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Dinheiro e Valores

DINHEIRO E VALORES O dinheiro é, sem contestação, um fator importante em nossas vidas. Resolve muitas situações, porém, nem sempre permite comprar aquilo que, em determinadas situações, constitui nosso mais profundo desejo. Podemos comprar uma casa confortável, por exemplo, mas não um lar ditoso. Podemos comprar livros excelentes, mas não o conhecimento. Adquirir os medicamentos mais eficientes, mas não podemos comprar a saúde. Compramos um lugar de destaque entre os homens, mas não o verdadeiro afeto. Com o dinheiro podemos pagar diversões sofisticadas, mas não compramos a felicidade real. Podemos contratar advogados de renome, mas se somos culpados, não compraremos a isenção de culpa. Com o dinheiro podemos subjugar pessoas, mas não compramos o respeito e a admiração. O dinheiro pode pagar os melhores colégios, mas não nos isenta da educação informal. Podemos comprar cama confortável e lençóis de luxo, mas não logramos comprar o sono. Enfim, podemos adquirir um lugar de destaque em cemitério luxuoso, mas não a imortalidade física. Como podemos perceber, o dinheiro é necessário, mas tem valor relativo e transitório. Qual é o valor real do dinheiro? Não se sabe, porque em cada país ele tem um valor diferente. Pensando assim, o bom senso nos diz que não devemos investir o tempo somente para fazer dinheiro, sob risco de ficarmos de mãos vazias nas horas mais difíceis. Vale a pena investirmos um pouco do nosso tempo na conquista de valores imperecíveis que, nem a traça come, nem a ferrugem corrói. Esses valores são a nossa cota de participação efetiva na construção de um lar harmonioso. A leitura nobre e instrutiva que nos garanta a liberdade intelectual. A aquisição de honestidade e fidelidade que nos propiciem a conquista de afetos verdadeiros. A conquista de uma moral adequada que nos garanta, ao mesmo tempo, saúde física e paz de consciência. Uma vivência digna que nos façam homens e mulheres de bem, e não mendigos morais.

14/10/2020 15:30 | DURAÇÃO 2:29

Acomodação

ACOMODAÇÃO O animal satisfeito dorme! Esta reflexão é de Guimarães Rosa, e nós traz , um profundo alerta existencial. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição humana perde substância e energia vital, toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão. Rende-se assim à sedução do repouso e imobiliza-se na perigosa acomodação. A advertência é preciosa, posto que, a satisfação conclui, encerra, termina. A satisfação não deixa margem para a continuidade, para prosseguimento, para a persistência, para desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece. Quando alguém nos fala: Fiquei muito satisfeito com você ou Estou muito satisfeito com seu trabalho, é algo assustador. Tal expressão pode ser entendida como uma barreira ao crescimento, dizendo que nada mais de nós desejam, ou que aquele é nosso limite, nossa possibilidade. O está bom como está pode nos acomodar à situação atual. Seria muito melhor a seguinte expressão: Meu trabalho é bom mas fiquei insatisfeito, e portanto, quero conhecer outras coisas. Percebamos que quando se utiliza da expressão insatisfeito, não é para criticar ou depreciar o trabalho, mas para incentivar a continuidade. Um bom filme, por exemplo, não é aquele que, quando termina, ficamos insatisfeitos, parados, olhando quietos para a tela, enquanto passam os créditos, desejando que não acabe? Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura, o deixamos no colo, absortos e distantes, pensando que poderia não terminar? É desta forma que a vida de cada um também deve ser, afinal de contas, não nascemos prontos e acabados. Ainda bem, pois estar plenamente satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado, e assim, sem necessidades de avanços em novos conhecimentos. O animal satisfeito dorme, pois não tem objetivos de vida, não tem razão para sair do lugar. O ser insatisfeito, sedento por melhorar-se, pára por pouco tempo, avalia-se, celebra e valoriza o que já conseguiu. Depois, segue em frente, rumo ao inexplorado. * * * Como se acomodar perante um horizonte sem limites? Como parar de caminhar sabendo que muito nos aguarda à frente? Como deixar de buscar o aprimoramento constante, se percebemos que quanto mais conseguimos, mais temos por conquistar? Despertemos, aqueles de nós que ainda dormimos o sono da acomodação! Pense nisso, e liberte-se do sono pernicioso do comodismo.

13/10/2020 15:26 | DURAÇÃO 3:06

Aqui Existe Uma Criança

Aqui existe uma criança

12/10/2020 09:00 | DURAÇÃO 3:44

Aborrecimentos

ABORRECIMENTOS Nada mais comum, nas atividades terrenas, do que o hábito enraizado das querelas, dos desentendimentos, das chateações. Como um campo de meninos, em que cada gesto, cada nota, cada menção se torna um bom motivo para contendas e mal-entendidos, também na sociedade dos adultos o mesmo fenômeno ocorre. Mais do que compreensível é que você, semelhante a um menino de pavio curto, libere adrenalina nos episódios cotidianos que desafiem a sua estabilidade emocional. Compreensível que se agite, que se irrite, que altere a voz, que afivele ao rosto expressões feias de diversos matizes. Em virtude do nível do seu mundo íntimo, tudo isso é possível de acontecer. Contudo, você não veio à Terra para fixar deficiências, mas para tratá-las, cultivando a saúde. Você não se acha no mundo para submeter-se aos impulsos irracionais, mas para fazê-los amadurecer para os campos da razão lúcida. Você não nasceu para se deixar levar pelo destempero, pela irritação que desarticula o equilíbrio, mas tem o dever de educar-se, porque tem na pauta da sua vida o compromisso de cooperar com o Universo, à medida que cresça, que amadureça, que se enobreça. Desse modo, os seus aborrecimentos diários, embora sejam admissíveis em almas infantis e destemperadas, já começam a provocar ruídos infelizes, desconcertantes e indesejáveis, nas almas que se encontram no mundo para dar conta de compromissos mais elevados. Assim, observe-se. Conheça-se no aprendizado do bem, um pouco mais. Esforce-se por melhorar-se. Resista um pouco mais aos impulsos da fera que ainda ronda as suas experiências íntimas. Perante as perturbações alheias, aprenda a analisar e não repetir. Diante da rebeldia de alguém, analise e retire a lição para que não faça o mesmo. Notando a explosão violenta de alguém, reflita nas consequências danosas, a fim de não fazer o mesmo. Cada esforço que você fizer por melhorar-se, para que, pouco a pouco, mas sempre, você cresça e se ilumine, e tendo superado a si mesmo, transformando suas noites morais em radiosas manhãs de sol. * * * Quando você for visitado por uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponha-se a ela. E, quando houver conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera, ou do desespero, diga, de si para consigo, cheio de justa satisfação: Fui o mais forte. Pense nisso, mas pense agora. Redação do Pense Nisso com base no cap. 13 do livro Para uso diário, pelo Espírito Joanes, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.

10/10/2020 11:42 | DURAÇÃO 3:21

Como Se Fosse a Primeira Vez

COMO SE FOSSE A PRIMEIRA VEZ Ao retornarem para casa, depois de um dia normal de aula escolar, mãe e filho falavam sobre os acontecimentos daquela tarde. Durante o trajeto, era costume conversarem sobre amenidades. Como o fim do ano se aproximava, a mãe resolveu perguntar ao menino qual a impressão que ficara para ele, a respeito dos professores. O garotinho contou detalhes sobre alguns deles, buscando com cuidado, encontrar palavras que exprimissem suas verdadeiras impressões. Mas acabou surpreendendo a mãe ao fazer a seguinte observação: Eu gosto mesmo é da professora de História, sabe por quê? E, sem dar tempo da mãe pensar em algo que justificasse o seu encantamento, ele seguiu com a resposta: É porque ela trabalha com a nossa turma desde o começo do ano e em todos os dias ela fica tão empolgada e feliz como se fosse o primeiro dia de aula! * * * Essa percepção infantil nos leva à reflexão de que, com o passar do tempo, é comum que a maioria de nós diminua o interesse que mostramos, no momento inicial das nossas atividades. É como se o comodismo fosse um comportamento esperado. E, quando a empolgação inicial por nossos compromissos permanece, trata-se de uma exceção, quando deveria ser o contrário. Que tal experimentarmos olhar as coisas ao nosso redor como se nunca as tivéssemos visto antes? Para nos sentirmos motivados a agir assim, basta que recordemos as emoçõesque sentimos quando vivemos boas experiências pela primeira vez. Quem não se recorda do turbilhão de sentimentos que tomou conta de nossa alma quando nos deparamos, pela primeira vez, com a imensidão do mar? E o indescritível amor que nos invadiu quando carregamos, pela primeira vez, um filho nos braços? E a emoção de ter fitado os olhos da pessoa amada, pela primeira vez? A satisfação pelo primeiro caderno, a felicidade ao concluir as várias etapas escolares, a conquista do primeiro trabalho. Procuremos nos lembrar dessas boas sensações e mantê-las vivas em nosso íntimo, permitindo que elas nos impulsionem a uma atuação enérgica e dedicada. Não deixemos que o entusiasmo pela tarefa que abraçamos diminua a cada dia, pois, se assim permitirmos, quando nos dermos conta, estaremos agindo apenas com automatismo e nos sentindo sobrecarregados. Sigamos o exemplo dessa professora, que consegue transmitir continuamente às crianças, o amor à tarefa e a viva satisfação de ter a oportunidade do trabalho. Qualquer que seja nossa atividade, busquemos desempenhá-la com dedicação. Assim agindo, nosso dia se tornará mais agradável e, com certeza, também levaremos leveza e alegria àqueles que nos cercam. Procuremos fazer com que o prazer em nossas tarefas seja a nossa marca registrada, contagiando, inclusive, aos que nos cercam. Busquemos olhar as coisas à nossa volta como se fosse a primeira vez. E verificaremos que isso nos trará certo encantamento. Redação do Pense Nisso

09/10/2020 09:00 | DURAÇÃO 3:55

Nem Nem

NEM-NEM Segundo as últimas pesquisas os “Nem-Nem”(nem estuda nem trabalha), está crescendo a taxas assustadoras no Brasil. Mais de 25% dos jovens em idade ativa não estudam nem trabalham. Isto terá um grande impacto negativo no desenvolvimento socioeconômico do pais. Além disso, muitos desses jovens ociosos, são presas fáceis dos carteis do tráfico de drogas. Estamos vivendo uma grave crise geracional. A cada dia é “roubado” o futuro de uma grande parcela das gerações mais jovens. Quando as esperanças desaparecem, o risco é de eclosão de uma grande explosão de violência. É preciso que ensinemos aos jovens a necessidade de sermos uteis à sociedade. É preciso mostrar aos jovens o valor do trabalho, da participação e colaboração nas tarefas domésticas, por exemplo. Usando como analogia, isso nos lembra uma singela história: Era sempre assim. O menino chegava na casa da avó e corria a pedir-lhe a bênção. E, logo, vinha a pergunta: E, então, meu filho, o que anda fazendo? Dando de ombros, o pequeno respondia depressa, como quem não quer ficar a dar explicações ou pensar no que deveria dizer: Nada! Naquele momento, repetia sempre a boa senhora: É preciso ocupar bem o tempo. Deus nos deu as mãos e a mente para que as ocupássemos em coisas boas, o tempo todo. Pouco ou nada entendia o garoto, na época. Porém, anos passados, aquela advertência passou a soar como sabedoria. E, certo dia, encontrou em um livro uma pequena mensagem que veio ao encontro daqueles ensinamentos: Cuidado com a hora vazia, sem objetivo, sem atividade. Cabeça ociosa é perigo à vista. Mãos desocupadas facultam o desequilíbrio que se instala. Grandes males são maquinados quando se dispõe de espaço mental em aberto. Só então percebeu ele que quando nada se faz, o pensamento trabalha intensamente e quase sempre, o resultado são coisas tolas, inúteis... * * * Muitos de nós estamos envolvidos com tantas atividades que registramos o tempo a passar de forma muito rápida, como se estivesse a escapar por entre os dedos. Mas, enorme ainda é o número dos que não empregam bem o tempo que têm, e até dizem que ele demora para passar. E outros afirmam que há que se descansar também porque ninguém é de ferro. Perfeitamente aceitável que o corpo necessite de repouso. Não foi por outro motivo que a Divindade instituiu que o corpo repouse, após certo período de trabalho, a fim de se recompor. Descanso, no entanto, pode se dar de várias formas. Podemos descansar, alternando atividades. Cansados fisicamente, podemos atender ao descanso dedicando-nos às artes, à escrita, algo que nos refaça. Cansados mentalmente, podemos descansar realizando um trabalho físico: passear com as crianças, cultivar uma planta, brincar com o animalzinho de estimação, praticar esportes, varrer o quintal, lavar o carro. Se surge uma hora vazia, no decorrer do dia, é saudável que a preenchamos com uma conversação ou atividade positiva. Importante, no entanto, que seja algo que nos dê prazer, que nos enriqueça: o curso de um idioma diferente, o aprendizado de algo novo, o ensaio para uma habilidade manual... E o que dizer de empregarmos esse tempo vazio ofertando-o em atividade voluntária, em benefício de algo ou de alguém? Há tantos que aguardam uma mão amiga, um consolo, uma companhia, um esclarecimento. Importante organizarmos uma lista de atividades do que desejamos realizar, para pormos em prática nas horas vazias. Dessa forma essas horas passarão a nos enriquecer de tesouros de alegria e de paz. Muitos males enfrentados nos dias atuais são reflexos da má distribuição do tempo que dispomos. Valorizemos nossas horas. Enriqueçamos nossas vidas. Ensinemos as nossas crianças o valor do trabalho. Redação do Pense Nisso

08/10/2020 12:45 | DURAÇÃO 5:22

A vida

A vida Durante muito tempo tentei entender o que as pessoas pensavam ao meu respeito... o que esperavam de mim... Parecia difícil separar meus diferentes papéis numa mesma sociedade. Ora filho (um menino, sonhador, cheio de expectativas), ora irmão (o mais velho, já assumindo responsabilidades e um pouco mais realista nesse mundo de tantas desigualdades), mais tarde o amigo (capaz de guardar confidências e ser um abrigo num dia mau); e, de repente, pai e homem de negócios... Tantos compromissos... e muito medo de errar... Sempre tive muitas perguntas, mas eram poucas as respostas... Dias atrás, aprendi, com a sabedoria de Mario Quintana, que a vida pode ser mais leve. Carregar o mundo nas costas, pensar além do amanhã e em tudo de ruim que pode ou não acontecer, não parece uma escolha produtiva... Eu precisava de leveza nos meus dias. Ah, e como isso é bom! Quando parei de me cobrar tanto, aprendi a me amar mais. E quando me amei de verdade pude compreender que, em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa. Percebi que o sofrimento emocional nada me agrega; é um sinal de que estou construindo uma história contra a minha verdade. Foi então que parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Desisti de querer ter sempre razão e com isso errei menos. Desisti também de reviver o passado. Hoje já não me preocupo nem com o futuro. Isso me mantém no presente, que é onde a vida acontece. Descobri que na vida, quando alimentamos um sonho, a gente tem mais é que se jogar, porque os tropeços e tombos são inevitáveis. O que vai acontecer depois disso, a gente só vai saber se, realmente, tentar. Hoje eu sei que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar, mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. Sem amor, sem carinho e sem verdadeiros amigos a vida é vazia, solitária e se torna amarga. Mas a minha felicidade não pode depender dos meus dias bons ou maus. Por isso eu decidi ser feliz. Ser feliz é construir todos os dias a nossa história. Reconhecer que vale a pena viver, apesar dos desafios, incompreensões e períodos de crise. A grande sacada é ser grato por esse presente, nós somos privilegiados por esse milagre... o milagre da vida; Pense Nisso, mas... Pense agora! Redação do Pense Nisso baseado no texto A vida de Mário Quintana

07/10/2020 12:47 | DURAÇÃO 3:46

Ser Feliz

SER FELIZ Você conhece alguém que não queira ser feliz? Já se deparou com quem quer que seja, que não tenha a clara convicção de que deseja ser feliz? Salvo alguém com algum tipo de distonia emocional, todos temos esse profundo desejo. Porém, o que nos faz felizes? O que efetivamente constrói a nossa felicidade e nos realiza? Por incrível que pareça, muitos não sabemos definir o que nos proporciona felicidade. Assim, como não refletimos sobre nossa felicidade, compramos a receita da felicidade alheia. Por falta de um conceito próprio, compramos uma ideia de felicidade que não é nossa, na crença de que, com isso, seremos felizes. Quantos escolhemos a profissão, simplesmente, pelo status que confere, pelo reconhecimento social ou pela possibilidade de enriquecer? Esquecemos de que, antes de qualquer coisa, deve ser fonte de prazer, de realização pessoal, de um sonho de vida. Como resultado, nos tornamos profissionais infelizes, insatisfeitos, contando os dias para a aposentadoria. Quantos abrimos mão do convívio com a família, das horas de descanso com os filhos e cônjuge para trabalhar mais, enriquecer mais rápido, adquirir mais bens e aumentar nosso patrimônio? Isso quando não resolvemos, seguir uma determinada doutrina religiosa, na esperança de conseguir algum bem material.Acreditando que, com isso a felicidade acontecerá como em um passe de mágica. Esquecemos, no entanto, que algumas alegrias e prazeres, embora não sejam contabilizados no patrimônio ou discriminados na declaração de bens, não possuem preço nem moeda que os compre. Não percebemos que, assim agindo, nos tornamos pessoas abarrotadas de bens e vazias do essencial. Alguns consumimos anos de nossa vida alimentando rancores e ódios, desejos de vingança e malquerença contra alguém por algum constrangimento, um desaforo, um deslize. Fixamo-nos em um momento de nossa vivência emocional, e nos acorrentamos em uma história que ficamos a remoer, perdendo o ensejo de continuar a vida, de refazer valores e conceitos, melhorando e aprendendo com as situações infelizes. Nem notamos como nos permitimos transformar em pessoas amargas, pessimistas, de difícil trato e convivência. Construir a própria felicidade não é um processo simples. Não é suficiente desejar ser feliz. É necessário agir para tanto, construindo a felicidade com ações, fazendo as opções corretas e adequadas. E, muitas das vezes, a felicidade nasce apenas no simplificar das coisas da vida. Criamos a necessidade de possuir muitas joias, bens, objetos de arte, quando o importante é apenas ter a posse do necessário. Abrimos mão de valores que são importantes, permitindo-nos corromper para atingir algum objetivo, quando o mais importante é ter a consciência tranquila. Esquecemos de que somos seres imortais, em uma jornada passageira, iludindo-nos como se o mundo fosse a razão para tudo, perdendo até a esperança no amanhã. E se fôssemos resumir qual a receita de felicidade possível nesse mundo aí estaria: a posse do necessário, a consciência tranquila e a fé no futuro. Tudo o mais são as ilusões que construímos achando que serão elas que irão alimentar e manter a nossa felicidade. Pensemos nisso. Redação do Pense Nisso.

06/10/2020 12:50 | DURAÇÃO 4:11

Fazer o bem

Fazer o bem Estamos vivendo um momento decisivo, uma oportunidade para fazer o bem. Basta olhar para o lado e perceber que existe alguém que precisa de ajuda. Talvez financeira, ou simplesmente um tempo de qualidade, uma conversa, um bom conselho... E isso precisa ser feito agora. Amanhã, provavelmente... o amigo estará distante; a dificuldade estará maior; a doença terá ficado mais grave; o problema talvez surja mais complicado. Uma segunda chance para ajudar... pode não existir mais. A boa semente plantada agora é uma garantia da produção valiosa no futuro. A palavra útil, pronunciada sem adiamento, será sempre uma luz, uma mão estendida no tempo certo. Se deseja ser desculpado de alguma falta, aproxime-se agora daqueles a quem feriu e revele o seu propósito de reajustamento. Se você se propõe a auxiliar o companheiro, ajude­o sem demora para que a sua ação fraterna responda às necessidades dele, com a desejável eficiência. Não se mantenha na expectativa improdutiva, quando pode contribuir em favor da alegria e da paz. A doação adiada tem gosto amargo. Então, não deixe pra amanhã... Deixar para mais tarde o bem que podemos realizar é desperdiçar o tempo que temos na Terra. Não existe nada mais triste do que chegar num ponto da vida e sermos invadidos por pensamentos de que devíamos ter feito algo mais; que devíamos ter corrigido algo; que podíamos ter aproveitado melhor determinada oportunidade ou desfrutado mais da companhia de alguém. É uma culpa que não precisamos carregar se, hoje, aprendermos a ser mais presentes, e decidirmos a caminhar mais atentos ao que nos rodeia. Se assim agirmos, perceberemos que o bem grita em nossa intimidade, muitas vezes. Ele nos convida, nos chama. O problema é que, por diversas vezes, alegamos não dispor de tempo ou acreditamos não ser o momento; Não temos coragem ou o orgulho não permite que ultrapassemos determinadas barreiras. Abraçamos nossas próprias razões, apresentamos nossas justificativas. Ferimos mais aos outros e a nós mesmos. Precisamos aprender a ouvir melhor esses convites íntimos, esses clamores que vêm do coração nos conclamando a enxergar a chance. A perdoar. A compreender! A falar com essa ou aquela pessoa. A ajudar. Não podemos perder oportunidades como essas... são chances valiosas. Por isso, é importante que estejamos abertos ao bem. Necessitamos avaliar os nossos pensamentos. Eles precisam estar em equilíbrio. Rejeitemos o ódio, a revolta, o estresse. Quando estamos bem, sintonizamos com o bem. Alimentemos nossa mente com conteúdos positivos. Leia todos os dias, invista seu tempo numa boa conversa com pessoas que te façam sorrir, amigos capazes de deixar seus dias mais leves; assista a palestras, estude bastante, compartilhe o conhecimento adquirido. Uma mente preenchida com bons pensamentos não tem espaço para ideias maldosas ou tolas... Não nos deixemos intoxicar pela negatividade de alguns, pelo pessimismo daqueles que afundaram e querem levar outros com eles. Sejamos nós os agentes da mudança, construindo boas ações; pessoas que auxiliam, que mudam para melhor o panorama do mundo, fazendo o bem. Sejamos nós o sorriso que acolhe, o gesto gentil que inspira, a palavra sensata que não julga, que elogia e traz sempre uma demonstração de amor. Nós podemos fazer a diferença na vida de alguém, Pense nisso... Mas, pense agora. Redação do Pense Nisso, baseado no Momento Espírita, com trechos do cap. 119, do livro Fonte Viva, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.

05/10/2020 13:06 | DURAÇÃO 4:45