarela tem a coloração laranja. Os cardoncelli são os mais populares ao sul da Itália e são servidos assados, fritos ou cozidos em azeite. As trufas crescem embaixo da terra e têm sabor único; ou você ama, ou odeia. Todos fazem parte dos ingredientes de diversas receitas na Itália e pelo mundo, que pedem vinho para harmonizar. Pela variedade de sabores e intensidade dos cogumelos, não se pode generalizar e dizer que cogumelos combinam com pinot noir, como já ouvi dizer. Suave e fresco, enquanto as trufas negras ou brancas são uma explosão de sabores. Seguindo a intensidade de aromas e sabores, harmoniza-se o vinho, do pinot noir ao barolo de nebiolo para as trufas. Além desses cogumelos italianos, que são mais raros por aqui, temos o shiitake e o shimeji, que parecem carne vermelha; o paris, que é bastante fresco; o portobello, que vai bem com carnes; o champignon, que eu amo fresco; e todos pedem vinho. A receita vai da sua criatividade, desde os cremes de cogumelos, fatiado na salada, assados, molhos de cogumelos e muito mais. Cogumelos são ricos em vitamina D e super combinam com vinhos. Lembre-se sempre de manter a moderação para criar a sua próxima harmonização.

TÍLIA
13 Nov 20251:26EP 315

TÍLIA

Música e Vinho é exclusivo da Centro América FM. Um bom dia para você! E se você também procura vinhos bons e baratos, está na hora de anotar o nome do vinho de hoje. No mundo do vinho, a palavra terroir é sempre falada. E o vinho argentino Tilha traz, no rótulo e na concepção, a valorização do terroir argentino. Tilha é uma árvore cultivada na Argentina que simboliza o sagrado e que protege os guerreiros. O chá da flor da Tilha é calmante, e os trabalhadores dos vinhedos costumam descansar bebendo chá de Tilha à sombra das próprias árvores. A ideia do vinho é justamente valorizar a árvore regional Tilha. Os vinhos do produtor Tilha são da família Catena Zapata e recebem os melhores elogios da crítica internacional especializada. O Tilha Malbec-Cirá, por exemplo, passa seis meses em carvalho francês e americano. É um vinho supermoderno e saboroso. Combina com carnes assadas, massas e risotos. Ainda recebeu 90 pontos de James Sutley, em 2017, e 90 pontos do renomado Robert Parker, em 2015, que o considerou impressionante e de melhor custo-benefício. Combinei com carnes assadas, frango, maminha e linguiças assadas, para comer sem frescura, num churrasco bem descontraído, com um vinho fácil de beber entre amigos. Tem vinho que é assim: bom, gostoso, barato e fácil de beber.

VINHOS FORTIFICADOS
12 Nov 20252:17EP 314

VINHOS FORTIFICADOS

É uma excelente manhã para você que está curtindo a Centro América FM! E agora, tem Música e Vinho. Quando falamos em vinhos fortificados, rapidamente vêm os vinhos do Porto à mente. Mas não podemos esquecer também dos vinhos Madeira e do Jerez. O Madeira é português também, da ilha de mesmo nome. São vinhos feitos com uma das uvas negras que citei: a Tinta Negra Mole. Os Madeiras são altamente alcoólicos, como os Portos, únicos, longevos e de alta qualidade. Os vinhos Madeira eram o estilo preferido dos czares russos, e foi também o estilo de vinho do famoso brinde erguido em comemoração à Declaração da Independência dos Estados Unidos, no 4 de Julho. Os vinhos Madeira passam por um processo de oxidação em cascas de madeiras antigas e, por isso, têm aromas que chamamos de etéreos, aromas de envelhecimento, como o mofo, mais fechados, além das frutas cristalizadas e um certo néctar. O Jerez, o mais antigo vinho da Europa, também é fortificado e produzido há mais de dois mil anos. É tão complexo na produção quanto no paladar e nos aromas. São vários estilos de Jerez, que vão desde os secos até os açucarados. Eu degustei um Jerez doce numa prova de três vinhos fortificados: um Porto, um Madeira e um Jerez. É legal comparar as cores, os aromas e os sabores dos três vinhos juntos, todos com coloração bem envelhecida, meio opaca, diferente dos outros vinhos mais vivos que a gente costuma degustar. Com borras sobrando, aromas totalmente fechados, mistura o doce com mofo, caramelo, madeira velha, nozes, frutas secas, chocolate e mais mofo. Como alguém pode amar tanto aromas de coisas envelhecidas? É exatamente isso que eu curto! E só para resumir esses três vinhos fortificados do Música e Vinho de hoje: todos os três têm alta graduação alcoólica, têm adição de aguardente vínica no processo, todos com sabores fortes e texturas robustas. O Porto só tem doce, e o Madeira e o Jerez podem ser secos ou doces. Vamos lá, fortifique um pouquinho seu paladar e arrisque na degustação com vinhos diferentes!

Nada tocando
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