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PODCAST · 521 EPISÓDIOS

Música e Vinho

Descubra a harmonia perfeita entre sons e sabores no Música & Vinho. Em cada episódio, histórias envolventes se encontram com vinhos selecionados, criando uma experiência sensorial que convida você a apreciar, com calma, tudo aquilo que agrada ao ouvido e ao paladar.

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AZUL PORTUGAL
23 Fev 20261:11EP 401

AZUL PORTUGAL

Hoje eu quero apresentar a vocês um conceito super inovador que vem de um dos países mais conservadores do mundo do vinho. O conceito é inovador: unir um grupo de viticultores a uma única marca chamada Azul Portugal, que apresenta vinhos de cada região portuguesa, mas o objetivo é estritamente manter as particularidades de estilo de cada região portuguesa, sem perder sua tipicidade. Cada cor no rótulo representa uma região e demonstra suas diferenças e particularidades. A linha Colheita contempla 9 rótulos entre vinhos verdes-brancos, rosés e tintos de cetúbal da região do Dão, Douro, Alentejo, além da Bairrada. A linha Reserva apresenta vinhas velhas do Alentejo e do Douro, ambos elaborados pelo produtor Lua Cheia. E você vai encontrar, ainda, os espumantes, vinhos do Porto e água ardente. No site do grupo chamado Wine & Winemakers, me surpreendi com as altas notas de críticas interessantes a respeito de vários vinhos da linha Azul Portugal.

VINHO ASSEMBLAGE
21 Fev 20261:58EP 400

VINHO ASSEMBLAGE

E que delícia ter a sua companhia nesta manhã. Não sei você, mas eu já me declarei amante dos assemblages, que são os vinhos com mistura de uvas, e tem uma dupla que é sempre sucesso: Malbec e Sihá. Sozinhas elaboram vinhos encantadores e, juntas, formam uma bela parceria. As duas uvas são de origem francesa, mas se destacam na Argentina, Malbec, e na Austrália, a uva Sihá. Essa dupla também elabora vinhos de preços bem competitivos e tem tudo o que a gente quer: coloração vermelho-roxo intensa, aromas frutados de ameixa e amora e várias outras frutas vermelhas, chegando a pimenta, especiarias, cassis e couro. São vinhos que preenchem a boca e são bastante suculentos, com boa concentração e taninos de médios a altos, dependendo do vinho. Já citei vários vinhos com essa combinação de Malbec e Sihá aqui no Música e Vinho. A Argentina usa muito esse assemblage, e essa mistura é daquelas duplas sem erro. Degustei o Trucha Malbec-Cirá, 60% da uva malbec e 40% de cirá. Apenas 30% do vinho passou seis meses na madeira para domar os taninos, e os outros 70% do líquido foram preservados para manter o frutado do vinho. O vinho Trucha Malbec-Cirá é produzido na região do rio Diamante, que é um rio repleto de peixes da espécie truta, trucha em espanhol, e daí vem o seu nome. Mas a harmonização não é feita com os peixes truta. Seguindo as sugestões de peso, textura e intensidade de sabores, é com as carnes vermelhas que esse vinho fica ainda melhor, além de massas com ragu de carnes, queijos maduros, carnes de panela com muitos temperos para acompanhar a cirá. E aí é só aproveitar, usando sempre a hashtag musica&vinho para compartilhar comigo as suas experiências.

VINHO DOURO
20 Fev 20262:02EP 399

VINHO DOURO

Nosso tema de hoje é um super duelo entre Douro e Douero. Um só rio, duas super regiões vinícolas ao longo dos seus 850 km do rio Douro. No lado espanhol nasce o Douero e chega à sua fosa em Vila Nova de Gaia, já em Portugal, com o nome de rio Douro. As duas regiões elaboram vinhos bem distintos, mas ambos de grande prestígio. Então, se você fizer uma harmonização entre Douro e Douero, não vai ser fácil: é um super duelo. Os vinhos do Douro têm características florais intensas e o uso de carvalho francês como predominância. Já a ribeira do Douero, na Espanha, é mais frutado e usa carvalho americano. Na ribeira do Douero, na Espanha, a Tempranilo reina e desenvolve vinhos muito elegantes, complexos, concentrados, potentes e harmônicos. Hoje, já usa uvas estrangeiras nos cortes. Triplicou o número de produtores e tem uma grande variedade de vinhos, que vai dos jovens, com dois meses de envelhecimento, aos vinhos mais velhos, reservas à moda antiga. No Douro, em 2003, surgiram os Douro Boys, uma geração de produtores que passou a usar as uvas do porto para fazer os tintos secos, que chamaram de novos durienses. Agora, já estamos com a geração Douro Kids, os novos durienses que estão em direção ao primeiro grupo e contribuir com as suas ideias, seja no marketing ou na enologia. Uma das novidades é que eles estão plantando e produzindo um vinho feito 100% com a uva baga, a uva símbolo de outra região chamada Bairrada, só que estão produzindo no Douro. O vinho não foi ainda engarrafado, mas vem novidade por aí. Além de vinhos varietais, outra novidade no Douro: 100% com toriga nacional, sendo que o comum no Douro sempre foram os famosos. Assemblagens, as misturas de uvas.

VINHO DE FERMENTAÇÃO EM CONCRETO
19 Fev 20261:37EP 398

VINHO DE FERMENTAÇÃO EM CONCRETO

A sugestão de tema de hoje é do Marcelo Padua, a respeito dos vinhos de fermentação em concreto. A fermentação em concreto não é nenhuma novidade, assim como a fermentação em ânforas, que acontece desde a Antiguidade. Os tanques em concreto estão sendo cada vez mais usados na elaboração dos vinhos. Eles deixaram de ser usados e perderam espaço para o inox e também para a madeira. Porém, têm várias vantagens. São tanques com paredes resistentes e espessas, com revestimento neutro, que mantém a temperatura constante naturalmente. Têm a microporosidade, que permite a micro-oxigenação, assim como a madeira, porém sem transferências de aromas, o que acontece com a fermentação no carvalho. Os vinhos ficam mais cremosos e preservam as características da uva, mantendo o seu terroir. Para os enólogos que buscam aromas mais complexos e macios — entende? — venino. Sem interferências da madeira, o tanque em concreto é perfeito, mas nada impede que, posteriormente, o vinho seja amadurecido em carvalho. Esse formato oval, que está sendo muito utilizado nos tanques de concreto, é vantajoso, pois permite a movimentação do vinho por todo o espaço do tanque, sem a necessidade de remontagem, e tem uma grande durabilidade. Só precisa ser lavado com água morna a cada ciclo. Aqui no Brasil, a vinícola Vinícola Guaspari, de Espírito Santo do Pinhal, no interior de São Paulo, já utiliza o tanque em formato de ovo, feito em concreto, para o seu Sauvignon Blanc.

DRINKS COM VINHO
18 Fev 20261:25EP 397

DRINKS COM VINHO

É incrível como os drinques de vinho não saem de moda. E eu adoro criar, inventar e colorir a festa. É assim desde criança, nos tempos de drinques sem álcool. E eu quero te inspirar para fazer aí na sua casa. Nas minhas redes sociais você acompanha fotos. Escolha um bom espumante brut de preferência, um vinho branco seco e um vinho tinto seco. Coloque um mix de frutas vermelhas congeladas e complete com espumante. Vai formar uma bela espumatização rosê, e as frutas já dão uma doçura ao seu drinque. Taça gelinhos de suco de pêssego. Para quebrar o doce do suco, esprema um limão para cada caixa de suco. Na taça, vai uma ou duas pedras do gelo de pêssego, e você vai usar o mesmo espumante brut. Opção número 3. Agora com vinho branco e vodka. É a caipirinha de vinho. Macere os limões com açúcar. Acrescente uma dose de vinho branco, uma dose de vodka e gelo a gosto. A última opção de drink é o clássico chamado Espanhola. Bata tudo no liquidificador: uma garrafa de vinho tinto seco, um abacaxi e meia lata de leite condensado. É só coar e servir com gelo. Atendendo a pedidos, quatro receitas bem simples pra você reunir os amigos e se inspirar com o Musica & Vinho

GARRAFAS DE VINHOS
17 Fev 20261:53EP 396

GARRAFAS DE VINHOS

Tenho uma pergunta que sempre escuto: o tamanho da garrafa muda o vinho? Essa questão é unânime entre os enólogos: as garrafas magnum de 1,5 litro envelhecem melhor do que as garrafas tradicionais de 750 ml. E a questão é a quantidade de oxigênio dentro da garrafa. É o oxigênio que faz o vinho evoluir na garrafa, então o O2 é proporcionalmente menor em uma garrafa maior. A quantidade menor de O2 nas garrafas maiores faz o vinho evoluir mais lentamente, e é isso que dá ao vinho mais tempo para uma boa guarda. Então, quanto maior a garrafa, mais tempo o vinho aguenta. Mas, afinal, por que tantos tamanhos diferentes de garrafa? Os formatos identificam não só a quantidade de líquido, mas também estilos de vinhos e regiões. Vou citar alguns estilos e formatos. Os espumantes pelo mundo, por exemplo, têm o vidro mais grosso para resistir à pressão do gás. As garrafas no estilo borgonheza, aquela mais fina em cima e gordinha embaixo, servem para armazenar vinhos de uva típica da região da Borgonha, a Pinot Noir, e todos os vinhos de Pinot Noir pelo mundo. São vinhos menos tânicos e que não acumulam resíduos, ao contrário dos vinhos no estilo Bordeaux. E aí vêm as garrafas no estilo Bordeaux, as mais comuns, com ombros mais retos, que servem justamente para acumular os resíduos sólidos dos vinhos mais encorpados, seja um Bordeaux ou outro vinho tinto mais encorpado pelo mundo. São 13 formatos de garrafa ao todo, mas esses três são os mais comuns. E, se você já encontrou também outros tamanhos diferentes de garrafa, compartilhe conosco usando a hashtag #musica&vinho.

VINHO MONTE DO PINTOR
16 Fev 20261:47EP 395

VINHO MONTE DO PINTOR

Os vinhos da linha Monte do Pintor têm os rótulos desenhados pelo escultor português João Pires Cotileiro. João é um artista alentejano, da região dos vinhos do Monte do Pintor. Um dos vinhos recebe o nome em homenagem a ele e se chama Escultor. O vinho é feito de trincadeira, aragonês e a uva petiverdô. Outros vinhos são o Monte do Pintor Branco e Tinto, o Monte do Pintor Tinto Reserva, além do Pequeno Pintor. Degustei o Pequeno Pintor e me lembrei daquela ideia de que quero degustar vinhos portugueses com características de Portugal. França com gosto de França, Itália com gosto de Itália e Brasil com gosto de Brasil. O Pequeno Pintor é exatamente isso. Traz o calor do Alentejo: aveludado, intenso, quente, saboroso, escuro e com uma concentração de frutas vermelhas e negras, e o uso das três principais uvas do Alentejo, que são a trincadeira, aragonês e a alicante boucher. A alicante boucher é de origem francesa, mas se destaca no Alentejo. Aragonês é tempranilo na Espanha e se chama tinta roriz no Douro, uma outra região portuguesa, e a trincadeira, que recebe também o nome de tinta amarela na região do Douro. As três uvas dificilmente são encontradas sozinhas, mas juntas formam o corte alentejano tão fácil de gostar que você também vai se encantar. Experimente harmonizar os aromas profundos e complexos dos 15 dias de maceração e os três meses de carvalho desse vinho com um carneiro ou um ensopado de carne. Uma ótima manhã pra você!

VINHO BAYANEGRA
14 Fev 20261:02EP 394

VINHO BAYANEGRA

E que delícia ter a sua companhia para falar de música e vinho. Que tal uma boa opção de vinho espanhol, bom e barato? Aliás, toda a linha da bodega Selaya é de preços muito acessíveis. A bodega é de 1927, na região de Castilha, e todos os seus vinhos entregam mais do que custam. São considerados as melhores pechinchas do velho mundo e vêm ganhando seu espaço. Melhor aproveitar, porque a lei da oferta e da procura pode fazer os preços catapultarem. Degusteio baia negra tempranilo, super leve, só 12% de álcool. Uma super opção para introdução aos vinhos, porque a graduação oncólica é bem baixa. Na boca também é quase suave, com pouco tanino. Bem frutadinho, sem muita persistência, mas com boa presença. Para acompanhar, só uma brusqueta de presuntos, tapas ou pratos mais simples de carnes vermelhas. E você, está degustando o que? Compartilhe usando a hashtag. E segue Musique Vinho através das redes sociais.

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