Capa de Música e Vinho

PODCAST · 521 EPISÓDIOS

Música e Vinho

Descubra a harmonia perfeita entre sons e sabores no Música & Vinho. Em cada episódio, histórias envolventes se encontram com vinhos selecionados, criando uma experiência sensorial que convida você a apreciar, com calma, tudo aquilo que agrada ao ouvido e ao paladar.

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CANTINA LUCARELLI
7 Jan 20262:19EP 361

CANTINA LUCARELLI

E uma ótima manhã para você. Vem comigo conhecer mais uma uva diferente do sul da Itália. O sul da Itália sempre foi renegado a segundo plano, tanto economicamente quanto em relação à qualidade e importância vitivinícula, que é o nosso tema por aqui. Os vinhos do sul eram considerados boas opções só para se fazer corte com os vinhos do norte, aí sim considerados grandes vinhos. Esse preconceito vem perdendo força pelo mundo depois que surgiram produtores como Valentino e Sciotti. Ele resolveu investir na Cantina Luccarelli e hoje é reconhecido como super produtor, especialmente fora da Itália. 95% da sua produção é exportada. Por aqui, no Brasil, faz sucesso toda a linha dos Luccarellis, como o Rosso Puglia de Sangiovese, Malvasia Nera e Aglianico, o Primitivo da Puglia, o Primitivo de Mandúria e o Negro Amaro. Todos elaborados com uvas bem típicas do sul da Itália, para provar a capacidade de elaborar bons vinhos do sul, no sul, apenas com uvas do sul da Itália. Uma informação que talvez te desperte: nem todo o vinho do produtor Lucarelli é primitivo. Tem outros, como o da uva negro-amaro, que faz parte daquela lista de uvas que citei, com coloração escura, os vinhos all black. Essa uva é bem cultuada no sul, na região de Lete, na cidade de Guagnano. Acontece anualmente o com muitas atividades culturais, música e premiações e destaques de vinhos elaborados com a uva negro-amaro. Acontece normalmente entre 10 e 20 de agosto de cada ano, para valorizar a uva de pele resistente, de grão crocante, firme, sabor açucarado, vigoroso e excelente rendimento. Na Puglia, a terra natal da uva negro-amaro, ela também é chamada de Apuglia, e a denominação o roque salite salentino é usado para os vinhos produzidos com no mínimo 80% da. Negro-amaro. Para quem gosta de vinhos frutados, com aromas e sabores que lembram a meixa, cerejas e amoras, com notas de canela, couro, cacau e taninos bem macios, lucarela e da uva negro-amaro. Lembrando sempre de manter a moderação, só assim você poderá aproveitar e descobrir novos vinhos.

VINHO JÈMA CORVINA VERONESE
6 Jan 20261:58EP 360

VINHO JÈMA CORVINA VERONESE

E uma excelente manhã para você sintonizado na Centro América FM. O Música e Vinho de hoje desembarca na terra de Romeu e Julieta, a terra também dos vinhos Valpolicellas e Amarones, dos vinhos italianos do Véneto, que são um assemblage entre três uvas: a Corvina, Molinara e a Rondinella. Já falamos várias vezes sobre essa composição aqui no Música e Vinho e, na busca por vinhos diferentes, encontrei o Gema Corvina Veronese, um vinho da agrícola Cesare, que é feito 100% só com a uva Corvina. Difícil, eu ainda não tinha provado esta uva sozinha. A uva é mais uma de coloração intensa, quase negra, que eu já falei aqui no Música e Vinho. E o nome vem das penas dos pássaros negros, os corvos. Uma uva de coloração bem escura e intensa, com aromas de cereja e um toque amendoado. É uma uva autóctone do Véneto, mais especificamente dos arredores de Verona, por isso é também conhecida como Corvina, Corvina Veronese. Produz vinhos tânicos, bem estruturados e elegantes, e com aromas marcados de couro, chocolate, amêndoas, cereja e café torrado. Como o vinho de Hema Corvina Veronese que degustei, da vinícola que foi estabelecida em 1936. Um supervinho, com 18 meses de carvalho francês e parte em carvalho esloveno, mais um ano de garrafa. Daqueles vinhos grandes, corpo cheio na boca, complexos aromas, suave no paladar e boa persistência. Corvina é a uva principal dos Valpolicellas. Quase sempre é utilizado mais ou menos 70% só da uva corvina. Então, um vinho 100% dessa uva não poderia ser ruim. Para acompanhar massas, polentas, queijos maduros, caça, embutidos fortes. Mais um novo vinho para sua lista: Hema Corvina Veronese, do produtor Cesare. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

 UVA PRUGNOLO
5 Jan 20261:02EP 359

UVA PRUGNOLO

É uma excelente manhã pra você que me faz companhia aqui na Centro América FM. Como são muitas as uvas viníferas, eu posso voltar a este assunto e falar de outras uvas a cada edição. É que outro dia eu vi um rótulo escrito Prugnolo, e lembrei que Prugnolo gentile é mais um dos nomes dados a Sandiovese, assim como Brunello, e é assim, a mesma uva recebe vários nomes em diferentes regiões e em diferentes países. Sandiovese, Brunello ou Prugnolo gentile são a mesma uva, assim como a Primitivo e a Zinfandel são a mesma uva. Proseco é glera, Cirá é a Hermitage, Malbec também se chama Cot, mas nenhuma tem mais nomes que a uva Tempranilo, que também é conhecida como Tinto Fino, Udelebre, Tinta Roris, Tinta de Torô, Sensibel, Escoreba, Tinchilana, Tinta de Madri, Tinta de Santiago, Tinta Aragonesa, Vio de Aranda e Val de Penhas. Lembre-se sempre de mandar, ter a moderação, e se beber, não dirija.

CURIOSIDADES DO VINHO
3 Jan 20261:51EP 358

CURIOSIDADES DO VINHO

E uma excelente manhã para você sintonizado na Centro América FM. O tema de hoje, vamos brincar de verdade ou mentira: vinho, quanto mais velho, melhor. E sabe quem me mandou essa sugestão de verdade ou mentira? Foi o Ulisses. Um abraço, Ulisses. Obrigada pela sua sugestão para o Music Vinho. Parece bobagem, mas ainda há muita dúvida sobre verdades e mentiras do mundo do vinho. Sobre a durabilidade de 2 a 3 anos escrito na garrafa, os vinhos brancos mais simples normalmente têm vida, ou seja, a durabilidade de 4 a 5 anos, e os vinhos tintos entre 6 e 7 anos. Porém, há exceções, como os vinhos de guarda, os vinhos do porto e champanhe safrados. Portanto, o vinho quanto mais velho melhor é mentira. Vinho tinto deve ser servido à temperatura ambiente. É verdade se a temperatura média do local é entre 18 e 20 graus, mais ou menos. Coisa rara em nossas bandas. O ideal é ponderar e resfriar um pouco o vinho se o clima estiver muito quente, mas, mesmo assim, cuidado, porque vinhos tintos gelados demais destacam o tanino e a sensação de amargura aumenta. Portanto, vinho tinto servido a temperatura ambiente é uma meia verdade. Champanhas e espumantes sobem mais, isso é 100% verdade. O ideal é você se hidratar bastante e comer antes de beber vinhos espumantes, já que o gás carbônico potencializa a absorção de álcool. E, já que não tem festa sem espumante, aliás, eu vejo espumantes em todas as festas sociais e corporativas na cidade, aproveite os canapés das festas para não deixar subir os efeitos do álcool. O objetivo dos espumantes nas festas é soltar o riso, mas tudo com moderação.

CAFÉ E VINHOS
2 Jan 20261:47EP 357

CAFÉ E VINHOS

E pra você que está curtindo a Centro América FM, era uma vez um lindo dia. Recebi essa frase da querida Virgínia Medeiros e resolvi escrever o final da história. Escrevi sem parar vários temas de vinhos no sábado à tarde. Aliás, essas minhas histórias de vinhos parecem não ter fim. Cada dia tem um novo capítulo da minha vida de sommelier. Enquanto escrevia, degustei um café e me veio uma vontade imensa de tomar vinho. Por que será que isso acontece? Talvez os taninos do café tenham ativado as minhas papilas gustativas. A culpa toda foi do café. Café também tem taninos e a principal característica é a distringência na boca, igualzinho a que sentimos na degustação dos vinhos. E as semelhanças não param por aí. A produção dos cafés gourmet segue um processo parecido com o vinho no campo e depois na cantina, super criterioso. As espécies de café são muitas, assim como os vinhos, e a cada espécie mudam os aromas e os sabores, exatamente como os vinhos. Os aromas de café estão presentes nos meus vinhos preferidos, os mais fechados, os aromas de café nos vinhos encorpados, nos vinhos do Porto e os mais amadeirados. ​Quase todo apaixonado por vinho curte um bom café, porque as duas bebidas têm grande complexidade química para formar e resultar em ricos aromas e sabores. Eu já vi uma frase que dizia: comece com café e termine com vinho, mas normalmente eu encerro com café, só para permanecer com a sensação de a distringência na boca. Era uma vez um lindo dia, começou com café e seguiu preenchendo as páginas em branco com muitas histórias e terminou com vinho. Aliás, não termina nunca, o músico e vinho tem sempre mais uma história para te contar.

VINHO POLIPHONIA
1 Jan 20262:22EP 356

VINHO POLIPHONIA

Obrigada pela sua companhia de sempre em mais uma edição do Música e Vinho. Hoje eu vou falar sobre dois vinhos portugueses que têm tudo a ver com música. O primeiro se chama Polifonia e vem da região do Alentejo, e o segundo se chama Chorinho, da região do Douro. Polifonia é a multiplicidade de sons, um conjunto harmonioso de sons, e esse é o nome dado ao vinho do Monte dos Perdigões. A quinta Monte dos Perdigões foi a casa do ilustre maestro português Luís de Freitas Branco, que compôs ali suas mais marcantes obras. O vinho Polifonia é uma composição em que o enólogo escolhe os lotes de vinhos que têm maior aptidão organoléptica e de envelhecimento. Aptidão organoléptica é onde vão mais aparecer todos os aromas e sabores do vinho. A formação é feita das uvas Cihali, Cante-Boucher e Petit Verdot. De coloração profunda, granada forte, com aromas de frutas maduras em compota, é um vinho bastante cheio, carnudo, de taninos suaves e cremosos. O Polifonia é feito de vinhas velhas, e a harmonização fica para caças e assados. Passa 18 meses no carvalho francês de tosta média e mais um ano em garrafa. Tem um final bem longo e encorpado. Este é o Polifonia da região do Alentejo. O outro vinho, em homenagem ao ritmo musical brasileiro, se chama Chorinho e é da região do Douro. A vinícola é a Lavradores de Feitoria. O vinho Chorinho nasceu da ideia da cantora Roberta Sá, que é apaixonada por vinhos portugueses. Ela pediu um vinho com a lágrima de um choro boêmio e melodicamente brasileiro. Por isso, o Chorinho é um vinho com a delicadeza e a sutileza do estilo choro. No rótulo, você vai encontrar os azulejos portugueses, destacando a silhueta de um violão, um dos principais instrumentos do nosso Chorinho. O nome é mesmo uma homenagem ao ritmo brasileiro, e no rótulo você vai encontrar os mapas do Brasil e de Portugal para reforçar os laços luso-brasileiros, unindo a cultura e a música. O Chorinho é um vinho tinto, com aromas de cereja e amora, de uma acidez refrescante para lembrar o nosso Brasil. As uvas são Toriga Franca, Tinta Roris, Tinta Barroca e Toriga Nacional. Duas sugestões de vinhos com nomes bastante convidativos, portugueses: Polifonia e Chorinho, para você ouvir e beber com moderação.

ESTILO KOYLE
31 Dez 20251:25EP 355

ESTILO KOYLE

E para você que está curtindo a Centro America FM, uma ótima manhã para você. Comecei a ler um livro que me fez descobrir cada nome diferente, especialmente de pequenas regiões produtoras francesas, como Coyer, uma sub-região do Languedoc, ao sul da França. Coyer é uma região vitivinícola tão antiga que antecede Cristo e, pelos registros, provavelmente foi dominada pelos gregos seis séculos antes de Cristo. Até 1991, a legislação só permitia vinhos tintos, quando incluíram, então, os vinhos rosés. E, em 2003, as regras mudaram para incluir vinhos brancos. Para a gente entender melhor, os vinhos brancos são ricos e encorpados, elaborados com as uvas grenache blanque, marsan e russan. Os rosés são normalmente de coloração salmão, extraídos a partir da uva grenache gris. E os tintos, os mais antigos, são bem encorpados, bem estruturados e complexos. São vinhos, inclusive, com longevidade entre 10 e 15 anos. As principais uvas são o famoso corte GSM: Grenache, Syrah e Mouvèdre, associado, em muitos vinhos, às uvas Carinam e Cinzo, também típicas do sul da França. Coyer é mais um estilo de vinho do sul da França, para você explorar, descobrir e se inspirar, lembrando sempre de manter a moderação.

SAINT JOSEPH
30 Dez 20251:28EP 354

SAINT JOSEPH

Centro-América FM. Música e Vinho, uma ótima manhã para você. Saint-Joseph — ou, traduzindo, São José, o esposo de Maria, teve sua referência como santo no sul da França e acabou dando nome a uma das mais famosas apelações do Vale do Rhône: os vinhos Saint-Joseph. Originalmente, essa apelação produzia apenas vinhos tintos elaborados com a uva Syrah, o que é uma verdadeira maravilha para os amantes dessa variedade. Em 1979, passou a ser permitida a introdução de até 10% de uvas brancas, como Marsanne e Roussanne. Mesmo assim, os vinhos continuam intensos, com coloração profunda. São vinhos muito aromáticos, com notas de frutas maduras, especiarias e toques de baunilha. Não se deve esperar de um Saint-Joseph nada menos que taninos suaves e sedosos, além de longa persistência em boca. Normalmente, são vinhos com excelente vocação gastronômica, ideais para acompanhar carnes de caça e queijos mais intensos. Um dos produtores mais conhecidos dessa apelação é o famoso Guigal, cujos rótulos destacam muito bem cada denominação. Além das apelações Côtes du Rhône e Côte-Rôtie, que você talvez já tenha provado, que tal experimentar algo diferente? Fica a sugestão: Saint-Joseph. Mais uma dica de vinho para você continuar explorando, aprendendo e se inspirando. E eu quero saber: o que você está degustando hoje? Compartilhe com a gente usando a hashtag #MúsicaEVinho nas redes sociais.

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