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PODCAST · 521 EPISÓDIOS

Música e Vinho

Descubra a harmonia perfeita entre sons e sabores no Música & Vinho. Em cada episódio, histórias envolventes se encontram com vinhos selecionados, criando uma experiência sensorial que convida você a apreciar, com calma, tudo aquilo que agrada ao ouvido e ao paladar.

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VINHOS DA NOVA ZELÂNDIA
4 Mar 20261:41EP 409

VINHOS DA NOVA ZELÂNDIA

O música vinho de hoje fala sobre a Oceania, a ilha da Nova Zelândia, no Pacífico. Na minha cabeça, quando penso em Nova Zelândia, vejo Sauvignon Blanc, vinhos brancos, leves, frescos, minerais e com aromas tropicais. A uva Sauvignon Blanc corresponde a 42% da área plantada no país e é a protagonista. Dizem que não existe vinho branco mais frutado no mundo que os Sauvignon Blancs da Nova Zelândia. A mais famosa região é Marlborough, fica a nordeste da ilha sul e é onde se concentra 73% da produção de todo o país. Degustei o pontuado Ribbonwood Sauvignon Blanc, de Marlborough. O nome vem da árvore Ribbonwood, nativa da região, para mostrar a responsabilidade com a manutenção da região, a sustentabilidade das árvores que foram replontadas pelo produtor. A primavera já está chegando e os vinhos vão mudando. Começam a voltar os vinhos brancos, frescos e até os tintos mais leves. O Ribbonwood tem aromas de ervas, aspargos e maracujá, além de notas minerais e uma elevada acidez. Se você gosta da boca salivando, vai curtir harmonizar este delicioso vinho branco da Nova Zelândia, a terra dos melhores Sauvignon Blancs, com queijos brancos de cabra, saladas, lasanhas de legumes. Pode ser também camarões empanados, risoto de frutos do mar. Essa harmonização fica perfeita com pratos que tenham certa crocância e até um pouco picante, porque a acidez vai refrescar o seu paladar. Um excelente Sauvignon Blanc para você, lembrando sempre de manter a moderação.

VINHOS DA SERRA CATARINENSE
3 Mar 20262:26EP 408

VINHOS DA SERRA CATARINENSE

Da Serra Catarinense vem a produção dos excelentes vinhos da Vila Franchione, uma vinícola fundada em 2004 com a seguinte missão: enriquecer a celebração da vida ao sabor de um elegante vinho elaborado com amor e arte. Para eles, o vinho é considerado uma obra de arte que vai expressar suas características e sensibilidade ao integrar com quem o degusta: você. E não só a arte do vinho, mas as artes plásticas estão presentes na Vila Franchione, na galeria que já expôs nomes internacionais e obras dos artistas brasileiros como Juarez Machado e Luciano Martins. Os dois artistas são brasileiros que retratam várias obras com cenas de vinhos e seus momentos de degustação. Degustei o vinho Francesco, um belo assemblage entre as uvas Merlot, Cabernet Sauvignon, Raca, Berner Frank e Malbec. Sinceramente, estava procurando um vinho brasileiro gostoso, mas confesso a surpresa. Pode ser preconceito, mas parecia um Bordeaux. Que belo vinho brasileiro e catarinense! É que é tão novo isso pra nós? A vinícola começou só em 2004, como eu disse, e eu degustei o Francesco 2009. Outra grande surpresa: a Saffra, um vinho de nove anos ainda tão perfeito. O Francesco é muito elegante, tem super potência aromática, com evolução de aromas terciários, sem perder a fruta. Mistura chocolate com couro, framboesas, café, volta pras compotas de frutas vermelhas e se mistura ainda ao tabaco. É isso que mais me encanta nos vinhos: as evoluções, as mudanças de aromas e sabores que marcam a presença com um bom corpo, bom tanino. É um vinho bem vivo, com uma boa acidez, tem maciez na boca. A sugestão de guarda é de 10 anos. Mais. Acabei de degustar o vinho e acho que ele ainda aguenta pelo menos mais dois a três anos. O Francesco passou 14 meses no carvalho francês. Eu harmonizei com pizza e depois com queijos, mas poderia ser também pratos à base de carnes vermelhas, massas ou risottos. Um belo vinho tinto brasileiro da Serra Catarinense. Mais uma sugestão para você continuar as suas degustações.

 VINHO VILLA CARDETO
2 Mar 20261:41EP 407

VINHO VILLA CARDETO

Da região central da Itália, chamada Umbria, vem o delicioso vinho Villa Cardetto, elaborado com a uva Pinogridio. Só para situar, a uva Pinogridio é rosada e tem a origem na França, mas é famosa também na Itália e recebe outros inúmeros nomes em várias partes do mundo, como o Rulander, na região da Áustria. Sivipinô é o nome que ela recebe na Eslovênia, Alcerroá gris na própria Alsácia e Pinogris. Essa uva tem características de um vinho com boa acidez, pouco corpo, aromas cítricos de carambola, maçã verde, amêndoas; é um vinho seco, mas com aromas adocicados. Degustei o Villa Cardetto Pinogridio, da Umbria, uma combinação perfeita para peixes como linguado, massas com frutos do mar, frango ao molho agridoces, saladas e quiches de legumes. A região da Umbria é de muitas colinas e algumas montanhas e, bem ao centro, está localizada a cidade medieval de Orvieto, outro grande destaque da Umbria, que dá nome a um vinho elaborado com as uvas trebiano, malvazia, greteto e pode ter um corte de chardonnay. O vinho se chama Orvieto; é o estilo de vinho e não o nome do produtor. Passei pela Umbria de carro e subi até a cidade de Orvieto, uma pérola no alto das pedras, rodeada de vinhedos e oliveiras, uma belíssima paisagem. Lembrando sempre que, se beber, como eu fiz, não dirija.

OVO E LEITE NO VINHO?
28 Fev 20261:36EP 406

OVO E LEITE NO VINHO?

Você sabia que vinho pode ter traços de ovo e leite? Essa informação já é obrigatória no contrarótulo dos vinhos na Europa. A prática é comum: os produtores utilizam ovos nos vinhos tintos e leite em vinhos brancos para retirar as impurezas, aromas indesejados e capturar todas as partículas em suspensão no vinho. É o processo de clarificação. Além do ovo e do leite, que podem causar alergia a algumas pessoas, já falei aqui no Music Vinho sobre a intolerância ao SO2 em excesso, que pode provocar dores no estômago, além do excesso de álcool, que causa dores de cabeça. E agora, mais uma descoberta, feita pelo cientista italiano Giuseppe Palmisano, na Universidade de Turim. Ele descobriu as glicoproteínas que se formam naturalmente durante o processo de fermentação e que podem causar alergia, igual ao látex, por exemplo. Alguns dos sintomas são espirros, coceira e vermelhidão pelo corpo, além de dor de cabeça e dores abdominais. Uma outra pesquisa observou que as pessoas que apresentaram alergia ao vinho tinham também outras alergias alimentares. Então, observe se suas reações são realmente do vinho ou de algum alimento da comida que acompanha o seu vinho. Quem é alérgico apresentará os sintomas mesmo que consuma o vinho com moderação e, a melhor indicação, é claro, nesses casos, é consultar sempre o seu médico.

VINHO FAZZOLLETO
27 Fev 20262:00EP 405

VINHO FAZZOLLETO

inhos no estilo passito são comuns na Itália. É o processo utilizado na elaboração dos famosos vins santo e dos amarones. Mas nunca tinha ouvido falar na região do Piemonde elaborados com a uva barbera no estilo passito e fiquei super curiosa para pesquisar. O fazoleto barbera passito foi o rótulo que me chamou a atenção. Ele é elaborado pela Cooperativa Vinícula Aráutica, fundada em 1954 no Piemonte, e o vinho é elaborado com 100% da uva barbera. 20% da uva somente é deixada na vinha, no pé, por mais três semanas para pacificação. A técnica de apacimento das uvas é para concentrar mais aromas e sabores, já que o vinho perde água e volume e concentra açúcar. O processo pode acontecer antes da colheita, deixando a uva secar no pé ou em esteiras após a colheita, após colhidas ou também penduradas em galpões após a colheita. O fazolo é descrito como um vinho de médio corpo e moderadamente tânico, para acompanhar massas com carnes e lasanhas. Ainda não degustei. Se você já experimentou um passito do pie monte, compartilha comigo usando a hashtag música e vinho. A uva barbera é a uva típica da região do pie monte, ao norte da Itália. É a região dos parreirais encobertos por névoas no outono. Normalmente, os vinhos desta uva barbera são leves, como o Barbera Lacuerça, que já citei várias vezes, mas este processo de desidratar a uva traz potência e concentração, mudando totalmente o estilo do vinho. Um vinho diferente para você experimentar e descobrir, a cada dia, novos aromas e sabores do vinho. E ainda ir além, pesquisando sobre cada região de vinho que você degustar, você entende melhor a história e a cultura do local. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija

VINHO ISADE SELECTION TINTO
26 Fev 20261:46EP 404

VINHO ISADE SELECTION TINTO

Se você ainda tinha dúvidas, eu adoro ganhar vinho de presente. Pode ser no Ano Novo, Páscoa, Natal, aniversário, Dia da Mulher, Dia dos Namorados, Dia do Sommelier, Dia do Radialista, Dia das Mães, eu aceito vinhos de presente. Ganhei o Isade Selection Tinto, da Rioja, na Espanha. O vinho tem 80% da uva Tempranillo e 20% da uva Graciano. A Tempranillo vem de “temprano”, a que amadurece cedo, você já conhece. Mas a Graciano, eu sei que só 20% parece pouco, mas não, faz uma diferença grande ao vinho. A Graciano recebe os nomes também de Tinta Miúda e Morastel. Ela é uma uva de grande complexidade em sabor e aromática, porque, ao contrário da Tempranillo, demora para amadurecer e ganha complexidade aromática. A Graciano é bastante tânica e isso traz a qualidade ao vinho. 80% de Tempranillo e 20% de Graciano, e ganhamos o Isade Selection. Tem uma coloração rubi bem intensa e é super complexo nos aromas. Vai da fruta ao fumo. As vinhas são antigas, de mais ou menos 60 anos. O fumo vem dos barris de carvalho, durante os 16 meses de madeira. Eu harmonizei o meu Isade com costelinha de porco assada. Esses são os pratos típicos da Rioja: carneiro, porco. Várias safras do Isade estão pontuadas por Robert Parker com 94 pontos, por exemplo, na safra de 2010. Degustei o 2014 e mostra que o vinho é de boa guarda. Mais uns 8 anos, pelo menos, e agora ele estava no auge.

VINHO TINTO SALBIDE
25 Fev 20261:33EP 403

VINHO TINTO SALBIDE

Está no ar mais uma edição do Música e Vinho. Do coração da Rioja lavesa vem o vinho tinto salbide, um 100% tempranilo. O salbide é um vinho espanhol bem típico, mas com menos madeira que os riojas de uns 10 anos atrás. Os 14% de álcool não pesam, a madeira é bem sutil e elegante. Foram apenas 12 meses em carvalho, bem menos que o comum na Espanha, entre 16 e 48 meses de madeira. A tempranilo é a uva rainha da Espanha, pode produzir vinhos muito leves e jovens a vinhos muito longevos e encorpados. O salbide me encantou, mantém perfeito equilíbrio entre fruta e madeira. Mantém a tipicidade da Espanha usando a madeira, vinhas de mais ou menos 45 anos no coração da Rioja, mas muito fácil de beber. O salbide tem uma coloração cereja, intensos aromas de frutas negras e baunilha, muito frescura. E essa é a principal característica de modernidade nesse vinho. É esse frescor e vivacidade que o fazem ganhar admiradores do novo mundo. É o que a gente busca, frescor no vinho. Potência em nariz, equilíbrio em boca e um vinho vivo, com bastante acidez. Bom para acompanhar aperitivos ou um belo jantar. Um vinho para toda hora, sem muitos mistérios. Se bem que ele se abre aos poucos e aí vêm os aromas animais, que eu também amo. Quem sabe você encontre outros aromas? Aproveite e compartilhe comigo usando a #MusicaeVinho.

GUIA SOBRE VINHOS
24 Fev 20262:03EP 402

GUIA SOBRE VINHOS

m meio à enorme oferta de vinhos disponíveis no mercado, algumas pontuações e selos podem te ajudar a destacar os melhores vinhos, ou, pelo menos, os que tenham passado por alguns critérios técnicos, seja por um crítico, por alguma revista especializada ou por um guia de vinhos. Para você entender alguns exemplos, o supercrítico americano Robert Parker é o papa do vinho nesse assunto e pontua vinhos na escala de números de 50 a 100 pontos, sendo que 50 são os vinhos considerados inaceitáveis e 100 pontos, os superconcorridos. A crítica inglesa Ansys Robinson usa a escala de 12 a 20 pontos. O guia italiano Gambero Rosso utiliza o sistema de taças, ou bicchiere em italiano, de 0 a 3 biqueres, e os produtores que alcançam 3 biqueres por 10 vezes consecutivas são premiados com uma estrela. O guia chileno utiliza o sistema de pontos de 80 a 100. O crítico americano James Suckling, já considerado um dos homens mais poderosos do vinho pela revista Forbes, pontua entre 90 e 100. A revista americana Wine Enthusiast avalia entre 50 e 100 pontos. A Wine Spectator, uma outra revista americana, pontua entre 50 e 100. E a revista inglesa The Canter segue o sistema de 50 a 100 pontos também. Dessa forma, é preciso ter cautela ao entender que vinhos com 20 pontos por Jansis Robinson é o máximo e, ao mesmo tempo, abaixo dos 50, inaceitáveis, de Robert Parker. Além dessas pontuações, hoje encontramos níveis de reconhecimento do público em geral, que deixa seus comentários e análises nos aplicativos e pode te ajudar a avaliar e definir uma compra. A minha sugestão é que você comece a fazer as suas próprias anotações e crie seu sistema de classificação. O meu varia entre 1 a 3 estrelas. De manter a moderação para aproveitar o seu próximo vinho.

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