Capa de Música e Vinho

PODCAST · 521 EPISÓDIOS

Música e Vinho

Descubra a harmonia perfeita entre sons e sabores no Música & Vinho. Em cada episódio, histórias envolventes se encontram com vinhos selecionados, criando uma experiência sensorial que convida você a apreciar, com calma, tudo aquilo que agrada ao ouvido e ao paladar.

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VINHO LUIS CAÑAS CRIANZA
16 Jan 20261:49EP 369

VINHO LUIS CAÑAS CRIANZA

a mais tradicional região Vite Vinícula da Espanha, a Rioja, vem o vinho Luís Canhas. A terra das tempranilhos, mas que usa também no corte as uvas garnacha e graciano, mas não admite ainda a entrada de cabernet Sauvignon, merlot e outras uvas francesas. É uma forma de preservar o estilo da Rioja. Aliás, uma coisa mudou. Antes o doc Rioja, que é bem grande, só mencionava no rótulo Rioja, e agora já destaca as subregiões Rioja Alta, Rioja Baixa e Rioja Alaveça, que tem diferenças de terroir e altitude, e já começam também a ser aceitos destaques no rótulo, mencionando as comunidades, os vilarejos ou os vilagens onde os vinhos são produzidos, para valorizar cada região. Degusteio Luís Canhas Criança. Tem 95% de tempranilo e 5% da uva garnacha, de vinhedos com idade média de 30 anos. Já mostra uma força de raiz que busca nutrientes a fundo e que expressa no vinho intensidade e força, desde a coloração até ao paladar. Passa 18 meses em carvalho, exatamente como determina a classificação de envelhecimento na espanha para ser um rioja criança. Na boca tem notas de morango, um pouquinho de baunilha, muita madeira, é claro, e um aceto balsâmico, de taninos redondos e bom retrogosto. É um vinho super gastronômico. O luís canhas criança pode ser harmonizado. Que tal um churrasco com batatas assadas? Pode ser mandioca frita também, ou um cozido de carnes com legumes, lembrando sempre, é claro, de manter a moderação.

ESPUMANTE NATURE
15 Jan 20261:44EP 368

ESPUMANTE NATURE

É uma excelente manhã para você, apaixonado por música e também por vinho. Outro dia falei sobre o espumante Natur da vinícola Apisato, no Vale dos Vinhedos, ao sul do Brasil. Uma tendência em diminuir açúcar, e os espumantes com dosagem zero, os Natur, estão ganhando espaço. Mas Apisato tem ainda a linha chamada Fausto, de vinhos mais descontraídos, vindos do vinhedo de nome Fausto, bem pertinho do Vale dos Vinhedos, com vinhos que já são exportados desde 2013. Degustei o Fausto Merlot, uma uva que identifica e representa o Brasil e a destaque da vinícola desde 1999. O Fausto Merlot já é exportado para seis países e recebe destaques como o Vinho da Classe Executiva de uma Supercompania Aérea, em 2014. Destaque no Guia Internacional Mil Vinhos para provar, entre outros destaques em painéis de vinhos no Brasil e no exterior. Frutado. Não perde seu frescor porque passa apenas seis meses em carvalho de segundo uso, que já é bem mais leve. Lembra meixas, tem um certo terroso e couro. Um vinho de bom retrogosto fresco, já que é um vinho jovem e para consumir ainda jovem. E é de tampa de rosca, fácil de abrir. É super gastronômico. Pede um risoto de cogumelos, uma carne suína, pode ser uma pancheta ao molho de manteiga, massas de molhos como bolonhesa, berinjelas ao pomodoro, queijos em embutidos ou ainda uma linguiça com pão e molho de alho, pode ser? Já me deu vontade de beber um Fausto Merlot. Lembrando sempre, claro, de manter a moderação.

VINHO LA LINDA
14 Jan 20261:45EP 367

VINHO LA LINDA

Tem vinhos que conseguem se reinventar, como o caso do vinho La Linda da Bodega Luí de Bosca da Argentina. Um clássico que modernizou seu rótulo e também evoluiu muito em boca. A Bodega Luí de Bosca foi fundada em 1901 por produtores italianos vindos da região do Piemonte, na Itália. Já estão na sua quarta geração e com vinhedos bem antigos, como os do finca La Linda, que chegam a 50 anos. Já dizia o famoso produtor La Fitte que os primeiros 100 anos são difíceis, mas depois vai. Vinhos de vinhedos de média de 30 anos, com certeza, irão elaborar vinhos cada vez melhores. Degustei o clássico La Linda Cabernet Sauvignon da Safra de 2017, que se destacou na prova que fiz com outros 3 Cabernet Sauvignon, todos da América do Sul. Um vinho com aromas bem incrível, tensos e expressivos de fruta madura e frutas do bosque, além de especiarias. Taninos bem estruturados, mais equilibrados e harmoniosos. Era um vinho para acompanhar queijos maduros, carnes assadas, cozidas, massas e risotos. É daqueles vinhos que acompanham desde os embutidos até uma Bela Marisa Bel. Recebeu 91 pontos na safra de 2015 pelo crítico americano de vinhos James Suckling. E esta nota foi dada em 2017, com o vinho no auge dos seus dois anos de safra. O Fin Cala Linda é um clássico para sua lista dos vinhos bons e baratos. Lembre-se sempre de manter a moderação, mantenha o consumo moderado e consciente do vinho para aproveitar novos vinhos a cada dia.

VINÍCULA SALTON
13 Jan 20261:36EP 366

VINÍCULA SALTON

lembrando sempre de manter a moderação e se beber, não dirija. Há muito tempo não degustava os vinhos da vinícula Saltón, constituída em 1910 no Brasil. Ela foi fundada pelos imigrantes italianos da família do senhor Antonio Domênico Saltón, vindos do Véneto. Os espumantes são super conhecidos e têm excelente custo-benefício. O vinho Saltón Talento já foi considerado um dos melhores tintos do Brasil. Ele é um corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e Taná. São quase 20 dias de maceração, 12 meses de carvalho francês, mais 12 meses na garrafa. É um super vinho brasileiro. Degustei agora o vinho da linha exclusividade, de garrafas e produção bem limitada. O vinho se chama Septimum, com sete uvas. As uvas são Taná, Ancelota, Merlot, Cabernet Franc, Terodego, Cabernet Sauvignon e Marcelin. Tudo junto em um único vinho. A maceração de 5 dias, mais 15 dias no carvalho francês e um ano de garrafa, para se ter um vinho profundo, de coloração vibrante, bem equilibrado às sete uvas. Aromas de frutas secas, vermelhas e negras, com notas balsâmicas, especiarias e baunilha. Este é um vinho bastante complexo e aveludado, de taninos redondos e acentuado final de boca. Que tal um vinho brasileiro com massa de berinjela, ravioles e torteles ao molho de carnes ou caças? Já temos ótimas opções de vinhos nacionais, e o Septimum é um deles, lembrando sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

RECEITAS COM VINHO
12 Jan 20261:47EP 365

RECEITAS COM VINHO

E uma excelente manhã para você que curte a Centro América FM, também o música e vinho. O vinho tem lugar reservado à mesa, e não pense que é só na taça, mas no prato também. Você já deve ter comido alguma receita que leva vinho, tanto espumante quanto vinhos brancos, tintos e até os portos. Se acabou o gás do espumante e você não bebeu tudo, vai para a panela, para dar cremosidade aos molhos para peixes e frutos do mar ou frangos, para o molho da salada, para incorporar os grãos do seu risoto, para preparar uma marinada para o seu peixe. Os vinhos brancos podem incrementar o refogado dos cogumelos do seu estrogonofe, serve também para fazer um risoto de aspargo e abobrinha, ou usar para o molho de peixes e frangos. Já os vinhos tintos servem para uma grande variedade de receitas, para marinar carnes vermelhas, faz carnes de panela ao molho de vinho tinto, filés ao molho de vinho, risotos mais escuros, como linguiça, presuntos, carnes e cogumelos. Além do arroz de polvo, fica super gostoso. Várias massas com molho de vinho e carnes, e as sobremesas com mussagu, peras ao vinho, panacota e muito mais. E os vinhos do Porto, embora sejam doces, entra na receita de pratos salgados. Já comi um filé com espumas de vinho do Porto, mas você pode testar em casa uma redução de vinho do Porto com caldo de carne, com muitos temperos, ervas, sal, pimenta, alho, e servir sobre uma carne vermelha. Pode servir também como molho para pera grelhada e ainda umedecer a massa do seu bolo confeitado com vinho do Porto. Não desperdice nada. Todo vinho pode virar vinagre, mas, antes disso, vai para a panela.

UVA NERO DI TROIA
10 Jan 20261:52EP 364

UVA NERO DI TROIA

Uma excelente manhã para você. Obrigada pela sua companhia de sempre e para você que quer saber mais sobre música e vinho. A uva de Tróia também é conhecida como Nero de Tróia, ou Sumarelo, ou Somarelo, e é típica do sul da Itália. A uva não é originária da Turquia, onde aconteceu a famosa Guerra de Tróia, mas a lenda diz que ela foi levada para a Itália por um herói da Guerra de Tróia que foi exilado após a guerra, chamada Diomedes. A uva é da cidade de Tróia, na Itália, na Puglia, a mesma região da uva primitivo. É uma variedade de maturação tardia e muito resistente às pragas. Mesmo assim, vem sendo substituída pela uva primitivo e pela negro-amaro. A uva Nero de Tróia produz vinhos com aromas de violeta, cereja madura, couro, tabaco, muito cacau e cassis. São geralmente vinhos profundos, complexos, de cor viva e ricos em taninos. A distringência típica, às vezes, é suave com os cortes, a mistura ou assemblage de outras uvas, como a Monteputiano. É uma uva típica da Toscana, sim, porém é comum encontrar vinhedos na proporção 3 por 1 de Nero de Troia e Monteputiano. São três fileiras de Nero de Troia e uma fileira de Monteputiano plantadas na região da Puglia. Uma tendência é a vinificação de varietais 100% Nero de Troia, e os xenólogos diminuem a gerengência normal desta uva com macerações mais curtas e controlando a temperatura na fermentação. Os vinhos da uva Nero de Troia harmonizam muito bem com carnes, especialmente raguz de coelho, cordeiro, ossobuco e massas com sabores fortes. Lembre-se sempre de manter a moderação. Já pensou degustar um vinho da uva Nero de Troia? É mais uma novidade que você só encontra aqui no Musica e Vinho.

UVA SYRAH
9 Jan 20261:47EP 363

UVA SYRAH

Que bom ter a sua companhia nesta manhã para descobrir mais novidades sobre o mundo do vinho. Essa eu não sabia. Chirá é a décima uva mais plantada em Portugal, fica atrás apenas das uvas nativas, as autóctones. Ela se adapta muito bem ao terroir do alentejo, suporta o calor intenso, solo pobre, e mostra nos vinhos muita fruta, pimenta e especiarias. A Chirá vem se destacando também no Douro, a terra de produção das uvas para o vinho do Porto. Os Chirás portugueses têm grande potencial aromático. São vinhos complexos, com notas animais e fruta muito madura, além de taninos ricos, bom para a produção de vinhos de guarda. A Chirá surgiu há pouco mais de 20 anos em Portugal, mas já ocupa 4 mil hectares de área plantada. Degustei o quinta do crasto Superior Chirá, com vinhas de 11 anos. Um vinho de 2014, engarrafado em 2016. 97% do vinho é de 2014. O vinho é feito com a uva sirrai, 3% da uva branca vionier, só para dar um equilíbrio. As uvas são do Douro Superior, que é a melhor localização para a qualidade das uvas. Passou cinco dias macerando em temperaturas baixas, para manter a elegância do vinho, além dos 16 meses de carvalho francês. O vinho é bem escuro, com frutas silvestres, notas de chocolate, um vinho fresco, persistente, de taninos firmes, sensação de boca mentolada, encorpado e suave ao mesmo tempo. O quinta do crastro superior se harmoniza muito bem com a gastronomia local do Douro: carneiro assado, javali, perdiz e cozidos à portuguesa. Lembre-se sempre de manter a moderação para aproveitar o seu próximo vinho com os novos sirrars portugueses.

VINHOS TERROIR
8 Jan 20262:06EP 362

VINHOS TERROIR

E uma excelente manhã para você, obrigada pela sua companhia, e mais uma edição do Musica e Vinho. Fala-se muito em terroir, em a expressão de um terroir. São vinhos elaborados com a mesma variedade de uva, às vezes pelo mesmo produtor, mas com características bem distintas, preservando apenas o seu terroir. Terroir é um termo francês, mas que se origina do latim território. É uma extensão de terra que tem as mesmas características física e natural, de geografia, solo, topografia, clima, etc. À medida que o terreno muda sua característica, temos um novo terroir, e cada um recebe melhor um tipo de uva, ou a mesma uva pode se desenvolver muito bem em terroirs diferentes, porém com texturas, cores, aromas e sabores diferentes. Está na moda, sim, identificar e destacar a expressão de cada terroir, deixar que a terra mostre suas nuances e diferencie os milhares de rótulos disponíveis no mundo. O mercado do vinho vem revelando novas uvas que, na verdade, estavam apenas esquecidas, como novos doques, maipuandis no Chile é um exemplo, e outras denominações que estão ganhando destaque, como IGT Terra Siciliane da Ilha da Sicília, que expressa muito bem o seu terroir vulcânico nos vinhos. É exatamente isso que está acontecendo. Em várias regiões do mundo, o produtor prefere manter o seu terroir, mostrar o diferencial da sua terra. Quanto mais identidade ao vinho, mais curiosidade desperta o consumidor. E tem mais um aspecto que pode mascarar o terroir: é o uso de madeira nos vinhos. Principalmente madeiras novas podem mascarar as características primárias do vinho, aqueles aromas e sabores que vem da uva. Por isso, se você busca vinhos com expressão de terroir, que mostram sua essência, o melhor armazenamento é em tanques de aço e nox ou o uso de barricas usadas de carvalho francês, que são os mais sutis. Assim, você terá vinhos com real expressão de terroir. Lembrando sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

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